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sábado, 10 de maio de 2025

FRENTE POLISÁRIO 52 ANOS * Jorge Alejandro Suárez Saponaro/AR

FRENTE POLISÁRIO 52 ANOS 
Jorge Alejandro Suárez Saponaro

Em 10 de maio de 1973, nasceu a Frente Popular de Libertação de Saguía El Hamra e Río de Oro ou Frente Polisário .

A situação dos saarauis era incerta, dada a pressão do Marrocos e da Mauritânia sobre reivindicações territoriais e a abordagem ambígua e até contraditória da Espanha sobre o assunto.

 Cinquenta e dois anos se passaram e, apesar das condições adversas e da indiferença de grande parte da comunidade internacional, a Frente Polisário continua existindo, mantendo firmemente sua reivindicação de reconhecimento da liberdade do povo saarauí da ocupação.

O 52º aniversário da Frente Polisário encontra esse movimento de libertação nacional, após trinta anos de "paz, não guerra" desde o cessar-fogo assinado com o Marrocos, sob os auspícios das Nações Unidas, em 1991, mais uma vez se envolvendo em uma campanha militar de baixa intensidade como uma tentativa de aumentar a visibilidade global do conflito. Os chamados países democráticos, como a Espanha — a potência administradora de jure —, os Estados Unidos e a França, foram fundamentais na ocupação marroquina, que foi caracterizada por violações sistemáticas dos direitos humanos.

O veto francês, a indiferença dos Estados Unidos e o conflito geopolítico com a Rússia e a China impedem que o Conselho de Segurança das Nações Unidas não só estabeleça poderes de monitoramento de direitos humanos para a MINURSO , mas também de desempenhar um papel mais relevante desde os chamados incidentes de Guerguerat ocorridos em novembro de 2020, onde Marrocos violou claramente o cessar-fogo e os acordos de 1991.

A Frente Polisário , devido a uma série de fatores externos, não conseguiu desbloquear o processo de negociação com Rabat. O governo marroquino, durante o primeiro governo Trump, teve um sucesso real, de natureza mais política do que real, quando tornou o reconhecimento da soberania marroquina sobre as áreas ocupadas uma condição em troca do restabelecimento das relações com o Estado de Israel .

O Makhzen, apesar de não ter conseguido que nenhum país reconhecesse sua ocupação, fez progressos para legitimá-la. Uma estratégia inteligente de estabelecer consulados de vários países africanos nas zonas ocupadas, em aberta violação do direito internacional. Rabat mostrou-se uma “aliada” fiel à causa ocidental em África, o que lhe permitiu financiar um ambicioso programa militar com dinheiro das petromonarquias do Golfo . Na "frente espanhola", a Polisário foi abertamente traída por setores políticos que teoricamente poderiam ser simpáticos.

O presidente Pedro Sánchez serviu aos interesses marroquinos em um verdadeiro ato de traição ao seu próprio país. Os incidentes de 2021, em Melilla , com ondas de imigrantes, numa espécie de invasão pacífica. Ao mesmo tempo, o governo marroquino não hesitou em dar a conhecer os seus alegados direitos sobre os territórios soberanos espanhóis, que incluem as cidades de Melilla e Ceuta . A Espanha optou por uma política de apaziguamento, que incluiu a famosa "carta de traição" divulgada pela mídia espanhola, pela qual Madri aceitou o plano de autonomia como solução para o conflito no Saara Ocidental.

A guerra, travada pelas forças saharauis, dissipou as tensões internas na República Saharaui . Anos de frustração foram uma fonte de problemas, e a liderança da Frente Polisário, nas mãos de um "falcão" como Brahim Ghali , decidiu pegar em armas. Em última análise, Marrocos, ao invadir a zona-tampão, violou o Acordo Militar n.º 1 e quebrou o cessar-fogo, o que se somou à recusa em seguir o roteiro estabelecido no Plano de Resolução de 1991. O distanciamento e o aumento da competição geopolítica entre Argélia e Marrocos criaram as condições ideais para a mobilização das forças militares saarauís.

O XVI Congresso , realizado de 13 a 17 de janeiro de 2023, sob o lema: "intensificar a luta armada para expulsar o invasor e conquistar a soberania completa" , destacou os objetivos nacionais do povo saharaui, nesta fase da sua história, sob a liderança da Frente Polisário . O caminho armado é resultado de um intenso debate estratégico que já dura vários anos. O cenário global de intensa competição entre os Estados Unidos e seus aliados, versus Rússia e China, está paralisando as Nações Unidas.

Os saharauis também foram vítimas da “realpolitik” . Enquanto Marrocos garantir o fornecimento de fosfatos e não afetar os interesses ocidentais no Norte da África, ele terá carta branca para abusar dos saarauis. A Frente Polisário reconheceu esta situação, destacando o valor de dois atores regionais: Mauritânia e Argélia.

