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quinta-feira, 3 de março de 2022

OTAN FORA DA AMÉRICA LATINA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

 OTAN FORA DA AMÉRICA LATINA 


Declaração abrangente para a paz na América Latina e rejeição das manobras militares da OTAN em nosso continente


As abaixo-assinadas organizações e personalidades sociais, políticas, sindicais e de direitos humanos expressam nossa profunda preocupação com as manobras militares da OTAN em nosso continente . Além da presença de um submarino nuclear no mar argentino em fevereiro de 2021, agora são adicionadas as manobras do submarino nuclear USS Minnesota no Mar do Caribe. Foi a própria Marinha dos EUA que esclareceu que as manobras ocorrem no âmbito das operações da OTAN. Fazer isso nas margens do nosso continente ao mesmo tempo em que a guerra na Ucrânia confronta a OTAN com a Rússia e mantém o mundo no limite, achamos uma provocação desnecessária e perigosa. Reiteramos a vocação para a paz dos Povos do nosso continente. Se alguma vez nos vimos confrontados entre irmãos na tragédia da guerra, foi mobilizado por interesses alheios aos nossos Povos, como aconteceu na Guerra do Chaco onde a Bolívia e o Paraguai sangraram até a morte servindo aos interesses das companhias petrolíferas norte-americanas e europeias . Por isso mesmo, reconhecemos na OTAN um fator que desestabiliza a paz no mundo. Onde a OTAN estende sua sombra, os conflitos florescem devido à ameaça imperial dos EUA. Não queremos que a OTAN traga o espectro da guerra ao nosso continente. 


Por uma América Latina em Paz. 

A OTAN fora da América Latina. 


Adesões para (+54 9) 11 27181811 ou para o e-mail

Encuentroculturalparalaliberac@gmail.com Encontro Cultural da

Organização Libertadora para a Libertação da Argentina (OLA)


Instituto Abya Yala para a Descolonização

Federação Regional de Mulheres de Cuzco Micaela Bastidas Puiucagua (Peru)

Universidade Estudantes Prefeito Nacional de San Marcos (Peru)

Estudantes Universidade Nacional de San Antonio de Abad (Peru)

Alexander Ferms (Parlamentar Andino pela Colômbia)

Movimento Social Progressista (Colômbia)

Cátedra Latino-Americana de Libertação

Educadoras Populares do Zócalo (México)

Movimento de Mulheres Indígenas Abya Yala, Sede Puerto Madryn (Argentina)

María Rosa Ñancucheo, Coordenadora Territorial da ECL para a Patagônia e o Atlântico Sul (Nação Mapuche, Argentina)

Capitão Oscar Verón, ATE Rotas Navegáveis ​​(Argentina)

Espacio Guevarista Navegando com Che

Confederação de Comunidades Afetadas por Mineração e Hidrocarbonetos do Peru

CONACAMHI (Peru)

Associação Cultural Tawaint isuyu (Peru)

Oscar Bladimir, vice-presidente da Associação Civil Sobreviventes, Fliares e Companheiros de Campo de Mayo (Argentina)

Matías Guaycochea Mesa ECL Argentina

Edwin Lucero Rinza Mesa ECL Peru

Edwin Espinoza Mesa ECL Equador

Soraya Trujillo Mesa ECL Uruguai

Galois Perez, Milícia Bolivariana (Venezuela)

Orlando Sanchez, Frente Francisco de Miranda (Venezuela)

Catarino Escobar, historiador (México)

Ruben Sacchi, Grupo Domingo Menna a caminho da

Frente Rodolfo Giardino, Frente Soberania Nacional Bolívar (Argentina)

Curva dos Ventos – 

Grupo Nacional de PopulismoK (Argentina)

AIEPO (Artistas Independentes de Espaços Públicos Organizados) 

Marina de la Vega, professor (San Juan, Argentina)

Rogelio Oscar Retuerto, escritor (Argentina)

Carlos Pocho Baraldini, ativista peronista (CABA, Argentina) 

Jorge Pellegrin, ECL San Luis (Argentina)

Fundación Help de Andes

María Vargas, Bacharel em Enfermagem (La Plata, Argentina)

Daniel Osvaldo Hilorch (Argentina)

Gloria Valdez, antropóloga (Peru)

Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT-Brasil

Partido Comunista dos Trabalhadores Brasileiros/PCTB-Brasil


 Assinaturas seguem

Guillermo Orrego Pacheco #SecMovSocialConaicop. 

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Carta ao Povo Brasileiro * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT

Carta ao Povo Brasileiro
A Frente Revolucionária dos Trabalhadores
FRT 

vem através deste documento, se dirigir ao povo trabalhador brasileiro, superexplorado pelos patrões em troca de míseros salários de fome nas fábricas, nas construções, nas grandes redes comerciais, nos campos, etc. Nos manifestamos aos desempregados, subocupados, aos estudantes, aos moradores das favelas e periferias das grandes cidades, às organizações revolucionárias e partidos políticos autênticos dos trabalhadores; nos dirigimos também aos movimentos populares, Sem Terra, Sem Teto e aos demais aliados da classe trabalhadora em todo o país.

Como bem sabem, vivemos o auge de uma crise sem precedentes em nossa história republicana. A economia brasileira está estagnada, em franco retrocesso, sem perspectivas concretas de resolver o problema da fome, do desemprego, da miséria de nossa gente, muito menos de permitir à juventude um horizonte de esperanças profissionais, acadêmicas, de melhoras de seu padrão de vida em relação aos país, etc.

