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sábado, 29 de março de 2025

CHACINAS DA DITADURA MILITAR BRASILEIRA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

CHACINAS DA DITADURA MILITAR BRASILEIRA
Vera Sílvia Araújo de Magalhães

Vera levou um tiro na cabeça e mesmo ferida foi torturada por três meses!
Pendurada no pau-de-arara, respondeu: "Minha profissão é ser guerrilheira."
Nas mãos do exército e da polícia por três meses, passou por choques elétricos, espancamento, simulação de execução, queimaduras, isolamento completo em ambientes gelados e muita tortura psicológica.

A tortura lhe valeu uma hemorragia renal, o que a fez ser transferida para o Hospital Central do Exército, pesando 37 quilos e sem mais conseguir se locomover.

Vera Sílvia Araújo de Magalhães, Bisneta do líder republicano Augusto Pestana, nasceu em uma família de classe média gaúcha radicada no Rio de Janeiro.
Ainda criança, estudando na tradicional escola carioca Chapéuzinho Vermelho, em Ipanema, Vera brigava com as professoras porque a escola queria que os alunos fizessem exercícios em inglês. Ganhou de seu tio Carlos Manoel, aos onze anos, o livro "Manifesto do Partido Comunista", de Marx e Engels, e começou a militar na política com apenas quinze anos de idade, na Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas (Ames).

Ainda no início da adolescência, influenciada pelo que lia e como o pai dava algumas roupas a parentes e companheiros comunistas que viviam na clandestinidade e tinham dificuldade de trabalhar, saiu dando suas bicicletas e bonecas às vizinhas e amigas, acreditando ser isso o "socialismo". Adolescente, estudando no Colégio Andrews e participando do grêmio estudantil, comandou uma greve contra o aumento das mensalidades colocando cimento no portão, o que impediu a entrada de todos na escola, professores e alunos.

Aos 16 anos, participou do comício de João Goulart na Central do Brasil e ao prestar vestibular para Economia, em 1966, passou a integrar a Dissidência Comunista da Guanabara, na ala da Economia, para a qual cooptava estudantes amigos da mesma área, entre eles Franklin Martins e José Roberto Spigner, com quem passou a viver maritalmente.

Aos vinte, em 1968 e já na universidade, organizava passeatas e passou à clandestinidade, integrando a luta armada contra a ditadura militar.
Ela passaria para a história como uma das mais famosas guerrilheiras do Brasil da ditadura militar, quando foi a única mulher a participar do seqüestro do embaixador norte-americano no país, Charles Burke Elbrick, em setembro de 1969.
Ela foi presa em março de 1970, numa casa do bairro do Jacarezinho, junto com outros companheiros denunciados por uma vizinha e levando um tiro que lhe trespassou a cabeça.

Depois de retirada do hospital com um ferimento à bala na cabeça, Vera Sílvia foi torturada nas dependências do DOI-CODI do Rio de Janeiro, baseado num quartel da Polícia do Exército na Rua Barão de Mesquita, bairro da Tijuca, zona norte da cidade.

Pendurada no pau-de-arara, respondeu aos torturadores quando lhe perguntaram sua profissão: "Minha profissão é ser guerrilheira." Nas mãos do exército e da polícia por três meses, passou por choques elétricos, espancamento, simulação de execução, queimaduras, isolamento completo em ambientes gelados e muita tortura psicológica – tentativa de destruição da personalidade e da dignidade do indivíduo e suas crenças – causadas por remédios psiquiátricos ministrados pelo Dr. Amílcar Lobo, seu principal algoz.

Lobo, codinome Dr. Cordeiro, depois denunciado também por envolvimentos com tortura na famosa Casa da Morte, em Petrópolis, teve seu registro como médico cassado em 1989. Chegou a sair ensanguentada direto de uma sessão de torturas para uma audiência no Supremo Tribunal Militar.