No caso do primeiro, a pressão de Rabat é intensa, mas os setores nacionalistas continuam sendo aliados em potencial da Polisário, dado o medo de que o estado mauritano seja satélite de Rabat. A travessia ilegal de Guerguerat está ligada a essa manobra, bem como à hábil política de "soft power" do rei marroquino na região. A Argélia é um ator importante que, graças à guerra na Ucrânia , se tornou um elemento-chave como fonte de energia alternativa ao gás e petróleo russos para os europeus.

O último Congresso da Polisário aprovou uma estratégia nacional para mobilizar todos os recursos nacionais para enfrentar a campanha militar. Do ponto de vista interno, os saharauis mantêm, sem dúvida, uma forte unidade graças a um discurso nacionalista, apesar de certas manobras promovidas pelo Marrocos por setores dissidentes da Polisário sediados na Mauritânia, que acabaram por não dar em nada. No plano internacional, a Frente conta com o apoio da União Africana , especialmente nos países de língua inglesa, liderados pela África do Sul.

Marrocos não reconhece abertamente a existência de uma guerra , mantendo uma estratégia defensiva com respostas limitadas, especialmente através do uso de veículos aéreos não tripulados, ou drones, dos quais possui um arsenal significativo graças às compras da China, Israel e Turquia.

Muitos ataques resultaram em mortes de civis, provocando protestos na Mauritânia e especialmente na Argélia. Embora o tom do discurso não tenha ido além do exagero, a possibilidade de conflito armado continua descartada por enquanto. O grande desafio é dar visibilidade ao conflito e mobilizar a opinião pública internacional. Não menos importante é o recente pedido do Conselho da Europa ao governo espanhol para suspender a cooperação fronteiriça com o Marrocos, após graves incidentes entre forças de segurança marroquinas e imigrantes que tentaram cruzar a cerca de segurança em junho de 2022. Este foi um escândalo internacional. A reação da União Europeia foi bastante tímida.

A liderança da Polisário mantém seu compromisso de manter um conflito de escala limitada, em um contexto em que o Ocidente está perdendo terreno na África e onde o papel da Argélia como potência do Magrebe é fortalecido por importantes acordos energéticos. Até a França observou de perto o crescente poder de Argel. Os saarauis estão aproveitando esta situação para obter maior apoio político e material para encontrar algum tipo de solução para o conflito.

No contexto de uma situação verdadeiramente adversa, a liderança da Frente Polisário conseguiu manter a sua unidade, os mecanismos de consenso através dos Congressos e impediu com sucesso que o vírus do islamismo radical afetasse os saarauis, ao contrário de outros países da região, como o Mali ou a zona do Saara Sahel , que têm de sofrer as ações de poderosos grupos terroristas que causaram milhares de deslocados. A República Saaraui conseguiu sobreviver num período sem paz, sem guerra, de 1991 a 2020.

Tentativas de obter novo reconhecimento têm sido muito limitadas desde a década de 1990. A América Latina , que ofereceu um espaço favorável para isso, teve resultados apenas parciais, mas com marcos muito relevantes como a Colômbia, com o presidente Petro, que estabeleceu relações diplomáticas entre seu país e a República Saaraui.

No Uruguai, apesar da pressão do Marrocos , uma embaixada saarauí ainda permanece. A estratégia de obtenção do reconhecimento internacional da existência de um Estado saarauí não teve definições claras.

A pressão do regime marroquino – que este correspondente vivenciou em primeira mão em 2017 – sobre os governos para que não reconheçam a República Saharaui , ou pelo menos não recebam os Delegados da Frente Polisário , tem sido muito intensa na América Latina . A abertura dos políticos locais à corrupção ajuda o regime de Makhzen a "convencer" as pessoas a não reconhecer a República Saaraui e até mesmo a ganhar apoio para sua posição anexacionista, ao mesmo tempo em que oculta os crimes contra a humanidade que cometeu desde a invasão de 1975.

O contexto geopolítico da região do Magrebe , e outras razões, levaram a Frente Polisário a tomar medidas armadas. Não há dúvida de que a cumplicidade do Ocidente, especialmente dos Estados Unidos, da Espanha, da França e do resto da União Europeia, contribuiu de uma forma ou de outra para apoiar a ocupação marroquina.

O seu silêncio é cúmplice e está sujeito a um verdadeiro duplo padrão, dado que a invasão marroquina foi condenada na Assembleia Geral das Nações Unidas e os tribunais da União Europeia têm sido contundentes quanto ao estatuto jurídico do Saara Ocidental.

Os políticos espanhóis, com sua indiferença à Frente Polisário, apenas prejudicam os interesses da Espanha ao serem cooperativos com seu adversário geopolítico, Marrocos, e cúmplices na violação dos direitos humanos nos territórios ocupados.

Acreditamos que, no futuro, o grande desafio da Frente será retomar o caminho da obtenção de um novo reconhecimento da República Saharaui como Estado . O papel das Nações Unidas nesse processo ficou completamente obscuro e, dado o cenário internacional, a Polisário terá que repensar caminhos alternativos para substituir o roteiro do Plano de Resolução de 1991.