A manifestação mais cruel e desumana dessa profunda crise que vivemos é o desemprego histórico que atinge a classe trabalhadora: um terço da população em condições de trabalho está desempregada ou subocupada em nosso país. Contando os efeitos multiplicadores disso para a sociedade, significa que este desemprego selvagem atinge as famílias dos trabalhadores, toda a cadeia de consumo dessa massa, que por sua vez leva a mais paralisia da economia, mais desemprego, miséria e agigantamento da crise, que ganha contornos de uma avalanche econômica e social. 

As recentes fugas de multinacionais em direção ao exterior e fechamentos sem igual de empresas e comércios em todo o país é expressão deste fato. É reflexo de que não existe no Brasil por parte da burguesia nacional, qualquer plano de desenvolvimento ou reversão da desindustrialização que atinge nossa sociedade e que arrastará para um precipício o próprio país, deixando patente o grau de parasitismo alcançado por nossas classes dirigentes, que se tornaram especuladores financeiros improdutivos.

O radicalismo que ganha corpo a agenda neoliberal na última década, sobretudo desde os governos golpistas de Michel Temer a Jair Bolsonaro, tem desconstruído o que restava de Estado social brasileiro. As conquistas econômicas e sociais dos trabalhadores como a CLT, Previdência Social, etc., estão sendo, uma a uma, destruídas pelas chamadas reformas estruturais, que nada mais são do que puro roubo social contra a classe trabalhadora e garantia de liberdade para os patrões explorarem à vontade, sem limites a força de trabalho no país. 

O resultado mais imediato dessa selvageria capitalista tem sido o aumento sem igual de pessoas em situação de rua, sem perspectivas, sem condições de garantirem sustento às suas famílias em toda a sociedade brasileira, a ponto de o país já ter voltado ao macabro mapa da fome, em meio a quantidade sem limites de riquezas existentes em nossa pátria.
À gravidade de nossa hecatombe econômica e social, se soma a pandemia mortal da Covid-19, que já matou mais de 210 mil brasileiros e tem gerado também efeitos devastadores socialmente; nenhum plano de combate a pandemia foi traçado por Bolsonaro e o ministro da Saúde Eduardo Pazuello. Pelo contrário, Bolsonaro e seu ministro tem na prática sabotado a vacinação, o isolamento social, eliminou o auxílio emergencial para quebrar um plano de quarentena e está diretamente envolvido, junto de Pazuello no colapso da falta de oxigênio em Manaus que tem literalmente matado os pacientes nos hospitais por afogamento, como os nazistas faziam com suas vítimas nos campos de concentração em Auschwitz. 

Enquanto isso, o presidente da República Jair Bolsonaro pouco caso faz da dramática situação do povo brasileiro. Como serviçal que é dos patrões e do conjunto das classes dominantes, tem atacado sem limites as condições mais elementares de existência do povo trabalhador pelas mãos de seu ministro da Economia Paulo Guedes, este último, representante direto dos grandes bancos e dos magnatas do capital financeiro nacional e internacional, verdadeiros bandidos espoliadores da riqueza nacional, basta vermos o roubo direto que estão cometendo via privatizações contra nossas empresas estratégicas como a Petrobrás, Banco do Brasil, etc. 

Nas periferias das grandes cidades vemos os jovens negros e pobres serem literalmente caçados e exterminados pelas forças polícias bolsonaristas, assassinos de nossa gente, sob plácido apoio, velado ou direto dos chamados “poderes da República”, instituições auxiliares dos ricos inimigos do povo e garantidores da perpetuação desse iniquo estado de coisas em benefício dos parasitas burgueses.

Resumindo, vivemos uma soma de elementos combinados que potencialmente podem levar a radicalização sem igual, das lutas do povo trabalhador contra os seus exploradores. As condições de existência das massas oprimidas nas periferias de nossas cidades tornaram-se absolutamente desumanas, portanto insuportáveis e insustentáveis!

Diante de tal conjuntura dramática é preciso reação urgente e radical do povo brasileiro. Os trabalhadores não podem tolerar mais esse coquetel de crimes e ataques dos inimigos capitalistas.

Uma agenda de mobilizações contra o governo genocida de Bolsonaro precisa ser articulada urgentemente. A fragmentação das forças de esquerda e populares precisam ser superadas o quanto antes e as burocracias corruptas encasteladas nas cúpulas das centrais sindicais como a CUT, Força Sindical, etc., traidores e sabotadores contra as massas, precisam ser expulsos dos sindicatos e das organizações operárias.

A Frente Revolucionária dos Trabalhadores faz um chamado a todo o povo brasileiro, às suas vanguardas e organizações classistas, no sentido de trabalharmos seriamente e sem sectarismos pela formação de uma Frente Nacional de Mobilizações contra Bolsonaro e suas políticas neoliberais, sem no entanto, capitular aos encantos do cretinismo parlamentar e eleitoreiro, bem ao gosto da esquerda liberal e da ordem, aliados das classes dominantes.

Defendemos a articulação e convocação de um Congresso Nacional da Classe 

Trabalhadora, para deliberarmos um plano geral de mobilizações com destaque para a formação de um forte movimento pela ocupação de fábricas e o estabelecimento concreto de um conjunto de pautas em defesa dos interesses do povo brasileiro.

Levando em conta a urgência do momento em que vivemos, oferecemos com sinceridade e o melhor de nossas expectativas, esse documento aos trabalhadores brasileiros e suas organizações, bem como a todas as forças progressistas de nossa sociedade, como forma de contribuição a construção de um plano concreto de lutas de nosso povo contra as forças do retrocesso humano, ou seja, contra o capitalismo decadente brasileiro e sua “elite” do atraso.

FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES