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terça-feira, 23 de abril de 2024

BOZOTERRORISMO RUMO À PAPUDA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

BOZOTERRORISMO RUMO À PAPUDA
BOLSONARO EM QUEDA LIVRE
VENDILHÕES DO TEMPLO
TEM BOI ATÉ NO BUTECO
MILICOS NAZIFASCISTAS
ESTRUME DE DIREITA

sábado, 2 de março de 2024

IGREJA DE POLÍTICO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

IGREJA DE POLÍTICO
"OS BOLSONARISTAS NA PAULISTA E O POVO BRASILEIRO"
PLR AMÉRICA LATINA

No domingo 25 de fevereiro de 2024, um grande número de bolsonaristas foram à Avenida Paulista a manifestar-se em apoio às lideranças bolsonaristas, contra os ataques promovidos pelo STF [Supremo Tribunal Federal e a imprensa golpista.

Imediatamente algumas questões chamam a atenção:

1. Qual é o impacto da demonstração de força dos bolsonaristas?

2. Como chegamos a esse ponto?

3. Qual é o papel das organizações dos trabalhadores e das massas?

Vamos responder a cada uma dessas questões:
Qual é o impacto da demonstração de força dos bolsonaristas?

O impacto sobre a sociedade é grande porque mostra que o fascismo nas ruas continua ativo e com capacidade de mobilização.

O bolsonarismo tem sido atacado a partir das instituições do estado com o objetivo de manter a governabilidade da “frente ampla” de Lula-Alckmin, mas isso não implica que tenha desaparecido.

Na frente ampla estão todos os inimigos dos trabalhadores e do povo brasileiro, menos aqueles políticos mais identificados com o bolsonarismo.

Essa manifestação nos lembra que o bolsonarismo continua latente e que poderá voltar à ação contra o movimento de massas assim que for acionado novamente, o que provavelmente acontecerá assim que o governo Lula-Alckmin perder o controle social.

Como chegamos a esse ponto?

O fascismo nas ruas só cresce quando as classes dominantes enxergam a necessidade de enfrentar os trabalhadores e o povo mobilizados, mas não confiam nas forças repressivas.

O fascismo nas ruas foi colocado em ação em 21 de julho de 2013 para enfrentar o movimento estudantil nas ruas, que já estava estendendo-se ao movimento popular e que não conseguia ser controlado por meio da repressão brutal.

As organizações do movimento de trabalhadores e do movimento de massas foram apodrecidas principalmente nos governos do PT, por meio de vários mecanismos de corrupção das lideranças, num processo que já tinha sido muito acelerado nos governos de FHC.

As centrais sindicais, os sindicatos e os movimentos sociais foram tão corrompidos que quase não enfrentaram o fascismo nas ruas até 2016, e capitularam miseravelmente com Temer, quando não enfrentaram em qualquer medida as “reformas“ trabalhista e da Previdência.

A vitória do bolsonarismo em 2018 foi a maior fraude eleitoral em 100 anos da qual participaram as direções corrompidas do movimento de massas.
Qual é o papel das organizações dos trabalhadores e das massas?

A única força social capaz de enfrentar o fascismo nas ruas são os trabalhadores e os setores oprimidos da população organizados, nas ruas e em luta.

Como as organizações formada ao calor da luta em contra da Ditadura foram cooptadas pela pequeno-burguesia arrivista e corrupta, a saída para a grave situação só pode ser a mesma que foi na luta contra a Ditadura: o surgimento de organizações classista, de luta e revolucionárias.

Por exemplo, a CUT, a Central Única dos Trabalhadores, foi fundada em 1983 a partir da retomada de mais de 1500 sindicatos pelegos vinculados à Ditadura, por oposições classistas e revolucionárias.

A fundação do MST, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, foi fundado a partir do ascenso das lutas no campo.

O movimento estudantil foi refundado a partir do ascenso que se abriu em 1977.

Somente com novas organizações que sirvam como instrumento de luta e não da corrupção de um punhado de pequeno-burgueses corruptos é que o fascismo poderá ser enfrentado e derrotado nas ruas.
Como organizar os trabalhadores e o povo se estão paralisados?

Para analisar o desenvolvimento da luta de classes é preciso analisar a situação política atual em perspectivas, desde de onde vem na direção futura.

O aperto dos Estados Unidos sobre a América Latina é brutal e crescente, o que é imposto por sua maior crise histórica.

É esse aperto o que está fazendo implodir a Argentina e que marca o rumo à implosão de toda a região e até do mundo capitalista.

A política do imperialismo norte-americano é nos levar a uma guerra mundial, que só pode ser nuclear, para manter a economia funcionando a partir do complexo militar industrial, e para evitar a explosão da especulação financeira, da qual dependem os lucros de todas as grandes empresas. O papel que atribuiu à América Latina é mantê-la muito apertada como o seu quintal traseiro.

Uma nova explosão capitalista só pode ser muito pior do que foi a crise de 2008, com consequências sociais e políticas que podem levar a uma situação revolucionária.