NO TE OLVIDES DEL SAHARA OCCIDENTAL

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domingo, 18 de agosto de 2024

É ABJETA A POSIÇÃO DE LULA SOBRE A VENEZUELA * CEP MAGALHÃES/LÚCIO CARRIL-SP/José Sant Roz-VE

É ABJETA A POSIÇÃO DE LULA SOBRE A VENEZUELA
MENSAGEM AO PRESIDENTE LULA
ATÍLIO BORON.AR

É absolutamente abjeta e irresponsável a posição de governo Lula de não reconhecer o resultado oficial da eleição presidencial da Venezuela, onde o atual presidente Maduro venceu por 51%. Apoiar uma proposta de novas eleições, que nenhum dos lados venezuelanos aceita, mostra que o governo brasileiro não respeita a Venezuela.

Independente de qualquer juízo de valor e/ou avaliação político ideológica que se possa ter do cenário político venezuelano, essa atitude demonstra que o Brasil aderiu a política imperialista americana de intervir em países, não respeitando auto determinação dos povos.

Vergonhoso para um governo que se diz progressista, de esquerda e que afirma ter como política externa a integração da América do Sul. Tremenda bola fora do Lula, talvez seja por isso que os pares do Brasil nos BRICS+ atualmente olham o país com suspeitas quanto a posição de fortalecimento político, econômico e militar do Sul Global contra o império do OTANISTÃO (EUA, EUROPA E OTAN).

O governo brasileiro tem recuado em muitas posições de enfrentamento contra o império americano, fazendo na política externa a mesma coisa que faz na política interna: não enfrenta ninguém, concilia com tudo. Como já foi avisado, conciliar, conciliar, conciliar, abre espaço para golpe. 

É o que o horizonte aponta...


O ABESTALHAMENTO DO LULA*

Tem muita gente me perguntando sobre minhas postagens de indignação com o Lula em relação à Venezuela. Sim, estou indignado com esse desvio de posição e de postura dele. Não é possível que ele não perceba o que está acontecendo no mundo.

Estamos vivendo o momento histórico mais importante depois da segunda guerra, com o declínio dos Estados Unidos como única potência econômica mundial.

Caminhamos agora para um mundo multipolar, o que pode dar um maior equilíbrio nas relações internacionais.

O velho xerife está desesperado, bancando a guerra da Ucrânia, o genocídio do povo palestino e atacando países que têm alguma riqueza para ser saqueada.

Sua derrota é inevitável. A China já vem assumindo protagonismo e, segundo previsões, em 2030 será a maior economia do mundo.

Essa perspectiva está levando o Tio Sam ao desespero.
O foco dos Estados Unidos na Venezuela é o petróleo. Os ianques precisam saquear a maior reserva de petróleo do mundo para tentar superar a recessão pela qual passa o país e ganhar uma sobrevida como império.

O que vem me chamando a atenção é o Lula se alinhar com um império em declínio e fortalecer a política intervencionista e imperialista dos Estados Unidos, logo agora que a correlação de força internacional aponta para uma mudança.

Ou o Lula está se abestalhando ou está mudando de lado. Mas justo agora, quando os BRICs podem ter um grande protagonismo mundial?

Entre EUA e Venezuela, temos sempre que ser Venezuela. Nosso aliado histórico é o bolivarianismo, assim como nosso algoz é o imperialismo ianque.

Se alinhar com os Estados Unidos é de uma estupidez sem tamanho. Ninguém abraça um inimigo quando ele está caindo. Se o fizer, cairá junto.

Lula tem que fortalecer os BRICs e a América do Sul. Sua busca para se tornar líder mundial tem que ser focada na nova ordem e no fortalecimento dos países em ascensão.

Agradar os americanos do norte é muito feio e extemporâneo.

Lúcio Carril
Sociólogo
*
Foi assim que o Golpe foi montado: com o “Painel de Especialistas da ONU”, Carter Center, UE e o canalha Lula!..*.

*Por José Sant Roz*

Por acreditarem na prostituta e criminosa “democracia ocidental”, quase nos derrubaram no dia 28-J. Porque queremos mostrar ao mundo o quanto somos transparentes, o quão poderosa é a organização e a força popular do Chavismo, a força inviolável da nossa CNE, a paz e a segurança sólidas que reina nas nossas instituições..., por tudo isso, decidimos a um grande setor da comunidade ocidental, e novamente, não percebemos que no meio estão os eternos cavalos de Tróia a serviço dos gringos, como o Brasil e a Colômbia, que por motivos de inveja e seus nefastos propósitos geopolíticos, trouxeram a adaga embainhada. Acrescente a isso que confiamos no *CARTER CENTER,* uma agência gringa que nunca poderia aceitar uma vitória de Maduro... Esses esfaqueamentos tortuosos seriam acompanhados pela publicação do relatório do cara *PAINEL DE ESPECIALISTAS DA ONU ,* que também estiveram envolvidos no plano golpista, que agora saem para dar a desculpa de que “medidas básicas de integridade e transparência não foram cumpridas”. Este painel grosseiro usa a falácia e o ridículo de que a ata não foi publicada. Palha pura e criminosa. De forma perversa, este *PAINEL DE ESPECIALISTAS DA ONU*, dá como vencedor o fantoche de Edmundo González, ou seja, para eles *TRANSPARÊNCIA, INTEGRIDADE E FORMALIDADE DEMOCRÁTICA PRECISA*.

