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quinta-feira, 16 de abril de 2026

Conjuntura eleitoral no Rio de Janeiro em março de 2026 Reinaldo Antonio/RJ

Conjuntura eleitoral no Rio de Janeiro em março de 2026
Reinaldo Antonio/RJ

As eleições que ocorrerão está ano será para Governador do Estado do Rio de Janeiro e  seu vice, assim como as eleições parlamentares para Deputado Estadual, Deputado  Federal, Senadores da Republica. 

Aqui vamos abordar uma visão sobre a disputa para o cargo de Governador do Estado  considerando os nomes que estão colocados publicamente como candidatos. 

O que inicialmente podemos afirmar, com plena certeza, é que o quadro eleitoral para  governador até este momento, mês de março, está indefinido. 

Se temos certeza que o quadro ainda é neste momento indefinida, por outro lado  também podemos afirmar que a definição das candidaturas, o provável vencedor desse  processo eleitoral estará vinculado umbilicalmente a disputa pela presidência da  República do Brasil com um dos polos mais importantes dessa disputa que será o  candidato Lula e o PT. 

É um quadro muito indefinido até mesmo porque temos até o momento em torno de  quatro candidaturas. Estas candidaturas são as de Eduardo Paes, Prefeito da cidade do  Rio de Janeiro, a capital do Estado, cuja população é de aproximadamente 6 milhões de  habitantes. A de Douglas Ruas, deputado estadual e atualmente exercendo a função de  Secretário das cidades pelo governo estadual. Em tese a população atingida seria a de  todo o Estado do Rio de Janeiro com sua ação como secretario e mais particularmente a  cidade de São Gonçalo onde seu pai é Prefeito ampliando com as cidades do leste  fluminense, com exceção de Maria, espaço no qual seu grupo político, liderado  particularmente pelo Deputado Altineu Cortes mandam e desmandam. Temos também  a candidatura do condenado na justiça, Wilson Witzel, advogado, ex Governador cassado  devido a condenações por crime de responsabilidade. ( https://g1.globo.com/rj/rio-de- 

  

1 Este texto reflete o momento da disputa eleitoral do inicio do ano de 2026 e será atualizado em breve. 2 Reinaldo Antonio é professor de Geografia, tem formação em Administrador de Empresas, Mestre em  Educação pela UFF. É militante do Partido dos Trabalhadores no município de São Gonçalo e um de seus  fundadores. Participa da Coordenação do Núcleo de Educadores do PT São Gonçalo e é membro do  

Núcleo Paideia de Educação, na cidade do Rio de Janeiro e do Núcleo Fernando Paulino, do PT Niterói.

janeiro/noticia/2021/07/23/stf-mantem-condenacao-de-wilson-witzel-por-crime-de responsabilidade.ghtml).E, possivelmente Garotinho, também ex governador do Estado  nos anos dedo ano de 1999 até o ano de 2002 e quando ao sair do cargo elegeu a sua  esposa como Governadora em 2003, o sucedendo, sendo seu Secretário de Segurança. 

Há outras candidaturas como a do Pstu com o Cyro Garcia, o do Missão, Bombeiro Rafa,  uma candidatura do Psol que pode ser qualquer um dos deputados federais, mas que no  momento se destaca o nome de Glauber. Possivelmente outras candidaturas irão aparecer. 

Poderíamos dizer que a partir de abril ou maio e que começara efetivamente a se definir  o quadro das candidaturas pois até lá já haverá esgotado prazos legais e também as  forças políticas já terão se movimentado para construção de seus acordos. 

Hoje, diria que efetivamente as duas candidaturas que terão condições de competir  firmemente são o Eduardo Paes e Douglas Ruas porque, pelo que nos apresenta de  articulação que aparece na imprensa e por entender que suas influencias se dão por uma  área territorial e populacional muito grande. 

Acompanhando as informações da imprensa burguesa hegemônica o que temos até o  momento de articulação passa pelo seguinte. 

Douglas Ruas (https://pt.wikipedia.org/wiki/Douglas_Ruas) 

Quanto ao candidato Douglas Ruas, todos sabemos que ele é deputado estadual  licenciado e atual Secretário de Cidades do Rio de Janeiro. Tem apoio até o momento do governador do Estado Claudio Castro sendo candidato do Partido Liberal (PL). 

Não é demais falar que sua candidatura tem como objetivo final dar continuidade ao poder  do grupo político que está no controle do governo do Estado. 

Esta e uma aliança dos partidos PL-PP e Vice-Governador: com apoio e articulação do  Rogério Lisboa, que é o candidato a vice governador. Isto fortalece a candidatura na  baixada fluminense e com isto, com esta aliança, fortalecer o tempo de televisão

Para além deste apoio esta candidatura foi definida em reunião realizada em Brasília com  a presença do governador Cláudio Castro, do deputado federal Altineu Côrtes (líder do  PL na Câmara) e do senador Flávio Bolsonaro.  

O nome de Ruas é visto como um elo entre o grupo de Claudio Castro e o bolsonarismo. 

Esta candidatura tem como contrapartida o apoio ao Claudio Castro como candidato a  Senador. 

O Douglas Ruas e filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL), Douglas Ruas  fortalece sua pré-candidatura através da articulação com prefeitos do PL, PP, que foi  reeleito na cidade com um índice superior a 80 por centro dos votos. 

Até onde vai, não se sabe, há discussões que levam a proposta de tornar Douglas Ruas o  nome para ser o governador Tampão na eleição indireta da Assembleia Legislativa dor. 

Eduardo Paes =https://pt.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Paes 

Quanto ao candidato Eduardo Paes sabemos que ele e Prefeito da cidade do Rio de  Janeiro, capital do Estado. 

Suas articulações políticas buscam construir uma base ampla, equilibrando o apoio do  governo Lula com aproximações à centro-direita para superar resistências no interior do  estado. 

