quinta-feira, 21 de outubro de 2021

História em quadrinhos Marielle Franco * Instituto Marielle Franco / RJ

 História em quadrinhos Marielle Franco

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Quilombolas ameaçados! * Jeanderson Mafra/MA

Quilombolas ameaçados!

Comunidades quilombolas de Alcântara vivem ameaçadas desde a instalação do Centro de Lançamento de foguetes 

(CLA) na década de 80. Algumas famílias foram expulsas e outras resistem.


O Jornal Tambor dessa quarta-feira (20/10) vai ouvir Davi Pereira Junior. 


Ele é quilombola do Território Quilombola de Itamatatiua - Alcântara. É Antropogo, doutor em Estados Latinos Americanos e da Diáspora Africana pela Universidade do Texas. É voluntário do Movimento dos Atingidos pela Base Espacial de Alcântara.


Nessa entrevista, ela falará sobre o veto da Comissão do Senado americano para o uso de verbas para remoção da comunidades quilombolas de Alcântara.


*Confira o Jornal Tambor às 11h no:* 


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Ouça também o TamborCast: agora você pode ouvir as entrevistas pelo:https://open.spotify.com/show/1HtbNu0vfMd8mFrQ4qRoYb

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Lewis Manuel Olivero

 LEWIS MANUEL OLIVERO

MEMÓRIA VIVA





NUNCA PODE SER 'MAIS UM


Lewis Manuel Oliveiro, 38 anos, foi executado numa rua da Tijuca (Zona Norte do Rio), há 10 dias. Ele era da República Dominicana, naturalizado norte-americano (onde seus pais vivem) e apaixonou-se pelo Brasil e sua gente. Morava no Rio desde 2011. Sophia, sua filha brasileira de 10 anos, está órfã. Sua mulher, viúva, seus amigos desconsolados. 


"Meu amigo, meu cunhado, meu irmão: sempre lembraremos de você assim, sorrindo, sempre alegre, sempre positivo, sempre incentivando a todos" - escreveu um parente.


Lu, como gostava de ser chamado, tinha 11 livros publicados. Era aficcionado pela capoeira e pelo "calor das ruas", o grafite, as artes murais. Uma de suas obras, "Memória Viva", lançado ano passado, trata das pinturas do rosto de nossa Marielle em muitos pontos da cidade, como reação e denúncia da atrocidade que a vitimou.


⁉️Agora, tragicamente, a indagação que continuamos fazendo sobre o crime hediondo que nos tirou Marielle Franco e Anderson Gomes se repete: quem matou e mandou matar Lu Oliveiro? Nenhum assassinato se justifica, nenhum crime de morte pode ficar impune.


‼️Uma coisa é certa: o armamentismo e o ódio oficiais estimulam essa barbárie.


Mandato Vereador Chico Alencar / RJ

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Por que nos EUA não tem batucada? * Cynara Menezes / Socialista Morena

 Por que nos EUA não tem batucada?

17/10/2021

Não é curioso que os Estados Unidos não usem tambores em sua música como todos os outros países que tiveram mão-de-obra escrava vinda da África? Eu sempre fiquei me perguntando isso. Por que a música dos negros norte-americanos é tão diferente da música brasileira, de Cuba, do Caribe? Onde foram parar os tambores? Cadê a batucada?


Por Cynara Menezes, do Socialista morena

Pense em todos os grandes ídolos da música afro-americana: Charlie “Bird” Parker tocava sax. Louis Armstrong tocava trompete. Nina Simone tocava piano, assim como Stevie Wonder e Ray Charles. Miles Davis tocava trompete. E Wynton Marsalis, idem. Robert Johnson tocava guitarra. Chuck Berry, idem. Leadbelly tocava um violão de 12 cordas.


