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sábado, 18 de julho de 2026

A DIREITA NÃO QUER QUE AS MULHERES VOTEM * Maria Teresa Cruz+Raquel Setz/Brasil de Fato

A DIREITA NÃO QUER QUE AS MULHERES VOTEM
Por que o voto feminino voltou a ser questionado pela extrema direita.

Em pleno 2026, um debate que parecia superado há quase um século retorna ao cenário político: a legitimidade do voto feminino. O que começou como um movimento em nichos da extrema direita nos Estados Unidos chegou no Brasil, impulsionado por influenciadores e figuras políticas conservadoras que questionam se as mulheres deveriam, de fato, participar das decisões democráticas.

Para a historiadora Joana Maria Pedro, professora emérita da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), esse fenômeno não é um caso isolado, mas uma estratégia recorrente em períodos de crise e autoritarismo.

“Não é a primeira vez que esse tipo de coisa acontece. Nos anos 1930, quando veio a crise da bolsa de valores, os empregos desapareceram, as fábricas quebraram, a economia quebrou, vários países cogitaram retirar direitos conquistados pelas mulheres”, alerta a pesquisadora. “O máximo que conseguiram foi parar os avanços”, completa, citando exemplos de Portugal, onde efetivamente o direito amplo ao voto feminino data de 1975, e da Alemanha nazista, quando mulheres perderam o direito de serem juízas ou ocuparem cargos em universidades, e a possibilidade de serem eleitas foi reduzida a zero.

No Brasil, o voto conquistado em 1932 era inicialmente restrito a mulheres viúvas ou solteiras com profissão, só se tornando plenamente obrigatório e equivalente ao dos homens em 1946. “Em todo esse período, havia o nazismo, os fascismos, salazarismo. No Brasil, nós tínhamos Getúlio Vargas, que também estancou as possibilidades de avanço, mas a gente não chegou a perder”, detalha. “A gente vai conseguir mesmo [ampliar o direito ao voto] em 1988, quando até votos de analfabetos serão conseguidos.”

Segundo Joana Maria Pedro, a fragilidade desses direitos reside na própria estrutura da sociedade ocidental. “Nós temos na nossa cultura ocidental a ideia de que o próprio direito individual vem com a sociedade burguesa. Se você olhar as narrativas gregas, que a burguesia do século 18 se utilizou, as mulheres não tinham direito algum a qualquer participação política. Aliás, nem eram todos os homens: somente homens com propriedades que poderiam participar das discussões políticas”, explica a historiadora, ressaltando que o modelo de “família ideal”, com a figura do homem provedor e a mulher dedicada ao lar, é uma invenção política para controlar o mercado de trabalho e a moralidade social.

Os argumentos atuais da extrema direita bolsonarista frequentemente classificam as mulheres como “más eleitoras” por suas inclinações políticas e pelo machismo sobre o qual se estrutura nossa sociedade. “O principal argumento é que haveria destruição da família, porque as mulheres que tinham uma constituição tão frágil, tão emocional, não saberiam votar, porque isso exige um raciocínio lógico do qual as mulheres tinham deficiência. Elas eram mais emoção do que razão”, explica.

Contudo, por trás dessa retórica, esconde-se um projeto econômico e social. Ao defender que o voto seja “por família” e, portanto, representado pelo homem, esses grupos buscam restaurar uma hierarquia que retira as mulheres da concorrência no mercado de trabalho em tempos de desemprego.

“Os colonizadores conquistaram os homens prometendo que eram eles que iam mandar. Nas famílias, era a voz deles que iria prevalecer, o mando deles que iria prevalecer. Então, quando eu vejo um pastor dizendo isso, eu entendo que ele está usando os livros religiosos, as questões religiosas, para ter de volta a tal família. Mas por que essa tal família é tão importante? Porque tira da concorrência de trabalho um contingente significativo de pessoas”, revela.

A pesquisadora aponta uma convergência com o pensamento neoliberal. “Esse discurso ajuda muito os empresários, porque, se o Estado não precisar de dinheiro para oferecer equipamentos para as famílias [como creches e saúde], não vai precisar de tantos impostos”, afirma Joana Maria Pedro.

A historiadora adverte que a maior ameaça ao voto feminino hoje não viria de uma canetada autoritária imediata, mas de um processo de convencimento moral por meio de doutrinas religiosas fundamentalistas. “O risco seria através da religião. Eu acho que é a coisa mais eficiente que existe. Se eles conseguirem, de fato, convencer a maioria das pessoas de que o voto das mulheres é uma coisa imoral perante Deus, que isso destrói a família sagrada, a gente perde o direito ao voto, assim como perde outros direitos”, pontua a professora.
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quarta-feira, 25 de setembro de 2024

O QUE É ISSO COMPANHEIRO? * Organização Comunista Arma da Crítica/OCAC

O QUE É ISSO COMPANHEIRO?
LULA TEVE MICROFONE CORTADO NA ONU
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Semana que passou, o ministro do TCU, ex-secretário geral da Presidência sob Bolsonaro, suspendeu medida provisória emitida pelo Presidente Lula. Na mesma semana, o Copom do Banco Central aumentou a taxa Selic, com deflação no IPVA e corte dos juros nos Estados Unidos e Europa.

No caso do TCU, independente do mérito, que poderes tem um ministro do TCU, que nem tribunal é, de suspender um diploma legal emitido pela Presidência da República? E o que faz a bancada do Copom, nomeada por Haddad, em seguir os ditames do presidente do Banco Central nomeado por Paulo Guedes?

