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quinta-feira, 21 de abril de 2022

TIRADENTES HERÓI NACIONAL * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT

TIRADENTES HERÓI NACIONAL

 A INDEPENDÊNCIA NÃO VEIO

Apesar da inconfidência 

A liberdade é pequena

E custa os olhos da cara

Tão cara que mal se paga

E a quem não paga se prenda 

Seja pobre seja preto

Se for índio mulher gay

Apanha e morre sem vez 


Apesar da inconfidência 

Te confidencio em segredo:

A independência depende

Do nome e do que consome

Se for nobre se for homem 

Rico branco e de renome

Tirando isso, reclame

Quem viva de reclamar 


Mas não se inflama demais

Porque se não és liberto

Inda perder pode mais

Quem sente e não se cala

A liberdade não veio

Enquanto fugiu a utopia

Para lugar mais distante

Donde o leão rugia 


Lá longe no mais escuro

Esconderijo onde possa

Escapar da tirania

Vê a litania cantar

Enquanto passa o féretro 

Dentro do esquife o morto

Morto sem viver o gosto

De viver na lida livre 

Sem ser rei já foi deposto

Exposto, que todos vejam

Que não se pode querer

Ser livre sem ter poder. 


Edil C. / AL



O sonho de liberdade


Outrora ecoou
Bravos brasileiros
Por ela lutaram e sonharam,
Mais a covardia
Falou mais alto ,
E a vida de um bravo
A traição matou.

Tiradentes fora apenas sonhador,
mas o sonho deu sementes:
e as sementes deram flor!

Mesmo sabendo do seu fim
Dissera Tiradentes:

Jurei morrer pela independência do Brasil, cumpro a minha palavra!
Dez vida tivesse, dez vidas daria.


Quebrem-se amarras, correntes,
mais o sonho da liberdade
não morreu com Tiradentes,
ficou para a eternidade...

Há que se ter medo.
Há que se ter cuidados
Há que se ter ouvidos, olhos e mãos de entender.

Há que se confidenciar a poucos.
Há que se omitir de muitos.
A traição, a opressão, a chibata, a inaceitação.

Seguem-nos, cercam-nos, amordaçam-nos
Calam-nos, sem perdão.
Morreu um herói brasileiro


Em busca de mudanças, Tiradentes caminhou para a morte, mas também consagrou sua honra perante Minas Gerais, e pela sua pátria nação. 

Yvana Rangel / BA

O MÁRTIR 


Dia 21 de abril

É um dia comentado

Nesse dia no Brasil

Um homem foi enforcado

Era um cara  destemido

Por amigos e parentes

E era muito conhecido 

Pelo nome Tiradentes


Foi um mártir no Brasil

Por falar contra um sistema

Covarde, racista e vil

E por isso sua pena

Foi uma morte cruel

Pelo seu comportamento

De maneira  desumana

Através do enforcamento


Corajoso e destemido

Era contra a escravatura

Respeitado e temido

Por mostrar sua bravura

Mas um plano elaborado

Foi o que o destruiu

Um amigo se vendeu

E o  Tiradentes traiu


Hoje o mártir do sistema

É o povo brasileiro

E que sofre como pena

Um vírus bem traiçoeiro

Aplaudido e aclamado

Pela elite convencida

E que é manipulada

Por um grande genocida


O genocida infelizmente

É o chefe da nação

Trata-se de um presidente

Que é pai da corrupção

Que ali foi colocado

Pela manada de gado

Sem princípios e sem noção


Assistimos com tristeza

Tanta vida se perder

E nossa única certeza

É ver mais gente morrer

O mundo testemunhando

O genocídio no Brasil

Esse vírus já ceifou

Bem mais de seiscentas mil


Comemorando o aniversário

Da capital federal

Com dor e medo enfrentamos

Esse vírus tão fatal

Pois o nosso presidente

Insano e inconsequente

Sói faz crescer esse mal


Abraçou e apertou mãos

E da máscara fez deboche

Provoca aglomeração

E faz do povo fantoche

Nem um pouco se importa

Com menino nem menina

O vírus ele transporta

E faz piada com a vacina


Aquele mártir, Tiradentes

Foi um morto enforcado

Mas agora o algoz

Insano, demente, irado

Só faz  rir e aglomerar

Sem a ninguém respeitar

Pra ver cidadão morrer

Sofrendo falta de ar


A nossa uma única saída

Foi fazer isolamento

Para preservar a vida

Mudando o comportamento

E em 2022 

Pro Brasil seguir em frente

É derrubar esse jumento

E eleger novo presidente.


