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terça-feira, 8 de abril de 2025

DOC FOLHA CORRIDA: EXIBIÇÃO ÚNICA E GRATUITA DA ESTREIA DA SÉRIE 27/04 * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

DOCUMENTÁRIO FOLHA CORRIDA

Nossa equipe realizou uma ampla investigação a respeito da 
*colaboração material do Grupo Folha de S. Paulo com a ditadura* 
que resultou na série *Folha Corrida*
 vai ser lançada no dia 27 de abril, domingo, às 20h, 
pela Plataforma ICL.

Pedimos apoio na divulgação para que essa história pouco conhecida e bastante grave seja do conhecimento de todos os brasileiros.

Abaixo o trailer da série. Espero que possam assistir.
Serviço: Série Folha Corrida, dia 27 de abril, domingo, 20h, no ICL Notícias.

INSTITUTO CONHECIMENTO LIBERTA-ICL
ROCK ANTIFASCISTA

terça-feira, 28 de maio de 2024

EXTREMA DIREITA E NEOLIBERALISMO MATAM E AMPLIAM DESTRUIÇÃO NO RS * ELEONORA DE LUCENA/FSP

EXTREMA DIREITA E NEOLIBERALISMO MATAM E AMPLIAM DESTRUIÇÃO NO RS
ELEONORA DE LUCENA
Jornalista e Editora do TUTAMÉIA, ex-Editora-Executiva da Folha SP (2000/2010) - 26.05.24 - FSP


Governador e prefeito devastaram proteção ambiental e instituições públicas
Meus irmãos ainda recolhem o entulho do que sobrou da casa em que vivi na infância e adolescência no Menino Deus, em Porto Alegre.
Submersos havia dez dias, móveis, roupas, papéis, livros, quadros, eletrodomésticos formam agora uma montanha de rejeitos na calçada.
Em frangalhos e com o fedor de podridão, a história dali vai junto com os destroços reunidos pelos vizinhos, muitos deles moradores do lugar desde os anos 1960, quando o bairro começou a tomar forma, com calçadas largas, plátanos, cinamomos, escolas.
Familiares e amigos ainda não sabem o que restou de suas casas.
Nos históricos assentamentos do MST, pioneiros na produção orgânica na região metropolitana, as perdas de uma construção de 30 anos foram imensas: produção, animais, estoque, maquinário.
Pequenos agricultores viram a enxurrada levar seus projetos, suas perspectivas de futuro. Nos abrigos, dezenas de milhares choram.
Como é praxe no Brasil, são os mais pobres, os negros que mais sofrem com a lama, o frio, a perda, a desesperança. Mais de 160 pessoas morreram; dezenas ainda estão desaparecidas.
Não precisava ter sido assim.
As políticas neoliberais do governador Eduardo Leite (PSDB) e a voraz destruição realizada pelo prefeito bolsonarista Sebastião Melo (MDB) amplificaram em muito as consequências das chuvas.
Submetidos aos interesses dos plantadores de soja, das construtoras e dos capitalistas que querem sugar tudo o mais rapidamente possível, o governador que posa de modernoso e o prefeito da extrema direita cumpriram um roteiro já bem conhecido: devastaram as leis de proteção ambiental, demoliram instituições públicas com privatizações, desmantelaram órgãos de planejamento e sucatearam criminosamente sistemas que defendiam a capital gaúcha de inundações.
Pior. Seguem com sua sanha predatória no meio da catástrofe. Têm pressa em entregar nacos do poder público a interesses privados, mirando negócios mirabolantes no processo de reconstrução.
Rapidamente, fecham acertos com consultorias que integram o esquema da extrema direita mundial, cujo histórico é de jogadas que beneficiam os mais ricos e descartam os mais pobres, jogando-os para longe dos espaços gourmetizados, colonizados e deslumbrados.
Ignoram o conhecimento acumulado de cientistas, engenheiros, urbanistas que, principalmente nas universidades, estudam essas questões há décadas.
Não será surpresa se empresas estadunidenses ou suas aliadas aparecerem para pegar os contratos de construção.
Como se sabe, as firmas nacionais do setor foram dizimadas pela Lava Jato, com assessoria do Estado norte-americano, no processo do golpe de 2016 que culminou com a chegada de Jair Bolsonaro ao Planalto, a perda de soberania, a passagem da boiada e a mortandade promovida na pandemia.
A extrema direita, como já ficou provado também no Brasil, faz o governo dos ricos, do salve-se quem puder, do entreguismo, da violência, da morte.
Não é outro o desenho das alardeadas "cidades provisórias". Elas desprezam as necessidades dos que não têm onde morar agora, transferindo-os para locais distantes, sem infraestrutura mínima, tirando-os da paisagem para, quem sabe, tentar incentivar o turismo em Gramado!
É sabido que boa parte da elite econômica do Rio Grande do Sul é de direita e flerta com o fascismo.
O avanço da monocultura da soja reforçou o domínio dessa ideologia, que foi base da ditadura militar e do governo Bolsonaro.
Seu rastro autoritário e reacionário acompanhou a expansão da fronteira agrícola para o Centro-Oeste e o Norte do país.
Agora, os mesmos que propagandeavam as maravilhas do livre mercado olham para suas perdas e correm para pedir socorro ao Estado, aquele espezinhado até anteontem e que trataram de esmigalhar para lucrar.
Está cristalino que, sem a ação do Estado, resta o caos — o alvo maior da extrema direita.
Mas a população do Rio Grande do Sul e de Porto Alegre já demonstraram que podem mudar. Lideraram transformações sociais e protagonizaram avanços. É possível começar a descartar o entulho da obscuridade que encharca com podridão as ruas da metrópole.

