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sábado, 11 de junho de 2022

INDUSTRIA CARCERÁRIA * Nicole Mitchell Ribeiro da Silva / Osvaldo leon - FRT

INDUSTRIA CARCERÁRIA

Nos Estados Unidos, as prisões são um gigantesco negócio capitalista: aqueles que exploram o trabalho prisional acumulam mais-valia em níveis estratosféricos. Esta é uma das razões para o colossal sistema prisional americano.

No Tennessee eles aprovaram uma lei que criminaliza os sem-teto. As penas foram endurecidas contra os acampamentos antirracistas de 2020. Com esta nova lei, acampar na via pública será classificado como crime grave, punível com 6 anos de prisão e perda do direito de voto.

A lei, que entra em vigor em 1º de julho, também tornará crime acampar ao longo de rodovias, debaixo de pontes, em viadutos ou dentro de viadutos.

Nos Estados Unidos há milhões de pessoas e famílias obrigadas a viver mal nas ruas, em barracas, diante da impossibilidade de encontrar moradia acessível em um sistema em que a moradia é uma mercadoria e não um direito inalienável. O capital alimenta o fascismo.

FONTES
t.me/capitalismoesbarbarie
https://cutt.ly/pJIyKJu
OSVALDO LEON/VE
O Trabalho nas Prisões dos EUA: “Não É um Sistema de Justiça, É um Negócio”

Nicole Mitchell Ribeiro da Silva*1

Sumário

1. Introdução. 2. Origens Históricas do Trabalho Penitenciário. 3. O Racismo Institucionalizado: Conexão entre Prisão e Escravidão. 4. A Privatização das Prisões.

5. Não É um Sistema de Justiça, É um Negócio. 6. Conclusões. Referências.

Resumo

Nos Estados Unidos da América, uma nova forma de escravidão se manifesta, devidamente autorizada pelo ordenamento jurídico, envolvendo aqueles que estão cumprindo pena em complexo penitenciário industrial, já que grande parte do sistema prisional privado explora os detentos como se fossem escravos. Ao que parece, a escravidão norte-americana nunca foi abolida, apenas mudou para o sistema prisional moderno, alimentando, principalmente, o encarceramento em massa de cidadãos negros, pois o racismo é institucionalizado e refletido na seletividade do sistema prisional norte-americano. No Brasil, avançam projetos sobre a privatização das prisões. Assim, parece viável, útil e mesmo necessário discutir o tema.

Abstract

In the United States, a new form of slavery exists, authorized by the legal system, for those serving time in an industrial penitentiary complex, since much of the private prison system exploits detainees as if they were slaves. American slavery, it seems, has never been abolished; it has only changed to the modern prison system, ultimately fueling mainly the mass incarceration of black citizens, since racism is institutionalized and reflected in the selectivity of the US prison system. In Brazil, projects are being advanced for the privatization of prisons. Thus, it seems viable, useful and even necessary to discuss the theme.

Palavras-chave: Escravidão moderna. Sistema prisional norte-americano. Complexo prisional-industrial. Complexo penitenciário industrial. Privatização do sistema penitenciário. Racismo institucionalizado. 13ª emenda.

* Pós-graduada em Direito Público e Privado pelo Instituto Superior do Ministério Público (Amperj).

Servidora do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.

Keywords: Modern slavery. US prison system. Prison-industrial complex. Industrial penitentiary complex. Privatization of the penitentiary system. Institutionalized racism. 13th Amendment.

1. Introdução

Costuma-se pensar que o desfecho da Guerra Civil representou, nos Estados Unidos, o fim da escravidão. Isso porque a 13ª Emenda à Constituição, aprovada em janeiro de 1865, proibiu a escravidão, libertando milhões de escravos negros. A mesma emenda ressalvou, todavia, a escravidão como punição por crime. Pode-se dizer, assim, que os detentos passaram a ser considerados propriedade do Estado.

Em razão disso, diversas organizações voltadas à proteção dos direitos humanos têm condenado o que se pode denominar “nova forma de exploração desumana do trabalho”. Hoje, uma população de até 2 milhões de prisioneiros, na sua maioria negros e pobres, presta serviços legalmente para grandes corporações industriais em troca de valores irrisórios.

Diz o texto da 13ª Emenda:

Seção 1

Não haverá, nos Estados Unidos ou em qualquer lugar sujeito a sua jurisdição, nem escravidão, nem trabalhos forçados, salvo como punição de um crime pelo qual o réu tenha sido devidamente condenado.

Seção 2

O Congresso terá competência para fazer executar este artigo por meio das leis necessárias.

Da leitura da emenda, não parece demasiado concluir que a escravidão norte-americana não foi abolida, apenas se transferiu para o sistema prisional moderno, no qual interesses econômicos incentivam o encarceramento em massa, notadamente de negros. A relação fundamental entre punição e interesses econômicos é traduzida nos termos “complexo penitenciário industrial” ou “complexo prisional-industrial”. São expressões que denotam os interesses sobrepostos e convergentes do governo e da indústria no encarceramento em massa. Esse sistema utiliza a vigilância, o policiamento e a prisão como soluções para problemas econômicos, sociais e políticos.

Ora, a palavra prisão não é de difícil compreensão: é um lugar onde se restringe a liberdade, os movimentos e o acesso a basicamente tudo, em geral, como punição pelo cometimento de um crime. Mas, para quem já foi encarcerado, estar preso é muito mais do que isso. Os presídios, em sua absoluta maioria, são locais onde a dignidade, a privacidade e o controle acham-se entregues a guardas, agentes penitenciários e administradores, e onde o isolamento e o tédio podem retirar a sanidade.