Temos que estar sempre lembrando da frase do *CHE, que não se deve acreditar nem um pouco assim nos gringos* e quando falamos de gringos estamos nos referindo também aos covardes e miseráveis ​​que se refugiam na posição retórica de um certos “ESQUERDA”, como Lula, Boric ou Petro. *Lembre-se também sempre do que a União Europeia fez a Gaddafi, quando ele cometeu o erro de confiar em Zarkozi e Berlusconi.*

Acontece agora que a direita mundial apoia a posição do miserável *Celso Amorim (principal assessor de Lula em política internacional), que sugeriu a mesma coisa proposta por Tomás Guanipa (Tequeño Crudo) de que as eleições na Venezuela deveriam ser repetidas*. Mesmo que nós chavistas conseguíssemos 99% dos votos, aqueles filhos da puta como Lula não parariam de cantar *FRAUDE!*

Lula está aprendendo com as viagens, emboscadas e armadilhas da direita e quer aplicá-las em nós. E faz isso por inveja da Venezuela. *Aplicar o que fizeram a si mesmo, a Allende, a Juan Bosch, a AMLO, a Pedro Castillo, a Zelaya e Dilma. Em particular, como já dissemos em outras obras, o exército brasileiro quer assumir o papel de sub-império na América Latina. Temos que ser muito claros sobre isso.*

*Extraordinária é a POSIÇÃO da nossa Assembleia Nacional, decidindo que aqueles grandes bastardos estrangeiros nunca mais virão aqui para supervisionar as nossas eleições.* O Brasil sabia o que os EUA e seus agentes internacionais estavam tramando e se preparou para a emboscada. *Lula já havia discutido isso com o Departamento de Estado, porque o plano, NÓS INSISTIMOS, é tentar por todos os meios enfraquecer e subjugar a Venezuela, em benefício dos interesses imperialistas da potência hegemônica do Brasil.* É por isso que Lula vem quer dizer que A solução para a “crise venezuelana” é repetir as eleições (TEQUEÑO CRUDO II). Que desta forma todas as dúvidas e suspeitas seriam esclarecidas.

*Esse anão subimperialista Lula, na última sexta-feira, 9 de julho, em reunião ministerial de seu governo, sustentou que a solução para nossa CRISE é convencer Maduro de que não houve clareza no processo eleitoral de 28-J e que a solução é repeti-los. …, e é por isso que AMLO começou a compreender que por trás destas propostas há algo muito obscuro, por isso decidiu distanciar-se*. *No caso do Petro só obedece o que o gringo que os EUA o nomearam como chanceler decidir.*-

terça-feira, 27 de julho de 2021

CUBA: IMPERIALISMO Y REVOLUCION * Frente Aintiimperialista Internacionalista/FAI-ES

CUBA: IMPERIALISMO Y REVOLUCION 

NACIONES UNIDAS BLOQUEO PANDEMIA Y

COMANDO SUR

El pasado domingo 11 de julio produjo un hecho inédito en la historia de la revolución cubana, grupos de personas en diferentes puntos del país salieron a la calle a manifestarse en contra del gobierno y de la revolución. El único antecedente fue en 1994, en el momento más duro del periodo especial, tras el hundimiento del bloque socialista y en una situación de penuria terrible. Aun así, en esa ocasión fue un hecho puntual que se circunscribió al malecón habanero y que duro apenas unas horas.

Lo que ha sucedido ahora merece ser evaluado con rigor. En este texto trataremos de contestar a cuatro cuestiones: Cuál es el contexto en que se ha producido, qué ha pasado, porqué ha pasado y qué hacer.

El contexto geopolítico

Hace algunos años se constató el declinar de la hegemonía estadounidense, es decir, la pérdida de su capacidad para dirigir el mundo, para decidir unilateralmente el destino del planeta. En ese momento, ya se planteó que a corto plazo América Latina sería un objetivo central para EEUU. Un espacio que siempre consideró suyo: su “patio trasero” sobre el que no toleraría la presencia de otras potencias (la “doctrina Monroe”). América Latina contiene recursos naturales para abastecer las necesidades del modo de vida estadounidense: agua, hidrocarburos, minerales estratégicos, tierras fértiles, población suficiente para producir y consumir, etc. y además, está al alcance de la mano.

Para que todo eso esté a su disposición necesita dominar totalmente ese espacio y que nadie interfiera en ese dominio, necesita recolonizarlo acabando con los focos de resistencia que defienden su soberanía e independencia. Necesita impedir que otras potencias establezcan lazos con ese territorio y alienten el multilateralismo, fomentando vías de cooperación que no responden a los intereses de los EEUU sino todo lo contrario.

Todo indica que América Latina está en un ciclo en el que los gobiernos claramente pro-imperialistas están en declive tras largos periodos neoliberales. Además, nuevos gobiernos soberanistas acceden al poder como en los casos de Perú, Bolivia y México. También nos encontramos con Chile y Colombia, en donde se están produciendo grandes movilizaciones sociales, y un probable triunfo de Lula en Brasil. Existen situaciones menos definidas como la de Argentina, que en cualquier caso no es del agrado de EEUU.

