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sexta-feira, 22 de setembro de 2023

PLANO ESTRATÉGICO 2014-2024 * LIGA NACIONAL DOS CORPOS DE BOMBEIROS MILITARES DO BRASIL / LIGABOM

LIGABOM
PLANO ESTRATÉGICO 2014 - 2024
LIGA NACIONAL DOS CORPOS DE BOMBEIROS MILITARES DO BRASIL
LIGABOM
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Plano Estratégico da LIGABOM 2014-2024, o que os Oficiais Militares dos corpos de bombeiros pensam.


Indo direto ao assunto, os oficiais pensam que: “Bombeiros civis e voluntários são ameaças”, consideram os “desastres”, a “Força Nacional de Segurança Pública” e “ o aumento de representação legislativa” como oportunidades, excelentes propagandas na sociedade espetacular a qual permite holofotes para instituições públicas que se portam como empresas.

Se verificarmos o que aconteceu no país na última década veremos que os Corpos de Bombeiros Militares estaduais, estão em franco ataque as iniciativas de bombeiros civis, inclusive com criações de leis federais que limitam os serviços, e impõem sob o estado o recrudescimento do militarismo, que tem levado Associações de Bombeiros Voluntários de terceiro setor a adaptar-se com roupagem organizacional militar para sobreviverem, o que permite um poder absoluto para elites que as controlam.

Por outro, lado os desastres se transformaram em palco onde militares de diversos estados transitam com a ideia de “apoio”, mas que na verdade serve a implementar o “soft power” que inibe a população e sociedade civil de se organizarem com aportes públicos para criarem novas formas de atuarem em Proteção Civil e Emergência, minando inclusive iniciativa de bombeiros civis.

Neste caminho, a Força Nacional de Segurança Pública, passa a ser um dos painéis de ação dos “comandantes” militares para imprimir poder em desastres e trazer credibilidade institucional dentro e fora do Brasil, como numa das últimas “missões” com a de ida de 21 militares ao Canadá, para enfrentamento dos incêndios florestais, ou seja, em pleno governo de esquerda o lobby de militares sendo priorizado e fomentado através do grande tiro no pé, da primeira gestão Lula que foi a criação da Forna Nacional de Segurança Pública, ninho de articulação dos oficiais a nível com influência nas 55 corporações Policiais e Bombeiros Militares e outras 27 Policiais Civis do país, o que fatalmente contribuiu com o bolsonarismo. E por fim, observando o grande avanço no número de políticos oriundos dos corpos de bombeiros militares, que em SC elegeram recentemente um governador na esteira avassaladora do Bolsonarismo. 

O que não está sendo visto, pela esquerda, é que não há aleatoriedade, mas um planejamento calcado em metas e estratégias seguidas fielmente nos últimos anos, inclusive minando o que ele observam como adversários, não a esquerda, mas os Bombeiros Civis, hoje estes, perdidamente apaixonados em grande medida pela mosca da ultra direita. Por outro lado, a esquerda, para os oficiais de alta patente, dos Corpos de Bombeiros nunca foi um problema e se quer é lembrada, justamente pela forma como lidamos e vemos os bombeiros, “ anjos que salvam vidas”.

Logo, fica claro que a esquerda não sabe, mas as articulações militares estão nos escaninhos do Estado Burguês atuando sorrateira e silenciosamente, de maneiras mais ou menos clara, com mecanismos diversos, em reuniões públicas e privadas, ou em jantantes reuniões em salões e restaurantes com políticos e empresários, a atual nobreza, sanguessuga da classe  trabalhadora.

Assim, é a LIGABOM - Liga Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares - a qual hoje é nomeado como Conselho Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil, fundando em 2003, é uma associação que serve aos interesses de expor o pensamento e a forma determinante hegemônica de como lidar com a emergência e defesa civil no país, sob a tutela e domínio dos oficiais dos Corpos de Bombeiros Estaduais.

Através das 10 comissões que articulam o pensamento único em áreas da emergência e salvamento que vão, dos resgates urbanos, incêndios florestais, etc. Pode parecer que é algo simples e altruísta, aliás está a melhor estratégia de lidar com o assunto no país, “Bombeiros São heróis, salvam vidas”, logo são impassíveis de críticas e não se manifestam politicamente e são incólumes as ideologias de ultra direita.