Pois, nos Estados Unidos, país em que mais de dois milhões de pessoas encontram-se detidas, essas prisões são, também, grandes negócios.1

2. Origens Históricas do Trabalho Penitenciário

O trabalho penitenciário nos Estados Unidos tem suas raízes na escravidão. Após a Guerra Civil de 1861-1865, um sistema de contratação de presos foi introduzido para continuar a tradição da escravidão. Os escravos libertos eram acusados de pequenos delitos ou, simplesmente, de não cumprir seus compromissos e, uma vez encarcerados, passavam a ser alugados para a colheita de algodão, o trabalho em minas e a construção de ferrovias.

Historicamente, os presídios foram usados para uma série de propósitos. O mais comum era encarcerar criminosos. Mas os presídios serviram também para prender dissidentes políticos, doentes mentais, prisioneiros de guerra e até mesmo pessoas que não pagavam suas dívidas. Nos sécs. XVIII e XIX, as pessoas que não conseguiam pagar suas dívidas eram frequentemente presas ou obrigadas a realizar trabalhos forçados. O tempo que passavam na prisão ou trabalhando era uma maneira alternativa de pagar as dívidas.

Nesse contexto, foi que se instalou o trabalho penitenciário, especialmente de negros, em benefício da indústria.

3. O Racismo Institucionalizado: Conexão entre Prisão e Escravidão

O racismo que permeia a vida na sociedade norte-americana se reflete na seletividade de seu sistema prisional. Há muitas semelhanças entre os complexos penitenciários industriais dos Estados Unidos e os sistemas de escravidão daquele país, não sendo difícil perceber que a população carcerária norte-americana é, em grau incrivelmente desproporcional, afro-americana.

Já no séc. XVIII, indivíduos negros libertos começaram a ser presos por pequenos delitos, como vadiagem, ou qualquer outro motivo banal e sem oferecer perigo à sociedade. Daí veio a ideia de colocar os presos para trabalhar para o Estado. Como referido anteriormente, segundo a Constituição norte-americana, o ex-escravo e agora detento pode e deve ser submetido a trabalhos forçados.

As pessoas de pele negra, afrodescendentes, compõem 13% da população americana, mas são seis vezes mais propensas ao encarceramento do que as pessoas de pele mais clara. Negros e hispânicos representam 58% da população prisional, isso significa um número desproporcional de pessoas negras forçadas a trabalhar (muitas das quais cometeram crimes não violentos relacionados a drogas).2

1 A população carcerária nos EUA era, em 2016, de 2.145.100 pessoas, segundo publicação do World Prison Brief (Institute for Criminal Policy Research). Disponível em: <http://www.prisonstudies.org/country/ united-states-america>.
2 Esses e outros dados podem ser obtidos em: <http://www.sentencingproject.org/criminal-justice-facts/>.

Os movimentos abolicionistas entendem o fenômeno do encarceramento em massa ocorrido na América do Norte como uma injustiça de classe, perpetrada contra as camadas trabalhadoras e impulsionada pelo racismo, dada a evidente seletividade do sistema prisional.

O documentário de Jeffrey Mark Goldberg,3 denominado “Angola for Life: Reabilitação e Reforma Dentro da Penitenciária Estadual de Louisiana”, mostra imagens de trabalho penitenciário em uma plantação no Sul dos Estados Unidos. E, como dito no documentário, a escravidão e a opressão racial persistem.

4. A Privatização das Prisões

Com a privatização do sistema carcerário, empresas administram as prisões, o que fazem, naturalmente, com intenção de lucro. Grandes empresas, por meio de convênios, são contratadas pelo governo como empreiteiras para projetar, construir e administrar presídios. Em contraprestação, o governo paga à empresa um valor por indivíduo preso. Assim, quanto mais detentos houver, mais dinheiro as empresas recebem.

O crescimento da privatização das prisões começou nos anos 1980 e atingiu seu auge nos anos 1990. Em 2000, à medida que esse sistema – a indústria da punição

– tornou-se um dos principais empregadores dos Estados Unidos e enquanto as corporações privadas de segurança negociavam os lucros com a liberdade humana, as analogias entre escravidão e prisão aumentaram.

Todo o complexo industrial penitenciário norte-americano é, assim, voltado ao lucro. Além do ganho com as prisões privadas de acordo com o número de detentos por elas custodiados, muitas empresas também auferem lucros com o trabalho prisional, o que certamente poderia ser considerado trabalho escravo, na medida em que alguns detentos recebem poucos centavos por hora de trabalho.

A conclusão lógica é a de que a contratação privada de prisioneiros para o trabalho promove incentivos para encarcerar pessoas. Os números mostram que os Estados Unidos prendem mais pessoas do que qualquer outro país: meio milhão a mais do que a China, que tem uma população cinco vezes maior. Os Estados Unidos detêm, assim, 25% da população prisional do mundo, mas apenas 5% dos habitantes do globo terrestre. As prisões norte-americanas dependem das rendas que produzem e as corporações que lucram com esse sistema incentivam a imposição de sentenças mais longas a fim de expandir sua força de trabalho.

O sistema de trabalho prisional se aproveita de uma força de trabalho extremamente vulnerável, que não consegue defender a si mesma, formar um sindicato, lutar por seus direitos de trabalhadores ou buscar proteção legal para combater potenciais abusos trabalhistas.

Os presos são proibidos de sindicalização ou de lutar por melhores salários e condições de trabalho dignas, tornando-se o grupo ideal para servir de mão

3 Jeffrey Mark Goldberg é jornalista americano e editor-chefe da revista "The Atlantic".

de obra barata. Apesar de trabalharem efetivamente, eles não são considerados empregados pelo sistema de justiça americano, não tendo acesso a mínimos direitos trabalhistas, o que é especialmente vantajoso para as empresas, que não têm de arcar com o pagamento de qualquer benefício, contraprestação justa ou proteção. E, se os detentos se recusarem a trabalhar, serão colocados em prisão solitária e poderão receber outras punições, tudo com respaldo legítimo do sistema de justiça penal. Além disso, apesar de ganharem pouco ou nada por seu trabalho, os detentos também têm deduções e taxas que saem de seus parcos vencimentos. Até oitenta por cento dos salários dos presos são destinados a impostos e deduções.

