O capitalismo está podre. Todos sabemos disso. Mas ele não cai sozinho, ele não morre de morte natural. Precisamos aliar o antifascismo e o antimperialismo ao internacionalismo proletário, e assim somar forças para construir o socialismo. Faça a sua parte. A FRENTE REVOLUCIONARIA DOS TRABALHADORES-FRT, busca unir os trabalhadores em toda sua diversidade, e formar o mais forte Movimento Popular Revolucionário em defesa de todos e construir a Sociedade dos Trabalhadores - a SOCIEDADE COMUNISTA!
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quinta-feira, 5 de junho de 2025
A EXTORÇÃO COLONIAL * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT
sexta-feira, 23 de agosto de 2024
TRABALHADORES DO MEU BRASIL * Beto Almeida/DF
segunda-feira, 20 de setembro de 2021
SÃO INJUSTIFICÁVEIS AS CRÍTICAS DE ALAS DA ESQUERDA BRASILEIRA A VENEZUELA E NICARÁGUA * BETO ALMEIDA
SÃO INJUSTIFICÁVEIS AS CRÍTICAS DE ALAS DA ESQUERDA BRASILEIRA A VENEZUELA E NICARÁGUA
BETO ALMEIDA
Quanto mais agressivas são as medidas do império e seus asseclas europeus contra Venezuela e Nicarágua, com sanções econômicas, políticas e guerra midiática implacáveis, repetem-se declarações de lideranças da esquerda brasileira contra os governos legítimos de Nicolás Maduro e Daniel Ortega, esgrimindo argumentos falsos que, via de regra, coincidem com aqueles lançados contra os dois países caribenhos pelo governo dos EUA e sua desmoralizada agência de política imperial, a Organização dos Estados Americanos, portadora de sinistra folha corrida de apoio a ditaduras e golpes de estado na região, ao longo de décadas.
O curioso é que os argumentos lançados pela Casa Branca contra governos populares no Brasil, incluindo a criação da Lava Jato, uma clara ingerência norte-americana contra a soberania brasileira, até conseguir sua meta - a derrubada Dilma Rousseff, a prisão de Lula e a destruição de empresas nacionais de engenharia - são lançados pelos mesmos agentes da estratégia dos EUA, só que agora , contra dois países com governos de esquerda , que se preparam, uma vez mais, como o fazem regularmente, para realizarem eleições em novembro próximo. Muitos destes dirigentes de esquerda no Brasil, e alguns da América Latina, que reclamaram dos ataques imperiais com falsas acusações contra governo progressistas nacionais, agora repetem vários destes argumentos que a guerra midiática patrocinada pelos EUA lança contra a Revolução Bolivariana e a Nicarágua Sandinista.
Certamente, é importantíssimo mencionar que quando os governos populares aqui eram alvo de falsas acusações de uma mídia internacional comandada por Washington, sobretudo acusações - nunca provadas e agora desmentidas - de prática de corrupção, essas mesmas lideranças , com justiça , se diziam , e eram, vítimas de uma guerra desinformativa desestabilizadora internacional, alertando - corretamente - que eram ações preparativas de um golpe de estado para internacionalizar o petróleo. E , de fato, o golpe aconteceu em 2016, derrubando Dilma Rousseff e prendendo Lula, e pavimentando o caminho para a rapina do petróleo e outras riquezas nacionais. E não houve resistência a este golpe. Foi muito frequente ouvir alguns slogans da esquerda, entre eles "Não vai ter golpe", quando, desgraçadamente, o golpe se desenrolava aos olhos de todos, sem que o governo sequer convocasse uma cadeia de TV e Rádio para chamar a população a defender a Legalidade, como fez o governador Leonel Brizola, em 1961, derrotando o golpe com a sua Rede da Legalidade. Mesmo tendo o poder de convocar uma cadeia nacional comunicativa para chamar o povo, o governo Dilma não o fez, sendo deposto sem uma acusação sequer de irregularidade, sem chamar uma greve, uma campanha popular em defesa da democracia.
