Mostrando postagens com marcador getulio vargas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador getulio vargas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 23 de agosto de 2024

TRABALHADORES DO MEU BRASIL * Beto Almeida/DF

TRABALHADORES DO MEU BRASIL
Beto Almeida*

“Foi, o chefe mais amado da nação, a nós ele entregou uma missão, que não largaremos mais”
Música ”Dr Getúlio”, Chico Buarque e Edu Lobo

Toda esta necessária discussão atual sobre a extorsão da Tirania Vídeo Financeira, praticada pelo Banco Central contra o direito de desenvolvimento econômico social do povo brasileiro, consignada nas taxas de juros mas também no Sistema da Dívida, que esterilizam a proclamada industrialização, é um dos temas que nos fazem recordar a atualidade de Getúlio Vargas; o presidente da república que realizou uma Auditoria da Dívida Pública Brasileira, reduzindo-a em mais da metade, para que fossem garantidos os investimentos necessários aos programas sócias e à industrialização do Brasil.

Realmente, não houve gesto mais consequente diante da tirania financeira, na época comandada por bancos ingleses, que estavam por detrás da mal rotulada Revolução Constitucionalista de 1932, que, na realidade, como disse o próprio presidente Lula recentemente, “não foi Revolução, mas uma tentativa de golpe contra o Governo Vargas”, exatamente porque os bancos ingleses, detentores da dívida externa brasileira, agindo em nome do imperialismo, queriam abortar, desde o início da Era Vargas, a proposta de industrialização baseada no protagonismo de estado que já se iniciara no Governo Provisório. Apoiada pelos Bancos Ingleses, a oligarquia paulista levou o Brasil a uma Guerra Civil de 6 meses de duração, com vistas a manter o Brasil como “uma grande fazenda de café”, destinado a ser eterna colônia fornecedora de matéria primas. É de se lamentar que o presidente Lula não conclua o próprio pensamento insinuado na denúncia do golpismo paulista contra Vargas. O golpismo continua atuando, com outras ferramentas. Mas em nome dos mesmos interesses> as Aves de Rapina!

A COAÇÃO DA HISTÓRIA

Em 1910, ainda estudante de direito, o jovem Getúlio Vargas, então líder estudantil, foi encarregado de fazer uma saudação ao Presidente de República eleito, Afonso Penna, quando em visita a Porto Alegre: “Pobres os países submetidos à coação da história, em que são obrigados a comprar a preços extorsivos, produtos industrializados a partir de sua própria exportação de matérias primas sub avaliadas”, sentenciou o então o jovem Getúlio, o que nos permite constatar a linha de coerência de seu pensamento de líder estudantil, como o que aplicaria mais tarde, já presidente, na condução da política econômica industrializante de seus governos, para o que criou ferramentas estatais, como o BNDES, que, até hoje, comprovam sua vigência, apesar da ausência de uma política eficaz de enfrentamento, no momento, com a tirania financeira.

A coação da história atual já tem números “desagradáveis“ a apresentar, para usar adjetivo que tem frequentado discursos do presidente Lula, especialmente no que toca à Venezuela. Em 1980, o Brasil detinha um PIB Industrial superior aos da China e dos Tigres Asiáticos somados. Estávamos então no período final daquilo que as diversas correntes de economistas brasileiros, até mesmo os mais colonizados, admitem como o fim da Era Vargas , que vai de 1930 a 1980, período em que o Brasil foi um dos países que mais se industrializou e cresceu. Depois disso, já com Figueiredo, o Brasil tem reprimarizada a sua pauta de exportações, e hoje registra um PIB Industrial que sequer alcança 30 por cento do registrado pela República Popular da China. Aliás, no momento em que comemoramos os 50 anos de relação bilateral construtiva entre Brasil e China, relações que foram retomadas pelo Governo Ernesto Geisel – um ex tenentista varguista que pegou em armas na Revolução de 1930 – desponta a oportunidade para uma reflexão menos corriqueira e mais estratégica sobre esta situação. A manobra imperial realizada, lamentavelmente com sucesso, para impedir que Geisel emplacasse um sucessor de sua linha, provavelmente o General Andrada Serpa, que era dos mais cotados, um general estatizante e que chegara a defender publicamente a Revolução Chinesa em debate com estudantes na UnB. “Se Mao Tse Tung conseguiu transformar a China, o Brasil conseguiria fazer infinitamente mais”, dissera, arrancando aplausos da estudantada.