A tortura lhe valeu uma hemorragia renal, o que a fez ser transferida para o Hospital Central do Exército, pesando 37 quilos e sem mais conseguir se locomover. Do HCE ela acabou sendo libertada junto com outros 39 presos políticos, em 15 de junho do mesmo ano, em troca do embaixador alemão no Brasil, Ehrenfried von Holleben, sequestrado por outro grupo guerrilheiro, do qual fazia parte Alfredo Sirkis.
Banida do país para a Argélia, retornou ao Brasil em 1979 após a aprovação da Lei da Anistia, e depois de quatro anos vivendo em Recife com o companheiro, voltou ao Rio de Janeiro e trabalhou no governo estadual como planejadora urbana, até se aposentar por invalidez.

Vera, musa dos integrantes da guerrilha carioca, foi presa após levar um tiro na cabeça e, mesmo ferida, foi torturada por três meses e após dias em estado de coma; entre outras sequelas, sofreu o resto da vida de surtos psicóticos, sangramento da gengiva e crises renais, combateu um linfoma nos últimos anos de vida e morreu de infarto em 2007.

Por causa de seus problemas permanentes de saúde causados pela tortura, em 2002 ela foi a primeira mulher a receber reparação financeira do Estado, através da 23ª Vara Federal do Rio, com uma pensão mensal vitalícia garantida por lei.
HELENIRA RESENDE
JACINTA PASSOS
*
PARA NÃO ESQUECER - 29 DE MARÇO DE 1972
A CHACINA DE QUINTINO
(Ernesto Germano Parés)
Você lembra desse fato? Ao menos já ouviu falar? Não! Pois é, os mesmos que comandaram o
Brasil recentemente e não achavam estranho fazer sinais de “arminhas” com as mãos e que ameaçavam
abertamente os seus opositores são os que fazem todo o possível para você não tomar
conhecimento da nossa história e de como age o fascismo em nosso país, há muito tempo.
Para quem não conhece, a “Chacina de Quintino”, escondida pela nossa imprensa “tão livre”,
foi uma ação policial (fascista) realizada na época mais escura da ditadura militar no Brasil. A ação
dos “agentes da ordem pública” terminou com a morte de três lutadores brasileiros que faziam parte
da resistência armada contra o regime imposto ao país.
No dia 29 de março de 1972, no bairro carioca de Quintino, na Av. Dom Helder Câmara n°
8988, casa 72, mais alguns lutadores tombaram diante da força mais retrógrada que já tivemos.
Lígia Maria Salgado Nóbrega, Antônio Marcos Pinto de Oliveira e Maria Regina Lobo Leite Figueiredo
foram assassinados pelos agentes do DOI/CODI do Rio de Janeiro.
Precisamos esperar 41 anos e apenas em 2013 a história da “Chacina de Quintino” foi
contada com base em provas reais, derrubando a versão oficial da ditadura. Depois de realizar
pesquisas e coleta de testemunhos, como entrevistas com os vizinhos da vila 8985, em Quintino, e
com o médico-legista Valdecir Tagliare, responsável por assinar a declaração de óbito das vítimas da
chacina, a Comissão da Verdade do Rio realizou um Testemunho da Verdade, em parceria com a
Comissão Nacional da Verdade. A audiência, realizada no auditório da Caarj (Caixa de Assistência da
Advocacia do Estado do Rio de Janeiro), ouviu familiares e amigos de Antônio Marcos Pinto de
