
O capitalismo está podre. Todos sabemos disso. Mas ele não cai sozinho, ele não morre de morte natural. Precisamos aliar o antifascismo e o antimperialismo ao internacionalismo proletário, e assim somar forças para construir o socialismo. Faça a sua parte. A FRENTE REVOLUCIONARIA DOS TRABALHADORES-FRT, busca unir os trabalhadores em toda sua diversidade, e formar o mais forte Movimento Popular Revolucionário em defesa de todos e construir a Sociedade dos Trabalhadores - a SOCIEDADE COMUNISTA!
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domingo, 16 de fevereiro de 2025
STF ESTÁ REVISANDO A ANISTIA * Cezar Xavier/Portal Vermelho

quinta-feira, 17 de novembro de 2022
Toffoli viu o filme errado * Bernardo Mello Franco /O Globo
Toffoli viu o filme errado
Depois de chamar o golpe de 1964 de “movimento”, Dias Toffoli resolveu criticar a Argentina por julgar e punir os carrascos da ditadura militar.
Na segunda-feira, o ministro do Supremo disse que o país vizinho “ficou preso no passado, na vingança, no ódio e olhando para trás, no retrovisor, sem conseguir se superar”.
“Nós não podemos nos deixar levar pelo que aconteceu na Argentina”, pontificou, em palestra a empresários brasileiros em Nova York. “Não vamos cair nessa situação em que infelizmente alguns vizinhos nossos caíram”, prosseguiu.
Para além da ofensa aos argentinos, que já condenaram 1.088 responsáveis por crimes contra a humanidade, as declarações revelam desconhecimento sobre a História e o papel da justiça de transição.
“O passado não precisa ser superado. Precisa ser conhecido para que não se repita”, ensina a procuradora Eugênia Gonzaga, ex-presidente da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos.
Ela foi afastada no início do governo Jair Bolsonaro, quando Toffoli comandava o Supremo e se empenhava em agradar o capitão.
Indicado por Lula, o ministro começou a se aproximar do bolsonarismo na campanha de 2018.
Antes de assumir a chefia da Corte, foi ao Quartel-General do Exército pedir a bênção do general Villas Bôas.
Segundo a revista piauí, Toffoli prometeu que a Corte manteria o petista preso até a eleição.
Ao questioná-lo sobre o episódio, as repórteres ouviram uma resposta lacônica: “Nunca tratei de pauta com ele, nem ele comigo”.
Na mesma época, o ministro surpreendeu os colegas ao nomear dois generais como assessores: Fernando de Azevedo e Silva, que viraria ministro de Bolsonaro, e Ajax Pinheiro, que havia pedido votos para o capitão.
A atitude foi interpretada como mais um gesto de subserviência aos militares.
Toffoli tinha um motivo adicional para não dizer o que disse. Ele é relator da ação que questiona a validade da Lei da Anistia para agentes que mataram e torturaram na ditadura.
“A fala foi inadequada e extemporânea”, resume o historiador Rogério Sottilli, diretor do Instituto Vladimir Herzog.
Ao emitir o palpite infeliz, o ministro citou o thriller “O segredo dos seus olhos”, estrelado por Ricardo Darín.
Na volta de Nova York, ele deveria assistir ao recém-lançado “Argentina, 1985”, com o mesmo ator. O filme conta a história de procuradores e juízes que não se acovardaram diante de criminosos que usavam farda.
Colaboração: Eduardo Homem Da Costa
sexta-feira, 15 de janeiro de 2021
50 ANOS DO VÔO DA LIBERDADE * Ubiratan de Souza & FRT/BR
50 Anos do Vôo da Liberdade
Nossa eterna gratidão aos companheiros que resgataram 70 revolucionários das prisões e câmaras de tortura da Ditadura Militar.
Se não houvesse a pandemia estaríamos comemorando todos juntos e aglomerados!
50 anos do Voo da Liberdade
Ubiratan de Souza
13/01/2021
Há 50 anos, na madrugada de 13 para 14 de janeiro de1971, partia da Base Aérea do Galeão no Rio de Janeiro rumo a Santiago do Chile o Voo da Liberdade, levando 70 prisioneiros (as) políticos (as), que estavam nos centros de tortura da ditadura civil-militar, trocados pelo embaixador suíço, que foi capturado por um comando guerrilheiro da Vanguarda Popular Revolucionária – VPR, no dia 07 de dezembro de 1970. Eu, Ubiratan de Souza (Gregório nome de guerra na luta clandestina), jovem com 22 anos era um dos 70. Cabe aqui, o agradecimento eterno ao Comandante Carlos Lamarca e a todos e todas camaradas da VPR que participaram da operação do sequestro do embaixador, arriscando as suas vidas para a nossa libertação
Um pouco da história. Este já era o quarto sequestro de diplomatas, realizado pela guerrilha. A ditadura ganha tempo nas negociações e joga criminosamente com a vida do embaixador, negando várias exigências da guerrilha com a intenção clara de desgastar o comando guerrilheiro e ao mesmo tempo localizar seu esconderijo. A maioria da direção da VPR decide executar o embaixador, responsabilizando a ditadura pelo fracasso das conversações. Nestas circunstâncias, Carlos Lamarca se revela um grande estrategista político e humanista, usando da sua autoridade de comandante veta a decisão e continua as negociações, assegurando a troca dos 70 prisioneiros políticos. Foram 37 dias de negociação e finalmente o Voo da Liberdade decola no dia 13 de janeiro de 1971, chegando na madrugada do dia 14 em Santiago do Chile, governado pelo grande presidente socialista Salvador Allende, herói da América Latina na luta por democracia e socialismo.