FHC: PRECISAMOS DESTRUIR A ERA VARGAS

Não por acaso o comando do Brasil a partir do aborto ao formato de sucessão pretendida por Geisel, foi recair exatamente nas mãos do General Figueiredo, filho daquele que havia sido o chefe militar da Contra Revolução de 1932, em nome do financismo inglês e da pauta da desindustrialização, que toma vulto, na forma de um Sistema de Dívida Externa monitorado de fora, combinado com medidas que, a partir da sabotagem para que Leonel Brizola não passasse ao Segundo Turno nas eleições presidenciais de 1989, resultaram na eleição de Fernando Collor, quando o desmonte do estado se acelera, a começar pela desestruturação da Petrobras, ainda a nossa maior estatal, a maior de toda a América Latina.

Quando Fernando Henrique Cardoso, eleito sob o cabresto do Consenso de Washington, declara que “Precisamos Destruir a Era Vargas”, confessando assim sub absoluta vassalagem aos ditames hegemônicos dos EUA, a operação de “Exterminador do Futuro do Brasil” adquire um grau de articulação e coerência que, uma vez mais, pela forma trágica, revelava a importância histórica e a atualidade do Presidente Getúlio Vargas para o Brasil. Com FHC a taxa Selic chegou a 48%, um paraíso para os banqueiros. A destruição era de conjunto, com método e profissionalismo, a ponto do Brasil chegar ao desarmamento unilateral, o que, para um país com tal abundância de riquezas e território, consiste em declaração de uma rendição antecipada perante os crescentes apetites intervencionistas dos EUA e demais sócios da OTAN. As declarações ingerencistas da Generala Laura Richardson, Chefa do Comando Sul do Exército dos EUA, não deixam a menor dúvida quanto isto: esta senhora teve o desplante de recomendar que “o Brasil não deve aprofundar sua cooperação com a China”. O mais curioso e revelador foi o silêncio do Itamaraty frente a escandalosa intromissão de representante do EUA em nossos assuntos internos. Os itamaratecas não mouraram sequer um “desagradável”, adjetivo que circula com frequência elevada quando se trata de ingerência em assuntos internos da Venezuela. Quem respondeu, com altivez que o Itamaraty não demonstrou, foi a própria Embaixada da China no Brasil, repelindo a declaração hegemonista da pirata gringa e exigindo respeito para a elevada e construtiva cooperação Brasil-China, não por caso, já superior à relação nada horizontal que o Brasil tem com os EUA. Que falta nos faz um brasileiro como Samuel Pinheiro Guimarães à frente do Itamaraty!

REINDUSTRIALIZAÇÃO E VARGAS.

Muito embora existam círculos progressistas tentando, inutilmente, esterilizar os inconvenientes perigosos e os efeitos desastrosos de uma relação submetida aos EUA, a experiência demonstra que a política Neoliberal de Estado Mínimo e de Privações Selvagens, inclusive a Preços Negativos, protagonizada principalmente pelo FHC, conduziu o Brasil a esta posição de retrocesso para tornar-se, novamente, um grande exportador de matérias primas, no fundamental. Já no governo Getúlio Vargas, a política externa brasileira se aproveitava legítima e inteligentemente do contexto mundial para consolidar o protagonismo de estado – a Cia Siderúrgica Nacional foi um caso inédito em que EUA financiaram uma estatal. Não aproveitava as circunstâncias da época para Falar Grosso com a Nicarágua e Falar Fino com os EUA, como agora, quando é impossível esconder os laços de marionetes que comandam o Banco Central a partir do Banco Central dos EUA.

“Abre Alas que o Gegê vai passar, na memória popular” , alerta o belo samba de Chico e Edu Logo. Aliás, apesar de demonizado pela Rede Globo, pelo academicismo subalterno da USP, pela sociologia de vassalagem, pelo udenismo neocolonial que inspirou até alas da esquerda, em vários momentos, Getúlio Vargas comparece novamente ao Debate Nacional, ecoando em ideias contundentes como aquele o estampido daquele Tiro no Coração do Brasil que fez todo um povo chorar e levou as Aves de Rapina a fugir!