FONTE

***

quinta-feira, 18 de maio de 2023

FOLHA DE SÃO PAULO A DEGRADAÇÃO DE UM JORNAL * Dante Lucchesi

FOLHA DE SÃO PAULO A DEGRADAÇÃO DE UM JORNAL
Dante Lucchesi

A campanha sistemática da Folha de São Paulo para desgastar a imagem do presidente Lula já vai figurar como um dos episódios mais nojentos da história do jornalismo no Brasil. É uma campanha sistemática que distorce os fatos e cria outros, apenas para publicar manchetes negativas com o nome do presidente Lula, mesmo quando o fato reportado nada tem a ver com o presidente. Dois exemplos rápidos.

Primeira manchete: Emenda de ministro de Lula vira obra que empurra água para dentro de casas (08/05/2023). Fato: uma obra mal executada de calçamento de uma minúscula rua numa pequena cidade do interior do Maranhão faz com que a água da chuva escorra para dentro da casa de alguns moradores. Já não é um fato que justifique uma manchete no noticiário nacional. Além disso, a emenda não é do ministro, ministro não tem emenda. É uma emenda do deputado que agora é ministro. E mais, o deputado não é responsável pela condução da obra custeada pela sua emenda. Quem deve ser responsabilizado é órgão que foi contemplado pela emenda. O deputado pode ser questionado pela pertinência da emenda, não por sua execução. Mas pouco importa a lógica, a informação e os princípios básicos do jornalismo. O que importa é publicar uma manchete negativa com o nome do presidente Lula.

Segunda manchete: Amigo de Lula blindou patrimônio para não pagar credores, dia investigação (09/05/2023). Trata-se de um processo na justiça civil e criminal, envolvendo uma empresa privada de uma família. Não há qualquer ligação desse processo com presidente Lula, não há qualquer favorecimento do Estado ao réu do processo que foi ou é amigo do presidente Lula, mas não há qualquer interferência do governo Lula no caso. Então, por que colocar o nome do presidente Lula na manchete? De acordo com os princípios básicos do jornalismo sério, o que poderia ser feito era, no máximo, se referir a amizade com o presidente no corpo da matéria. Mas, mais uma vez o que importa é publicar uma manchete negativa com o nome do presidente Lula.

Há muito tempo que a Folha, assim como toda mídia capitalista no Brasil, não funciona como veículo de informação pública, mas como um órgão de propaganda e defesa dos interesses do grande capital financeiro e do agronegócio devastador do meio ambiente. Foi movido por esse princípio que essa mídia apoiou as aberrações da Lava Jato, o golpe parlamentar de 2016, a prisão arbitrária do presidente Lula e a eleição de Bolsonaro em 2018, além de naturalizar o monstruoso, corrupto e genocida governo do miliciano fascista, bem como se omitir diante de toda a utilização da máquina pública para tentar a reeleição do pior presidente da história do Brasil e de um dos mais abjetos, desprezíveis e toscos chefes de estado de toda história da humanidade.

É também movido por esse princípio que a Folha e a mídia capitalista procuram desgastar o governo Lula e se contrapor, sem qualquer imparcialidade, às medidas desse governo que contrariam o grande capital financeiro, como as críticas do presidente Lula à absurda taxa de juros com que o bolsonarista que presidente do Banco Central impõe ao povo brasileiro, gerando recessão, desemprego e mantendo milhões de brasileiros na miséria. Além de propagar a falácia de que os juros altos combatem a inflação (quando, na verdade, só servem para manter os ganhos estratosféricos da especulação financeira), ainda têm a prepotência de questionar a autoridade do presidente da República de se contrapor a essa política de juros criminosa. O mesmo vale para a absurda política de preços da Petrobras, em paridade com o preço do Petróleo em dólar, que penaliza a população do Brasil para manter os lucros exorbitantes dos grandes acionistas privados da empresa. E a tentativa do atual do governo de corrigir as aberrações da lei de privatização da Eletrobras, e assim por diante. O alinhamento da mídia corporativa com a posição do grande capital financeiro é automático e inflexível, sem qualquer espaço para o contraditório.