As prisões privadas recebem, ademais, uma quantia garantida de dinheiro para cada prisioneiro independentemente do que custar para manter cada um. Nelas, os detentos podem ter suas sentenças reduzidas por bom comportamento, mas, para qualquer pequena infração, recebem trinta dias adicionados, o que significa mais dias presos, mais dias de trabalho e mais lucros para a indústria prisional.

5. Não É um Sistema de Justiça, É um Negócio

Nesse sistema, os indivíduos encarcerados são legitimamente tratados como propriedade do governo. Se algum detento se recusar a ser alugado ou cedido como propriedade, sofrerá consequências violadoras de direitos fundamentais à semelhança da antiga escravidão. Enquanto isso, corporações privadas, em convênio com o governo norte-americano, que exploram mão de obra penal para produzir bens e serviços, lucram milhões de dólares por ano.

O complexo prisional industrial preocupa-se, assim, em lucrar com os detentos, ainda que rotule esse sistema de “programa de treinamento de empregos”. Contudo, aos detentos é ensinado um conjunto de habilidades não como um meio de reforma, mas sim com a finalidade de exploração para obter o maior lucro possível.

Mesmo quando a taxa de criminalidade dos Estados Unidos caiu, a população prisional do país aumentou. Em 1983 e 1984, duas empresas privadas de correção se formaram uma após a outra. Entre 1990 e 2009, o número de presos trabalhando como escravos em prisões privadas aumentou surpreendentemente.

Esse é um dos negócios de mais rápido crescimento nos Estados Unidos e seus investidores estão em Wall Street. Os lucros são tão bons que há um novo negócio em crescimento: a importação de detentos com sentenças longas, ou seja, os piores criminosos são disputados pelas corporações privadas, que exploram sua mão de obra barata, tudo de forma legal.

6. Conclusões

A escravidão e a prisão em massa têm uma longa relação histórica nos Estados Unidos. O sistema penitenciário daquele país pode ser descrito como uma instituição totalizadora, que representa sistemas modernos de dominação e controle social, aparentemente, ressocializando ex-criminosos pelo trabalho.

A rede que liga penitenciárias, empresas de investimento, polícias, tribunais e o sistema de fiança/multa é chamada de complexo prisional-industrial. O nome é semelhante ao complexo militar-industrial, termo utilizado para caracterizar os bancos interligados, indústrias militares e petrolíferas, empreiteiros, lobistas corporativos e soldados profissionais que se beneficiam da guerra e da repressão.

Quase todas as prisões americanas, tanto do governo federal quanto do governo estadual, do condado e do município, permitem às grandes empresas a geração de altos lucros. Os títulos da prisão fornecem um retorno lucrativo para grandes investidores capitalistas e os detentos são negociados de um estado para outro com base num lucrativo acordo de pagamento.

As grandes multinacionais norte-americanas usufruem de algumas das taxas de mão de obra mais baixas do mundo e revendem os produtos acabados, armas, por exemplo, para o governo dos Estados Unidos com as maiores taxas de lucro. As principais corporações que se beneficiam do trabalho escravo dos detentos nas prisões privadas incluem nomes conhecidos, como Motorola, Compaq, Honeywell, Microsoft, Revlon, Chevron, TWA, Victoria’s Secret e Eddie Bauer.

No complexo penitenciário industrial norte-americano, não há nenhum cuidado com a ressocialização dos presos ou com a justiça. Nesse sistema, viola-se a humanidade básica dos indivíduos como se fazia na escravidão do passado, mas de uma maneira diferente, mais velada e legitimada pela 13ª Emenda.

No Brasil, há projetos prevendo a privatização das prisões. É útil e oportuna, portanto, a discussão sobre o tema. Pesquisas e debates nessa matéria poderão nos ajudar a avançar em boa direção, valorizando, acima de tudo, os direitos e a dignidade do homem.
Referências

CORREA, Alessandra. Por que os EUA decidiram deixar de usar prisões privadas. Disponível em: <http://www.bbc.com/portuguese/internacional-37195944>. Acesso em: 23 fev. 2017.
DUVERNAY, Ava. 13th. Documentário de 2016 dirigido por Ava DuVernay e escrito por DuVernay e Spencer Averick. (Netflix). Disponível em: <http://www.avaduvernay. com/13th/>.
GILMORE, Kim. Slavery and Prison – Understanding the Connections. Disponível em:
LUSSENHOP, Jessica. A polêmica experiência das prisões nos EUA que cobram pela estada dos prisioneiros. Disponível em: <http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/11/a- polemica-experiencia-das-prisoes-nos-eua-que-cobram-pela-estada-dos-prisioneiros. html>. Acesso em: 23 fev. 2017.
MORENO, Gisele Pompilio. 13th: de escravo a criminoso em uma emenda. Disponível em: <https://canalcienciascriminais.com.br/13th-escravo-criminoso/>. Acesso em: 28 fev. 2017.
STARR, Terrell Jermaine. População carcerária dos EUA: uma nova escravidão? Disponível em: <http://www.revistaforum.com.br/2015/07/13/populacao-carceraria-dos-eua- uma-nova-escravidao/>. Acesso em: 23 fev. 2017.
50FORFREEDOM. A escravidão moderna: mitos e fatos. Disponível em:
MAIS INDÚSTRIA CARCERÁRIA
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segunda-feira, 25 de abril de 2022

A SITUAÇÃO DOS METALÚRGICOS VENEZUELANOS * Osvaldo Leon / Venezuela

 A SITUAÇÃO DOS METALÚRGICOS VENEZUELANOS

Osvaldo León - maraco1956@yahoo.com

(Para os camaradas da Frente Revolucionária dos Trabalhadores / Brasil.)


A classe trabalhadora do SIDOR assume uma greve contra as políticas de desvalorização salarial.