A tarefa mais importante dos trabalhadores de luta e dos revolucionários hoje deve estar focada em organizar a luta dos trabalhadores e das massas que tende a tornar-se cada vez mais explosiva, conforme as condições de vida vão se tornando insuportáveis."

BOZOTERRORISMO
MORO E CIA
BOZOTERRORISTAS NA CADEIA
IGREJA DE POLÍTICO
IGREJA DE POLÍTICO
IGREJA DE POLÍTICO
TERRORISTAS REUNIDOS
PARTIDO DE TERRORISTAS
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sábado, 8 de julho de 2023

Extrema direita: Violência Política, Neonazismo e ataque a Democracia no Brasil * Jair Galvão - CE

Extrema direita: Violência Política, Neonazismo e ataque a Democracia no Brasil
JAIR GALVÃO
NOS ULTIMOS ANOS, MAIS ESPECIFICAMENTE, DESDE O GOVERNO DO EX-PRESIDENTE BOLSONARO, INTESIFICOU-SE NO BRASIL O FENOMENO DO DISCURSO DE ÓDIO, MUITAS VEZES PROMOVIDOS PELO PRÓPRIO EX-PRESIDENTE E SEUS SEGUIDORES, FACILITADO PELA ACESSO A PLATAFORMAS DIGITAIS DE COMUNICAÇÃO, COM FORTE IMPACTO NA SOCIEDADE BRASILEIRA, DE TAL FORMA QUE O ÓDIO, PARA ALÉM DE UM SENTIMENTO NEGATIVO, TORNOU-SE, TAMBÉM, UMA LUCRATIVA MERCADORIA A GERAR CAPITAL ECONOMICO E TAMBÉM CAPITAL SOCIAL E POLÍTICO

quarta-feira, 1 de março de 2023

NAZISTAS AGRIDEM CAMPANHA DA FRATERNIDADE * Confederação Nacional dos Bispos do Brasil/CNBB

NAZISTAS AGRIDEM CAMPANHA DA FRATERNIDADE


Cristãos extremistas de direita atacam Campanha da Fraternidade: “Comunismo”.
Campanha da Fraternidade de 2023 tem como tema o combate à fome, mas ultraconservadores veem críticas ocultas ao governo Bolsonaro.


Católicos ultraconservadores estão mobilizados contra a Campanha da Fraternidade de 2023, que tem como tema o combate à fome. Cristãos extremistas veem na ação, promovida pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no período da Quaresma, uma espécie de conspiração comunista e convocam outros fiéis a não se envolver nem doar para a campanha.

A abordagem crítica dos católicos ultraconservadores à Campanha da Fraternidade e à própria CNBB não é novidade, mas pode ser mais ou menos feroz dependendo dos temas escolhidos ou do contexto político. Neste ano, que marca o início do terceiro governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas últimas eleições, os ataques estão intensos.

Os críticos acusam os bispos da CNBB de distorcer citações bíblicas e manipular a comunidade católica para atacar ideais caros à direita e promover ideias de esquerda, no que seria uma trama para promover a doutrina da Teologia da Libertação, abordagem cristã que enfatiza a defesa dos oprimidos e tem inspiração marxista/comunista.

A mobilização contra a Campanha da Fraternidade de 2023 é liderada por influenciadores digitais ligados ao bolsonarismo e por uma entidade ultraconservadora católica que ficou famosa ao tentar censurar na Justiça um especial de Natal do grupo humorista Porta dos Fundos em 2020.
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sábado, 14 de janeiro de 2023

EXTREMISTAS BR * GLOBOPLAY

EXTREMISTAS BR 

Do armamentismo ao uso da religião, do negacionismo à manipulação da moral e dos costumes, da engenharia dos algoritmos ao chamado marketing da indignação. Para mostrar como o extremismo tomou conta da direita radical no Brasil e entender os motivos que levam milhares de brasileiros a disseminar discursos golpistas, a nova série original Globoplay, 'extremistas.br', escuta especialistas e pesquisadores que monitoram esse comportamento e acompanha personagens conhecidos da política nacional, atores políticos improváveis, influenciadores digitais em ascensão, militantes arrependidos e eleitores desconhecidos. 

Os três primeiros dos oito episódios da série, produzida pelo Jornalismo da Globo, estarão disponíveis a partir desta quarta-feira, dia 11, na plataforma. Os três seguintes estreiam no dia 18 e, os dois últimos, no dia 25 de janeiro.

A produção, que começou em março de 2021 e durou quase dois anos, está sendo atualizada após os ataques antidemocráticos provocados por extremistas que invadiram e depredaram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (SFT) no último domingo, dia 8. O lançamento só acontece depois das eleições para que os diferentes elementos da série não fossem tirados de contexto e explorados na campanha eleitoral. "Foi um mergulho intenso e desafiador.

 Nosso trabalho em extremistas.br foi principalmente de ouvir e observar. É interessante que muitos se abriram para a nossa equipe, quando abordados fora do ambiente de grupo, em conversas individuais. A minha sensação é de que a série é uma contribuição duradoura para o debate sobre os motivos que levam as pessoas a atacarem a democracia", explica Caio Cavechini, diretor da série.