Sua chapa para governador tem o partido MDB com a Jane Reis sua vice, que é irmã do  ex prefeito de Nova Iguaçu. Com isto sua candidatura, uma candidatura da capital pode  se espalhar para a Baixada Fluminense. Essa aliança é estratégica para ampliar a  capilaridade da candidatura na Baixada Fluminense, região onde ele enfrenta maior  resistência. 

Eduardo Paes fez acenos ao Eleitorado Evangélico e Conservador com inclusive soltando  a frase Mexeu com Malafaia mexeu comigo, mas tempos depois o próprio Malafaia  declarou encerrado seu apoio a EP dizendo que não adianta botar vice evangélica. mantém  conversas com partidos de direita, incluindo membros do PL, buscando uma "terceira via"  que evite a polarização extrema.

Em relação a apoio do governo Federal Paes se diz apoiado e irá apoiar o presidente Lula  em sua reeleição como parte de um acordo Paes/PT (não há unanimidade) no PT do Rio  e do Estado. 

É importante ressaltar que Paes e filiado no momento ao PSD que é um partido dirigido  nacionalmente por Kassab, o quadro burguês que tem pé em todos os governos, do  Tarcísio ao governo Lula. A aliança partidária de Paes vai desde o PSD, até o PP e PDT  passando pelo PT. Como vemos uma aliança amplíssima. 

Diria que a candidatura de Garotinho até o momento e uma incógnita dado que ele vem  fazendo uma série de denúncias em seu blog (https://blogdogarotinho.com.br/) e em  seu podcast (https://open.spotify.com/show/30NjWvttj8TB6yJiurroeK) desagradando  em muito o status quo político atual. Até o mês de fevereiro Garotinho pensava que  fosse contar com o apoio de Washington Reis, da baixada fluminense, com candidatura  a Governador do estado, fato que não se realizou.. 

Mas também podemos dizer que se Garotinho entrar na disputa poderá desarrumar em  parte o quadro eleitoral, particularmente dado que penso existir um grande apoio a  Garotinho no interior do Estado, Campos e no noroeste fluminense, e seu recall de  Governador do Estado, onde articulou grandes apoios sociais. 

Não se pode desconsiderar que ele já foi Governador de Estado, elegeu sua esposa para  o Governo do Estado em seguida a sua gestão (1988-2002) e foi Secretário de Segurança  do Estado. 

Pesquisas 

Até o momento as pesquisas eleitorais indicam o Eduardo Paes como o candidato que  maior índice de aprovação para ser o governador possui. No entanto não e demais  considerar que ainda estamos em março de 2026 e como dizem, muita água vai rolar por  baixo dessa ponte. 

As forças políticas quase todas elas já se posicionaram em torno dessas candidaturas 

Se pensamos em descontentamento podemos dizer, vendo os noticiários atuais, que há  um grande descontentamento em relação só grupo político do deputado estadual 

Bacelar, ex presidente da Alerj, que foi pego pela Policia Federal, em seus acordos com  o tráfico e a milicia conforme noticiado amplamente pelos órgãos da imprensa formal. 

Junto a estes descontentes e até onde a vista alcança, também temos parte do Partido  dos Trabalhadores que estão descontentes com o apoio que o Partido dá para o  candidato Eduardo Paes. 

As movimentações dos candidatos e intensa e não podemos desconsidera que possam  ocorrer novos acordos, desacordos, realinhamentos. 

Quero considerar que Eduardo Paes será aquele candidato que mais será bombardeado pelo mundo político. Não podemos deixar de levantar o histórico de suas candidaturas  sendo a mais importante sua derrota no ano de 2018 quando foi derrotado pelo Wilson  Witzel no segundo turno. Este candidato tem um jeito de fazer política com uma pratica  de, no processo eleitoral, querer agradar a todos o espectro político, tentando juntar da  direita a esquerda em sua campanha, mas que no fundo, vencedor, quer fazer o que  deseja que é aplicar uma agenda neoliberal em sua gestão assim como perseguição a  certos setores sociais. É o neoliberal social. 

Este bombardeio vira tanto da esquerda quanto da direita do espectro político partidária e social. Assim a questão para o Eduardo Paes será saber qual sua capacidade de resistência política para suportar tal movimento.  

Por exemplo já temos declaração pública de sua vice ao cargo de Governadora que ela  não fara campanha para Lula à presidência da República e Lula e parte do PT conta com  o apoio no Estado da campanha de Eduardo Paes para contrabalançar o poder e  influência do Bolsonarismo no Estado, local onde se criaram. 

Considerando 70% a 80% da dos grupos políticos que o apoiam é da direita e da extrema  direita.  

Como é que fica isso?  

Para além dessas considerações sobre este quadro político que se refere particularmente  ao mundo político INSTITUCIONAL, quero afirmar que ainda existem quatro elementos  a serem considerados neste tabuleiro eleitoral para o ano de 2026 no Estado do Rio de  Janeiro, no sentido de melhor elaborar este raciocínio.

Estes elementos são quatro forças políticas sociais que ainda não claramente aparecem  no cenário eleitoral, ao menos para mim, e que darão melhores cores a esta disputa.  Este são forças sociais que se travestem de força política eleitoral nos anos de eleição. 

Quais são elas? Diria que são a forças social e política do tráfico, da milicia, das igrejas  neopentecostais, dos movimentos sociais organizados de esquerda e dos governos  estaduais e federais, ou seja, as forças institucionais. 

As perguntas que se podem fazer são: para onde vão estas forças políticas organizadas  na base da sociedade? 

O que fara a milicia? Concretamente esta força política estará junto aquela candidatura  que representar melhor o candidato Flavio Bolsonaro no Estado. Desta forma esta  candidatura que levara o apoio dessa fatia de forças política será o Douglas Ruas. 

