terça-feira, 17 de outubro de 2023

DETER O MASSACRE EM GAZA É DERROTAR O FASCISMO NO BRASIL * Organização Comunista Arma da Crítica/OCAC

DETER O MASSACRE EM GAZA É DERROTAR O FASCISMO NO BRASIL

O Estado de Israel foi criado com a intenção de ser uma cabeça de ponte do imperialismo, especialmente anglo- americano, no Oriente Médio. Seu papel central é o de ser um fator de desestabilização permanente numa região vital ao imperialismo, por concentrar grandes reservas de petróleo. A existência de Israel como Estado, portanto, requer uma situação de permanente conflito com as nações vizinhas de maioria árabe, bem como a constituição de um território livre da presença desses “inimigos”. Por isso seu esforço constante em exterminar com os palestinos da Cisjordânia e da faixa de Gaza.

-NÃO EM NOSSO NOME!!-

Israel, e a ideologia sionista que embala sua formação estatal, são um empreendimento imperialista e colonialista. Mas devido aos serviços que cumprem ao imperialismo, Estados Unidos e União Europeia passam pano para todas as atrocidades cometidas pelo Estado de Israel contra os palestinos. Para angariar mais apoio a essa política genocida, Israel se constituiu, na luta de classe mundial, como um pólo de atração e de articulação da extrema- direita do planeta. Até mais do que os Estados Unidos. Não é mero acaso, portanto, que nos últimos anos bandeiras de Israel sejam vistas com freqüência em manifestações da extrema-direita brasileira.

É que há uma identidade ideológica entre os genocidas de Israel e do Brasil. O projeto dos ruralistas brasileiros de avançar sobre territórios indígenas e quilombolas, exterminando-os, está em linha com o projeto do Estado israelense de exterminar os palestinos e completar a usurpação de suas terras.

Na última semana a Embaixada de Israel enviou um ofício e se reuniu com parlamentares como Júlia Zanatta (PL-SC), membro da bancada ruralista, e Eduardo Bolsonaro, que dispensa apresentação. O objetivo foi pedir que estes apresentassem moções para caracterizar o Hamas como organização terrorista e pressionar o governo brasileiro a ter uma posição abertamente pró-Israel.

-RAPPER ABUD-

Mas o extermínio de palestinos também é fonte de negócios. Em 2017, o Brasil de Fato denunciou que nosso país é um dos principais compradores de tecnologia e treinamento militar israelense. Como a nossa política de segurança pública identifica o povo principal inimigo do Estado brasileiro, empresas israelenses como a ISDS (International Security, Defence Systems) fundada por agentes secretos e certificada pelo ministério da defesa do país, tem treinado o famigerado Bope do Rio de Janeiro. O Bope aprende em Israel as técnicas genocidas sobre como tratar os “palestinos brasileiros”: a massa trabalhadora formada em sua maioria por negros e pobres moradores das nossas “Faixas de Gaza”, que são as favelas e comunidades pobres de nosso país

Ghassan Kanafani, palestino e um dos fundadores da Frente Popular para a Libertação da Palestina, disse que a causa palestina é a causa das massas oprimidas e exploradas de nossa era. Por isso, derrotar o projeto de extermínio do povo palestino é fundamental. Representa uma derrota ao imperialismo e à extrema-direita mundial, inclusive no Brasil. E abre caminho ao povo brasileiro em sua luta contra a exploração e opressão.
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sexta-feira, 13 de outubro de 2023

TODO APOIO À LUTA DO POVO PALESTINO * Juventude Palestina/MEX

TODO APOIO À LUTA DO POVO PALESTINO




LA JUVENTUD PALESTINA AL MUNDO

NORMAN BRISKI

En el largo espíritu de resistencia, nuestro compromiso sigue siendo firme.

Por Palestina, por los mártires que han sacrificado sus vidas, por el espíritu indomable de Gaza, por los cinco mil prisioneros palestinos, por los prisioneros políticos de mundo, por aquellos en el camino de la resistencia y la justicia, por los oprimidos y su inquebrantable resiliencia, y por la liberación de la humanidad de las garras del imperialismo.

En medio de los ataques diarios en Palestina y el alcance cada vez mayor del imperialismo en todo el mundo, y a la luz de la creciente ola de resistencia y actos de heroísmo, y la restauración de la dignidad del pueblo palestino a través del fuego y la determinación, lo que antes se consideraba imposible se ha vuelto alcanzable. La esperanza se ha reavivado y nos reafirma que la resistencia es el único recurso para reclamar toda nuestra tierra y liberar a la humanidad.

