domingo, 20 de outubro de 2024

DITADURA LULA NO HOSPITAL DE BONSUCESSO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

DITADURA LULA NO HOSPITAL DE BONSUCESSO
"DOCUMENTO1

Vamos conhecer a VERDADE sobre a transferência do Hospital Federal de Bonsucesso (Administração Direta do Ministério da Saúde) para o Hospital Nossa Senhora da Conceição S.A. (suposta empresa pública, que não foi criada por lei, ao arrepio do inciso XIX do artigo 37 da Constituição Federal e mesmo vedado pelo Decreto-Lei nº 200/1967, este já em vigor à época da desapropriação):

O MINISTÉRIO DA SAÚDE TENTA ESCONDER DE VOCÊ QUE NA VERDADE A MEDIDA REPRESENTA MENOS PESSOAS NO HFB E MENOS DINHEIRO PARA ASSISTÊNCIA À SAÚDE, POIS TERÁ QUE MANTER TODA A MÁQUINA DA NOVA FILIAL DO GHC.

a) A Ministra da Saúde, por meio da PORTARIA GM/MS Nº 5.514, DE 14 DE OUTUBRO DE 2024, realizou a “descentralização” de um hospital da administração direta para o Hospital Nossa Senhora da Conceição;
b) A Ministra usa como base a Lei nº 8080/1990 para justificar a “descentralização”, entretanto a alínea “a” do inciso IX, artigo 7º da referida lei diz: “ênfase na descentralização dos serviços para os municípios”. Ora, a Ministra da Saúde criou, portanto, uma nova maneira de descentralização, ao arrepio da Lei que ela cita, pois em nenhum momento se previu descentralização para empresa pública;
c) Ademais, parece estranho o uso do termo descentralização para uma empresa constituída em Porto Alegre, ou seja, mais de 1.570 km do Hospital de Bonsucesso, que resultará em previsão de gastos de R$ 2.310.000,00 apenas em passagens aéreas e R$ 270.000,00 em diárias, ou seja, um verdadeiro vem e vai com o dinheiro público, quando hoje o hospital não gasta um centavo com isso. Será menos dinheiro para medicamentos e serviços em prol da população (fonte https://ted.transferegov.sistema.gov.br/ted/plano-acao/detalhe/3405/dados-basicos) ;
d) Além da portaria, o Ministério da Saúde firmou um Termo de Execução Descentralizada - TED (DECRETO Nº 10.426, DE 16 DE JULHO DE 2020) para transferir os recursos do Ministério da Saúde para o GHC. O referido TED possui vigência entre 15/04/2024 e 31/12/2025.
e) O Presidente do GHC, em entrevista ao Jornal O Globo (https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2024/10/18/cada-dia-que-passa-sem-poder-acessar-o-hospital-representa-um-prejuizo-diz-diretor-do-grupo-conceicao-que-assumiu-a-gestao-do-hospital-federal-de-bonsucesso.ghtml) citou que terá R$ 250 milhões para investimentos. O que não pode ser afirmado, pois o GHC não tem contrato firmado para esse período (encerra em dezembro de 2025), portanto, induzindo a população ao erro.
f) Outra informação dada pelo Ministério, induz as pessoas ao erro (https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2024/10/10/ministerio-da-saude-confirma-que-hospital-federal-de-bonsucesso-tera-novo-gestor-emergencia-reabrira-ate-o-fim-do-ano.ghtml). O Secretário Adjunto de Atenção Especializada Nilton Pereira, afirmou que serão mais 2 mil novos trabalhadores. Vamos a verdade? A Portaria SEST/MGI Nº 7.739, de 11 de outubro DE 2024 aprovou o quantitativo de pessoas que poderão ser contratadas pelo GHC, sendo 2252 vagas para o Quadro Temporário - Termo de Execução Descentralizada firmado entre o Ministério da Saúde e o Grupo Hospitalar Conceição - GHC para gestão do Hospital Federal Bonsucesso (HFB/RJ). A portaria no Inciso IX do artigo segundo prevê que comporão o limite de quadro de pessoal “IX. os empregados ou servidores movimentados para compor força de trabalho conforme disposto no § 7º do art. 93 da Lei nº 8.112, de 11.12.1990”;
g) Logo, não existe esse número de vagas, pois hoje temos no HFB 1921 servidores ativos e 812 Contratados Temporários da União, ou seja, 2733 pessoas. A Portaria que descentralizou o HFB prevê que os servidores poderão permanecer, caso desejem, e o GHC diz que os contratos temporários atuais “serão mantidos nos prazos vigentes de novembro e dezembro” (Link: https://www.ghc.com.br/noticia.aberta.asp?idRegistro=33385 ) Ou seja, aos CTUs a porta da rua.
h) Isso significa que quanto mais servidores optarem por permanecer no HFB, menos pessoas poderão ser chamadas no processo seletivo do GHC e, considerando o número atual, haverá a redução de 481 trabalhadores no HFB.
i) Outra informação importante a ser considerada é que, atualmente, não sai da rubrica destinada ao HFB (e esta que foi descentralizada) os custos com servidores e CTUs, mas ao passar para o GHC, esse recurso será utilizado para os novos cargos comissionados e para os contratados no processo seletivo publicado pelo GHC, ou seja, MENOS DINHEIRO PARA ATENDIMENTO DA POPULAÇÃO.

Há poucos anos o GHC figurava na lista de empresas a serem privatizadas e pode voltar, pois o próprio STF definiu que não há necessidade de autorização específica para privatização de cada empresa.