No plano internacional, Lula teve seu microfone cortado em seu discurso em atividade da ONU. E foi obrigado a abandonar evento promovido por Clinton devido a abuso da segurança presidencial estadunidense.

A política externa errática do governo cobra seu preço, em prestígio internacional. Maduro tomará posse, independente da posição subalterna do Brasil. Mais, Venezuela pediu adesão aos BRICS. O que fará a diplomacia brasileira?

Os resultados econômicos numéricos são bons, comparados com o desempenho de Temer e Bolsonaro. Mas insuficientes para serem sentidos pela população.

A crise ambiental é fruto do desmonte dos governos passados. O governo, porém, se orgulha de dar financiamento subsidiado recorde ao agronegócio. E a inação do ministério do meio ambiente é admitida pela própria titular do cargo.

O sinal amarelo está aceso há muito para o governo. Pode passar para vermelho a depender dos resultados das eleições municipais. O desempenho nas pesquisas dos candidatos da esquerda reflete os dois anos de política de rendição, nos planos econômico, ambiental, social e educacional.

A mudança de rumos tem de ser agora. Se o grau de rendição e desarticulação do governo continuar nesse patamar, o caminho do fascismo estará pavimentado.

É mais necessário do que nunca, que o movimento operário e popular se mobilize e promova ações em torno dos direitos sociais e do trabalho, da soberania nacional e da defesa das liberdades democráticas, em uma agenda que não dependa das iniciativas do governo.

Organização Comunista Arma da Crítica
OCAC

quinta-feira, 27 de junho de 2024

É POSSÍVEL FAZER O LIBERAL-FASCISMO RECUAR * Organização Comunista Arma da Crítica/OCAC

É POSSÍVEL FAZER O LIBERAL-FASCISMO RECUAR



A reação popular contra o PL 1.904/24, que pune duramente a vítima de estupro e com pena mais leve o estuprador, impôs um recuo ao campo liberal-fascista. Em poucos dias o país foi tomado por manifestações de repúdio.

Artur Lira (PP/AL) e a bancada evangélica, diante das manifestações e da repercussão negativa do PL, mesmo entre vários congressistas, recuaram da urgência do projeto. Mas para não assumirem a derrota falam em criar uma comissão especial para analisa-lo.

A derrota momentânea do PL 1.904/24 foi antecedida por outra. Trata-se da repercussão negativa da Proposta de Emenda Constitucional 3/2022, que abre brecha para a privatização das praias.

Ambos os casos mostram claramente que há espaço para construir uma resistência ao projeto liberal-fascista. Porém, a grande dificuldade da esquerda de modo geral e dos comunistas em particular, é como construir um sentimento de repúdio à deterioração dos direitos sociais e trabalhistas. Esses temas, somados à condução da política econômica, ainda não geram um repúdio generalizado das massas trabalhadoras.

Um exemplo está na Proposta de Emenda Constitucional 18/11, parada há 13 anos na Câmara. Ela reduz a idade mínima para um menor de idade ter um contrato de trabalho formal de 16 para 14 anos. A tramitação da PEC foi retomada dia 17 de junho passado e a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara já se preparava para votá-la.

Contudo, essa PEC, que também representa um duro ataque à juventude proletária, não recebeu do conjunto da sociedade o mesmo grau de repúdio. A crítica está restrita por enquanto aos movimentos que atuam há décadas na defesa dos direitos das crianças e adolescentes. É preciso considerar a gravidade dessa PEC, que ao reduzir a idade mínima de trabalho, fará aumentar a oferta de trabalhadores e produzirá um barateamento generalizado dos salários. Além disso, exporá esses jovens a várias formas de violência, inclusive a abusos sexuais.

O silêncio em torno de temas como direitos sociais e trabalhistas, além da condução da política econômica, é revelador. Ele indica o predomínio na consciência popular de uma espécie de normalização do programa ultraliberal, em que o destino das massas trabalhadoras é o de serem superexplorados.

As manifestações contra o PL 1.904/04 precisam ser mantidas. Não se pode confiar no recuo de Artur Lira. É preciso exigir o arquivamento dessa aberração. Os protestos mostram que há reservas de indignação contra a política do campo liberal-fascista que podem ser mobilizadas. É possível fazer o liberal-fascismo recuar.

A tarefa dos comunistas é como gerar indignação e fazer as massas despertarem para pautas de natureza ligadas diretamente aos direitos sociais e a política econômica.

ORGANIZAÇÃO COMUNISTA ARMA DA CRÍTICA
OCAC

sexta-feira, 14 de junho de 2024

BANCADA DO ESTUPRO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

BANCADA DO ESTUPRO

BOM, VEJAMOS: À
BANCADA DA BALA
BANCADA DO BOI
BANCADA DA BIBLIA
BANCADA DOS BANCOS

VEIO SE SOMAR A
BANCADA DO ESTUPRO.

ESTE É UM PAIS
OU O REFUGIO DOS BRUTOS?

É VOCÊ QUE DECIDE!


*você que quer mandar mulher estuprada na cadeia !*
*-leve um estuprador para sua casa*
( antes consulte sua, mãe, sua, filha e sua sua vizinha )


PASTOR ESTUPRADOR




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O ato em São Paulo foi enorme e muito diverso! As meninas e mulheres brasileiras dizem NÃO AO PL 1904! Não ao PL da Gravidez Infantil! #PLdoEstupradorNão #CriançaNãoÉMãe 
 Ato na Cinelândia, Rio de Janeiro, contra o PL DO ESTUPRADOR
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