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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

TRABALHADORES PAGAM O “IMPOSTO DO PRÍNCIPE” EM PETRÓPOLIS * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT

TRABALHADORES PAGAM O “IMPOSTO DO PRÍNCIPE” EM PETRÓPOLIS


Há quase dois anos, em abril de 2020, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) apresentou projeto de lei que acabava com o chamado “imposto do príncipe”, uma taxa que é paga pelo povo de Petrópolis e acaba no bolso dos “herdeiros” da dita “família real brasileira” (embora já há séculos o Brasil seja uma República, não uma Monarquia).

Naquela época, o PL 553/20 foi apresentado como uma resposta à proposição do deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança, do PSL paulista e herdeiro da “família real”, que sugeriu a extinção do feriado de 21 de abril (Inconfidência Mineira).

"Eis a desgraça que desgraça o Brasil: vagabundos sustentados pelo suor dos trabalhadores porque possuem títulos de nobreza"
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Um ano depois, em março de 2021, o projeto foi arquivado pela presidência da Câmara, através do deputado Arthur Lira, alegando que o PL feria o “direito adquirido”. Rogério Correia discorda e, por isso, está reapresentando o projeto, solicitando que seja enviado à Comissão de Constituição e Justiça, uma vez que o “direito adquirido” na época do Império não cabe para os tempos de República.

Tecnicamente, o “imposto do príncipe” se chama “laudêmio”. Estabelece a cobrança de taxa de 2,5% paga nas transações de imóveis pela Companhia Imobiliária de Petrópolis, que por sua vez repassa o dinheiro para os Orleans e Bragança.


Segundo o deputado Rogério Correia, a tragédia vivida pela cidade fluminense mostra mais uma vez o anacronismo do laudêmio da família herdeira. “É um resquício imperial ainda em voga no Brasil, revelando um privilégio incompatível com os tempos modernos”, afirma. Rogério espera que, desta vez, infelizmente devido à comoção da tragédia, a Mesa da Câmara se sensibilize e autorize a tramitação normal do projeto de lei.

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