Oliveira, Maria Regina Lobo Leite de Figueiredo e Lígia Maria Salgado Nóbrega, mortos na ocasião.
Os três companheiros eram membros da VAR-Palmares, movimento de resistência armada
que denunciava a entrega do país ao grande capital internacional.
“Neste episódio, conseguimos desmontar uma farsa da ditadura. Esse aparelho, de acordo
com a versão oficial, foi estourado num suposto confronto entre os militantes que estavam lá dentro
e agentes de segurança do DOI-Codi. Ou seja, segundo a Ditadura houve uma troca de tiros, mas
essa foi a verdade montada pela Ditadura e que vai parar de vigorar a partir de hoje”, destacou o
presidente da CEV-Rio, Wadih Damous.
Os laudos cadavéricos foram escondidos do público, na época, mas agora sabemos que
mostravam não haver qualquer resquício de pólvora nas mãos dos militantes mortos, jogando por
terra a versão de que tenha havido um confronto armado.
Uma das provas mais contundentes de que as mortes foram resultado de execução
extrajudicial e não de troca de tiros em “legítima defesa”, como divulgado à época, foi a entrevista
com o médico-legista Valdecir Tagliare. Ele revela que os corpos apresentavam esmagamento total
das mãos e parte dos braços o que comprovaria os golpes causados por “armamento pesado”. Ele
contou ainda que o laudo enviado para a direção, como era o procedimento, foi adulterado. “Só tive
acesso ao microfilme anos mais tarde”.
Testemunhas ouvidas muito depois dizem que tudo foi uma execução, com os militantes
sendo mortos depois de rendidos na lateral da casa com tiros na cabeça e que nenhum tiro foi
escutado como saindo da casa.
A isso se somam documentos e depoimentos de vizinhos que afirmam que os militantes não
ofereceram resistência. Eles declararam à comissão que os tiros não partiam de dentro da casa e
que os policiais, ao entrarem na vila, pediram aos moradores que fizessem silêncio e se
escondessem embaixo da cama.
Naquele dia, apenas James Allen da Luz, um dos comandantes da VAR-Palmares, e que ali
morava com a mulher Lígia Maria, grávida de dois meses, conseguiu escapar vivo do cerco, fugindo
pelos fundos da casa em direção à linha de trem que corta o bairro.
Vale registrar que ele “desapareceu” em 1973 em Porto Alegre. Seu corpo nunca foi
encontrado.
Toda a documentação sobre a Chacina de Quintino está com a Comissão Nacional da Verdade
e pode ser facilmente obtida pelos interessados, inclusive pela Internet.
Quando vivemos em um país que foi dirigido por um insano que elogiava o fascismo e as torturas
ocorridas durante o regime militar, mas agora vai para a cadeia; quando vivemos em um país onde um demente e seus filhos
apoiavam e defendiam a existência de milícias que exterminavam abertamente os opositores e a população; ... Então é hora de lembrar da “chacina de Quintino”.
EM MEMÓRIA DE LÍGIA MARIA SALGADO NÓBREGA, ANTÔNIO MARCOS PINTO DE OLIVEIRA E MARIA REGINA LOBO LEITE FIGUEIREDO!
PELO RESTABELECIMENTO DA VERDADE E DO DIREITO À VIDA NO PAÍS!
UM VIVA A TODOS OS QUE LUTARAM, LUTAM E LUTARÃO!
*

