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terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Saudações ao povo chileno * Jetro Fagundes / PA

SAUDAÇÕES AO POVO CHILENO
Para Pablo Neruda
Poeta maior amigo de
Salvador Allende
saudoso presidente Chileno
matado por golpistas militares
 
Onde Salvador Allende
Sofreu Golpe Militar
O cidadão não se vende
Nem se deixa enganar
Santiago é só festança
O povo na rua dança
Sem ter hora pra acabar
 
Poeta Pablo Neruda
Enquanto neste país
Tamos num Deus nos acuda
Vivendo quase num triz
Descendente de Croatas
Derrotou psicopatas
O teu Chile tá feliz
 
Poeta dos mais queridos
Eu preciso te contar
Dos poéticos alaridos
De festança popular
Desde as origens chilenas
Terras de Punta de Arenas
Pra além de Vina del Mar
 
Meu poeta, um menino
Que foi líder estudantil
Lá no teu País Andino
Confrontou esquema ardil
Sendo eleito presidente
E o Chile, evidentemente
Hoje é só festejos mil
 
Festa da Democracia
Pela histórica eleição
De alguém da Advocacia
Defensor de cidadão
Lindo Gabriel Boric
Faz direita ter chilique
Ataque do coração
 
Muita festança, sorriso
Pela Patagônia Austral
Por toda Valparaiso
Teu recanto literal
A cidade portuária
Hoje, em mantra literária
Só lembra o Canto Geral
Tal festa castelhana
Por tudo quanto é local
Lembra Lá Sebastiana
O teu residencial
 
Adonde tu escrevias
As mais lindas poesias
De cunho internacional
Pra falar bem a verdade
Hoje o Chile, tua nação
É Canto de Liberdade
Memória, recordação
Victor Jara tá presente
Saudando a gente valente
Em viva celebração
 
No Chile celebrativo
Nunca que vai se esquecer
Quem tá cada vez mais vivo
Em seu povo a reviver
Viva Salvador Allende
Na Pátria que não se rende
Ao facínora poder
 
Quem tá vivo, em Lá Moneda
Em presente memorial
Sabe a natural vereda
Do Chile, teu chão natal
Por ali o nazifascismo
Vê seu neoliberalismo
Nos quintos do funeral

Meu poeta, enquanto isso
Padecemos triste afã
Com Coiso sem compromisso
Que nem sabe o que é IPHAN
Um cara que em Brasília
Tá pra proteger famílias
Como a do Velho da Havan
 
Meu poeta, me despeço
Dizendo nunca esquecer
Cada resistente verso
Um tratado de escrever
Nobel de Literatura
Combatias estruturas
Do neofascista poder

Jetro Cabano Fagundes
Ilha do Marajó, País Chamado Pará
Em Memória de Salvador Allende
Eterno Presidente do Povo Chileno
E viva Gabriel Boric, novo Presidente do Chile
ACESSE O FACE DO AUTOR

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

SOMOS CINCO MIL * VICTOR JARA / CHILE

SOMOS CINCO MIL

Ontem, 16 de setembro de 2020 completaram-se 47 anos do seu assassinato Companheiro Victor Jara fulminado pela ditadura militar chilena sob o comando do ditador Pinochet, após longos dias de tortura e humilhações no Estádio Nacional do Chile junto com estudantes, professores, operários e intelectuais da sociedade chilena. Mas ninguém morreu em vão. Todos serão vingados com a construção da sociedade socialista!

Morte ao capitalismo!

Vida longa aos heróis que tombaram lutando!!

_(El último poema de Víctor Jara, escrito en el Estadio, antes de ser asesinado)_


Somos cinco mil aquí.
En esta pequeña parte de la ciudad.
Somos cinco mil.
¿Cuántos somos en total
en las ciudades y en todo el país?
Somos aquí diez mil manos
que siembran y hacen andar las fábricas.
¡Cuánta humanidad
con hambre, frío, pánico, dolor,
presión moral, terror y locura!
Seis de los nuestros se perdieron
en el espacio de las estrellas.
Un muerto, un golpeado como jamás creí
se podría golpear a un ser humano.
Los otros cuatro quisieron quitarse todos los temores,
uno saltando al vacío,
otro golpeándose la cabeza contra el muro,
pero todos con la mirada fija de la muerte.
¡Qué espanto causa el rostro del fascismo!
Llevan a cabo sus planes con precisión artera sin importarles nada.
La sangre para ellos son medallas.
La matanza es acto de heroísmo.
¿Es éste el mundo que creaste, Dios mío?
¿Para esto tus siete días de asombro y trabajo?
En estas cuatro murallas sólo existe un número que no progresa.
Que lentamente querrá la muerte.
Pero de pronto me golpea la consciencia
y veo esta marea sin latido
y veo el pulso de las máquinas
y los militares mostrando su rostro de matrona lleno de dulzura.
¿Y Méjico, Cuba, y el mundo?
¡Qué griten esta ignominia!
Somos diez mil manos que no producen.
¿Cuántos somos en toda la patria?
La sangre del Compañero Presidente
golpea más fuerte que bombas y metrallas.
Así golpeará nuestro puño nuevamente.
Canto, que mal me sales
cuando tengo que cantar espanto.
Espanto como el que vivo, como el que muero, espanto.
De verme entre tantos y tantos momentos del infinito
en que el silencio y el grito son las metas de este canto.
Lo que nunca vi, lo que he sentido y lo que siento
hará brotar el momento...

Fonte:
https://www.facebook.com/430026257126866/posts/3100666880062777/ 
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