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domingo, 16 de fevereiro de 2025

STF ESTÁ REVISANDO A ANISTIA * Cezar Xavier/Portal Vermelho

STF ESTÁ REVISANDO A ANISTIA
Cezar Xavier, do portal 

STF debate validade da Anistia em crimes da ditadura, como ocultação de cadáver.
Ministro Flávio Dino propõe tese de que o desaparecimento forçado – em casos como na Guerrilha do Araguaia – é crime permanente. Historiador Romualdo Pessoa analisa os impactos do julgamento.

O ministro Flávio Dino, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou em dezembro a tese de que o crime de ocultação de cadáver, como ocorreu em casos de desaparecimento de militantes na Guerrilha do Araguaia, é um delito permanente que não pode ser perdoado pela Lei de Anistia de 1979. O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, na terça-feira (11), para decidir que a Corte vai analisar se a aplicação da Lei da Anistia ao crime de ocultação de cadáver no período da ditadura militar é constitucional.

“O sumiço dos corpos, sem que as famílias possam sepultá-los dignamente, configura uma dor irreparável e um crime que transcende o tempo”, afirmou Dino, defendendo que tais condutas devem ser excluídas dos benefícios da anistia.

O caso em questão surge a partir de um recurso do Ministério Público Federal, que busca a condenação dos militares Lício Maciel e Sebastião Curió – o Major Curió, que faleceu em 2022 – por crimes cometidos durante a Guerrilha do Araguaia. O MPF argumenta que, embora esses crimes tenham início durante a ditadura militar, seus efeitos permanecem vivos, causando sofrimento contínuo às famílias dos desaparecidos.

Repercussão geral e os ecos da ditadura

A discussão sobre a aplicação da Lei de Anistia a crimes que se estendem até os dias atuais ganhou força após a maioria dos ministros – entre eles Flávio Dino, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Alexandre de Moraes – reconhecer a existência de matéria constitucional com repercussão geral. Essa decisão, se confirmada, terá efeito vinculante em casos semelhantes por todo o país, abrindo caminho para uma reavaliação dos limites da anistia em contextos de crimes permanentes.

Casos emblemáticos, como o desaparecimento de militantes na Guerrilha do Araguaia e a não localização do corpo do ex-deputado Rubens Paiva, continuam a simbolizar a dor de famílias que jamais puderam realizar um sepultamento digno. O impacto emocional e social desses eventos, exemplificado pelo filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, reforça a necessidade de se repensar os benefícios da Lei de Anistia.
História em movimento

O historiador Romualdo Pessoa Campos Filho, autor de livros sobre a Guerrilha do Araguaia, avaliou a relevância da decisão do STF. Em entrevista ao Portal Vermelho, ele destacou que o crime de ocultação de cadáver não perde sua validade com o passar do tempo e que a própria história está em constante movimento.
Romualdo Pessoa Campos Filho, historiador

“Isso não fecha a história, ela permanece aberta. A falta de resposta sobre o destino desses corpos é um crime que persiste e continua a afetar as famílias há mais de quatro décadas”, afirmou Romualdo.

Ele comparou a situação com a tragédia de Mariana, onde a busca pelos corpos perdurou mesmo anos após o desastre.

“Se os corpos fossem entregues às famílias, a comprovação seria clara. Mas o desaparecimento intencional e o acobertamento – com relatos de execuções frias, torturas e até queima de restos mortais – foram estratégias para ocultar a violência. Isso não pode ser ignorado nem perdoado”, completou o historiador.

Romualdo também ressaltou que decisões judiciais anteriores, como aquelas promovidas pela Corte Interamericana de Direitos Humanos e por procuradores de São Paulo, sempre demonstraram a necessidade de se retomar as investigações sobre esses crimes.

“Uma decisão do STF, mesmo que não resolva definitivamente a questão, reabrirá o debate e pressionará o Estado a prestar contas, garantindo que as famílias tenham o direito de encontrar e sepultar seus entes queridos”, enfatizou.

Ele ainda apontou que, historicamente, o desaparecimento forçado é reconhecido internacionalmente como um dos crimes mais graves, justamente por impedir que se confirme o que o Estado autoritário fez com as vítimas.