A medida que se intensifica la agresión despiadada y bárbara contra nuestro pueblo asediado en Gaza, con mujeres y niños víctimas de asesinatos brutales, hogares reducidos a escombros, cientos de miles de desplazados y un completo asedio que deja sin servicios esenciales como electricidad, agua y alimentos, sumado a la denegación de suministros médicos cruciales. Las declaraciones de lealtad a la ocupación sionista por parte de las naciones occidentales, encabezadas por los Estados Unidos, y su luz verde para finalizar una limpieza étnica, equivalieron nada menos que a un genocidio de palestinos y una ejecución lenta y continua de aquellos que sobreviven.

A nuestras nobles naciones árabes, que creen en nuestra victoria inevitable y en la legitimidad de nuestra lucha, y que constantemente han disminuido su apoyo, mantengámonos unidos contra los colaboradores de la ocupación, contra los esfuerzos de normalización y contra el olvido de la sangre de mártires. Aprovechemos nuestra energía colectiva, nuestra identidad árabe y nuestra fe inquebrantable en la victoria, porque la ocupación, sus aliados y sus partidarios son nuestros adversarios colectivos en cada centímetro de nuestra patria. Por lo tanto, les imploramos que se unan contra los gobiernos y regímenes que abrazan la normalización con la entidad sionista, que los presionen para que pongan fin a sus relaciones con esta y que defiendan el camino de la resistencia.

Los pueblos del mundo entendemos el alto costo de solidarizar con Palestina, mientras los despiadados engranajes del imperialismo y el colonialismo global buscan persistentemente demonizar esa solidaridad. Sin embargo, la justicia debe prevalecer inevitablemente y, debido al peso de las luchas y los sacrificios acumulativos, la opresión fracasará. Por lo tanto, les rogamos que presionen a sus gobiernos para que dejen de apoyar a la entidad sionista, revelen sus atrocidades y contrarresten los intentos de criminalizar el acto de resistencia. Le pedimos que participen en los masivos eventos de apoyo que se desarrollan en diversos lugares.

Para los espíritus libres del mundo, nosotros obtenemos nuestra fuerza de la unidad de los pueblos oprimidos y nuestra determinación de la fe inquebrantable en nuestro derecho a reclamar nuestra tierra usurpada y recuperar nuestra libertad.

Los invitamos a unirse a las manifestaciones programadas para el próximo viernes 20 de octubre, en solidaridad con la lucha palestina y sus ideales revolucionarios, condenando la inacción y el silencio del mundo y rechazando el apoyo occidental a la entidad sionista. Estas protestas resonarán en toda Palestina, en todo el mundo árabe y en ciudades de todo el mundo.

Juventud de la Palestina Ocupada, 12 de octubre de 2023.
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terça-feira, 10 de outubro de 2023

Tempestade de Al-Aqsa * (Texto atribuído a Bruno Wallace-RJ)

TEMPESTADE DE AL AQSA





VERGONHA

Depois de massacrar mais de 1.000 crianças palestinas em Gaza em menos de 10 dias, o Estado de Rondônia no Brasil concede o título de cidadão honorário ao Primeiro Ministro de Israel, o genocida Benjamin Netanyahu.
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE RONDÔNIA
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*PALESTINA LIVRE!* 
Nesta quinta-feira (19) será realizado no largo São Francisco em São Paulo o ato em defesa da paz do oriente médio! É preciso garantir o respeito às diferenças políticas, religiosas, étnicas e construir um horizonte de diretos para todas as populações que ocupam a região da Palestina Histórica.

AGENDE-SE!

AGENDE-SE













AS ARMAS QUE OS EUA ENVIARAM PARA A UCRÂNIA SÃO USADAS NO ATAQUE DO HAMAS A ISRAEL? POSSIVELMENTE… os americanos devem estar se perguntando agora…

*A profanação da Mesquita Palestina de Al Aqsa por Israel é o casus belli deste atual ataque do Hamas.*
Hamas, é o grupo de resistência indígena palestino.

O ataque alarmante e surpreendente contra alvos militares e civis israelitas, deixou mais de duzentos israelitas sionistas mortos e um grande número mantidos como reféns.

Israel e os seus apoiantes em todo o mundo encaram isto como um ato de terrorismo injustificado.

