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quarta-feira, 31 de março de 2021

DIA DA TERRA PALESTINA / NOTA DA FEPAL * FRT/BR

 DIA DA TERRA PALESTINA

Há 45 anos, em Nazaré, a polícia de Israel matou seis palestinos numa manifestação pacífica contra o roubo de terras para a construção de assentamentos judaicos. Desde então, o 30 de março é relembrado como o Dia da Terra Palestina, uma das principais datas do calendário nacional palestino e um dos grandes marcos da resistência contra a colonização israelense. 

Os protestos de 1976 mobilizaram milhares de pessoas em toda a Palestina histórica, da Galileia ao Al Náqab, sobretudo nas cidades que haviam sido colocadas sob toque de recolher pelas forças de ocupação do regime. Além das mortes, centenas de pessoas ficaram feridas e muitas foram presas. 


Todos os anos no Dia da Terra a população palestina promove atos, em vários lugares do mundo, para celebrar a resistência e denunciar os crimes do regime supremacista israelense e de seu projeto colonial, que segue em franca expansão. Muitas pessoas plantam uma oliveira para celebrar a data. A árvore símbolo da cultura palestina, fonte de renda para muitas famílias, é um dos alvos favoritos de Israel, que as destrói aos milhares todos os anos. 


Sempre teremos gente para plantar. Eles podem até nos derrubar, nos arrancar de nossa terra, mas enquanto algum de nós ainda estiver vivo, seguiremos semeando novos frutos e RESISTIREMOS. 


Viva a Terra Palestina!

(Nota da FEPAL - https://fepal.com.br/ )


APELO DA CRIANÇA PALESTINA

(Texto do Mural da Feira de Nova York em 1964)

Antes que te vás,
poderás gastar mais um minuto
para ouvir uma voz sobre a Palestina
e talvez ajudar-nos a consertar um mal?

Sempre, desde o nascimento de Cristo, 
e, mais tarde, com a vinda de Maomé,
cristãos, judeus e muçulmanos, crentes num só Deus,
lá viveram juntos em pacífica harmonia.

Por séculos, foi assim,
até que estrangeiros vindos de fora,
dizendo uma coisa e pensando outra,
começaram a comprar terra e agitar o povo.

Os vizinhos tornaram-se inimigos
e brigaram uns com os outros.
Os estrangeiros, considerados, um dia, vítimas do terror,
tornaram-se feros profissionais do terror.

Procurando a paz a todo custo,
inclusive ao custo da justiça,
o cego mundo, em solene assembleia,
dividiu a terra em duas,
pondo de lado
o direito de autodeterminação.

O que daí se seguiu, talvez o saibas:
buscando remediar o mal, 
nossos vizinhos mais próximos
tentaram ajudar-nos em nossa causa,
e, por motivo fora de seu controle,
não o conseguiram.

Hoje, há um milhão de nós,
alguns como nós, mas muitos como minha mãe,
passando a vida na miséria do exílio,
esperando a volta ao lar.

Mas, mesmo agora, 
para proteger seus ganhos mal adquiridos,
como se a terra fosse sua e tivessem esse direito,
ameaçam perturbar o curso do Jordão
e fazer o deserto florescer de guerreiros.

E quem os deterá?
O mundo parece não se preocupar
ou está cego ainda.
Por isso estou contente de teres parado
e escutado a história.

(in LAMENTO DOS OPRIMIDOS, Missão da Liga dos Estados Árabe - 1971. Mansour Chalita, Rio de Janeiro-RJ 1971)

segunda-feira, 29 de março de 2021

GOLPES NO BRASIL: FORA GORILAS! * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

GOLPES NO BRASIL: FORA GORILAS!

 De norte a sul do País e em todo o mundo, façamos do 31 de março um dia de protesto contra a ditadura fascista de 1964 e contra o governo genocida que vivemos hoje!