Os negros chegaram aos EUA vindos, em sua maioria, de regiões que hoje se conhecem como Senegal, Gâmbia, Nigéria, Camarões, Namíbia, Congo, Angola e Costa do Marfim. Os negros brasileiros vieram de Moçambique, do Benin, da Nigéria, e também de Angola, Congo e da Costa do Marfim. Com todas as diferenças existentes entre estas nações africanas, todas elas faziam uso de tambores com fins musicais e de comunicação. Por que então nós temos o samba e os gringos não? Por que não tem atabaque, agogô e cuíca na música afro-americana e sim saxofone, clarinete, trompete, instrumentos “de brancos” que os negros, aliás, aprenderam a tocar com maestria? Simplesmente porque os tambores foram proibidos na terra do tio Sam durante mais de 100 anos.


No dia 9 de setembro de 1739, um domingo, em uma localidade próxima a Charleston, na Carolina do Sul, um grupo de escravos iniciou uma marcha gritando por liberdade, liderados por um angolano chamado Jemmy (ou Cato). Ninguém sabe o que detonou a rebelião, conhecida como a “Insurreição de Stono” (por causa do rio Stono) e que é considerada a primeira revolta de escravos nos EUA. Conta-se que eles entraram numa loja de armas e munição, se armaram e mataram os dois brancos empregados do lugar. Também mataram um senhor de escravos e seus filhos e queimaram sua casa. Cerca de 25 brancos foram assassinados no total. Os rebeldes acabaram mortos em um tiroteio com os brancos ou foram recapturados e executados nos meses seguintes.


A reação dos senhores foi severa. O governo da Carolina do Sul baixou o “Ato Negro” (Negro Act) em 1740, trazendo uma série de proibições: os escravos foram proibidos de plantar seus próprios alimentos, de aprender a ler e escrever, de se reunir em grupos, de usar boas roupas, de matar qualquer pessoa “mais branca” que eles e especialmente de incitar a rebelião. Como os brancos suspeitavam que os tambores eram utilizados como uma forma de comunicação pelos negros, foram sumariamente vetados. “Fica proibido bater tambores, soprar cornetas ou qualquer instrumento que cause barulho”, diz o texto.


A proibição se espalhou pelo país e só foi abolida após a guerra civil, mais de um século depois, em 1866. Antes disso, o único lugar onde os negros podiam se reunir com certa liberdade eram as igrejas; daí o surgimento dos spirituals, a música gospel, com letras inspiradas pela Bíblia, que eles cantavam muitas vezes à capela (sem instrumentos) ou marcando o ritmo com palmas. As mãos batendo no corpo e os pés batendo no chão foram os substitutos que os escravos encontraram para os tambores, resultando em formas de dança e música conhecidas como “pattin’ juba”, “hambone” e “tap dance” (sapateado), ainda hoje utilizados por artistas negros (e também brancos) dos EUA.

“Os tambores ‘falantes’ africanos interagiam com os dançarinos utilizando diferentes ritmos, assim como comunicando mensagens através dos tons e batidas. Os tocadores de tambor podiam fazer seus instrumentos ‘falarem’ sons específicos, de forma que a percussão constituía um texto sonoro. A musicalidade de várias palavras africanas era tão precisa que elas podiam ser escritas como notas musicais. Os escravos levaram estes ritmos e o uso destas técnicas para a América”, diz o coreógrafo norte-americano Mark Knowles, autor do livro Tap Roots: the Early History of Tap Dance.

Os brancos sabiam que as rebeliões de escravos eram organizadas durante encontros que envolviam dança e que a cadência dos tambores podia ser um convite à insurreição, com o uso dos tambores falantes. “Proibidos os tambores, o corpo humano, o mais primitivo de todos os instrumentos, se tornou a principal forma de ritmo e de comunicação entre os escravos. “Usando o corpo como percussão, em uma tentativa de imitar os sofisticados ritmos e cadências dos tambores, com o elaborado uso de batidas dos saltos e do bico do sapato, surgiu o que chamamos de ‘tap dance’. Mesmo hoje em dia, quando dois sapateadores mantêm uma conversação com seus pés, é como se estivessem telegrafando mensagens, como faziam originalmente os tambores africanos”, afirma Knowles.


