quinta-feira, 18 de abril de 2024

GLAUBER BRAGA TEM RAZÃO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

GLAUBER BRAGA TEM RAZÃO
NOTA DA FRT

A atitude do Deputado Federal do PSOL Glauber Braga é mais do que justa. Ela representa o anseio de milhões de brasileiros que procuram meios para combater o fascismo no Brasil.

É preciso destacar que a extrema direita tem curriculum vitae de intimidação, ameaças, provocações etc, haja visto as manifestações de 2011, 2012, 2013 e daí por diante. Seu exemplo maior em solo nacional - Bolsonaro - vem desde os seus primórdios exercitando esse modus  operandi, e ninguém combateu, até que em 2018 chegou à presidência com uma campanha marcada pela violência - inclusive dizendo que no Brasil tinha que morrer uns 20mil, mas o que se viu foi um saldo de 700mil vítimas da falta de atendimento contra o covid.

O MBL é fruto disso. Sua expressão política ídem. E a continuidade desse modo de fazer política já atingiu seu ápice. Vamos dar um basta nisso. A derrota de sua estrela - Bolsonaro - causou a maior desgraça no interior de suas falanges, e o show de horrores que se viu no 8 de janeiro é só um prenúncio. Confiram os showzinhos dele pais afora, a tentativa de fuga através de embaixada e agora montado na cavalgadura Elon Musk 
PROMOVENDO TERRORISMO CONTRA O BRASIL. 
É HORA DE GRITAT FORA!
VAMOS TOMAR AS RUAS CONTRA O GOLPISMO, O FASCISMO E O INTERVENCIONISMO IMPERIALISTA!!


COM FESCISTA É PÉ NA BUNDA!
PORRADA NO NAZI KIM 

Olha aí o santinho que agora se diz agredido. É um marginal protegido pelo MBL. O deputado Kim Kataguari já sabia o que ele estava fazendo e o protegeu e incentivou. MBL é organização criminosa fascista e tem que ser tratado como tal!


NO CAMINHO COM MAYAKOVSKI

Na primeira noite eles se aproximam

e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.


Nota: Trecho do poema "NO CAMINHO, COM MAIAKÓVSKI", muitas vezes erroneamente atribuído a Vladimir Maiakóvski. O poeta Eduardo Alves da Costa garantiu que Maiakóvski nada tem a ver com o poema, na Folha de São Paulo, edição de 20.9.2003.
*

quarta-feira, 17 de abril de 2024

BOLSONARO QUER ENCHER MAIS UMA PAPUDA * João Filho/The Intercept Brasil

BOLSONARO QUER ENCHER MAIS UMA PAPUDA
João Filho

Bolsonarismo entreguista articula rede internacional contra o STF
Bolsonaristas apelam para uma rede internacional da extrema direita para vender o delírio de estamos sob uma ditadura do judiciário.

COM SEUS PRINCIPAIS líderes encurralados pela Polícia Federal e pela justiça, os bolsonaristas têm acionado a rede internacional da extrema direita para ajudar a vender o delírio de que o Brasil vive sob uma ditadura do judiciário.

Os recentes ataques de Elon Musk à democracia brasileira não são fruto de uma bad trip de um bilionário viciado em ketamina e cocaína. Antes fosse. A armação liderada pelo dono do Twitter nos últimos dias faz parte de uma estratégia articulada pela extrema direita internacional para desestabilizar democracias pelo mundo e serve aos seus interesses comerciais no Brasil.

Com a ajuda do patriotismo entreguista dos bolsonaristas, Musk passou a semana insuflando narrativas conspiracionistas, ameaçando descumprir as leis brasileiras e contribuindo para o processo de destruição da reputação do STF encampado pelo bolsonarismo.
Assine nossa newsletter gratuitaConteúdo exclusivo. Direto na sua caixa de entrada
Aceito receber e-mails e concordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.

Apesar do bilionário sul-africano gostar de posar de militante pela liberdade de expressão irrestrita pelo mundo, não é assim que a coisa funciona na realidade. O que primordialmente move esse idiota são os interesses comerciais. O personagem anarcocapitalista militante só entra em campo quando favorece seus negócios. Quando não, o militante dá lugar a um empresário cumpridor das leis.

Na Turquia, ele abana o rabinho para o governo autocrático de direita e cumpre caninamente todas as decisões judiciais. Nas últimas eleições, por exemplo, o Twitter atendeu à justiça turca e censurou contas de políticos da oposição às vésperas da votação.

Na Índia, que também é governada por uma autocracia de direita, o Twitter tem removido sistematicamente postagens críticas ao governo e banindo contas de jornalistas para cumprir decisões da justiça indiana. Ou seja, o nosso guerreirinho só veste a capa e sai à luta pela liberdade de expressão da extrema direita internacional — e/ou quando isso for interessante para seus negócios.

No Brasil, é mais interessante para Musk cumprir o papel do destemido militante ultralibertário para desestabilizar o governo. O país descobriu recentemente várias reservas de lítio, que é o metal essencial para a produção de baterias, energia solar e eólica e carros elétricos. A volta dos bolsonaristas ao poder poderia garantir a Musk — que também é dono da Tesla, fabricante de carros elétricos — livre acesso às reservas de lítio.

Quando era presidente, Bolsonaro lhe ofereceu a possibilidade de explorar nossas reservas de nióbio. Mas Musk deixou claro que o seu interesse é o lítio. Na Bolívia, país que possui uma das maiores reservas de lítio do mundo, Musk também conspirou contra o governo e admitiu abertamente o seu intuito golpista no Twitter: “Vamos dar golpe em quem quisermos!”.

Com seus principais líderes encurralados pela Polícia Federal e pela justiça, os bolsonaristas têm acionado a rede internacional da extrema direita para ajudar a vender o delírio de que o Brasil vive sob uma ditadura do judiciário. O bolsonarismo segue o seu instinto golpista e busca a qualquer custo criar uma ambiente político que inviabilize o trabalho STF e impeça a prisão de Bolsonaro.