O LEGADO DE VARGAS

Comparece, inclusive, no debate da comunicação, como por exemplo, na Criação da Voz do Brasil – primeira experiência de regulamentação informativa no Brasil, enfrentando a tirania do mercado midiático. Mas, também, com a nacionalização da Rádio Nacional, com a criação da Rádio Mauá, a Emissora dos Trabalhadores, na qual entidades sindicais figuravam em sua direção. Nem se pode esquecer o jornal Última Hora, o único a defender o aumento de 100% do cento do salário mínimo e a criação do Décimo Terceiro Salário, numa linha editorial popular, trabalhista e nacionalista que o levou a ser Escola de Jornalismo, o único diário que defendeu o Governo Jango frente ao Golpe de 1964. Este Getúlio comparece ao debate nacional, esgrimindo a necessidade da regulamentação do trabalho, inclusive da profissão de jornalista, na qual foi pioneiro, inclusive na destemida doação do imponente edifício sede da Associação Brasileira de Imprensa, ABI, de onde até tentaram, absurdo, esterilizá-lo, e onde agora também promovem necessárias reflexões sobre o Legado de Vargas.

Para quem começou na vida política recebendo capas de jornais e revistas do anti varguismo, bem como olhares indulgentes da Fiesp e da Igreja Católica Escola Paga, Lula até que foi bastante corajoso ao visitar o Mausoléu de Vargas, em março de 2017, para homenageá-lo, revisando suas antigas críticas ao presidente gaúcho, poucos dias antes de ser preso pela Operação Neocolonial Lava Jato, comandada pelos EUA para desindustrializar o Brasil ainda mais, além de rapinar o petróleo, alterando a legislação no dia seguinte à derrubada de Dilma, ela também uma simpatizante do varguismo. Mas, sendo importantes para as novas gerações as revisões históricas de Lula, inclusive o pedido perdão público que fez a Brizola e Darcy Ribeiro, por não ter apoiado o CIEPs, a grave situação de estrangulamento que o Brasil vive hoje precisa mais que revisões e mea culpas. O maior legado de Vargas foi ter construído uma Unidade Nacional contra o imperialismo e as oligarquias desindustrializantes, uma maioria capaz de gerar a energia social e a força política capaz de enfrentar toda a Coação da História, todas as tiranias financeiras, bem como toda a pedagogia da subserviência acadêmica e tecnológica. É a esse Getúlio Vargas que o Brasil deve resgatar, do Presidente da República ao petroleiro, do Sem Terra ao Intelectual, dos Sindicatos aos movimentos sociais, dos Militares aos Empresários nacionalistas, para recolocar o país nos trilhos de uma definitiva e verdadeira emancipação nacional.

*Beto Almeida
Conselheiro da ABI
Diretor do Documentário “Vargas, a transformação do Brasil
“Abre Alas que o Gegê vai passar, olha a evolução da Historia..
Abre Alas para o Gegê desfilar na memória popular”
Música Dr Getúlio – Chico Buarque e Edu Logo, gravação de Beth Carvalho
***

sexta-feira, 8 de setembro de 2023

BRASIL RUMO AO ANTIIMPERIALISMO * Mario Fonseca/E. Precílio Cavalcante/Getúlio Vargas - FRT - Brasil

BRASIL RUMO AO ANTIIMPERIALISMO

VIVA O 7 DE SETEMBRO!
DEMOCRACIA, SOBERANIA E UNIÃO!
POR UMA NOVA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL!

O fato da Independência do Brasil ter sido proclamada por um imperador que era filho do rei de Portugal não diminui a importância desse acontecimento histórico, que marca a constituição do Brasil como país autônomo. Assim como não dá para ignorar que a transferência da corte portuguesa para cá, alguns anos antes, fugindo da ameaça de invasão de Portugal por Napoleão, impulsionou o nosso desenvolvimento.

No entanto, a conquista da independência do Brasil é um processo que veio de muito tempo antes do dia 07 de Setembro de 1822 e que ultrapassa essa data. Permanece como causa atual e necessária até hoje. E o povo sempre tomou parte nessa luta. Levantou-se em revoltas e revoluções, afogadas em sangue, é verdade, mas que contribuíram para formar o Brasil.

A autonomia da nação para conduzir o seu próprio destino e para se relacionar com altivez perante o mundo está ainda incompleta. A obtenção da independência política não eliminou o atraso, o autoritarismo, a superexploração dos trabalhadores, a pobreza, a miséria, o racismo e a dependência econômica.