quarta-feira, 28 de agosto de 2024

REABRE COMISSÃO DA VERDADE! * Agência Brasil

REABRE COMISSÃO DA VERDADE!


O Ministério Público Federal recomendou ao Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania a reinstalação da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos no prazo de 60 dias.

A Comissão, criada em 1995, foi extinta em 2022, ainda no governo de Jair Bolsonaro.

Ela tinha o papel de apurar os desaparecimentos e mortes em razão de atividades políticas durante a ditadura militar.

O MP recomenda a continuidade dos trabalhos da Comissão Especial especialmente para o reconhecimento de vítimas e busca de restos mortais e registros de óbito. Além da destinação de recursos humanos e financeiros para o funcionamento do órgão.

O Ministério Público considera que a extinção da Comissão ocorreu de forma prematura, já que existem casos pendentes de vítimas, incluindo os desaparecimentos da Guerrilha do Araguaia, e as valas encontradas no cemitério de Perus e no Ricardo Albuquerque.

O Brasil inclusive tem obrigações internacionais pendentes, como as condenações da Corte Interamericana de Direitos Humanos, com o caso do jornalista Vladimir Herzog, em que o país deve adotar medidas para tornar imprescritíveis crimes contra humanidade.

Em nota, o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania afirmou que, no início de 2023, adotou todas as medidas administrativas e jurídicas para o restabelecimento da comissão. E que o processo se encontra na Casa Civil da Presidência da República.

Procurada pela reportagem, a Casa Civil não se manifestou.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

DONDE ESTÁ CARLOS LANZ * Comité de Búsqueda y Liberación de Carlos Lanz / Venezuela

 DONDE ESTÁ CARLOS LANZ

República Bolivariana de Venezuela

Comité de Búsqueda y Liberación de Carlos Lanz


Venezuela, 12 de diciembre de 2021



*BALANCE*

*de la*

*ASN*



El miércoles 8 de diciembre de 2021 el Comité de Búsqueda y Liberación de Carlos Lanz ejecutó la Acción Simultánea Nacional (ASN), consistente en la consignación de un documento en la sede principal de la Defensoría del Pueblo así como en las demás sedes de las defensorías delegadas en todos los estados de la República. También abarcó la ASN la realización de un Tuitazo nacional a las 8 pm del aludido día.


Se procede de seguida a efectuar un BALANCE de la ASN, es decir, a determinar el nivel de realización de los objetivos y metas perseguidas en comparación con los resultados obtenidos producto de la misma. 


Para el Comité, el Balance es parte integrante de todo proceso de acción, de allí la pertinencia y obligación de su realización, pues con él se logra identificar las debilidades, errores, carencias, desviaciones, fortalezas, potencialidades, etcétera, en función de formular los planes dirigidos a corregir y superar todo cuanto afecte negativamente las capacidades combativas, así como para consolidar y ampliar las cualidades positivas con las que se cuenta.


Se fijaron como objetivos generales de la Acción Simultánea Nacional (ASN) los siguientes: 


*A.-* Mantener activa la agitación sobre el caso del camarada Carlos Lanz, en función de evitar que el conjunto de maniobras puestas en marcha para silenciarlo, promover el olvido y, finalmente, instaurar la impunidad logren su cometido.


*B.-* Continuar la denuncia sobre las irregularidades que presenta la investigación que sustancia el Ministerio Público, pues si las mismas no se subsanan no habrá posibilidad de liberar sano y salvo a Carlos Lanz del secuestro político del cual es objeto, menos aún, identificar a los responsables intelectuales y materiales del hecho y, por tanto, que se les imponga el castigo que les corresponde conforme a derecho.


*C.-* Requerir la intervención de la Defensoría del Pueblo, en tanto institución de rango constitucional encargada de promover y defender los derechos humanos, para que se haga parte en el proceso de investigación y, en tal sentido, coadyuve a su reactivación y garantice la realización de las diligencias investigativas que son necesarias para esclarecer el caso.


*D.-* Estimar la capacidad de convocatoria y movilización del Comité, en la perspectiva de evaluar la factibilidad de realizar con éxito una Macha Popular Nacional hacia Miraflores en enero o febrero del año 2022.


*E.-* Evaluar el desempeño de las vocerías del Comité en los estados y el Distrito Capital, a objeto de adoptar las medidas que sean pertinentes para su mejoramiento, fortalecimiento y ampliación.


*F.-* Profundizar y ampliar las relaciones con las diversas organizaciones que integran el Campo Popular y Revolucionario Venezolanos, en tal contexto, avanzar en la elaboración e implementación de un PLAN DE FORMACIÓN Y CAPACITACIÓN DE LA MILITANCIA que conduzca a elevar el nivel de combatividad de las organizaciones y, por tanto, propicie la reactivación y reorganización del Movimiento Popular y Revolucionario en Venezuela.

  

En lo tocante a las metas, no se establecieron en correspondencia directa con los objetivos trazados, sino en relación a las dos (2) actividades constitutivas de la ASN, valga decir, la consignación del documento y el Tuitazo nacional.