A farsa armada por Elon Musk opera dentro desse contexto. Políticos bolsonaristas, que há pouco mais de um ano insuflaram uma tentativa de golpe no país, foram aos EUA tentar convencer parlamentares republicanos a aprovar sanções contra o governo brasileiro. É assim que agem os traidores da pátria que se dizem patriotas. “Brasil acima de tudo”, não é mesmo?

Nos últimos dias, Elon Musk participou ativamente na disseminação das mentiras e narrativas bolsonaristas. O tal “Twitter Files”, anunciado como uma bomba contra o “ditador” Alexandre de Moraes, na verdade se resume a meras trocas de emails entre advogados e funcionários do Twitter.

Um jornalista americano chamado Michael Shellenberger foi escalado para conferir algum verniz de credibilidade para esse falso dossiê. Trata-se de um picareta, uma espécie de Oswaldo Eustáquio gringo. É mais um parajornalista que desinforma deliberadamente visando atender os interesses de grandes lobbies, como o da indústria nuclear.

Com base nos emails fornecidos pelo Twitter, Shellenberger inventou que Alexandre de Moraes ameaçou funcionários da empresa de prisão caso não fossem entregues informações privadas de determinados usuários. Mais tarde, o próprio parajornalista confessou a mentira. Mas o estrago já estava feito e o objetivo do picareta atingido.
É ridículo que tenhamos que lidar com esses patetas da extrema direita nacional e internacional, mas esse é o mundo na era da pós-verdade.

A falsa narrativa fez a cabeça de boa parte da população e deixou os bolsonaristas em polvorosa. Como se sabe, não importa se a armação parece amadora, nem que ela seja desmascarada mais tarde. O que importa é fazer a falsa narrativa circular massivamente para acabar se naturalizando como uma verdade.

Com o circo armado, parlamentares bolsonaristas convocaram Schellenberger para falar na Comissão de Comunicação do Senado. Lá, o parajornalista fez uma exaltação da liberdade de expressão absoluta garantida pelas leis americanas: “Em 1977, a Corte Suprema dos EUA resolveu que os nazistas poderiam fazer manifestações em bairros de judeus sobreviventes do Holocausto. É uma coisa incrível!”.

Realmente é uma coisa incrível. Os EUA é hoje um dos maiores caldeirões de tensão racial no mundo graças em grande parte à liberação dos discursos de ódio. É o país com o maior número de massacres do mundo e com a maior taxa de homicídios entre os chamados países desenvolvidos.

Grande parte desses assassinatos foram motivados por discursos de ódio contra minorias. Percebam como é “incrível” viver em um lugar em que supremacistas brancos desfrutam da liberdade de sair às ruas pregando o extermínio de pretos e judeus. Viva a liberdade de expressão absoluta!

Com boa parte da opinião pública contaminada pela farsa, o STF se viu obrigado a reagir à armação. Elon Musk foi incluído como investigado no inquérito das fake news, o que acabou por ajudar a fortalecer a narrativa de que Alexandre de Moraes é um ditador.

O episódio demonstra que a regulação das big techs se tornou mais urgente do que nunca. É impossível continuarmos sem uma lei regulatória das redes sociais. Ou o país enquadra essa turma ou passará os próximos anos vendo sua democracia como marionete nas mãos de bilionários estrangeiros donos de big techs.

Lembram do caso “Pavão Misterioso“? Estamos diante de uma armação do mesmo naipe, mas, dessa vez, além de atender aos interesses bolsonaristas, atende também aos interesses comerciais de um bilionário estrangeiro. O mesmo ecossistema em que floresceu o Pavão Misterioso, que pautou o debate público com um dossiê falso, está vivo, atuante e mais forte do que nunca.

É um momento difícil para a democracia brasileira. O STF virou alvo de uma orquestração internacional que visa destruir sua reputação. O bolsonarismo foi cuspido do executivo federal nas eleições, mas sua base parlamentar é grande e seus tentáculos sobre a democracia estão mais fortes do que nunca. Agora eles contam com a ajuda de um lunático bilionário que controla uma das redes sociais mais importantes do mundo e está sedento pelas nossas reservas de lítio.

Elon Musk, o parajornalista gringo e os políticos bolsonaristas mentem como respiram. São patéticos, mas muito eficientes em fazer propaganda da sua realidade paralela. É ridículo que tenhamos que lidar com esses patetas da extrema direita nacional e internacional, mas esse é o mundo na era da pós-verdade. A superação dessa realidade é um desafio que está posto não só para a democracia brasileira, mas para todas as democracias do mundo.

***

terça-feira, 16 de abril de 2024

ISRAEL É UMA COLÔNIA DE ANDROIDES * Samuel Braun/SP

ISRAEL É UMA COLÔNIA DE ANDROIDES
Israel não é um país normal que “tem de tudo”. Israel é um experimento.

Foi construído a partir da planejada importação de pessoas de uma mesma etnia e religião, de diferentes partes da Europa, para deliberadamente colonizar as terras e a população local. Não todos desta etnia ou desta religião, apenas aqueles dispostos a este projeto supremacista.

Ao longo da vida, todo o Estado construído com leis e filosofia de apartheid, desde a alfabetização rudimentar familiar até o letramento escolar orientado à linguagem supremacista, teocrática e racista. Uma geração passando pra outra. Todos os ritos sociais em torno desse ethos.

Não se trata de um segmento social radicalizado, ou mesmo de uma maioria social opressora num contexto multicultural, é a ordem estatal de um país legalmente pertencente a uma “raça”.

Se isso não bastasse, há a mesma construção de identidade no inimigo vital: os palestinos. Odiá-los e desejar seu extermínio é naturalizado até nos livros didáticos, cânticos infantis e festejos oficiais.

Não se trata de uma horda de bolsonaristas, ou de supremacistas brancos do sul dos EUA, é a própria essência do enclave nacional.

A única solução é desmontar essa institucionalidade racial segregacionista e substituir por um Estado multiétnico e democrático a partir de uma amplo política de retorno palestino."


Samuel Braun
Mestre em Ciência Política
Doutorando em Economia Política Internacional
***

segunda-feira, 15 de abril de 2024

Retomar o Primeiro de Maio de luta socialista e antiimperialista! * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

Retomar o Primeiro de Maio de luta, socialista e antiimperialista!