As classes dominantes locais, salvo raras exceções, padece de entreguismo atávico. Impede o Brasil de realizar suas potencialidades e se tornar uma nação forte. Condena o Brasil a ser eternamente um país de desenvolvimento complementar e subordinado a algum império conforme a época histórica.

Toda vez que, de forma mais decidida ou contida, ainda que bastante limitada, o Brasil busca se desenvolver com autonomia, esses períodos são entrecortados por tentativas de rupturas institucionais e golpes. De Getúlio a Lula, passando por Jango, JK e Dilma, foi isso que aconteceu.

Da deposição de Dilma (2016) até a eleição de Lula (2022) vivemos um estado de golpe continuado, com a marca da subordinação ao império estadunidense, que, aliás, por meio de uma classe dominante local colonizada e de agentes cooptados daqui, deu as cartas por aqui, seja sob Obama, seja sob Trump.

Com a democracia rompida, o país caiu nas mãos dos agentes da oligarquia financeira parasitária, interna e forânea. O resultado foi o aprofundamento da dependência, crise, a deterioração das condições de vida do povo e o extermínio de direitos.

O racismo, misoginia e fascismo escalaram até cairmos nas garras dos chacais neonazistas, não menos entreguistas. Sob uma pandemia, vivemos o horror da política de morte em massa, o agravamento da crise e a ameaça de morte da democracia. Terra arrasada.

Saímos da tragédia e da ameaça de "golpe no golpe" com a épica vitória popular, graças à frente ampla democrática, elegendo Lula presidente. Derrotamos o fascismo e encerramos o estado de golpe iniciado em 2016. O Brasil respira novos ares neste 7 de Setembro, mas não são os poucos os desafios.

Lutar pelo êxito do governo Lula na afirmação da democracia, na inserção soberana do Brasil no mundo, na retomada do desenvolvimento e na melhoria da vida das pessoas é essencial para evitar novos retrocessos e para nos impulsionar a percorrer o longo caminho que temos pela frente.

Não basta a autonomia política, tampouco a democracia formal, jurídica, sem democracia social substancial. O Brasil precisa de desenvolvimento autônomo capaz de garantir robustez econômica, soberania científica e tecnológica e bem-estar para os brasileiros. Precisa de autêntica independência nacional.

Mario Fonseca/MS
INDEPENDÊNCIA

A Independência que precisamos conquistar!

Neste 7 de setembro podemos comemorar, pela primeira vez, a verdadeira independência do Brasil!

O 7 de setembro de 1822 não foi a verdadeira Independência do Brasil.

Naquela data, não rompemos com o colonialismo.

Trocamos, apenas, de metrópole, Lisboa por Londres.

Não houve o rompimento necessário.

A palavra chave, aqui, é ROMPIMENTO.

Não fizemos a nossa revolução nacional.

E não construímos o Estado nação, etapa necessária para consolidação da Independência e soberania nacional.

Nação é povo. Só com o rompimento com o império colonial funda-se a nação.

Vivemos ou sobrevivemos até hoje na situação de colonização continuada.

Situação absurda, mas verdadeira!

Quando a família real fugiu de Portugal para o Brasil, ameaçada pelas tropas de Napoleão, veio transportada pela esquadra de Sua Majestade britânica.

Mas o que não se diz é que a esquadra britânica tinha dupla função: trazer a família real portuguesa e tomar posse da colônia.

É preciso deixar claro que Portugal era conhecido em toda a Europa como uma colônia da Inglaterra.

“Portugal era considerado como uma espécie sui generis de colônia inglesa, e a esquadra britânica garantia as palavras de seus estadistas.”

Mais adiante: “... A ideia da dependência, da situação colonial de Portugal em relação à Inglaterra, aparecia por toda parte.”

E a seguir: “Se é assim, o Brasil seria colônia de uma colônia, ou melhor, colônia formal de uma colônia informal da Grã-Bretanha. Mas se Portugal dependia do Brasil, o que era politicamente?”

No caso, o Brasil era colônia de uma colônia.

Alguns autores chamam isto de dupla dependência.

Mas concluindo, quem é colônia de uma colônia de um império, é colônia do império.

E portanto, o Brasil era, de fato, colônia da Inglaterra.

E nós, brasileiros, éramos súditos de Sua Majestade britânica.

Para os conformistas e alienados temos uma independência relativa.

Para eles, temos uma meia independência, uma soberania relativa.