Autoria da professora Alba Valéria,

poetisa do entorno aos 21 de abril de 2021 em morrinhos/GO


O BRASIL NA VELHA RIMA

Marcelo Mário de Melo 


Pedro Álvares Cabral

colônia de Portugal

Império nacional

pessoal

regencial

república de marechal

ditadura e general

ato institucional

abertura gradual

anistia parcial

eleição colegial

constituinte congressual

presidência imperial

corrupção visceral. 


 

Al al al

al al al

al al a. 


É pau

é pau

é pau. 


Liberal

liberal

liberal. 


É só mudar a rima! 


MARCELO MARIO DE MELO/PE

TIRADENTES

Um sonho de liberdade
Zé Maria de Fortaleza e Arievaldo Viana

Num Brasil de tantos Silvas
Quero falar do primeiro
Que embalou nossa pátria
Com um sonho verdadeiro
Foi Joaquim José da Silva
Um grande herói brasileiro.

(...)

Trata-se de um grande herói
Que seus dons proeminentes
Os colocaram no rol
Dos grandes inconfidentes
Foi Joaquim José da Silva
Xavier, o Tiradentes.

Nasceu no século dezoito
No ano quarenta e seis
No Distrito de Pombal
Que lembra o grande Marquês
De Pombal, que foi ministro
Do reinado português.

(...)

Seu padrinho era dentista
E por razões evidentes
Ele aprendeu logo a arte
E por questões decorrentes
Da profissão, lhe custou
A alcunha de Tiradentes.

Na profissão de dentista
Não quis mais continuar
E resolveu investir
Na carreira militar
Foi comandante das tropas
Sem nada lhe intimidar.

(...)

Tiradentes, um plebeu
De origem muito pobre,
Conviveu por algum tempo
No meio de gente nobre
E ante tanta injustiça
Sua vocação descobre.

Viu que a nação brasileira
Não estava satisfeita
Com as ordens lusitanas
E a cobrança suspeita
Percebeu que tal proposta
Por muitos não era aceita.

(...)

Era um homem inteligente
De ampla e clara visão
Um sonho de liberdade
Movia seu coração
Livrar o Brasil Colônia
Do jugo da opressão.

(...)

Tiradentes e seus pares
A justa revolta urdiram
Porém os planos vazaram
Num precipício caíram
Joaquim Silvério e mais dois
Ouviram tudo e o traíram.

(...)

Antes da revolução
Chegar a hora e a vez
A notícia foi levada
Ao Vice-Rei português
Pelo delator infame
Joaquim Silvério dos Reis.

(...)


Prenderam então Tiradentes
Na Rua dos Latoeiros
Já na prisão recebeu
Notícias dos companheiros
Que também estavam presos
Pra revolta dos mineiros.

(...)


A vinte e um de abril
No ano noventa e dois
Daquele século dezoito
A maldade disse: “Pois
Sendo assim, massacrem o réu
Para enforcá-lo depois.


Foram percorrendo as ruas
Lá do Rio de Janeiro
Desde a cadeia ao patíbulo
Levando o prisioneiro
Que apesar do sofrimento
Tinha um semblante altaneiro.


Ao contrário do que os livros
De história têm mostrado
Ele subiu ao patíbulo
Com o cabelo raspado
Trajando uma longa túnica
Por um carrasco puxado.


(...)

Ele cumpriu sua sina
Bastante resignado,
Sonhando ver seu País
Da opressão libertado,
Depois de morto, o herói
Foi também esquartejado.

(...)


Somente com a República
O nosso herói Tiradentes
Virou personalidade
Histórica entre os combatentes
E foi cognominado
Mártir dos inconfidentes.
*

TIRADENTES E A INCONFIDÊNCIA MINEIRA

01

No tempo colonial
A Corte de Portugal
Estava fazendo mal
Para o povo brasileiro;
E foi no solo mineiro
Que essa história teve início,
Findando com sacrifício
Daquele herói verdadeiro.