É necessário fazer um breve e histórico panorama do processo bolivariano (revolução bolivariana para muitos), nosso processo, que parte das lutas pela nossa independência como nação, passando pelas diversas guerras internas, incluindo a guerra federal (guerra de classes) liderada pelo general de homens livres Ezequiel Zamora, bem como assim como as lutas dos séculos passados, o século da formação dos sindicatos e das grandes lutas, juntamente com a luta armada travada por setores revolucionários nas décadas de 60, 70, 80 e 90.


NuestraAmerica, nas décadas de 80 e 90 , houve uma insurreição popular chamada rebelião *Caracazo* de um povo cansado de carregar a crise do capital nos ombros.

Daí surge o levante militar de Chávez que encarna todas essas décadas de luta e resistência.


Com a vitória do chavismo, aprofunda-se o confronto direto contra o imperialismo norte-americano, com ele vêm sanções e agressões, que se manifestaram nas ruas com marchas e greves patronais, o governo Chávez aprofunda a luta de classes, mobiliza a classe trabalhadora e outros setores explorados contra o imperialismo, Fedecamaras e uma classe média reacionária que administrava o Estado e as diversas indústrias estratégicas e básicas do país.


Houve grandes momentos nas ruas: com grandes vitórias populares, a nova Constituição Bolivariana aprovada por eleições com vitória esmagadora, a derrota da greve patronal da FEDECAMARAS e da meritocracia petrolífera pelos trabalhadores da PDVSA, assim como a vitória popular contra o Estado golpista a Chávez, que o traz de volta ao poder. Golpe liderado pelo imperialismo e executado por um grupo de generais fascistas, a direção da igreja, FEDECAMARAS e o velho sindicalismo adeco-copeyano agrupado no CTV.


Após o assassinato de Chávez, o imperialismo aprofunda seus ataques, tanto em ações militares internas quanto com a tentativa de assassinato contra o presidente Nicolás Maduro, aprofundando as sanções e decretando um bloqueio criminoso que, junto com os patrões da Fedecamaras, gera escassez de suprimentos. gerando assim longas filas para buscar o descontentamento popular.


Nesse quadro histórico, a classe trabalhadora desempenha um papel de liderança, mobiliza, enfrenta as guarimbas (táticas de guerra urbana que a direita alimentou para criar uma guerra civil), com as quais a classe consegue integrar um novo centro operário e o governo Chávez. ele reconhece suas conquistas salariais, tornando-se parte do Direito do Trabalho.


Com o bloqueio e as sanções, um setor reformista e social-democrata busca uma saída em aliança com a burguesia, com ela e seus partidos há diversos diálogos, chegando a acordos que prejudicam os interesses da classe trabalhadora e de outros setores explorados, a partir daí emitem um conjunto de políticas e leis que dão uma guinada ao processo político revolucionário, tais como:

- Politicamente.

Eleições com partidos e candidatos com julgamento por corrupção e participação em guarimbas.

- Devolução de empresas e terras nacionalizadas pelo governo Chávez.

Legalmente:

 - São aprovadas leis a favor do capital, tais como:

1) Lei dos Conselhos Produtivos de Trabalhadores (CPTT), esta lei surge em tempos de paralisações e desabastecimento de produtos, esta lei permite o uso do conhecimento dos trabalhadores para inovação em processos de produção privados, uma lei com muitas brechas.

2) Direito do investimento privado.

3) Lei antibloqueio que permite a privatização de empresas estatais ou intervenção de capital em alguns processos.

4) Lei dos Empreendedores, feita basicamente para as novas empresas de manutenção, serviço e venda de insumos e matérias-primas para as maquiladoras, visto tudo isso a partir do emprego precário.

que elimina grande parte de nossos ganhos salariais, legais e contratuais (elimina contratos coletivos, fluxograma de cálculo de salários, tabulações, tabelas etc.)

2.792Comida.

7) Em discussão lei de zonas especiais (ZEE).

Todas essas leis e políticas foram propostas não pelos militares de direita que estão dentro do governo, não, todas essas leis e decretos vêm de grupos de pessoas de uma esquerda reformista que buscam, com alianças com a burguesia, um processo de " libertação" em etapas. "e um socialismo que só eles conhecem, uma esquerda vacilante que vive de privilégios e posições, tanto dentro do governo como no sindicato dos trabalhadores.


No mês de março, Nicolás aumenta o salário mínimo nacional de 3 dólares para 30 dólares, fato que criou grandes expectativas entre os trabalhadores do país, esse aumento serviu para que os técnicos do governo terminassem de eliminar todos os ganhos salariais (o pouco que foi esquerda do salário normal), desvalorizando completamente o salário, essa ação política foi amplamente comemorada pelos bancos que multiplicaram seus capitais porque o estado incorpora US$ 80 milhões semanais para "estabilizar o Bolívar em relação ao valor do dólar.


 Tudo isso é comemorado também pela Fedecamaras, (a burguesia do agronegócio e importadora que multiplicam seus lucros) tanto que o meio digital bancário (Banking and Business) sai imediatamente apoiando a desvalorização dos salários, tudo isso faz parte dos acordos de diálogo entre governo e a oposição nas mesas de trabalho do México. Nesta situação os trabalhadores de setor têm dois conflitos:

1) para manter os ganhos salariais e respeito aos seus contratos coletivos, além de enfrentar demissões e repressão por parte de órgãos policiais.

2) enfrentar a aposentadoria antecipada, política promovida tanto pelo CVG quanto pelas empresas, desmantelando o maior sindicato do continente (mais de 16.000 associados).


Com a desvalorização do salário, busca-se tornar as empresas básicas e estratégicas atrativas para o capital transnacional, empresas como a Siderúrgica del Orinoco (SIDOR) com mais de 60 anos de experiência e conhecimento acumulado, tendo o menor salário de todas as siderúrgicas no mundo com trabalhadores altamente especializados, ou do setor de alumínio, também com mais de 60 anos de experiência e com uma classe trabalhadora especializada e com os salários mais baixos do setor em todo o mundo. O mesmo acontece com trabalhadores e professores do setor universitário, onde o contrato coletivo assinado no ano passado é desconhecido e todos os seus benefícios salariais são reduzidos.


