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quinta-feira, 15 de setembro de 2022

A TCHUTCHUCA DO CENTRÃO * CRISPINIANO NETO / RN

 A TCHUTCHUCA DO CENTRÃO

01

Eis o “Rei da Rachadinha”?

Valhei-me meu Santo Izidro...

Homem da Casa de Vidro

Que falou de “Gripezinha”?

É ele quem faz arminha

Destilando ódio com a mão?

Quem é mesmo o fanfarrão

Que só vive de revides?

A noivinha do Aristides,

A TCHUTCHUCA DO CENTRÃO


02

Não diga de modo claro

Seu nome, que dá azar...

Pode escrever ou falar

BozoHITLER, Bostonaro,

BolsoNAZI, Fakenaro

BolsoASNO, Capetão

BolsoNERO, Cramunhão

Genocida ou BolsoLIXO

Mas, se esquecer... chame o bicho 

DE TCHUTCHUCA DO CENTRÃO


03

Quem é o ser abjeto

Que é pai de quatro moleques,

Com mil cheques pra Micheques,

Com orçamento secreto.

Com milicos fura-teto,

Laranjada e Bolsolão,

Trator, ônibus, caminhão

Super sangrando o tesouro,

Pastores, barras de ouro?...

É TCHUTCHUCA DO CENTRÃO


04

Quem é mesmo o genocida

Que diz que não é coveiro,

Que, com discurso fuleiro

Só trabalha contra a vida?

Que aprova inseticida.

Condena vacinação,

Ora a Deus e serve ao cão,

Satânico Pai da Mentira,

“Bobo da Corte” de Lira?...

É TCHUTCHUCA DO CENTRÃO


05

Na mídia já foi taxado

De nocivo, ignorante,

Sinistro, bronco, arrogante, 

Imbecil, burro, safado,

Beócio, chucro, abestado,

Cretino, áspero, poltrão,

Bossal, inútil, ladrão,

Retardado e cavalar

Só lhe faltavam chamar

DE TCHUTCHUCA DO CENTRÃO!


06

Os sigilos de cem anos,

O atraso da vacina

Por um dólar de propina,

Medalha a milicianos

Mil discursos levianos,

Roubos de Bíblia na mão,

Engefort e Bolsolão

Uma nação miserável,

Têm um único responsável:

A TCHUTCHUCA DO CENTRÃO


07

Pazuello incompetente

Na Saúde só fez males,

Já o madeireiro Salles

Lascou ao meio, o ambiente;

Teve um quarteto demente

Destruindo a educação,

Guedes, fascista e ladrão

Fez do PIB um bangue-bangue,

Mas o chefe dessa gangue

É TCHUTCHUCA DO CENTRÃO!...


08

Odeia arte e Ciência

Em vez de livros, quer tanques,

Pra bandeira dos ianques

Baba e bate continência,

Lambuzou na decadência

O progresso da nação...

É diabo e diz que é cristão,

Sua cruz é a suástica,

Essa figura sarcástica

É TCHUTCHUCA DO CENTRÃO


09

O “Ó” do Borogodó,

Cabueta desgraçado,

Um jumento batizado,

Uma eguinha pocotó...

40 quilos de pó

Traficados num avião,

Todo dia uma mansão

Comprada em dinheiro vivo,

Este escroque tão nocivo

É TCHUTCHUCA DO CENTRÃO


10

Fome, negacionismo,

Laranjada, Cloroquina,

Motociata, rapina,

Homofobia, fascismo,

Misoginia, racismo,

Ódio, discriminação,

Milícia, submissão

Aos interesses dos maus;

Eis o resumo do caos

DA TCHUTCHUCA DO CENTRÃO.


11

Quem é o Rei das mamatas,

Da vergonha no estrangeiro,

Da lavagem de dinheiro,

Das mentiras, das bravatas,

Do fogo matando as matas,

De pastor de arma na mão,

De orçamento secretão,

Do Cartão Corporativo

Da casa em dinheiro vivo?

É TCHUTCHUCA DO CENTRÃO.


12

Príncipe dos torturadores,

Do jejum e do cinismo,

Rei do negacionismo,

Genocidas e opressores

Pedófilos, estupradores

De comprador de mansão

De assassino e ladrão,

De gente escrota e sacana,

Esgoto da raça humana

É TCHUTCHUCA DO CENTRÃO.

Vila Amazonas da Serra do Mel-RN

*CRISPINIANO NETO* em 04 de setembro de 2022

crispinianoneto@gmail.com 

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domingo, 12 de junho de 2022

BOÇALIDADE DO MAL * Eliane Brum / SP

BOÇALIDADE DO MAL

"Peço uma espécie de licença poética à filósofa Hannah Arendt, para brincar com o conceito complexo que ela tão brilhantemente criou e chamar esse passo a mais de “a boçalidade do mal”. Não banalidade, mas boçalidade mesmo.

Arendt, para quem não lembra, alcançou “a banalidade do mal” ao testemunhar o julgamento do nazista Adolf Eichmann, em Jerusalém, e perceber que ele não era um monstro com um cérebro deformado, nem demonstrava um ódio pessoal e profundo pelos judeus, nem tampouco se dilacerava em questões de bem e de mal. Eichmann era um homem decepcionantemente comezinho que acreditava apenas ter seguido as regras do Estado e obedecido à lei vigente ao desempenhar seu papel no assassinato de milhões de seres humanos.

Eichmann seria só mais um burocrata cumprindo ordens que não lhe ocorreu questionar. A banalidade do mal se instala na ausência do pensamento.

A boçalidade do mal, uma das explicações possíveis para o atual momento, é um fenômeno gerado pela experiência da internet.

Ou pelo menos ligado a ela.

