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segunda-feira, 8 de novembro de 2021

A história nos ensina o caminho para o futuro * Pedro César Batista/DF

 A história nos ensina o caminho para o futuro

Passeata dos garis do Rio

Pedro César Batista/DF*


O desemprego, a carestia e a fome seguem como tormentos na vida do povo brasileiro. Aliado a isso, vivenciamos um tempo de luto de mais de 600 mil vidas perdidas as quais, em grande parte poderiam ser sidos evitadas, se o governo brasileiro não fosse diretamente um dos principais responsáveis pela propagação da covid-19.

Quero lembrar o ano de 1983, no Brasil. A ditadura vivia seus estertores, dentro do programa de uma abertura lenta, gradual e segura, programada pelos golpistas de 1964. Em 1979, foi aprovada uma anistia que assegurou a impunidade de assassinos e torturadores, em seguida uma reforma partidária que levou a divisão das forças de oposição, com duas maiores organizações de esquerdas, lideradas por Leonel Brizola e Luís Inácio Lula da Silva. Nesse ano, 1983, a taxa de desemprego era de 6,7%, a inflação batia a casa de 160% e a fome era crescente, o que provocou dezenas de saques a supermercados nas grandes cidades do país. O povo se revoltava e buscava alimento. Um fato inesquecível foram os assaltos a caminhões que transportavam alimentos, ocorridos nas margens da Rodovia Dutra, entre o Rio de Janeiro e São Paulo, e que eram levados pelos assaltantes para as favelas onde a comida era distribuída aos necessitados. 

Com as mobilizações da campanha por eleições diretas para presidente (84), a eleição nas capitais e cidades consideradas de segurança nacional (85), retoma-se o processo democrático. Em 1989, ocorreu a primeira eleição presidencial após 1961, com a Rede Globo desconstruindo Brizola, manipula a eleição, impede a vitória de Lula e assegura a vitória de Collor, cassado menos de dois anos após a sua posse. O tempo passou. Os militares seguiram das casernas, acompanhando e monitorando tudo. Itamar, FHC e depois Lula, que garantiu a eleição de Dilma. Rousseff e o PT, mais uma vez, sofrem com as mentiras e conspirações da Rede Globo que, em aliança com os EUA, os militares, latifundiários e a burguesia nacional, consegue colocar Temer na Presidência. Inicia-se a “ponte para o futuro”: retirada de direitos, desarticulação dos sindicatos, privatizações do patrimônio público e, “com Supremo com tudo”, consolidar uma política neoliberal, desumana e cruel, contra os mais pobres.

Depois de quase três de um governo fascista, fruto do golpe de 2016, chegamos a uma taxa de 14,1% de desemprego, uma inflação que ultrapassa 40%, mais de 20 milhões de miseráveis, cerca de 100 milhões vivem sem a certeza de se alimentar, ao mesmo tempo, o Congresso Nacional da sustentação a um presidente que tem mais de 115 pedidos de impeachment, todos devidamente guardados pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, que tinha, junto com o chefe do governo, o controle de um orçamento de mais de 20 bilhões de reais para bancar a corrupção e atender os interesses de parlamentares que estão de costas para as necessidades da maioria do povo brasileiro. 

Entretanto, observo que, a situação atual é semelhante a de 1983, mas não há saques, não há mobilizações de massa contra a carestia, pelo direito ao trabalho e menos ainda contra o presidente genocida, propagador da covid, ladrão e miliciano, que tem no Ministério da Economia e no Banco Central dois especuladores, que ganham milhões diariamente com a alta do dólar, que faz a população brasileira pagar um litro de óleo de soja a 10 reais, o litro de gasolina a 8 reais e faz com que milhões de pessoas vivam dos restos de alimentos recolhidos em lixeiras, dos ossos de gado ou sofrerem a inanição crescente.