O que fara o tráfico? O tráfico ficar com aquela candidatura que for apontado pelo  Rodrigo Bacelar. Apesar de acreditar que haverá uma dispersão desta força política no  apoio a candidaturas. Na realidade posso apostar para quais candidatura ela não irá.  Certamente não irá para o Psol e não irá para Garotinho e Eduardo Paes. 

O que farão as igrejas neopentecostais? Este conjunto de forças políticas estarão com  aquela candidatura que melhor e maior lhe de nacos do poder do Estado. 

O que farão os movimentos sociais organizados? Os movimentos sociais organizados  estarão no apoio de candidaturas de esquerda, dado suas tradições, que até o momento  está cristalizada pelo nome do candidato do Psol. Possivelmente teremos candidaturas  de outros partidos pequenos da esquerda como Pstu, e algum PC da vida, cuja força e  poder q quase nulo do ponto de vista eleitoral. 

Resta aqui, sobre este apoio, uma necessária análise de conjuntura sobre a real força  que tem os movimentos sociais que possam influenciar resultados eleitorais no Estado.  E diria, rapidamente, tanto o movimento sindical, quanto o movimento de bairros, sem  falar nos Ongs ou mesmo os movimentos identitários, NÃO TEM FORÇA suficiente  organizada ou de opinião para mudar ou influenciar a definição de votos massivamente. 

O que fara a institucionalidade, governos federais e governo estadual? Como já está previamente roteirizado, o governo do Estado irá todo ele para o apoio da candidatura 

do Douglas Ruas se esta candidatura se consolidar. Já o governo Federal irá para Eduardo  Paes, acredito, a depender de alguns ajustes finos. Nenhuma dessa duas forças  institucionais estar no apoio de uma possível candidatura de Wilson Witzel ou  Garotinho. 

Mesmo considerando estas possibilidades acima do deslocamento dessas forças sociais  e políticas, não podemos desconsiderar a qualidade de sua definição pensando em como  elas darão este apoio. Os apoios serão definidores ou em bloco? O apoio será com  divisão para duas candidaturas? O apoio será disperso em várias candidaturas? 

Estas forças política ainda não entraram em campos, novamente, até onde minha vista  alcança, de uma forma já definidora, ou seja, já definindo para que lado irão ou a quem  irão apoiar. Creio que estas forças terão muito peso na definição de para onde vai o voto  na realidade concreta da disputa. 

Apesar de sabermos que todas as forças política se movimentam para conseguir apoio  dessas forças política, movimentações no subterrâneo e movimentações na superfície com cobertura de impressa e mídia, aponto abaixo um quadro que possa ocorrer. 

Fazendo este prognostico precoce, podemos dizer que as igrejas neopentecostais possivelmente estarão divididas na direção de uma possível candidatura de Garotinho e  numa candidatura de Douglas Ruas. Douglas ruas Rua, talvez tenha a possibilidade de  levar uma grande fatia desse eleitorado das suas lideranças.  

Podemos também afirmar que estas quatro forças quando entrarem em campo suas  decisões de quem e onde apoiar poderá se dar de forma definitiva e compacta, ou seja  todos indo numa só direção. Ou poderão estas forças estando divididas na direção de  duas ou três candidaturas. Ou, por último e o pior quadro dessas forças, elas poderão  estar espalhadas, ficarem dispersas, por todas as candidataras existentes as forças então  podem entrar de forma dispersa.  

Este e um quadro que construo agora no mês de março de 2026. A conferir as  movimentações para adequar o texto a realidade nos próximos meses.

Você pode consultar várias informações da mídia burguesa que acompanha esta  conjuntura eleitoral 

https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/25/movimento-de-eduardo-paes tira-direita-da-inercia-e-acelera-plano-do-pl-para-o-governo-do-rj.ghtml 

https://diariodorio.com/perfis-dos-pre-candidatos-aos-cargos-de-governador-e-vice para-a-eleicao-de-2026/ 

https://www.cartacapital.com.br/politica/eduardo-paes-confirma-vice-do-mdb-na chapa-ao-governo-do-rj/ 

https://www.instagram.com/p/DVv5OpTFp_C/ 

https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/real-time-big-data-paes-lidera-cenarios-de-1o turno-no-rj/ 

https://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/eduardo-paes-tem-46-das-intencoes-de-voto-e lidera-pesquisa-para-governador-do-rio-de-janeiro-08032026/ 

https://veja.abril.com.br/politica/pt-reafirma-apoio-a-eduardo-paes-no-rio-em-meio-a articulacoes-para-candidatura-propria/ 

https://www.folhabv.com.br/colunas/eduardo-paes-e-andre-ceciliano-articulam governador-tampao-na-alerj-e-acendem-disputa-por-palanques-de-2026/ 

https://oglobo.globo.com/google/amp/rio/noticia/2026/03/12/mandato-tampao-de governador-regras-da-eleicao-indireta-sao-definidas-por-lei-sancionada-confira.ghtml 

https://oglobo.globo.com/google/amp/politica/noticia/2026/03/13/jogo-politico-a universal-e-o-aluguel-de-nove-estadios-para-dar-um-recado-dos-evangelicos-a-lula-e ao-pt.ghtml

UMA PROSPECÇÃO SOBRE CANDIDATURAS 

Possiveis deputados federais e estaduais do PT e Federação, que ouço falar que poderão  ser eleitors. 

AVALIAÇÃO RETRATO FEITO NO FINAL DO MÊS DE MARÇO DE 2026 

Deputado Federal 

Deputado Estadual

Esta será, por ordem ,a lista dos futuros  eleitos da Federacao- PT dependendo do  quantitativos a ser eleito, considerando que  no minimo o PT elegera 4 dep federais e no  máximo 7 deputados federais. 

Que voce acha? 

Ha mais nomes? Retira algum? 

Tens outra sequencia diferente? 

