Mostrando postagens com marcador subversao. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador subversao. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de maio de 2023

O PARTIDO DE TIRADENTES * E. Precilio Cavalcante / RJ

 O PARTIDO DE TIRADENTES


No Brasil só existem dois partidos, o partido de Tiradentes e o de Joaquim Silvério dos Reis! Dizia o saudoso Doutor Barbosa Lima Sobrinho. 


“Eu pertenço ao Partido de Tiradentes!”, ele afirmava.

E nós também, afirmamos!

Tiradentes defendia o Brasil e o direito de os brasileiros viverem livres. 

Joaquim Silvério dos Reis defendia a exploração colonial de Portugal. 


Mas ainda hoje temos muitos partidários declarados das ideias de Joaquim Silvério dos Reis. 

Tais como o atual presidente do Banco Central, o Sr. Roberto Campos Neto, que não está sozinho. 


 O atual governador de Minas Gerais, o empresário Romeu Zema, também é um ferrenho partidário de Joaquim Silvério dos Reis!

 No dia 21 de abril, ele declarou que Tiradentes e os demais inconfidentes eram criminosos, que conspiravam contra o poder colonial português.   


O sr. Roberto Campos Neto, tal qual o avô, Roberto Campos, também conhecido por "Bobby Fields", não foge à regra!

Podemos dizer do sr. Roberto Campos Neto, que: quem sai aos seus não degenera. 


Roberto Campos, "Bobby Fields", ganhou tal apelido por ser o mais entreguista de todos os entreguistas brasileiros.  Era o filiado número um do Partido de Joaquim Silvério dos Reis. 

Todos os lacaios fascistas da direita, são filiados ao partido de Joaquim 

Silvério dos Reis. E lutam contra a independência e a soberania nacional! 


A maior tragédia do Brasil, a tragédia de um povo, é vivermos até hoje, 2023, na situação de colônia. É a colonização continuada. 

Não rompemos com o colonialismo português, seguido pelo inglês. 


E hoje somos Brazil com “Z”, colônia do Império ianque.

Os militantes do Partido de Tiradentes lutaram e lutam por um Brasil livre e soberano!

Os militantes do Partido de Joaquim Silvério dos Reis lutam para manter a dependência ao Império ianque.

 Defendem os interesses do Tio Sam, da metrópole ianque, com unhas e dentes! 


Alegam: nós temos uma meia independência, uma meia soberania, somos relativamente soberanos! 

E isto existe?! Meia soberania, soberania relativa! 

Existe sim, para os militantes do Partido de Joaquim Silvério dos Reis. Que defendem o atraso colonial.

 Lutam em defesa do atraso como se fosse uma seita pela qual dão a vida, se necessário. São os monges do atraso!


Abaixo os partidários de Joaquim Silvério dos Reis!


E. Precilio Cavalcante.

Um militante do Partido de Tiradentes. 

Rio de Janeiro, 29 de abril de 2023. 

*

terça-feira, 8 de novembro de 2022

O cálculo do chantagista * Demétrio Magnoli-USP

 O cálculo do chantagista

É hora de responder ao golpismo com a lei e a necessária repressão

4.nov.2022 às 19h16


"Intervenção federal" – as duas palavras escritas nas faixas desfraldadas por arruaceiros bolsonaristas pretendem significar "golpe militar". O projeto do golpe, porém, ficou para trás. A escumalha iludida por seu líder funciona como massa de manobra. Bolsonaro a emprega para outra finalidade.


O ainda ocupante do Palácio do Planalto sonhou com o golpe desde que, no primeiro dia, vestiu a faixa presidencial. A trama golpista foi barrada pela resistência das instituições e, em especial, pela recusa dos altos comandos militares a participarem da aventura tresloucada.


O golpe morreu uma vez em novembro de 2020, quando o então comandante do Exército, Edson Pujol, declarou que sua Força não é instituição de governo nem tem partido. Morreu mais uma vez a partir de abril de 2021, quando os novos chefes das três Forças aplicaram discretamente, sem qualquer declaração pública, o princípio expresso pelo demitido Pujol.



Bolsonaro não desistiu, engajando-se na tentativa de ressuscitar os mortos. O plano derradeiro era tirar proveito da desastrada tática conciliatória do TSE, que aceitou incorporar representantes militares no processo de fiscalização da integridade das urnas eletrônicas. Não funcionou. Os militares designados pelo Ministério da Defesa empenharam-se no esporte da simulação, rejeitando as alternativas de confirmar ou impugnar a lisura do sistema de voto. Então, o golpe morreu pela terceira vez.


A quarta e última morte deu-se na noite de 26 de outubro. Ali, convocados pelo presidente para uma reunião extraordinária, os comandantes militares não aceitaram alinhar-se à chicana desesperada de denúncia do alegado boicote de rádios às inserções eleitorais da campanha bolsonarista.

Bolsonaro sabe que a oportunidade passou. O golpe virou arruaça. Ele e seu círculo golpista mais próximo patrocinaram os bloqueios rodoviários com uma meta distinta: pressionar as instituições a conceder ao presidente e seus filhos uma garantia de impunidade judicial. A chantagem baseia-se na ideia de tomar o Brasil como refém e objeto de intercâmbio. No fim, em troca da negociação de uma espécie de anistia prévia, Bolsonaro concederia à nação o retorno à vida normal.