Fora Bolsonaro e todos os golpistas, por um governo dos trabalhadores! 


Veja os locais e horários das manifestações do dia 31/3:

👉🏻 Sul

Porto Alegre – Esquina Democrática, 13h

Florianópolis – Catedral Metropolitana, 16h

Curitiba – Praça Santos Andrade, 16h


👉🏻Sudeste 

São Paulo – Vão do Masp, 15h

Araraquara – Praça Santa Cruz, 15h30

Rio de Janeiro – Cinelândia, 13h

Volta Redonda – Praça Memorial Zumbi, 13h

Belo Horizonte – Praça da Estação, 16h

Vitória – (Horário e local a confirmar) 

👉🏻Centro-oeste

Brasília – Biblioteca Nacional, 16h

Cuiabá – Praça Alencastro, 17h30

Campo Grande – (Horário e local a confirmar)

Goiânia – (Horário e local a confirmar)


👉🏻Nordeste

Salvador – Praça Piedade, 14h

Aracajú – (Horário e local a confirmar)

Maceió – Praça Centenário, 15h

Recife – Monumento Tortura Nunca Mais, 9h

João Pessoa – Parque Solon de Lucena (Lagoa), 15h30

Natal – (Horário e local a confirmar)

Fortaleza – (Horário e local a confirmar)

São Luís – (Horário e local a confirmar)

Teresina – Av. Frei Serafim, 16h


👉🏻Norte

Rio Branco – Parque da Maternidade (Terminal Urbano), 9h

Macapá – (Horário e local a confirmar)

Palmas  – (Horário e local a confirmar)

Manaus – (Horário e local a confirmar)

Belém – (Horário e local a confirmar)

Porto Velho – (Horário e local a confirmar)

Boa Vista – (Horário e local a confirmar)


👉🏻Europa

Portugal – Porto – Consulado do Brasil, 10h

Alemanha – Berlim – Embaixada Brasileira, 12h30

Reino Unido – Birmingham – West Midlands

Espanha – Barcelona – Praça de Sant Jaume, 17h

Áustria – Viena – Biblioteca Nacional (Em frente à Embaixada do Brasil), 15h30

Finlândia – Helsinque – Embaixada do Brasil, 16h


👉🏻América do Norte

EUA – Nova Iorque – Embaixada do Brasil, 14h

Não devemos perder tempo! Junte-se ao comité mais próximo ou crie um novo!


Desde Porto Príncipe, Haiti * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

 En vivo desde Puerto Príncipe 

https://twitter.com/dannyshawcuny/status/1376241217437003776?s=21 

Movilizaciónes masivas contra la dictadura y el neocolonialismo

terça-feira, 23 de março de 2021

NOTA DE REPÚDIO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

NOTA DE REPÚDIO



 Diante da determinação expedida pelo governo Bolsonaro da saida imediata dos corpo diplomático da República Bolivariana da Venezuelana. A Rede de Solidariedade ao povo Venezuelano expressa todo seu repúdio ao governo brasileiro .

Medida descabida sem nenhum cunho legal e totalmente irresponsável assim como todas as atitudes autoritárias tomadas nesta gestão.

A Rede de Solidariedade ao povo Venezuelano, solidariza-se totalmente com os Diplomatas bolivarianos no país assim como temos com o processo de ruptura do sistema iniciado pelo presidente Hugo Rafael Chávez Fría.

Voces não estarão só , esta trinchera de luta aqui no Brasil esteve e sempre estará aberta em Solidariedade aos povos libertários.


Até a vitoria sempre!!!