Diz aí!! 

�������� 

Freixo 

Taina 

Lindberg 

Elias Jaubor no lugar de Jandira??? 

Diego 

Fabiano 

Enfermeira Rejane 

Celso Pansera 

Dimas 

Reimont

A avaliação e que todos os atuais deputados  federais se reelejam,menos a Carla Machado  que saira do PT. Quem acha que sabe, diz  que poderá eleger ate 6. Assim  

se a Carla Machado não se candidatar, abrira  uma vaga. Indica quem acha que sabe que  pode ser eleito para esta vaga o Andre  Ceciliano ou Adilson Pires. 

Marina 

Elika 

Veronica 

Carla Machadoxxxxx 

Renato Machado 

Zeidan 

Quem pode entrar? 

Adilson Pires 

Andre Ceciliano 

Valdeck Carneiro



GOVERNADOR DO ESTADO-Candidaturas ate o momento 

1-Douglas Ruas com apoio de Washington Reis ou Garotinho 

2-Candidato do Psol, William Siri 

3-Wilson Witzel  

4-Eduardo Paes  

5-Pstu

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

MARCHA CONTRA O GENOCÍDIO *Movimento Impeachment de Claudio Castro/RJ

CHEGA DE MASSACRES
MARCHA CONTRA O GENOCÍDIO
05/11/2025, DO LARGO DO MACHADO AO CATETE.
TODAS AS VIDAS IMPORTAM
CURRICULUM VITAE CLAUDIO CASTRO

Manifesto de movimentos, entidades e coletivos pelo impeachment do governador do Estado do Rio

O que aconteceu na terça-feira (28/10) é um alerta para qualquer pessoa que se importe com o povo carioca e fluminense, especialmente aqueles que moram nas favelas deste Estado. Claudio Castro se tornou conhecido pelas Chacinas que promoveu. No Jacarezinho em plena pandemia, no Alemão e na Vila Cruzeiro. Agora, quer se construir através da morte de mais de 120 pessoas, envolvidas ou não com o tráfico de drogas.

O governador vem utilizando o termo “narcoterrorismo” para legitimar a brutalidade e negar qualquer direito mínimo que possa existir. Nessa linha, a principal política de segurança pública se torna “neutralizar” os inimigos, na prática jovens negros, enquanto os verdadeiros patrões do crime seguem lucrando de forma confortável fora das favelas.

A chacina paralisou toda a Região Metropolitana, gerando mais insegurança em vez de promover a suposta ordem. A vida não parou só na favela, mas por todo o Rio. As operações policiais nas favelas não vão acabar com o crime organizado. As maiores apreensões de fuzis aconteceram em condomínios, como no caso Ronnie Lessa, e nos aeroportos. A operação Carbono Oculto, também chamada por alguns como operação na Faria Lima, demonstrou que o melhor caminho é seguir o dinheiro para asfixiar as organizações criminosas.

Essa matança não ajuda em nada a libertar os moradores da opressão do tráfico. O crime organizado certamente vai se reorganizar após essa terça. A tamanha desigualdade e a falta de políticas públicas, que afeta especialmente a juventude negra, vai seguir propiciando mão-de-obra para o tráfico. Se não mexermos na estrutura, só estaremos enxugando gelo a custo de um orçamento público gigantesco, de vidas e do cotidiano já abalado por décadas de uma política que apenas fortalece o crime.

Nas ruas estaremos dando nossa resposta. Mas também exigimos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) que Cláudio Castro seja julgado por seus crimes. Para ele, o julgamento cabível é o impeachment. Castro, assim como seus antecessores, é o responsável pela crise de segurança do Rio e pelo genocídio que vive o povo negro e favelado no Estado.

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Mais de 400 organizações e coletivos organizam manifesto pelo impeachment de Claudio Castro pelos crimes cometidos na Chacina dos Complexos da Penha e do Alemão. 

Assine você também: 
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    FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES/FRT-RJ
PARTIDO COMUNISTA DOS TRABALHADORES BRASILEIROS/PCTB
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quinta-feira, 30 de outubro de 2025

DE GAZA AO RIO DE JANEIRO FORA GENOCIDAS * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

DE GAZA AO RIO DE JANEIRO, FORA GENOCIDAS!
FORA GENOCIDAS
FORA GENOCIDAS
NARCO/ESTADO/IMPERIALISMO
UM DIÁLOGO ENTRE CAMARADAS:

CAMARADA 1

- Seria o momento de abordar o narco como instrumento do imperialismo. O desgaste que um ataque desse tipo, coordenado em várias cidades de um Estado como o Rio de Janeiro, tomando toda a região metropolitana, com milhões de habitantes, paralisando toda atividade econômica, é exatamente o tipo de evento que interessa às figuras tipo Trump para decretar intervenção militar estrangeira, a título de que o governo local não tem condições para combater o narcotráfico. Ou seja, a acusação de terrorismo que antes era a ferramenta para justificar essas intervenções, agora é um simples "sacode " do crime organizado contra uma população indefesa exposta a todo tipo de violência, desde a inoperância do governo de plantão até a inexistência de articulação das forças militares institucionais.


CAMARADA 2

- Olha, camarada. Esse fortalecimento dos "exércitos" de lumpens desclassados, tem se dado em todo o Brasil praticamente. São Paulo, o centro burguês do Brasil, também está sendo tomado pelo crime.

O narcotráfico e os ganhos com as drogas de tipo mafioso, tem sido uma forma alternativa de acumulação capitalista num contexto marcado pela queda das taxas de lucros na economia real, devido ao que Marx caracterizou como avanço da composição orgânica do capital, ou seja, a sobreposição do trabalho morto sobre o vivo.

