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domingo, 26 de abril de 2026

FIM DA ESCALA 6X1 JÁ! * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

FIM DA ESCALA 6X1 JÁ!
*Descansar não é luxo é direito de quem trabalha.*

Enquanto a gente se desgasta todos os dias, tem deputado ganhando R$ 46 mil pra trabalhar só 3 dias por semana. Isso não é justo.

Promessa a gente já ouviu demais. Agora é hora de agir: *FIM DA ESCALA 6x1 JÁ!*

Não deixa esse vídeo parar aqui. Compartilha nos grupos, pressione quem decide e ajuda a fazer esse tema chegar mais longe.

_Bora sextar espalhando essa ideia?_
Já tem até *abaixo-assinado* rolando, participe:
APOIO
FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES
FRT

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

O CAPITALISMO EXPLORA, ADOECE E MATA OS TRABALHADORES – É URGENTE SUPERÁ-LO * LIGA COMUNISTA BRASILEIRA-LCB

O CAPITALISMO EXPLORA, ADOECE E MATA OS TRABALHADORES – É URGENTE SUPERÁ-LO
https://ligacomunistabrasileira.org/

Em 2025, o Brasil atingiu uma taxa de desemprego de 5,6%, a menor desde 2012. Se por um lado esses números devem ser saudados, por outro merecem séria ponderação. Esse baixo índice de desemprego não pode ocultar o elevado grau de exploração dos trabalhadores.

Cabe destacar, em primeiro lugar, a desaceleração do total de empregos formais gerados. Em 2024, o total de empregos formais foi de 1.693.673, crescimento de 16,5% em relação a 2023. Já 2025 registrou uma forte desaceleração, de 23,7%, com um saldo positivo de 1.279.498 vagas. Essa queda se explica, em boa medida, à política de juros altos do Banco Central, orientada pelo esforço em manter baixa a inflação. Esse viés anti-inflacionário não resulta de uma preocupação em manter o poder de compra dos salários, mas atende os interesses do capital financeiro e do rentismo, pois preserva o valor dos ativos financeiros.

O salário de admissão até conheceu um crescimento, em dezembro de 2025, de 2,55% em relação a dezembro de 2024. Em termos nominais, o salário de admissão nesse período saltou de R$ 2.246,60 para R$ 2.303,78. Mas, tratou-se de um crescimento abaixo da inflação medida pelo IPCA para 2025, apurada em 4,26%. Já o rendimento médio dos trabalhadores cresceu 5,03% em relação a 2024, saltando de R$ 3.440,00 para R$ 3.613,00. Contudo, quando comparado ao salário mínimo necessário calculado pelo Dieese, que deveria ser de R$ 7.106,83, observamos uma diferença de 96,70%.

Outro fenômeno é o da precarização. Cerca de 40% da massa trabalhadora não tem carteira assinada ou trabalha na condição de autônomo. Essa relação de emprego está muitas vezes ocultada pelo trabalho em plataformas, pelo chamado empreendedorismo e pela pejotização. Além da renda média do trabalhador informal ser baixa, as jornadas são maiores, assim como a insegurança financeira. E as condições de trabalho são piores.

A degradação das condições de trabalho também podem ser verificadas na saúde e segurança do trabalhador. Em 2025, o Brasil registrou mais de 4 milhões de trabalhadores afastados pelo INSS. O total de afastamento dobrou em relação a 2021, quando se registrou 1,9 milhão de casos. A maioria dos afastamentos ainda se deve a acidentes e doenças típicas como fraturas e lesões. Mas, cabe destacar o absurdo crescimento dos transtornos de ansiedade e dos episódios depressivos. Estes, de 2021 para 2025, quase triplicaram, saltando de 98.688 para 293.097.

Essa explosão de afastamentos por transtornos mentais revela uma profunda deterioração das condições de vida e da sociabilidade burguesa, no contexto de um capitalismo cujo eixo central de acumulação é a financeirização. A causa dos transtornos mentais está no medo do desemprego, no assédio moral no ambiente de trabalho, nos salários baixos e nas dificuldades em pagar as contas e suprir as demandas familiares, na mercantilização dos bens necessários à uma vida decente, na infame escala 6 x 1, que esgota física e emocionalmente os trabalhadores, e na falta de uma robusta rede de proteção social.

A condição básica para a acumulação do capital é a exploração do trabalho. Quanto mais a classe trabalhadora é espoliada, maior é a lucratividade do capital. Se os lucros batem recorde ano após ano, isso não se deve à esperteza dos grandes capitalistas, mas por causa da exploração dos trabalhadores. A medida dessa exploração se encontra nos salários baixos em relação às necessidades, na precarização do trabalho e no adoecimento físico e mental dos trabalhadores. Enfrentar esse cenário exige dos trabalhadores a retomada luta sindical. É importante alcançar melhorias imediatas, como maiores salários, o fim da escala 6 x 1 e a redução da jornada de trabalho sem redução dos salários.

Mas a superação definitiva da exploração requer cada vez mais uma revolução que coloque os trabalhadores no poder, mude o caráter do Estado e o regime de propriedade dos grandes meios de produção.