Da Mesma maneira que encaram a incursão russa para desnazificar a Ukraine, um ato de terrorismo injustificado…

Dois pesos e duas medidas …
NAZIJUDEUS ISRAELENSES

Por outro lado, o Hamas e os seus apoiantes celebram isto como um golpe contra os racistas do regime apartheid e agressores israelitas.

Isto representa uma escalada perigosa no conflito de longa data entre Israel e os palestinianos na Faixa de Gaza e não é provável que se confine a Gaza.

Enquanto escrevo isto, há relatos de disparos de morteiros contra posições israelitas ao longo da fronteira norte com o Líbano.

Manifestações em apoio ao Hamas surgiram em todo o mundo muçulmano à medida que a notícia do ataque se espalhava.

O ataque de ontem apanhou Israel totalmente desprevenido e levanta imediatamente questões sobre uma falha de inteligência.

De qualquer forma, é uma mancha negra na reputação de Israel em termos de inteligência humana superior e é provável que enfraqueça o apoio público ao governo apartheid de bibi Netanyahu.

Há vários relatórios a circular nos canais do Telegram do Oriente Médio alegando que o Hamas atacou posições israelitas com armas fornecidas por fontes ucranianas…

Acredita-se que a ajuda militar enviada à Ucrânia pelos Estados Unidos e pela OTAN foi alegadamente utilizada nos ataques lançados pelo Hamas… afinal… de onde surgiram tantas armas de repente na faixa de Gaza?

Muitos dos comentários sobre os ataques do Hamas ignoram o nome que o Hamas atribuiu a esta operação – *Tempestade Al-Aqsa.*

A Mesquita Al Aqsa em Jerusalém é um local sagrado venerado no Islã e pelos indígenas, povos originários palestinos…

O Ocidente prestou pouca atenção ao que aconteceu na Mesquita… e a mídia ocidental oligárquica escondeu do público estes atos de terrorismo contra o povo palestino…

Mais de 800 colonos israelenses invadiram o complexo da Mesquita de Al-Aqsa em Jerusalém Oriental ocupada na manhã de quinta-feira, sob a proteção das forças israelenses.

Colonos, invasores de terras palestinas, Rabinos, chefes de associações de assentamentos e professores universitários de extrema direita estavam entre as 832 pessoas que forçaram a entrada no complexo do local religioso, disse uma fonte do Departamento de Doações Islâmicas em Jerusalém ao site irmão árabe do The New Arab, Al-Araby Al-Jadeed…

A invasão aconteceu durante o feriado religioso judaico de Sucot, que começou em 29 de setembro e termina na sexta-feira.

O feriado viu milhares de extremistas israelenses invadirem o complexo de Al-Aqsa, com quase 1.500 entrando no local na segunda-feira.

Os extremistas israelitas também continuaram na quinta-feira a realizar marchas provocativas tanto dentro da Cidade Velha de Jerusalém como fora dos seus muros, matando os palestinianos e atacando as suas propriedades.

Os judeus sionistas também espancaram e cuspiram em jornalistas numa área de mercado perto de Al-Aqsa, onde as lojas foram forçadas a fechar pelo sexto dia consecutivo.

Imagine a reação no mundo cristão se os muçulmanos entrassem na Basílica de São Pedro e expulsassem à força os fiéis cristãos daquele santuário…

Talvez esse exemplo paralelo nos ajude a compreender por que os muçulmanos, e não apenas o Hamas, estão reagindo com tanta violência.

Claro que você não verá isso na mídia ocidental… onde todo governo mundial acovardado esconde esses fatos…

Quero também salientar que o hábito dos extremistas israelitas de cuspir nas pessoas não se limita aos muçulmanos ou aos palestinianos.

Um vídeo mostra o que um grupo de cristãos filipinos encontrou recentemente em Jerusalém…

Israel enfrenta algumas escolhas muito difíceis na resposta ao ataque do Hamas.

O Hamas não possui instalações militares ou forças concentradas que possam ser facilmente atacadas.

Isso significa que Israel atacará áreas civis, o que levanta o espectro da morte de um grande número de civis palestinos.

Em vez de enfraquecer o Hamas, isto irá provavelmente reforçar a determinação dos palestinianos e alimentar uma indignação ainda maior no mundo árabe e muçulmano.

Israel, que recentemente manteve conversações com a Arábia Saudita numa tentativa de normalizar as relações, provavelmente será evitado em vez de bem-vindo como parceiro diplomático.