Há quase 140 anos do histórico levante proletário em Chicago em 1886, quando os trabalhadores, organizados e municiados por uma profunda consciência de classe e dos seus interesses para si, em brava e heróica batalha contra as forças do capital, tiveram seus históricos mártires assassinados covardemente pelas forças de repressão da burguesia. Da qual daí em diante foi instituído pela Segunda Internacional, o Primeiro de Maio como data mundial do proletariado.

Após quase 140 anos desse combate histórico de nossa classe, nos encontramos num período cuja principal característica seja o avanço da contra-revolução burguesa em praticamente todos os países. Particularmente desde o fim da União Soviética e a queda do Muro de Berlim no crepúsculo do século passado, o capital não sessou uma vasta ofensiva econômica, política e ideológica contra o proletariado e seu programa científico de emancipação histórica: o marxismo.

As ideologias vulgares que pregavam o "fim da história"; o "empreendedorismo"; o identitarismo anti-classista; o politicismo e conciliação com o inimigo de classe; o conformismo e resignação com o presente, marcado pelo "congelamento" histórico, etc., não passam de artimanhas estratégicas e táticas da burguesia mundial e seus meios de propagação de mentiras e irracionalismo, visando arrefecer a fé dos trabalhadores no socialismo e na sua própria emancipação dos grilhões da sociedade de classes.

Em compasso com os ataques econômicos e sociais contra as conquistas históricas que o proletariado arrancou da burguesia no último século de duras batalhas, vemos uma verdadeira ofensiva ideológica e cultural por parte do imperialismo, visando um vasto entorpecimento de seu antagonista histórico para assim, quebrar suas perspectivas revolucionárias como forma de garantir a perenidade e sobrevida do regime capitalista em sua fase senil, marcada por crises cada vez mais recorrentes e de grande duração, ameaçando mesmo a própria humanidade.
Em todo o mundo governado pelo modo de produção capitalista, temos visto o desmonte dos mecanismos de proteção dos trabalhadores. Os direitos trabalhistas e o chamado "Estado de bem estar social" (onde existiu) tem sido radicalmente suprimidos; o nível econômico e social das classes trabalhadoras em todo o mundo não param de cair.

Na verdade entramos na era da superexploração do trabalho como um fenômeno mundial. As seguidas revoluções tecnológicas e informacional criou uma massa crônica de desempregados e seres humanos "supérfluos" pela ótica do capital e que não podem mais serem inseridos produtivamente no mundo das mercadorias cada vez mais mercantilizado e fetichizado. Para essa massa humana "sobrante"--um verdadeiro exército de reserva utilizado para aviltar os salários e condições de trabalho dos que ainda labutam--a "saída" burguesa é cada vez mais a repressão e extermínio malthuziano.

Nessa esteira, a chamada "composição orgânica do capital" como bem o conceituou Karl Marx, atua como um verdadeiro pêndulo contra a taxa de lucros do capital, obrigando seus servidores (a burguesia e seus agentes, sim, servidores de sua criatura) a recorrerem a um padrão de reprodução do capitalismo mundial francamente destrutivo, selvagem e incontrolável, que põe mesmo como horizonte a destruição da civilização como a conhecemos.

As guerras e o capital: uma relação de mão dupla

Com o alastrar da decadência capitalista, o recrudescimento das guerras de baixa e alta intensidade, tornaram-se algo corriqueiro, mesmo banal.

Neste século atual por exemplo, tivemos as guerras de tipo neocolonial por parte do imperialismo contra o Afeganistão, Iraque, Haiti, Líbia, Síria, Ucrânia (guerra por procuração do imperialismo ianque contra a Rússia), Iêmen, Palestina, etc. Também os golpes de Estado de novo tipo pela vida das revoluções coloridas e guerras híbridas, tem se tornado constantes e diversos países já foram ou estão sendo vítimas dessa forma de ataque encoberto, por parte das forças imperialistas e seus fantoches.

A instabilidade política promovida pela CIA contra governos populares e/ou nacionalistas também é algo que avança nessa época marcada pela crise geral do capitalismo, que exige de forma imperiosa ao grande capital, colonizar e impor sua agenda destrutiva em todo o mundo: diante de sua fase senil, o Globo terrestre já se tornou demasiado pequeno para o capital e seu caráter ontológico expansionista.

Daí a necessidade cada vez mais premente por parte do grande capital em controlar com mãos de ferro as fontes energéticas, de matéria prima, os mercados e o assalto aos Estados nacionais. Uma nova redivisão do mundo e da divisão mundial do trabalho, está em andamento; em tal movimento tectonico, o que o grande capital imperialista impõe aos povos da periferia capitalista é uma ainda maior subalternidade, agravando sua crônica relação de dependência e subdesenvolvimento.

Em suma, o preço pago pela humanidade com a perenidade até o presente do modo de produção capitalista tem sido alto demais. O próprio desenvolvimento histórico e das forças produtivas internacionalmente já estabeleceram as condições objetivas necessárias para a superação do regime burguês e para a construção do socialismo.

Os trabalhadores e os povos oprimidos resistem

O proletariado mundial embora ainda confuso, disperso e cambaleante diante da atual correlação desfavorável, resiste como pode. Vimos desde a última década importantes movimentos de luta dos trabalhadores em diversos países, sobretudo em nossa América latina. Os trabalhadores venezuelanos, bolivianos, equatorianos, chilenos, peruanos, haitianos e colombianos por exemplo, tem protagonizado ou protagonizaram nos últimos anos, importantes e heróicas lutas contra as forças da extrema direita, das tentativas golpistas e do imperialismo em seus países.

O povo palestino tem dado lições históricas a seus irmãos trabalhadores do mundo, através de sua gigantesca resistência armada contra os genocidas sionistas que comandam o facínora Estado de Israel e seus patrões imperialistas da Casa Branca. Embora o gigantesco tributo pago com o sangue sagrado de seus mártires, a resistência militar palestina impõe duríssimo revés ao sionismo, causando mesmo a desmoralização histórica mundial do Estado sionista e uma crise existencial de Israel.