LIGA COMUNISTA BRASILEIRA-LCB

terça-feira, 31 de dezembro de 2024

O QUE É OLIGARQUIA * Roniel Sampaio-Silva/Café com Sociologia

O QUE É OLIGARQUIA

A oligarquia é um conceito político que descreve um sistema de governo onde o poder está centralizado nas mãos de um grupo restrito de indivíduos ou famílias. Este grupo, frequentemente composto por elites financeiras, políticas ou sociais, exerce controle significativo sobre as decisões políticas, econômicas e sociais de uma sociedade. A palavra “oligarquia” tem raízes etimológicas no grego antigo, combinando “oligos” (poucos) e “arkein” (governar), denotando claramente a governança por uma minoria.

Essa forma de governo se distingue pela exclusividade no acesso ao poder. Os membros da oligarquia geralmente mantêm sua influência por meio de uma combinação de riqueza, conexões familiares, controle de recursos cruciais ou domínio sobre instituições-chave do Estado. Esse controle estreito muitas vezes resulta em políticas que beneficiam os interesses do grupo oligárquico em detrimento das necessidades e aspirações da maioria da população.

Historicamente, a oligarquia tem sido observada em várias formas e contextos. Na Grécia Antiga, algumas cidades-estado eram governadas por uma elite aristocrática, onde apenas os cidadãos com determinado status social e financeiro tinham voz ativa na política. Na Idade Média europeia, algumas monarquias também se inclinavam para uma forma de oligarquia, onde conselhos de nobres detinham grande influência sobre os reis.

Nos tempos modernos, embora muitas sociedades se autodenominem democráticas, a presença de oligarquias ainda é percebida. Em muitos casos, a influência financeira desproporcional de certos grupos ou corporações pode moldar as políticas governamentais, influenciando a legislação em seu favor e mantendo um controle indireto sobre as decisões políticas.

A concentração de poder nas mãos de poucos pode resultar em diversas consequências prejudiciais para a sociedade. Uma delas é a perpetuação da desigualdade. As políticas favorecendo a oligarquia podem reforçar divisões econômicas, levando a disparidades sociais cada vez maiores. A falta de representação igualitária também pode minar os princípios democráticos, corroendo a confiança das pessoas nas instituições políticas.

A corrupção é outra preocupação grave em sistemas oligárquicos. Quando um pequeno grupo detém poder absoluto, o risco de corrupção aumenta, com decisões sendo tomadas em benefício próprio em vez de visar o bem-estar coletivo. Isso pode minar a justiça, criar um ambiente de impunidade e impedir o desenvolvimento equitativo da sociedade.

Combater a oligarquia muitas vezes demanda reformas profundas. É essencial fortalecer as instituições democráticas, garantindo a transparência e prestação de contas no governo. Medidas para limitar a influência do dinheiro na política, promover a igualdade de oportunidades e facilitar a participação cívica são passos cruciais na direção de uma sociedade mais justa e equitativa.

Entretanto, desmantelar estruturas oligárquicas não é tarefa simples. A resistência por parte dos grupos no poder pode ser feroz, e mudanças reais podem enfrentar obstáculos consideráveis. Educação cívica, mobilização social e um compromisso contínuo com os valores democráticos são essenciais para promover mudanças significativas e sustentáveis.

Diante do exposto, a oligarquia representa uma forma de governo onde o poder está nas mãos de poucos, criando desequilíbrios de poder, desigualdades e possíveis abusos. Superar os desafios impostos por esse sistema requer um esforço coletivo para fortalecer as bases democráticas, garantir a representação justa e construir uma sociedade mais inclusiva e igualitária.

CONFERINDO...
MERCADO FINANCEIRO
GRANDES EMPRESÁRIOS OLIGARCAS NO BRASIL
OLIGARQUIA PERUANA,
trabalho da Doutora Fabiola Gallegos.Peru
*

segunda-feira, 14 de outubro de 2024

COMO MATAR UM ÍNDIO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

COMO MATAR UM ÍNDIO
-O índio Perpera Suruí foi pajé por 40 anos e, após a conversão de parte da aldeia, hoje é zelador em igreja neopentecostal-

Evangelização é ferramenta para dominar territórios indígenas desde 1500
Doutrinação de igrejas cristãs demoniza cultura e crença ancestral dos pajés, dividindo aldeias e avançando sobre terras.
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quarta-feira, 7 de agosto de 2024

30º GRITO DOS EXCLUÍDOS * Coordenação Nacional

GRITO DOS EXCLUÍDOS
30 anos tecendo o Brasil que a gente quer!

REPRODUÇÃO

Uma data a celebrar e festejar! E qual é a melhor maneira que temos para isso? Apostar no processo de organização e na educação popular e nas ruas! Alguém aí se identifica? Se sim, é porque é parte ativa dessa história que construímos coletivamente. Quem constrói esse processo ou está nas ruas nos 7 de setembro sabe a importância que esse Grito tem para nós e ao conjunto das lutas populares desse país!