NÃO EXISTE DINHEIRO NOVO!!! O QUE EXISTE É A ENTREGA DO ORÇAMENTO DOS MESES QUE AINDA FALTAM DE 2024 E O ANO DE 2025 (PLOA) PARA O GHC!!! PAREM DE MENTIR!

DOCUMENTO 2


DOCUMENTO 3

Covardia: com apoio da PM e policiais federais, governo Lula (PT) impõe entrada do Grupo Conceição no HFB

By André Pelliccione

19/10/2024
Grupo Conceição é mal-vindo pela maioria dos trabalhadores do HFB. Foto: Mayara Alves.

Com apoio do Batalhão de Choque da PM, por volta de 6h da manhã de hoje (19/10) policiais do Grupo de Pronta Intervenção (GPI) da Polícia Federal entraram no Hospital Federal de Bonsucesso (HFB) para desocupar as salas da direção-geral da unidade, onde desde o último dia 2/10 servidores estavam acampados em protesto contra a entrega da unidade ao Grupo Hospitalar Conceição (GHC). A desocupação foi executada em cumprimento de decisão do juiz federal Fábio Tenenblat, a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).

Ao todo, a ação de desocupação contou com o suporte de 50 policiais — entre PMs e federais —, que não foram confrontados pelos servidores presentes na ocupação. Em seguida à entrada dos policiais, chegaram os gestores e funcionários do Grupo Hospitalar Conceição. Recebidos com vaias e duras críticas dos servidores, eles se instalaram no prédio da administração-geral do HFB, para formalizar a posse na gestão do hospital.

Servidora da rede federal, Neusa Beringui apontou a contradição do governo Lula (PT) ao ordenar a ação repressiva. “O atual governo se apresenta como democrata, mas na verdade nunca dialogou com os trabalhadores e trabalhadoras da saúde. É um governo que jogou a repressão contra os servidores e servidoras da rede federal, para intimidar e nos ameaçar. Tudo com o objetivo de entregar uma estrutura pública, como é o Hospital de Bonsucesso, para uma organização com finalidades lucrativas, como é o Grupo Conceição. É inaceitável”, disse ela.

O Sindsprev/RJ convoca todos os servidores da rede federal a participarem da assembleia emergencial que acontece hoje (19/10), às 16h, por meios remotos. O link está disponível abaixo:

ASSEMBLEIA REDE FEDERAL

DOCUMENTO 4

NOTÍCIAS DO SINDSPREV/RJ

Sindsprev/RJ repudia ação repressiva contra servidores(as) que lutam em defesa do Hospital de Bonsucesso

Por meio de sua diretoria colegiada, o Sindsprev/RJ repudia a inaceitável ação repressiva ocorrida na manhã de hoje (19/10), nas dependências do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), onde servidores da rede federal de saúde foram agredidos fisicamente e atacados por PMs do Batalhão de Choque chamados pelo governo Lula (PT). A ação resultou na arbitrária prisão de Cristiane Gerardo, dirigente do Sindsprev/RJ.

DOCUMENTO 5 

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vídeos
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sexta-feira, 18 de outubro de 2024

NOTA DE REPÚDIO DO POVO WARAO * Lideranças Warao

NOTA DE REPÚDIO DO POVO WARAO

Nós, representantes do povo Warao, expressamos nosso profundo repúdio à recente decisão que nega nossa participação efetiva nos espaços acadêmicos e nas políticas que nos dizem respeito. Hoje, no Brasil, consolidou-se o que chamamos de Marco Acadêmico, semelhante ao Marco Temporal, que ignora as vozes e a realidade dos povos indígenas, especialmente a nossa.
As universidades brasileiras, incluindo a UFRR, têm a responsabilidade de promover a inclusão e a diversidade em seus ambientes. 

No entanto, ao desconsiderar a participação do povo Warao e ao perpetuar o imperialismo acadêmico, essas instituições comunicam, de maneira clara, que "assim funciona para nós, assim será". Essa postura não apenas silencia nossas vozes, mas também deslegitima nossas experiências e saberes.
Nós, como povo indígena, temos o direito de expressar nossas opiniões, de participar na construção de políticas que nos afetam e de contribuir com nosso conhecimento ancestral. O apagamento de nossas vozes nas universidades é uma forma de violência que perpetua a marginalização e a exclusão.

Repudiamos veementemente essa atitude e exigimos que as instituições de ensino superior reconheçam e respeitem nossos direitos. É fundamental que o diálogo e a colaboração sejam promovidos, permitindo que nossas vozes sejam ouvidas e que possamos participar ativamente da construção de um futuro que respeite nossa cultura e nossos direitos.

A luta pela nossa expressão e participação é uma luta por justiça e equidade. Não aceitaremos ser silenciados. Estamos aqui, e nossas vozes devem ser ouvidas!


Atenciosamente,
Lideranças Warao a nível nacional e internacional
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LULA PRIVATIZA HOSPITAL FEDERAL DE BONSUCESSO-RJ * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

LULA PRIVATIZA HOSPITAL FEDERAL DE BONSUCESSO-RJ
-Foto do dia do incêndio no hospital-
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CONFIRA QUEM SE BENEFICIOU
CONFIRA O EDITAL DE PRIVATIZAÇÃO
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LULA PPP
PROGRIDE PROPRIEDADE PRIVADA

LULA PRIVATIZOU O HOSPITAL DO ANDARAÍ
LULA PRIVATIZOU O HOSPITAL DO CÂNCER
LULA PRIVATIZOU O HOSPITAL DE BONSUCESSO

O QUE VOCÊ QUER MAIS?
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PIQUETE CONTRA INTERVENÇÃO
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DESMANDOS DA NOVA DIREÇÃO
A LUTA CONTINUA 