No outro lado da moeda estão os contingentes de jovens desempregados estruturalmente, expulsos do mercado formal de trabalho, viraram massas sobrantes na sociedade burguesa tardia, que não pode mais inserir produtivamente enormes quantidades de seres humanos. Esse "dejeto" humano-pela ótica do capital-é a mão de obra não qualificada desse crime "organizado" que cresce em todo o nosso continente, e são os soldados razos, buchas de canhão nessa guerra informal que atinge os centros urbanos nas grandes cidades de nossa América. Expressão clara, objetiva da decomposição mesmo da civilização burguesa.

O que fica claro, é que as políticas de militarização exacerbada e encarceramento sistemático das massas empobrecidas, faliram inapelavelmente. O narcotráfico é um dos grandes negócios no mundo business e fonte de ganhos bilionários no capitalismo em crise estrutural. Portanto, na fase de decomposição geral da civilização burguesa, o mundo do crime é algo que se confunde com a forma de ser da sociedade do capital.

Material e espiritualmente, o narcótico tornou-se algo
que não mais pode ser superado dentro do capitalismo.

CAMARADA 1

....a direita está encurralada tanto pelas políticas internas quanto externas do Lula. A aproximação com Trump fudeu a porra toda, até ao Trump. Com isso, a direita tem que buscar saídas e a pauta segurança é um ponto franco na visão da direita porque o Lula está propondo o uso da inteligência ao invés do ataque frontal ao crime organizado. Esse é  o X da questão. E esse massacre foi pura armação do C. Castro, porque o narco não precisa disso. Ele deu um banho de sangue gratuito até porque o Crime sabe antecipado quando vai ter operação. Quem foi preso ou morto também foi decisão do crime.

Veja que o local escolhido foi só pra fazer mídia, pois esse local - Penha/Complexo do Alemão - é dos mais tranquilos da cidade, não tem disputa com milícia nem concorrente.

Até poderia me estender mas essa cena faz parte do teatro exigido pelo imperialismo pra tentar manter a ofensiva. São atores do segundo e terceiro planos de uma peça que todos sabemos o final: ou Vietnam/Afeganistão ou Líbia/Iraque/Síria.

Mas o ingrediente neste momento inclui Colômbia, onde toda a política "gustavopetrina" não tem sido suficientemente ofensiva pra embananar a direita, o que faz o Trump ficar no ataque o tempo todo. Inclui também a Bolívia, o Peru, Chile, Argentina e todo o cone sul. A exceção é o Brasil. Isso devido as políticas sociais do Lula, que apesar do cerco neoliberal/centrão, tem posto o Lula no topo rumo a 2026. E inclusive Trump com suas taxações esdruxulas, tem concorrido pra isso. 

Nesse caldo todo, o isolamento da direita e o enquadramento do Bolsonarismo pela via judicial, o resultado é o desespero. É isso que estamos vendo no ataque "netanyahuano" de Claudio Castro. Mas tem um detalhe: todas as câmaras corporais dos policiais estavam desligadas durante a operação. Esse dado é o ônus da prova pra incriminar o ainda governador.

Sobre o tema, sugiro os livros:

"Los Narcos Gringos", de Jesus Esquivel;
"As Delícias do Crime ", de Ernest Mandel;
"O Terrorismo de Estado na Colômbia", de Hernando Calvo Ospina


Frente Revolucionária dos Trabalhadores/Partido Comunista dos Trabalhadores Brasileiros
FORA CLAUDIO CASTRO GENOCIDA! INTERVENÇÃO FEDERAL NO RIO DE JANEIRO PARA ACABAR COM A MATANÇA!

Claudio Castro é o promotor do maior massacre policial da história do Brasil. São 128 mortos contabilizados e o número de corpos não para de aumentar. São números de países em guerra.

Como primeiro resultado, a operação trouxe cenas indescritíveis. Dezenas de corpos enfileirados em praça pública, a população em desespero, com sinais de tortura. Alguns corpos decapitados, inclusive. Crimes hediondos sendo cometidos sob pretexto de combater o crime. O cenário estarrecedor corre o mundo, e mostra a face da política de segurança pública dirigida por um governador fascista.

O crime organizado domina vastos territórios no Rio de Janeiro, tanto na forma de grupos de traficantes de drogas quanto de milícias. Esse domínio, que oprime a população social e economicamente, se espalha com o beneplácito de autoridades governamentais e policiais. O crime organizado elege parlamentares, influencia o poder judiciário e o executivo.

As atividades criminosas se convertem em um dos mais lucrativos meios de acumulação de capital. Recentes operações dos órgãos de controle revelaram vasto esquema de lavagem de dinheiro que envolve instituições financeiras situadas na avenida Faria Lima. Políticos e autoridades são partícipes dos esquemas.

Periodicamente, a secretaria de segurança pública do Rio de Janeiro realiza operações com grande aparato, resultando em dezenas de mortes. Essas operações são comprovadamente ineficazes, gerando medo na população e prejudicando o cotidiano das cidades. As circunstâncias das mortes, e a identificação dos mortos, nunca são esclarecidas. Membros das forças de segurança, inclusive, engrossam o número de vítimas.

A operação é criminosa em todos os sentidos - sem planejamento, colocando em risco a vida da população e dos policiais, criando o caos, violando direitos e procedimentos regulamentares. Grave, também, é a motivação da operação, de caráter político e eleitoral.

O governador Cláudio Castro enviou para o consulado dos EUA no Rio de Janeiro, relatório do setor de inteligência da segurança pública do Estado. Consta que tal relatório corrobora a narrativa de narcoterrorismo do governo Trump, que justifica os ataques à Colômbia e à Venezuela. Castro trabalha, comprovadamente, com serviços de informações estrangeiros, o que configura traição nacional.

A legislação brasileira tipifica o crime de terrorismo por sua motivação político-ideológica. As facções criminosas têm como motivação ganhos financeiros. Aceitar o conceito de narcoterrorismo é expor o país à intervenção militar estadunidense, desejo expresso dos filhos do ex-presidente.