Para evitar um desfecho oposto ao planejado, o chantagista organizou uma operação de duplicidade informacional. Numa ponta, evoluiu do silêncio à declaração ambígua, de leitura aberta, emitida na terça-feira, e dela ao apelo direto pelo fim dos bloqueios, emitido no dia seguinte. Na outra, os gerentes de suas redes sociais insistiram na conclamação ao fechamento das estradas, indicando que a mensagem genuína do líder não sofrera reversão. Por essa via tortuosa, Bolsonaro tenta livrar-se da acusação de subversão da ordem democrática e, simultaneamente, conservar o ímpeto do movimento subversivo.


A operação está cravejada de incertezas e riscos. Como impedir que a duplicidade provoque uma cisão definitiva no bolsonarismo, separando a facção mais radicalizada da massa dos seguidores? Como controlar o grau de radicalização, evitando desfechos inesperados capazes de cancelar a negociação institucional? O apelo à substituição dos bloqueios por manifestações golpistas "pacíficas" foi uma tentativa de quadratura do círculo, não uma renúncia à estratégia da chantagem.


O objetivo de Bolsonaro é mostrar força, poder de mobilização, para vergar o sistema de justiça, elevando-se acima da lei. Se conseguir colocar as instituições de joelhos, conservará a unidade da direita em torno da sua liderança. Caso contrário, a direita se fragmentará –e só restará ao chantagista uma franja incapaz de conviver com as regras do jogo.


É hora de responder ao golpismo com a musculatura da lei, acompanhada pela necessária repressão. Os extremistas que sonham com o cassetete da ditadura precisam conhecer o cassetete da democracia.

Demétrio Magnoli

Sociólogo, autor de “Uma Gota de Sangue: História do Pensamento Racial”. É doutor em geografia humana pela USP.

***

sexta-feira, 20 de maio de 2022

Assange, Herói da Humanidade * Anita Leocadia Prestes / RJ

 Assange, Herói da Humanidade 

Anita Leocadia Prestes / RJ

*"Salvar a vida de Julian Assange - Obrigação de todos os homens e mulheres de bem!"* 

maio 19, 2022


https://cpelalibertacaodejulianassange.blogspot.com/2022/05/salvar-vida-de-julian-assange-obrigacao.html


Na qualidade de filha de Luiz Carlos Prestes e de Olga Benario Prestes, dois revolucionários que dedicaram suas vidas à luta contra o fascismo e pela democracia, pela justiça social e contra o obscurantismo; na qualidade de vítima do fascismo, resgatada por minha avó paterna Leocadia Prestes de uma prisão na Alemanha nazista, onde minha mãe foi assassinada numa câmara de gás; sinto-me no dever de lembrar que fui salva graças a uma campanha mundial pela libertação dos presos políticos no Brasil, pela liberdade da minha mãe e minha. 


Foram a força e a pressão exercidas por esse movimento de solidariedade que garantiram minha libertação. Eis a razão por que me considero filha da solidariedade internacional. 


A solidariedade internacional tem o dever de salvar agora a vida de Julian Assange, mantido injustamente preso na Inglaterra há mais de três anos e ameaçado de deportação para os EUA, onde, se for julgado, poderá enfrentar pena de 175 anos de prisão. 


Com estado de saúde precário, Assange está condenado à morte por ter denunciado os crimes do imperialismo e contribuído, com a fundação do Wikileaks, para a luta contra o fascismo e a democracia no cenário mundial. 


Se Assange for extraditado e condenado nos EUA por expor crimes de guerra, estaremos assistindo a criminalização de um jornalista que possibilitou o vazamento de informações de interesse público e expandiu o poder da liberdade de expressão contra os poderosos com o advento da internet. 


Levantemos nossas vozes contra mais esse crime dos imperialistas e, através desta campanha que ora se inicia no Brasil, somemos nossas forças ao movimento mundial em prol da salvação de Julian Assange, impedindo sua extradição e assegurando sua libertação! 


Anita Leocadia Prestes

Autora de vasta obra sobre a atuação política de Luiz Carlos Prestes e a história do comunismo no Brasil. É doutora em história social pela Universidade Federal Fluminense, professora do Programa de Pós-Graduação em História Comparada da UFRJ e presidente do Instituto Luiz Carlos Prestes.


Anita Leocadia Prestes nasceu em 27 de novembro de 1936 na prisão de mulheres de Barnimstrasse, em Berlim, na Alemanha nazista, filha dos revolucionários comunistas Luiz Carlos Prestes, brasileiro, e Olga Benario Prestes, alemã.

***

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Recusar vacina é crime * José Marcos de Lima Araújo

RECUSAR VACINA É CRIME

CONSULTE A LEI
"Está no artigo 3º, inciso 3, alínea d. “E no caso de se recusar a vacina ou descumprir o que for determinado por força dessa própria lei, podemos nos reportar ao artigo 268 do Código Penal, sobre infringir determinação do poder público destinada a impedir a propagação de doença contagiosa. É crime, está capitulado como pena de detenção de um mês a um ano e multa..."