Alguns estudiosos atribuem ao banimento dos tambores o fato de a música dos EUA em geral não ser tão rica em compassos como a sul-americana ou a caribenha. “Há uma coisa peculiar que quase toda a música norte-americana tem em comum: uma extensa ênfase em um mesmo ritmo, muito diferente da encontrada em qualquer outro lugar no mundo. É assim: Boom – Bap – Boom – Bap, com um bumbo na primeira e terceira batidas, ou em todas as quatro, uma caixa precisamente na segunda e quarta, e quase nada entre elas. Este ritmo é chamado de ‘duple’ (compasso binário) em teoria musical, e você pode encontrar variações dele em todos os estilos da música americana popular moderna: Blues, Motown, Soul, Funk, Rock, Disco, Hip Hop, House, Pop, e muito mais”, diz o DJ Zhao neste interessante artigo.


“O predomínio generalizado deste monorritmo simplificado, rígido e mecânico, minimizando elementos polirrítmicos na música para o papel de embelezamento, às vezes ao ponto de não-existência, é muito diferente do foco em polirritmos complexos que existe em várias formas da moderna música sul-americana e caribenha: o Son Cubano e a Rumba, a Bossa Nova brasileira, o Gwo Ka e Compas haitiano, o Calipso de Trindade e Tobago… Nenhum deles depende tão extensivamente do duple.”


Em sua autobiografia, To be or Not… to Bop, o trompetista Dizzy Gillespie atribui esta menor complexidade rítmica da música afro-americana em relação à música afro latino-americana à proibição dos tambores. “Os ingleses, ao contrário dos espanhóis, tiraram nossos tambores”, lamenta Gillespie (leia mais aqui). Em meados da década de 1940, muitos congueros (tocadores de conga, espécie de atabaque) migraram para os Estados Unidos e exerceram influência na música local, criando o jazz afro-cubano. Gillespie colocou a conga do cubano Chano Pozo em sua música e a parceria resultou em Manteca (1947), canção pioneira por introduzir percussão cubana no jazz.


Nos rincões do Mississippi, driblou-se a proibição dos tambores com bandas de flautas e tarol (caixa), instrumentos que eram aceitos e inclusive tocados no Exército durante a guerra civil. Em 1942, o folclorista Alan Lomax gravou pela primeira vez gente como Othar Turner e Ed e Lonnie Young, cuja sonoridade esbanja ancestralidade, soa a África e foi comparada à música haitiana. É o mais próximo de uma batucada que encontrei na música negra dos EUA. Não parece meio maracatu?


Enquanto nos Estados protestantes os tambores eram banidos, na católica Louisiana eles foram permitidos até o século 19 e eram utilizados sobretudo nas cerimônias de vodu, religião afro-americana levada para os EUA pelos escravos do Benin, antigo Daomé – de onde vieram também a maioria dos negros da Bahia. Assim como em Salvador, havia muito sincretismo em New Orleans até começar a perseguição ao vodu e por conseguinte aos tambores.


A partir de 1850 o uso de tambores passou a ser restringido até mesmo na Congo Square, uma praça da cidade onde tradicionalmente os negros se reuniam para tocar tambores, dançar e entrar em transe espiritual ao som de música. Nos anos 1970 a praça foi reabilitada e até hoje rola um batuque de primeira por lá.


Apesar desta “percussofobia”, como alguns chamam, a música negra dos EUA é maravilhosa, sem sombra de dúvidas. Mas como seria ela se os tambores não tivessem sido proibidos? Mais parecida com a brasileira? Nunca saberemos.

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Basta de arrendar vidas indígenas! * APIB/ARPINSUL

 *Basta de arrendar vidas indígenas!*


_Nota de repúdio da Apib e Arpinsul sobre a omissão do Estado com as violências em Terras Indígenas no Rio Grande do Sul_


A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e a Articulação dos Povos Indígenas do Sul (Arpinsul) denunciam a omissão do Governo Federal sobre as práticas criminosas de arrendamento cometidas em Terras Indígenas do povo Kaingang, no Rio Grande do Sul (RS). Um processo que coopta e corrompe lideranças colocando indígenas contra indígenas em uma política de violência incentivada pelo atual Governo, fomentada pelo agronegócio e que gera mortes. 