Está claro que o massacre promovido pelo governador fluminense tem motivação desestabilizadora. Enquanto os governos brasileiros e estadunidenses negociam tarifas e sanções, a ações de desestabilização e desgaste acontecem sem limites.

O governador Cláudio Castro tem de ser afastado do cargo e o Rio de Janeiro sofrer intervenção federal. A possibilidade de uma operação de GLO deve ser afastada. A presença das Forças Armadas só agravaria a situação e configuraria uma ingerência militar em uma questão eminentemente civil, que é a segurança pública.

O fascismo nacional, agente do imperialismo estadunidense, é uma ameaça à classe trabalhadora e ao povo. Deve ser combatido e derrotado. Os fascistas não se furtam de lançar mão da força armada para atingir seus objetivos. Os acontecimentos desse 28 de outubro servem de alerta e mostram a necessidade de mobilização para derrotar essa ameaça.

Liga Comunista Brasileira
A MEGA OPERAÇÃO GENOCIDA NO RIO DE JANEIRO

 Os Estados Unidos vêm exercendo intensa pressão sobre o Brasil na luta contra o narcotráfico desde a posse de Donald Trump. Para intensificar ainda mais essa pressão, Trump aumentou as tarifas de exportação para os Estados Unidos em até 50%. Diante dessa imensa pressão política, o governo Lula resistiu a aceitar essas medidas. Após vários meses de pressão dos EUA e da oligarquia brasileira, o governo brasileiro foi forçado a uma luta completa e implacável contra o narcotráfico, condicionada à normalização do comércio bilateral. O resultado dessa negociação foi uma mega operação nas favelas do Rio de Janeiro, que resultou em um genocídio horrível com mais de 120 mortos, mais de 500 feridos e centenas de detidos. Essa política dos EUA deverá se estender por toda a América Latina.
Gaza é o Rio de Janeiro. Gaza é o mundo inteiro.
Gaza é o Rio de Janeiro. Gaza é o mundo inteiro.

Raúl Zibechi
29 de outubro de 2025

Não há palavras suficientes para descrever o horror que sentimos com o massacre de mais de 130 jovens negros pobres mortos pela polícia do Rio de Janeiro, sob o pretexto de combater o tráfico de drogas.

Foi uma operação de guerra urbana na qual o governo estadual mobilizou 2.500 policiais militares fortemente armados, juntamente com veículos blindados e helicópteros, para atacar os complexos de favelas da Penha e do Alemão, na zona norte da cidade, uma área com alta concentração de pessoas pobres. Esses dois complexos de favelas têm mais de 150 habitantes cada, com uma densidade populacional extremamente alta.

O governo do Rio de Janeiro reportou 60 mortes, mas moradores das favelas levaram mais de 50 corpos às praças, que não foram incluídos na contagem oficial, deixando o número real de vítimas incerto. O número de mortos já subiu para mais de 120.

As reações foram imediatas, desde organizações de direitos humanos até as Nações Unidas, que disseram estar "horrorizadas" com o massacre. Além das estatísticas, existem fatos relevantes.

O genocídio palestino em Gaza é o espelho no qual nós, os povos oprimidos do mundo, devemos nos ver refletidos. Para aqueles no poder, começou um período de caça indiscriminada à população "excedente", porque a impunidade é garantida. Agora, mais do que nunca, Gaza somos todos nós. Poderia ser Quito, San Salvador, Rosário ou Tegucigalpa; o Cauca colombiano ou Wallmapu; talvez as montanhas de Guerrero ou as comunidades de Chiapas. Agora, todos estamos na mira de um capitalismo que mata para acumular riqueza mais rapidamente.

Os traficantes de drogas falam com a mesma insensibilidade com que se referem aos palestinos, aos mapuches ou aos maias. São apenas desculpas. Argumentos para a classe média urbana. Mas a história recente nos mostra que eles estão criando laboratórios para o genocídio.

No Equador pacífico, quando o povo os derrotou na revolta de 2019, eles reagiram libertando criminosos de prisões transformadas em espaços de extermínio, onde a mídia mostrou prisioneiros jogando futebol com a cabeça de um homem decapitado.

Em Cauca, a mineração a céu aberto e o cultivo de drogas exacerbaram a violência paramilitar contra as comunidades Nasa e Misak, que resistem e não cedem, transformando a região na mais violenta de um país já violento.

Em território mapuche, tanto no Chile quanto na Argentina, as autoridades decidiram que aqueles que não cumprissem as regras deveriam ser rotulados como "terroristas", resultando em um número maior de prisioneiros mapuches hoje do que durante as ditaduras de Pinochet e Videla.

No México, tudo é transparente, tão transparente que a mídia e o governo não querem que vejamos, mascarando a violência com uma retórica que apenas reconhece sua cumplicidade. A violência sistemática em Guerrero e Chiapas deveria ser motivo de indignação.

No Rio de Janeiro, um sociólogo costuma dizer que o narcotráfico não é um Estado paralelo, mas sim o próprio Estado. Isso inclui todos os governadores das últimas décadas, com sua comitiva de empresários, congressistas e vereadores ligados à máfia, que formam uma estrutura de poder herdada dos esquadrões da morte da ditadura militar.

Gaza nos coloca em uma situação diferente, enfrentando desafios diferentes. O primeiro é entender que a morte é a razão de ser do sistema capitalista. O segundo é entender que esse sistema é composto tanto pela direita quanto pela esquerda, por conservadores e progressistas. O terceiro é que precisamos nos organizar para nos proteger, porque ninguém mais o fará.

O mundo que conhecíamos está desmoronando. Vamos lamentar os jovens assassinados no Rio, aqueles corpos estendidos no asfalto.