'extremistas.br' traz histórias de quem se mantém oculto na guerra virtual, como um jovem que trabalha engajando internautas usando fake news e ataques à reputação de adversários dos seus clientes. Ao acirrar os ânimos e estimular a indignação – sentimento que, segundo especialistas, explica a sedução exercida por discursos raivosos no mundo todo – ele ajuda a pavimentar o caminho dos radicais. 

Uma militante infiltrada em grupos radicais testemunha a estratégia do chamado gabinete do ódio e como eles incentivam os protestos antidemocráticos. Outro personagem é um influenciador, de 19 anos, que tenta ganhar espaço entre dezenas de youtubers para monetizar seu canal divulgando ideias extremistas.

Casos como as mortes do tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, em julho deste ano, e de um soldado da PM da Bahia, por conta de um surto possivelmente motivado por fake news durante a pandemia de Covid-19, simbolizam a troca do debate político pelo uso da arma de fogo. A série faz também um mergulho em acontecimentos recentes como os protestos antidemocráticos depois do fim da eleição presidencial de 2022. A produção acompanha de perto a rotina de manifestantes inconformados com o resultado do pleito, que ficaram acampados na frente de quartéis do Exército pedindo intervenção militar e promovendo ataques permanentes às urnas e ao Supremo Tribunal Federal.

A série também conta a história do casal de universitários que criou o perfil brasileiro do Sleeping Giants, movimento dedicado a alertar empresas e consumidores sobre páginas em redes sociais acusadas de disseminar mensagens falsas e discursos de ódio. A dupla já teve em sua mira o blogueiro Allan dos Santos, do canal Terça Livre, o apresentador de TV, Sikera Junior, e a militante Sara Winter, que também é entrevistada pela produção.

A série original 'extremistas.br', produção do Jornalismo da Globo, estará disponível no Globoplay a partir do dia 11 de janeiro.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

DESCAMINHOS DO NAZIBOLSONARISMO * Dimas Antônio de Souza-SP

DESCAMINHOS DO NAZIBOLSONARISMO
Dimas Antônio de Souza-SP 

do Instituto de Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas e que tem se dedicado a estudar a base ideológica do bolsonarismo.

Eles bloquearam rodovias, acamparam em frente a quartéis e, mais recente, promoveram verdadeiros atos de vandalismo em Brasília. O movimento de extrema-direita brasileiro se mantém nas ruas baseado em fatos que se aproximam mais do sonho, ou pesadelo, do que da realidade.

“Na cabeça das pessoas que estão na rua, o mundo está acabando e o mal está dominando. Eles acreditam que estão numa guerra santa, numa cruzada”. Essa é a avaliação do professor Dimas Antônio de Souza, do Instituto de Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais e que tem se dedicado a estudar a base ideológica do bolsonarismo.

O movimento, afirma o professor, cria para si uma mitologia, com direito a vilão, conspiração e salvador. Seriam eles, respectivamente e resumidamente: Lula, Foro de São Paulo e Bolsonaro. Longe de ser uma piada de mal gosto, a estrutura dessa narrativa tem bases históricas.

Devemos mesmo classificar o movimento de extrema direita como “bolsonarista”? Ele é tão vinculado assim à figura de Bolsonaro?

Dimas Antônio de Souza: É uma extrema-direita bolsonarista. Pior foi ter chamado de "bozo". Dar nome de palhaço a alguém de tamanha gravidade e seriedade, coisa que setores fizeram desde o início.

Vi essa discussão, se deveria chamar de bolsonarismo, uma vez que não tem "hitlerismo", mas acho que não vai muito sentido no caso brasileiro. Frisar sempre a ligação do bolsonarismo com o extremismo é necessário. Inclusive, se a gente dissociar, corremos o risco de conseguirem, de uma forma ou outra, separar o que é inseparável: o bolsonarismo do extremismo de direita.

O que se pode dizer, hoje, quanto à composição desse movimento? Ainda é o chamado “núcleo duro” bolsonarista ou isso se expandiu?

Não tenho pesquisas para me apoiar em números, mas o movimento tende a ficar cada vez mais reduzido. O extremismo, tanto de direita ou de esquerda, tende a ser grupo minoritário nas sociedades democráticas. O movimento de rua, que está na porta dos quartéis, não é um movimento extremamente grande, preocupante em número. Não chega a 100 mil pessoas no Brasil todo, em rodízio.

A direita brasileira - que não é a extrema - votou em Bolsonaro, mas nem todos os eleitores vão cair no extremismo. O bolsonarismo cresceu no vácuo deixado pelo PSDB. O Aécio Neves fez um desserviço para a democracia brasileira e para o partido dele. Ao apostar em um discurso muito radical, que não era próprio do PSDB, ele abriu a base eleitoral do partido para a extrema direita, e a extrema direita surfou nessa onda.