“Não se pode encerrar uma investigação se o corpo da vítima não for encontrado. Isso é uma marca indelével dos regimes autoritários e deve ser objeto de punição, para que não se repita”, concluiu Romualdo.

O desafio de revisitar a Anistia

A análise do STF se concentrará inicialmente na existência de repercussão geral, sem adentrar imediatamente no mérito da questão. Se reconhecida a relevância constitucional, o tribunal poderá rever a extensão da Lei de Anistia, questionando se crimes que continuam a causar dor – como a ocultação de cadáver – devem ser abrangidos pela legislação que concedeu perdão a delitos políticos entre 1961 e 1979.

Além do recurso envolvendo os militares da Guerrilha do Araguaia, o Ministério Público Federal busca que o STF revise a aplicação da anistia em processos relacionados à morte do ex-deputado Rubens Paiva, cujos restos nunca foram localizados, como tantos outros.

Expectativas e impactos futuros

Com a conclusão do julgamento prevista para sexta-feira (14), o país aguarda uma decisão que poderá redefinir os limites da impunidade para crimes cometidos durante o período da ditadura militar.
O resultado deste julgamento tem implicações profundas não só para a memória e os direitos das vítimas, mas também para a forma como o Brasil confronta seu passado autoritário e busca justiça e reparação.

A expectativa é que, ao reabrir a discussão sobre a validade da Lei de Anistia para crimes permanentes, o STF force o Estado a agir de maneira mais transparente e a dar respostas às famílias que, há décadas, aguardam a localização e o sepultamento de seus entes.

Esta decisão pode marcar um ponto de inflexão na história brasileira, reafirmando a importância de revisitar e corrigir os legados de um passado de violência e repressão.

Leia os principais trechos da entrevista com o historiador Romualdo Pessoa Campos Filho, autor de Guerrilha Do Araguaia A Esquerda Em Armas e Araguaia. Depois da Guerrilha, Outra Guerra:

Vermelho: Estamos acompanhando este julgamento no STF, em que o ministro Flávio Dino propôs essa tese dos crimes contínuos da ditadura, como a ocultação de cadáver. Sabendo que você acompanhou de perto a trajetória do pós-guerrilha da Araguaia, que repercussão uma decisão dessa pode ter?

Romualdo Pessoa Filho: Olha, César, essa questão já vinha sendo debatida por alguns procuradores de São Paulo. O crime de ocultação de cadáver não perde sua validade, é algo que permanece. Em termos históricos, a história nunca se fecha; ela está em constante movimento justamente pela falta de resposta sobre o destino desses corpos. Eu costumo comparar com a tragédia de Mariana, onde mais de 200 pessoas morreram e, dois anos depois, ainda se busca os restos mortais. Se, por exemplo, o penúltimo corpo foi encontrado recentemente, por que se recusa a indicar os locais onde foram depositados? Isso perpetua a angústia das famílias por mais de quatro décadas.

Já houve decisão judicial pedindo que o Exército liberasse arquivos sobre esses casos, mas nada foi cumprido. Você acha que, com um resultado positivo nesta sexta-feira, a maioria que está se formando no STF, algo vai mudar?

Não, mas… nunca foi pelo STF. Sempre foi tratado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, por uma juíza de Brasília – se não me engano, a doutora Solange Salgado – e por alguns trabalhos de procuradores de São Paulo. Essas questões sempre ficaram retidas no STF, sem discussão ampla. Acho que se o STF decidir agora, pelo menos reabrirá essa discussão e pressionará o próprio Estado a dar respostas.

Então, não significa uma solução, mas sim uma reabertura das investigações, certo?
Exatamente. Houve até uma tentativa de apagamento durante o governo Bolsonaro, e agora o governo Lula reconstituiu a Comissão de Mortos e Desaparecidos. Essa decisão do STF é importante, pois já há reação no meio militar; alguns veem isso como revanchismo. Mas, se temos um crime não solucionado, a busca pela justiça exige que os corpos sejam entregues às famílias. É, afinal, uma questão de justiça e da própria história – uma ferida que permanece aberta.

Parece que esse tipo de crime, a ocultação de cadáver ou o desaparecimento forçado, é considerado internacionalmente como um dos mais graves, pois é uma prática típica de regimes autoritários. Você concorda?