É nesse quadro que se inscrevem as lutas do movimento operário revolucionário, bolivariano e chavista, como parte da resistência contra as correntes neoliberais e reformistas do governo.

Nós, trabalhadores, não podemos continuar a pagar pela crise do capital.

Nem capitalistas nem burocratas todo o poder para os trabalhadores.

Não à desvalorização salarial.

Não à reforma antecipada.

Até à vitória, sempre.


Osvaldo León (Rojo) militante do Coletivo de Controle Operário de Alcasa.

Guiana / Venezuela

*
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quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

DONDE ESTÁ CARLOS LANZ * Comité de Búsqueda y Liberación de Carlos Lanz / Venezuela

 DONDE ESTÁ CARLOS LANZ

República Bolivariana de Venezuela

Comité de Búsqueda y Liberación de Carlos Lanz


Venezuela, 12 de diciembre de 2021



*BALANCE*

*de la*

*ASN*



El miércoles 8 de diciembre de 2021 el Comité de Búsqueda y Liberación de Carlos Lanz ejecutó la Acción Simultánea Nacional (ASN), consistente en la consignación de un documento en la sede principal de la Defensoría del Pueblo así como en las demás sedes de las defensorías delegadas en todos los estados de la República. También abarcó la ASN la realización de un Tuitazo nacional a las 8 pm del aludido día.


Se procede de seguida a efectuar un BALANCE de la ASN, es decir, a determinar el nivel de realización de los objetivos y metas perseguidas en comparación con los resultados obtenidos producto de la misma. 


Para el Comité, el Balance es parte integrante de todo proceso de acción, de allí la pertinencia y obligación de su realización, pues con él se logra identificar las debilidades, errores, carencias, desviaciones, fortalezas, potencialidades, etcétera, en función de formular los planes dirigidos a corregir y superar todo cuanto afecte negativamente las capacidades combativas, así como para consolidar y ampliar las cualidades positivas con las que se cuenta.


Se fijaron como objetivos generales de la Acción Simultánea Nacional (ASN) los siguientes: 


*A.-* Mantener activa la agitación sobre el caso del camarada Carlos Lanz, en función de evitar que el conjunto de maniobras puestas en marcha para silenciarlo, promover el olvido y, finalmente, instaurar la impunidad logren su cometido.


*B.-* Continuar la denuncia sobre las irregularidades que presenta la investigación que sustancia el Ministerio Público, pues si las mismas no se subsanan no habrá posibilidad de liberar sano y salvo a Carlos Lanz del secuestro político del cual es objeto, menos aún, identificar a los responsables intelectuales y materiales del hecho y, por tanto, que se les imponga el castigo que les corresponde conforme a derecho.


*C.-* Requerir la intervención de la Defensoría del Pueblo, en tanto institución de rango constitucional encargada de promover y defender los derechos humanos, para que se haga parte en el proceso de investigación y, en tal sentido, coadyuve a su reactivación y garantice la realización de las diligencias investigativas que son necesarias para esclarecer el caso.


*D.-* Estimar la capacidad de convocatoria y movilización del Comité, en la perspectiva de evaluar la factibilidad de realizar con éxito una Macha Popular Nacional hacia Miraflores en enero o febrero del año 2022.


*E.-* Evaluar el desempeño de las vocerías del Comité en los estados y el Distrito Capital, a objeto de adoptar las medidas que sean pertinentes para su mejoramiento, fortalecimiento y ampliación.


*F.-* Profundizar y ampliar las relaciones con las diversas organizaciones que integran el Campo Popular y Revolucionario Venezolanos, en tal contexto, avanzar en la elaboración e implementación de un PLAN DE FORMACIÓN Y CAPACITACIÓN DE LA MILITANCIA que conduzca a elevar el nivel de combatividad de las organizaciones y, por tanto, propicie la reactivación y reorganización del Movimiento Popular y Revolucionario en Venezuela.

  

En lo tocante a las metas, no se establecieron en correspondencia directa con los objetivos trazados, sino en relación a las dos (2) actividades constitutivas de la ASN, valga decir, la consignación del documento y el Tuitazo nacional.


He aquí el Balance por actividades: 


*1.- CONSIGNACIÓN DEL DOCUMENTO:* 


Se contempló como meta consignar el documento en la mayor cantidad de defensorías delegadas del Pueblo, aspirando cubrir la totalidad del país, sin embargo, como límite mínimo se fijó los trece (13) estados en que se había actuado en la oportunidad en que se ejecutó la Acción Simultánea Nacional ante el Ministerio Público, es decir, en agosto de 2020. 


En esta ocasión se incorporaron a la ASN estados que no habían actuado en la anterior Acción, lográndose un total de dieciocho (18) entidades federales, a saber: Mérida, Táchira, Trujillo, Lara, Yaracuy, Portuguesa, Carabobo, Aragua, Miranda, La Guaira, Apure, Barinas, Nueva Esparta, Anzoátegui, Sucre, Monagas, Bolívar y Zulia. No se pudo concretar la participación en los estados Guárico, Delta Amacuro, Falcón, Cojedes y Amazonas.


En este sentido, se puede afirmar categóricamente que no sólo la meta fue cumplida en términos cuantitativos, sino que adicionalmente se logró que dicha ejecución se materializara en el marco de una activa agitación propagandística en las redes sociales.


Adicionalmente, con ocasión de la consignación del documento, en la mayoría de las defensorías delegadas del Pueblo con sede en los estados y en el Distrito Capital, se celebraron reuniones entre voceras y voceros del Comité y las y los titulares de dicha institución. Destacó como aspecto relevante de estas reuniones la cordialidad y diligencia brindada por las delegadas y los delegados de la Defensoría del Pueblo. 