Há um deserto ao meu redor,
Uma paisagem quase sem vida,
Uma dor que não fica mais contida dentro de mim.
Há uma gente canalha destruindo o que temos de mais valioso na nossa Constituição: O SUS que a minha geração lutou tanto por construir. 
Há um ambiente de tristeza e decepção consumindo a nossa esperança,
Um cansaço, um desânimo que a gente precisa enfrentar. 
Esquerda neoliberal é esquerda adoecida, é falta de coragem, é derrota certa num futuro próximo.
Choram as paredes dos nossos hospitais públicos federais, universitários ou não; choram aqueles que ajudaram a construir essas instituições. 
A lógica do saber está sendo pervertida pela insensatez da ignorância no plano político da Estupidez, do cinismo e da hipocrisia.
De repente, os sonhos tornam-se pesadelos e a utopia vai sendo aniquilada nas mãos de uma gente fria, insensível e mergulhada na escuridão, perdida no tempo e escrevendo a história com desamor.
Hoje eu quero estar com os meus amigos, companheiros de jornada, para desabafar nos seus ombros e aliviar um pouco essa angústia, esse sofrimento.
Mas amanhã estarei de pé novamente, pronto outra vez para continuar a luta em defesa do SUS, dos servidores públicos civis estatutários, da Autonomia Universitária e da gestão dos nossos hospitais públicos federais sob o regime jurídico administrativo de direito público, e jamais de direito privado. 

Wladimir Tadeu Baptista Soares 
Cambuci/Niterói - RJ
Nordestino 
wladuff.huap@gmail.com 
19/10/2024
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EM DEFESA DO SUS
Em Defesa Do Sus 2024 * Wladimir Tadeu Batista Soares/RJ
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TESTEMUNHO DE UMA SERVIDORA

"E quem é o responsável por construir esse cenário é o próprio governo, que hoje entrega a gestão porque acusa a nossa gestão pública de ser incompetente. Mas quem conduz a gestão de forma que a gente não tenha condições de exercê-la? O governo. Através do corte de repasse, através do favorecimento do superávit fiscal, através do remanejamento das verbas de forma irregular, através da não realização de concurso público, de apostar na precarização da relação de trabalho. E aí, quando ele constroi essa narrativa, ele quer o quê? É dispensar as unidades. Por quê? Porque ele deixa de ter dentro das unidades a figura do servidor público, que é uma pedra no sapato. Porque a gente fiscaliza os recursos, a gente denuncia…” - 

Trabalhadora do Hospital Federal de Bonsucesso."
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... COM SANGUE E COM LÁGRIMAS 

Eu trago uma dor estancada no meu sorriso,
Um sangue que em mim não para de jorrar,
Cicatrizes de anos de muitas lutas
E lágrimas nos olhos de tanto chorar.

Estão privatizando aquilo que temos de mais bonito,
Rasgando a nossa Constituição,
Jogando no lixo a carreira pública estatal da saúde,
Alimentando com dinheiro público o setor privado que só quer lucrar.
O SUS está sendo ferido de morte e, aos poucos, tende a acabar.
Não adianta discursos cínicos querendo enganar a todos,
Há muitos traidores envolvidos nessa trama.

Se não houver resistência forte e determinada, em nível nacional, para defender o SUS é a carreira pública de Estado, em pouco tempo só existirão celetistas na área da saúde  e o SUS universal, integral e  gratuito deixará de existir. 
É nessas horas que a coragem precisa vencer o medo e a atitude precisa vencer a omissão. 

Defender o SUS é defender o povo brasileiro.
Defender o SUS é defender a nossa Cidadã Constituição. 

Wladimir Tadeu Baptista Soares 
Advogado, Médico, Professor de Medicina da Universidade Federal Fluminense, 
Mestre em Justiça Administrativa,
Doutor em Direitos, Negócios e Instituições 
12/10/2024
05:52h

Ato Político – Cultural em apoio à Resistência Palestina * Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino - DF

Ato Político – Cultural em apoio à Resistência Palestina

Diante do extermínio em curso contra o povo palestino, a heroica resistência tem mostrado que não serão as bombas, às mentiras propagadas intensamente pela mídia hegemônica e pelas redes, nem as milhares de mortes de crianças, mulheres e homens que impedirá a derrota do sionismo, que reproduz as práticas nazistas e do apartheid contra os povos palestino, libanês e sírio.

A resistência de todos os povos na região mostra que sempre haverá dignidade e disposição para combater os mais horrendos crimes em curso, desde a criação da organização sionista, em 1948, aprofundados a partir de 7 de outubro de 2023.

Mostre que você não perdeu a humanidade, nem a indignação, compareça ao Ato Político – Cultural em apoio à Resistência Palestina.

Dia 23.10, 19h, Teatro dos Bancários

Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino - DF

quinta-feira, 17 de outubro de 2024

RETOMAR AS MOBILIZAÇÕES – REORGANIZAR OS SETORES POPULARES * Organização Comunista Arma da Crítica/OCAC

RETOMAR AS MOBILIZAÇÕES – REORGANIZAR OS SETORES POPULARES


Dois fatos na semana que passou evidenciaram o quanto o governo Lula se tornou refém de uma certa institucionalidade, desenhada para manter o status quo e evitar que o capital financeiro tenha alguma perda. O ministro da Defesa José Múcio se colocou como porta-voz da caserna, fazendo críticas abertas à política internacional do Presidente e a Enel, estatal italiana que tem a concessão de distribuição de energia em São Paulo, deixou a maior cidade do país às escuras, sem que a Aneel, agência reguladora, movesse alguma palha em fiscalizar a concessionária.