O povo chileno nos recebeu com muito carinho e solidariedade. Tive a honra, juntamente com uma comissão de cinco representantes dos 70 exilados brasileiros, de ser recebido pelo Presidente Allende que nos abriu as portas do Chile e para a participação do rico processo democrático da via chilena para o socialismo. Vivemos uma experiência extraordinária, de organização e autogestão popular, gestão pública com participação da sociedade, que marcou nossas vidas para sempre na luta pela construção de uma sociedade radicalmente democrática, fraterna e socialista.
Por último, um registro histórico com fotos e vídeo, abaixo, com a chegada dos 70 guerrilheiros em Santiago de Chile na madrugada do dia 14 de janeiro de 1971. Este acervo é um trecho do documentário “Quando chegar o momento” de Luiz Barreto Sanz, sobre a vida da companheira Dora (Maria Auxiliadora Barcelos). Os dois estavam entre os 70. O jovem de camisa escura, sem bigode, de óculos, fazendo uma saudação e segurando a bandeira chilena é Ubiratan de Souza (Gregório).
Meu abraço fraterno e carinhoso a todos (as) camaradas vivos do grupo dos 70. Aos que já se foram minha saudade e recordação. Como sempre nos reuníamos nas datas redondas, no Rio de Janeiro, fica o convite, para depois de vencermos a pandemia, comemoramos os 50 anos do Voo da Liberdade. .
Ousar Lutar. Ousar Vencer.
Os 70 revolucionários libertados no Voo de Liberdade em janeiro de 1970 foram:
1. Afonso Junqueira de Alvarenga;
2. Mara Curtiss Alvarenga;
3. Afonso Celso Lana Leite
4. Aluízio Ferreira Palmar
5. Antônio Expedido Carvalho Pereira
6. Antônio Rogério Garcia Silveira
7. Antônio Ubaldino Pereira;
8. Aristenes Nogueira de Almeida;
9. Armando Augusto Vargas Dias;
10. Bruno Dauster Magalhães e Silva
11. Bruno Piola
12. Carlos Bernardo Vainer;
13. Carmela Pezzutti;
14. Chirstóvão da Silva Ribeiro;
15. Conceição Imaculada de Oliveira;
16. Daniel José de Carvalho
17. Delci Fensterseifer;
18. Derly José de Carvalho;
19. Edmur Péricles Camargo;
20. Elinor Mendes Brito;
21. Encarnación Lopes Peres
22. Francisco Roberval Mendes
23. Geny Cecília Piola
24. Gustavo Buarque Schiller
25. Irani Campos;
26. Ismael Antônio de Souza;
27. Jayme Walwitz Cardoso;
28. Jairo José de Carvalho;
29. Jean Marc Friedrich Charles Van Der Weid;
30. João Batista Rita;
31. João Carlos Bona Garcia;
32. Joel José de Carvalho
33. José Duarte dos Santos;
34. Jovelina Tonello do Nascimento
35. Júlio Antônio Bittencourt Almeida;
36. Lúcio Flávio Uchôa Regueira,
37. Luiz Alberto Barreto Leite Sanz
38. Manoel Dias do Nascimento
39. Marcos Antônio Maranhão Costa
40. Maria Auxiliadora Lara Barcelos
41. Maria Nazareth Cunha da Rocha,
42. Nancy Mangabeira Unger
43. Nelson Chaves dos Santos,
44. Otacílio Pereira da Silva
45. Paulo Roberto Alves
46. Paulo Roberto Telles Franck
47. Pedro Alves Filho,
48. Pedro Chaves dos Santos,
49. Pedro França Viegas
50. Pedro Paulo Bretas,
51. Rafael de Falco Neto,
52. Reinaldo Guarany Simões
53. Reinaldo José de Melo,
54. René de Carvalho
55. Roberto Cardoso Ferraz do Amaral,
56. Roberto De Fortini
57. Roque Aparecido da Silva
58. Samuel Aarão Reis
59. Sônia Regina Yessin Ramos,
60. Takao Amano
61. Tito de Alencar Lima,
62. Ubiratan de Souza,
63. Ubiratan Vatutim Borges Kertzscher,
64. Umberto Trigueiros Lima
65. Valneri Neves Antunes
66. Vera Maria Rocha Pereira
67. Wânio José de Mattos,
68. Washington Alves da Silva,
69. Wellinton Moreira Diniz,
70. Wilson do Nascimento Barbosa