He aquí el Balance por actividades: 


*1.- CONSIGNACIÓN DEL DOCUMENTO:* 


Se contempló como meta consignar el documento en la mayor cantidad de defensorías delegadas del Pueblo, aspirando cubrir la totalidad del país, sin embargo, como límite mínimo se fijó los trece (13) estados en que se había actuado en la oportunidad en que se ejecutó la Acción Simultánea Nacional ante el Ministerio Público, es decir, en agosto de 2020. 


En esta ocasión se incorporaron a la ASN estados que no habían actuado en la anterior Acción, lográndose un total de dieciocho (18) entidades federales, a saber: Mérida, Táchira, Trujillo, Lara, Yaracuy, Portuguesa, Carabobo, Aragua, Miranda, La Guaira, Apure, Barinas, Nueva Esparta, Anzoátegui, Sucre, Monagas, Bolívar y Zulia. No se pudo concretar la participación en los estados Guárico, Delta Amacuro, Falcón, Cojedes y Amazonas.


En este sentido, se puede afirmar categóricamente que no sólo la meta fue cumplida en términos cuantitativos, sino que adicionalmente se logró que dicha ejecución se materializara en el marco de una activa agitación propagandística en las redes sociales.


Adicionalmente, con ocasión de la consignación del documento, en la mayoría de las defensorías delegadas del Pueblo con sede en los estados y en el Distrito Capital, se celebraron reuniones entre voceras y voceros del Comité y las y los titulares de dicha institución. Destacó como aspecto relevante de estas reuniones la cordialidad y diligencia brindada por las delegadas y los delegados de la Defensoría del Pueblo. 


En el caso de Caracas se contó con la participación del Dr. Isaías Rodríguez, ex Fiscal General de la República y el Dr. Ignacio Ramírez, Primer Suplente de la Defensoría Pública y Presidente de la Federación Nacional de Defensa de los Derechos Humanos. Ambos compatriotas exhiben una honrosa hoja de servicio a favor de la defensa de los derechos del Pueblo. 

 

Se subraya como un aspecto significativo, en el marco de esta actividad, el rol desempeñado por las Radios Comunitarias, las comunicadoras populares y los comunicadores populares, quienes con su labor contribuyen a romper el cerco informativo que han instaurado los grandes medios de difusión públicos y privados sobre el caso de Carlos Lanz.


Es importante tener presente que la logística para llevar a cabo esta actividad se basó exclusivamente en el esfuerzo y aporte hecho por las organizaciones e individualidades que participaron en la misma, toda vez que el Comité como dispositivo organizacional que aglutina a no menos de un centenar de grupos populares y revolucionarios no ha recibido ni recibe financiamiento de ningún ente público o privado, nacional o extranjero.


En efecto, la lucha por la liberación del camarada Carlos Lanz ha sido el fruto del trabajo voluntario, consciente y militante de un grueso contingente de activistas revolucionarios a lo largo y ancho de todo el país, quienes guiados por la firme convicción de la pertinencia histórica de combatir las injusticias, arbitrariedades y la impunidad no han cesado en la labor de denunciar, agitar, educar, organizar y luchar por la edificación de una Patria Socialista. 


Como aspecto relevante en el ámbito cualitativo es conveniente anotar que la Acción Simultánea Nacional implica y significa una actitud de nuevo tipo en el actual quehacer político, ya que si bien es cierto que no niega la centralización en los procesos de conducción de las luchas, no es menos cierto que concibe la amplitud y pluralidad como rasgos estructurantes del devenir en materia de organización y luchas populares, por cuya razón en las filas del Comité concurren organizaciones e individualidades diversas que tienen como elemento común y unificador el trabajo militante a favor de la defensa y rectificación de la Revolución Bolivariana.

    

En este sentido, para el Comité de Búsqueda y Liberación de Carlos Lanz no es posible construir una Patria Socialista sin combatir resueltamente las desviaciones en que incurren quienes asumen el ejercicio de funciones públicas, en especial, cuando las desviaciones implican la negación o trasgresión del orden jurídico institucional que adoptamos como Nación con motivo de la aprobación de la Constitución de la República Bolivariana de Venezuela en el año 1999. 