Por isso é muito importante associar Bolsonaro ao extremismo, para que as pessoas mais sensatas da direita saiam dessa seara e voltem ao campo democrático. A sinalização do governador de São Paulo eleito, Tarcísio, vai muito por esse caminho. Ele diz: "eu não sou bolsonarista raíz". Ou seja, não vou brigar com o STF, não vou querer fechar a Assembleia Legislativa, foi isso que ele quis dizer.

O que tem mantido os apoiadores de Bolsonaro nas ruas?

Há algum tempo, pouco antes de sair as denúncias da Vaza Jato - que revelou o complô da Lava Jato -, eu havia escrito um artigo ao Brasil de Fato apontando que o movimento bolsonarista tem muita semelhança com o nazismo. E essa semelhança é no contexto da própria narrativa. A narrativa nazista e a narrativa bolsonarista têm em comum teorias de conspiração, que infantilizam e enlouquecem as pessoas, colocando elas em um verdadeiro mundo paralelo.

Fala-se em teoria da conspiração, mas o certo é chamar de mitologia conspiratória, que em geral tem um caráter apocalíptico. Na cabeça das pessoas que estão na rua, o mundo está acabando e o mal está dominando. A ideia deles é que o Lula é um demônio, que a esquerda toda é ligada às forças do mal, do inferno, ao banditismo, ao tráfico de drogas, ao sequestro.

Eles simplificaram o jogo da política em uma luta do bem e do mal e, da forma que colocam, o mal está encarnado e está pronto para vencer e ganhar o mundo todo. Porque os comunistas, LGBTs, negros, pobres, ladrões e também as grandes corporações, inclusive o Banco Itau, são esse leque "comunista", o eixo do mal.

O grupo que está na rua acredita que está numa guerra santa, numa cruzada. Na porta do quartel fazendo reza, pedindo a Deus, mandando sinal pra ET, porque eles estão fora da realidade. Esse grupo saiu da realidade. Eles estão na travessia do deserto, liderados por um tipo de Moisés, que é Bolsonaro, visto como um salvador.

As pessoas comentam: "mas Bolsonaro, o salvador? Um cara tão ridículo?". É ridículo para mim, mas para os que o seguem, o lugar dele nesse imaginário é de um profeta. A mitologia apocalíptica é assim: tem uma luta do mal contra o mal, o mal está quase vencendo, e Deus manda o salvador, que surge do seio do povo. Um homem comum, igual a todo mundo. O Bolsonaro encarna esse homem-massa, o homem-médio, e se projeta para parte da população como o salvador.

Esse movimento é messiânico, tem as mesmas características do nazismo porque a base é a teoria conspiratória. A narrativa mãe é o Foro de São Paulo, como conspiração comunista. E o grande narrador dessa mitologia foi o Olavo de Carvalho, que conseguiu convencer a classe média. O narrador de uma mitologia tem que ter credibilidade. O Olavo assumiu esse papel do "O Olavo tem razão". Ele ficou como aquele ser que fala com razão. E toda essa mitologia deu brecha para o surgimento do profeta, o salvador.

Essa situação muda com a saída de Bolsonaro da presidência?

LÓGICA EVANGÉLICA DO BOLSONARISMO

Esse movimento é como o nazismo, é movimento de massa, e pra viver tem que estar sempre em mobilização. Quando Bolsonaro estava no poder, tinha um certo controle, mas agora, para esse grupo continuar, tem que se manter ativado.

Eles vão seguir agitando esse grupo com mensagens de "72 horas", renovando a esperança de que em 72 horas algo vai acontecer e produzindo fake news, para manter o movimento aquecido e ver se consegue manter o líder na posição. O profeta foi derrotado e isso vai pesar, porque esses movimentos não vivem sem líder, se não ele se desfaz.

Pelo que você tem pesquisado, qual será a estratégia de mobilização do movimento de extrema-direita?

O Bolsonaro está calado, está fazendo um papel de vítima. Mas existe um esquema no gabinete do ódio. A imprensa bolsonarista vai martelar em mentiras e, a partir da mentira, provocar mobilização. Em geral, a mentira tem como lance impor o medo. As pessoas acuadas e com medo fazem algo para se proteger. E pouco importa o que era antes, porque existe uma narrativa. É como se elas estivessem vivendo um sonho, ou um pesadelo.

Não adianta mostrar o que Bolsonaro fez no governo, o esquema de corrupção e compra de votos, não adianta mostrar que o caixa do governo está rapado, porque tudo vai ser obra dos comunistas, da Globo golpista, e sempre Bolsonaro estará perdoado. O argumento para proteger o líder chega a todo Brasil de uma forma muito rápida.

Eles têm uma rede de comunicação e de distribuição muito profissional. Para enfrentar isso, a gente tem que começar a estudar o mecanismo deles e instalar uma rede de dissipação rápida de fake news.

Vimos durante a eleição que dialogar com eleitores de Bolsonaro é uma coisa muito difícil. Militantes de esquerda relatam terem tentado muito, com apresentação de números, provas, argumentos, mas nada funcionava. Na sua avaliação, como o governo eleito pode fazer esse diálogo?

