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quarta-feira, 30 de outubro de 2024

NÃO ESTAMOS EM MINORIA, ESTAMOS DESORGANIZADOS! * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

NÃO ESTAMOS EM MINORIA, 
ESTAMOS DESORGANIZADOS!

Estamos acompanhando uma série de análises sobre a derrota da esquerda nestas eleições municipais de 2024. Algumas que buscam a sua razão na força da direita que detém, pelos fartos recursos, o poder de organizar e transmitir a sua ideologia à formação da falsa consciência do povo, Gramsci. 

Outras que tentam negar a derrota com pífios números que não traduzem a vitória nas capitais e outras grandes cidades. Porém, algumas análises que até reconhecem o insucesso, porém terceirizam a culpa com seus quase mantras, "não devíamos ter aceito tal coligação" , "deveríamos ter optado por um candidato mais conservador para alcançar os votos dos..." etc. 

Chegou a hora de nós do campo da esquerda termos a coragem de fazermos autocrítica. Levantarmos questões que abalem convicções, mesmo que caras para alguns, mas que podem, pelo menos, iniciar o debate que contribua aos nossos partidos à retomarem seus rumos como legítimas organizações populares e que representem realmente os anseios da classe trabalhadora: 

 1. Renovação de seus quadro com ações de formação política à consciência de classe: a teoria sem prática é morta, a prática sem teoria é cega, Lenin. 

 2. Cuidados com o personalismo: não temos lideranças. Não seguimos pessoas, mas ideais. 

 3. Retorno ao partido de base e não de cúpula. Nenhuma decisão sem consulta às bases: o povo tem vez, voz e voto! 

 4. Voltar a dialogar com o povo, da periferia às universidades: só com a mobilização popular se faz a transformação social. 

 5. Estar presente nas lutas populares: mandatos a serviço da luta! 

 6. Vigilância para não termos práticas estranhas aos partidos de esquerda, como autonomia dos eleitos, carreirismo, aparelhamento, tradicionalismo e direcionismo: a nossa práxis é fundada na dialética. 

 7. Vício eleitoreiro: o fim do partido legitimamente de esquerda não é a urna, mas a construção da luta de classe: só pela revolução socialista a classe trabalhadora ficará livre da exploração do patronato e das falsas promessas da direita de mitigação dos problemas sociais decorrentes da própria exploração.

Hora da mudança, sem medo de ser feliz!
Até a vitória, sempre! - 

Hélio Rios-SP
PASTOR FELIPE GIBRAM
ARMANDO BOITO JUNIOR
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sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

MOBILIZAÇÃO * GRAÇA ANDREATTA/ES

MOBILIZAÇÃO
GRAÇA ANDREATTA/ES

Sempre andei “em penca”. Meus pais chegaram a fazer uma linda casinha de madeira do lado de fora de nossa casa para meu irmão e eu podermos receber, mobilizar, celebrar, festejar.

 Estávamos sob seus olhos mas não bagunçando a casa. E nossa casinha estava sempre cheia, cada um no seu “pedaço”. Não conhecíamos ainda a ditadura, nem o capitalismo que já nos atacava, atraia e cegava a muitos. /Pais vigilantes ajudam a não cair nesse canto ambíguo. Depois, pela vida, minha juventude passou... “mobilizando”, panfletando, e até pichando.

 Eram nossas únicas maneiras de dizer: estamos vivos e reagimos./ Aí Cuba foi boicotada e fomos pra rua! Chegaram os Atos Institucionais e... Rua! Prenderam e mataram nossos jovens e... fomos pra rua! Gritamos lindas palavras de ordem, e choramos nas ruas. Alguns até ousaram mais e morreram, isto é, foram mortos./Aí chegou a mídia, um presidente de esquerda, uma mulher na presidência. 

Continuamos na rua, agora mais esperançosos e esquecemos de aproveitar o tempo para nos amar mais, juntar mais e, quem sabe, cantar! – Cantamos músicas de protesto, dançamos nas ruas, manifestamos a alegria de ser e poder ter, coramos a morte, a violência. Prenderam o Lula! Alguns não tinham gostado da redução da pobreza, dos programas sociais, de trabalho farto, de direitos e deveres cumpridos. Enfrentamos e criamos um Brasil de quase amor. Mas... O que diriam os ignorantes privilegiados em suas campanhas? – Prenderam o Lula. Elegemos um “ser estranho’. Aí... pandemia, 700 mil mortos, dores e ranger de dentes. Faltou até oxigênio. Muitos deixaram cair suas máscaras políticas e uma multidão pelo mundo colocou máscara, ficou em casa e acostumou-se à mídia, inventaram as fake News e... o povo acredita mais numa mentira em nome de Deus que numa verdade permitida pelo Mesmo. 

Hoje estou me mobilizando. Ganhei de presente de aniversário uma passagem ida e volta para ver e ouvir Krenak, esse indígena forte, iluminado em palavras e ações e que entrou para a Academia Brasileira de Letras. Gratidão Raquel, Beatriz, Luiz Sérgio, gratidão professor Soler e todos e todas que na ânsia de dias mais amenos vamos aplaudir e celebrar com Krenak. Gratidão, companheiros de viagem pela vida. Nós somos o povo, aquele simplesinho que vai pra manifestações mobilizado pelo ideal. Sim, eu vou ver Krenak para fortalecer minha fé de saber “Onde Aterrar” e poder ajudar a “Adiar o Fim do Mundo”. 

Graça Andreatta 
em 01 de dezembro de 2023, sob o signo de sagitário e benzendo o mundo como nossos avós, ou fazendo a “dança da chuva” como nossos antepassados.