A fala de José Múcio reitera o papel autoproclamado de poder moderador das Forças Armadas. E mostra que as Forças Armadas são incapazes de prover a defesa nacional, com uma indústria e um sistema de pesquisa e desenvolvimento de equipamentos bélicos. O motivo da fala foi a suspensão de licitação em que uma empresa israelense seria ganhadora do fornecimento de obuseiros autopropulsados. Segundo Múcio, a suspensão foi motivada por “questões ideológicas”. De quebra ainda criticou a recusa de venda de munição 105 mm para a Alemanha, que as repassaria para a Ucrânia.

Pelo raciocínio de Múcio, comprar e vender material bélico a países beligerantes não produziria maiores consequências. O que ele chama de “não ideológico” é a manutenção, na prática, das Forças Armadas brasileiras serem um braço do Comando Sul do Pentágono, inclinação e desejo dos Alto Comandos em sua maioria. O presidente respondeu com um muxoxo, pois, na prática, os deveres constitucionais da Presidência de dirigir a defesa nacional foram retirados de Lula.

Continuando a saga do não-governo, a Agência Nacional de Energia Elétrica tem toda a sua diretoria nomeada por Bolsonaro, com alguns diretores com mandato até 2028 (!). Impichar ministro do STF se tornou papo de botequim, enquanto retirar um diretor omisso e conivente com os regulados é mais difícil do que afastar o presidente da República.

As agências ditas reguladoras são todo-poderosas, com o poder executivo impedido de intervir nos setores regulados. Os paulistanos ficam às escuras, depois de uma chuva de apenas uma hora, e as autoridades municipais, estaduais e o ministério das Minas e Energia fazendo o popular jogo de empurra. Mas não se toca o dedo na ferida. A função da Enel em São Paulo é garantir a solvência da matriz na Itália. Saquear a empresa tem sido uma operação bem-sucedida, haja visto os recordes das cotações das ações da empresa nas bolsas de valores europeias.

O governo Lula não apenas aceitou a armação institucional herdade de Temer e Bolsonaro, e de FHC, no caso das agências reguladoras, como apertou as amarras com o Arcabouço Fiscal, obra e graça de seu ministro da Fazenda. Ao não se dar um mínimo de enfrentamento – a proposta de se criar a agências das agências é risível – caminha-se para a derrota inexorável.

No caso do ministro Múcio, escolher outro ministro da Defesa seria o mínimo para afirmar a autoridade presidencial. Existem instrumentos legais para se intervir na Enel, com o governo assumindo a operação. Basta coragem de assumir o programa pelo qual se foi eleito.

O debate político e ideológico deve ser travado pelo conjunto do movimento operário e popular. Os comunistas têm como tarefa contribuir para que as mobilizações sejam retomadas e que seja realizada a reorganização dos setores populares com vistas à luta política.

segunda-feira, 14 de outubro de 2024

COMO MATAR UM ÍNDIO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

COMO MATAR UM ÍNDIO
-O índio Perpera Suruí foi pajé por 40 anos e, após a conversão de parte da aldeia, hoje é zelador em igreja neopentecostal-

Evangelização é ferramenta para dominar territórios indígenas desde 1500
Doutrinação de igrejas cristãs demoniza cultura e crença ancestral dos pajés, dividindo aldeias e avançando sobre terras.
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sábado, 12 de outubro de 2024

AMÉRICA 12 DE OUTUBRO NADA A COMEMORAR * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

AMÉRICA 12 DE OUTUBRO NADA A COMEMORAR
Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT
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En el Día de la Resistencia Indígena

HERMANO WARAO

Ojos separados,
de forma almendrada;
pómulos salientes,
piel aceitunada.

Liso y negro el pelo,
torso sin camisa,
los pies en el suelo
y ausencia de risa. (BIS)
CORO 1:
Hermano  warao,
perdóname, hermano;
tu eres en verdad,
más venezolano,
que todos aquellos
que te han despojado;
y, en tu nombre pido,
justicia al Estado.

Y sentí vergüenza,
por todos nosotros,
al ver la miseria
pintada en su rostro.

Y todo el afecto,
que adentro llevaba,
se asomó a mis ojos,
al ver su mirada. (BIS)
CORO 2:
Hermano warao,
perdóname hermano;
por negarme a ver,
tu derecho a ser
un venezolano.
Hermano warao,
perdóname hermano;
por esta injusticia,
de quinientos años.

Y cual si saldara,
aquellos cien lustros,
de insaldable deuda
del expolio hispano;
en sincero gesto,
le tendí la mano.(BIS)
        CORO 1
Me correspondió,
diciendo “maraisa”,
que es en castellano,
“siempre para mí,
serás un hermano”.(BIS

Y, jamás y nunca,
su promesa ha roto;
mi hermano warao,
de aquí de Monagas,
de nombre Noboto.

Jesús Núñez León
Venezuela

“A DESCOBERTA”

Em 1492 os nativos descobriram que eram índios
Eles descobriram que viviam na América,
Eles descobriram que estavam nus,
Eles descobriram que o pecado existia,
Eles descobriram que deviam obediência
para um rei e uma rainha de outro mundo
já é um deus de outro céu,
e que aquele deus inventou
culpa e vestido
e tinha enviado
que ele foi queimado vivo
quem adoraria o sol
já para a lua
agora a terra
agora a chuva
isso a molha.