A comunicação com o "bolsonarista raiz" é quase impossível. Ele está totalmente dominado pela mitologia, está dentro da narrativa. Com argumentação racional, números, é pouco provável. O que pode provocar uma fissura é quando se dialoga por mecanismos que a pessoa não espera, digamos, o momento em que está com a mente "descansando".

Ou seja, se você chega com uma camisa vermelha, já dá um sinal. A nossa mente é cheia de mecanismos de defesa. Apareceu algo que pode ferir o núcleo da ideia, a defesa opera e a estrutura da narrativa permanece.

É mais fácil conversar com eles pela arte, pelo quadrinho... para alguns pode dar certo, mas a grande maioria é possível que continuem mesmo nessa fé.

Já as pessoas que estão próximas do bolsonarismo, mas não são do grupo “raiz”, um pouco mais de tempo, de paciência, o governo Lula agindo e trazendo à tona a realidade do país, tomando ações que beneficiem o povo, e também fortalecendo algumas pessoas de direita que estão nessa frente ampla do governo, podem funcionar. Com o fortalecimento de alguns personagens de direita e centro, esse grupo tende a perder força.

Mas a bem da verdade, o que levou a essa situação foi a grande mídia brasileira. Ela trata os temas da política o tempo todo despolitizando. Trata a negociação política como se fosse roubo. Uma negociação política que envolva a PEC do Bolsa Família, na voz dos repórteres vira a "PEC da Gastança". É todo um jogo de mídia para desqualificar, despolitizar e gerar ódio em relação à política, e tudo isso favorece as narrativas extremistas.

Nessa nova conjuntura, é muito necessário que o jornalismo brasileiro faça uma reflexão sobre o seu compromisso profissional. No fundo, se o extremismo cresce é porque está havendo um campo fértil pra ele crescer, tanto na imprensa, quanto nas igrejas católicas conservadoras e das igrejas evangélicas.

O nosso trabalho deve ser lento e contínuo.

Edição: Larissa Costa - BRASIL DE FATO

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

OMISSÃO ANTE O FASCISMO JAMAIS * Júlio C Santos - RJ

 OMISSÃO ANTE O FASCISMO JAMAIS

Esse artigo foi elaborado como resposta urgente e dramática a algumas discussões, posições e ilusões que tenho presenciado nas redes sociais acompanhadas do silêncio suicida ou de manifestações que reforçam a expectativa de vitória institucional sobre o fascismo. Para fazê-lo interrompi outro artigo que falava do The Day After (O Dia Seguinte – conhecido filme, dirigido por Nicholas Meyer), em alusão ao dia seguinte à vitória da chapa Lula / Alckmin.



Quando fechava o texto, foi noticiado que Bolsonaro, pelo twitter, deu uma nova declaração chamando claramente seus apoiadores a desobstruírem as rodovias. Independentemente dessa declaração e do efeito que ela provoque, o valor desse texto em seu conteúdo principal permanece inalterado.


Não. A discussão é mais embaixo quando se trata de luta contra a extrema direita em suas diversas variantes, principalmente a variante fascista. Aqui não há espaço para discussão democrática nem para depositar ilusão no funcionamento das instituições do Estado burguês, principalmente as FFAA (em todos os seus braços) que é onde os setores da burguesia que semeiam o pântano onde cresce o fascismo vão buscar seu suporte armado e intimidador.


O fascismo, é necessário destruí-lo nas ruas em seu nascedouro. É vital que não o deixemos gostar das ruas, pois o fascismo é sedutor (há uma série brilhante na Netflix chamada “Peaky Blinders” (não tem tradução) que, já no charme, beleza e exotismo dos personagens fascistas, mostra, lá pela quinta ou sexta temporada, como o fascismo é sedutor – e, para quem gosta do tema, recomendo a ficção histórica “O Inverno do Mundo”, o segundo livro da brilhante trilogia “O Século” do escritor inglês Ken Follet, onde essa discussão é exemplarmente desenvolvida. E quem quiser se aprofundar ainda mais não pode deixar de ler a série de artigos escritos por Leon Trotsky entre 1930 e 1933 sobre a ascensão do nazifascismo na Alemanha e que foram organizados editorialmente no livro intitulado “Revolução e Contrarrevolução na Alemanha” – considerado por intelectuais e historiadores sérios, não estalinistas, como os textos que mais claramente entenderam o que significava o processo de afirmação do fascismo no cenário político mundial.


Isso tem a ver não só com o momento atual, mas também como esse núcleo que responde diretamente aos comandos da extrema direita sai do momento atual para o futuro. Nesse sentido, qualquer discussão que vá no sentido de não criar um estado de alerta vermelho em relação às embrionárias manifestações de articulação orgânica e unificada, paramilitar, da extrema direita sob o falso pretexto de  “não podemos morder a isca” é não só de um everéstico desconhecimento da história, mas fundamentalmente é desarmar os trabalhadores, a juventude e o povo pobre das favelas e periferias para uma tarefa que só pode ser realizada com a organização e a preparação consciente para o enfrentamento à extrema direita que, como Bolsonaro falou, veio para ficar. Nesse momento isso significa unir o campo e a cidade em defesa do resultado das eleições.