Não se vacinar não é um direito.

O livre arbítrio, o direito de decidir sobre seu próprio corpo e sobre viver ou morrer não é absoluto.

Quando essa decisão interfere na saúde e até na vida das outras pessoas para a ser um direito coletivo, onde a defesa sanitária; os estudos acumulados da ciência já demonstraram que as pessoas vacinadas não apenas se protegem do adoecimento e do risco de morte, mas também estendem a terceiras pessoas essa condição.

Um grande percentual, em torno de 70 %, das vítimas da COVID ocorrem nas pessoas não vacinadas e também são essas pessoas que transmitem a outras pessoas o mortífero vírus.

Dessa forma, não é legítimo e nem humano, o cidadão afirmar que tem o direito de se recusar a receber a vacina, pois não é apenas a vida dele que está em risco.
Antes de ser um direito individual da pessoa, onde todas as comprovações científicas da validade da vacina, já demonstrou a falsidade das afirmações de malefícios da mesma, como virar réptil, adoecer de aids e outras insanidades. A vacina é um direito da sociedade, coletivo e superior a outros.

É inaceitável permitir que uma pessoa siga sem vacinação, colocando em risco a vida de centenas de outras, baseado em fake news e negacionismo.

A insistência em não aceitar a vacinação precisa ser encarada como transgressão do direito à vida, como crime premeditado à coletividade, poderia ser incluído no código penal.

José Marcos de Lima Araújo

terça-feira, 17 de agosto de 2021

O livro e a América * Castro Alves / BA

O LIVRO E A AMÉRICA
CASTRO ALVES / BA


Talhado para as grandezas,
P’ra crescer, criar, subir,
O Novo Mundo nos músculos
Sente a seiva do porvir
--- Estatuário de colossos –
Cansado doutros esboços
Disse um dia Jeová:
“Vai, Colombo, abre a cortina
Da minha eterna oficina...
Tira a América da lá”.
Filhos do sec’lo das luzes
Filhos da Grande nação!
Quando ante Deus vou mostrardes,
Terei um livro na mão:
O livro – esse audaz guerreiro
Que conquista o mundo inteiro
Sem nunca ter Waterloo...
Éolo de pensamentos
Que abrira a gruta dos ventos
Donde a Igualdade voou! ...
Por isso na impaciência
Desta sede de saber,
Como as aves do deserto –
As almas buscam beber...
Oh! Bendito o que semeia
Livros... livros à mão cheia...
E mando o povo pensar!
O livro caindo n`alma
É germe – que faz a palma,
É chuva – que faz o mar.

sábado, 14 de agosto de 2021

Poetas conspiradores / Heloisa Crespo / RJ

POETAS CONSPIRADORES



O sonho da liberdade

tomava conta de tantos

brasileiros descontentes 

com os impostos, que era um espanto,

oprimindo, massacrando

e o povo pagando aos prantos!


Um grupo foi se formando

de estudantes, sacerdotes,

poetas conspiradores,

pra se livrar do chicote

da vergonhosa "derrama",

preparando um grande bote.


O movimento cresceu.

Com várias reuniões

em pontos bem separados,

discutindo as questões

do governo que oprimia,

buscando as soluções.


Da Europa aqui chegavam

os estudantes que vinham

dos cursos finalizados.

De lá idéias traziam

de doutrinas libertárias

que os filósofos prescreviam.


Os poetas brasileiros

pela causa dominados,

Tomás Antônio Gonzaga,

o grande apaixonado

por Marília, seu amor,

em verso imortalizado,


que a si chamava Dirceu.

Cláudio Manoel da Costa,

Vulgo Glauceste Satúrnio,

que da escravidão não gosta,

como Alvarenga Peixoto,

que na abolição aposta.


Cabe aos nossos poetas

a escolha de um lema

pra bandeira da república,

de acordo com o tema:

"Libertas quae sera tamen",

partindo tantas algemas.


Ah, tudo ficou no sonho:

república proclamada,

escravidão abolida,

nova bandeira hasteada,

universidade em Vila

Rica sendo edificada...!


Havia os traidores,

como em todo movimento.

Joaquim Silvério dos Reis,

foi um dos três elementos

portugueses delatores.

Iniciaram os tormentos.


Visconde de Barbacena,

que era a autoridade,

prendeu os conspiradores

com a maior facilidade,

porque conhecia os planos

delatados por maldade.


Um poeta suicidou-se,

Cláudio Manuel da Costa, 

na prisão que se encontrava.

Para alguns a pena posta 

foi o degredo perpétuo 

no lugar da morte imposta.


Joaquim José da Silva 

Xavier, o Tiradentes, 

foi o único a morrer 

enforcado e, brutalmente, 

teve o corpo esquartejado.

Por que ele justamente?


A pátria livre outra vez, 

ficou num sonho pra frente.

Anos e anos passando,

mas foi lançada a semente

da liberdade de um povo

explorado simplesmente. 


Heloisa Crespo / RJ