Se Israel decidir enviar o seu exército para a Faixa de Gaza, enfrentará um combate urbano brutal, o que significa um elevado número de baixas.

Dado que Israel é maioritariamente composto por reservistas, um número crescente de soldados israelitas mortos e feridos irá trazer uma enorme pressão política sobre Netanyahu.

*A profanação da Mesquita Palestina de Al Aqsa por Israel é o casus belli deste atual ataque do Hamas.*

Embora existam alguns relatos não confirmados de que o Hamas está executando os israelitas que capturou nas primeiras horas da sua ofensiva, penso que é mais provável que o Hamas utilize esses israelitas como moeda de troca para garantir a libertação dos seus prisioneiros ou mantê-los como escudos humanos para reduzir a possibilidade de Israel lançar ataques desenfreados em Gaza.

Os judeus sionistas invasores de terras palestinas estão com medo e furiosos.

Esta é uma combinação perigosa e pode levar Israel a agir mais por emoção do que por estratégia.

Os Palestinos, estão sendo sacrificados, brutalizados,assassinados há oito décadas… eles foram forçados a resistir, ou desaparecer…agora falam a linguagem da violência que Israel lhes ensinou

Os tiroteios indiscriminados contra israelitas perpetrados pelo Hamas e outras organizações de resistência palestinianas, o rapto de civis, o lançamento de foguetes contra Israel, os ataques de drones contra uma variedade de alvos, desde tanques a ninhos de metralhadoras automatizadas, são a linguagem familiar do ocupante israelita.

Israel tem falado esta linguagem sangrenta de violência aos palestinianos desde que as milícias sionistas tomaram mais de 78 por cento da Palestina histórica, destruíram cerca de 530 aldeias indígenas e cidades palestinianas e mataram cerca de 15.000 palestinianos em mais de 70 massacres.

Cerca de 750 mil palestinos foram assassinados etnicamente entre 1947 e 1949 para criar o Estado de Israel em 1948.

A resposta de Israel a estas incursões armadas será um outro ataque genocida a Gaza.

Israel matará dezenas de palestinos por cada israelense morto.

Centenas de palestinos já morreram em ataques aéreos israelenses desde o lançamento da “Operação Al-Aqsa Flood” na manhã de sábado, que deixou 700 israelenses mortos.

O primeiro-ministro Netanyahu alertou os palestinos em Gaza no domingo para “saírem agora”, porque Israel vai “transformar todos os esconderijos do Hamas em escombros”.

Mas para onde deverão ir os palestinianos em Gaza? Israel e Egito bloqueiam as fronteiras terrestres. Não há saída aérea ou marítima, que são controladas por Israel.

A retribuição colectiva contra inocentes é uma táctica familiar utilizada pelos governantes coloniais.

Usaram contra os indígenas nativos americanos e, mais tarde, nas Filipinas e no Vietnan.

Os alemães usaram-no contra os Herero e Namaqua na Namíbia.

Os britânicos no Quénia e na Malásia.

Os nazistas usaram-no nas áreas que ocuparam na União Soviética e na Europa Central e Oriental.

Israel segue o mesmo manual.

Morte por morte.

Atrocidade por atrocidade.

Mas é sempre o ocupante quem inicia esta dança macabra e troca pilhas de cadáveres por pilhas maiores de cadáveres.

Isto não é defender os crimes de guerra de nenhum dos lados.

Não é para se alegrar com os ataques.

Já vimos violência suficiente nos territórios ocupados por Israel, onde o conflito dura mais de setenta anos, de violência.

Este é o desfecho familiar para todos os projetos coloniais de colonos.

Regimes implantados e mantidos pela violência geram violência.

A guerra de libertação do Haiti. Os Mau Mau no Quênia.

O Congresso Nacional Africano na África do Sul…

Estas revoltas nem sempre são bem-sucedidas, mas seguem padrões familiares.

Os palestinianos, como todos os povos colonizados, têm direito à resistência armada ao abrigo do direito internacional.

Israel nunca teve qualquer interesse num acordo equitativo com os palestinianos.

Construiu um Estado de apartheid e tem absorvido progressivamente extensões cada vez maiores de terra palestina numa campanha de assassinatos e limpeza étnica em câmara lenta.

Os judeus sionistas transformaram Gaza (Palestina) em 2007 na maior prisão ao ar livre do mundo.