Grito dos Excluídas e das Excluídas 2024 – 30 anos de Resistência! Segue o genocídio do povo Palestino, mulheres e crianças como alvo, porque Israel e seus aliados acham que vidas palestinas não importam. Com os impactos das catástrofes climáticas, cada vez maiores, sobre os territórios periféricos. Que não são só climáticas, mas provocadas pelo sistema capitalista para o qual a vida da natureza não vale e a vida dos povos tradicionais não importa.

A riqueza dos cinco homens mais ricos mais que dobrou, entre 2020 e 2023, saindo de 405 bilhões de dólares para 869 bilhões de dólares. Enquanto 5 bilhões de pessoas ficaram mais pobres, no mesmo período. A desigualdade e a fome aumentam dia após dia. E as políticas sociais continuam sendo cortadas dos orçamentos públicos porque a vida das pessoas que acessam os serviços públicos pouco importa.

A dívida pública continua a consumir quase metade do orçamento público federal (em 2023 foram R$ 1,879 trilhão, sendo 46,3% para pagar juros e serviços da dívida), estrangulando os gastos sociais em favor dos financeiros. Porque a vida dos que são credores de uma dívida social e ambiental pouco importa.

Na transação energética presente na intensa agenda internacional em que se encontra o Brasil, em 2024 e 2025, precisamos mostrar que as energias eólica e solar em grande escala não respondem a nossa soberania energética. São povos do campo e do mar enganados por falsos mercadores e a construção de torres de grande porte, impedindo que as pessoas durmam e crianças brinquem. A vida dessas pessoas importa?

O crescente feminicídio, crime contra mulheres, causa pavor e indignação. O Brasil é um dos países que mais mata mulheres por atos violentos que acontecem, em sua maioria, dentro de casa. A vida das mulheres e crianças parece ter menos valor. Aumenta o número de empregos, e também a carga diária de trabalho. Os trabalhadores estão ganhando menos. A precarização tem destaque no setor de aplicativos. A vida desses trabalhadores/as parece não importar.

Nesses 30 anos do Grito, “A vida em primeiro lugar” nos acompanhou! No mu- tirão pela vida, por terra, teto e trabalho! Porque a vida das mulheres, das crianças, do povo periférico, do povo preto, dos indígenas, dos quilombolas, das marisqueiras, das pessoas no campo, na floresta e na cidade IMPORTA.

Romper a barreira do ultra individualismo como nos propõem a Campanha da Fraternidade - “Vós sois todos irmãos e irmãs” – é o grande desafio. É na amizade e companheirismo que construímos no dia a dia: nas lutas, nas comunidades, nos movimentos sociais e populares, nos sindicatos, nos partidos políticos. Somos diferentes e diversos, vamos nos somando, mostrando que dois mais dois nunca é quatro e sim muito mais. É a sinergia fazendo acontecer. A força dos coletivos nas ruas ou na formação/estudo vai nos apontando um futuro de justiça e, com esperança e organização, seguirmos adiante na comemoração desses 30 anos do Grito!

Coordenação Nacional
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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

AONDE O CAPITALISMO DEU CERTO? * Bernardino Brito/SP

AONDE O CAPITALISMO DEU CERTO?

À nós, Companheiros(as) e Camaradas, a construção de um projeto socialista, permanece como a única saída possível.

Essa escolha não se traduz em nenhum capricho intelectual, ela brota da lastimável realidade do mundo.

O capitalismo se colocou em total incapacidade na distribuição de riquezas. Assim, nossa oposição a esse modelo, não parte de uma vontade própria como alguns dizem: ah, eles torcem para dar errado. Não! O errado é que está dado.

Ora! São justamente os agentes de mercado, que se dizem tão apaixonados pela ciência dos números, que ignoram e fingem não ver, as tragédias desse modelo econômico. Aliás, uma parte mais sincera, está plenamente convencida de que seu sucesso financeiro pessoal, depende da desgraça de muitos, aceitando com tranquilidade tais resultados e consequências sociais.

A degradação humana e do meio-ambiente, em nada altera suas convicções e objetivos de lucro.
São promotores da miséria, violência e das guerras instaladas pelo planeta.

Até mesmo os países considerados ricos e desenvolvidos no capitalismo, na maior parte das vezes, por explorar outras nações, não escapam da vergonha interna, como demonstra o gráfico.

O 1% mais rico da Europa ocidental (linha azul), ainda mantém uma concentração de riqueza acima dos 20%, e nos EUA (linha vermelha), acima dos 30%.

Enquanto isso, os 50% mais pobres dessas nações (linhas pontilhadas) não sofreram alterações ao longo do século, oscilando entre 2% e 7% da riqueza total.

No entanto, para aplicar o mesmo critério de análise acima (dos países ricos do capitalismo) para observar a realidade brasileira, há que se ter certos cuidados, com um olhar e parecer específico, a fim de não criarmos distorções na interpretação.

Por exemplo, os 1% do topo no Brasil, ficam com 25% da renda nacional, enquanto os 50% da base da pirâmide, com 10%.

Os 25% de riqueza (dos 1%) estaria no mesmo nível dos países do gráfico, e os 10% da riqueza na base (dos 50%), nos pareceria melhor, já que o deles não passa de 7%.
Isso engana na aparência, mas não na essência.

Aqui, as faixas de classes por riqueza estão muito próximas, daí o porquê dizemos a toda classe média: vocês são pobres.