- Comitê Anti-imperialista general Abreu e Lima

- Movimento de Favelas e Periferias

- Frente única de luta contra o golpe

- Fist

- Anarcocomunamerica

- Comitê Fora Bolsonaro Río - - CZS

- Comitê Gaúcho de Solidariedade ao povo Venezuelano

- Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade   aos povos - Capítulo Brasil

- Comitê Carioca de Solidariedade  a Cuba

- Frente Revolucionaria dos Trabalhadores

- Comitê de Solidariedade aos Povos e Pelo Socialismo do Ceará


domingo, 22 de novembro de 2020

Declaración final del Encuentro Mundial de la Clase Obrera Antiimperialista * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

República Bolivariana de Venezuela 

Declaración final del Encuentro Mundial de la Clase Obrera  Antiimperialista 

Las trabajadoras y trabajadores reunidos, en una videoconferencia desde Caracas, capital de la  República Bolivariana de Venezuela en conexión con delegadas y delegados de todos los  continentes, con motivo del “Encuentro Mundial de la Clase Obrera Antimperialista” en  Solidaridad con el Gobierno y el Pueblo Venezolano y los pueblos y gobiernos de los países  soberanos, luego de las deliberaciones efectuadas expresamos: 

El mundo de hoy está marcado por la impronta de la globalización del capital. El carácter  actual del capitalismo asume una voracidad sin precedentes que afecta a la clase trabajadora y  a la humanidad en su conjunto. El capitalismo neoliberal que abarca el sistema económico financiero mundial persigue la búsqueda incesante de ganancias mediante la conquista de  nuevos mercados, fortalece el predominio del capital financiero, intensifica el saqueo de los territorios y los recursos de los pueblos y afianza la explotación de la clase trabajadora,  ensañándose aún más en la mujer. Con el fin de maximizar las ganancias de las grandes  trasnacionales, el capitalismo neoliberal también arrebata el futuro a la juventud y desdibuja la  identidad de los pueblos originarios. Es evidente, que la solución a los grandes problemas del  mundo actual demanda un nuevo modelo de convivencia humana que respete la diversidad  cultural. 

El futuro de la humanidad está en grave peligro. La voracidad del modelo económico  capitalista, en su despliegue suicida, ha creado la posibilidad de la extinción del ser humano.  La paz en el planeta se encuentra seriamente amenazada como resultado de la política de  agresiones militares de los EE. UU. y sus aliados, así como de la mortal carrera armamentista  que sólo les reporta dividendos a las grandes corporaciones del complejo industrial-militar. La  guerra ha sido el mecanismo predilecto del expansionismo imperialista, en especial, del  estadounidense. 

Afortunadamente, los pueblos comienzan a levantarse contra este estado de cosas. Así se  desarrollaron grandes protestas e insurrecciones en 2018 y 2019, tanto en Europa como en  América Latina y el Caribe. En Nuestra América estas manifestaciones multitudinarias dan un 

toque de alerta que nos indica un cambio en la correlación de fuerzas, un cambio aún en  construcción. En Chile, Ecuador, Colombia, Brasil, Haití, así como en otros países, se  intensificaron estas luchas, pasando de reivindicaciones generales a una verdadera lucha  política que cuestiona las bases mismas de los estados capitalistas en esas naciones.  

Estas protestas solo dieron una pausa, por la pandemia del Covid-19. Una pandemia que se ha  “globalizado” en el mundo, y en donde los países capitalistas llamados “civilizados y  desarrollados” han mostrado su verdadera cara: primero es el capital y después el ser humano.  Este razonamiento de los gobiernos de derecha, ha provocado la muerte de cientos de miles de  sus connacionales para salvar el capitalismo.  

¡El virus no es el Covid-19, es el capitalismo! 

