TIRADENTES HERÓI NACIONAL
A INDEPENDÊNCIA NÃO VEIO
Apesar da inconfidência
A liberdade é pequena
E custa os olhos da cara
Tão cara que mal se paga
E a quem não paga se prenda
Seja pobre seja preto
Se for índio mulher gay
Apanha e morre sem vez
Apesar da inconfidência
Te confidencio em segredo:
A independência depende
Do nome e do que consome
Se for nobre se for homem
Rico branco e de renome
Tirando isso, reclame
Quem viva de reclamar
Mas não se inflama demais
Porque se não és liberto
Inda perder pode mais
Quem sente e não se cala
A liberdade não veio
Enquanto fugiu a utopia
Para lugar mais distante
Donde o leão rugia
Lá longe no mais escuro
Esconderijo onde possa
Escapar da tirania
Vê a litania cantar
Enquanto passa o féretro
Dentro do esquife o morto
Morto sem viver o gosto
De viver na lida livre
Sem ser rei já foi deposto
Exposto, que todos vejam
Que não se pode querer
Ser livre sem ter poder.
Edil C. / AL
Outrora ecoou
Bravos brasileiros
Por ela lutaram e sonharam,
Mais a covardia
Falou mais alto ,
E a vida de um bravo
A traição matou.
Tiradentes fora apenas sonhador,
mas o sonho deu sementes:
e as sementes deram flor!
Mesmo sabendo do seu fim
Dissera Tiradentes:
Jurei morrer pela independência do Brasil, cumpro a minha palavra!
Dez vida tivesse, dez vidas daria.
Quebrem-se amarras, correntes,
mais o sonho da liberdade
não morreu com Tiradentes,
ficou para a eternidade...
Há que se ter medo.
Há que se ter cuidados
Há que se ter ouvidos, olhos e mãos de entender.
Há que se confidenciar a poucos.
Há que se omitir de muitos.
A traição, a opressão, a chibata, a inaceitação.
Seguem-nos, cercam-nos, amordaçam-nos
Calam-nos, sem perdão.
Morreu um herói brasileiro
Em busca de mudanças, Tiradentes caminhou para a morte, mas também consagrou sua honra perante Minas Gerais, e pela sua pátria nação.
O MÁRTIR
Dia 21 de abril
É um dia comentado
Nesse dia no Brasil
Um homem foi enforcado
Era um cara destemido
Por amigos e parentes
E era muito conhecido
Pelo nome Tiradentes
Foi um mártir no Brasil
Por falar contra um sistema
Covarde, racista e vil
E por isso sua pena
Foi uma morte cruel
Pelo seu comportamento
De maneira desumana
Através do enforcamento
Corajoso e destemido
Era contra a escravatura
Respeitado e temido
Por mostrar sua bravura
Mas um plano elaborado
Foi o que o destruiu
Um amigo se vendeu
E o Tiradentes traiu
Hoje o mártir do sistema
É o povo brasileiro
E que sofre como pena
Um vírus bem traiçoeiro
Aplaudido e aclamado
Pela elite convencida
E que é manipulada
Por um grande genocida
O genocida infelizmente
É o chefe da nação
Trata-se de um presidente
Que é pai da corrupção
Que ali foi colocado
Pela manada de gado
Sem princípios e sem noção
Assistimos com tristeza
Tanta vida se perder
E nossa única certeza
É ver mais gente morrer
O mundo testemunhando
O genocídio no Brasil
Esse vírus já ceifou
Bem mais de seiscentas mil
Comemorando o aniversário
Da capital federal
Com dor e medo enfrentamos
Esse vírus tão fatal
Pois o nosso presidente
Insano e inconsequente
Sói faz crescer esse mal
Abraçou e apertou mãos
E da máscara fez deboche
Provoca aglomeração
E faz do povo fantoche
Nem um pouco se importa
Com menino nem menina
O vírus ele transporta
E faz piada com a vacina
Aquele mártir, Tiradentes
Foi um morto enforcado
Mas agora o algoz
Insano, demente, irado
Só faz rir e aglomerar
Sem a ninguém respeitar
Pra ver cidadão morrer
Sofrendo falta de ar
A nossa uma única saída
Foi fazer isolamento
Para preservar a vida
Mudando o comportamento
E em 2022
Pro Brasil seguir em frente
É derrubar esse jumento
E eleger novo presidente.
Autoria da professora Alba Valéria,
poetisa do entorno aos 21 de abril de 2021 em morrinhos/GO
O BRASIL NA VELHA RIMA
Marcelo Mário de Melo
Pedro Álvares Cabral
colônia de Portugal
Império nacional
pessoal
regencial
república de marechal
ditadura e general
ato institucional
abertura gradual
anistia parcial
eleição colegial
constituinte congressual
presidência imperial
corrupção visceral.
Al al al
al al al
al al a.
É pau
é pau
é pau.
Liberal
liberal
liberal.
É só mudar a rima!
MARCELO MARIO DE MELO/PE
TIRADENTESUm sonho de liberdade
Zé Maria de Fortaleza e Arievaldo Viana
Num Brasil de tantos Silvas
Quero falar do primeiro
Que embalou nossa pátria
Com um sonho verdadeiro
Foi Joaquim José da Silva
Um grande herói brasileiro.
(...)
Trata-se de um grande herói
Que seus dons proeminentes
Os colocaram no rol
Dos grandes inconfidentes
Foi Joaquim José da Silva
Xavier, o Tiradentes.
