CPMI DO TERRORISMO
O ato terrorista do dia 8 de janeiro, a invasão e o quebra-quebra da sede do STF, Supremo Tribunal Federal, do Senado Federal e do Palácio do Planalto não pode tomar outro título, senão terrorismo.
Falar em vândalos, ou mesmo golpistas, é minimizar o terrorismo.
E quem teve a ideia, quem arquitetou o 8 de janeiro?!
Só pode ter sido o mesmo personagem, que foi processado e ia sendo expulso do Exército por tentar colocar bombas nos quartéis da Vila Militar no Rio de Janeiro.
Trata-se de, com licença da palavra, Bolsonaro, ou o Indigitado, como passarei a citá-lo.
Sobre este fato, ele deu uma entrevista à Revista Veja, que foi publicada no número 939, em primeiro de setembro de 1986.
A carreira militar do Indigitado foi feita, sempre, ao arrepio da lei!
Sempre em desrespeito à disciplina e à hierarquia militar.
Ignorando o Estatuto dos Militares e a Constituição brasileira.
Não respeitando, sequer, o Juramento à Bandeira.
A que todos os militares brasileiros são obrigados.
Tendo sido processado pelo Ministro do Exército à época, general Leônidas Pires Gonçalves. E ficou 15 dias preso por conta da entrevista.
A partir do dia 1° de janeiro de 2019, dia da posse na Presidência, não teve um só dia em que o Indigitado deixasse de conspirar contra a ordem democrática.
Pedindo o fechamento do Supremo Tribunal Federal, o poder judiciário, e o Congresso Nacional.
Um dos seus filhos, um zero (0) à esquerda, disse que, para fechar o STF, não precisa mais do que um cabo e um soldado.
Nos primeiros quatro domingos, depois do 1° de janeiro daquele ano, saiu à frente de manifestações de centenas de seguidores vestidos de verde e amarelo com faixas pedindo o fechamento do STF, Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional.
No primeiro domingo, no governo, saiu com a Bandeira brasileira no braço direito e a norte americana no braço esquerdo.
O que simbolizava o apoio de Steve Bannon e de Trump.
A extrema direita internacional.
Essa era a “democracia” da “famiglia”, Bolsonaro, pai e filhos!
O terrorismo do 8 de janeiro foi um ato coerente com a linha do governo nazifascista, que foi derrotado nas eleições de 2022.
Os participantes daquele ato criminoso não podem ser chamados, senão, de bandidos terroristas ou de terroristas bandidos!
Não se tratou da vândalos, desordeiros ou vagabundos.
Mas de terroristas bandidos!
E a CPMI como fica? O que diz. A que veio?!
A CPMI do ato terrorista vem usando um linguajar brando, leve e até conciliador.
Chamando os participantes de vândalos ou golpistas.
O que acontece, é que a CPMI, não tem tido garra! Ímpeto! Coragem!
No caso do terrorismo, não pode e não deve haver conciliação!
Para terrorismo não pode haver perdão, conciliação nem anistia!
Se você estiver de acordo com este texto repasse a todos os seus contatos.
E. Precílio Cavalcante
capitão de mar e guerra ref. do Corpo de Fuzileiros Navais. Pesquisador da História militar.
Rio de Janeiro, 13 de agosto de 2023.
Abaixo o terrorismo nazifascista!!
VIVA A LIBERDADE!!!
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