02

Nossa gente tributada
De maneira exagerada
Daquilo estava cansada:
Impostos altos, insanos!
Além disso, os lusitanos
Com normas de impedimento
Contra progresso e fomento
Frustravam os nossos planos.

03

Vigorava uma opressão
E também exploração
Dos ouros na região
Que era grande produtora.
Da lavra mineradora,
Os lusos quintos cobravam,
Vinte por cento levavam
Pra terra dominadora.

04

As reservas do metal
Caminhavam pro final,
Mas sem cessar, no local,
A cobrança da coroa
Que pra ficar numa boa
Criou a tal de Derrama,
Ficou grave o panorama
Com as ordens de Lisboa.

05

A Derrama consistia
Em forçar quem produzia
A entregar certa quantia:
Por ano, eram cem arrobas.
As forças do rei, não bobas,
Não cumpridas exigências,
Pertences das residências
Tiravam, cruéis, improbas.

06

Perante a situação,
A nossa população
Procurava solução,
Frear aquela indecência.
Por causa da intransigência,
Ante as dores do problema,
Ficou bem mais forte o tema
De chegar à independência.

07

Uma turma reunida
Imaginou a saída
Pra não ser mais oprimida
E o Brasil ser libertado.
O grupo foi liderado
Por um alferes, enfim.
O seu nome era Joaquim, (*)
O Tiradentes falado.

08

Os ditos inconfidentes,
Com seu líder Tiradentes,
Tinham firme em suas mentes
A proposta patriótica
E segundo a sua ótica
Precisavam se mexer
No intuito de reverter
A coisa, demais caótica.

09

O citado agrupamento
Agendou enfrentamento
Quando do acontecimento
Da Derrama no país
Porque sempre o apoio quis
Da população irada
E deveras revoltada
Com aqueles atos vis.

10

Porém, matando a esperança,
Um xará da liderança (**)
Traiu sua confiança,
Delatou toda a intenção:
Em troca de ter perdão
Para as dívidas que tinha,
Sua atitude mesquinha
Decretou a frustração.

11

Logo após aprisionados
E pro Rio encaminhados,
Todos foram acusados
De infiéis à monarquia.
Parte dos homens iria
Rumo a outro continente.
O líder inconfidente
Pena diversa teria.

12

Ao chefe do movimento
Um castigo mais sangrento:
Morte por enforcamento,
Passada em vinte e um de abril.
Foi-se um mártir não servil,
Contudo, deixou plantada
A semente da esperada
Liberdade do Brasil!

(*) Joaquim José da Silva Xavier
(**) Joaquim Silvério dos Reis

Jerson Brito / RO*

*

BRASIL REVOLUCIONÁRIO - VERA MASCARENHAS / SP

SALVE 21.04.2022. - *DIA DE TIRADENTES*-.

TEXTO DA WEB


Tiradentes (1746-1792), só viveu 46 anos, foi o líder da Inconfidência Mineira, primeiro movimento de tentativa de libertação colonial do Brasil. Ganhou a vida de diferentes maneiras, além de militar no posto de Alferes, foi tropeiro, minerador, comerciante e se dedicou também às práticas farmacêuticas e ao exercício da profissão de dentista, o que lhe valeu o apelido de Tiradentes. O dia 21 de abril, dia de sua morte, é feriado nacional.

Tiradentes (Joaquim José da Silva Xavier) nasceu no sítio do Pombal, distrito de São João del-Rei (hoje Tiradentes) na capitania de Minas Gerais, no dia 12 de novembro de 1746. Filho do português Domingos da Silva Santos, que se dedicava à mineração, e da brasileira Maria Antônia da Encarnação Xavier. Era o quarto filho entre sete irmãos. Com nove anos, Joaquim José ficou órfão de mãe e aos onze perdeu o pai.