En el caso de Caracas se contó con la participación del Dr. Isaías Rodríguez, ex Fiscal General de la República y el Dr. Ignacio Ramírez, Primer Suplente de la Defensoría Pública y Presidente de la Federación Nacional de Defensa de los Derechos Humanos. Ambos compatriotas exhiben una honrosa hoja de servicio a favor de la defensa de los derechos del Pueblo. 

 

Se subraya como un aspecto significativo, en el marco de esta actividad, el rol desempeñado por las Radios Comunitarias, las comunicadoras populares y los comunicadores populares, quienes con su labor contribuyen a romper el cerco informativo que han instaurado los grandes medios de difusión públicos y privados sobre el caso de Carlos Lanz.


Es importante tener presente que la logística para llevar a cabo esta actividad se basó exclusivamente en el esfuerzo y aporte hecho por las organizaciones e individualidades que participaron en la misma, toda vez que el Comité como dispositivo organizacional que aglutina a no menos de un centenar de grupos populares y revolucionarios no ha recibido ni recibe financiamiento de ningún ente público o privado, nacional o extranjero.


En efecto, la lucha por la liberación del camarada Carlos Lanz ha sido el fruto del trabajo voluntario, consciente y militante de un grueso contingente de activistas revolucionarios a lo largo y ancho de todo el país, quienes guiados por la firme convicción de la pertinencia histórica de combatir las injusticias, arbitrariedades y la impunidad no han cesado en la labor de denunciar, agitar, educar, organizar y luchar por la edificación de una Patria Socialista. 


Como aspecto relevante en el ámbito cualitativo es conveniente anotar que la Acción Simultánea Nacional implica y significa una actitud de nuevo tipo en el actual quehacer político, ya que si bien es cierto que no niega la centralización en los procesos de conducción de las luchas, no es menos cierto que concibe la amplitud y pluralidad como rasgos estructurantes del devenir en materia de organización y luchas populares, por cuya razón en las filas del Comité concurren organizaciones e individualidades diversas que tienen como elemento común y unificador el trabajo militante a favor de la defensa y rectificación de la Revolución Bolivariana.

    

En este sentido, para el Comité de Búsqueda y Liberación de Carlos Lanz no es posible construir una Patria Socialista sin combatir resueltamente las desviaciones en que incurren quienes asumen el ejercicio de funciones públicas, en especial, cuando las desviaciones implican la negación o trasgresión del orden jurídico institucional que adoptamos como Nación con motivo de la aprobación de la Constitución de la República Bolivariana de Venezuela en el año 1999. 


Asimismo, tampoco es posible dicha construcción si no se impulsa el protagonismo popular; si no se activan mecanismos para controlar el ejercicio del poder estatal; si no se avanza en la reactivación y reorganización del Movimiento Popular y Revolucionario como Sujeto Constructor de una nueva realidad histórica, habida cuenta que el destino de la Patria no es una cuestión que le pertenezca de forma exclusiva y excluyente a las personas que desempeñan altas funciones de Estado, sino que debe ser la sumatoria de múltiples esfuerzos que deben desarrollarse en una dinámica de apego absoluto a los mandatos Constitucionales y en ejercicio pleno e intenso de la democracia participativa.


Este es el aporte que el Comité viene realizando en silencio y consecuentemente al pueblo de Venezuela, valga decir, que mientras combate a quienes pretenden encubrir a los responsables del agravio contra Carlos Lanz, promueve una dinámica de lucha dirigida al rearme teórico, político y organizacional de los sectores populares con potencialidades revolucionarias. 


 Finalmente, cabe referir que en algunos estados los Enlaces que fueron designados para la coordinación de la ASN no ejecutaron las tareas que les correspondían realizar. Tal situación fue superada satisfactoriamente por la iniciativa de organizaciones y  militantes revolucionarios que asumieron la responsabilidad de ejecutar la acción, dando así, testimonio de su alto compromiso con las luchas populares.

 

*2.- TUITAZO NACIONAL:*


En esta actividad, más que metas, se estableció el objetivo de realizar un Tuitazo nacional a fin de difundir todos los registros fotográficos y de audiovisuales que se hicieran durante la consignación del documento en las oficinas de las defensorías delegadas del Pueblo. 


En esta oportunidad no se aspiraba a posicionarnos como primera tendencia nacional en la plataforma Twitter, incluso, no se habló de posiciones dentro del rating de etiquetas, ya que, se reitera, éste no era la actividad principal de la Acción Simultánea Nacional, lo cual no implica desmeritar su importancia y significado.


De otra parte, se tiene plena consciencia de las dificultades que en materia de propaganda electrónica han estado presentes a lo largo de la lucha por la liberación de Carlos Lanz.


 A título de ejemplo, cabe mencionar que a finales del mes de noviembre de 2021 fue designado el camarada Vichini Squillachy como responsable nacional de la Brigada Tuitera del Comité, a objeto de que dirigiera el trabajo relacionado con la propaganda electrónica, dado que se había paralizado en virtud de la ausencia justificada de la camarada que estaba encargada de dicha labor.


Para el momento en que se llevó a cabo el Tuitazo nacional no todos los estados y el Distrito Capital habían nombrado sus correspondientes Enlaces para integrar el Equipo Nacional de Propaganda Electrónica, lo cual, obviamente, repercute en el desempeño efectivo y eficiente de tan estratégica actividad.


Luego,  la convocatoria al Tuitazo se hizo tardíamente y con cierta debilidad, lo que también evidentemente influyó en el posicionamiento de la etiqueta elegida    para ese día 8 de diciembre de 2021.


Pese a toda esta adversa situación hubo una participación significativa de compañeras y compañeros que a título personal expresaron su solidaridad y opiniones en lo atinente a la situación que está viviendo el camarada Carlos Lanz, lo cual hizo posible que la etiqueta se posicionara por más de dos (2) hora en la posición séptima del rating nacional, al tiempo que se logró difundir todos los registros fotográficos y de audiovisual de los dieciocho (18) estados participantes más el Distrito Capital.