Na África negra, seu valente povo derrotou o colonialismo francês, causando uma séria desmoralização e crise política profunda no interior dessa pátria imperialista decadente.
Os exemplos de brava resistência dos povos trabalhadores iemanita e haitiano, que nas mais desfavoráveis condições resistem e lutam bravamente contra seus exploradores e opressores internos e o imperialismo, deixa valiosa lição para o proletariado mundial.

Fortalecer um pólo revolucionario e antiimperialista internacional

A condição mais essencial do momento, é estabelecer uma frente internacional de lutas dos trabalhadores contra as forças do imperialismo. O atual período histórico se caracteriza pela ofensiva da burguesia e pela contra-revolução no mundo.
É imprescindível para as organizações de vanguarda dos explorados ter bem claro as forças que se batem, a correlação entre as classes antagônicas, para daí tirar as conclusões estratégicas e táticas do atual período. Uma das principais constatações a se considerar no momento é o fato de que as forças revolucionárias e de vanguarda da classe se encontrarem numa grave situação de fragmentação, divisão e sem protagonismo no interior das massas. E isso em todo o mundo.
Fortalecer as organizações dirigentes no interior de cada país é passo essencial para a retomada de uma agenda revolucionária e socialista que volte a hegemonizar as parcelas mais esclarecidas dos trabalhadores. Por outro lado, fortalecer um bloco revolucionário e antiimperialista internacional é sem dúvida uma das tarefas mais importantes do momento.

Em sua fase de deslocamento permante pelo mundo, o capital cada vez mais internacionalizado põem na defensiva qualquer estratégia ou tática puramente nacional dos trabalhadores. Daí ser imprescindível mais do nunca, organizar o combate internacional sistemático contra a burguesia, que tem no imperialismo seu chefe de fila no mundo.

Portanto, fortalecer uma frente internacional antiimperialista deve ser no momento uma das questões táticas centrais do proletariado mundial e seus aliados.

O grave impasse em que vive a humanidade, deixa bem claro que o capitalismo entrou em uma fase de potêncial destrutivo sem precedentes. As saídas reformistas que buscam reformar ou mesmo humanizar o regime do capital, estão barradas. A contra-revolução neoliberal, a atual escalada de guerras e golpes de Estado em todo o mundo, são as provas dessa verdade histórica. A revolução socialista é neste caso não só de uma atualidade indiscutível, como também, e mais importante, a garantia de sobrevivência da própria humanidade.

FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES/FRT

A BESTA DO FASCISMO NÃO DORME * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

A BESTA DO FASCISMO NÃO DORME

"Bolsonaro - embora se trate de um anormal, vitorioso na eleição ou no golpe implantaria uma ditadura que nos faria sentir saudade dos militares."
DOSSIE BOLSONARO NAZISTA

*A AMEAÇA – AINDA – SEM NOME*

*Ruy Castro*

Nos anos 1930, o mundo tremia ao ouvir falar do Comintern, a Internacional Comunista. Hoje, sem nome, há uma Internacional da Extrema Direita, e o mundo ainda não se tocou. Ela já detém o governo na Itália, Polônia, Hungria e Holanda. Integra ou apoia o governo na Finlândia, Suécia e Grécia. Cresce a galope na França. Chegou perto nas eleições em Portugal e Espanha. Pândega ou trágica, venceu na Argentina. Promove o terror na Alemanha, no Canadá e na Nova Zelândia. E os EUA podem ter Trump de volta.

No Brasil, Bolsonaro tem processos e acusações suficientes para enjaulá-lo por 500 anos. Isso ainda não aconteceu porque a Justiça tem de seguir o seu curso "normal" —embora se trate de um anormal que, vitorioso na eleição ou no golpe, implantaria uma ditadura que nos faria sentir saudade dos militares. Daí, Bolsonaro continua à solta, arrotando ameaças e pautando a imprensa.

A extrema direita tem uma receita universal. Populismo, nacionalismo, discurso moral e religioso. Xenofobia, repúdio a imigrantes e racismo. Desprezo pelos partidos e pregação da antipolítica. Domesticação ou fechamento do Judiciário. População armada. Antiliberalismo. Negacionismo. Rejeição às teses identitárias e rancor contra artistas e intelectuais. E, com o apoio de seus zumbis nas redes sociais, disseminação de fake news, discurso de ódio com ameaças físicas e inversão de conceitos —falam de "liberdade", "democracia" e "eleições limpas" e, quando no poder, esses valores são os primeiros a serem cancelados.

Elon Musk, o Führer das plataformas digitais, encarna esse programa. Seu desacato ao Brasil poderia ter sido ditado por Bolsonaro. Mais cedo do que pensamos, o mundo pagará caro por essa tecnologia sem pátria e sem freios.

O Comintern fracassou em tudo e acabou em 1943. A Internacional da Extrema Direita apenas começou e, aos poucos, vai ganhando todas.
***

sábado, 13 de abril de 2024

UMA TOURNÉ DE CRIMINOSOS * Federação Árabe Palestina do Brasil/FEPAL

UMA TOURNÉ DE CRIMINOSOS

(*Kehilat Or Israel*
 (comunidade brasileira em Israel) e a *Gmach Brasil*, outro grupo da comunidade brasileira judaica, teriam custeado as despesas dos dois governadores. Detalhe: estas organizações arrecadam fundos para *comprar armas e equipamentos para o exército de “israel”*, com campanhas de arrecadação em pleno genocídio para apoiá-lo. Ou seja: não apenas apoiam e visitam o comandante do genocídio em curso, como *tiveram suas despesas pagas por organizações que financiam o genocídio*. Portanto, estão envolvidos na prática de CRIMES DE GUERRA. NÃO DEVERIAM SER CASSADOS? SOMANDO ISSO AOS CRIMES QUE ESTÃO COMETENDO CONTRA NOSSO POVO NÃO É O SUFICIENTE PARA SEREM ESCURRAÇADOS DA VIDA PÚBLICA?)
*
"
Uma viagem estranha, que teve por objetivo inicial prestar apoio e solidariedade à política genocida e colonial, que já matou mais de 40 mil civis na Palestina, considerando os entre 8 mil e 10 mil desaparecidos sob os escombros, com tempo para visitas oficiais ao primeiro-ministro e ao chefe da diplomacia sionista, é como pode ser definida a ida dos governadores paulista e goiano, Ronaldo Caiado (União Brasil – GO) e Tarcísio Freitas (PL-SP) respectivamente, a “israel” em tempos de genocídio televisionado, entre os dias 17 e 21 de março.