Mesmo diante desse quadro lastimável da mídia capitalista, no que se refere à falta de ética, honestidade intelectual e compromisso com princípios básicos do jornalismo, a Folha ocupa uma posição especial, não porque esta exceda a dos demais, mas porque esse jornal, embora como toda a mídia capitalista tenha apoiado a ditadura militar, inclusive cedendo automóveis para a OBAN (uma organização paramilitar terrorista composta por militares que sequestravam, torturavam e assassinavam opositores da ditadura), a Folha teve um papel positivo no processo de democratização, especialmente na campanha das Diretas Já (que a Globo, por exemplo, boicotou). O jornal até recentemente procurava afetar uma imagem de pluralismo, mesmo que muito rala e enganosa, se contrapondo, por exemplo, ao Estado de São Paulo, órgão que se notabiliza pelo seu reacionarismo e sectarismo contra qualquer movimento democrático e popular.

Portanto, é lastimável assistir a esse espetáculo deplorável de degradação de um jornal que um dia, teve um mínimo de compromisso com o jornalismo, no universo de uma mídia que se destaca pela mediocridade e o reacionarismo.

segunda-feira, 18 de abril de 2022

FOLHA DE SÃO PAULO É GOLPISTA * Eleonora de Lucena / SP

 FOLHA DE SÃO PAULO É GOLPISTA

“Não adianta pedir desculpas daqui a 50 anos.”


“Ninguém poderá dizer que não sabia. É ditadura, é tortura, é eliminação física de qualquer oposição, é entrega do país, é domínio estrangeiro, é reino do grande capital, é esmagamento do povo. É censura, é fim de direitos, é licença para sair matando.


As palavras são ditas de forma crua, sem tergiversação --com brutalidade, com boçalidade, com uma agressividade do tempo das cavernas. Não há um mísero traço de civilidade. É tacape, é esgoto, é fuzil.


Para o candidato-nojo, é preciso extinguir qualquer legado do iluminismo, da Revolução Francesa, da abolição da escravatura, da Constituição de 1988.


Envolta em ódios e mentiras, a eleição encontra o país à beira do abismo. Estratégico para o poder dos Estados Unidos, o Brasil está sendo golpeado. As primeiras evidências apareceram com a descoberta do pré-sal e a espionagem escancarada dos EUA. Veio a Quarta Frota, 2013. O impeachment, o processo contra Lula e sua prisão são fases do mesmo processo demolidor das instituições nacionais.


Agora que removeram das urnas a maior liderança popular da história do país, emporcalham o processo democrático com ameaças, violências, assassinatos, lixo internético. Estratégias já usadas à larga em outros países. O objetivo é fraturar a sociedade, criar fantasmas, espalhar medo, criar caos, abrir espaço para uma ditadura subserviente aos mercados pirados, às forças antipovo, antinação, anticivilização.


O momento dramático não permite omissão, neutralidade. O muro é do candidato da ditadura, da opressão, da violência, da destruição, do nojo.


É urgente que todos os democratas estejam na trincheira contra Jair Bolsonaro. Todos. No passado, o país conseguiu fazer o comício das Diretas. Precisamos de um novo comício das Diretas.


O antipetismo não pode servir de biombo para mergulhar o país nas trevas.


Por isso, vejo com assombro intelectuais e empresários se aliarem à extrema direita, ao que há de mais abjeto. Perderam a razão? Pensam que a vida seguirá da mesma forma no dia 29 de outubro caso o pior aconteça? Esperam estar livres da onda destrutiva que tomará conta do país? Imaginam que essa vaga será contida pelas ditas instituições --que estão esfarrapadas?


Os arrivistas do mercado financeiro festejam uma futura orgia com os fundos públicos. Para eles, pouco importam o país e seu povo. Têm a ilusão de que seus lucros estarão assegurados com Bolsonaro. Eles e ele são a verdadeira escória de nossos dias.


A eles se submete a mídia brasileira, infelizmente. Aturdida pelo terremoto que os grandes cartéis norte-americanos promovem no seu mercado, embarcou numa cruzada antibrasileira e antipopular. Perdeu mercado, credibilidade, relevância. Neste momento, acovardada, alega isenção para esconder seu apoio envergonhado ao terror que se avizinha.


Este jornal escreveu história na campanha das Diretas. Depois, colocou-se claramente contra os descalabros de Collor. Agora, titubeia --para dizer o mínimo. A defesa da democracia, dos direitos humanos, da liberdade está no cerne do jornalismo.


Não adianta pedir desculpas 50 anos depois.


Eleonora de Lucena

Jornalista, ex-editora-executiva da Folha (2000-2010) e copresidente do serviço jornalístico TUTAMÉIA (tutameia.jor.br)