Classe média, coloca isso na sua cabeça: "vocês são Pobres". Afinal, "faixas de classe" não se confundem com o conceito de "classe".

Para entendermos melhor o caso brasileiro, possamos observar que uma pessoa que ganha um salário mínimo por mês, está entre os 50% mais pobres do país, porém, se recebe acima de 4 ou 5 mil, já está entre os 10% mais ricos. É pobre!!!
E se recebe 10 mil? É Pobre Plus. E 20 mil? Pobre Prime, e assim por diante.

Enfim, para você:
O capitalismo é um sistema político-econômico-
social de sucesso?
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segunda-feira, 15 de maio de 2023

“REFORMAS” QUE NÃO SÃO REFORMAS* Leo Lince - SP

“REFORMAS” QUE NÃO SÃO REFORMAS

A sociedade brasileira carrega as marcas da brutal desigualdade. Diante do anseio difuso e da demanda permanente por reformas, até a elite econômica se disfarça de reformista. E faz isso com sucesso. Afinal, como ensinou Carlos Marx, aquele comunista, a ideologia dominante em qualquer sociedade será sempre a ideologia da classe dominante.

Faz tempo, décadas, que estamos calejados no convívio com esta retórica mentirosa. Nunca houve tantos reformistas na política brasileira. Até parece que só os trabalhadores assalariados e os excluídos de tudo repudiam as reformas. Estariam contentes com a situação dominante?

A “reforma” do Estado serviu para remover a estabilidade do servidor público, e a da Previdência - da qual a casta militar foi preservada - sacrificou a seguridade social. Estabilidade e seguridade, dimensões fundamentais da democracia moderna. A “reforma” Trabalhista destruiu direitos sociais e abriu espaço para as “terceirizações”, território onde prospera o trabalho análogo à escravidão.

Nada disso merece o nome de reforma. São restaurações do domínio oligárquico e patrimonialista que deixaram o país mais fragilizado e o povo mais pobre e desprotegido. O decantado Estado Mínimo só minimizou o que nele havia de conquistas sociais, para gáudio das fortalezas do poder privado.

Nos debates sobre a Reforma Tributária, estão ensaiando a mesma pantomima. Todos são a favor. Mas os editoriais da mídia grande não tocam na questão crucial: imposto progressivo. Sem reverter o processo de concentração patrimonial e de renda, que está na raiz da tragédia brasileira, essa será mais uma “reforma” entre aspas.

O problema da fome, da subalimentação da população de baixa renda, da melhoria dos salários, das condições de trabalho, da criação de empregos são questões de indiscutível atualidade no debate tributário. Não se trata mais de introduzir melhorias na agenda dominante, mas de questioná-la nos seus fundamentos. Basta de “reformas” que não são Reformas.

BOLSONARO LAVA DINHEIRO

sábado, 11 de junho de 2022

INDUSTRIA CARCERÁRIA * Nicole Mitchell Ribeiro da Silva / Osvaldo leon - FRT

INDUSTRIA CARCERÁRIA

Nos Estados Unidos, as prisões são um gigantesco negócio capitalista: aqueles que exploram o trabalho prisional acumulam mais-valia em níveis estratosféricos. Esta é uma das razões para o colossal sistema prisional americano.

No Tennessee eles aprovaram uma lei que criminaliza os sem-teto. As penas foram endurecidas contra os acampamentos antirracistas de 2020. Com esta nova lei, acampar na via pública será classificado como crime grave, punível com 6 anos de prisão e perda do direito de voto.

A lei, que entra em vigor em 1º de julho, também tornará crime acampar ao longo de rodovias, debaixo de pontes, em viadutos ou dentro de viadutos.

Nos Estados Unidos há milhões de pessoas e famílias obrigadas a viver mal nas ruas, em barracas, diante da impossibilidade de encontrar moradia acessível em um sistema em que a moradia é uma mercadoria e não um direito inalienável. O capital alimenta o fascismo.

FONTES
t.me/capitalismoesbarbarie
https://cutt.ly/pJIyKJu
OSVALDO LEON/VE
O Trabalho nas Prisões dos EUA: “Não É um Sistema de Justiça, É um Negócio”

Nicole Mitchell Ribeiro da Silva*1

Sumário

1. Introdução. 2. Origens Históricas do Trabalho Penitenciário. 3. O Racismo Institucionalizado: Conexão entre Prisão e Escravidão. 4. A Privatização das Prisões.

5. Não É um Sistema de Justiça, É um Negócio. 6. Conclusões. Referências.

Resumo

Nos Estados Unidos da América, uma nova forma de escravidão se manifesta, devidamente autorizada pelo ordenamento jurídico, envolvendo aqueles que estão cumprindo pena em complexo penitenciário industrial, já que grande parte do sistema prisional privado explora os detentos como se fossem escravos. Ao que parece, a escravidão norte-americana nunca foi abolida, apenas mudou para o sistema prisional moderno, alimentando, principalmente, o encarceramento em massa de cidadãos negros, pois o racismo é institucionalizado e refletido na seletividade do sistema prisional norte-americano. No Brasil, avançam projetos sobre a privatização das prisões. Assim, parece viável, útil e mesmo necessário discutir o tema.