Sim, exatamente. Não se pode encerrar uma investigação se o corpo da vítima não é encontrado. Em casos de sequestro e execução, é natural buscar onde esses cadáveres foram escondidos. Do ponto de vista histórico, essa decisão é não só natural, mas já bastante tardia. É uma questão que nunca se fecha, e, para a história, é fundamental que isso aconteça.

Romualdo, que diferença faria se a ditadura tivesse matado essas pessoas e liberado os corpos para as famílias? Isso impactaria o processo de anistia?

Bom, se os corpos fossem entregues, a comprovação seria mais objetiva e clara. Poderiam ser exumados e verificada a forma das execuções. E é justamente por isso que os corpos não são entregues: para mascarar os fatos.

Então, o desaparecimento dos corpos serve para dizer que não houve violência, certo?
Isso mesmo. Eles desapareceram, muitos foram executados com tiros na nuca, torturados. Há depoimentos de ex-soldados, como o relato da execução de Valquiria, a última guerrilheira presa, que foi morta friamente. Esses corpos foram sumidos, levados para a Serra das Andorinhas ou queimados, muitas vezes envoltos em pneus, exatamente para não deixar marcas. Essa decisão do STF pode reabrir todas essas questões.

E quanto ao filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, que trata desses desaparecimentos – como ele influencia a conceituação da Lei de Anistia após um julgamento como esse? A atriz Fernanda Torres tem denunciado o fato da Lei da Anistia ter sido elaborada pelos próprios perpetradores dos crimes.
São situações diferentes. O crime de sequestro e execução não pode ser acobertado pela Lei de Anistia, que foi feita para proteger os executores. Tudo vai passar pelo crivo das decisões judiciais, mas depende da pressão das famílias e da sociedade organizada para que esses executores sejam punidos. Caso contrário, eles poderão sempre justificar suas ações, inclusive exigindo proteção legal. O filme já chama atenção para isto ao reabrir a discussão, e uma decisão do STF reforçaria a necessidade de revisão dessa lei.

Esse julgamento pode gerar repercussões futuras, criando um receio de como o Estado possa praticar esses crimes?

Sim, certamente. Uma decisão do STF nesse momento vai reabrir toda a discussão. O filme já fez isso de certa maneira, e o STF agora reforça a questão. Além disso, é importante que a juventude, que muitas vezes sofre um apagamento histórico, conheça verdadeiramente nossa história. Precisamos que as feridas sejam reabertas para que as novas gerações entendam as injustiças cometidas e lutem para que isso não se repita.

Por fim, Romualdo, que diferença faria se os corpos tivessem sido entregues às famílias? Isso mudaria o julgamento da anistia?

Sim, haveria uma diferença crucial. Se os corpos fossem entregues, a evidência da execução seria mais objetiva, permitindo uma comprovação clara dos fatos. A entrega dos corpos traria uma dimensão palpável da violência e eliminaria a possibilidade de se argumentar que os desaparecimentos não ocorreram. É exatamente essa recusa em entregar os corpos que perpetua a impunidade e a dor das famílias.

quinta-feira, 17 de novembro de 2022

Toffoli viu o filme errado * Bernardo Mello Franco /O Globo

Toffoli viu o filme errado

Bernardo Mello Franco /O Globo  


Depois de chamar o golpe de 1964 de “movimento”, Dias Toffoli resolveu criticar a Argentina por julgar e punir os carrascos da ditadura militar. 


Na segunda-feira, o ministro do Supremo disse que o país vizinho “ficou preso no passado, na vingança, no ódio e olhando para trás, no retrovisor, sem conseguir se superar”. 


“Nós não podemos nos deixar levar pelo que aconteceu na Argentina”, pontificou, em palestra a empresários brasileiros em Nova York. “Não vamos cair nessa situação em que infelizmente alguns vizinhos nossos caíram”, prosseguiu. 


Para além da ofensa aos argentinos, que já condenaram 1.088 responsáveis por crimes contra a humanidade, as declarações revelam desconhecimento sobre a História e o papel da justiça de transição.


“O passado não precisa ser superado. Precisa ser conhecido para que não se repita”, ensina a procuradora Eugênia Gonzaga, ex-presidente da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos. 