Eduardo Galeano-Uruguai
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*12 DE OUTUBRO, NADA PARA COMEMORAR.*

1. Dezenas de milhões de nativos *ASSASSINATOS.*

2. Doze milhões de africanos sequestrados e *ESRAVIZADOS.*

3. Centenas de culturas e povos indígenas *EXTERMINADOS.*

4. Milhares de toneladas de ouro, prata e pedras preciosas *ROUBADOS.*

5. Religião imposta sob a forma de chumbo, baioneta, extermínio, terrorismo e *INQUISIÇÃO.*

*AMÉRICA NÃO FOI “DESCOBERTA”, FOI INVADIDA, SAQUEADA E EXTERMINADA.*

*DESCOLONIZE SUA MENTE.*
Salinger Argoty Cerón.
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*12 de outubro: entre a descoberta e a resistência*

Por _Alí Ramón Rojas Olaya_

Enquanto Pedro Sánchez recebe no Palácio da Moncloa o candidato derrotado Edmundo González Urrutia e o Senado da Espanha aprova por maioria a moção apresentada pelo Partido Popular para instar o Governo da Espanha a reconhecer o candidato de Washington como presidente eleito da Venezuela; O povo de Bolívar comemora a surra que o presidente Nicolás Maduro Moros deu ao súdito do Senhor Perigo. Enquanto na Espanha se comemora a chegada da Pinta, da Niña e da Santa María ao Caribe, na Venezuela se comemora mais um ano de resistência indígena que começou no fatídico 12 de outubro de 1492.

*A Batalha de Guadalete*

Entre 19 e 26 de julho de 711, o exército do reino visigodo de Toledo, de origem alemã, comandado pelo rei Rodrigo, enfrentou-se às margens do rio Guadalete, na atual província de Cádiz, no sul da Península Ibérica. , a um exército muçulmano composto por cerca de 12.000 árabes, sírios e berberes sob o comando de Táriq Ibn Ziyad. Essa força militar foi enviada por Musa Ibn Nusair, governador do Norte de África. Este confronto, conhecido como Batalha de Guadalete, terminou com uma esmagadora vitória muçulmana, o colapso do reino visigodo e o início da submissão de quase toda a Península Ibérica à autoridade do Califado de Damasco, governado pelo Omíada. dinastia.

Os historiadores consideram esta batalha como uma das mais transcendentais da história europeia da Idade Média (esta classificação só se aplica à Europa, não é universal), pois foi o início de quase oito séculos de presença islâmica em al-Andalus, que isto é, nos atuais territórios de Espanha e Portugal. Na Espanha esta batalha não é comemorada, nem o _Dia Muçulmano_ é comemorado todo dia 19 de julho. Não há municípios que tenham o crescente muçulmano como emblema nas suas insígnias e não há praças com bustos de Tariq Ibn Ziyad ou Musa Ibn Nusair.

*Rafael Cadenas*

Esses parágrafos me levam a lembrar que na quinta-feira, 10 de novembro de 2022, France 24 colocou a seguinte manchete em seu portal: “'Dissidente' e 'desencantado': o venezuelano Rafael Cadenas ganha o Prêmio Cervantes 2022 O poeta Rafael Cadenas ganhou o 2022”. Prêmio Miguel de Cervantes esta quinta-feira O prêmio criado em 1976 busca destacar as obras de escritores que contribuíram para o legado literário hispânico. Ele é o primeiro autor de nacionalidade venezuelana a ganhar o prêmio. Maduro e se classificou como um defensor da democracia."

No dia 6 de fevereiro de 2023, o intelectual guianense Saúl Rivas Rivas concluiu um ensaio no qual nos fala sobre o que significa que os reis da Espanha, os Bourbons, são os que concedem esse prêmio, porque tanto Cervantes quanto Dom Quixote estão acorrentados precisamente por causa desta dinastia europeia.

No dia 19 de abril de 2023, o poeta barquisimeto chega a Madrid. No dia seguinte, o jornal madrileno El País publicou a manchete: “Rafael Cadenas, vencedor do Prémio Cervantes: 'Gostaria que os soldados se ocupassem apenas da linguagem.'” Posteriormente, Sergio C. Fanjul escreve: “esta quinta-feira antes do meio-dia compareceu perante a imprensa na Sala do Conselho Curador da Biblioteca Nacional, sob a lâmpada histórica, diante dos livros antigos, sob o olhar dos retratos dos Bourbons de outra hora.”

*Nossa ontologia*

O povo Piaroa diz que “a Autana é a árvore da vida; Tudo começou aqui: as primeiras plantas, os animais, os seres humanos, os rios, os peixes, as flores, os pássaros e a soma de tudo o que existe.”

O povo caribenho tem Amalivaca como deus criador do mundo e dos seres humanos. Ele foi o criador do rio Orinoco e do vento. Amalivaca salvou a raça humana da extinção e tornou-se o pai dos povos Tamanaco e Moriches.

Em Taima Taima, perto de Coro, hoje estado de Falcón, foram encontrados vários esqueletos de animais gigantes na década de sessenta do século XX. O grupo de arqueólogos ficou curioso ao saber que um em particular, um mastodonte, tinha uma flecha cravada na pélvis. Quando os cientistas fizeram o estudo do carbono 14, descobriu-se que este evento ocorreu no ano 13.000 AC.

*Discurso de Angostura*

Quando o Libertador Simón Bolívar proferiu o discurso com que se instalou o congresso em Angostura em 15 de fevereiro de 1819, a Gazeta de Caracas caluniou todas as ações bolivarianas porque representavam um perigo para a grande capital europeia que; nas mãos dos Bourbons, dos austríacos da dinastia dos Habsburgos e de outros oligopólios; Continuaram agarrados como sanguessugas às veias abertas que os elementos da tabela periódica proporcionavam nestas terras.