Caminhamos para 72 horas de bloqueios que já afetam o abastecimento de alimentos e combustível e colocam em risco de colapso o funcionamento das capitais. O comportamento das polícias militares, nem de longe tem o mesmo rigor e a mesma tenacidade com que agem com as lutas dos trabalhadores e do povo pobre. Mais do que isso: como nos mostra o método dialético de análise, não existe estabilidade no mundo real; ou as coisas recuam ou elas avançam: a manutenção dos bloqueios apesar de todo o furor da decisão do STF, das condenações por parte da sociedade civil e de diversas autoridades públicas, e da investida da grande mídia que tenta fazer crer que a declaração de Bolsonaro foi condenatória aos manifestantes, pode levar a novos capítulos mais dramáticos. Já houve um tenente no Pará que quebrou a hierarquia e se recusou a desmobilizar um piquete de bloqueio e em Santa Catarina houve manifestação com a saudação nazista. 


O que o tenente do Pará pôs em prática é, sem dúvida, o sentimento da maioria da tropa que só não segue claramente esse caminho pela insegurança gerada pelas manifestações condenatórias dos piquetes nas estradas pela quase totalidade da sociedade civil. Mas se o impasse permanece e não aparece uma força clara dissuasória desse movimento da extrema direita, poderemos ter sérios problemas.


A declaração de Bolsonaro é apenas pro forma e, como bem o entenderam os caminhoneiros, não representa um chamado a suspender os piquetes nem um reconhecimento da vitória eleitoral de Lula que sequer é citado. As instituições da sociedade civil, em sua maioria, tentam fazer um contorcionismo para dar esse significado a sua declaração e, com isso, aproveitar de sua liderança junto aos golpistas para chamar a extrema direita de volta à normalidade democrática.


Num artigo publicado em junho e republicado em setembro deste ano nas redes sociais de que participo, eu dizia:


“(...)

Assim, o mais provável é que haja um acordo para “anistiar” os setores civis e militares responsáveis pela trágica condução da pandemia, pelo massacre de povos originários, pelos acordos espúrios que resultaram no atraso da vacinação e pelas práticas neonazistas da Prevent Sênior, pela destruição acelerada da Amazônia, pela crescente quebra da laicidade do Estado, pelos constantes ataques às instituições do regime democrático burguês brasileiro, pela política de dizimação da juventude negra nas regiões de periferia e favelas e pelos atos de barbárie cometidos pelas forças de segurança estaduais e federais.


Isso significa perder a oportunidade de dar um golpe letal nesses setores e permitir que, mesmo debilitados, mantenham a espinha dorsal de suas ideias, organizações e lideranças intactas e prontas para se reaglutinarem e intervirem nos principais pontos políticos da pauta nacional. E, se o plano de Lula de cooptação dos de baixo vingar, com a classe trabalhadora desmobilizada e desorganizada para o enfrentamento político – o que colocaria novos riscos de aventuras golpistas na ordem do dia.”


O rápido reconhecimento da chapa Lula / Alckmin nacional e internacionalmente é um indicativo de que esse acordo já está firmado. No entanto tudo indica também que ele não vai até Bolsonaro e sua família, nem ao setor do empresariado mais identificado com a lúmpen-burguesia e mais claramente relacionados com a sustentação de atividades golpistas e / ou ilegais (madeireiros, mineradores, agropecuaristas responsáveis pelas queimadas na Amazônia e no Pantanal e alguns setores da burguesia urbana ligada ao varejo).


Esse é um dos principais fatores que podem estar por trás dos atos de bloqueio nas estradas. O fato de Bolsonaro, na reunião com o STF, ter demonstrado preocupação com o “revanchismo” daquele poder reforça uma interpretação nesse caminho.


Mais adiante, o mesmo artigo de junho, republicado em setembro, dizia:


“(...)

Assim como no artigo “Dialogando com Safatle” que publiquei em setembro do ano passado, não creio que haja espaço político para um golpe: não há perigo de quebra da institucionalidade e da perda do controle do Estado pela burguesia; não há uma situação de crise social manifesta nem organizações com influência de massa que questionem a ordem burguesa; a burguesia vai muito bem, obrigado, com vários setores batendo recordes de lucro e com contratos futuros que não querem ver sacudidos por uma crise institucional de proporções e desfecho desconhecidos; o imperialismo americano aposta suas fichas nas democracias controladas na busca de estabelecer uma nova ordem mundial sob sua reconhecida hegemonia. 