A todo lo anterior hay que añadir el trío de países irreductibles, Cuba, Venezuela y Nicaragua, que constituyen el principal escollo para la recolonización de América Latina a manos de los EEUU. Los tres países defienden inequívocamente su soberanía, asumen profundas transformaciones sociales y, singularmente, sus fuerzas armadas, por su

origen, composición y papel social, son muy poco o nada vulnerables a las manipulaciones del imperio. Al menos, así lo considera el almirante Craig S. Faller, jefe del Comando Sur de Los Estados Unidos, que, en su comparecencia ante el senado el pasado 13 de marzo, dijo que países como Cuba, Venezuela y Nicaragua perpetúan la corrupción, desafían la libertad y la democracia y son una amenaza directa para el territorio estadounidense. Faller reconoció que estos países constituían un desafío al que, decía: “No podemos enfrentarnos por nuestra cuenta”. Y añadía: “La única forma de contrarrestar estas amenazas es fortalecer a nuestros socios en la región”, en referencia a Colombia y Brasil. Una vez más, se trata de desatar una guerra en la región. Una guerra que impida cualquier alianza antiimperialista y en la que, además, los muertos los pongan otros. Los antecedentes de Yugoeslavia y Oriente Próximo permiten considerar que no se trata de mera propaganda, sino del anuncio de una estrategia de intervención que cuenta con numerosos antecedentes.

En plena pandemia, los ataques se han intensificado. En Nicaragua, por ser un año de elecciones, siempre propicio para desplegar la guerra híbrida. En Venezuela, para preparar nuevos escenarios utilizando a Colombia para iniciar la guerra que pretende Faller. Y en Cuba, para aumentar las sanciones y alentar una intervención desde el exterior.

A lo largo de toda su historia revolucionaria, Cuba no ha dejado de ser agredida de todas las formas posibles: Desembarco de miles de mercenarios en playa Girón, bombardeo del aeropuerto José Martí, bandas armadas en el Escambray, derribo de un avión de Cubana de Aviación, actos terroristas, bombas en hoteles, ametrallamientos en la costa, guerra biológica, y de forma permanente, una guerra económica que dura más de 60 años, que los cubanos llaman bloqueo por su contenido y el imperio, embargo para ocultar su naturaleza. El 6 de abril de 1960, en el memorando del Departamento de Estado de Estados Unidos se recogía: Implementar “todas las medidas posibles para debilitar la vida económica, negándole a Cuba dinero y suministros”. Como siempre, en paralelo a sus campañas de propaganda, en las que el imperio se autodefine como defensor de la libertad, la democracia y los derechos humanos, aparecen los informes oficiales, en los que se declaran abiertamente sus verdaderos objetivos.

Este bloqueo es el cerco económico comercial y financiero de cualquier actividad del país. Para que sea efectivo, se ha desarrollado durante más de sesenta años un complejo entramado de medidas que tratan, por un lado, de asegurar que productos estratégicos para el desarrollo y la supervivencia del país no lleguen a Cuba; por otro, se trata de evitar que existan resquicios por donde pueda ser sorteado. Para hacerse una idea de su magnitud, hay que señalar que a las medidas ya existentes, se han añadido otras 242 nuevas que han sido implementadas durante el mandato de Trump (ninguna de ellas ha sido derogada por Biden). Para entender su alcance, se calcula que el bloqueo supuso, entre abril de 2019 y diciembre de 2020, la pérdida de 9.157 millones de dólares y en el cómputo total de las 6 décadas, una pérdida a la nación cubana de 147.853 millones de dólares.

Durante la pandemia, no solo no han cesado las agresiones a Cuba, sino que han llegado directamente al crimen. Las compañías IMT Medical AG y Acutronic Medical System AG mantenían relaciones comerciales con Cuba para el suministro de equipos médicos hasta que fueron compradas por la compañía estadounidense Vyaire Medical Inc. El resultado fue que se suspendió la entrega a Cuba de ventiladores para la respiración asistida a los enfermos críticos del COVID 19. ¿Acaso esto no es un acto criminal en sentido estricto?

Esta denuncia podría ser solo una opinión más si no fuera porque está respaldada por el 95,33% del total de países que conforman Naciones Unidas. El 23 de junio de 2021, la Asamblea General de Naciones Unidas, debatió y voto una resolución presentada por Cuba con el título “Necesidad de poner fin al bloqueo económico, comercial y financiero impuesto por los Estados Unidos de América contra Cuba”. La Resolución fue aprobada por 184 votos a favor, 2 en contra y 3 abstenciones, 4 países no votaron.

El resultado no ofrece la más mínima duda; más aun si se tiene en cuenta que viene siendo prácticamente el mismo desde 1992. Es decir, no es fruto de una circunstancia sino de un profundo convencimiento de la inmensa mayoría del planeta, incluidos la mayor parte de los aliados de EEUU.

