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quinta-feira, 12 de maio de 2022

MEMORIAL ÀS VÍTIMAS DA CHACINA DO JACAREZINHO * Brasil de Fato

MEMORIAL ÀS VÍTIMAS DA CHACINA DO JACAREZINHO


 Polícia Civil do RJ destrói com caveirão placa em homenagem a mortos na Chacina do Jacarezinho

Memorial, inaugurado no último dia 6 quando mortes completaram um ano, homenageava também policial morto em operação

POLÍTICA DE DESTRUIÇÃO EM MASSA

CLAUDIO CASTRO NAZISTA

Monumento foi inaugurado no último dia 6, quando a chacina do Jacarezinho completou um ano - Reprodução/Redes sociais

Policiais civis do Rio de Janeiro destruíram na tarde desta quarta-feira (11) uma placa em homenagem aos 28 mortos da chacina do Jacarezinho, na Zona Norte da capital, ocorrida em maio do ano passado. Os agentes utilizaram um "caveirão" (carro blindado) para arrancar a placa do chão e destruíram o objeto a marretadas.

Leia mais: "Enxugamos gelo sujo de sangue", avalia presidente da Comissão de DH da Alerj sobre Jacarezinho

A ação da Polícia Civil gerou a indignação de moradores, de familiares dos mortos, de lideranças de movimentos populares e de parlamentares. A deputada Renata Souza (PSOL) lembrou que o monumento foi inaugurado no último dia 6, quando completou um ano da operação policial no local e repudiou o comando da segurança pública pelo governador Cláudio Castro (PL).

"A polícia de Claudio Castro mata e depois destrói a memória. É o genocídio casado ao memoricídio: o assassinato da memória de nossa violência social. Muito grave! Total repúdio a essa ação violenta", afirmou a parlamentar.

Em nota, a Secretaria de Polícia Civil alegou que a diligência, realizada por meio da 25ª DP (Engenho Novo) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), teve por objetivo retirar o memorial que fazia "apologia ao tráfico de drogas" e que "foi realizada perícia no local e no material apreendido formalmente". 

Entre os 28 homenageados na placa destruída, porém, constava também o nome do policial André Frias, morto durante a operação de maio do ano passado. A Secretaria argumenta que não houve autorização da esposa e da família do agente para a homenagem.

O fotógrafo e documentarista Bruno Itan registrou a ação dos policiais. No vídeo, os agentes retiram a placa de metal, onde consta o nome dos mortos na operação. Em seguida, o carro blindado da polícia é usado para derrubar o totem de concreto onde a placa estava instalada.

Em janeiro deste ano, Cláudio Castro deu início à implementação do programa de segurança pública Cidade Integrada. O Jacarezinho foi escolhido como comunidade onde o projeto começou a funcionar. Mas o programa, similar ao modelo das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), tem sido alvo de diversas denúncias, como a de policiais que invadiram e roubaram objetos na casa de moradores do bairro. 

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sábado, 23 de outubro de 2021

Avançar a luta comunitária * Cezar Gomes / Manguinhos-RJ

AVANÇAR A LUTA COMUNITÁRIA

Hoje existem vários interesses em jogo dentro das comunidades.

Nessas disputas, estão os políticos oportunistas, que cooptam lideranças, sejam ligadas às igrejas, ao tráfico, e aos milicianos.

Todos estes segmentos, sabem do potencial das comunidades,  travam disputas internas, para manter o controle destes espaços, que não deixam de ser um gerador de renda, através do comércio, e dos empreendedorismos, que já faz parte do dia-a-dia das favelas. 

Principalmente neste momento de crise, em que a favela tornou-se um lugar onde se viver, até da classe média. 

As ONGS, também ganharam forças nas comunidades, e cumprem um papel social imediatistas.

Muitas lideranças das ONGS tornam-se funcionários, com salários para desenvolver o trabalho. 

Nada contra, mas o papel de organização e formação política, deixa de existir. 

Os moradores de favelas, que na sua maioria, vivem na miséria, ficam dependentes das ajudas, vindas ONGS.

Não podemos negar a importância da solidariedade, neste momento difícil de pandemia, feito pelas ONGS, aos necessitados .

Precisamos organizar fóruns para debater o papel das favelas e a formação política das lideranças, como agente transformador, consciente do seu papel histórico nas lutas sociais.

Sem a cooptação dos políticos oportunistas.

Manguinhos desenvolve um trabalho com agricultura familiar e também com pessoas portadoras de transtornos mentais, entre outras atividades, com a parceria da Fundação Oswaldo Cruz. 

Que é uma instituição séria, e sempre está fazendo seminários com os agentes comunitários. 

 A comunidade precisa se fazer representar

na cultura, na educação, na saúde, e  na sua capacidade de luta !!!!