La pandemia ha sido el detonante de la crisis global del capitalismo neoliberal, todas las  grandes potencias comienzan un proceso de recesión de su economía para este año y con  incertidumbre para los años que vienen, pero lo peor es el aumento del desempleo, la  precarización del trabajo y la informalidad que afectara a las trabajadoras y trabajadores.  Algunas cifras evidencian esta grave situación: 2.000 millones de trabajadoras o trabajadores  son informales (61% de la fuerza laboral); 480 millones de personas de la fuerza global son  infrautilizados y más de 3.300 millones de trabajadoras y trabajadores no tienen un ingreso  adecuado ni garantía laboral del trabajo (OIT, 2019) y como consecuencia de la pandemia se  prevé la pérdida de 590 millones de empleos en el planeta, siendo América Latina la región  más afectada (OIT,2020) 

A pesar de la catástrofe humana que genera el capitalismo y la pandemia que la agrava más aún  las insurrecciones continuaron en el 2020. Así se generaron protestas en EEUU por la muerte  de George Floyd el 25 de mayo de este año a manos de la policía blanca y racista de  Minneapolis, protestas que fueron multitudinarias y se extendieron a nivel mundial, protestas  que comenzaron con la indignación por la muerte de Floyd, hasta pasar a luchas antirracistas y  anticoloniales que llevaron, inclusive, a destruir mucho de los símbolos más preciados del  colonialismo dominante europeo y estadounidense y la conformación de movimientos de  masas antirracistas y anticoloniales como BLM ( Black Live Matter). También se desarrollaron  una serie de luchas, en medio de la pandemia, que fueron significativas y singulares. Por  ejemplo, las luchas de trabajadoras y trabajadores de las plataformas digitales de reparto  globalizadas, contra la precariedad del trabajo, tanto en América Latina como en Europa y  Australia. Otra lucha significativa en Europa ha sido la de los migrantes, muy vinculada a la  lucha de los llamados “sin papeles”. 

Pero es en Nuestra América, principal teatro de la ofensiva imperialista por mantener su  hegemonía global donde se desarrollaron luchas fundamentales a pesar de los procesos de  restauración neoliberal aupados por los EE. UU. Destaca la resistencia heroica del pueblo  obrero e indígena de Bolivia contra la dictadura que facilitó el triunfo abrumador de Luis Arce  a pesar de la violenta represión. Asimismo, el resultado aplastante en el Plebiscito de Chile gracias a la movilización popular incansable del pueblo en las calles para mandar al basurero 

de la historia a la constitución pinochetista, proceso que significo una larga batalla desde el  2019, aun sin concluir y, otra lucha significativa ha sido la Minga en Colombia donde los  pueblos originarios se levantan.  

Ante esto, la Revolución Bolivariana lucha construyendo, convirtiéndose en un bastión de  dignidad, al lado de los pueblos y gobiernos de Cuba y Nicaragua que resisten los bestiales  ataques del imperialismo. Venezuela se ha convertido hoy en el principal referente del  antiimperialismo. El país se ha trazado, desde la llegada del comandante Hugo Chávez a la  Presidencia, una política de inclusión social acorralando al neoliberalismo en América Latina.  En Venezuela germina un nuevo modelo de convivencia, se libra una decidida resistencia  antimperialista y se desarrolla un enfoque sobre los asuntos públicos distinto al dogma  neoliberal. Esta lucha de perspectiva antisistémica se integra con la defensa de la soberanía y  se expresa en una política exterior independiente de inspiración bolivariana que ha provocado  una pugna por la emergencia de un mundo multicéntrico y pluripolar que va cobrando mayor  fuerza, que comienza a hacer

***

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Conclamação à PCOA * Plataforma da Classe Operária Anti-imperialista

CONCLAMAÇÃO À PCOA
Movimentos, Organizações, Partidos, Sindicatos, Individualidades e Trabalhadores do Mundo. 

Presente.- 

Antes de mais, receba uma saudação cordial.

