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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

MALCOLM X – LÍDER DA LUTA ANTIRRACISTA NO CORAÇÃO DO IMPERIALISMO * Organização Comunista Arma da Crítica/OCAC

MALCOLM X – LÍDER DA LUTA ANTIRRACISTA NO CORAÇÃO DO IMPERIALISMO

MALCOM X COM FIDEL EM NOVA YORK

Malcolm X foi assassinado há 60 anos, a 21 de fevereiro de 1965. Nascido no Nebraska em 1925, Malcolm se tornou órfão aos seis anos. Seu pai, um pregador batista ativista dos direitos civis, foi provavelmente assassinado por uma organização racista. 


Com a desestruturação familiar, Malcolm vive entre Boston e o Harlem e deixa a escola antes de completar o ensino médio, mesmo sendo um excelente aluno. Se envolve com consumo e tráfico de drogas, com lenocínio e assaltos. Em 1946 é preso e condenado a 11 anos de prisão, que cumpre no sistema penitenciário de Nova Iorque. Na prisão, Malcolm se cura do vício das drogas, devora livros na biblioteca prisional e se converte ao Islã. Sob a influência do irmão Reginald, se filiou à Nação do Islã, liderada por Elijah Muhammad, da qual se tornou um dos mais importantes porta-vozes.


A Nação do Islã pregava o separatismo entre negros e brancos, considerando os brancos como a fonte de todo o mal. A Nação do Islã cresceu, tendo em vista o extremo racismo e o verdadeiro apartheid a que eram submetidos os negros nos EUA.


Malcolm discordava de Martin Luther King, com suas ideias de não violência. O que era controversa, porque a visão de King sobre não violência implicaram resistência ativa e enfrentamento com o poder racista.


Com o tempo, Malcolm X identificou contradições e uma dupla moral na direção da Nação do Islã.  Inclusive um possível pacto de não-agressão com a Ku Klux Klan, desde que a Nação mantivesse o separatismo negro.


Malcolm X procura se aproximar do movimento dos direitos civis e critica a Nação do Islã por seu isolacionismo.

Em 1964, Malcolm X faz uma peregrinação a Meca. Lá vê crentes de todas as raças, unidos pela fé em Alah. Inicia seu amadurecimento político, no rumo do socialismo e do anti-imperialismo. Participa de congressos da Organização da Unidade Africana, se aproxima de Fidel Castro. Rompe com a Nação do Islã e funda a Organização da Unidade Afro Americana. 


Faz uma leitura de que o inimigo do povo negro é o racismo e não os brancos como um todo. Em um encontro público em Nova Iorque foi assassinado por membros da Nação Islâmica, com provável colaboração do FBI e da polícia de Nova Iorque. 

Malcolm X é um dos grandes nomes do movimento negro americano. Sua trajetória mostra que é preciso derrotar o capitalismo e o imperialismo para acabar com o racismo.

Para conhecer um pouco mais a história e a luta de Malcolm X sugerimos o filme Malcolm X, de 1992, dirigido por Spike Lee e que tem Denzel Washington no papel principal: https://www.youtube.com/watch?v=b09nrSfTAXs

Também indicamos o livro Malcolm X Fala: Os Últimos Anos de Vida de Malcolm X, publicado em 2021 pela Ubu Editora. Trata-se de coletânea de textos e discursos compilados por George Breitman e traduzido por Marilene Felinto.


MALCOM X / DUBLADO COMPLETO
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quarta-feira, 30 de outubro de 2024

NÃO ESTAMOS EM MINORIA, ESTAMOS DESORGANIZADOS! * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

NÃO ESTAMOS EM MINORIA, 
ESTAMOS DESORGANIZADOS!

Estamos acompanhando uma série de análises sobre a derrota da esquerda nestas eleições municipais de 2024. Algumas que buscam a sua razão na força da direita que detém, pelos fartos recursos, o poder de organizar e transmitir a sua ideologia à formação da falsa consciência do povo, Gramsci. 

Outras que tentam negar a derrota com pífios números que não traduzem a vitória nas capitais e outras grandes cidades. Porém, algumas análises que até reconhecem o insucesso, porém terceirizam a culpa com seus quase mantras, "não devíamos ter aceito tal coligação" , "deveríamos ter optado por um candidato mais conservador para alcançar os votos dos..." etc. 

Chegou a hora de nós do campo da esquerda termos a coragem de fazermos autocrítica. Levantarmos questões que abalem convicções, mesmo que caras para alguns, mas que podem, pelo menos, iniciar o debate que contribua aos nossos partidos à retomarem seus rumos como legítimas organizações populares e que representem realmente os anseios da classe trabalhadora: 

 1. Renovação de seus quadro com ações de formação política à consciência de classe: a teoria sem prática é morta, a prática sem teoria é cega, Lenin. 

 2. Cuidados com o personalismo: não temos lideranças. Não seguimos pessoas, mas ideais. 

 3. Retorno ao partido de base e não de cúpula. Nenhuma decisão sem consulta às bases: o povo tem vez, voz e voto! 

 4. Voltar a dialogar com o povo, da periferia às universidades: só com a mobilização popular se faz a transformação social. 

 5. Estar presente nas lutas populares: mandatos a serviço da luta! 

 6. Vigilância para não termos práticas estranhas aos partidos de esquerda, como autonomia dos eleitos, carreirismo, aparelhamento, tradicionalismo e direcionismo: a nossa práxis é fundada na dialética. 

 7. Vício eleitoreiro: o fim do partido legitimamente de esquerda não é a urna, mas a construção da luta de classe: só pela revolução socialista a classe trabalhadora ficará livre da exploração do patronato e das falsas promessas da direita de mitigação dos problemas sociais decorrentes da própria exploração.

Hora da mudança, sem medo de ser feliz!
Até a vitória, sempre! - 

Hélio Rios-SP
PASTOR FELIPE GIBRAM
ARMANDO BOITO JUNIOR
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