Repudiamos de forma veemente toda violência que tem acontecido nas TIs Serrinha, Nonai, Ventana, Carreteiro e Guarita, no Rio Grande do Sul, que ameaçam as vidas dos velhos, crianças, mulheres e homens do povo kaingang. 


Nos solidarizamos com as famílias que perderam seus parentes assassinados e com as pessoas expulsas de suas casas, neste sábado (16), para a violência alimentada pelo agronegócio com o arrendamento de parte da TI Serrinha, localizada no município de Ronda Alta (RS), para o plantio de soja. 


Alertamos sobre a necessidade das instituições de controle e fiscalização do Estado agirem imediatamente para impedir o avanço da violência nas TIs do Rio Grande do Sul. Basta de abandono do Estado, conivência com o roubo de terras e basta de mortes. É preciso impedir que os arrendamentos sejam legalizados com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 187, que tramita no Congresso Nacional e pretende legalizar a prática em todo o país. A proposta ruralista é mais uma ameaça aos direitos constitucionais dos povos indígenas e pode agravar ainda mais o quadro de violências contra os povos originários. 


“Desde a época do SPI (Serviço de Proteção ao Índio) o arrendamento das Terras Indígenas no Sul é feito com o incentivo do Estado e quem era contra acabava sendo assassinado, expulso ou preso. Depois com a Funai (Fundação Nacional do Índio), na década de 70, as violências continuaram. A partir da década de 80 o povo Kaingang começou a praticar arrendamento e os conflitos seguem até os dias atuais com o agravamento da violência política alimentada pelo agronegócio que arma milícias para perseguir e matar nossas lideranças”, alerta Kretã Kaingang, coordenador executivo da Apib. 


Se nós não enfrentarmos o Estado, se nós não enfrentarmos os políticos, se nós não enfrentarmos o agronegócio nós não vamos conseguir parar com os arrendamentos e com os conflitos nas terras indígenas. 


*Sangue indígena nenhuma gota a mais!*


Acesse nota em: https://bit.ly/ArrendamentoNÃO 

Siga @apiboficial e @arpinsulindigenas e fortaleça a luta dos povos indígenas! 


_#EmergênciaIndígena_


segunda-feira, 18 de outubro de 2021

*CARTA ABERTA DA CNBB AO PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SÃO PAULO* # Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil / CNBB

 *CARTA ABERTA DA CNBB AO PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SÃO PAULO*

Exmo. Sr.

Deputado Estadual Carlão Pignatari

Presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo


Cidadãos e cidadãs brasileiros


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, nesta casa legislativa e diante do Povo Brasileiro, rejeita fortemente as abomináveis agressões proferidas pelo deputado estadual Frederico D’Avila, no último dia 14 de outubro, da Tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. 


Com ódio descontrolado, o parlamentar atacou o Santo Padre o Papa Francisco, a CNBB, e particularmente o Exmo. e Revmo. Sr. Dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida. Feriu e comprometeu a missão parlamentar, o que requer imediata e exemplar correção pelas instâncias competentes.


Ao longo de toda a sua história de 69 anos, celebrada no dia em que ocorreu este deplorável fato, a CNBB jamais se acovardou diante das mais difíceis situações, sempre

cumpriu sua missão merecedora de respeito pela relevância religiosa, moral e social na sociedade brasileira.


Também jamais compactuou com atitudes violentas de quem quer que seja.


Nunca se deixou intimidar. Agora, diante de um discurso medíocre e odioso, carente de lucidez, modelo de postura política abominável que precisa ser extirpada e judicialmente corrigida pelo bem da democracia brasileira, a CNBB, mais uma vez, levanta sua voz.