O que Israel, ou a comunidade mundial, espera?

Como é possível prender 2,3 milhões de pessoas em Gaza, metade das quais estão desempregadas, famintas, sedentas, num dos locais mais densamente povoados do planeta durante 16 anos, reduzir a vida dos seus residentes, metade dos quais são crianças, a um nível de subsistência, privar suprimentos médicos básicos, alimentos, água eeletricidade, usar aeronaves de ataque, artilharia, unidades mecanizadas, mísseis, canhões navais e unidades de infantaria para massacrar aleatoriamente civis desarmados e não esperar uma resposta violenta?

Israel está atualmente realizando ondas de ataques aéreos a Gaza, a preparar uma invasão terrestre e cortou a energia de Gaza, que normalmente só funciona duas a quatro horas por dia.

Muitos dos combatentes da resistência que se infiltraram em Israel sabiam, sem dúvida, que seriam mortos.

Mas, tal como os combatentes da resistência noutras guerras de libertação, decidiram que se não pudessem escolher como iriam viver, escolheriam como iriam morrer.

Alina Margolis-Edelman, que fez parte da resistência armada na revolta do Gueto de Varsóvia na Segunda Guerra Mundial, Seu marido, Marek Edelman, foi o vice-comandante do levante e o único líder que sobreviveu à guerra.

Naquela época, Os nazistas selaram 400 mil judeus poloneses dentro do Gueto de Varsóvia.

Os judeus presos morreram aos milhares, de fome, doenças e violência indiscriminada.

Quando os nazistas começaram a transportar os judeus restantes para os campos de extermínio, os combatentes da resistência reagiram.

Ninguém esperava sobreviver.

Edelman, depois da guerra, condenou o sionismo como uma ideologia racista usada para justificar o roubo de terras palestinas.

Ela ficou do lado dos palestinianos, apoiou a sua resistência armada e reuniu-se frequentemente com líderes palestinianos.

Ela trovejou contra a apropriação do Holocausto por Israel para justificar a sua repressão ao povo palestiniano.

Enquanto Israel apreciava a mitologia da revolta do gueto, tratava o único líder sobrevivente da revolta, que se recusou a deixar a Polônia, como um pária.

Edelman compreendeu que a lição do Holocausto e da revolta do gueto não era que os judeus fossem moralmente superiores ou vítimas eternas.

A história, disse Edelman, pertence a todos. Os oprimidos, incluindo os palestinos, tinham o direito de lutar pela igualdade, dignidade e liberdade.


“Ser judeu significa estar sempre com os oprimidos e nunca com os opressores”, disse Edelman.

A revolta de Varsóvia há muito que inspira os palestinianos.

Representantes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) costumavam depositar uma coroa de flores na comemoração anual da revolta na Polónia, no monumento do Gueto de Varsóvia.

Quanto mais violência o colonizador despende para subjugar os ocupados, mais ele se transforma num monstro.

O atual governo de Israel é povoado por extremistas judeus, sionistas fanáticos e fanáticos religiosos que estão a desmantelar a democracia israelita e a apelar à expulsão ou assassinato em massa de palestinianos, incluindo aqueles que vivem dentro de Israel.

O filósofo israelita Yeshayahu Leibowitz, a quem Isiah Berlin chamou de “a consciência de Israel”, advertiu que se Israel não separasse a Igreja do Estado, daria origem a um rabinato corrupto que transformaria o Judaísmo num culto fascista.

“O nacionalismo religioso é para a religião, o que o nacional-socialismo foi para o socialismo”, disse Leibowitz, que morreu em 1994.

Ele compreendeu que a veneração cega dos militares, especialmente depois da guerra de 1967 que capturou o Sinai do Egipto, Gaza, a Cisjordânia (incluindo Jerusalém Oriental) e as Colinas de Golã da Síria, era perigosa e levaria à destruição final de Israel, juntamente com qualquer esperança da democracia.

“A nossa situação irá deteriorar-se para a de um segundo Vietnan, para uma guerra em constante escalada sem perspectiva de resolução final”, alertou.

Ele previu que “os árabes seriam os trabalhadores e os judeus os administradores, inspetores, funcionários e policiais – principalmente a polícia secreta."

Um Estado que governa uma população hostil de 1,5 milhões a 2 milhões de estrangeiros tornar-se-ia necessariamente num Estado de polícia secreta, com tudo o que isso implica para a educação, a liberdade de expressão e as instituições democráticas.