O fato de não haver espaço político claro para um golpe não significa que não haja um setor golpista, oriundo do BOLSONARISMO e personificado na figura de Bolsonaro, que não possa se aventurar a isso por interesses corporativos próprios, aliado a setores ideologicamente alinhados com a extrema direita mundial. O mais provável então, nesse momento, é que, na hipótese de segundo turno apontando a vitória de lula/Alkmin, esse setor tente se fortalecer relativamente com uma tática golpista que culmine, por exemplo, num ato de massas, inclusive com a presença de possíveis setores armados, por ocasião do fim do segundo turno, nas principais cidades do país, que venha a lhes dar fôlego político e organizativo para se constituir em uma ameaça real por fora da institucionalidade que tem representado uma contenção ao BOLSONARISMO e à Bolsonaro e sua vocação golpista.


Para Bolsonaro, a derrota eleitoral pode significar uma enxurrada de processos que podem leva-lo à cadeia. Fomentar uma alternativa golpista que fortaleça a extrema direita, criando um clima de tensão e instabilidade, mais do que um compromisso ideológico é para ele uma questão de sobrevivência que, como mínimo, fortalece o espaço para uma negociação.”


As manifestações golpistas não vieram sob a forma de atos pelo país. A forma como se deram os resultados do primeiro e segundo turno e a campanha eleitoral entre os dois turnos transformaria esses atos em velórios.  Lembremos que, além das medidas inconstitucionais já abundantes antes, foram empregados entre os dois turnos todos os artifícios ilegais, aéticos e imorais que a administração do Estado burguês pode pagar, incentivar e promover. Isso fez com que a vitória de Bolsonaro, antes uma tarefa quase impossível, se transformasse em uma perspectiva real para seus seguidores. A imobilização causada pela dor da derrota, que teve por ser evitada por tão pouco, foi muito maior e justificou que as ações de conteúdo golpista se deslocassem das cidades para as rodovias, onde um pequeno exército, aliado de primeira ordem com o presidente derrotado, pudesse, com a ajuda da Polícia Rodoviária Federal (braço do Estado mais aparelhado pelo bolsonarismo) dar início ao processo de conteúdo golpista.


Ocorre que quanto mais tempo as ruas são oferecidas a esses bandos, mais riscos corremos desse movimento crescer e abarcar braços armados do estado ou da sociedade civil e se sentirem fortes e unidos o suficiente para continuarem a agir no futuro não só contra a institucionalidade do Estado do Direito, como agora, mas principalmente contra a organização e a luta dos trabalhadores – objetivo final do fascismo. 


É nesse sentido que temos que entender a aula do professor Alysson Mascaros que circula na rede, em particular a parte em que ele diz: “(...) o capitalismo é o fascismo. O fascismo é um fenômeno do capitalismo, mas não todo momento do capitalismo é sempre fascista. Estão é preciso identificar o momento do perigo... e pasmem!!! Esse momento é momento de perigo”.


Então é preciso encarar a realidade com a seriedade que ela exige. 


Armar emocional e conceitualmente a vanguarda lutadora, os trabalhadores e trabalhadoras, assim como o povo explorado e oprimido das periferias e favelas para o perigo que está no ar e mostrar aos fascistas que não tomarão as ruas é uma necessidade para não colocar em risco a vitória que tivemos nas urnas contra o bolsonarismo.


É preciso a imediata convocação de encontros locais, regionais, estaduais e nacional do movimento sindical, popular e da juventude, onde o proletariado oriente e organize seus aliados do campo brasileiro, dos povos originários, do movimento negro, dos coletivos de periferias e favelas, das organizações feministas e LGBTQI+ para a garantia do resultado eleitoral e da posse do presidente eleito.


Não podemos ter medo de querer garantir nossa vitória quando o Estado, depois de três dias, permanece inerte diante das ações golpistas.


Júlio C Santos - RJ

Membro do Conselho Diretor do Centro Cultural Octavio Brandão – CCOB

OBS: O texto reflete minhas posições e conclusões individuais e está autorizada sua divulgação


domingo, 7 de agosto de 2022

EXTINÇÃO DO BOLSONARISMO * Anônimo Brasileiro Antifascista Proletário - BR

 EXTINÇÃO DO BOLSONARISMO

Quando Deus fez o mundo, para que os homens prosperassem decidiu dar-lhes apenas (02) duas virtudes.  

Assim:

- Aos *Suíços*, os fez Estudiosos e Respeitadores da lei.

- Aos *Ingleses*, Organizados e Pontuais.

- Aos *Japoneses*, Trabalhadores e Disciplinados.

- Aos *Italianos*, Alegres e Românticos.

- Aos *Franceses*, Cultos e Finos.

- Aos *Brasileiros*, Inteligentes, Honestos e Bolsonarista.


O Anjo anotou, mas logo em seguida, cheio de humildade e de medo, indagou:


- Senhor, a todos os povos do mundo foram dadas (02) duas virtudes, porém, aos Brasileiros foram dadas (03) três! Isto não os fará soberbos em relação aos demais povos da terra?

- Muito bem observado, bom Anjo! Exclamou o Senhor.

- Isto é verdade!

- Porém, saiba que os Brasileiros, povo do meu coração, jamais poderão utilizar mais de duas simultaneamente, somente (02) duas como os demais povos.