Mas o que é isto?! Meia independência, meia soberania?!

Durou mais de um século o Império britânico, o “Império onde o sol nunca se punha!” Proclamavam os ingleses orgulhosamente.

Ao término da Segunda Guerra Mundial, o Império britânico soçobrou.

E foi substituído pelo todo poderoso Império ianque.

E o Brasil caiu na órbita do novo Império mundial.

Trocamos de metrópole e de nome.

Londres por Washington, a nova metrópole.

Passamos a ser Brazil com “Z”, colônia do Império ianque.

O mais terrível de todos os impérios que o mundo já viu.

Império político, econômico e ideológico.

Promotor, fundador e defensor das piores ditaduras que o mundo já conheceu.

Isto porém é o que interessa e satisfaz à nossa classe dominante, constituída por velhacos e trapaceiros!

A classe dominante brasileira é uma das piores e a mais perversa de todo o mundo!

Foi ela que pariu o nazifascismo atual.

A história desta independência relativa é uma farsa!

A conversa do desquite amigável entre Portugal e o Brasil.

É uma mentira que tenta se impor como verdade!

É o caso da mentira que, se for repetida mil vezes, transforma-se em uma verdade!

Houve luta. E muita luta. Muito sangue derramado!

Mas não houve revolução.

A contra-revolução venceu a parada. Desgraçadamente!

Foram cerca de três anos de uma guerra sangrenta e cruel!

O número de levantes populares sangrentos é incontável.

De um lado da luta, estava José Bonifácio, que lutava pela Independência e soberania do Brasil.

José Bonifácio tinha um projeto revolucionário e queria o rompimento com Portugal.

O projeto de José Bonifácio compreendia o rompimento com Portugal, a revolução.

Defendia a reforma agrária e o fim da escravidão.

E do outro lado estava Pedro I, que queria uma independência de faz de conta.

O 7 de setembro foi um arranjo da diplomacia anglo-lusitana.

Para esconder a farsa da independência ou morte!

O grito do Ipiranga, seria uma farsa se não fosse uma tragédia!

A “independência” do Príncipe português, Pedro I, foi a vitória da contra-revolução.

Uma “independência” a serviço dos interesses de Portugal.

Com um exército de generais portugueses.

Mas isto tudo é passado!

Pois as transformações que estão acontecendo, no Brasil e no mundo atual, hoje 2023, apontam para um novo horizonte!

A grande velocidade dos fatos e acontecimentos surpreende e assusta os partidários da velha ordem.

Mas não só a eles, aos partidários do atraso, a realidade surpreende!

Mesmos aqueles bem-intencionados, os democratas, partidários do rompimento com o atraso, são surpreendidos pela realidade.

O velho Brasil de ontem está sendo rapidamente atirado na lata de lixo da História!

O Brazil com “Z”, colônia do Império ianque, tenta cortar as amarras que o prendem ao velho sistema de colonização continuada.

No antigo sistema a política externa da colônia Brazil era ditada pelo Departamento de Estado ianque.

A nossa política econômica, de ocupação e rapina colonial, era ditada pelos interesses do Tio Sam.

Hoje temos um governo que defende uma nova ordem mundial.

Com uma política externa independente.

Que busca a paz e o progresso entre os países e povos.

Esta é a Independência que precisávamos conquistar!

Os BRICS estão traçando um novo caminho para a economia mundial.

Mas ainda temos muita estrada a percorrer, ninguém se engane!

Ainda teremos muita luta!

Sem dúvidas, não iremos sempre navegar em um mar de rosas!

O inimigo da liberdade, da paz e da democracia, o fascismo está vivo!
O nosso inimigo não dorme!
O terrorismo do 8 de janeiro está vivo!

E. Precílio Cavalcante.
Capitão de mar e guerra ref. do Corpo de Fuzileiros Navais.
Pesquisador da História militar.
Rio de Janeiro, 7 de setembro de 2023.

VIVA A INDEPENDÊNCIA, A LIBERDADE E A SOBERANIA NACIONAL!!!

Carta Testamento

Mais uma vez as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam, e não me dão o direito de defesa.

Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes. 

Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre.

Não querem que o povo seja independente. Assumi o Governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia, a ponto de sermos obrigados a ceder.

Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo, que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar, a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.

Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão.

E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. 

Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate. Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte.

Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História.

Getúlio Vargas

***