É propícia a
oportunidade de informar que a Central Bolivariana Socialista de Trabalhadores
da Cidade, Campo e Pesca (CBST-CCP) e a Vice-Presidência da Classe Trabalhadorado Partido Socialista Unido da Venezuela (VCO-PSUV) estão desenvolvendo a 
denominado PLATAFORMA DA CLASSE OPERÁRIA ANTI-IMPERIALISTA (PCOA).
iniciativa de constituir um espaço de encontro mundial dos trabalhadores,

Diante disso, enviamos a vocês os seguintes documentos:

1.- Convite do
Dep. Francisco Torrealba na qualidade de vice-presidente da classe
trabalhadora do Partido Socialista Unido da Venezuela, vice-presidente da
Central Bolivariana Socialista de Trabalhadores da Cidade, Campo e Pesca e presidente da Federação Bolivariana de Trabalhadoras e Trabalhadores em 
Transportes (em espanhol);

2.- Documento de
Apresentação da PLATAFORMA DA CLASSE OPERÁRIA ANTI-IMPERIALISTA (PCOA), onde são detalhados os objetivos e a estrutura do movimento. (Em espanhol e 
inglês);

Nesse sentido,
estende-se o convite para ingressar nesta organização, que servirá para
coordenar:

a) solidariedade
entre os trabalhadores.

b) a formação e o
intercâmbio organizacional de trabalhadores.

c) a luta contra o
imperialismo, para alcançar a paz, a vida, o trabalho decente e um mundo melhor

Agradecemos a
atenção dispensada a esta mensagem, tendo em vista que está sendo coordenado um Encontro Virtual mundial para o final de outubro com o objetivo de apresentar a 
PLATAFORMA DA CLASSE OPERÁRIA ANTI-IMPERIALISTA (PCOA)

Sem mais delongas
por enquanto, eu digo até mais.

Atenciosamente: 
Nelson J Herrera Pérez

Constituinte da Classe Trabalhadora, Secretário Executivo do VCO-PSUV, Membro da JuventudeOperária do CBST e Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Habitação 
Pública e Habitat

MAIS PCOA
https://observatoriodetrabajadores.wordpress.com/2020/08/31/impulsemos-la-plataforma-de-la-clase-obrera-antiimerialista-pcoa-en-el-mundo/ 
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Manifesto Aos Povos Latino Americanos * FRT / BR

MANIFESTO AOS POVOS LATINO AMERICANOS

 


Em defesa de uma Latino América

Anti-Imperialista e Socialista !

1-O imperialismo estadunidense e seus vassalos burgueses da direita latinoamericana, vem levando adiante uma verdadeira agenda política de terra arrasada em praticamente todo o nosso continente. Os golpes de Estado militares, jurídicos ou parlamentares que presenciamos desde a última década em países como Honduras, Paraguai, Haiti, Brasil e Bolívia; ou mesmo as campanhas golpistas contra a Venezuela, Cuba e Nicarágua, são parte de uma sórdida campanha implementada pelos falcões genocidas da Casa Branca em conluio com as burguesias nacionais de nossos países e suas forças de repressão, tradicionais peões dos EUA na região.

2-Os verdadeiros motivos para tais empreitadas golpistas e de severos ataques contra nossos povos, podem ser explicados pelo aprofundamento em todo o globo, da crise estrutural pelo qual tem passado o regime capitalista. Como têm ocorrido há 500 anos, nossas pátrias latinas, condicionadas (por) e dependentes do grande capital estrangeiro predatório, sempre são chamadas a socorrerem os lucros das metrópoles imperialistas. E o preço a se pagar por isso, tem sido caro demais para nossos povos: aprofundamento da dependência; aumento do desemprego e do subemprego; superexploração de nossa força de trabalho; miséria; embrutecimento; morte prematura de nossa gente; perca de nossas imensas riquezas naturais; soberania sacrificada e etc., etc.