Asimismo, tampoco es posible dicha construcción si no se impulsa el protagonismo popular; si no se activan mecanismos para controlar el ejercicio del poder estatal; si no se avanza en la reactivación y reorganización del Movimiento Popular y Revolucionario como Sujeto Constructor de una nueva realidad histórica, habida cuenta que el destino de la Patria no es una cuestión que le pertenezca de forma exclusiva y excluyente a las personas que desempeñan altas funciones de Estado, sino que debe ser la sumatoria de múltiples esfuerzos que deben desarrollarse en una dinámica de apego absoluto a los mandatos Constitucionales y en ejercicio pleno e intenso de la democracia participativa.


Este es el aporte que el Comité viene realizando en silencio y consecuentemente al pueblo de Venezuela, valga decir, que mientras combate a quienes pretenden encubrir a los responsables del agravio contra Carlos Lanz, promueve una dinámica de lucha dirigida al rearme teórico, político y organizacional de los sectores populares con potencialidades revolucionarias. 


 Finalmente, cabe referir que en algunos estados los Enlaces que fueron designados para la coordinación de la ASN no ejecutaron las tareas que les correspondían realizar. Tal situación fue superada satisfactoriamente por la iniciativa de organizaciones y  militantes revolucionarios que asumieron la responsabilidad de ejecutar la acción, dando así, testimonio de su alto compromiso con las luchas populares.

 

*2.- TUITAZO NACIONAL:*


En esta actividad, más que metas, se estableció el objetivo de realizar un Tuitazo nacional a fin de difundir todos los registros fotográficos y de audiovisuales que se hicieran durante la consignación del documento en las oficinas de las defensorías delegadas del Pueblo. 


En esta oportunidad no se aspiraba a posicionarnos como primera tendencia nacional en la plataforma Twitter, incluso, no se habló de posiciones dentro del rating de etiquetas, ya que, se reitera, éste no era la actividad principal de la Acción Simultánea Nacional, lo cual no implica desmeritar su importancia y significado.


De otra parte, se tiene plena consciencia de las dificultades que en materia de propaganda electrónica han estado presentes a lo largo de la lucha por la liberación de Carlos Lanz.


 A título de ejemplo, cabe mencionar que a finales del mes de noviembre de 2021 fue designado el camarada Vichini Squillachy como responsable nacional de la Brigada Tuitera del Comité, a objeto de que dirigiera el trabajo relacionado con la propaganda electrónica, dado que se había paralizado en virtud de la ausencia justificada de la camarada que estaba encargada de dicha labor.


Para el momento en que se llevó a cabo el Tuitazo nacional no todos los estados y el Distrito Capital habían nombrado sus correspondientes Enlaces para integrar el Equipo Nacional de Propaganda Electrónica, lo cual, obviamente, repercute en el desempeño efectivo y eficiente de tan estratégica actividad.


Luego,  la convocatoria al Tuitazo se hizo tardíamente y con cierta debilidad, lo que también evidentemente influyó en el posicionamiento de la etiqueta elegida    para ese día 8 de diciembre de 2021.


Pese a toda esta adversa situación hubo una participación significativa de compañeras y compañeros que a título personal expresaron su solidaridad y opiniones en lo atinente a la situación que está viviendo el camarada Carlos Lanz, lo cual hizo posible que la etiqueta se posicionara por más de dos (2) hora en la posición séptima del rating nacional, al tiempo que se logró difundir todos los registros fotográficos y de audiovisual de los dieciocho (18) estados participantes más el Distrito Capital.


Es justo reconocer que en esta oportunidad se contó con un conjunto de flayers de mayor calidad, tanto en su arte como en su contenido, lo que indiscutiblemente redunda a favor de la imagen y fuerza de la gestión propagandística que ha emprendido el precitado camarada a cargo de la Brigada Tuitera del Comité.