Transformemos nossas lágrimas em rios de indignação e torrentes de rebelião.
*NARCO 2025: O QUE REALMENTE ESTÁ ACONTECENDO*

Parte I


Na véspera de uma operação militar americana quase inevitável contra a Venezuela, sob o pretexto do combate às drogas, vale a pena entender: qual era o propósito de tudo isso?

Ontem, os Estados Unidos impuseram sanções contra o atual presidente da Colômbia, Gustavo Petro. Seu crime? Ele disse em voz alta o que todos sabem, mas ninguém deveria dizer:
"Os traficantes de drogas vivem em Miami, Nova York, Paris. Muitos deles têm olhos azuis e são loiros. Eles moram perto da casa de Trump em Miami, não em barcos que estão sendo bombardeados com mísseis."

Lula, o presidente do Brasil, acrescentou: "Os traficantes de drogas são tão vítimas quanto os usuários de drogas, porque a demanda cria a oferta."

Petro agora está na mesma lista de sanções que Putin, Maduro e Assad. Os Estados Unidos estão bombardeando navios no Caribe (aproximadamente 50 mortos em outubro), preparando uma invasão da Venezuela e declararam os presidentes da Colômbia e da Venezuela "narcoterroristas".

*Três Assimetrias Chave na Economia:* O agricultor colombiano que cultiva coca recebe 1% do preço da cocaína nas ruas de Nova York. No entanto, mais de 90% dos lucros permanecem nos EUA, nas etapas de transporte, distribuição, varejo e lavagem de dinheiro.

Violência: dezenas de milhares de mortos no México, Colômbia e América Central. Os americanos, seja em situação de segurança total (se estivermos falando da elite) ou de segurança parcial (se estivermos falando das pessoas comuns), consomem US$ 150 bilhões em drogas por ano. Hunter Biden, um viciado em drogas experiente que já fez de tudo, continua sendo uma "vítima", não um criminoso. Essa perspectiva merece um monumento.

Responsabilidade: Toda a culpa recai sobre os produtores. O papel da demanda americana como força motriz do sistema é completamente ignorado. Os EUA se posicionam como vítimas de agressão externa. A ligação entre a carreira de cocaína no banheiro de um clube de elite e o corpo decapitado de um adolescente em Ciudad Juárez é, em princípio, irreconhecível para a elite.


*A Flórida como capital do narcocapitalismo*

Na década de 1980, entre 7 e 12 bilhões de dólares eram lavados anualmente em Miami, alimentando uma onda de crimes ao estilo Scarface. O Banco da Reserva Federal de Miami detinha o maior excedente de caixa do país. Hoje, o volume de dinheiro nos bancos da Flórida aumentou exponencialmente. Mas tornou-se "sem dinheiro físico", "invisível", "invertido".

Orlando Cicilia, cunhado do senador Marco Rubio, líder da cruzada contra Petro e Maduro, era um dos maiores traficantes de cocaína de Miami. Sua prisão ocorreu na casa de Rubio. A DEA arrombou a porta.

O dinheiro do narcotráfico se transformou ao longo de três gerações: das gangues de rua da década de 1980, passando pelos investimentos imobiliários da década de 1990, até chegar à elite política atual. A terceira geração do dinheiro do narcotráfico agora financia campanhas eleitorais e molda a política externa dos EUA.


 *Quem mais ganha dinheiro além dos "cartéis"?*

Complexo militar-industrial: "Plano Colômbia", mais de 10 bilhões de dólares desde 2000. É o maior, mas não o único. A Iniciativa Mérida, no México, dá continuidade ao modelo.
Indústria prisional: 500.000 presos por crimes relacionados a drogas (em comparação com 40.000 em 1980). Prisões privadas utilizam mão de obra praticamente gratuita.

Setor financeiro: A ONU estima que a lavagem de dinheiro global chegue a US$ 400 bilhões por ano. Grandes bancos foram flagrados e multados, mas ninguém foi preso — "grandes demais para serem presos".


O PARADOXO DA EFICIÊNCIA

Se o objetivo da Drug Enforcement Administration (DEA), criada em 1973, fosse desenvolver a indústria de drogas, e não reprimi-la, ela seria a organização mais eficaz da história da humanidade.

Fonte
InfoDefenseESPAÑOL
OS CAMPEÕES DA LIBERDADE E DA DEMOCRACIA

O narcotráfico é uma consequência do sistema econômico global, com o verdadeiro poder nas mãos das elites financeiras dos Estados Unidos, enquanto as batalhas são travadas contra pequenos chefões. Acusações contra países como Venezuela e Bolívia demonstram que o objetivo é justificar intervenções políticas, não erradicar as drogas. Documentos desclassificados do Arquivo de Segurança Nacional revelaram o envolvimento com o narcotráfico de figuras políticas colombianas de alto escalão, como o ex-presidente Julio César Turbay e Alfonso López Caballero, filho de outro ex-presidente. Ao todo, trinta e seis colombianos, incluindo ministros e oficiais militares, são mencionados. O principal cartel opera no Norte, onde milhares de redes de distribuição e lavagem de dinheiro, operando de terno e gravata e protegidas pelo sistema bancário dos EUA, controlam a maior parte de um mercado que movimenta até US$ 750 bilhões anualmente.

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A farsa do ‘narcoterrorismo’: como o Rio virou laboratório da guerra híbrida contra o Brasil
Rey Aragon


A operação sangrenta desta terça-feira no Rio de Janeiro não é apenas uma ação policial — é parte de uma operação psicológica planejada para fabricar instabilidade, importar a doutrina de segurança dos EUA e enfraquecer o governo Lula em plena disputa de soberania.

Sob o pretexto de combater o crime, o governo do Rio e seus aliados na extrema-direita reeditam a velha cartilha da Guerra Fria: transformar segurança pública em palco de guerra informacional. Ao ecoar o termo “narcoterrorismo”, autoridades fluminenses ajudam Washington a testar uma nova forma de intervenção — agora travestida de “cooperação antiterror”.