Por tudo isto, soa ainda mais incoerente que agora, algumas lideranças da esquerda brasileira, venham a criticar, de público, aos governos da Venezuela e da Nicarágua, que estão sob cerco e sob ataque ilegal do exterior, por usarem todas as ferramentas da legalidade nacional para resistir ao pretendido golpe dos EUA E, algumas destas lideranças, acusam Maduro e Ortega de não permitirem a liberdade de expressão, quando ambos os países estão com seu calendário eleitoral em marcha, com a participação de vários partidos de oposição, nos dois países, que concorrerão nas eleições marcadas para novembro próximo.
Passividade ou Resistência?
Seria razoável criticar os bolivarianos e sandinistas por não se manterem passivos ante ações de ingerência externa financiada pelos EUA, conduta aliás que foi aqui predominante, quando estruturas do estado brasileiro foram utilizadas e penetradas por agentes estatais dos EUA, com a mais inaceitável e vergonhosa tolerância por parte das autoridades brasileiras, que poderiam ter feito uso de instrumentos legais de defesa da democracia, previstos na Constituição, para chamar a sociedade brasileira a resistir ao Golpe, aliás, como é feito hoje pelos governos da Venezuela e da Nicarágua, rigorosamente dentro da legalidade, para combater atos ilícitos organizados do exterior? O que querem essas lideranças da esquerda brasileira, que a Venezuela, sob coerção imperial há mais de 20 anos, e a Nicarágua, alvo constante de desestabilizações, país invadido várias vezes pelos Eua, por parte da Casa Branca , fiquem inertes, passivas, e se submetam a estas pressões ilegais externas que visam impor o que chamam de alternância de poder, que, na verdade, é a interrupção dos processos revolucionários dos dois países? Por que acreditar agora na linha editorial dos sócios da TV Globo em outras latitudes que atacam Maduro e Ortega , como atacaram Lula e Dilma?
Corretamente, dentro da Constituição, o governo sandinista faz cumprir a legislação que proíbe o financiamento de partidos políticos e meios de comunicação por governos exteriores! Qual a dúvida destes dirigentes de esquerda brasileiros? Querem que os sandinistas sigam o exemplo da passividade que norteou e balizou a queda do governo Dilma? Acreditam que os sandinistas devem deixar impunes os crimes contra a soberania nacional nicaraguense? E por que criticar a Venezuela Bolivariana, agredida por confisco de ativos financeiros pela "democrática" Inglaterra, de receita petroleira pelos EUA, com sua imagem falsificada e desfigurada por uma guerra mediática implacável por aqueles mesmos agentes que criaram a Fake News do Mensalão e da Lava Jato? O governo Nicolás Maduro também mantém diálogo com a oposição, ao mesmo tempo em que organiza o processo eleitoral para novembro, com participação pluripartidária, como também se caracteriza o processo eleitoral da Nicarágua. Quem é o agredido nesta história, senão a soberania venezuelana? É legítimo ou não o direito de defesa da Revolução Bolivariana?
Quando os governos populares no Brasil eram alvo de guerra midiática que fabricou as campanhas do Mensalão , do Petrolão e da Lava Jato, a esquerda nacional, coerentemente, denunciou a falsificação destas agressões. Mas, agora, quando as mesmas fontes de guerra midiática atacam Venezuela e Nicarágua, para fazer crer que esses dois países, que regularmente realizam eleições, com participação pluri partidária, são ditatoriais, alguns dirigentes da esquerda brasileira, fazem uso de dois pesos e duas medidas, e se associam ao coro organizado pelo império que condena os governos de Nicolás Maduro e Daniel Ortega.
