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sábado, 30 de dezembro de 2023

NAZISSIONISMO ATACA BRENO ALTMAN * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

NAZISSIONISMO ATACA BRENO ALTMAN
"INQUÉRITO CONTRA BRENO ALTMAN É INTIMIDAÇÃO!

A Associação Brasileira de Imprensa, por sua Comissão de Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos, manifesta publicamente sua surpresa com a informação de que o Ministério Público Federal determinou à Delegacia de Direitos Humanos e Defesa Institucional da Polícia Federal, da Superintendência Regional do DPF em São Paulo, a abertura de Inquérito Policial para investigar o jornalista Breno Altman, editor do site Opera Mundi.

Pelas informações veiculadas na manhã deste sábado no site Brasil 247 o inquérito é resultado de reclamação descabida da Confederação Israelita do Brasil, que de forma enviesada e conveniente rotula as críticas de Altman ao sionismo como antissemitismo.

A ABI lembra que a Constituição de 1988 garante a todo e qualquer cidadão a liberdade de expressão. Da mesma forma, respaldado nesse princípio constitucional, o Supremo Tribunal Federal tem garantido por inúmeras decisões a liberdade de imprensa, assegurando a todos os jornalistas o direito à crítica.

Confundir as posições antissionistas de Altman – cidadão judeu – com crime de antissemitismo é fazer o jogo dos que defendem o genocídio que o governo de Israel comete na Palestina, ao provocar milhares de assassinatos, inclusive de inocentes crianças.

Para a ABI essa investigação soa como evidente assédio a um jornalista crítico. Uma tentativa de calá-lo com ameaça de um processo criminal, o que é inconcebível no estado democrático de direito, que todos nós jornalistas sempre nos empenhamos em defender, notadamente nos últimos anos.

Nesse sentido, entende que o próprio MPF ou a Justiça Federal, respeitando o estado democrático de direito e a Constituição Cidadã, devem providenciar o trancamento desse inquérito.

Certos de que a democracia que saiu vitoriosa no 8 de janeiro de 2023 prevalecerá e será respeitada, a ABI aguarda providências dos responsáveis por tal situação para dar um fim à campanha intimidatória que Altman vem sofrendo.

Aproveitamos o ensejo para desejar a todos um próspero 2024, no qual a democracia, a liberdade de expressão e de imprensa prevaleçam. Rio de Janeiro, 30 de dezembro de 2023 

COMISSÃO DE DEFESA DA LIBERDADE DE IMPRENSA E DOS DIREITOS HUMANOS DA "

+SOLIDARIEDADE A BRENO ALTMAN
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segunda-feira, 25 de abril de 2022

Liberdade para Assange * Paulo Jerônimo /ABI-RJ

 Liberdade para Assange

20/04/2022


Com enorme preocupação tomamos conhecimento da decisão da Justiça britânica permitindo a extradição do jornalista australiano *Julian Assange*, criador do portal *WikiLeaks*, atualmente preso na Grã-Bretanha, para os Estados Unidos. 


A ministra do Interior britânico, *Priti Patel*, dará a última palavra sobre a extradição. A defesa de Assange tem até o dia *18 de maio* para apresentar a sua defesa.


A perseguição ao criador do *WikiLeaks* é um gravíssimo atentado à liberdade de imprensa. 


Ele está sendo acusado de espionagem pelos *Estados Unidos*, mas nada mais fez do que publicar notícias verdadeiras sobre crimes praticados pelo governo norte-americano. 


O fato de as informações serem politicamente incômodas para os Estados Unidos não autoriza a que sua difusão seja criminalizada.


Caso seja extraditado, Assange poderá ficar em *prisões de segurança máxima* nos Estados Unidos até o fim de seus dias.


Diante disso, a *Associação Brasileira de Imprensa (ABI)* manifesta sua integral solidariedade a Assange, denuncia de forma vigorosa a arbitrariedade da qual ele é vítima e conclama os *meios de comunicação brasileiros* a se somarem à sua defesa, que no momento se confunde com a defesa da *liberdade de imprensa*.