Durante os 21 anos após 1964, a resistência popular, revolucionária e democrática não desistiu de enfrentar a violência da ditadura, não abandonou a utopia de construir um mundo de justiça e digno para a classe trabalhadora. Depois da ditadura, passaram-se 36 anos, decorridos 33 anos desde a promulgação da Constituição de 1988, tempo que levou a um nível de consciência social e humana que lembra um estágio pré-capitalista, em um verdadeiro salve-se quem puder, a consolidação do pensamento meritocrático, a defesa do fim do Estado, desesperança e crescimento do lumpesinato. Bolsonaro é a síntese dessa barbárie, obscurantismo e desumanidade, mantida por alguns bilionários, que se aproveitam para ficarem mais ricos e propagarem a insensibilidade e o oportunismo, em que é cada um por si, por meio dos algoritmos nas redes e da propaganda de massa nos meios de comunicação tradicionais. 

Como romper esse tempo? Hoje completam-se 104 anos que, em 1917, alguns milhões de mulheres e homens mostraram ao mundo que é possível conquistar uma nova sociedade, em que o Estado sirva aos interesses reais da grande maioria da população, que as riquezas estejam sob controle e sirvam a seus produtores, a classe trabalhadora, que o conhecimento, a arte, educação e cultura sirvam a plena emancipação humana. A Rússia, então, era considerada um dos países mais atrasados do mundo, com milhões de miseráveis, um sistema feudal, desumano e imperial. A diferença se deu graças a uma organização revolucionária, capaz de educar, organizar e unir os melhores quadros da classe trabalhadora, sob a liderança de Lênin e dos bolcheviques, que assaltaram o poder e mostraram que a utopia pode ser efetivada. 

Não vivemos em 1917, nem 1983, mas em 2021, período que nos permite analisar a grande revolução de outubro, as mobilizações de massa no Brasil na luta contra a ditadura e entender que não basta a miséria, nem a vontade de mudar, é preciso consciência e organização, forjar uma unidade capaz de mobilizar os deserdados, famintos, desempregados, mulheres e homens, que sofrem a exploração da burguesia nacional e imperialista, garantidora dos crimes, sadismo e maldades do neoliberalismo, imposto por Bolsonaro e seu governo genocida. 


PEDRO CESAR BATISTA

é jornalista, escritor, poeta, criador e apresentador do Programa Cultural LETRAS E LIVROS, pela TV COMUNITÁRIA DO DISTRITO FEDERAL.

Letras & Livros de com Pedro César Batista entrevista o Dr. Fábio Libório - YouTube

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Sobrevivência e Resistência: Letras e Livros/Pedro César Batista * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT

Sobrevivência e resistência. Tempo de pandemia e utopia
Sobrevivência e resistência: Tempo de pandemia e utopia, o 16º livro do jornalista, escritor e poeta Pedro César Batista, reúne uma coletânea de artigos escritos a partir de 15 e março, começo da pandemia da Covid-19 e será lançado durante a edição do Fórum Social Mundial de 2021, que acontecerá, virtualmente, entre os dias 23 e 31 de janeiro.

Os textos analisam a indiferença da sociedade diante da necropolítica do governo federal, que tem causado a perda de centenas de milhares de vidas. Apesar disto, o que se vê é a falta de alteridade com a dor das vítimas e uma ausência de disposição por parte das forças de esquerda no enfrentamento à política governamental, liderada por um ex-capitão, expulso do exército. O chefe do Planalto lidera uma facção das Forças Armadas, especialmente alguns generais, da ativa e reserva, que negam o coronavírus, a ciência e propagam a Covid-19, a principal causa das mais de 210 mil mortes no Brasil.

Como explicar a desmobilização, apatia e desarticulação das forças de esquerda com centenas de milhares de mortes, a retirada dos Direitos Sociais, a destruição do Meio Ambiente, o desmonte do Estado e a entrega do Patrimônio Nacional ao capital internacional? Estes pontos permeiam os textos de Pedro. 

Nunca foi do desconhecimento público os crimes do ex-deputado Bolsonaro, os quais se tornaram mais frequentes e duros após a sua eleição para a Presidência, entretanto, como explicar que dentro do Estado Democrático de Direito, mesmo com pouco tempo de duração, uma pessoa com tantos crimes fosse eleita para o cargo mais importante do país.

Qual o papel desempenhado pelas das forças de esquerda no atual momento histórico? Devem atuar em busca de uma nova composição com as elites, aceitar todas as contrarreformas que retiraram direitos da classe trabalhadora? Organizar-se somente em busca de um bom resultado eleitoral em 2022? Buscar hegemonia no campo popular e democrático, sem atuar para construir uma unidade estratégica com um programa efetivamente popular e de esquerda? 