A CNBB se ancora, profeticamente, sem medo de perseguições, no seguinte princípio: a Igreja reivindica sempre a liberdade a que tem direito, para pronunciar o seu 

juízo moral acerca das realidades sociais, sempre que os direitos fundamentais da pessoa, o bem comum ou a salvação humana o exigirem (cf. Gaudium et Spes, 76).


Defensora e comprometida com o Estado Democrático de Direito, a CNBB, respeitosamente, espera dessa egrégia casa legislativa, confiando na sua credibilidade, medidas internas eficazes, legais e regimentais, para que esse ultrajante desrespeito seja reparado em proporção à sua gravidade - sinal de compromisso inarredável com a construção de uma sociedade democrática e civilizada. 


A CNBB, prontamente, comprometida com a verdade e o bem do povo de Deus, a quem serve, tratará esse assunto grave nos parâmetros judiciais cabíveis. As ofensas e acusações, proferidas pelo parlamentar - protagonista desse lastimável espetáculo - serão

objeto de sua interpelação para que sejam esclarecidas e provadas nas instâncias que salvaguardam a verdade e o bem - de modo exigente nos termos da Lei.


Nesta oportunidade, registramos e reafirmamos o nosso incondicional respeito e o nosso afeto ao Santo Padre, o Papa Francisco, bem como a solidariedade a todos os bispos do Brasil. 


A CNBB aguarda uma resposta rápida de Vossa Excelência - postura exemplar e inspiradora para todas as casas legislativas, instâncias judiciárias e demais segmentos para que a sociedade brasileira não seja sacrificada e nem prisioneira de mentes medíocres.


Em Cristo Jesus, “Caminho, Verdade e Vida”, fraternalmente.


Brasília, 16 de outubro de 2021.


D. Walmor Oliveira de Azevedo

Arcebispo de Belo Horizonte, MG

Presidente


D. Jaime Spengler

Arcebispo de Porto Alegre, RS

1º Vice-Presidente


D. Mário Antônio da Silva

Bispo de Roraima, RR

2º Vice-Presidente


D. Joel Portella Amado

Bispo auxiliar do Rio de Janeiro, RJ

Secretário-Geral


VÍDEOS


01

PARA SER PÁTRIA AMADA NÃO PODE SER PÁTRIA ARMADA

02
03
DEPUTADO FRDERICO D'AVILA
(OPUS DEI)
***

O CAPIROTO NO SANTUÁRIO * Aldo Viana / CE

 O CAPIROTO NO SANTUÁRIO


O Capiroto resolveu 

Visitar Aparecida

Para tentar enganar 

Alguma alma convencida 

 Que seu desgoverno é bom

Apesar de genocida...


O sujeito de saída 

Tudo lá tumultuou 

Gente atirou chinelo

Muito palavrão soltou

Mesmo assim o Capiroto 

No Santuário adentrou...


Não é que o bicho comungou

Mesmo se dizendo crente

O cão é cheio de astúcia

Desde o tempo da serpente

Que entrou no paraíso

Pra enganar uma inocente...


Mas, eita padre decente

Que bateu sem piedade

Desmascarou o bicho

Expondo sua maldade

Mais de 600 mil mortos

Muito horror e crueldade...


De desemprego e falsidade

No sermão foi expressado

E o Capiroto ouvindo tudo

Com a cara de abestado

Para ver se ninguém via

Que ele estava bem do lado...


Oh, pesadelo danado

O Santuário enfrentou

Mas, a Mãe Aparecida

Do coisa ruim se livrou

O bicho fumando numa quenga

De lá com tudo disparou...


Muita gente ainda ficou

Com a alma sufocada

Pela presença maléfica

Naquela área sagrada

Que com muita oração

Conseguiu ser libertada...


Nossa Virgem consagrada

Resistiu e ficou de pé

Mostrando que é possível

Expulsar o mal com fé

Com amor e união

Com Jesus de Nazaré...


Fortaleza, 13/10/2021.