Nasceu no século dezoito
No ano quarenta e seis
No Distrito de Pombal
Que lembra o grande Marquês
De Pombal, que foi ministro
Do reinado português.
(...)
Seu padrinho era dentista
E por razões evidentes
Ele aprendeu logo a arte
E por questões decorrentes
Da profissão, lhe custou
A alcunha de Tiradentes.
Na profissão de dentista
Não quis mais continuar
E resolveu investir
Na carreira militar
Foi comandante das tropas
Sem nada lhe intimidar.
(...)
Tiradentes, um plebeu
De origem muito pobre,
Conviveu por algum tempo
No meio de gente nobre
E ante tanta injustiça
Sua vocação descobre.
Viu que a nação brasileira
Não estava satisfeita
Com as ordens lusitanas
E a cobrança suspeita
Percebeu que tal proposta
Por muitos não era aceita.
(...)
Era um homem inteligente
De ampla e clara visão
Um sonho de liberdade
Movia seu coração
Livrar o Brasil Colônia
Do jugo da opressão.
(...)
Tiradentes e seus pares
A justa revolta urdiram
Porém os planos vazaram
Num precipício caíram
Joaquim Silvério e mais dois
Ouviram tudo e o traíram.
(...)
Antes da revolução
Chegar a hora e a vez
A notícia foi levada
Ao Vice-Rei português
Pelo delator infame
Joaquim Silvério dos Reis.
(...)
Prenderam então Tiradentes
Na Rua dos Latoeiros
Já na prisão recebeu
Notícias dos companheiros
Que também estavam presos
Pra revolta dos mineiros.
(...)
A vinte e um de abril
No ano noventa e dois
Daquele século dezoito
A maldade disse: “Pois
Sendo assim, massacrem o réu
Para enforcá-lo depois.
Foram percorrendo as ruas
Lá do Rio de Janeiro
Desde a cadeia ao patíbulo
Levando o prisioneiro
Que apesar do sofrimento
Tinha um semblante altaneiro.
Ao contrário do que os livros
De história têm mostrado
Ele subiu ao patíbulo
Com o cabelo raspado
Trajando uma longa túnica
Por um carrasco puxado.
(...)
Ele cumpriu sua sina
Bastante resignado,
Sonhando ver seu País
Da opressão libertado,
Depois de morto, o herói
Foi também esquartejado.
(...)
Somente com a República
O nosso herói Tiradentes
Virou personalidade
Histórica entre os combatentes
E foi cognominado
Mártir dos inconfidentes.
01
No tempo colonial
A Corte de Portugal
Estava fazendo mal
Para o povo brasileiro;
E foi no solo mineiro
Que essa história teve início,
Findando com sacrifício
Daquele herói verdadeiro.
02
Nossa gente tributada
De maneira exagerada
Daquilo estava cansada:
Impostos altos, insanos!
Além disso, os lusitanos
Com normas de impedimento
Contra progresso e fomento
Frustravam os nossos planos.
03
Vigorava uma opressão
E também exploração
Dos ouros na região
Que era grande produtora.
Da lavra mineradora,
Os lusos quintos cobravam,
Vinte por cento levavam
Pra terra dominadora.
04
As reservas do metal
Caminhavam pro final,
Mas sem cessar, no local,
A cobrança da coroa
Que pra ficar numa boa
Criou a tal de Derrama,
Ficou grave o panorama
Com as ordens de Lisboa.
05
A Derrama consistia
Em forçar quem produzia
A entregar certa quantia:
Por ano, eram cem arrobas.
As forças do rei, não bobas,
Não cumpridas exigências,
Pertences das residências
Tiravam, cruéis, improbas.
06
Perante a situação,
A nossa população
Procurava solução,
Frear aquela indecência.
Por causa da intransigência,
Ante as dores do problema,
Ficou bem mais forte o tema
De chegar à independência.
07
Uma turma reunida
Imaginou a saída
Pra não ser mais oprimida
E o Brasil ser libertado.
O grupo foi liderado
Por um alferes, enfim.
O seu nome era Joaquim, (*)
O Tiradentes falado.
08
Os ditos inconfidentes,
Com seu líder Tiradentes,
Tinham firme em suas mentes
A proposta patriótica
E segundo a sua ótica
Precisavam se mexer
No intuito de reverter
A coisa, demais caótica.
09
O citado agrupamento
Agendou enfrentamento
Quando do acontecimento
Da Derrama no país
Porque sempre o apoio quis
Da população irada
E deveras revoltada
Com aqueles atos vis.
10
Porém, matando a esperança,
Um xará da liderança (**)
Traiu sua confiança,
Delatou toda a intenção:
Em troca de ter perdão
Para as dívidas que tinha,
Sua atitude mesquinha
Decretou a frustração.
11
Logo após aprisionados
E pro Rio encaminhados,
Todos foram acusados
De infiéis à monarquia.
Parte dos homens iria
Rumo a outro continente.
O líder inconfidente
Pena diversa teria.
12
Ao chefe do movimento
Um castigo mais sangrento:
Morte por enforcamento,
Passada em vinte e um de abril.
Foi-se um mártir não servil,
Contudo, deixou plantada
A semente da esperada
Liberdade do Brasil!
(*) Joaquim José da Silva Xavier
(**) Joaquim Silvério dos Reis