Es justo reconocer que en esta oportunidad se contó con un conjunto de flayers de mayor calidad, tanto en su arte como en su contenido, lo que indiscutiblemente redunda a favor de la imagen y fuerza de la gestión propagandística que ha emprendido el precitado camarada a cargo de la Brigada Tuitera del Comité.


En conclusión, se consiguió concretar el objetivo trazado para el Tuitazo, adicionalmente se logró posicionar la etiqueta en la tendencia nacional de la plataforma Twitter, todo lo cual equivale a reconocer que se alcanzaron resultados satisfactorios, aún hay muchas cosas que deben ser mejoradas y fortalecidas en esta materia.


*REUNIÓN CON EL DEFENSOR DEL PUEBLO:* 


No se fijó como meta reunirse con el Defensor del Pueblo, razón por la cual en la planificación inicial no se establecieron gestiones destinadas con tal propósito. No obstante, en las labores de coordinación con dicha institución para la consignación del documento, se abrió la posibilidad de llevar a cabo dicha reunión. En tal contexto, el Comité expresó su supremo interés en reunirse con el Prof. Alfredo Ruiz Angulo, quien oportuna y diligentemente tomó previsiones para asegurar que la reunión se concretara ese mismo día a las 4 pm en la sala de reuniones de su Despacho.


La reunión se desarrolló en un ambiente de mutuo respeto y cordialidad, correspondiéndole a la vocería del Comité iniciar el dialogo con una exposición en la que, entre otras cosas, manifestó:


Que agradecía la prontitud con que el Defensor del Pueblo atendió al Comité de Búsqueda y Liberación de Carlos Lanz; que la Acción Simultánea Nacional ejecutada ante la Defensoría del Pueblo no debía ser valorada como un acto de beligerancia u hostilidad para con la institución; que el Comité requería la intervención del Defensor del Pueblo para restablecerle los derechos humanos a Carlos Lanz que se les están violando doblemente, principalmente por el hecho de que el Estado no cumple con su obligación de investigar el caso con celeridad y exhaustividad. 


Continuó manifestando la vocería del Comité que el Ministerio Público no es su enemigo y, menos aún, el Fiscal General de la República; que la diferencia con el Ministerio Público reside en la actitud y forma como ha llevado la investigación sobre la desaparición forzosa de Carlos Lanz, ya que la misma presenta un cúmulo de irregularidades que conduce a pensar que no hay voluntad ni interés en que se sepa la verdad de lo que está ocurriendo con el camarada; que la única manera de liberar sano y salvo a Carlos Lanz y saber la verdad sobre su situación es que se reactive la investigación y se subsanen y corrijan todas las irregularidades que afectan la efectividad y objetividad de la investigación.


Finalizó la vocería del Comité su exposición afirmando que espera que la Defensoría del Pueblo en ejercicio de las atribuciones que le confiere el Texto Constitucional y la Sentencia número 469 que con fuerza vinculante dictó en fecha 27 de junio de 2017 la Sala Constitucional del Tribunal Supremo de Justicia intervenga en el caso a fin de coadyuvar en la reactivación de la investigación, se corrijan las irregularidades y se practiquen las diligencias investigativas que se requieren para esclarecer la situación. 


Por su parte, el Defensor del Pueblo expuso que el Despacho estaba en la mejor disposición para asumir las gestiones y diligencias necesarias en función de contribuir al esclarecimiento del caso; que iba a someter el documento consignado por el Comité al estudio de la Dirección General de los Servicios Jurídicos de la Defensoría del Pueblo para determinar qué actuaciones podía realizar la Defensoría en atención a sus atribuciones; que consideraba conveniente que se estableciera un enlace entre la Defensoría y el Comité para adelantar todos los trámites y gestiones necesarias en aras de concretar las diligencias que se vayan a realizar.


En síntesis, la reunión arrojó como resultado concreto el hecho de que el Defensor del Pueblo asumió el compromiso de comunicarse con los Enlaces designados por el Comité para sostener una nueva reunión una vez tuviera la opinión de la Dirección General de Servicios Jurídicos de la Defensoría del Pueblo sobre la petición formulada por el Comité de Búsqueda y Liberación de Carlos Lanz.


El Comité aprecia como altamente positiva la reunión sostenida con el Defensor del Pueblo, no sólo por la cordialidad que privó en el desarrollo de ésta, sino por la actitud asumida de entrar a conocer el caso, a pocas horas de habérsele planteado, todo lo cual marca una diferencia radical con la actitud asumida por el Fiscal General de la República, el Presidente de la Asamblea Nacional y el Presidente de la República en la que se ha hecho evidente el incumplimiento de sus obligaciones, la indolencia, negligencia y la más absoluta carencia de solidaridad ante el secuestro del que es objeto Carlos Lanz.

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En consideración a todo lo precedentemente expuesto la Coordinación Nacional del Comité de Búsqueda y Liberación de Carlos Lanz, *ACUERDA:*


*PRIMERO:* Declarar que los objetivos y metas de la Acción Simultanea Nacional fueron alcanzados satisfactoriamente, en consecuencia, dicha jornada de organización y lucha resultó un éxito, pese a los problemas que se confrontaron tanto en la fase de su preparación como de su ejecución.


*SEGUNDO:* Reconocer que el éxito de la ASN obedeció esencialmente al trabajo militante de todas y todos quienes a lo largo y ancho del país asumieron voluntaria y conscientemente las tareas que ésta implicaba. En definitiva, las auténticas revolucionarias y los auténticos revolucionarios son la garantía de la realización de las tareas que demanda el proceso revolucionario en estas complejas y exigentes horas por la que atraviesa la Patria Bolivariana.  