          Aldo Viana /CE


domingo, 17 de outubro de 2021

Toda solidariedade ao Povo Kaingang * Marize-Pará Reté / RJ

TODA SOLIDARIEDADE AO POVO KAINGANG
VANGRI KAINGANG

A situação de violência vivida por várias famílias indígenas em suas terras, em várias partes do Brasil é no mínimo revoltante, e por não aceitar me calar, quero compartilhar o que Vãngri Kaingang, pessoa que conheço desde os tempos da ocupação do prédio do Antigo Museu do Índio (RJ), que passou a se chamar Aldeia Maracanã, está sofrendo junto de sua família e também de outros parentes que não aceitam arrendamento em terras indígenas, na esperança de que as pessoas que lerem este documento, possam finalmente entender que o modo que empresas e prefeituras agem seguindo uma política econômica de entreguismo de nossos recursos naturais, de destruição do meio-ambiente e da vida de tudo que pisa este planeta, é também responsabilidade nossa, a situação que Vãngri e vários Kaingang estão vivendo no RS, bem como vários indígenas no Brasil, não é de conhecimento da maioria dos brasileiros, pelo simples fato de que o agronegócio financia a mídia oficial, portanto, é preciso explicar como isto acontece, explicar o que o agronegócio vem fazendo em algumas terras indígenas que cooptam lideranças, injetam dinheiro para que estes comecem a fazer o papel de influenciar outros indígenas, que o plantio de monocultura é bom e trará "progresso" à comunidade. Fundam uma cooperativa para escamotear o arrendamento da terra e vão cobrando por sacas produzidas. Os que não aceitam, vão sendo expulsos ou mortos por uma milícia que estes grupos constituem. Vãngri, liderança Kaingang é de nosso grupo da Aldeia Maracanã da origem. Está fazendo medicina na UFRGS. É escritora, artista plástica e foi expulsa ontem (16/10/2021) de sua casa na terra indígena da Serrinha junto com sua família. Por várias vezes a polícia federal foi acionada, assim como a FUNAI e o Ministério Público. Ninguém deu resposta e ontem na madrugada cinco pessoas foram torturadas e assassinadas.


Esta é a política do agro que expulsa indígenas, do Pop que mata, do agro que é corrompido por milicianos com disfarce de cacique, dos políticos que estão nas câmaras cujas campanhas são financiadas por eles, dos prefeitos e governadores e até do atual presidente da República que fecha os olhos a toda economia predatória que estamos vivenciando neste país e que são beneficiados por este tipo de política. O que quero deixar bem explícito neste documento é que ele é um pedido de socorro e de consciência para os seres humanos, pois estamos vivendo uma crise hídrica não vista
nos últimos 100 anos, sem chuva, não haverá água e sem ela não haverá vida. Nada é mais importante neste momento que a sobrevivência de nossa espécie e ela têm como linha de frente um povo que luta em defesa da vida: da sua vida inclusive. Denunciem nas redes sociais, lutem conosco, exijam políticas que defendam as florestas, os animais, você! As futuras gerações agradecerão. Portanto, esta luta precisa salvaguardar a vida daqueles e daquelas que estão na linha de frente. Não se cale, lute conosco!

Marize-Pará Reté (Presidente da Associação Indígena Aldeia Maracanã e Coordenadora do ISPO-Aldeia Jacutinga).

MAIS NOTÍCIAS

Brasil livre * Bira Hebdo / RN

 BRASIL LIVRE

Bira Hebdo


Povo pra ter liberdade 

Não precisa de armas, não! 

Já chega de tanta guerra

Quero mais educação, 

Quero meu Brasil no pódio, 

Um povo feliz sem ódio...

Paz para minha nação!


Pra que sangue derramado?

Sangue manchando meu chão 

Quero um Brasil com escolas,

Quero um livro em cada mão.

Esse é o Brasil do meu sonho

E disso não me envergonho...

Paz para minha nação! 