Em seu discurso inaugural, Bolívar delineou sua ideologia sindical libertária, antiescravista, anticolonial e socioprodutiva. Ele fixa o olhar em cada um dos deputados, a maioria dos quais constituintes de 5 de julho de 1811: “não entrou nem remotamente na minha ideia assimilar a situação e a natureza de dois estados tão diferentes como o inglês americano e o espanhol Americano." Depois faz uma pergunta à qual responde imediatamente: “Não seria muito difícil aplicar o código inglês de liberdade política, civil e religiosa à Espanha? Bem, é ainda mais difícil adaptar as leis da América do Norte na Venezuela.” Depois faz outra pergunta à qual também responde: “Não diz o Espírito das Leis que estas devem ser específicas do povo para o qual são feitas; que é uma grande coincidência que os de uma nação possam servir a outra; que as leis devem ser relativas à natureza física do país, ao clima, à qualidade do terreno, à sua situação, à sua extensão, ao modo de vida das pessoas; referem-se ao grau de liberdade que a constituição pode sofrer, à religião dos habitantes, às suas inclinações, à sua riqueza, ao seu número, ao seu comércio, aos seus costumes, aos seus costumes? “Aqui está o código que deveríamos consultar, e não o de Washington!”

Mais tarde, Simón Bolívar diz-nos: “Tenhamos em mente que o nosso povo não é europeu, nem norte-americano, que é antes um composto de África e América, do que uma emanação da Europa; Pois bem, até a própria Espanha deixa de ser europeia por causa do seu sangue africano, por causa das suas instituições e por causa do seu carácter.”

*DNA mitocondrial venezuelano*

A respeito dessa conclusão ontológica a que chega Bolívar, os socioantropólogos, arqueólogos e historiadores venezuelanos Mario Sanoja Obediente e Iraida Vargas Arenas argumentam: “Desde o século XVI, como comprovam as pesquisas de DNA mitocondrial realizadas na Venezuela, o processo de miscigenação entre aborígenes, europeus e negros foi muito intenso e sustentado, evidenciando uma dominância que oscila consoante as diversas regiões, entre 70 ou 80% de ADN mitocondrial indígena, 10 a 15% de ADN mitocondrial negro e 5 a 10% europeu.

Na nossa história americana, algumas pessoas nascidas nas repúblicas estabelecidas por Bolívar amam e reverenciam ser europeias, a ponto de acreditarem que são nobres. Simón Rodríguez explica esta forma de ser: “A nobreza é a atmosfera do trono: os povos europeus não podem respirar fora dele. Para não sufocar, eles admitem o corpo que exala e giram em torno dele... de boa ou má vontade. Que grandes títulos ou potentados existem na América? Os poucos americanos distinguidos pela Espanha com escudos de cavaleiro e com títulos de conde ou marquês... foram com eles ou os esqueceram.

Na Defesa de Bolívar, Rodríguez nos diz: “Bolívar sempre quis coroar-se, não com ouro e pedras preciosas, não com louros fingidos, mas com Glória”. No Discurso de Angostura, Bolívar explica sua conclusão ontológica: “É impossível atribuir adequadamente a que família humana pertencemos. A maior parte dos povos indígenas foi aniquilada, o europeu misturou-se com o americano e o africano, e este último misturou-se com o índio e o europeu. Todos nascidos do mesmo seio materno, nossos pais, diferentes na origem e no sangue, são estrangeiros, e todos diferem visivelmente na pele; Essa dissimilaridade traz um desafio da maior importância.”

*Nosso sangue é indígena*

As informações que este gráfico contém são essenciais para entender quem somos. Se você é uma pessoa nascida na Venezuela que gosta de dormir em rede ou rede; se você tem hábitos alimentares fundamentais em torno de arepa, hallaquita, empanada, farinha de milho torrada, hallaca, mandioca, batata e patacón; Se você gosta de beber chicha, jogar maracás, tocar guarura, compartilhar um sancocho com os amigos; se gosta de tomar banho na praia ou no rio e andar de peñero ou curiara; Se você considera que tem guarámo para empreender qualquer empresa; se você é baquiano no seu bairro; se gosta de tomar água ou café no totuma; se você acha que as mulheres que dão à luz muito parecem curas; se gosta de comer chigüire com casabe e uma naiboa de sobremesa; se você gosta de plantar em conuco; se quando chove costuma clarear embaixo de uma taguapire; se você gosta de comer um croquete de guaraguara; se você costuma usar corantes vegetais para pintar; se ele chama o cachimbo de cachimbo; se ele chama o bezerro crescido de maute; se você gosta do florescimento de um araguaney; Se você conhece amigos chamados Caribay, Yarima, Ashirama, Anacaona, Apacuana e amigos chamados Guaicaipuro, Cayaurima, Tiuna, Guaricuto; se gosta de explorar as trilhas que saem das cabanas em formato de grande leque; se você gosta de conhecer o nome e a posição dos astros, o mistério dos astros e as causas das secas e inundações; se você gosta de conhecer o poder das águas; se você aprecia desvendar os usos e virtudes das plantas medicinais; se você gosta de memorizar feitiços secretos; se gosta de curar feridas com cataplasmas de ervas, decocções de folhas ou sementes trituradas; se gosta de contemplar cunaguaros, veados, lapas e picures; Se você costuma guardar coisas em mapas tecidos com fibra extraída de botões de moriche; Se você já teve uma premonição no momento em que um gavião voando quase acima de sua cabeça grasna tristemente; se você gosta de ouvir a voz do piapoco no galho; se você gosta de usar colares de peônias; se você gosta de adicionar catare à sua sopa; Se você costuma usar palavras como maraco, pita, taguapire, urumaco, viroviro, yaguasa; se gosta de consumir frutas e vegetais como jobo, graviola, mamón, merey, mamey, ocumo, mapuey, batata, cotoperiz, onoto e ají; Se você tende a procurar de vez em quando uma erva mágica capaz de curar doenças do corpo e da alma e vislumbrar o futuro da humanidade nos tufos de fumaça do tabaco ou nos caracóis, é porque você tem 75% de DNA mitocondrial indígena.