O que não é verdade, pois que a essência é, o domínio e controle social, através da dependência ao serviço de militares, portanto ao seu poder. Assim, a Ligabom serve desde sua fundação, até o presente momento, aos interesses do oficialato dos 27 estados da federação, não havendo espaços nem para as praças discutirem e proporem caminhos.

Diante do cenário catastrófico de emergências climáticas e de desastres de mega magnitudes que desponta no horizonte humano, mais que nunca se torna importante e estratégico as classe trabalhadoras vir reivindicar seu poder e direito no que diz respeito à forma como realizar Proteção Civil, e Emergência no país, e no mundo, sendo questão de enfrentar as forças da grande locomotiva que queima tudo como combustível. Para tanto, descortinar as hegemonias e dominações de instituições públicas como os Corpos de Bombeiros Militares e seus tentáculos de roupagem civil como a LIGABOM, além de também dos fantasmas militaristas e centralizadores de diretorias anacrônicas e práticas de mercados dentro de associações civis de bombeiros voluntários que se portam como trampolim da elite para domínios políticos em pequenas cidades, conhecer o Plano Estratégico da LIGABOM é um instrumento de entendimento necessário.


Comuna, setembro, 2023

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sexta-feira, 22 de abril de 2022

CARTA DE NATAL * Movimento Policiais Antifascismo

CARTA DE NATAL
Movimento Policiais Antifascismo


Em 1935, na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, o povo brasileiro presenciou um fato histórico, que afetaria para sempre a política nacional e o movimento progressista mundial. A sublevação popular onde, pela primeira vez, por poucos dias uma cidade brasileira era governada por militantes comunistas como o sapateiro José Praxedes, um legítimo representante do proletariado, simbolizou a luta dos democratas e progressistas por igualdade, justiça social e combate ao fascismo.

Oitenta e sete anos depois, em 2022, num país governado pelo próprio fascismo em seu estado bruto, na presidência do abjeto líder autoritário, Jair Bolsonaro, e após uma terrível pandemia que ceifou a vida de mais de seiscentos mil brasileiros, mais uma vez a capital potiguar foi sede de um evento que ficará para a história. Durante três dias, militantes egressos do meio policial de todo o Brasil reuniram-se no 3º Congresso Nacional dos Policiais Antifascismo, onde, democraticamente, discutiu-se sua organização e os rumos do Movimento. 

Dentro do que foi estabelecido em nossos, por vezes exaustivos, mas produtivos debates, o MPAF (Movimento Policiais Antifascismo) apresenta a seguinte CARTA ABERTA à sociedade brasileira:

1. 
No processo eleitoral de 2022 que se avizinha, nosso compromisso enquanto movimento social é de que nossa militância esteja comprometida com candidaturas identificadas com proposições do espectro ideológico da esquerda política, na sua luta contra o fascismo, e, principalmente, com o objetivo de retirar Bolsonaro da presidência do país, seus filhos e quaisquer atores identificados com sua opção partidária e posicionamentos reacionários, retrógrados, machistas, racistas, misóginos, LGBTFóbicos e de fundamentalismo religioso. Defendemos que todos os membros do MPAF coabitem e militem lado a lado, com respeito, tolerância, flexibilidade, harmonia, admissão da diversidade e diálogo fraterno, dentro do espectro do campo político e partidário da esquerda. Não estamos atrelados a nenhuma candidatura específica, mas estamos receptivos a abrir discussões e construir debates com os(as) mais variados(as) candidatos(as), que estejam comprometidos(as) em discutir o planejamento de uma segurança pública e um sistema penal de um Estado democrático, para nossa sociedade. Mantemos a unidade de nosso movimento como sendo de caráter suprapartidário. Contudo, no segundo turno das eleições presidenciais, teremos um compromisso claro de apoiar toda candidatura que se opuser ao sinistro projeto de reeleição do atual presidente Bolsonaro, uma vez que sua candidatura representa a principal candidatura da direita e do neofascismo que assola a nação brasileira. Por isso, definimos em nosso Congresso, dentre nossas táticas, participar de todas as mobilizações contra a campanha de Bolsonaro,na defesa dos direitos sociais, da soberania nacional e das liberdades democráticas.