Ela foi afastada no início do governo Jair Bolsonaro, quando Toffoli comandava o Supremo e se empenhava em agradar o capitão.


Indicado por Lula, o ministro começou a se aproximar do bolsonarismo na campanha de 2018. 


Antes de assumir a chefia da Corte, foi ao Quartel-General do Exército pedir a bênção do general Villas Bôas. 


Segundo a revista piauí, Toffoli prometeu que a Corte manteria o petista preso até a eleição. 


Ao questioná-lo sobre o episódio, as repórteres ouviram uma resposta lacônica: “Nunca tratei de pauta com ele, nem ele comigo”. 


Na mesma época, o ministro surpreendeu os colegas ao nomear dois generais como assessores: Fernando de Azevedo e Silva, que viraria ministro de Bolsonaro, e Ajax Pinheiro, que havia pedido votos para o capitão. 


A atitude foi interpretada como mais um gesto de subserviência aos militares. 


Toffoli tinha um motivo adicional para não dizer o que disse. Ele é relator da ação que questiona a validade da Lei da Anistia para agentes que mataram e torturaram na ditadura. 


“A fala foi inadequada e extemporânea”, resume o historiador Rogério Sottilli, diretor do Instituto Vladimir Herzog.


Ao emitir o palpite infeliz, o ministro citou o thriller “O segredo dos seus olhos”, estrelado por Ricardo Darín. 


Na volta de Nova York, ele deveria assistir ao recém-lançado “Argentina, 1985”, com o mesmo ator. O filme conta a história de procuradores e juízes que não se acovardaram diante de criminosos que usavam farda.


Colaboração: Eduardo Homem Da Costa

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

50 ANOS DO VÔO DA LIBERDADE * Ubiratan de Souza & FRT/BR

 50 Anos do Vôo da Liberdade

14 DE JANEIRO
é o aniversário da libertação de 70 revolucionários das garras da ditadura militar brasileira.

Saindo do Galeão com destino à Santiago, no Chile.

Nossa eterna gratidão aos companheiros que resgataram 70 revolucionários das prisões e câmaras de tortura da Ditadura Militar.

Se não houvesse a pandemia estaríamos comemorando todos juntos e aglomerados!


50 anos do Voo da Liberdade

Ubiratan de Souza

13/01/2021


Há 50 anos, na madrugada de 13 para 14 de janeiro de1971, partia da Base Aérea do Galeão no Rio de Janeiro rumo a Santiago do Chile o Voo da Liberdade, levando 70 prisioneiros (as) políticos (as), que estavam nos centros de tortura da ditadura civil-militar, trocados pelo embaixador suíço, que foi capturado por um comando guerrilheiro da Vanguarda Popular Revolucionária – VPR, no dia 07 de dezembro de 1970. Eu, Ubiratan de Souza (Gregório nome de guerra na luta clandestina), jovem com 22 anos era um dos 70. Cabe aqui, o agradecimento eterno ao Comandante Carlos Lamarca e a todos e todas camaradas da VPR que participaram da operação do sequestro do embaixador, arriscando as suas vidas para a nossa libertação


Um pouco da história. Este já era o quarto sequestro de diplomatas, realizado pela guerrilha. A ditadura ganha tempo nas negociações e joga criminosamente com a vida do embaixador, negando várias exigências da guerrilha com a intenção clara de desgastar o comando guerrilheiro e ao mesmo tempo localizar seu esconderijo. A maioria da direção da VPR decide executar o embaixador, responsabilizando a ditadura pelo fracasso das conversações. Nestas circunstâncias, Carlos Lamarca se revela um grande estrategista político e humanista, usando da sua autoridade de comandante veta a decisão e continua as negociações, assegurando a troca dos 70 prisioneiros políticos. Foram 37 dias de negociação e finalmente o Voo da Liberdade decola no dia 13 de janeiro de 1971, chegando na madrugada do dia 14 em Santiago do Chile, governado pelo grande presidente socialista Salvador Allende, herói da América Latina na luta por democracia e socialismo.