3-O aprofundamento da crise capitalista internacional é de fato, o caldo de cultura por trás das tensões geopolíticas envolvendo o imperialismo estadunidense e gigantes regionais, que possuem protagonismo para além de suas fronteiras, como China e Rússia; estes últimos por sua vez, tem se tornado importantes atores geopolíticos na América Latina desde a última década, desafiando até certo ponto, o imperialismo ianque em seu auto-considerado “quintal”.  Países como Venezuela, Equador, Cuba, Brasil e Bolívia por exemplo, são até o momento, importantes parceiros comerciais dos dois gigantes regionais, fator que não pode ser tolerado pelos gringos do Norte, sob pena de perderem suas posições econômicas, políticas e culturais em Nossa América, fato que ameaça sobremaneira sua odiosa hegemonia.

4-Depois do completo fracasso da mal chamada “Primavera Árabe” e após serem derrotados em países como Síria, Ucrânia e Irã, os EUA apontam suas armas geopolíticas de forma mais agressiva contra a América Latina, visando expulsar China e Rússia do continente e recrudescer um novo neocolonialismo na região. A ordem é estabelecer a ferro e fogo, através dos golpes de Estado fascistizantes e caos social, uma nova “Doutrina Monroe”, ou seja, a “América Latina para os americanos imperialistas” explorarem. Para isso, os escravagistas do Norte tem contado com os prestimosos auxílios de seus servis colaboradores como Jair Bolsonaro, Lenin Moreno, Sebastian Piñera, Juan Guaidó, Ivan Duque, Mauricio Macri, Jeanine Áñez, Luis Camacho e etc., sob o beneplacido da Organização dos Estados Americanos (OEA), de fato, “Ministério de  Colônias dos EUA”, como nos ensinou o grande revolucionário Fidel Castro. O resultado disso tem sido o aprofundamento sem igual dos ataques neoliberais em todos os países, como a supressão dos sistemas de seguridade social, das conquistas trabalhistas, pilhagem dos recursos energéticos e minerais, privatização de empresas públicas estratégicas e militarização de toda a região, para garantir essa verdadeira reestruturação do capitalismo dependente latinoamericano, baseado num novo e mais precário patamar de acumulação contra os trabalhadores, uma espoliação colonial selvagem.

Os Povos de Nossa América Resistem!

5-Se a exploração e opressão tem aumentado, mais ainda a brava resistência dos trabalhadores em diversos países latinoamericanos. Honduras, Haiti, Equador, Chile e Bolívia, viveram ou estão vivendo verdadeiras insurreições populares contra os governos da ultra direita neoliberal. Em Honduras a luta popular não dá tréguas desde o golpe jurídico-parlamentar que depôs o presidente Manuel Zelaya em 2009. Em Haiti, país protagonista da primeira revolução vitoriosa de escravos, as massas trabalhadoras lutam bravamente contra a situação desumana que o grande capital imperialista, auxiliado pelas burguesias nativas quer lhes impor. Na Argentina, a mobilização popular pôs fim ao governo fantoche de Mauricio Macri; e na Venezuela, seu combativo povo tem derrotado bravamente todas as seguidas tentativas golpistas por parte da Casa Branca e da CIA.

6-Recentemente presenciamos um levante popular de grandes dimensões no Equador. Os trabalhadores indígenas equatorianos, em histórica e combativa marcha colocaram  o traidor Lenín Moreno contra as cordas, que acuado, teve de fugir como rato às pressas, transferindo a sede do governo de Quito para Guayaquil. Este agente interno de Trump e dos interesses de Wall Street, foi obrigado a recuar diante da radicalização das massas e somente se manteve no cargo devido a crise de direção dos trabalhadores equatorianos.

7-No Chile, país laboratório da primeira experiência neoliberal no mundo, pelas mãos assassinas do fascista Augusto Pinochet, teleguiado pelos famosos “ Chicago Boys” como Milton Friedman, resiste heroicamente há semanas. Os trabalhadores protagonizaram importante greve geral no país, além de levarem adiante um verdadeiro processo pré-revolucionário contra o neofascista Sebastian Piñera, levantando palavras de ordem pelo fim da Constituição golpista parida pelos gorilas de Pinochet, responsável pelo super empobrecimento das massas, suicídios recordes de idosos etc. Mais do que nunca, se faz necessário neste país, a criação de um partido revolucionário com profundo enraizamento nas massas, abrindo possibilidades em canalizar o forte levante popular para a destruição do Estado burguês.