Si esto de por si es relevante, lo es mucho más si prestamos atención a lo que se ha aprobado. En efecto, que EEUU salga derrotado estrepitosamente en NNUU es un acontecimiento singular; que lo haga frente a un enemigo al que califica de dictadura que vulnera derechos humanos, lo es más; pero lo es aún más, por lo que se ha aprobado en la resolución A/75/L.97: “El respeto estricto a la carta de NNUU”, “la igualdad soberana de los estados, la no injerencia, la no intervención”. Con respecto a EEUU, la resolución cita que “se continúan promulgando y aplicando leyes como la Helms-Burton que tienen efectos extraterritoriales, afectan a la soberanía y a la libertad de comercio y navegación”. Añade una petición a los estados para “que tomen las medidas necesarias para derogarlas o dejarlas sin efecto”. Si Naciones Unidas fuera efectivamente un organismo democrático, solo por lo anterior, EEUU tendría que ser considerado un país canalla al margen de la comunidad internacional.

En estas circunstancias, resultan patéticos los alegatos presentados por el representante de EEUU en la asamblea general, Rodney Hunt, insistiendo en las buenas intenciones del bloqueo: “Las sanciones buscan promover la democracia, promover el respeto a los derechos humanos”.

Que ha pasado en Cuba

Dieciocho días después de esta votación en NNUU, el 11 de julio, se inicia una serie de movilizaciones en 12 puntos del país (en la capital, algunas ciudades importantes y lugares más pequeños); la asistencia fue muy desigual, desde cuatrocientas a menos de un centenar. Se lanzaron consignas contra el gobierno y contra la Revolución con una fuerte carga ideológica, llegándose a pedir la intervención de EEUU. Los motivos: el desabastecimiento de productos de primera necesidad, incluidas medicinas y los cortes de electricidad. En ambos casos, problemas a los que no hay que quitar importancia. Hay que añadir que, en la mayoría de los casos, los

convocados actuaron con violencia, en algunos momentos extrema, armados con machetes, asaltaron y saquearon comercios, asaltaron hospitales, volcaron coches y realizaron intentos de asalto a puestos de policía. Pese a todo, no hubo cargas policiales y excepto algún caso puntual, la policía actuó con prudencia. Sí hay que resaltar, que en un asalto a una estación de policía, se produjo la única víctima mortal de estos sucesos.

Desde el mismo momento del inicio de las manifestaciones, las redes sociales retrasmitieron los sucesos con un despliegue inusitado, repitiendo constantemente los mismos mensajes y consignas, portando los mismos símbolos patentados por fundaciones radicadas en Miami y financiadas por los EEUU; todo indica que no se trató de actos espontáneos sino inducidos y organizados dentro y fuera del país. En poco tiempo, aparecieron videos con tratamiento de imágenes y montaje de audios superpuestos, mezclando las tomas de estas acciones con imágenes de otros lugares del mundo e incluso con imágenes de grandes movilizaciones revolucionarias en la misma Cuba.

Una autentica orgía de fake news recorrió el mundo construyendo una imagen de caos y desesperación de enormes proporciones. Los informativos del imperio y sus aliados se sumaron a la fiesta y de inmediato lo hicieron los medios convencionales. El engaño fue tan superlativo que pasada la euforia, los desmentidos son la verdadera noticia, aunque la campaña continúa hoy día.

Hay que señalar que el despliegue de la instrumentación de los medios fue extraordinario, los robots multiplicaban incesantemente los mensajes, proyectando la imagen de un seguimiento y apoyo masivo universal. España fue el centro operativo de esta maniobra. Dentro de esta vorágine, no faltaron los mensajes que pedían el asesinato de personas destacadas por su identificación con la Revolución o que ofrecían una tarifa de pagos por imágenes de lesionados por la policía, no importaba si eran lesiones fingidas, autolesiones o lesiones causadas a terceros, por supuesto, la imagen mejor pagada era la de un “niño herido por la policía”.

Las redes han mostrado su potencial como instrumento de intervención, articuladas en un enorme complejo en donde actúan corporaciones, agencias estatales y privadas, en las que se integran figuras individuales y tienen un alcance ilimitado. Si añadimos que lo que se publica no tiene ningún mecanismo de verificación, estamos en condiciones de afirmar que la realidad virtual construida, por más absurda y disparatada que objetivamente sea, es la realidad para la mayoría de los receptores de estos mensajes. Es así como la mentira y la manipulación pasan a ser el cuerpo del mensaje dominante y la libertad de expresión pasa a ser la libertad para engañar, para confundir y para alienar.

Nada de esto se puede comprender si no entendemos que estamos hablando de una guerra, de la guerra asociada al imperialismo, a la que hemos denominado guerra mundo, y en esta guerra, el arte del engaño es el que conduce al éxito. Han de engañar y confundir al enemigo, han de alentar la agresividad de los suyos, han de minimizar y negar los éxitos de quienes consideran sus enemigos, han de engrandecer sus acciones, sus

supuestos enemigos son criminales, pero ellos se muestran generosos y actúan en defensa de los más altos valores de la humanidad.