O povo chileno nos recebeu com muito carinho e solidariedade. Tive a honra, juntamente com uma comissão de cinco representantes dos 70 exilados brasileiros, de ser recebido pelo Presidente Allende que nos abriu as portas do Chile e para a participação do rico processo democrático da via chilena para o socialismo. Vivemos uma experiência extraordinária, de organização e autogestão popular, gestão pública com participação da sociedade, que marcou nossas vidas para sempre na luta pela construção de uma sociedade radicalmente democrática, fraterna e socialista.


Por último, um registro histórico com fotos e vídeo, abaixo, com a chegada dos 70 guerrilheiros em Santiago de Chile na madrugada do dia 14 de janeiro de 1971. Este acervo é um trecho do documentário “Quando chegar o momento”  de Luiz Barreto Sanz, sobre a vida da companheira Dora (Maria Auxiliadora Barcelos). Os dois estavam entre os 70. O jovem de camisa escura, sem bigode, de óculos, fazendo uma saudação e segurando a bandeira chilena é Ubiratan de Souza (Gregório).


Meu abraço fraterno e carinhoso a todos (as) camaradas vivos do grupo dos 70. Aos que já se foram minha saudade e recordação. Como sempre nos reuníamos nas datas redondas, no Rio de Janeiro, fica o convite, para depois de vencermos a pandemia, comemoramos os 50 anos do Voo da Liberdade.  .

Ousar Lutar. Ousar Vencer.    

Os 70 revolucionários libertados no Voo de Liberdade em janeiro de 1970 foram:

1. Afonso Junqueira de Alvarenga;

2. Mara Curtiss Alvarenga;

3. Afonso Celso Lana Leite

4. Aluízio Ferreira Palmar

5. Antônio Expedido Carvalho Pereira

6. Antônio Rogério Garcia Silveira

7. Antônio Ubaldino Pereira;

8. Aristenes Nogueira de Almeida;

9. Armando Augusto Vargas Dias;

10. Bruno Dauster Magalhães e Silva

11. Bruno Piola

12. Carlos Bernardo Vainer;

13. Carmela Pezzutti;

14. Chirstóvão da Silva Ribeiro;

15. Conceição Imaculada de Oliveira;

16. Daniel José de Carvalho

17. Delci Fensterseifer;

18. Derly José de Carvalho;

19. Edmur Péricles Camargo;

20. Elinor Mendes Brito;

21. Encarnación Lopes Peres

22. Francisco Roberval Mendes

23. Geny Cecília Piola 

24. Gustavo Buarque Schiller

25. Irani Campos;

26. Ismael Antônio de Souza;

27. Jayme Walwitz Cardoso;

28. Jairo José de Carvalho;

29. Jean Marc Friedrich Charles Van Der Weid;

30. João Batista Rita;

31. João Carlos Bona Garcia;

32. Joel José de Carvalho

33. José Duarte dos Santos;

34. Jovelina Tonello do Nascimento

35. Júlio Antônio Bittencourt Almeida;

36. Lúcio Flávio Uchôa Regueira, 

37. Luiz Alberto Barreto Leite Sanz

38. Manoel Dias do Nascimento

39. Marcos Antônio Maranhão Costa

40. Maria Auxiliadora Lara Barcelos

41. Maria Nazareth Cunha da Rocha, 

42. Nancy Mangabeira Unger

43. Nelson Chaves dos Santos, 

44. Otacílio Pereira da Silva

45. Paulo Roberto Alves

46. Paulo Roberto Telles Franck

47. Pedro Alves Filho, 

48. Pedro Chaves dos Santos, 

49. Pedro França Viegas

50. Pedro Paulo Bretas, 

51. Rafael de Falco Neto, 

52. Reinaldo Guarany Simões

53. Reinaldo José de Melo, 

54. René de Carvalho

55. Roberto Cardoso Ferraz do Amaral, 

56. Roberto De Fortini

57. Roque Aparecido da Silva

58. Samuel Aarão Reis

59. Sônia Regina Yessin Ramos, 

60. Takao Amano

61. Tito de Alencar Lima, 

62. Ubiratan de Souza, 

63. Ubiratan Vatutim Borges Kertzscher, 

64. Umberto Trigueiros Lima

65. Valneri Neves Antunes

66. Vera Maria Rocha Pereira

67. Wânio José de Mattos, 

68. Washington Alves da Silva, 

69. Wellinton Moreira Diniz, 

70. Wilson do Nascimento Barbosa