Tiradentes foi criado na casa do padrinho, o cirurgião Sebastião Ferreira Leite. que era especialista em arrancar dentes. José Joaquim não fez os estudos regulares e trabalhou como mascate e minerador. Aprendeu a arrancar dentes com o padrinho.Tornou-se sócio de uma botica de assistência à pobreza na ponte do Rosário, em Vila Rica e se dedicou também às práticas farmacêuticas e ao exercício da profissão de dentista, o que lhe valeu o apelido de Tiradentes.

Tiradentes trabalhou no transporte de mercadorias entre Minas e o Rio com uma tropa de burros. Nessa época, o auge da mineração de Minas Gerais já havia passado e os portugueses acusavam o povo da colônia de burlar a coroa, quando estes diziam que as minas estavam esgotadas.

Em dezembro de 1775, Tiradentes entrou para o Exército Colonial na 6ª. Companhia de Dragões da Capitania de Minas Gerais. Como era descendente de português teve o privilégio de ingressar nas armas já como oficial, sem passar pelos postos subalternos. Tornou-se alferes e em 1781 foi nomeado comandante da Patrulha do Caminho Novo, que ligava Minas Gerais ao Rio de Janeiro, por onde passava toda a produção de ouro e diamantes com destino ao porto, rumo a Portugal.

Tiradentes começou a sentir a pressão do reino. Portugal exigia que grandes recursos humanos fossem aplicados exclusivamente na mineração, proibindo o estabelecimento de engenhos na região de Minas e punindo todos os contrabandistas. Não só os mineiros, mas toda a população era obrigada a pagar elevados impostos, o que promovia um descontentamento geral.

Em 1787, Tiradentes pediu licença da cavalaria e seguiu para o Rio de Janeiro onde foi tentar vida novaElaborou projetos para construir armazéns no cais, para proteção e guarda das mercadorias e projetou a canalização dos rios Andaraí e Maracanã para melhoria do abastecimento de água da cidade e aguardava a liberação do financiamento. Tiradentes permaneceu um ano na capital.Nessa época, já pregava a liberdade da colônia. Em setembro de 1788, procurou o filho do capitão-mor da Vila Rica, José Álvares Maciel, que chegara recentemente da Europa e também alimentava os sonhos da independência.Em dezembro de 1788, terminada a licença, Tiradentes regressa a Minas Gerais. A chegada de um novo governador para a colônia, Luís Antônio Furtado de Mendonça o Visconde de Barbacena, trazendo a incumbência de decretar a derrama, ou seja, a cobrança de todos os impostos atrasados intensificou ainda mais o sonho de liberdade.

Tiradentes passou a fazer propaganda, em Vila Rica e seus arredores, a favor da independência do Brasil. A primeira reunião dos conspiradores ocorreu na casa do Tenente-Coronel Paula Freire. A eles se uniram o Padre Carlos Correia de Toledo e Melo, vigário de São João del-Rei, homem rico e influente, e pessoas de certa projeção social, como Cláudio Manuel da Costa, poeta e antigo secretário de governo, Tomás Antônio Gonzaga, poeta e ex-ouvidor da Comarca e Inácio José de Alvarenga Peixoto, minerador.A Inconfidência Mineira, como ficou conhecida a rebelião, já que os revoltosos estavam negando fidelidade à Coroa portuguesa, foi planejada. Um projeto de constituição foi redigido. A nova capital deveria ser São João del-Rei. Tiradentes propõe que a bandeira da nova república seja um triângulo vermelho com fundo branco, simbolizando a Santíssima Trindade. Alvarenga sugere a inscrição tomada ao poeta latino Virgílio: “Libertas quae sera tamen” – “Liberdade ainda que tardia”.

No dia 15 de março de 1789, o coronel Silvério dos Reis, fazendeiro e minerador, introduzido no movimento, conhecia todos os planos e delata a conspiração em troca do perdão para suas dívidas. Nessa época, Tiradentes encontrava-se no Rio de Janeiro em busca de conquistar novos adeptos à causa revolucionária. No dia 1 de maio, Silvério chega ao Rio, em busca de Tiradentes.No dia 10 de maio de 1789, a casa de Domingos Fernandes da Cruz, onde Tiradentes se encontrava, foi cercada e Tiradentes preso. Dias depois, em Vila Rica, seus companheiros também eram detidos, e iniciou-se a investigação e o processo dos acusados.
***