Abstract

In the United States, a new form of slavery exists, authorized by the legal system, for those serving time in an industrial penitentiary complex, since much of the private prison system exploits detainees as if they were slaves. American slavery, it seems, has never been abolished; it has only changed to the modern prison system, ultimately fueling mainly the mass incarceration of black citizens, since racism is institutionalized and reflected in the selectivity of the US prison system. In Brazil, projects are being advanced for the privatization of prisons. Thus, it seems viable, useful and even necessary to discuss the theme.

Palavras-chave: Escravidão moderna. Sistema prisional norte-americano. Complexo prisional-industrial. Complexo penitenciário industrial. Privatização do sistema penitenciário. Racismo institucionalizado. 13ª emenda.

* Pós-graduada em Direito Público e Privado pelo Instituto Superior do Ministério Público (Amperj).

Servidora do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.

Keywords: Modern slavery. US prison system. Prison-industrial complex. Industrial penitentiary complex. Privatization of the penitentiary system. Institutionalized racism. 13th Amendment.

1. Introdução

Costuma-se pensar que o desfecho da Guerra Civil representou, nos Estados Unidos, o fim da escravidão. Isso porque a 13ª Emenda à Constituição, aprovada em janeiro de 1865, proibiu a escravidão, libertando milhões de escravos negros. A mesma emenda ressalvou, todavia, a escravidão como punição por crime. Pode-se dizer, assim, que os detentos passaram a ser considerados propriedade do Estado.

Em razão disso, diversas organizações voltadas à proteção dos direitos humanos têm condenado o que se pode denominar “nova forma de exploração desumana do trabalho”. Hoje, uma população de até 2 milhões de prisioneiros, na sua maioria negros e pobres, presta serviços legalmente para grandes corporações industriais em troca de valores irrisórios.

Diz o texto da 13ª Emenda:

Seção 1

Não haverá, nos Estados Unidos ou em qualquer lugar sujeito a sua jurisdição, nem escravidão, nem trabalhos forçados, salvo como punição de um crime pelo qual o réu tenha sido devidamente condenado.

Seção 2

O Congresso terá competência para fazer executar este artigo por meio das leis necessárias.

Da leitura da emenda, não parece demasiado concluir que a escravidão norte-americana não foi abolida, apenas se transferiu para o sistema prisional moderno, no qual interesses econômicos incentivam o encarceramento em massa, notadamente de negros. A relação fundamental entre punição e interesses econômicos é traduzida nos termos “complexo penitenciário industrial” ou “complexo prisional-industrial”. São expressões que denotam os interesses sobrepostos e convergentes do governo e da indústria no encarceramento em massa. Esse sistema utiliza a vigilância, o policiamento e a prisão como soluções para problemas econômicos, sociais e políticos.

Ora, a palavra prisão não é de difícil compreensão: é um lugar onde se restringe a liberdade, os movimentos e o acesso a basicamente tudo, em geral, como punição pelo cometimento de um crime. Mas, para quem já foi encarcerado, estar preso é muito mais do que isso. Os presídios, em sua absoluta maioria, são locais onde a dignidade, a privacidade e o controle acham-se entregues a guardas, agentes penitenciários e administradores, e onde o isolamento e o tédio podem retirar a sanidade.

Pois, nos Estados Unidos, país em que mais de dois milhões de pessoas encontram-se detidas, essas prisões são, também, grandes negócios.1

2. Origens Históricas do Trabalho Penitenciário

O trabalho penitenciário nos Estados Unidos tem suas raízes na escravidão. Após a Guerra Civil de 1861-1865, um sistema de contratação de presos foi introduzido para continuar a tradição da escravidão. Os escravos libertos eram acusados de pequenos delitos ou, simplesmente, de não cumprir seus compromissos e, uma vez encarcerados, passavam a ser alugados para a colheita de algodão, o trabalho em minas e a construção de ferrovias.

Historicamente, os presídios foram usados para uma série de propósitos. O mais comum era encarcerar criminosos. Mas os presídios serviram também para prender dissidentes políticos, doentes mentais, prisioneiros de guerra e até mesmo pessoas que não pagavam suas dívidas. Nos sécs. XVIII e XIX, as pessoas que não conseguiam pagar suas dívidas eram frequentemente presas ou obrigadas a realizar trabalhos forçados. O tempo que passavam na prisão ou trabalhando era uma maneira alternativa de pagar as dívidas.

Nesse contexto, foi que se instalou o trabalho penitenciário, especialmente de negros, em benefício da indústria.

3. O Racismo Institucionalizado: Conexão entre Prisão e Escravidão

O racismo que permeia a vida na sociedade norte-americana se reflete na seletividade de seu sistema prisional. Há muitas semelhanças entre os complexos penitenciários industriais dos Estados Unidos e os sistemas de escravidão daquele país, não sendo difícil perceber que a população carcerária norte-americana é, em grau incrivelmente desproporcional, afro-americana.