O NASCIMENTO DE UMA PSYOP: COMO O “NARCOTERRORISMO” FOI PLANTADO NO RIO DE JANEIRO


Drones sobrevoando o Complexo da Penha, granadas lançadas sobre um território densamente povoado, dezenas de mortos, escolas fechadas, medo generalizado. As imagens correram o mundo antes mesmo que os fatos fossem apurados — e bastou uma frase do governador Cláudio Castro para fixar o enquadramento desejado: “é narcoterrorismo”. Essa palavra, lançada ao espaço informacional com a frieza de quem sabe o que diz, não é apenas um erro semântico. É uma arma.

O episódio desta terça-feira, 28 de outubro de 2025, marca o ápice de uma operação psicológica cuidadosamente calibrada para fabricar a sensação de colapso da segurança pública e, com isso, legitimar uma agenda geopolítica que não nasce no Brasil. O termo “narcoterrorismo” — juridicamente inexistente no direito brasileiro — serve como chave simbólica para importar o vocabulário estratégico de Washington e deslocar o eixo da narrativa nacional: o que era crime organizado se transforma, subitamente, em “ameaça hemisférica”.

Essa manipulação discursiva tem objetivos precisos. Internamente, consolida o projeto de poder da extrema-direita, que precisa do medo como combustível político; externamente, reabre a porta para a doutrina de segurança dos Estados Unidos, que volta a enxergar a América do Sul como um campo de “risco híbrido” a ser contido. O governo do Rio, ao adotar esse léxico, atua como vetor de uma psyop de alcance internacional: produz instabilidade, fragiliza o governo federal e fornece à imprensa estrangeira o argumento pronto de que o Brasil perdeu o controle sobre seu território.

No campo informacional, não há improviso. A sincronização entre a operação militar, o uso do termo “narcoterrorismo” e sua replicação imediata por agências internacionais forma um roteiro já conhecido da guerra híbrida contemporânea: criar o caos, nomeá-lo sob o signo do inimigo global e exigir intervenção sob o pretexto da ordem. O que se passa hoje no Rio de Janeiro é menos sobre segurança e mais sobre soberania. É o ensaio de uma nova ofensiva cognitiva contra o Brasil.

O ESPETÁCULO OPERACIONAL: A GUERRA QUE PRECISA SER VISTA


Nada em uma psyop acontece por acaso — nem o horário da operação, nem os enquadramentos, nem o som das explosões. O que se viu nas ruas do Rio de Janeiro, na manhã de 28 de outubro de 2025, não foi apenas uma ação policial de grande porte: foi a encenação de uma guerra cuidadosamente coreografada para as câmeras. Blindados, helicópteros, drones e rajadas de fuzil compuseram a mise-en-scène perfeita para a criação de uma narrativa de colapso.

A operação “Contenção”, mobilizando mais de 2.500 agentes em uma única manhã, foi vendida como resposta ao avanço das facções criminosas, mas seu resultado real foi outro: gerar imagens de caos controlado, capazes de circular instantaneamente nas redes, nas TVs e nos portais internacionais. A guerra híbrida, afinal, depende da visibilidade — sem imagem, não há medo; sem medo, não há consentimento.

O impacto simbólico foi imediato. As cenas de granadas lançadas por drones e das favelas cobertas por fumaça não apenas criaram pânico, mas legitimaram o discurso de exceção. Em poucas horas, escolas fecharam, ônibus pararam, e a cidade mergulhou em um estado de paralisia emocional. Esse é o objetivo da operação psicológica: gerar percepção de perda de controle, mesmo quando o controle — militar e narrativo — está nas mãos de quem manipula a cena.

Ao transformar a segurança pública em espetáculo bélico, o governo do Rio recriou a estética do medo, fundamento essencial das democracias sitiadas. As câmeras da imprensa, estrategicamente posicionadas, captaram não apenas o confronto, mas o argumento: “o Estado enfrenta terroristas”. O que se transmite ao mundo, no entanto, é outro enredo — o de um país em colapso, incapaz de governar seus próprios territórios.

A guerra híbrida se alimenta desse paradoxo: quanto mais o Estado aparece como forte, mais ele se revela vulnerável; quanto mais promete segurança, mais fabrica insegurança. Essa é a lógica do espetáculo operacional — a guerra que precisa ser vista para cumprir sua função simbólica.

A ENGENHARIA DISCURSIVA: COMO SE FABRICA UM INIMIGO INTERNO


Nenhuma guerra híbrida se sustenta sem narrativa, e nenhuma narrativa se impõe sem engenharia discursiva. No caso do “narcoterrorismo”, o processo foi milimetricamente orquestrado: primeiro a imagem, depois o rótulo, em seguida a viralização, e por fim, a legitimação política.

O ciclo começa nas imagens. Drones, explosões, correria, fumaça — tudo registrado, editado e difundido em tempo real por canais oficiais e perfis aliados ao governo do Rio. O objetivo: criar o clima de guerra. Na sequência, surge a palavra-chave — “narcoterrorismo” — pronunciada por uma autoridade e imediatamente reproduzida por toda a máquina de comunicação bolsonarista. O termo não tem base legal, mas tem valor simbólico. Ele transforma criminosos em “inimigos do Estado” e o Estado em “bastião da civilização”, invertendo completamente a lógica jurídica e democrática.

Essa retórica é amplificada por um ecossistema previsível: portais da extrema-direita, influenciadores que orbitam o bolsonarismo digital e veículos internacionais predispostos a enquadrar o Brasil como “país em colapso”. A palavra é o vetor. Quando o rótulo chega à Reuters, à CNN en Español e ao El País, ele já cumpre sua função — legitimar o medo como verdade global e transferir o eixo do debate do campo policial para o campo geopolítico.
ANEXOS
BANCADA PL.RJ
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