Poco importa que su único apoyo en la votación contra el bloqueo del 23 de junio fuera el ente sionista de Israel, racista, supremacista, que practica el apartheid, condenado innumerables veces en NNUU; ni que las únicas abstenciones fueran las de Colombia, un narco estado que cuenta sus víctimas por miles; la de Ucrania, un régimen neonazi que tomó el poder en un golpe de estado; y Brasil, un régimen ultra neoliberal surgido de un golpe judicial que ha dejado a su población indefensa frente a la Covid.

Cuando las autoridades cubanas cerraron la vía toxica de internet, en un informativo de Radiotelevisión Española un manifestante declaraba: “Nos han quitado internet y nos han desarmado”. Efectivamente, en esta guerra, sin dirección ni consignas ni propaganda del imperio, sus vasallos no pueden hacer nada.

Por qué ha pasado

Ya hemos comentado las difíciles condiciones de la isla, el desabastecimiento, las dificultades en la atención sanitaria y los cortes en el suministro eléctrico; todos ellos, factores objetivos de las condiciones de vida, pero hay que prestar atención a otros dos condicionantes. Por un lado, a la existencia de sectores de población con rasgos de marginalidad que la Revolución, pese a sus esfuerzos, no logra integrar en el proyecto revolucionario; son sectores a los que no ha llegado la Revolución. Esta población ha aumentado y se ha agudizado su situación con el crecimiento de la desigualdad en el nuevo modelo económico. Por otro lado, la necesidad y la urgencia del imperio por doblegar a América Latina y sobre todo, a los países que lideran las luchas por la soberanía y la independencia, sin ninguna duda, Cuba es una pieza esencial de ese liderazgo.

El “patio trasero” está revuelto: China avanza en su plan de inversiones; hace pocos días una compañía china ganaba un concurso para el suministro eléctrico en Brasil y Rusia es el referente del equipamiento militar por su relación con Venezuela. Todo ello, reflejado en las recientes declaraciones de estos dos países que, refiriéndose a los sucesos en Cuba, anunciaron que no permitirían intervenciones externas en la isla.

Además, los resultados de la votación en NNUU contra el bloqueo, demandaban del imperialismo la vuelta a la carga, criminalizando a la Revolución y haciéndola responsable de todos los problemas de la población. Sus agentes en las redes repitieron hasta el infinito que el bloqueo no existe y que las medidas que se toman solo afectan a los dirigentes del país.

Cuál es la posición del FAI

En primer lugar, compartimos y apoyamos la respuesta que ha dado el Gobierno Revolucionario: Es la población y el partido quienes tienen que asumir un papel protagónico y evitar, en la medida de lo posible, una confrontación directa con las fuerzas de seguridad. Por eso son muy pocas las escenas de violencia policial y sí abundan las de la población protegiendo a la policía. Del mismo modo, compartimos el criterio

anunciado de una verificación selectiva de los delitos cometidos y una aplicación contundente de la ley para quienes hayan puesto en riesgo la vida de las personas y hayan atentado contra bienes públicos. También compartimos el criterio de mantener la calma, renunciar a las respuestas improvisadas a las provocaciones y enfrentar de forma urgente los problemas detectados.

Pero hemos de buscar también nuestro papel en este momento. Se trata, por un lado, de desenmascarar la maniobra de EEUU, de denunciar una vez más la utilización de los supuestos fines altruistas de los derechos humanos como vía de intervención, la destrucción de gobiernos, estados y organización social bajo la “responsabilidad de proteger”. Es necesario exigir a EEUU que proteja a su población de la pandemia que, en ese país, ha costado más de 600 mil muertos (más víctimas que en la Segunda Guerra Mundial). Que acaben con el supremacismo blanco y defiendan los derechos de los afrodescendientes y de los latinos, que demuestren en su propio territorio que defienden los derechos humanos antes de reclamarlos en ningún lugar del mundo. En definitiva, hemos de luchar por impedir que la agonía hegemónica de EEUU sea un nuevo azote para la humanidad.

Por otro lado, hemos de intensificar la unidad de las resistencias a todas las escalas, sentir que cada agresión imperialista es una agresión a cada uno de nosotros. En un mundo cada vez más confuso, caminar con paso firme hacia el internacionalismo como expresión política de la solidaridad.

Ahora, con más fuerza que nunca, conocer y comprender la Revolución Cubana, defenderla, respetarla y no juzgarla.

26 de julio de 2021

terça-feira, 11 de maio de 2021

CARTA DE REPUDIO AOS ATAQUES DE ISRAEL À PALESTINA * Partido Comunista do Povo Brasileiro/PCPB

 PARTIDO COMUNISTA DO POVO BRASILEIRO PCPB


CARTA DE REPUDIO AOS ATAQUES DE ISRAEL À PALESTINA


As ações do Estado de Israel contra a Palestina vem recebendo o mais veemente repúdio de toda a comunidade internacional em defesa do


DIREITO DE AUTO DETERMINAÇÃO DOS POVOS. 