Não é um livro para acadêmicos, apesar que pode lhes interessar, já que os artigos tratam do distanciamento dos debates teóricos e das direções de esquerda das bases populares, a falta de formação ideológica da militância, o desconhecimento e negação das experiências revolucionárias no processo civilizacional, especialmente na atual fase em que os setores indentitários buscam o protagonismo, negam à luta de classes. 

Sobrevivência e resistência: Tempo de pandemia e utopia é um conjunto de artigos que serve à militância e para gente do povo, que precisa realizar esse debate sobre a ruptura com o capitalismo, única forma de avançar na construção da dignidade humana.

O autor começou a publicar há mais de 40 anos, mesmo tempo que se dedica a militância por democracia, justiça social e a dignidade humana. O conjunto de sua obra é formado por poesia, contos, romance e pesquisas jornalísticas. 

Serviço

Lançamento - 29 de janeiro, às 18h, no Fórum Social Mundial 2021, com debate virtual com os prefaciadores, Marcos Fabrício Lopes da Silva, Doutor e professor em Literatura e José Lima da Silva Filho, advogado e romancista, autor de Tocaieiro Sanguinário e o autor, Pedro César Batista. 

Transmissão pela TV Comunitária de Brasília

Editora ArtLetras

Preço: R$ 20,00 (E-book)

Informações:

pcbatis@gmail,.com

61 98322 9805 

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Mesa no Fórum Social Mundial

*O Silêncio dos homens e o patriarcado: 
28/01, quinta às 18h (Hora de Brasília)* 


Homens tem sido campeões sinistros nas sociedades globais: quem mais morre, mais mata, mais adoece. A sociedade fundamentada no patriarcalismo segue com vítimas preferenciais: mulheres tem sofrido as consequências e suplícios de relações doentias, abusos de toda natureza, relações profissionais e empresariais desfavoráveis. A mesa "O silêncio dos Homens e o patriarcado", traz à tona o debate nesse momento em que o machismo e o patriarcado precisam ter fim! É preciso quebrar esse silêncio.


Organização: Grupo Masculinities (DF-BRA)

- Guilherme Valadares - Site Papo de Homem, diretor executivo do filme O Silêncio dos Homens;

- Fernando Pessoa (Psicólogo, Masculinities ECC);

- Jorge Amâncio - Poeta

- Muna Muhammad Odeh, Departamento de Saúde Coletiva, UNB;

- Rafael Gonçalves (Psicólogo, Conselheiro Regional de Psicologia, grupo Masculinities, Mov. Homens em Conexão)

- Vinícius Borba (Jornalista, poeta)

- Pedro César Batista - Escritor, jornalista e ativista;


TRANSMISSÃO: Facebook.com/MasculinitiesECC e Youtube.com/MasculinitiesECC 
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*Programa Letras e Livros.*

*Pedro Batista entrevista a romancista e poeta pernambucana, Marta Velozo, autora com vários prêmios literários.*

Marta Velozo participou das lutas pela redemocratização, atuou na Pastoral da Juventude, nos Movimentos Estudantil, por moradia e pela liberdade de expressão. 

Participa do Programa Quarta as Quatro (UBE-PE), foi homenageada no programa ‘A ficção em Pernambuco’ e no ‘Poetas da Terra’ (SESC). Ganhou o 2° lugar – Fliporto 2006, na categoria contos. 

Autora dos livros “Saga: poesias e contos”, “Auto de Carnaval (poema em forma de papiro)” , (Ah!) “Recife” (poemas editados em Braile). Em 2020, lançou o romance “Epístolas à Maria Fulô”. 

Em ‘Epístolas à Maria Fulô’, a escritora e poeta, reúne mensagens, cartas, telegramas, e-mails e bilhetes narrados pelas personagens que aos poucos desvendam a conexão entre duas mulheres e revelam sutilezas das relações homoafetivas e desafios das lutas, no contexto da sociedade autoritária e excludente.

ASSISTA AO VIVO

*Sexta-feira (22/1/21)

15h30*


Assista a entrevista pela TV Comunitária de Brasília 

Canal 12 da Net

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