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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

A marchinha do fake news * Genildo Mateus / RN

A MARCHINHA DO FAKE NEWS
MARCHA FORA BOZO

 A Marchinha do fake News


Nesse Carnaval, vou fazer gracinha 

É melhor já ir se acostumando 

Que não vai ter arminha


Não quero Moro, nem Moradia

Não quero dá-mares

Só quero alegria


Vou cair na farra

Vou fazer asneira

E ficar muito doido

No pé da goiabeira 


Nesse Carnaval, vou fazer gracinha 

É melhor já ir se acostumando 

Que não vai ter arminha


Vou beber cair e ser notícia

Só não quero me misturar 

Com a turma da milícia 


Sem falar de fake News, não tem o dito

Tão querendo tomar meu trono

Assim não serei mais patrono

Conquistado como mito


Nesse Carnaval, vou fazer gracinha 

É melhor já ir se acostumando 

Que não vai ter arminha


A intercept vai lhe derrubar 

A casa vai cair, sem messias pra orar 

Sem sinistros pra blindar

Vamos embora que o bicho vai pegar


Estamos  na casa de noca

A confusão está formada

Que estão querendo consolar o mito

Com a mamadeira de piroca


Nesse Carnaval, vou fazer gracinha

É melhor já ir se acostumando 

Que Não vai ter arminha...


Gente: Estou procurando um músico para colocar a música nesta Marchinha de Carnaval


domingo, 30 de janeiro de 2022

SOBRE OS GRITOS DE FORA BOLSONARO NAS RODAS DE SAMBA * André Jamaica / RJ

SOBRE OS GRITOS DE FORA BOLSONARO NAS RODAS DE SAMBA

Texto de André Jamaica / RJ
Foto: Mangueira/G1


" Samba e política não devem se misturar." Quem repete esse palpite infeliz, prova que não sabe o que diz, que está completamente deslocado da concepção e do contexto do samba no Rio de Janeiro.


Aqueles que se dizem sambistas - e incluo neste conceito músicos, público, produtores, donos de casas de samba- têm obrigação de saber que o samba chegou a ser proibido no Rio de Janeiro no século XIX. Só chegamos até aqui porque lá atrás, muita gente se dispôs a resistir, logo, ser sambista sempre foi um ato político. " Desde que o samba é assim"


O sambista que diz que samba e política não devem se misturar nunca ouviu ou não prestou a menor atenção em Zé Keti, Candeia, Martinho da Vila, Beth Carvalho, João Nogueira, Paulo César Pinheiro, Aldir Blanc, só pra citar alguns.


O sambista que diz que samba e política não devem se misturar não faz ideia do que acontece num desfile de escolas de samba, nunca ouviu falar em Silas de Oliveira e Mano Décio da Viola. Não seguiu o “mendingo Joãozinho Beija Flor”.


O atual governo numa de suas primeiras medidas, extinguiu o ministério da cultura, rebaixando o ministério á condição de secretaria, cujo atual secretário é uma pessoa absolutamente desimportante e extremamente limitado intelectualmente, o que nos dá uma justa medida da nenhuma importância que o governo dá a esse setor. Por isso estão gritando FORA BOLSONARO! nas rodas de samba.


O atual governo chamou sambistas da importância de Nei Lopes e Martinho da Vila de escória maldita. Por isso estão gritando FORA BOLSONARO! nas rodas de samba.


O atual governo disse que a Fundação Palmares não teria nenhum centavo pra macumbeiro. O que nos dá uma boa noção do que esse governo pensa sobre sambistas históricas como Tia Ciata e Clara Nunes. Por isso estão gritando FORA BOLSONARO! nas rodas de samba.


O atual governo excluiu da lista de personalidades negras, por ideologia, nomes como Elza Soares, Gilberto Gil e Martinho da Vila. Por isso estão gritando FORA BOLSONARO! nas rodas de samba.


O atual governo não lamentou as mortes dos sambistas Aldir Blanc, Beth Carvalho, Elza Soares ( a voz do milênio, a maior cantora da história desse país, a Rainha da porra toda), Monarco, Nelson Sargento mas arrumou tempo pra lamentar a morte de um tal MC Reaça. Por isso estão gritando FORA BOLSONARO! nas rodas de samba.


E não me causa espanto que aqueles que dizem que samba e política não devem se misturar, queiram que a gente aguente calados a todos esses ataques, expondo suas vísceras ditatoriais e seus analfabetismos funcionais sobre o samba. Por isso estão gritando:


FORA BOLSONARO!

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quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Desfile da Intendente Magalhães * Grêmio Popular e Cultural Escola de Samba Bohêmios da Cinelândia

Desfile da Intendente Magalhães 

Sr. Presidente da LIVRES, Rodrigo Amaral, e a toda a sua diretoria:

Prezados, 


A evolução da pandemia da covid-19 que já vitimou mais de 600 mil brasileiros (entre eles 20 de nossos componentes), com o surgimento de novas variantes e o contínuo aumento de novos casos de infecção, vem criando uma insegurança quanto à realização do Carnaval de 2022.  

Diante disso, o Grêmio Popular e Cultural Escola de Samba Bohêmios da Cinelândia decidiu, com muita tristeza, não participar do desfile na Intendente Magalhães deste ano. Consideramos difícil neste cenário de incerteza, assumirmos o volumoso investimento com a compra de materiais para a   confecção de nosso carnaval, o pagamento de funcionários e a realização dos eventos preparatórios. Mas, além disso, consideramos também as orientações da ANVISA e dos pesquisadores que incessantemente nos alertam quanto aos perigos de aglomerações. Somos pela ciência. 

A Bohêmios da Cinelândia é uma escola comprometida com a cultura popular e com uma sociedade justa e democrática. Desde o início da pandemia estamos mantendo nossas rodas de samba e eventos suspensos. Acreditamos que não podemos pensar apenas em turismo e dinheiro. Assim, em respeito aos mais de 600 mil óbitos de brasileiros e brasileiras, aos nossos componentes e ao público da Intendente Magalhães, entendemos que  não é o momento de participar do desfile de 2022.

Respeitamos a decisão da LIVRES e afirmamos que continuamos juntos para  em um futuro próximo, colaborar nesse projeto de um Carnaval popular. 

Desejamos sorte e sucesso a nossas co-irmãs.

Saudações bohêmias.

#Quem é Bohêmios não nega!

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