*Somos África e Europa*

Se você é uma pessoa nascida na Venezuela que gosta de colocar jato nos bebês para repelir maldições; Se gosta de dançar salsa e o ritmo dos tambores culo é puya; se você gosta de usar alpercatas; se você gosta de adicionar inhame à sopa; se você aprecia as histórias do Tio Tigre e do Tio Coelho; se provar coco em conserva e cafungas enroladas em bananeira ou folha de bananeira; Se chama o diabo de Mandinga, a multidão de Bululú, os lábios de Bemba, o fermentado de cana-de-açúcar de Guarapo e os pequenos pertences de Checheres; se você gosta de tripas; Se você mora em comunidades que celebram San Juan ou San Benito, festas cheias “de encantos, cobras que são mães de água, tesouros escondidos, divindades aquáticas e terrores de eclipses” (Miguel Acosta Saignes, Estudos para a formação de nossa identidade, Caracas : O cachorro e o sapo, 2014, p. Se você se identifica com “cerimônias e celebrações como o velório de San Pascual Bailón, as festividades da Semana Mayor, os batizados e casamentos, o mampulorio (o velório da morte), os velórios de maio, os cantos de folia, onde a música e o erotismo se fundem em uma canção pela liberdade” (Diónys Rivas Armas, Caminhando pelo Traço Ancestral Africano: Algumas contribuições ao estudo da Identidade Cultural Afro-Venezuelana. Caracas: Escuela Venezolana de Planning, 2019); Se você aprecia mulheres vestidas com cores vivas e adornos marcantes, fitas e flores nos cabelos e no peito, “enfeitadas com tricotines e zarazas” e “usando fustanzones vermelhos, azuis e floridos” é porque você tem entre 15% de DNA mitocondrial negro.

Se você é uma pessoa nascida na Venezuela que gosta de vinho, de ópera, de balé, de usar gravata, de comer presunto, queijo e azeitonas, de temperar com azeite, de ler Dom Quixote de La Mancha, é porque tem 10% de DNA mitocondrial europeu. .

*Entender um índio ou Ovídio: esse é o dilema*

Entre o ano -13.000 e hoje, são 15.024 anos, dos quais 14.492 foram vividos sob uma lógica diferente da do modelo de civilização ocidental (até 11 de outubro de 1492). Isto é, apenas 532 anos foram dominados pela cultura da exploração, da barbárie, da violência e do ódio. Uma esmagadora maioria de 96,5% da nossa história traduz-se em viver bem, em comunidade, e apenas 3,5% da nossa história significa que poucos vivem bem à custa de muitos que vivem mal.

Simón Rodríguez está consciente da colonização cultural que nos confundiu desde 1492. Você sabe que no dia 11 de outubro daquele ano estávamos lá e no dia seguinte nos disseram que não estávamos mais lá. Cem milhões de homens, mulheres e crianças do continente Abya Yala foram assassinados por não existirem. Para compreender tal holocausto, recomendo a leitura coletiva do _Brevísima relacionamento de la destruição das Índias_, livro escrito pelo frade dominicano espanhol Bartolomé de las Casas, publicado em Sevilha em 1552 com gravuras do artista liège Theodor de Bry. Os sobreviventes do maior genocídio da humanidade tiveram que se tornar o outro para ser, e quando tentamos nos tornar esse outro, e não conseguimos, porque obviamente não somos eles, esquecemos como somos. Rodríguez lutará toda a sua vida para nos devolver o ser. Para conseguir isso, Simón propõe uma profunda transformação curricular. Mudar os conteúdos que nos são impostos pela Coroa Espanhola por aqueles que nos ensinam a ser o que somos é uma tarefa urgente do governo porque é o conselho, a recomendação e o mandato de Simón Rodríguez, uma das três raízes da Revolução Bolivariana: “Mais "Ele tem que entender mais um índio do que Ovídio."

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sexta-feira, 11 de outubro de 2024

AS PRIVATIZAÇÕES SÃO SAUDÁVEIS? * Luis Colato/Pueblo Combatiente

AS PRIVATIZAÇÕES SÃO SAUDÁVEIS?
Luis Colato

O que é privatizar um serviço público?

Trata-se de transferir esse serviço para um operador privado, que tem desde o momento da concessão a obrigação de o prestar em melhores condições para os beneficiários, sendo a base deste acordo uma compensação pelo mesmo, uma compensação que corresponde ao suposto melhor serviço .

A teoria nos oferece um panorama em que o operador privado é visto como um benfeitor.

O exemplo paradigmático da privatização no nosso país são as comunicações, que têm coberto praticamente toda a população, proporcionando uma cobertura que teoricamente atinge todo o território.

Por outro lado, o seu oposto é o transporte público, e todos sabemos que é um dos de pior qualidade do istmo, pelo seu custo mais elevado, pela sua má qualidade, pelo pior tratamento do utilizador, pela insegurança que acarreta nas deslocações. esses veículos, etc. [relatório/TAJAL].