Desde que as redes sociais abriram a possibilidade de que cada um expressasse livremente, digamos, o seu “eu mais profundo”, a sua “verdade mais intrínseca”, descobrimos a extensão da cloaca humana.

Quebrou-se ali um pilar fundamental da convivência, um que Nelson Rodrigues alertava em uma de suas frases mais agudas:

“Se cada um soubesse o que o outro faz dentro de quatro paredes, ninguém se cumprimentava”.

O que se passou foi que descobrimos não apenas o que cada um faz entre quatro paredes, mas também o que acontece entre as duas orelhas de cada um. Descobrimos o que cada um de fato pensa sem nenhuma mediação ou freio.

E descobrimos que a barbárie íntima e cotidiana sempre esteve lá, aqui, para além do que poderíamos supor, em dimensões da realidade que só a ficção tinha dado conta até então.

Descobrimos, por exemplo, que aquele vizinho simpático com quem trocávamos amenidades bem educadas no elevador defende o linchamento de homossexuais. E que mesmo os mais comedidos são capazes de exercer sua crueldade e travesti-la de liberdade de expressão.

Nas postagens e comentários das redes sociais, seus autores deixam claro o orgulho do seu ódio e muitas vezes também da sua ignorância.

Com frequência reivindicam uma condição de “cidadãos de bem” como justificativa para cometer todo o tipo de maldade, assim como para exercer com desenvoltura seu racismo, sua coleção de preconceitos e sua abissal intolerância com qualquer diferença.

Foi como um encanto às avessas – ou um desencanto. A imagem devolvida por esse espelho é obscena para além da imaginação.

Ao libertar o indivíduo de suas amarras sociais, o que apareceu era muito pior do que a mais pessimista investigação da alma humana. Como qualquer um que acompanha comentários em sites e postagens nas redes sociais sabe bem, é aterrador o que as pessoas são capazes de dizer para um outro, e, ao fazê-lo, é ainda mais aterrador o que dizem de si. Como o Eichmann de Hannah Arendt, nenhum desses tantos é um tipo de monstro, o que facilitaria tudo, mas apenas ordinariamente humano.

Ainda temos muito a investigar sobre como a internet, uma das poucas coisas que de fato merecem ser chamadas de revolucionárias, transformaram a nossa vida e o nosso modo de pensar e a forma como nos enxergamos.

Mas acho que é subestimado o efeito daquilo que a internet arrancou da humanidade ao permitir que cada indivíduo se mostrasse sem máscaras: a ilusão sobre si mesma. Essa ilusão era cara, e cumpria uma função – ou muitas – tanto na expressão individual quanto na coletiva. Acho que aí se escavou um buraco bem fundo, ainda por ser melhor desvendado. (...) Já demos um passo além da banalidade. Nosso tempo é o da boçalidade."


*_Eliane Brum_, jornalista.*






sexta-feira, 30 de julho de 2021

NOTA DE REPÚDIO AO BOZONAZI * Entidades da Sociedade Civil e Comunidade Judáica

 NOTA DE REPUDIO AO BOZONAZI

*

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*Nota conjunta de instituições e coletivos judaicos progressistas brasileiros sobre o encontro do presidente e de governistas com representante da extrema-direita alemã.*


A recepção amistosa do Presidente Jair Bolsonaro e dos deputados federais do PSL, Eduardo Bolsonaro e Bia Kicis, à deputada Beatrix Von Storch, do partido de extrema-direita Alternative für Deutschland, representa o alinhamento do atual mandatário do país e sua base de apoio não com aquilo que eles chamam vagamente de “valores judaico-cristãos”, mas com um nacionalismo violento e excludente, que ignora minorias, o desenvolvimento sustentável e a democracia.


Esse encontro é mais um episódio lamentável dentre tantos que indicam que as associações entre o presidente e seus apoiadores com movimentos supremacistas e neonazistas não são mera coincidência, e sim concordância ideológica.


Nesse caso especificamente, destacamos que ele significa o engajamento com a intolerância a refugiados e outras minorias e o revisionismo histórico em relação ao Holocausto, pautas caras e inegociáveis para as entidades progressistas da comunidade judaica.


Aproveitamos para denunciar os ataques antissemitas que muitos indivíduos e organizações vêm sofrendo, sob o argumento daqueles que supõem que a comunidade judaica é homogênea e alinhada com o governo Bolsonaro. Desde bem antes de 2017, quando o atual presidente fez sua palestra no clube A Hebraica do Rio de Janeiro, membros da comunidade se posicionaram contra o então deputado, fato que se repetiu nas eleições de 2018 e em diversos momentos depois de Bolsonaro ter sido eleito. Essas manifestações foram amplamente divulgadas pela mídia e jamais arrefeceram. Esquecê-las ou ignorá-las a fim de fazer uma generalização grotesca da comunidade judaica brasileira é reproduzir estereótipos e uma prática comum do antissemitismo, negando-nos nosso papel como agentes políticos e vozes críticas.


Assinam:


Judeus Pela Democracia RJ (JPD) 

Judias e Judeus Pela Democracia SP (JPD-SP)

Observatório Judaico de Direitos Humanos no Brasil

Instituto Brasil Israel (IBI)

Centro Cultural Mordechai Anilevitch (CCMA)

Associação Cultural Mordechai Anilevitch (ACMA)

Movimento de Mulheres Judias Me Dê Sua Mão

Núcleo Interdisciplinar de Estudos Judaicos (NIEJ)

Associação Scholem Aleichem (ASA-RJ) 

Habonim Dror-SP

Associação Cultural Moshe Sharett

Meretz Brasil

Avodá Brasil

Associação Janusz Korczak do Brasil AJKB