En conclusión, se consiguió concretar el objetivo trazado para el Tuitazo, adicionalmente se logró posicionar la etiqueta en la tendencia nacional de la plataforma Twitter, todo lo cual equivale a reconocer que se alcanzaron resultados satisfactorios, aún hay muchas cosas que deben ser mejoradas y fortalecidas en esta materia.


*REUNIÓN CON EL DEFENSOR DEL PUEBLO:* 


No se fijó como meta reunirse con el Defensor del Pueblo, razón por la cual en la planificación inicial no se establecieron gestiones destinadas con tal propósito. No obstante, en las labores de coordinación con dicha institución para la consignación del documento, se abrió la posibilidad de llevar a cabo dicha reunión. En tal contexto, el Comité expresó su supremo interés en reunirse con el Prof. Alfredo Ruiz Angulo, quien oportuna y diligentemente tomó previsiones para asegurar que la reunión se concretara ese mismo día a las 4 pm en la sala de reuniones de su Despacho.


La reunión se desarrolló en un ambiente de mutuo respeto y cordialidad, correspondiéndole a la vocería del Comité iniciar el dialogo con una exposición en la que, entre otras cosas, manifestó:


Que agradecía la prontitud con que el Defensor del Pueblo atendió al Comité de Búsqueda y Liberación de Carlos Lanz; que la Acción Simultánea Nacional ejecutada ante la Defensoría del Pueblo no debía ser valorada como un acto de beligerancia u hostilidad para con la institución; que el Comité requería la intervención del Defensor del Pueblo para restablecerle los derechos humanos a Carlos Lanz que se les están violando doblemente, principalmente por el hecho de que el Estado no cumple con su obligación de investigar el caso con celeridad y exhaustividad. 


Continuó manifestando la vocería del Comité que el Ministerio Público no es su enemigo y, menos aún, el Fiscal General de la República; que la diferencia con el Ministerio Público reside en la actitud y forma como ha llevado la investigación sobre la desaparición forzosa de Carlos Lanz, ya que la misma presenta un cúmulo de irregularidades que conduce a pensar que no hay voluntad ni interés en que se sepa la verdad de lo que está ocurriendo con el camarada; que la única manera de liberar sano y salvo a Carlos Lanz y saber la verdad sobre su situación es que se reactive la investigación y se subsanen y corrijan todas las irregularidades que afectan la efectividad y objetividad de la investigación.


Finalizó la vocería del Comité su exposición afirmando que espera que la Defensoría del Pueblo en ejercicio de las atribuciones que le confiere el Texto Constitucional y la Sentencia número 469 que con fuerza vinculante dictó en fecha 27 de junio de 2017 la Sala Constitucional del Tribunal Supremo de Justicia intervenga en el caso a fin de coadyuvar en la reactivación de la investigación, se corrijan las irregularidades y se practiquen las diligencias investigativas que se requieren para esclarecer la situación. 


Por su parte, el Defensor del Pueblo expuso que el Despacho estaba en la mejor disposición para asumir las gestiones y diligencias necesarias en función de contribuir al esclarecimiento del caso; que iba a someter el documento consignado por el Comité al estudio de la Dirección General de los Servicios Jurídicos de la Defensoría del Pueblo para determinar qué actuaciones podía realizar la Defensoría en atención a sus atribuciones; que consideraba conveniente que se estableciera un enlace entre la Defensoría y el Comité para adelantar todos los trámites y gestiones necesarias en aras de concretar las diligencias que se vayan a realizar.


En síntesis, la reunión arrojó como resultado concreto el hecho de que el Defensor del Pueblo asumió el compromiso de comunicarse con los Enlaces designados por el Comité para sostener una nueva reunión una vez tuviera la opinión de la Dirección General de Servicios Jurídicos de la Defensoría del Pueblo sobre la petición formulada por el Comité de Búsqueda y Liberación de Carlos Lanz.