A princípio foi divulgado que os dois governadores teriam sido convidados pelas organizações da Kehilat Or Israel (comunidade brasileira em Israel) e a Gmach Brasil, outro grupo da comunidade brasileira judaica. Mas dias antes do embarque foi noticiado que o governo de Israel, através de seu primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, oficializou o convite para uma agenda oficial, sendo isso o que fora publicado pelas respectivas comunicações de seus estados.

É importante frisar que esta reportagem foi produzida a partir de dados abertos, disponíveis ao público na internet, bem como apuração junto às organizações citadas e aos governos estaduais implicados.

No passeio, Caiado e Tarcísio, inicialmente, visitaram áreas atacadas pelo Hamas em 7 de outubro do ano passado, depois o Museu do Holocausto, e cumpriram agenda conjunta no encontro com Netanyahu e Israel Katz, o linguarudo ministro de Relações Exteriores de Israel, e de negócios ao visitarem a sede da Indústrias Aeroespaciais Israelenses, que fornece tecnologias para defesa espacial, aérea, terrestre, naval, cibernética e interna. Também houve visita ao Ministério da Defesa de Israel para um encontro com representantes do Sibat, organismo para cooperação internacional em defesa, seguido de almoço no mesmo MRE. Tarcísio Freitas também visitou as sedes das startups OrCam, que atua em acessibilidade, e Mobileye, voltada a inovações em mobilidade.

A desumanização do outro

Mas voltemos às organizações Kehilat Or Israel e Gmach Brasil. Bem, ambas são sediadas em Israel, na cidade de Ra’anana, que tem 73.100 habitantes e é situada no distrito Central, na Região Sarom, distante cerca de 20 quilômetros de Tel Aviv. Essas duas organizações, no momento, promovem o Projeto Charvot Barzel, uma iniciativa que visa distribuir alimentos e suprimentos para ajudar famílias afetadas após 7 de outubro, bem compra de equipamentos táticos para as forças armadas israelenses. No site da Kehilat Or Israel são informadas duas formas para a doação financeira para a compra de capacetes tipo 1755 e para coletes balísticos 2925. A primeira é para uma conta do Banco Mizrahi, em nome da Gmach Brazil, e a segunda é para uma conta no Brasil, no Banco Bradesco, em nome da Associação Beneficente Cultural Religiosa Mizrachi do Brasil (https://www.kehilatorisrael.com/general-5).

Enquanto isso, do outro lado do muro, na Faixa de Gaza, mais de 2 milhões de pessoas sofrem com a fome e deslocamento, em meio a bombardeios de Israel que já mataram oficialmente 33.634 pessoas (quase 42 mil com as desaparecidas), das quais mais de 14.116 são crianças (mais de 18 mil contadas as desaparecidas) e quase 10 mil são mulheres, além dos já mais 80 mil feridos, números atualizados para 8 de abril conforme dados do Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários e do Ministério da Saúde da Palestina. Somente em Rafah, 1/6 da minúscula Gaza, que tem apenas 365 km², isto é, perto de 20% apenas do tamanho da cidade de São Paulo, mais de 1 milhão de palestinos estão amontados, grande parte feridos com gravidade ou mutilados e sem tratamento ou medicamentos, aguardando ajuda humanitária. Esta segue impedida de ingressar no território por Israel.

Dinheiro de doações

Em vídeo publicado no perfil da comunidade Gmach Brasil, pode-se observar um dos líderes da entidade, Nilton Migdal, portando um fuzil, orgulhoso e mostrando um colete balístico, resultado das doações. Migdal se apresenta como consultor de segurança privada e é sócio-administrador da Migdal Consulting Consultoria em Segurança LTDA, empresa sediada na cidade de São Paulo. Sua alegação para o colete que ostenta é de que o teria recebido para se proteger nas rondas que faz pela Polícia de Fronteira de Israel, a Mishmar HaGvul (https://www.instagram.com/p/C5YZhTOszoa/).

Ele costuma aparecer em programas da TV aberta dando pitacos sobre segurança condominial (https://www.migdalconsulting.com.br/migdal-midia).

Em vídeos no Instagram, no perfil da Kehliat, aparece pedindo contribuições para a campanha de doações de equipamentos táticos, defendendo, abertamente, que estas são necessárias para “terminar o serviço contra o Hamas e talvez contra o Hezbollah” (https://www.instagram.com/p/C5FxAi8sPhq/).

Migdal mantém um perfil numa plataforma de doações, a CauseMatch, em que pede doações para Kehliat, com arrecadação ILS 10.318,00, pela moeda israelense, o Novo Shekel, o equivalente a mais de R$ 13 mil (https://causematch.com/Or-Israel2022-pt/46408/).

Em 27 de novembro do ano passado, o mesmo Nilton Migdal anunciava no Instagram a arrecadação de mais de ILS 1 milhão, cerca de R$ 1,3 milhão (https://www.instagram.com/p/C0KG7i9MTG9/).

Outra liderança do Kehilat or Israel é Alberto Rabinovitsch, um carioca radicado há sete anos em Israel, residente em Petah Tikva, aproximadamente 10 km de Tel Aviv. Rabinovitsch foi o cicerone dos governadores Ronaldo Caiado e Tarcísio Freitas e orgulhosamente posa para fotos com ambos (https://www.instagram.com/p/C4pBlFtIuy-/).

Perguntas sem respostas

Esta reportagem tentou contato com a Kehliat or Israel, encaminhando perguntas para o e-mail disponibilizado no site da organização, mas não obteve nenhum tipo de retorno. As questões encaminhadas foram as seguintes:

1 – Quanto já foi arrecadado até o momento e qual a quantidade de equipamentos táticos distribuídos aos soldados das IDF pela campanha de apoio aos soldados da linha de frente?