A corrupção característica de cada regime colonial também prevalece no Estado de Israel.

A administração teria de suprimir a insurreição árabe, por um lado, e adquirir os Quislings árabes, por outro.

Há também boas razões para temer que as Forças de Defesa de Israel, que até agora têm sido um exército popular, se degenerem, ao serem transformadas num exército de ocupação, e os seus comandantes, que se tornarão governadores militares, se assemelhem seus colegas em outras nações.”

Ele viu que a ocupação prolongada dos palestinianos iria inevitavelmente gerar “campos de concentração”.

“Israel”, disse ele, “não mereceria existir e não valerá a pena preservá-lo”.

A próxima etapa desta luta será uma campanha massiva de massacre industrial em Gaza por parte de Israel, que já começou.

Israel está convencido de que maiores níveis de violência acabarão por esmagar as aspirações palestinas.

Israel está enganado. O terror que Israel inflige é o terror que irá causar para seu próprio povo.
DIPLOMATA PALESTINO



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segunda-feira, 9 de outubro de 2023

11 SINAIS DO FASCISMO SEGUNDO HUMBERTO ECO * Cândido Grzybowski/iBase

11 SINAIS DO FASCISMO SEGUNDO HUMBERTO ECO

-CPAC: Conferência de Ação Política Conservadora, organização terrorista que propaga o nazismo mundo afora. Ela está formando falanges no Brasil e acaba de realizar em encontro em Belo Horizonta, ciceroneada pelo NAZI ZEMA-'Maior evento conservador do mundo', Cpac terá a presença de Nikolas em MG | O TEMPO 
Cândido Grzybowski/iBase


Segundo pensador italiano, o culto à tradição; a repulsa ao moderno; o machismo; o racismo; a guerra permanente são típicos do “fascismo eterno”. Ou seja, a ameaça já está implantada entre nós, mesmo que não siga seu nome.

-OS BOZONAZIS SE ESQUECEM DE QUE O POVO VENCEU-

"BOZO ANDA SEM RUMO
BOZO PERDEU NA RUA
BOZO PERDEU NAS URNAS
SUA DERROTA CONTINUA!"

Tenho refletido e escrito sobre a perda de vitalidade da democracia. Mas acho que agora já entramos num perigoso caminho de desconstrução da democracia, uma ameaça que vem na esteira do golpe do impeachment e se expressa hoje no nosso governo híbrido, civil-militar, com sua agenda anti direitos. Claro, a institucionalidade democrática formal está mantida até aqui, mas algo por dentro vem corroendo os princípios e valores éticos e políticos vitais da democracia: o respeito incondicional da liberdade de ser, pensar e agir, a busca da maior igualdade possível, com direito à diversidade, convivendo em solidariedade coletiva e baseando tudo em ativa participação cidadã. Tais princípios constituem o substrato de qualquer democracia com potencial de transformar contradições e divergências, de potencial destrutivo, em forças construtivas de sociedades mais livres e justas.

Hoje reconheço um vírus implantado em nosso seio que pode acabar com a democracia e nos levar ao fascismo como regime político. Estamos diante de sinais inequívocos de tal vírus no campo de ideias e valores que foram se revelando e se condensaram na vitória eleitoral e nas falas do presidente e de integrantes do governo empossado. A leitura de um discurso de Umberto Eco, de 24 de abril de 1995, na Universidade de Columbia, Nova York, publicado em espanhol por Bitacora, sob o título Los 14 síntomas del fascismo eterno, me inspirou. Segundo Eco, as características típicas do “Ur-Fascismo” ou “fascismo eterno” não se enquadram num sistema, “…mas basta com que uma delas esteja presente para fazer coagular uma nebulosa fascista” (em tradução livre). Vou lembrar aqui apenas alguns dos indícios do eterno fascismo que Eco aponta e que deixo aos leitores desta minha crônica identificar as suas expressões na realidade brasileira.

Culto da tradição – como se toda a verdade já estivesse revelada há muito tempo e o que precisamos é ser fiéis a ela. O tradicionalismo é uma espécie de cartilha na disputa de hegemonia fascista sobre corações e mentes. O pensamento do principal guru dos “donos do poder”, a pregação das igrejas pentecostais e as falas – quando dizem algo – são impregnados de uma veneração da verdade já revelada em escritos sagrados e de valores espirituais mais tradicionais do cristianismo. “Deus, pátria, família e propriedade”, com a força que estão de volta como pregação, não deixam dúvida. Fascismo e fundamentalismo sempre vêm juntos.