El Comité aprecia como altamente positiva la reunión sostenida con el Defensor del Pueblo, no sólo por la cordialidad que privó en el desarrollo de ésta, sino por la actitud asumida de entrar a conocer el caso, a pocas horas de habérsele planteado, todo lo cual marca una diferencia radical con la actitud asumida por el Fiscal General de la República, el Presidente de la Asamblea Nacional y el Presidente de la República en la que se ha hecho evidente el incumplimiento de sus obligaciones, la indolencia, negligencia y la más absoluta carencia de solidaridad ante el secuestro del que es objeto Carlos Lanz.

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En consideración a todo lo precedentemente expuesto la Coordinación Nacional del Comité de Búsqueda y Liberación de Carlos Lanz, *ACUERDA:*


*PRIMERO:* Declarar que los objetivos y metas de la Acción Simultanea Nacional fueron alcanzados satisfactoriamente, en consecuencia, dicha jornada de organización y lucha resultó un éxito, pese a los problemas que se confrontaron tanto en la fase de su preparación como de su ejecución.


*SEGUNDO:* Reconocer que el éxito de la ASN obedeció esencialmente al trabajo militante de todas y todos quienes a lo largo y ancho del país asumieron voluntaria y conscientemente las tareas que ésta implicaba. En definitiva, las auténticas revolucionarias y los auténticos revolucionarios son la garantía de la realización de las tareas que demanda el proceso revolucionario en estas complejas y exigentes horas por la que atraviesa la Patria Bolivariana.  

 

*TERCERO:* Implementar medidas destinadas a la ampliación y fortalecimiento de la Coordinación Nacional del Comité, procurando que en lo inmediato todos los estados cuenten con sus correspondientes vocería.


*CUARTO:* Centrarse en atender la situación de los estados Guárico, Delta Amacuro, Falcón, Cojedes y Amazonas para asegurar su actuación en futuras acciones.


*QUINTO:* Ratificar la pertinencia de la conformación del Equipo Nacional de Propaganda Electrónica, en consecuencia, exhortar a las entidades que no han designado a sus correspondientes enlaces que procedan a hacerlo en lo inmediato.


*SEXTO:* Previa evaluación especial, fijar la fecha para la realización de la Marcha Popular Nacional hacia Miraflores, de ser el caso.


*SÉPTIMO:* Crear el FONDO COMÚN del Comité de Búsqueda y Liberación de Carlos Lanz,  en la perspectiva de prever, en lo posible, la satisfacción del requerimiento  logístico que supone e implica el conjunto de actividades que se realizan en procura de alcanzar sus objetivos. En tal contexto, en lo inmediato se elaborará el Reglamente de Administración del Fondo Común del Comité, el cual regulará todo lo atinente a las actividades de recaudación, registro, uso,  administración,  rendición de cuentas, etc., del conjunto de recursos que por cualquier título se obtengan y, subsiguientemente, se empleen o egresen.  


*OCTAVO:* Reconocer el valioso rol desempeñado por las Radios Comunitarias, las comunicadoras populares y los comunicadores populares, quienes con su labor contribuyen a romper el cerco informativo que han instaurado los grandes medios de difusión públicos y privados sobre el caso de Carlos Lanz. En consecuencia, se hace necesario profundizar y ampliar las relaciones, en la perspectiva de organizar una fuerza comunicacional al servicio de los intereses y derechos del Pueblo. 


*NOVENO:* Continuar la ejecución del Plan de Distribución y Presentación del libro: Secuestro Político en Nuestra América ¿Dónde Está Carlos Lanz? 



*CARLOS ESTÁ VIVO Y LO VAMOS A RESCATAR*


*EL AGRAVIO CONTRA CARLOS LANZ NO QUEDARÁ IMPUNE*


*FLORES ROJAS, PUÑO EN ALTO, A CARLOS LANZ LO De!*


Comuníquese y ejecútese. 


Suscribe en Venezuela, a los 12 días del mes de diciembre del año 2021, la Coordinación Nacional del *COMITÉ DE BÚSQUEDA Y LIBERACIÓN  DE CARLOS LANZ RODRÍGUEZ.*

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