2 – Esse material é comprado no Brasil, é de fabricação brasileira, qual o fornecedor? Se for do exterior, qual a origem?

3 – Por ser um recurso obtido de doação, há alguma isenção do governo brasileiro na remessa para Israel?

4 – O Estado de Israel está em dificuldades para oferecer esses equipamentos aos seus soldados?

5 – Afinal, quem custeou a visita dos governadores dos estados de Goiás e São Paulo, Ronaldo Caiado e Tarcísio Freitas?

6 – Os governadores prometeram algum tipo de doação de equipamentos táticos para os soldados de Israel?

Quem pagou e quanto foi a conta do passeio a Israel?

Em contato com a comunicação do governo de Goiás, nos foi informado que a viagem de Caiado foi paga pela Kehilat Or Israel. “O governador Ronaldo Caiado realizou agenda oficial em Israel a convite do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. As despesas de viagem do governador e do ajudante de ordens foram pagas pela comunidade judaica brasileira Kehilat Or Israel”, informou oficialmente o Governo do Estado de Goiás.

A reportagem também perguntou se o governador Caiado firmou algum acordo com Israel ou alguma empresa do país. A resposta foi negativa, citando que já existe um acordo de cooperação entre os entes na área agrícola, que prevê ainda a troca de informações e compartilhamento de novas tecnologias que aperfeiçoariam o Projeto de Fruticultura Irrigada do Vão do Paranã.

Recentemente, em 2 de abril, representantes da Subsecretaria de Políticas para Cidades e Transporte da Secretaria Geral de Governo do Estado de Goiás (SGG), da Metrobus e da Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) participaram de reunião com o gerente-geral da empresa israelense Optibus, Ronne van Avraham, que se apresenta como líder em soluções de Inteligência Artificial para o planejamento operacional de transportes. O encontro foi realizado no prédio da Antiga Chefatura de Polícia, na Praça Cívica, em Goiânia (https://brilchamber.org.br/governo-de-goias-conhecem-tecnologia-israelense-de-transporte-coletivo/).

Isso mostra, mais uma vez, o grau de cooperação e simbiose existentes entre governadores da extrema-direita brasileira com o estado e empresariado de Israel. O Brasil, pelo visto, se tornou uma “Meca” de negócios para os israelenses de extrema-direita.

Por sua vez, o governo do Estado de São Paulo não respondeu aos mesmos questionamentos encaminhados pela reportagem.

Viajar para Israel não é nada barato. As passagens áreas variam entre R$ 3 mil e R$ 5 mil. Além disso, existem as despesas com hospedagem e deslocamentos. Certamente, os governadores não se hospedaram em hoteis menos categorizados e baratos em suas estadias em Israel. Será que a Kehliat or Israel, que está em campanha de arrecadação de fundos para apoiar o que o estado de Israel, pelo visto, não está conseguindo oferecer, como capacetes e coletes balísticos aos seus soldados, usou esses recursos para o “passeio” dos governadores de Goiás e São Paulo?

Além disso, o que fica bem claro é que os participantes desses grupos voluntários de brasileiros em Israel, integrantes da Gmach Brasil e da Kehliat or Israel, possuem um engajamento político com integrantes da extrema-direita brasileira, que atualmente apresenta Ronaldo Caiado e Tarcísio Freitas como alternativas à liderança de seu campo político no Brasil. Não é à toa que foram convidados pelo genocida Netanyahu para uma visita oficial.
"

sexta-feira, 12 de abril de 2024

Primeiro de Maio para a Palestina! * Trabalho para a Palestina

Primeiro de Maio para a Palestina!
Emitido pela Rede Nacional Trabalhista pela Palestina , 6 de abril de 2024

Endossos organizacionais são bem-vindos aqui .

Em 23 de março de 2024, “em meio à dor e ao sangue, nos campos de deslocados, em meio aos escombros e às ruínas de nossas casas, oficinas, fábricas, lojas e instituições destruídas pela ocupação 'israelense', usando os EUA- fabricaram armas”, a Federação Geral dos Sindicatos Palestinianos-Gaza (PGFTU-Gaza) enviou aos trabalhadores, sindicatos e outras organizações laborais dos EUA um apelo urgente no Primeiro de Maio .

O apelo do PGFTU-Gaza saúda “alguns exemplos excepcionais de sindicatos, claramente demonstrados nos principais protestos que denunciam a guerra sionista de genocídio que está a ser travada na Faixa de Gaza”.

No entanto, também condena o “silêncio chocante e a negligência por parte do movimento operário internacional”, citando aqueles que “recuaram para posições verbais sem tomar medidas no terreno ou pressionar os decisores para parar esta guerra de extermínio, limitando as actividades sindicais a conferências e declarações e não se aprofundar na necessidade de garantir a ajuda humanitária, ou influenciar a opinião pública internacional para expor a verdade sobre os crimes sionistas e as práticas dos países aliados que continuam a apoiar Israel.”

O apelo destaca especificamente a necessidade de “proibir internacionalmente os sindicatos da ocupação [a Histdarut], uma vez que são parceiros na guerra do genocídio. Em particular, apelamos aos sindicatos americanos para que boicotem estes sindicatos para protestar contra a sua cumplicidade nesta guerra genocida.”

Em resposta ao apelo do Primeiro de Maio do PGFTU-Gaza e ao apelo urgente dos sindicatos palestinianos: Acabar com toda a cumplicidade, parar de armar Israel (16 de outubro de 2023) , a Rede Nacional do Trabalho pela Palestina reafirma que o trabalho deve ir além das palavras e aumentar a pressão parar o genocídio em Gaza:Exigindo o fim imediato do cerco a Gaza e de toda a ajuda militar dos EUA a Israel;
Seguindo o exemplo de Block the Boat, dos estivadores da Costa Oeste da ILWU e dos trabalhadores de todo o mundo que se recusam a construir ou transportar armas destinadas a Israel; e
Respeitando o piquete de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) liderado pelos palestinos, cortando os laços com a federação trabalhista racista de Israel, a Histadrut e seu porta-voz dos EUA, o Comitê Trabalhista Judaico , e desinvestindo de títulos e indústrias de Israel ligadas ao colonialismo dos colonos sionistas e ocupação.

