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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Recusar o nazismo de Monark e Kataguiri e o Apartheid de Israel * FEPAL

Recusar o nazismo de Monark e Kataguiri e o Apartheid de Israel
FEPALº
NÃO DÊ PÉROLAS AOS PORCOS

Diante da apologia ao nazismo no Flow Podcast de segunda-feira (7) envolvendo o entrevistador Monark e o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), um dos entrevistados, esta Federação Árabe Palestina do Brasil manifesta veemente condenação nos termos que seguem:

– É inaceitável a defesa da legalização do nazismo ou de qualquer ideologia que promova o racismo, o ódio, a intolerância, o colonialismo e a ideia de que o “outro” pode ser eliminado;

– A liberdade de expressão tem limites que impedem relativizar ou elogiar o extermínio de grupos humanos e fazê-lo é crime contra a humanidade;

– Não toleramos apologia ao nazismo ou a negação de seus crimes, assim como não toleramos o negacionismo quanto às violações dos direitos humanos de outros grupos étnicos ou religiosos e as ideologias que as promovem em várias partes do mundo;

– É por isso que atuamos no alerta à sociedade dos crimes de lesa-humanidade que sofre o povo palestino, cometidos por Israel, como o de apartheid, confirmado em novo relatório, agora da Anistia Internacional, divulgado há 10 dias;

– Renovamos o que é publicamente conhecido: não somos anti-judeus! Somos contrários ao sionismo, ideologia supremacista com ecos nazistas que defende a superioridade de judeus sobre não judeus na Palestina ocupada por Israel, o que vem causando morte e destruição ao povo palestino;

– Não sejamos hipócritas, portanto. Quem não tolera o nazismo não pode tolerar o sionismo e seu estrago aos milhões de palestinos perseguidos e massacrados por Israel, um estado-nação que se propõe exclusivamente judeu.

– Quem não tolera o nazismo não pode ser conivente com os crimes de lesa-humanidade de apartheid e limpeza étnica, promovidos por Israel na Palestina;

– Por fim, não há racismos toleráveis e intoleráveis, a depender das vítimas, conforme buscou fazer crer Kataguiri, contumaz detrator da Palestina, que se defendeu afirmando que “não tem ninguém mais pró-Israel dentro do parlamento do que eu”.

Palestina Livre a Partir do Brasil, 9 de fevereiro de 2022, 75º ano da Nakba.

FEPAL - FEDERAÇÃO ÁRABE PALESTINA DO BRASIL

ADENDO:

A FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES/FRT,

apoia toda iniciativa de combate ao nazismo e defende veementemente o reconhecimento do ESTADO DA PALESTINA, no âmbito do DIREITO DE AUTO DETERMINAÇÃO DOS POVOS.
***

quarta-feira, 31 de março de 2021

DIA DA TERRA PALESTINA / NOTA DA FEPAL * FRT/BR

 DIA DA TERRA PALESTINA

Há 45 anos, em Nazaré, a polícia de Israel matou seis palestinos numa manifestação pacífica contra o roubo de terras para a construção de assentamentos judaicos. Desde então, o 30 de março é relembrado como o Dia da Terra Palestina, uma das principais datas do calendário nacional palestino e um dos grandes marcos da resistência contra a colonização israelense. 

Os protestos de 1976 mobilizaram milhares de pessoas em toda a Palestina histórica, da Galileia ao Al Náqab, sobretudo nas cidades que haviam sido colocadas sob toque de recolher pelas forças de ocupação do regime. Além das mortes, centenas de pessoas ficaram feridas e muitas foram presas. 


Todos os anos no Dia da Terra a população palestina promove atos, em vários lugares do mundo, para celebrar a resistência e denunciar os crimes do regime supremacista israelense e de seu projeto colonial, que segue em franca expansão. Muitas pessoas plantam uma oliveira para celebrar a data. A árvore símbolo da cultura palestina, fonte de renda para muitas famílias, é um dos alvos favoritos de Israel, que as destrói aos milhares todos os anos. 


Sempre teremos gente para plantar. Eles podem até nos derrubar, nos arrancar de nossa terra, mas enquanto algum de nós ainda estiver vivo, seguiremos semeando novos frutos e RESISTIREMOS. 


Viva a Terra Palestina!

(Nota da FEPAL - https://fepal.com.br/ )


APELO DA CRIANÇA PALESTINA

(Texto do Mural da Feira de Nova York em 1964)

Antes que te vás,
poderás gastar mais um minuto
para ouvir uma voz sobre a Palestina
e talvez ajudar-nos a consertar um mal?

Sempre, desde o nascimento de Cristo, 
e, mais tarde, com a vinda de Maomé,
cristãos, judeus e muçulmanos, crentes num só Deus,
lá viveram juntos em pacífica harmonia.

Por séculos, foi assim,
até que estrangeiros vindos de fora,
dizendo uma coisa e pensando outra,
começaram a comprar terra e agitar o povo.

Os vizinhos tornaram-se inimigos
e brigaram uns com os outros.
Os estrangeiros, considerados, um dia, vítimas do terror,
tornaram-se feros profissionais do terror.

Procurando a paz a todo custo,
inclusive ao custo da justiça,
o cego mundo, em solene assembleia,
dividiu a terra em duas,
pondo de lado
o direito de autodeterminação.

O que daí se seguiu, talvez o saibas:
buscando remediar o mal, 
nossos vizinhos mais próximos
tentaram ajudar-nos em nossa causa,
e, por motivo fora de seu controle,
não o conseguiram.

Hoje, há um milhão de nós,
alguns como nós, mas muitos como minha mãe,
passando a vida na miséria do exílio,
esperando a volta ao lar.

Mas, mesmo agora, 
para proteger seus ganhos mal adquiridos,
como se a terra fosse sua e tivessem esse direito,
ameaçam perturbar o curso do Jordão
e fazer o deserto florescer de guerreiros.

E quem os deterá?
O mundo parece não se preocupar
ou está cego ainda.
Por isso estou contente de teres parado
e escutado a história.

(in LAMENTO DOS OPRIMIDOS, Missão da Liga dos Estados Árabe - 1971. Mansour Chalita, Rio de Janeiro-RJ 1971)