- Assim, o *Brasileiro* que for Bolsonarista e Honesto, não pode ser Inteligente.

- O que for Bolsonarisa e Inteligente, não pode ser Honesto.

- E o que for Inteligente e Honesto, não pode ser Bolsonarista!!!!!!


*BOLSONARISTA BOM É BOLSONARISTA MORTO*

POLÍTICA DE EXTERMÍNIO EM MASSA

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Recusar o nazismo de Monark e Kataguiri e o Apartheid de Israel * FEPAL

Recusar o nazismo de Monark e Kataguiri e o Apartheid de Israel
FEPALº
NÃO DÊ PÉROLAS AOS PORCOS

Diante da apologia ao nazismo no Flow Podcast de segunda-feira (7) envolvendo o entrevistador Monark e o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), um dos entrevistados, esta Federação Árabe Palestina do Brasil manifesta veemente condenação nos termos que seguem:

– É inaceitável a defesa da legalização do nazismo ou de qualquer ideologia que promova o racismo, o ódio, a intolerância, o colonialismo e a ideia de que o “outro” pode ser eliminado;

– A liberdade de expressão tem limites que impedem relativizar ou elogiar o extermínio de grupos humanos e fazê-lo é crime contra a humanidade;

– Não toleramos apologia ao nazismo ou a negação de seus crimes, assim como não toleramos o negacionismo quanto às violações dos direitos humanos de outros grupos étnicos ou religiosos e as ideologias que as promovem em várias partes do mundo;

– É por isso que atuamos no alerta à sociedade dos crimes de lesa-humanidade que sofre o povo palestino, cometidos por Israel, como o de apartheid, confirmado em novo relatório, agora da Anistia Internacional, divulgado há 10 dias;

– Renovamos o que é publicamente conhecido: não somos anti-judeus! Somos contrários ao sionismo, ideologia supremacista com ecos nazistas que defende a superioridade de judeus sobre não judeus na Palestina ocupada por Israel, o que vem causando morte e destruição ao povo palestino;

– Não sejamos hipócritas, portanto. Quem não tolera o nazismo não pode tolerar o sionismo e seu estrago aos milhões de palestinos perseguidos e massacrados por Israel, um estado-nação que se propõe exclusivamente judeu.

– Quem não tolera o nazismo não pode ser conivente com os crimes de lesa-humanidade de apartheid e limpeza étnica, promovidos por Israel na Palestina;

– Por fim, não há racismos toleráveis e intoleráveis, a depender das vítimas, conforme buscou fazer crer Kataguiri, contumaz detrator da Palestina, que se defendeu afirmando que “não tem ninguém mais pró-Israel dentro do parlamento do que eu”.

Palestina Livre a Partir do Brasil, 9 de fevereiro de 2022, 75º ano da Nakba.

FEPAL - FEDERAÇÃO ÁRABE PALESTINA DO BRASIL

ADENDO:

A FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES/FRT,

apoia toda iniciativa de combate ao nazismo e defende veementemente o reconhecimento do ESTADO DA PALESTINA, no âmbito do DIREITO DE AUTO DETERMINAÇÃO DOS POVOS.
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Não acabo amizade por causa da política, (talvez) * Luis Fernando Veríssimo / RS

 Não acabo amizade por causa da política

(talvez)

Luis Fernando Veríssimo / RS


Se você concorda que os portugueses não pisaram na África e que os próprios negros enviaram seus irmãos para nos servir, acabo a amizade pelo desconhecimento da História.


Se você concorda que de 170 projetos, apenas 2 aprovados, é o mesmo que 500, acabo a amizade por causa da Matemática.


Se você concorda que o alto índice de mortalidade infantil tem a ver com o número de nascimentos prematuros, acabo a amizade por causa da Ciência.


Se você concorda que é só ter carta branca para que a PM e a Civil matem quem julgarem merecer, acabo a amizade por causa do Direito.


Se você concorda que não há evidências de uso indevido do dinheiro público, mas acha que é mito quem usa apartamento funcional “pra comer gente”, acabo a amizade pela Moral.


Se você concorda que Carlos Brilhante Ustra não foi torturador e que merece ter suas práticas exaltadas, acabo a amizade por falta de Caráter. 


Se você concorda que o Bolsonaro participou, aos 16 anos, da perseguição ao Lamarca, acabo a amizade por falta de Verossimilhança.


Se você concorda que não temos dívida social com um povo que foi arrancado do seu mundo pra servir a outro e que diferenças de tratamento étnico-racial é historinha, acabo a amizade por Racismo.


Se você concorda que as mulheres devem ganhar menos por gerar vidas e que são frutos de fraquejadas, merecendo serem estupradas ou não, de acordo com a sua aparência, acabo a amizade por Misoginia.


Como vocês podem ver, não acabo a amizade por causa de política.

Acabo pela ignorância, truculência e pelo desrespeito que acompanha quem diz que não se acaba amizade por causa de política.


O fascismo não se discute, se combate.