Apelamos ainda à classe trabalhadora e aos órgãos trabalhistas em todos os EUA para que dêem continuidade ao apelo do Dia de Maio do Trabalho da Bay Area para a Palestina , tomando uma ou mais das seguintes ações em 1º de maio de 2024:Suspenda o trabalho e reúna-se com um contingente de trabalho para a Palestina ou amplifique as demandas para acabar com este genocídio dentro de sua ação local do Primeiro de Maio
Faça um ensinamento ou momento de silêncio
Publique uma foto de grupo com bandeiras, cartazes, keffiyehs, botões e outros símbolos da solidariedade palestina
Fazer panfletos e demonstrações em fábricas de armas, instalações militares ou outras instituições cúmplices
Invada as redes sociais com:
#MayDay4Palestina
#StopArmingIsrael
#BDS
#DumpIsraelBonds
#DroptheHistadrut
#DoRioaoMarPalestinaSeráLivre
Elabore outras ações criativas

Por que a Palestina é uma questão trabalhista? Um ferimento a um é um prejuízo para todos . O regime colonial israelita faz parte do mesmo sistema de violência estatal racista apoiado pelos EUA que brutaliza os negros, indígenas, pessoas de cor (BIPOC) e a classe trabalhadora em todo o mundo. Com o joelho de Israel no seu pescoço, os palestinos não conseguem respirar, e nós estamos incondicionalmente com eles, tal como eles estiveram com as nossas lutas pelas vidas negras e pardas, Standing Rock, direitos dos migrantes e muito mais. Nossos impostos financiam Israel . Os crimes de Israel são cometidos com mais de 3,8 mil milhões de dólares por ano (ou mais de 10 milhões de dólares por dia) em ajuda militar bipartidária dos EUA, dólares de impostos que deveriam ser gastos em empregos extremamente necessários, alimentação, habitação, cuidados de saúde, educação e transporte para os pobres. e pessoas que trabalham em casa. Nossos locais de trabalho armam Israel . Muitas das nossas fábricas, logística, academia, tecnologia e outros locais de trabalho sindicalizados – sem o nosso consentimento – produzem armas, transportes, investigação, tecnologia e outros materiais para o regime genocida israelita. Nossos sindicatos financiam Israel . Os nossos sindicatos já estão envolvidos – do lado errado. Nas décadas de 1920 e 1930, altos funcionários trabalhistas doaram milhões para a Histadrut, a federação trabalhista sionista que liderou a expropriação anti-palestina, o apartheid e a limpeza étnica, incluindo a Nakba (catástrofe) que estabeleceu o Estado israelense em 1948. Por mais de 70 anos anos, usaram as nossas taxas sindicais e fundos de pensões para comprar milhares de milhões de dólares em Títulos de Israel. Hoje, apesar das horrendas baixas palestinas, a maioria dos funcionários trabalhistas permanece em silêncio – ou pior.A solidariedade global da classe trabalhadora é a única forma de vencer . Mais do que nunca, nesta era de globalização, os trabalhadores e as pessoas oprimidas em todo o mundo são um inimigo comum. Não podemos vencer se estivermos atomizados pelo sindicato, ou mesmo pelo país. Precisamos de unidade internacional e de classe. Isto significa que cada trabalhador deve assumir a tarefa de construir a solidariedade com a Palestina – hoje um epicentro da luta de classes.Os trabalhadores podem impedir o genocídio israelita . Há mais de 50 anos, trabalhadores do setor automóvel árabes e negros lideraram uma greve selvagem e outras ações para protestar contra a cumplicidade do UAW com Israel. Hoje, podemos seguir o seu exemplo no respeito pelo piquete de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS), protestando, apresentando resoluções sindicais e, acima de tudo, mobilizando o nosso poder colectivo no local de trabalho, como demonstrado pelos estivadores na África do Sul, na Índia , Suécia, Noruega, Turquia, Itália, Bélgica e o ILWU na costa oeste dos Estados Unidos, que respeitou o piquete de trabalho comunitário do Block the Boat, recusando-se a manusear carga israelita.

Trabalho Sindical Doado

quinta-feira, 11 de abril de 2024

DOCUMENTÁRIO BRIZOLA * Wellington Penalva

DOCUMENTÁRIO BRIZOLA
Wellington Penalva
Obra que mergulha na vida do fundador do PDT consultou documentos reunidos pelo CMT

No cenário político brasileiro, poucos nomes ressoam com a força e o legado de Leonel Brizola. O documentário “Brizola”, dirigido por Marco Abujamra e produzido por Mariana Marinho, estreiou neste domingo (7), trazendo à tona a vida e a luta do emblemático trabalhista. A obra é destaque no 29° Festival É Tudo Verdade e teve apoio do acervo reunido pelo PDT ao longo dos seus 44 anos de existência.

Com estreia marcada para às 16h, na Estação Net Botafogo, no Rio de Janeiro (RJ), o documentário fornece uma reflexão sobre a construção da classe política brasileira e o ideal democrático, contribuídos ativamente por Brizola desde a primeira metade do século XX. A obra promete uma viagem pela história e uma lição de tolerância da diversidade política.

Através de um meticuloso trabalho de pesquisa, o Centro de Memória Trabalhista (CMT), braço da Fundação Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (FLB-AP) do PDT, disponibilizou um acervo rico, incluindo revistas, livros, vídeos, entrevistas e fotos que se tornaram essenciais para a construção narrativa do documentário. O partido foi procurado pela produção do filme e se prontificou em colaborar, enxergando a obra como outro importante documento sobre a história do Trabalhismo.

“Indicada por Trajano Ribeiro, Mariana Marinho [produtora do filme] entrou em contato conosco e pediu a nossa contribuição com o documentário. Foi uma excelente oportunidade, afinal é um registro importante para o Trabalhismo e para o Brasil. Além disso, uma obra como essa dá às novas gerações a oportunidade de conhecer Leonel Brizola, um dos líderes políticos mais importantes da história nacional”, conta o coordenador do CMT, Henrique Matthiesen.