 

*TERCERO:* Implementar medidas destinadas a la ampliación y fortalecimiento de la Coordinación Nacional del Comité, procurando que en lo inmediato todos los estados cuenten con sus correspondientes vocería.


*CUARTO:* Centrarse en atender la situación de los estados Guárico, Delta Amacuro, Falcón, Cojedes y Amazonas para asegurar su actuación en futuras acciones.


*QUINTO:* Ratificar la pertinencia de la conformación del Equipo Nacional de Propaganda Electrónica, en consecuencia, exhortar a las entidades que no han designado a sus correspondientes enlaces que procedan a hacerlo en lo inmediato.


*SEXTO:* Previa evaluación especial, fijar la fecha para la realización de la Marcha Popular Nacional hacia Miraflores, de ser el caso.


*SÉPTIMO:* Crear el FONDO COMÚN del Comité de Búsqueda y Liberación de Carlos Lanz,  en la perspectiva de prever, en lo posible, la satisfacción del requerimiento  logístico que supone e implica el conjunto de actividades que se realizan en procura de alcanzar sus objetivos. En tal contexto, en lo inmediato se elaborará el Reglamente de Administración del Fondo Común del Comité, el cual regulará todo lo atinente a las actividades de recaudación, registro, uso,  administración,  rendición de cuentas, etc., del conjunto de recursos que por cualquier título se obtengan y, subsiguientemente, se empleen o egresen.  


*OCTAVO:* Reconocer el valioso rol desempeñado por las Radios Comunitarias, las comunicadoras populares y los comunicadores populares, quienes con su labor contribuyen a romper el cerco informativo que han instaurado los grandes medios de difusión públicos y privados sobre el caso de Carlos Lanz. En consecuencia, se hace necesario profundizar y ampliar las relaciones, en la perspectiva de organizar una fuerza comunicacional al servicio de los intereses y derechos del Pueblo. 


*NOVENO:* Continuar la ejecución del Plan de Distribución y Presentación del libro: Secuestro Político en Nuestra América ¿Dónde Está Carlos Lanz? 



*CARLOS ESTÁ VIVO Y LO VAMOS A RESCATAR*


*EL AGRAVIO CONTRA CARLOS LANZ NO QUEDARÁ IMPUNE*


*FLORES ROJAS, PUÑO EN ALTO, A CARLOS LANZ LO De!*


Comuníquese y ejecútese. 


Suscribe en Venezuela, a los 12 días del mes de diciembre del año 2021, la Coordinación Nacional del *COMITÉ DE BÚSQUEDA Y LIBERACIÓN  DE CARLOS LANZ RODRÍGUEZ.*

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Quién Responde Por Carlos Lanz? * Osvaldo Leon / Venezuela

 Quién Responde Por Carlos Lanz?

La fisura honda entre lo viejo y lo nuevo que no compacta, y el gatopardismo que pretende cicatrizarla, esa debe responder.

Lo constituido y lo constituyente es una contradicción que debe asumirse; para que las fuerzas populares ejerzan influencia, y así el poder delegado  aprenda a *Mandar Obedeciendo* y que pueda ser permanecer el espíritu revolucionario dentro del proyecto. *Por eso es que insurgen un Chávez, un Lanz, sirviendo de eslabones dentro de esta corriente histórico-social* que al final el sistema burgués vigente expulsó (físicamente).


*Ese Estado que no posee una perspectiva revolucionaria, que aún no es bolivariana, ni mucho menos comunal, es al que debemos principalmete interpelar, y que debe responder; algunxs por respondabilidad ordinaria y otrxs por obligación moral.*


*La pregunta la hace el pueblo bravo, las respuestas nuestras ya están dadas. Falta sólamente una, la que ya no depende de nosotrxs directamente.* Esa, que está silenciada, escamoteada, por los que ordeñan las vacas sagradas que no mostraron los nombres responsables y duelas de "empresas de maletín" que estafaron a la nación, pero que sí va con lupa, papel, lápiz, y boleto sin regreso contra lxs "trasnochadxs" por oler a marxismo radical entre las instituciones. Y que también puede dar consesiones a la derecha y la burguesía apátrida en Noruega, Santo Domingo (sin hablar de la burguesía revolucionaria). Esto en vez de ocuparse en purgar el burocratísmo, la precariedad laboral, la ineficiencia, y la corrupción. Y cuando lo combate, es una excepción como el caso descarado de Jacob Grey, en PDVSA-Gas Comunal, (y que luego pretenden desvincularlo mecánicamente de cualquier alto y "puro" burócrata). Bueno, ese Estado es el mismo que enjuició sin pruebas contundentes por 5 años de prisión a Aryenis y Alfredo por presunta "traición a la patria", cuando estaban librando una batalla moral dentro de PDVSA. Aunque, si pudo liberar al que quemó vivo al negro Figuera en Altamira.


*Dice Alí: La "justicia" siempre es eficiente cuando se trata del pobre.*


*Con esa relación del poder, existe una profunda diferencia, no de hoy, sino histórica*, y no significa que necesariamente hay que esquivarlo, sino que controlarlo, confrontarlo y subvertirlo. *Por ello la izquierda ejerce el poder gubernamental, debe entonces demuestrar su músculo y práxis revolucionaria*, que no prefiera perder un dedo en vez de meter la mano en candela por forjar el socialismo bolivariano, y se esfuerce por no perder la estrategia ni la confianza del pueblo.


 *Hoy no estamos en el epicentro del poder-saber así, todas las respuestas (en torno al Comandante Lanz) porque no administramos popularmente la política del Estado*, (ninguna na novedad) y porque *seguimos estando del mismo lado de la historia, que es abajo y a la izquierda*, hasta que aparezca Carlos Lanz, hasta que la revolución sea irreversible, hasta que seamos verdaderamente libres, soberanos, y se consolide la unión de patria en Nuestramérica. *Pero de que volvemos, volvemos; y por todos los caminos!


QuiénRespondePorCarlosLanz?