Maduro e Ortega defendem conquistas revolucionárias, com apoio popular
Esses governos estão defendendo, com os instrumentos legais aprovados na Constituição, as suas conquistas revolucionárias, entre elas a erradicação do analfabetismo, algo que o Brasil , mesmo depois de 14 anos de administração progressista, não foi priorizado, e sequer foi definida uma meta para ser alcançada. Razão pela qual, no Centenário de Paulo Freire, o Brasil ainda não derrotou o chaga do analfabetismo. Mas, se dá ao direito, por algumas vozes de esquerda, de criticar aqueles povos que erradicaram o analfabetismo e que resistem na defesa da nacionalização do petróleo, das suas empresas estatais, das riquezas minerais, de legislações trabalhistas avançadas, de programas sociais generosos, que estão de pé na Venezuela e na Nicarágua, enquanto a aqui, não soubemos derrotar o golpe, nem fomos capazes de impedir a subida do agente estrangeiro ao Palácio da Alvorada, nem temos sido capazes de barrar a demolição do estado nacional e dos direitos sociais.
Venezuela e Nicarágua precisam e merecem apoio para resistir às criminosas agressões dos EUA. Aliás, como está bem definido em declaração oficial do Foro de São Paulo em relação esses dois países!
Beto Almeida
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quarta-feira, 21 de julho de 2021
Angola expulsa Universal e Mourão também * Beto Almeida / 247
ANGOLA EXPULSA UNIVERSAL E MOURÃO TAMBÉM
Mourão, o anti-Geisel, e sua fracassada tarefa em Angola
O General Mourão foi indevidamente encarregado, pelo Presidente Bolsonaro, de fazer gestões junto ao presidente de Angola, João Lourenço, em favor dos interesses da Igreja Universal, empresa que foi expulsa de solo angolano por lavagem de dinheiro. O vice-presidente brasileiro ainda solicitou a mandatário angolano que recebesse uma delegação parlamentar brasileira, chefiada por um parlamentar que é bispo, para , de algum modo, evitar que a punição soberana do estado angolano fosse cumprida.
Além do evidente rebaixamento do cargo de vice-presidente da república às funções de operador em favor dos interesses de uma empresa cuja matéria-prima é a circulação manipulada da fé, mas é possuidora de meios de comunicação (televisoras, rádios, editoras, jornal, gravadora de discos etc), a gestão feita por Mourão constitui-se em lamentável ingerência em assuntos internos de estado soberano, com o qual o Brasil possui larga e expressiva tradição de amizade, e, também, significativas ações de cooperação.
Estatizante X Neoliberal
É possível que o General Mourão, que durante a campanha eleitoral, em programa na Globo News, definiu-se como um "anti-Geisel", explicando que considerava o ex-Presidente brasileiro "um estatizante", enquanto ele era neoliberal - não tenha sabido valorizar a importância que o MPLA, partido a que pertence o presidente Lourenço, atribui ao mandatário gaúcho. Foi o governo do Presidente Geisel o primeiro a reconhecer a Independência de Angola e o governo do Presidente Agostinho Neto, em 1975, quando a nação angolana ainda lutava para expulsar o exército da África do Sul, então sob o regime do Apartheid.
A decisão de Ernesto Geisel foi imensamente valorizada pela comunidade de países que lutava contra o colonialismo, entre eles a URSS, e, muito especialmente pela República de Cuba, que em solidariedade à justa luta de Angola por sua independência, enviou-lhe cooperação militar de envergadura, com cerca de 400 mil homens e mulheres cubanos que, ao final de uma longa guerra, foi fator determinante para derrotar o Exército da África do Sul, na memorável Batalha de Cuito Cuanavale, mesmo com o régio apoio que as tropas do Apartheid recebiam dos Estados Unidos e de Israel, países de submissa simpatia do General Mourão. Entrevistando a jornalista e escritora Katiusca Blanco, biógrafa de Fidel, que também integrou as forças militares cubanas que derrotaram o exército mercenário de Jonas Savimbi , a UNITA, soube que a notícia da decisão do Presidente Geisel pela TV foi aplaudida pelas tropas cubanas e angolanas.