O diretor Marco Abujamra destaca: “Um dos maiores comunicadores do país, Brizola entendeu como poucos o alcance e o poder da mídia. E usou esse entendimento para promover ideias consideradas, pelo Brasil da época, como extremistas, “comunistas”, e até mesmo subversivas”. Essa visão progressista e a habilidade de Brizola em utilizar a mídia para difundir suas ideias são pontos centrais do documentário.

A produtora Mariana Marinho enfatizou a origem humilde e a trajetória de luta do trabalhista. “Brizola teve seu pai assassinado quando pequeno, sua mãe o alfabetizou em casa, o estudo nunca fácil, conciliando com trabalho para ajudar a mãe com os irmãos. No ensino médio fundou o Grêmio estudantil de sua escola e se formou em engenharia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul”, destacou.

Brizolistas, lideranças do PDT e dirigentes da FLB-AP, além da presidente estadual do PDT, deputada Martha Rocha, confirmaram presença no lançamento, no Rio. Aguarda-se que o documentário, após sua jornada por festivais nacionais e internacionais, encontre um lar permanente no Canal Curta!, ampliando ainda mais seu alcance e impacto.

quarta-feira, 10 de abril de 2024

REGULAMENTAÇÃO DA INERNET NO BRASIL JÁ!! * Rogério Lannes Rocha/FIOCRUZ

REGULAMENTAÇÃO DA INERNET NO BRASIL JÁ!!
ROGÉRIO LANNES ROCHA
FIOCRUZ

Assim como deve ser regulada qualquer atividade que possa colocar em risco o exercício de direitos fundamentais, para que haja a proteção desses direitos em relação a abusos resultantes de concentração do poder econômico ou a restrições aos direitos individuais e coletivos, a internet precisa ter atualizada a sua insuficiente regulação.

Do ponto de vista do direito à comunicação, uma regulação adequada da internet deve garantir a liberdade de expressão e, simultaneamente, a responsabilidade pelos conteúdos divulgados. No campo da saúde, a regulação pode prevenir, por exemplo, uma epidemia de desinformação e fake news como se viu durante a pandemia de covid-19, uma das responsáveis pela ampliação do risco à saúde e do número de pessoas que perderam as suas vidas.

O impulsionamento de fake news e discursos de ódio em busca de maior engajamento e lucro por parte das empresas de tecnologia que controlam as redes sociais tem sido, nos últimos anos, um fator de estímulo a atos de discriminação e violência e de interferência indevida em processos eleitorais e democráticos no Brasil e no exterior.

Esse é o tema da reportagem de capa assinada pelo repórter Glauber Tiburtino, que ouviu especialistas em direito à comunicação e proteção de dados, integrantes do Comitê Gestor da Internet no Brasil, organizações voltadas à proteção de direitos na rede, parlamentares, pesquisadores de internet e mídias e de informação em saúde e o Conselho Nacional de Saúde.

A matéria explica como regular não é a mesma coisa que censurar e descreve também os motivos e o que prevê o Projeto de Lei (PL) 2630, conhecido como o PL das Fake News. Relata também como as grandes plataformas têm usado ilegalmente o seu poder e influência para se opor a qualquer regulação fazendo uso exatamente de novas fake news.

Em entrevista à repórter Liseane Morosini, o pesquisador Carlos Machado, coordenador do Centro de Estudos para Emergências e Desastres em Saúde da ENSP/Fiocruz, alerta que diversos estudos ambientais concluem que o que ocorre atualmente no planeta não se trata mais de uma mudança climática, mas de uma emergência climática que tem impacto direto no quadro de adoecimento e morte das populações, configurando-se numa emergência de saúde pública que requer ações imediatas.

Segundo ele, o planeta atingiu o limite e há hoje menos tempo para ações de transição a fim de promover mudanças no modelo de desenvolvimento econômico. Essas mudanças, a seu ver, demandam grandes investimentos que devem ser distribuídos equitativamente em favor dos países menos desenvolvidos.

De maneira quase complementar ao alerta da emergência climática, trazemos o texto do repórter Adriano De Lavor sobre o livro O Espírito da Floresta, escrito em parceria entre o xamã e líder político yanomami Davi Kopenawa e o antropólogo inglês Bruce Albert, que reflete sobre o papel do Povo Yanomami, os “habitantes da terra-floresta”, na preservação da vida na terra. Essa leitura é um convite à nossa reflexão, como o “povo da mercadoria”, sobre o caminho em que nos encontramos, por estarmos devorando a nossa própria mãe terra.

Na última reportagem da série produzida por comunicadores populares publicada na Radis, Ana Clara Xavier traz um relato de como a cultura foi afetada e, ao mesmo tempo, palco de resistência comunitária no bairro da Pavuna, território de muitas favelas no Rio de Janeiro, durante o período mais difícil da pandemia de covid-19.

Para concluir, a jovem repórter Luíza Zauza nos traz uma interessante reportagem sobre o uso de jogos de tabuleiros como uma estratégia lúdica para levar ciência às salas de aula. A ideia é aprender brincando.
&
&
&
ANEXO

A mídia corporativa sempre vai colocar um TEMA na sociedade para discussão - em que nada altera o SISTEMA DE EXPLORAÇÃO CAPITALISTA. Para gerar emoção, comoção, compartilhamento, enfim uma LUTA/INTRIGA entre a PATULEIA enquanto o saque de nossas riquezas, a precarização e marginalização dos trabalhadores continua. A vida miserável da classe trabalhadora segue firme e forte.

 Agora, façamos uma enquete, com 3 perguntas básicas:

1) Qual foi o TEMA, o ASSUNTO anterior que dividiu a PATULÉIA?

 2 - Qual o ASSUNTO/TEMA do momento? 

3) Qual será o próximo ASSUNTO/TEMA que a classe dominante vai lançar para a DIVERSÃO/CORTINA DE FUMAÇA enquanto NADA DE ESTRUTURAL E NECESSÁRIO se altere na sociedade brasileira?

MILTON CARNEIRO - SP