Quero meu Brasil liberto

Dessa vil corrupção, 

Quero meu Brasil unido,

Chega de separação,

Quero meu Brasil no trilho,

Eu mereço, sou seu filho...

Paz para minha nação! 


Quero meu Brasil feliz,

Não importa a região,

Quero uma justiça justa,

Fora a discriminação!

Arma é pura hipocrisia 

Não rima com poesia...

Paz para minha nação!


(Ubiraci Conceicao/RN)

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sábado, 16 de outubro de 2021

Nota de condolências e solidariedade * Comitê anti-imperialista general Abreu e Lima/FRT

 Nota de condolências e solidariedade


O Comitê anti-imperialista general Abreu e Lima e a FRT manifestam sua solidariedade ao companheiro bolivariano, Freddy Meregote, neste momento de dor diante da perda de seu pai, Jose Inez Meregote.


Freddy tem sido um irmão em nossos combates na luta anti-imperialista, especialmente diante dos criminosos ataques que seu povo, os irmãos venezuelanos, que nos ensinam o caminho da organização e resistência em defesa da soberania e dignidade das nações, em face dos covardes ataques do imperialismo e seus lacaios.


Freddy, receba nosso fraterno e solidário abraço neste momento de dor. Saiba que sempre contará conosco. Seguimos juntos.


Forte abraço.


Brasília, 16 de outubro de 2021


Secretaria Executiva do Comitê anti-imperialista general Abreu e Lima

Frente Revolucionária dos Trabalhadores

Moção de apoio e solidariedade à professora Mônica Morais * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT

 Moção de apoio e solidariedade à professora Mônica Morais


Diante da decisão arbitrária do Conselho Escolar, da Escola Estadual Profa. Ivani Machado Bezerra (São Gonçalo do Amarante/RN), de remover a professora Mônica Morais, sem que pudesse sequer ter seu direito ao contraditório e à ampla defesa garantido, uma vez que a professora foi convocada à Reunião do Conselho Escolar sem antecedência mínima exigida pelo estatuto, sem saber do assunto que seria tratado e sem ter tido acesso, antes da reunião, ao “Relatório Pedagógico e Administrativo” que serviu de base para a decisão;

Diante das acusações, que constam no "Relatório Pedagógico e Administrativo": 1) a professora teve sua aula gravada em 2019 por duas alunas, sob a alegação de que "a aula não deveria ser sobre política", e que uma mãe denunciou que a escola estava "doutrinando" as crianças “com viés comunista e petista"; 2) a professora se negou a dar aulas remotas, quando estas se tornaram obrigatórias; 3)  uma série de fatos desconexos, a partir de relatórios, em que a gestão da escola convenceu uma parte dos alunos a assinar objeções em relação às aulas da professora. 

Diante dessas três acusações, a professora Mônica demonstrou: 1) foi arbitrariamente filmada em sua aula, com um claro objetivo de perseguição política, e que, na época, tanto ela quanto a escola foram, na verdade, vítimas de ataques da ideologia da “Escola sem Partido”; 2) a professora comprovou ter respondido às aulas remotas, como consta do Ofício enviado por ela, de 3 de novembro de 2020, e de sua “Proposta de reposição das aulas não-presenciais” enviada à escola dentro do prazo estabelecido; 3) os relatórios, os quais uma parte dos alunos foi convencida a assinar, retratam situações que já foram resolvidas entre a professora e os alunos; 4) No “Relatório Pedagógico e Administrativo” não consta, em nenhum momento, a versão da professora e o desfecho das situações descritas.

Trata-se de clara perseguição política à professora Mônica, que se configura tanto no caso da gravação arbitrária de sua aula, quanto nas falsas acusações contidas no “Relatório Pedagógico e Administrativo”, claramente orquestradas por aqueles que se guiam contrários ao direito de cátedra e de expressão.

Sindicatos, entidades e movimentos defendem que o Conselho Escolar anule a sua decisão, retire as falsas acusações e reconduza a professora Mônica às suas aulas.


FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES / FRT