Kissinger, fora da agenda
Se por um lado Fidel Castro e Agostinho Neto, com o apoio da URSS, aplaudiam o pioneiro reconhecimento feito pelo governo Geisel, de outro, o então Secretário de Estado dos EUA, Henry Kissinger, mais conhecido como o "viajante da morte", desembarcou em Brasília , onde queixou-se do presidente brasileiro , alegando que "o governo brasileiro está fazendo o jogo dos comunistas em Angola com aquela linha em sua política exterior". De poucas palavras, Geisel respondeu em tom firme e surpreendente ao intervencionismo gringo: " Senhor Secretário, a nossa política externa não está na agenda da reunião".
Na realidade, os EUA tinham alguma expectativa de que o Brasil algo pudesse fazer contra aquela histórica Operação Carlota, - nome de uma negra cubana que lutou heroicamente contra a escravidão - que, em rota contrária à dos Navios Negreiros, ao longo de anos, cruzou o Atlântico levando tropas e armamentos de Cuba para a libertação Angola. Entretanto, como Kissinger pode constatar, aquele reconhecimento pioneiro do Governo de Agostinho Neto por Ernesto Geisel não era um ato isolado da política externa brasileira de então. Enquanto naquela época defendiam-se interesses estratégicos do Brasil, Mourão,hoje, rebaixa o Estado Brasileiro a um varejismo desqualificado em defesa de uma empresa atravessadora da fé.
Geisel furou o bloqueio dos EUA ao Iraque
A política externa brasileira, naquela época, também registrou apoio e reconhecimento aos governos de Moçambique, Guiné, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Além disso, sustentava o Direito ao Mar para a Bolívia, ao mesmo tempo que reatava relações com a República Popular da China, então sob o comando de Mao Tsé Tung. Além disso, adotava nova postura em relação aos países árabes, impulsionando as relações com a Líbia e Iraque, ao ponto do Brasil enviar para este país a estatal Braspetro, responsável pela descoberta do maior manancial de petróleo por lá, em equipe sob o comando do geólogo Guilherme Estrella, que, mais tarde, teria grande responsabilidade na coordenação dos trabalhos de equipe que levaram à descoberta do Petróleo Pré-Sal. Quando o Iraque, na década de 70, passa a explorar o poço gigante de Majnou, os EUA impõem bloqueio contra o governo de Sadam Housseim, o qual o governo de Ernesto Geisel furou, comprando enormes quantidades de petróleo iraquiano, apesar da proibição imperial estadunidense.
O episódio em que o vice-presidente Mourão, em desqualificada tentativa de imiscuir-se em assuntos de outros estados para defender empresa punida por leis angolanas, é uma flor de oportunidade para refletir sobre o rebaixamento da política externa brasileira hoje, permitindo realçar o contraste com uma linha terceiro-mundista praticada pelo Itamaraty por décadas. O soberano e altivo NÃO que o vice-presidente Mourão recebeu do presidente angolano João Lourenço, tornar-se-á ,certamente, uma espécie de paradigma negativo da involução da política exterior do Brasil, similar à batida de continência de Jair Bolsonaro ante a bandeira dos EUA.
No contraste, está a postura de Geisel que, ao reconhecer o governo do MPLA, liderado por Agostinho Neto, inscreveu o Brasil na página da descolonização da África, em sintonia com o heroico esforço empreendido por Cuba que, ao derrotar o poderoso e bem armado exército sul-africano, libertou Angola e a Namíbia, desestabilizando o regime do Apartheid, contribuindo decisivamente para a libertação de Nelson Mandela. Ao sair da prisão, Nelson Mandela viaja a Cuba onde, agradecido, declara, em comício ao lado de Fidel Castro: "Devemos a Cuba o fim do Apartheid". A política externa brasileira estava do lado certo da História.
Beto Almeida, jornalista
https://www.brasil247.com/brasil/presidente-da-angola-rejeitou-pedido-de-mourao-para-receber-delegacao-de-parlamentares-brasileiros-pro-universal