2.
Debater e divulgar uma Plataforma Programática Emergencial com os mais amplos setores democráticos, populares, progressistas, socialistas, comunistas e antifascistas, a fim de apresentar soluções aos mais críticos problemas nacionais relacionados à fome, desemprego e desigualdade social.

3.
 Debater e construir uma Plataforma Programática a respeito da Segurança Pública, Política de Drogas e Sistema Penal com os mais amplos setores democráticos, populares, progressistas, socialistas, comunistas e antifascistas, com vistas à transformação do modelo policial e de combate à violência criminal, vigente no país. 

4.
 Pela revogação imediata da PEC do Teto de Gastos. Pretendemos com isso mais investimentos e recursos financeiros do Estado brasileiro para programas sociais, redução da pobreza e da desigualdade, bem como pela valorização profissional de todos os servidores públicos, especialmente dos servidores policiais, com melhor tratamento e atendimento às suas famílias, melhores condições de trabalho e remuneração digna.

5.
 Realizar, nos espaços onde atuamos, debates para construir uma Alternativa Programática para 2022, sobre que projeto de nação e sociedade queremos, para torná-la mais democrática e mais inclusiva.

6.
Organizar campanhas de solidariedade às comunidades periféricas, sem-teto, sem-terra, quilombolas e indígenas, participando das campanhas de arrecadação de alimentos e itens de higiene pessoal, denunciando publicamente a situação de abandono dessas comunidades por parte do Estado.

7.
Construir e participar das campanhas contra a violência à mulher, contra o público LGBTQI+, nos Estados e no plano nacional.

8.
 Trabalhar para incorporar os estados onde já se tem MPAF organizado, mas sem oficialização, assim como contribuir com os estados e regiões em que ainda não há organização ou célula do MPAF.

9.
 Aprofundar a análise do Manifesto do Movimento, concebido durante seu nascedouro, em 2017, a fim de atualizá-lo conforme a realidade nacional pós-pandemia, o crescimento do fascismo e advento do bolsonarismo.

10.
 Realizar atividades de formação política nos estados, distrito federal e a nível nacional, dialogando com o servidor público policial, sobre sua condição de trabalhador e explorado por um sistema autoritário, desumano, a serviço de uma classe dominante interessada na criminalização da pobreza e na transformação do policial de agente público a mero repressor social, braço armado de um Estado e governos fascistas, tolhedores de direitos e da liberdade humana.

11.
 Continuar a campanha do “Fora Bolsonaro”, nos eventos do próprio Movimento ou em manifestações juntamente com outros setores organizados da sociedade civil.

12.
 Finalizar o Livro do MPAF que já está em fase de conclusão para apresentar à editora para impressão. Com esta obra pretendemos estabelecer o registro histórico e literário da atuação do

Movimento em prol da democracia e de uma sociedade mais justa, menos violenta e solidária, no seu combate ao fascismo em todas as suas formas e manifestações.

13.
 Após III Congresso Nacional, promover os Encontros Estaduais e o Encontro Distrital, na perspectiva organizativa e de atuação local, a fim de assegurarmos o crescimento, projeção local e nacional e funcionalidade de nosso movimento.

14.
 Promover o debate entre os membros efetivos do MPAF, sobre a participação destes no processo eleitoral de 2022.

Diante dos pontos expostos, assinamos esta carta na qualidade de militantes políticos e sociais, ativistas das causas progressistas e humanitárias, comprometidos com uma sociedade e um sistema de segurança pública, popular, mais justo e igualitário. CONTRA O FASCISMO SEMPRE, UNIDOS SEMPRE E DESTEMIDOS SEMPRE! PELA ORDEM SOCIAL MAIS JUSTA! MAS CONTRA A ORDEM QUE SÓ OPRIME E ESCRAVIZA!

Natal, 21 de abril de 2022.

FONTES
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