Repulsa ao modernismo – que leva a considerar as conquistas humanas em termos de direitos e de emancipação social como perversidades da ordem natural. Nega-se, em consequência, a racionalidade e, com ela, toda a ciência e a tecnologia. Não falta gente com tal forma de pensar no governo e seus seguidores. Para eles, direitos iguais são um absurdo. Mudança climática é uma “invenção de comunistas”. E por aí vai.

Culto da ação pela ação – fazer e agir, acima de tudo. Como diz Eco, para fascistas “pensar é uma forma de castração”. Daí a atitude de suspeita à cultura, pois é vista como algo crítico. Em consequência, todo mundo intelectual é suspeito. Ainda Eco, “O maior empenho dos intelectuais fascistas oficiais consistia em acusar a cultura moderna e a intelligentsia liberal de ter abandonado os valores tradicionais”.

Não aceitação do pensamento crítico – pensar criticamente é fazer distinções e isto é sinal de modernidade, pois o desacordo é base do avanço do conhecimento científico. O fascismo eterno considera a divergência como traição. Deve-se aceitar a verdade da ordem estabelecida. Daí, “escola sem partido”, sem iniciação ao pensamento crítico e a liberdade de expressão e ação.

O racismo na essência – segundo Eco, com medo da diferença, o fascismo a explora e potencializa em nome da busca e da imposição do consenso. Os e as diferentes não são bem vindos. Por isso, o fascismo eterno é essencialmente racista e xenofóbico. Daí a identificar os diferentes como criminosos a linha é reta.

O apelo aos precarizados e frustrados – todos os fascismos históricos fizeram apelo aos grupos sociais que sofrem frustração e se sentem desleixados pela política. As mudanças no mundo do trabalho, promovidas pela globalização econômica e financeira, são terreno fértil para o fascismo.

O nacionalismo como identidade social – nação como lugar de origem, com os seus símbolos. Os e as que não se identificam com isso são inimigos da nação. Portanto, devem ser excluídos. Podem ser os nascidos fora da nação, como os imigrantes, ou por se articularem com forças externas – o tal “comunismo internacional” – ou, ainda, por não se enquadrarem no padrão “normal” de nacionalidade. O nacionalismo vulgar é o cimento agregador de qualquer fascismo.

A vida como guerra permanente – no fascismo, a gente não luta pela vida, liberdade, bem viver, mas vive para lutar. A violência é aceita como regra e a busca de paz uma balela. Vencem os mais fortes, armados. Há um culto pela morte na luta.

O heroísmo como norma – o herói, um ser excepcional, sem medo da morte, está em todas as mitologias. Aqui basta lembrar a exploração feita daquele atentado em Juiz de Fora. O herói vira mito real.

O machismo como espécie de virtude – em sendo difícil a guerra permanente e a demonstração de heroísmo, o fascismo potencializa as relações de poder na questão sexual, segundo Umberto Eco. Aqui também não faltam manifestações de patriarcalismo e machismo, com intolerância com o que é considerado divergente da norma em questões sexuais. Não há lugar para a liberdade de opção sexual e de gênero.

O líder se apresenta como intérprete único da vontade comum – o povo é o seu povo, o seu entendimento do que seja o povo e sua vontade comum. Como diz Eco, estamos diante de um populismo de ficção.

Chamei atenção aqui para indícios de fascismo total apontados por Umberto Eco – não todos, para não ser enfadonho e talvez desvirtuar o que o autor quis dizer – com a preocupação de dar atenção a ideias e imaginários que estão adquirindo legitimidade mobilizadora no nosso seio. Inspirado no atualmente renegado Antônio Gramsci, exatamente pelo emergente fascismo político e cultural, penso que a conquista de hegemonia no sentido de direção intelectual e moral precede o poder do fascismo pela força estatal. Ou seja, a ameaça de fascismo já está implantada entre nós, mesmo se o regime ainda não parece ser fascista.

Fonte
https://outraspalavras.net/outrasmidias/onze-sinais-do-fascismo-segundo-umberto-eco/
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sábado, 7 de outubro de 2023

CRIME ORGANIZADO E PRIVATIZAÇÕES NO RIO DE JANEIRO * Felipe Annunziata/A VERDADE

CRIME ORGANIZADO E PRIVATIZAÇÕES NO RIO DE JANEIRO
Felipe Annunziata/A VERDADE


Como as privatizações fortaleceram as milícias no Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro foi um dos estados mais afetados pelas políticas de privatizações das últimas décadas. A venda das estatais pode ter ajudado as milícias a se fortalecerem e expandirem no estado.

