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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

ATÉ QUANDO A SOCIEDADE IRÁ SER CÚMPLICE DOS NEGACIONISMOS? * Adão Alves dos Santos / SP

 ATÉ QUANDO A SOCIEDADE IRÁ SER CÚMPLICE DOS NEGACIONISMOS?

(CRÔNICAS PARA DESEMBURRECER TOMO DCLXVII)


Embora sejamos obrigados a admitir, a pandemia, ou melhor, os cenários que permitiram a eleição do bozo, trouxeram ao cotidiano brasileiro, algo que só conhecíamos pela literatura, o negacionismo em relação à vacina, já que até então nosso país era referência em alcance das campanhas de vacinação.


Obviamente, também éramos céticos sobre a capacidade da ciência chegar a uma vacina contra um vírus novo em tão pouco tempo, mas felizmente a ciência surpreendeu e há uma prevenção segura disponível em qualquer posto de saúde, as atuais UBSs, só que justamente quando enfrentamos um vírus com uma alta taxa de contaminação e com letalidade inegável, aparece entre nós, algo muito comum nas terras do tio Sam.


Se também éramos céticos, quanto a possibilidade de haver uma vacina em tão pouco tempo, não podemos fingir ser céticos quanto as constantes ondas da pandemia, muitos menos que são exatamente os não vacinados que são em média 90% dos ocupantes fãs UTIs, já ouvi de negacionista que se são eles que estão adoecendo, o que é que a sociedade tem  a ver com isto? Infelizmente para esta minoria que se nega a tomar a segura dose de vacina, ou muito mais grave, se nega a vacinar os filhos e que há duas contas do negacionismo deles que impactam diretamente nas contas públicas, quando estas pessoas adoecem, fazem uso de recursos públicos para o tratamento e, por não se vacinarem, facilitam a constante mutação do vírus que termina, por limitar a exigência da proteção aos vacinados.


Quando disse dois impactos, faltei com a cabalidade da verdade, mesmo quando este negacionista é internado em planos particular de saúde, os custos dos necessários tratamento insiste no custo das mensalidades dos planos. Em outras palavras, os custos das teimosias são inevitavelmente sociolazados, cabê-nos então dizer a estes negacionistas, já que eles insistem e negar, que nos neguemos a arcar com os custos da ignorância deles.


Já que eles não querem vacina, fiquem também com as contas da teimosia.


Adão Alves dos Santos / SP

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