ABOMINÁVEL MERCADOR DA MORTE
“Uma coisa tem que ficar clara: não é a imprensa ou historiadores que comparam bolsonaro a Hitler e ao nazismo.
É ele.
Foi ele que defendeu elogio a Hitler no Enem, foi ele que citou trecho negacionista, foi ele que inventou avô nazista, ele recebeu apoio de neonazistas,
Foi ele que se abraçou com sósia de Hitler na campanha, foi ele que usava slogan nazista na campanha, ele que chamava afrodescendentes de animais, ele que usava versões do “trabalho liberta” no governo, o ministro dele que se fantasiou de goebels, foi seu assessor que fez símbolo de white power,
foi ele que usou táticas eugênicas para lidar com a pandemia, foi seu governo que apoiou a transformação de doentes em cobaias humanas, tal qual Menguele,
é bolsonaro que recebe lideres da extrema direita alemã.
Enfim, havia muito mais.
Mas o que importa aqui não é apenas essas provas de que Bolsonaro se esforça para se vincular ao nazismo. É que haja gente que se incomode com afirmações que confirmem o esforço que Bolsonaro faz.
Assustador não é a capa da Isto É, é ela ter demorado tanto a sair.
Entendo que tem gente preocupada com a biografia. Afinal, apoiaram (ou ainda apoiam) um nazista. Mas o barulho ja é forte demais. Não adianta matar os carteiros, tentar silenciar os que colocam um espelho na frente de Bolsonaro.
Ou assumam o nazismo ou assumam o erro.”
(Michel Gherman)
-REVISTA ISTOÉ-