Já no séc. XVIII, indivíduos negros libertos começaram a ser presos por pequenos delitos, como vadiagem, ou qualquer outro motivo banal e sem oferecer perigo à sociedade. Daí veio a ideia de colocar os presos para trabalhar para o Estado. Como referido anteriormente, segundo a Constituição norte-americana, o ex-escravo e agora detento pode e deve ser submetido a trabalhos forçados.

As pessoas de pele negra, afrodescendentes, compõem 13% da população americana, mas são seis vezes mais propensas ao encarceramento do que as pessoas de pele mais clara. Negros e hispânicos representam 58% da população prisional, isso significa um número desproporcional de pessoas negras forçadas a trabalhar (muitas das quais cometeram crimes não violentos relacionados a drogas).2

1 A população carcerária nos EUA era, em 2016, de 2.145.100 pessoas, segundo publicação do World Prison Brief (Institute for Criminal Policy Research). Disponível em: <http://www.prisonstudies.org/country/ united-states-america>.
2 Esses e outros dados podem ser obtidos em: <http://www.sentencingproject.org/criminal-justice-facts/>.

Os movimentos abolicionistas entendem o fenômeno do encarceramento em massa ocorrido na América do Norte como uma injustiça de classe, perpetrada contra as camadas trabalhadoras e impulsionada pelo racismo, dada a evidente seletividade do sistema prisional.

O documentário de Jeffrey Mark Goldberg,3 denominado “Angola for Life: Reabilitação e Reforma Dentro da Penitenciária Estadual de Louisiana”, mostra imagens de trabalho penitenciário em uma plantação no Sul dos Estados Unidos. E, como dito no documentário, a escravidão e a opressão racial persistem.

4. A Privatização das Prisões

Com a privatização do sistema carcerário, empresas administram as prisões, o que fazem, naturalmente, com intenção de lucro. Grandes empresas, por meio de convênios, são contratadas pelo governo como empreiteiras para projetar, construir e administrar presídios. Em contraprestação, o governo paga à empresa um valor por indivíduo preso. Assim, quanto mais detentos houver, mais dinheiro as empresas recebem.

O crescimento da privatização das prisões começou nos anos 1980 e atingiu seu auge nos anos 1990. Em 2000, à medida que esse sistema – a indústria da punição

– tornou-se um dos principais empregadores dos Estados Unidos e enquanto as corporações privadas de segurança negociavam os lucros com a liberdade humana, as analogias entre escravidão e prisão aumentaram.

Todo o complexo industrial penitenciário norte-americano é, assim, voltado ao lucro. Além do ganho com as prisões privadas de acordo com o número de detentos por elas custodiados, muitas empresas também auferem lucros com o trabalho prisional, o que certamente poderia ser considerado trabalho escravo, na medida em que alguns detentos recebem poucos centavos por hora de trabalho.

A conclusão lógica é a de que a contratação privada de prisioneiros para o trabalho promove incentivos para encarcerar pessoas. Os números mostram que os Estados Unidos prendem mais pessoas do que qualquer outro país: meio milhão a mais do que a China, que tem uma população cinco vezes maior. Os Estados Unidos detêm, assim, 25% da população prisional do mundo, mas apenas 5% dos habitantes do globo terrestre. As prisões norte-americanas dependem das rendas que produzem e as corporações que lucram com esse sistema incentivam a imposição de sentenças mais longas a fim de expandir sua força de trabalho.

O sistema de trabalho prisional se aproveita de uma força de trabalho extremamente vulnerável, que não consegue defender a si mesma, formar um sindicato, lutar por seus direitos de trabalhadores ou buscar proteção legal para combater potenciais abusos trabalhistas.

Os presos são proibidos de sindicalização ou de lutar por melhores salários e condições de trabalho dignas, tornando-se o grupo ideal para servir de mão

3 Jeffrey Mark Goldberg é jornalista americano e editor-chefe da revista "The Atlantic".

de obra barata. Apesar de trabalharem efetivamente, eles não são considerados empregados pelo sistema de justiça americano, não tendo acesso a mínimos direitos trabalhistas, o que é especialmente vantajoso para as empresas, que não têm de arcar com o pagamento de qualquer benefício, contraprestação justa ou proteção. E, se os detentos se recusarem a trabalhar, serão colocados em prisão solitária e poderão receber outras punições, tudo com respaldo legítimo do sistema de justiça penal. Além disso, apesar de ganharem pouco ou nada por seu trabalho, os detentos também têm deduções e taxas que saem de seus parcos vencimentos. Até oitenta por cento dos salários dos presos são destinados a impostos e deduções.

As prisões privadas recebem, ademais, uma quantia garantida de dinheiro para cada prisioneiro independentemente do que custar para manter cada um. Nelas, os detentos podem ter suas sentenças reduzidas por bom comportamento, mas, para qualquer pequena infração, recebem trinta dias adicionados, o que significa mais dias presos, mais dias de trabalho e mais lucros para a indústria prisional.

5. Não É um Sistema de Justiça, É um Negócio

Nesse sistema, os indivíduos encarcerados são legitimamente tratados como propriedade do governo. Se algum detento se recusar a ser alugado ou cedido como propriedade, sofrerá consequências violadoras de direitos fundamentais à semelhança da antiga escravidão. Enquanto isso, corporações privadas, em convênio com o governo norte-americano, que exploram mão de obra penal para produzir bens e serviços, lucram milhões de dólares por ano.