Paulo Jeronimo,


_Presidente da ABI_


http://www.abi.org.br/liberdade-para-assange/

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sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Manifesto ABI TVs MUNICIPAIS ABERTAS * (FRT)

Manifesto ABI  TVs MUNICIPAIS ABERTAS



A Associação Brasileira de Imprensa _ ABI, em sintonia com sua história de defesa da  democracia e atenta ao momento tenebroso de violações constantes das liberdades, inicia  uma Campanha em defesa do capítulo V da Carta Magna que rege a Comunicação Social,  consubstanciada na implementação - sem reservas e de imediato - dos Canais da Cidadania,  que materializam as consígnias dos artigos 220 e 221, em particular, quando esses afirmam  que os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de  monopólio ou oligopólio; que a produção e a programação das emissoras de rádio e televisão  atenderão aos princípios da promoção da cultura nacional e regional. A Constituição Cidadã  de 88 ainda nesses artigos enfatiza que a produção cultural, artística e jornalística deva ser  regionalizada.  

O potencial democratizador do Canal da Cidadania é colossal, dinamizando a cidadania e o  próprio movimento cultural local, com significativo impacto na geração de emprego e renda,  em decorrência do impulso à produção de equipamentos (indústria Nacional), com capacidade  para o fortalecimento do mercado de trabalho, local e nacional.  

Os Canais da Cidadania - na prática estamos falando de 5.568 TVs Municipais Abertas e  Digitais - se encaixam como uma luva nesses princípios constitucionais, e contemplam o que  disse um velho político, “o indivíduo não mora no Estado, na União, mora no Município”. Não  podemos aceitar que seja sonegado aos munícipes - cidadãos dos municípios, o direito de ver  em suas telas a vida cultural e informativa de sua cidade, de seu local de vida e memória  afetiva.  

A estratégia governamental de conflito permanente com as instituições, com a sociedade civil  organizada, enfim, com a Constituição da República, não contempla limites e exige que nossa  vigilância mais do que nunca se mostre redobrada e efetiva. O Ministério das Comunicações  (Minicom), sem ato normativo algum, suspendeu na prática a vigência do Decreto Presidencial  5.820/2006 que dispõe sobre a implantação do Sistema Brasileiro de Televisão Digital  Terrestre (SBTVD-T) e da Portaria Ministerial 489/2012 que regulamenta os Canais da  Cidadania.  

A decisão do Minicom não está respaldada em qualquer justificativa razoável e juridicamente  determinada, passa por cima de quinze anos de vigência do decreto e da portaria, não  comunica à sociedade sobre os motivos de tamanha violência, além de configurar um  tremendo retrocesso democrático. A medida é essencialmente antidemocrática, pois a  municipalização da tv digital brasileira, permite que cada TV Municipal Aberta e Digital  carregue quatro programações diferentes, a chamada multiprogramação.

Na prática é a TV

4x1, ao invés de 5.568 TVs, os munícipes teriam a sua disposição quatro vezes mais canais,  cada TV se transformando em 4 canais televisivos diferentes: um destinado à Prefeitura, outro  ao Governo Estadual, e dois canais destinados às entidades da sociedade civil organizada no  município. Para a ABI, não há qualquer razão para paralisar a instalação dos Canais da  Cidadania, a não ser o viés autoritário do governo federal.  

A Democracia Brasileira merece e precisa da pluralidade e da regionalização da  comunicação. O povo brasileiro necessita que a comunicação social seja democratizada, que  seja garantida a participação direta de novos atores na condução de meios televisivos, o que  promoverá uma cidadania mais participativa, com mais elevado grau de cultura, de educação  democrática e com qualificação e protagonismo na defesa dos valores democráticos e da  soberania nacional.  

A ABI, a Casa Centenária dos jornalistas, convoca as entidades civis organizadas, como a  OAB e a CNBB entre outras, as entidades e os movimentos de defesa da democratização da  comunicação, os intelectuais, os jornalistas, radialistas, os estudantes, os artistas e agentes  culturais, os partidos políticos representados no Congresso Nacional, as entidades  representativas dos prefeitos, do empresariado e dos trabalhadores na esfera da produção de  informação e de equipamentos, para se engajarem na implantação das 5.568 emissoras de  televisão da Cidadania, começando por destravar os mais de trezentos pleitos municipais  sobrestados (suspensos), a sua maioria em tramitação eterna nos escaninhos burocráticos de  Brasília, culminando com a “canetada” da suspensão, sem debate e sem transparência. Uma  atitude que impede ao povo brasileiro uma comunicação mais qualificada, plural, e  regionalizada, tal como estabelece a Constituição Federal e que representa, ao fim e ao cabo,  o alargamento da democracia no Brasil, hoje tão ameaçada.  

Democracia exige múltiplos olhares sobre a realidade!  

Por uma comunicação mais plural e regionalizada!  

Em defesa dos Canais da Cidadania