Frente aos trágicos acontecimentos em Jerusalém, capital da Palestina, e em todo o país, bem como dos bombardeios criminosos a Gaza, que já fazem dezenas de mortes, crianças incluídas, e centenas de feridos, o Partido Comunista do Povo Brasileiro - PCPB -  empenha o seu grito de protesto:


TODO APOIO AO POVO PALESTINO!


Nesse sentido, rechaça o apartheid e a limpeza étnica na Palestina, expulsando moradores de suas casas para beneficiar judeus; acusa Israel pela judaização de Jeruzalem impedindo a realização de cultos e atos religiosos tradicionais; e vem publicamente denunciar o projeto metódico do estado racista de Israel de despalestinização, descristianização e desislamizaçaõ para se apoderar da cidade sagrada de diversos povos.


Porquanto, reforça as denúncias de que o sionismo é a mais repulsiva forma de racismo nos dias atuais e que Israel é um regime de apartheid, conforme apontam documentos da ONU, de outras organizações internacionais e de diversas ONGs de direitos humanos, dentre elas Human Rights Watch e B’Tselem, a maior israelense do gênero, crime apurado pelo Tribunal Penal Internacional, somado aos de guerra e de lesa humanidade.

Finalisa apelando às autoridades, organizações da sociedade civil e aos povos irmãos que denunciem os crimes de Israel na Palestina e apoiem a luta do povo palestino para seguir vivendo em paz em sua terra, o Estado da Palestina, com Jerusalém sua capital.

TODO APOIO ÀS LUTAS DO POVO PALESTINO

TODO RESPEITO AO DIREITO DE AUTO DETERMINAÇÃO DOS POVOS

Secretário Geral: George Kunz 

PARTIDO COMUNISTA DO POVO BRASILEIRO

PCPB

*

quarta-feira, 31 de março de 2021

DIA DA TERRA PALESTINA / NOTA DA FEPAL * FRT/BR

 DIA DA TERRA PALESTINA

Há 45 anos, em Nazaré, a polícia de Israel matou seis palestinos numa manifestação pacífica contra o roubo de terras para a construção de assentamentos judaicos. Desde então, o 30 de março é relembrado como o Dia da Terra Palestina, uma das principais datas do calendário nacional palestino e um dos grandes marcos da resistência contra a colonização israelense. 

Os protestos de 1976 mobilizaram milhares de pessoas em toda a Palestina histórica, da Galileia ao Al Náqab, sobretudo nas cidades que haviam sido colocadas sob toque de recolher pelas forças de ocupação do regime. Além das mortes, centenas de pessoas ficaram feridas e muitas foram presas. 


Todos os anos no Dia da Terra a população palestina promove atos, em vários lugares do mundo, para celebrar a resistência e denunciar os crimes do regime supremacista israelense e de seu projeto colonial, que segue em franca expansão. Muitas pessoas plantam uma oliveira para celebrar a data. A árvore símbolo da cultura palestina, fonte de renda para muitas famílias, é um dos alvos favoritos de Israel, que as destrói aos milhares todos os anos. 


Sempre teremos gente para plantar. Eles podem até nos derrubar, nos arrancar de nossa terra, mas enquanto algum de nós ainda estiver vivo, seguiremos semeando novos frutos e RESISTIREMOS. 


Viva a Terra Palestina!

(Nota da FEPAL - https://fepal.com.br/ )


APELO DA CRIANÇA PALESTINA

(Texto do Mural da Feira de Nova York em 1964)

Antes que te vás,
poderás gastar mais um minuto
para ouvir uma voz sobre a Palestina
e talvez ajudar-nos a consertar um mal?

Sempre, desde o nascimento de Cristo, 
e, mais tarde, com a vinda de Maomé,
cristãos, judeus e muçulmanos, crentes num só Deus,
lá viveram juntos em pacífica harmonia.

Por séculos, foi assim,
até que estrangeiros vindos de fora,
dizendo uma coisa e pensando outra,
começaram a comprar terra e agitar o povo.

Os vizinhos tornaram-se inimigos
e brigaram uns com os outros.
Os estrangeiros, considerados, um dia, vítimas do terror,
tornaram-se feros profissionais do terror.

Procurando a paz a todo custo,
inclusive ao custo da justiça,
o cego mundo, em solene assembleia,
dividiu a terra em duas,
pondo de lado
o direito de autodeterminação.

O que daí se seguiu, talvez o saibas:
buscando remediar o mal, 
nossos vizinhos mais próximos
tentaram ajudar-nos em nossa causa,
e, por motivo fora de seu controle,
não o conseguiram.

Hoje, há um milhão de nós,
alguns como nós, mas muitos como minha mãe,
passando a vida na miséria do exílio,
esperando a volta ao lar.

Mas, mesmo agora, 
para proteger seus ganhos mal adquiridos,
como se a terra fosse sua e tivessem esse direito,
ameaçam perturbar o curso do Jordão
e fazer o deserto florescer de guerreiros.

E quem os deterá?
O mundo parece não se preocupar
ou está cego ainda.
Por isso estou contente de teres parado
e escutado a história.

(in LAMENTO DOS OPRIMIDOS, Missão da Liga dos Estados Árabe - 1971. Mansour Chalita, Rio de Janeiro-RJ 1971)