O complexo prisional industrial preocupa-se, assim, em lucrar com os detentos, ainda que rotule esse sistema de “programa de treinamento de empregos”. Contudo, aos detentos é ensinado um conjunto de habilidades não como um meio de reforma, mas sim com a finalidade de exploração para obter o maior lucro possível.

Mesmo quando a taxa de criminalidade dos Estados Unidos caiu, a população prisional do país aumentou. Em 1983 e 1984, duas empresas privadas de correção se formaram uma após a outra. Entre 1990 e 2009, o número de presos trabalhando como escravos em prisões privadas aumentou surpreendentemente.

Esse é um dos negócios de mais rápido crescimento nos Estados Unidos e seus investidores estão em Wall Street. Os lucros são tão bons que há um novo negócio em crescimento: a importação de detentos com sentenças longas, ou seja, os piores criminosos são disputados pelas corporações privadas, que exploram sua mão de obra barata, tudo de forma legal.

6. Conclusões

A escravidão e a prisão em massa têm uma longa relação histórica nos Estados Unidos. O sistema penitenciário daquele país pode ser descrito como uma instituição totalizadora, que representa sistemas modernos de dominação e controle social, aparentemente, ressocializando ex-criminosos pelo trabalho.

A rede que liga penitenciárias, empresas de investimento, polícias, tribunais e o sistema de fiança/multa é chamada de complexo prisional-industrial. O nome é semelhante ao complexo militar-industrial, termo utilizado para caracterizar os bancos interligados, indústrias militares e petrolíferas, empreiteiros, lobistas corporativos e soldados profissionais que se beneficiam da guerra e da repressão.

Quase todas as prisões americanas, tanto do governo federal quanto do governo estadual, do condado e do município, permitem às grandes empresas a geração de altos lucros. Os títulos da prisão fornecem um retorno lucrativo para grandes investidores capitalistas e os detentos são negociados de um estado para outro com base num lucrativo acordo de pagamento.

As grandes multinacionais norte-americanas usufruem de algumas das taxas de mão de obra mais baixas do mundo e revendem os produtos acabados, armas, por exemplo, para o governo dos Estados Unidos com as maiores taxas de lucro. As principais corporações que se beneficiam do trabalho escravo dos detentos nas prisões privadas incluem nomes conhecidos, como Motorola, Compaq, Honeywell, Microsoft, Revlon, Chevron, TWA, Victoria’s Secret e Eddie Bauer.

No complexo penitenciário industrial norte-americano, não há nenhum cuidado com a ressocialização dos presos ou com a justiça. Nesse sistema, viola-se a humanidade básica dos indivíduos como se fazia na escravidão do passado, mas de uma maneira diferente, mais velada e legitimada pela 13ª Emenda.

No Brasil, há projetos prevendo a privatização das prisões. É útil e oportuna, portanto, a discussão sobre o tema. Pesquisas e debates nessa matéria poderão nos ajudar a avançar em boa direção, valorizando, acima de tudo, os direitos e a dignidade do homem.
Referências

CORREA, Alessandra. Por que os EUA decidiram deixar de usar prisões privadas. Disponível em: <http://www.bbc.com/portuguese/internacional-37195944>. Acesso em: 23 fev. 2017.
DUVERNAY, Ava. 13th. Documentário de 2016 dirigido por Ava DuVernay e escrito por DuVernay e Spencer Averick. (Netflix). Disponível em: <http://www.avaduvernay. com/13th/>.
GILMORE, Kim. Slavery and Prison – Understanding the Connections. Disponível em:
LUSSENHOP, Jessica. A polêmica experiência das prisões nos EUA que cobram pela estada dos prisioneiros. Disponível em: <http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/11/a- polemica-experiencia-das-prisoes-nos-eua-que-cobram-pela-estada-dos-prisioneiros. html>. Acesso em: 23 fev. 2017.
MORENO, Gisele Pompilio. 13th: de escravo a criminoso em uma emenda. Disponível em: <https://canalcienciascriminais.com.br/13th-escravo-criminoso/>. Acesso em: 28 fev. 2017.
STARR, Terrell Jermaine. População carcerária dos EUA: uma nova escravidão? Disponível em: <http://www.revistaforum.com.br/2015/07/13/populacao-carceraria-dos-eua- uma-nova-escravidao/>. Acesso em: 23 fev. 2017.
50FORFREEDOM. A escravidão moderna: mitos e fatos. Disponível em:
MAIS INDÚSTRIA CARCERÁRIA
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

POR QUE OS PATRÕES ODEIAM TANTO OS PROLETÁRIOS * Antonio Cabral Filho / RJ

POR QUE OS PATRÕES ODEIAM TANTO OS PROLETÁRIOS
A resposta a esta pergunta é simples: se não houvesse PROLETÁRIOS não haveria patrões.  Já pensou na "trabalheira de ter que caminhar de casa até à padaria todo dia de manhã? Mas pra quê fazer isso se há empregadas domésticas? Simples assim...