Nos últimos 30 anos, o povo brasileiro sofreu com a onda neoliberal de privatizações que entregou nossas riquezas naturais, parques industriais estratégicos e serviços essenciais para o capital financeiro. Aqui mesmo, no Jornal A Verdade, denunciamos cotidianamente os efeitos desta política na piora das condições de vida da população.

No entanto, um efeito pouco conhecido é como as privatizações influenciaram diretamente na consolidação e fortalecimento das milícias do Rio de Janeiro. Não foram, evidentemente, a venda das nossas estatais quem criou as milícias, mas a ausência delas na economia do estado foi determinante para o processo.

A “milicianização” da economia do Rio de Janeiro

Comunicação, distribuição de combustíveis e transportes são alguns dos principais setores privatizados nas últimas décadas no Rio de Janeiro. Todas elas feitas com o argumento de que estes serviços iriam melhorar a vida do povo.

A privatização do serviço de telefonia, pelo governo FHC nos anos 1990, se deu logo antes da expansão dos serviços de internet no Brasil. Uma das características desta privatização foi a criação de monopólios nos serviços de telefonia móvel e fixa controlados pelo capital estrangeiro.

No entanto, no Rio de Janeiro, os serviços de internet de banda larga em domicílio não conseguiram estabelecer estes mesmos monopólios na parte final da cadeia, isto é, na chegada da internet na casa das pessoas. Na capital e região metropolitana, cada bairro ou área conta com empresas de internet locais.

A distribuição pelos domicílios é na prática descentralizada, apesar do sinal de internet ainda ser controlado pelos grandes monopólios. Este cenário é tão complexo, que recentemente 2 bairros da Zona Norte ficaram sem internet por 15 dias pois havia uma guerra entre grupos rivais que levou à explosão da estação provedora de internet.

Estas empresas locais são em sua maioria controladas ou atuam com autorização da milícia ou do tráfico. A exceção das áreas nobres do Rio e de Niterói, todos os demais territórios têm o mercado de internet monopolizado por estas empresas.

O mesmo acontece com o setor de combustíveis. Com o avanço da privatização dos setores de óleo e gás, as prefeituras do Rio e o governo do estado paralisaram a expansão da rede de gás encanado, levando este mercado a ser ocupado pelas revendedoras de botijão de gás.

Em cada bairro, as revendedoras também são controladas pelos grupos criminosos ou atuam em acordo com eles para não sofrerem represálias. Segundo o sindicato patronal das revendedoras de gás, em 2022, 80% dos botijões vendidos no estado do Rio eram de empresas ligadas à milícia.

Nos transportes nem se fala. Já é bem conhecido o controle de grupos criminosos sobre os serviços de vans no RJ. O serviço de vans teve grande ampliação depois das privatizações do metrô e trens urbanos.

Este processo foi feito para paralisar a expansão da malha ferroviária do estado e garantir o controle das empresas privadas de ônibus do setor de transporte público. O que ocorreu na prática foi a união das empresas de ônibus com os grupos criminosos, que na prática dividem os territórios entre si para explorar este serviço.

Reestatização dos setores estratégicos pode reverter aumento da violência no RJ

Todos estes exemplos são provas da situação em que o estado do RJ está sendo jogado. Mesmo sendo mais comum associarmos o crime organizado ao tráfico de drogas, no estado do Rio ele avança agora sobre vários setores da economia, em aliança com a burguesia carioca.

Hoje, os chefes das milícias e do tráfico se organizam para explorar da melhor forma a força de trabalho do povo do Rio. Se aproveitam de uma política local favorável a seus interesses, dado que o estado passou por décadas de governos privatistas e reacionários.

O próprio capital que estas facções acumularam, com décadas de tráfico de drogas e armas, é hoje usado para expandir sua atuação em outros setores da economia capitalista. Tudo isso, apoiado pelas crescentes privatizações em diversos setores.

A reestatização de todos estes serviços, estabelecendo um monopólio estatal, irá destruir uma importante sustentação econômica desses grupos. Portanto, lutar contra as privatizações é também lutar contra a violência urbana no Rio de Janeiro.

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