8-Na Bolívia, após o covarde golpe militar e empresarial contra o governo nacionalista de Evo Morales do MAS (Movimento ao Socialismo), financiado pelo imperialismo, oligarquias nativas e igrejas evangélicas fundamentalistas, as massas trabalhadoras e povos indígenas do Altiplano historicamente discriminados pela burguesia separatista e racista da “Meia Lua”, tem protagonizado exemplares levantes classistas que estremece as elites locais. A parlamentar golpista Jeanine Áñes, auto proclamada “presidente” do país tem sido completamente rechaçada pelos combativos trabalhadores bolivianos, que em heroicos combates, marchando à La Paz com paus e pedras, gritam rebeldemente“Agora é guerra civil!”, fazendo tremer os ratos golpistas.

Unificar as lutas em todo o continente

9- Está aberto uma verdadeira temporada de levantes populares em toda a América Latina, como produto da decomposição do capitalismo mundial. O que estamos presenciando pode ser um prelúdio de grandes embates históricos de nossos povos contra o imperialismo e a ultra direita burguesa colonizada. A atual ofensiva neoliberal se levada adiante, deixará sobre o continente uma vasta marca de miséria e barbárie, tendo de ser combatida de forma revolucionária por todos os trabalhadores latino americanos numa luta internacional, continental sem tréguas.

10-As gigantescas e poderosas classes trabalhadoras de Brasil e México precisam entrar em ação. Estes dois gigantes latinoamericanos, que possuem dimensões continentais, forças produtivas avançadas e ambos uma classe trabalhadora poderosa, podem arrastar o continente para uma verdadeira corrente anti-imperialista modificando decisivamente a correlação de forças na região e no conflito entre as classes em luta. Para isso é imperativo que os trabalhadores de tais países ultrapassem suas direções conciliadoras, presas ao horizonte eleitoreiro, quando, de acordo com as novas regras do jogo, as burguesias americanas na prática, chutaram pelos ares o legalismo e buscam saídas extremas para sua crise aguda, expressada nos atuais golpes de Estado.

11- Está posto como tarefa de suma importância para nossos povos, centralizar e aproximar dentro do possível as mais expressivas lutas atuais e vindouras em nossa região. O combate contra as burguesias nativas, contra as políticas neoliberais, somente podem ser efetivas, no contexto geral da luta anti-imperialista, que precisa ser transformada em revolução socialista, unificando toda a grande nação Latino-Americana: se o inimigo do Norte planeja nos trazer o caos, nós faremos de Nossa América um, dois, três Vietnãs de combate revolucionário, como nos ensinou Guevara!

12- O capitalismo mundial entrou num beco sem saída. Os acontecimentos dos últimos meses são todos confirmações dessas premissa. Covid-19, ocupação militar da Colômbia pelos mercenários americanos, o assassinato covarde de George Floyd, a anexação da Palestina por Israel, o atentado ao Porto de Beirute e as jogadas midiáticas de Donald Trump o comprovam. Como uma vez afirmaram Marx e Engels, o regime burguês parece o feiticeiro que perdeu o controle de sua magia, que agora se volta contra toda a humanidade. Fazemos um sincero chamado a todos os povos da América latina, para nos juntarmos nessa verdadeira epopeia emancipatória, que é nossa revolução anti-imperialista e socialista. Arregacemos já as mangas e marchemos com pés firmes em direção a nossa libertação. O futuro nos pertence!

Ianques tiren sus manos de nuestro continente e de los recursos de nuestros pueblos !!!

Pela construção da Internacional Proletária!!!

Todo apoio à PCOA !!!

Frente Revolucionaria dos Trabalhadores

FRT

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