A luta de classes se baseia no movimento do capital rumo à acumulação, mas pra isso ocorrer - acumulação - faz-se necessário que haja quem reproduza o capital - forças produtivas - e sem despossuídos - proletários - os capitalistas teriam que operar com as próprias mãos o seu maquinário. Só que isso lhes impediria de imaginarem mais "falcatruas" pra fazer dinheiro. Daí a EXPLORAÇÃO CAPITALISTA.

Mas ela não ocorre num passe de mágica. Para isso, os patrões necessitam contar com outras forças: AS FORÇAS COERCITIVAS - REPRESSÃO . É aí que entra a igreja, o estado - governos - , a mídia, o judiciário, e toda a curriola de puxa-sacos da administração empresarial, para obrigar o peão a produzir mais e ganhar cada vez menos. É aí que um amigo se assustou quando eu disse isso: "Como eu vou trabalhar mais e ganhar menos?", gritou. Lhe explique que o valor da hora/trabalho pago como hora-extra, não cobre o valor do produto. E assim, o seu dia de trabalho acaba ficando mais barato para o patrão. Ele estatelou os olhos e soltou um palavrão. 

Portanto, como nós - PROLETÁRIOS - queremos ser tratados com AMOR por pessoas que vivem do nosso suor? Apenas os imbecis pensam assim.

Vejam essa figura sentada no "monociclo" e com o crucifixo pendurado no pescoço. Quem acredita que esse "ser energúmeno" vai querer salvar a alma de alguém? Além de parceiro da ESCRAVIZAÇÃO, ainda faz o "trabalho" de apascentar o sofrimento do explorado para que ele aceite - PACIFICAMENTE - continuar sendo explorado.

Ao contrário dele, vejam o inglês abaixo. É
CHARLES DARWIN, 
um biólogo e pesquisador inglês, nascido lá nas terras da pior monarquia que já existiu, financiadora da escravização de seres humanos, sócia de todo o crime organizado que se possa imaginar, mas um opositor declarado de toda forma de exploração do homem pelo homem. Veja o que ele escreveu ao chegar no Brasil monárquico:
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Ao chegar no Brasil e ver de perto a escravidão, Darwin escreveu esse relato:

“Perto do Rio de Janeiro, minha vizinha da frente era uma velha senhora que tinha umas tarraxas com que esmagava os dedos de suas escravas. Em uma casa onde estive antes, um jovem criado mulato era, todos os dias e a todo momento, insultado, golpeado e perseguido com um furor capaz de desencorajar até o mais inferior dos animais. Vi como um garotinho de seis ou sete anos de idade foi golpeado na cabeça com um chicote (antes que eu pudesse intervir) porque me havia servido um copo de água um pouco turva…

E essas são coisas feitas por homens que afirmam amar ao próximo como a si mesmos, que acreditam em Deus, e que rezam para que Sua vontade seja feita na terra! O sangue ferve em nossas veias e nosso coração bate mais forte, ao pensarmos que nós, ingleses, e nossos descendentes americanos, com seu jactancioso grito em favor da liberdade, fomos e somos culpados desse enorme crime.”

(Charles Darwin, A Viagem do Beagle)
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ALGO MAIS SOBRE
EXPLORAÇÃO CAPITALISTA
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terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Povos no domínio dos selvagens * José Ernesto Dias/MA

POVOS NO DOMÍNIO DOS SELVAGENS

No Brasil do povo alienado

Há cada época na história

Os selvagens exploradores

Mudam as formas de escravizar...


Convencendo os explorados

Que vivemos em plena democracia

Onde todos têm, direito de expressão 

Com o direito de ir e vir...


De que forma o miserável

Que ganha o minguado:

Miúdo salário mínima

Tem o direito de ir a lugar algum?!...


Ou de liberdade de expressão

Se de nada pode participar

Nesse pais de ladrões

Da farsante alta sociedade...


Onde as intituladas

Tradicionais famílias de bem

Enricaram roubando

Os povos que na terra viviam bem...


Nativos brasileiros

Que foram roubados e explorados

Por truculentos estrangeiros

Que escravizam, nativos e africanos...


Povos arrancados da África

Explorados no Brasil

Por invasores selvagens

Que no brasil enricaram roubando...


Roubando as terras dos nativos

E arrancando dos escravos

A valiosa mais valia

Assim os bandidos enricaram...


Hoje os professores

Têm que ter a coragem

De passar em sala aos jovens

O que sempre negaram...


Por imposição dos dominantes

Que sempre, frearam os professore:

Limitando em sala de aula

Por ordem, dos ladrões senhores...


Senhores de boas famílias

Que enricaram escravizando 

E torturando os explorados

Enquadrando em arbitrarias leis...


Severas leis elaborados

Pelos senhores dominantes

Que humilha a sociedade

Na truculência arrogância...


Botam a polícia e milícias

Abertamente nas ruas

Para assassinar, jovens delinquentes

Vítimas do sistema governamental...


Figurões, empenhados na roubalheira:

Não cumprem com o seu dever

Mantendo a criançada na escola

E comida em casa pra comer...

 

São Luís - MA – 28 de Dezembro de 2021

José Ernesto Dias