No caso das comunicações, não é verdade que cubram completamente o território; por outro lado, os seus custos estão sobrevalorizados;
Consideremos agora as outras variáveis ​​que devemos observar em relação às privatizações.

Estas são sempre motivadas infalivelmente por razões político-económicas e não técnicas, respondendo a interesses abertamente político-partidários.

Assim, por exemplo, todas as privatizações realizadas pela Arena na década de 1990 foram um completo fracasso para os interesses estatais, uma vez que dividiram seus ativos com o único propósito de vendê-los não ao licitante que oferecesse o lance mais alto, mas ao bispo preferido do estado. círculo dominante da então arena dominante, o que resultou não só no empobrecimento do Estado salvadorenho em favor dos beneficiários dessas transações maliciosas, mas também na consequente contração do Estado, imposta pela doutrina Friedquiana, que promoveu a sua anulação , presente especialmente agora.

Não só o incapacitou, como promoveu o abandono total das obrigações constitucionais do Estado salvadorenho, deixando a sociedade salvadorenha entregue à sua sorte, que foi intencionalmente obrigada a mergulhar na violência social que, devido ao abandono do Estado, todos sofremos até agora.

Ao não cumprir os seus deveres contratuais sociais, o Estado permitiu o desenvolvimento das forças mais obscuras da sociedade salvadorenha, o populismo, as quadrilhas, o submundo e as gangues, que foi planejado de forma egoísta com o objetivo de favorecer novos investidores privados da segurança pública. que eles o ofereciam apenas para aqueles que podiam pagar por ele.

Podemos continuar a abordar a questão das pensões, da saúde e, claro, da educação, e em todos os casos descobriremos que os investimentos destinados a questões sociais têm como único objetivo o benefício pecuniário, razão pela qual em todos os casos falham.

Também em todas as latitudes, desde os Estados Unidos, a principal potência económica global, durante a pandemia, os seus cidadãos que então não tinham seguro de saúde – 30 milhões de americanos – foram abandonados à sua sorte; as consequências: os EUA foram o país com mais mortes por COVID [OMS/ONU].

Claro que também nisto cada cidade tem o que merece.

LULA E SEU MINISTRO VENDEPÁTRIA * Pedro Pinho/Pátria Latina

LULA E SEU MINISTRO VENDEPÁTRIA
Pedro Pinho*

A respeito de licitação para compra de armas, em princípio vencida por empresa do Estado de Israel, o Ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, conforme se divulgou pela imprensa e redes sociais, disse algo semelhante a “uma questão diplomática interfere na Defesa. Houve agora uma concorrência, uma licitação. Venceram os judeus, o povo de Israel, mas por questões da guerra, o Hamas, os grupos políticos, nós estamos com essa licitação pronta, mas por questões ideológicas não podemos aprovar”.

Ora senhor Ministro, nem se trata de questão diplomática e muito menos ideológica, mas do orgulho nacional, por ter nosso Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, eleito pelo povo brasileiro, sido declarado pelo Primeiro Ministro do Estado de Israel “persona non grata”. Nenhuma empresa israelense deveria ser convidada a participar de licitação no Brasil, ainda mais uma fabricante das armas, que trucidam o povo palestino.

Mas é a consequência da invasão neoliberal que aconteceu no Brasil com a sucessão do Presidente Ernesto Geisel (março de 1974 a 1979). Desde então o nosso País retrocede em todos os campos, e, muito especialmente, no patriotismo, na defesa da nacionalidade, em tirar a precedência da questão nacional sobre qualquer outra.
Geisel foi obrigado pelas finanças apátridas e colocar como seu substituto o General João Baptista de Oliveira Figueiredo (março de 1979 a 1985), filho de Euclides Figueiredo, contra quem Geisel lutara em 1932, na denominada Revolução Constitucionalista de São Paulo.

A respeito desta “Revolução” é oportuno recordar o que dela escreveu a filha e secretária de Getúlio, Alzira Vargas do Amaral Peixoto, em “Getúlio Vargas, meu Pai”, obra de 1960: “Positivamente, a Revolução Constitucionalista de São Paulo não era nenhuma dessas três coisas. Não era uma revolução. Era uma represália. Não era constitucionalista, pois apenas contribuiu para perturbar a constitucionalização do país. E, por estranho que pareça, também não era paulista. O fermento veio do Rio Grande do Sul e a massa que se servia da juventude e do solo bandeirantes, como campo de batalha, era feita dos grãos de ódio de todos os reacionários, de todos os tempos e de todos os Estados”.

O que fizeram as finanças para impor Figueiredo a Geisel?

O Brasil crescera como poucos países no período de 1967 a 1979. Foi o “Milagre Brasileiro” com a taxa de crescimento do PIB saltando de 9,8% a.a., em 1968, para 14% a.a., em 1973, e a inflação reduzindo de 19,46%, em 1968, para 15,6%, em 1973.
Como é óbvio, este crescimento se deu à custa de investimentos num momento em que as taxas de juros denominadas “prime rate”, nos Estados Unidos da América (EUA) oscilavam entre 6% e 8% (EUA, Federal Reserve).

Porém, as finanças lutavam dentro do capitalismo para se sobrepor ao industrialismo, sendo a energia do petróleo um dos alvos, pois agregava nesta campanha movimentos ecológicos e ambientalistas.

Em 1973 dá-se o primeiro choque do petróleo e em 1979 vem o segundo. O barril de petróleo, que passara desde 1928 até 1968 praticamente no mesmo valor, cresce até quatro (1973) e três (1979) vezes, indo a mais de 100 dólares, em moeda da época, em 1979.

Em 15 de agosto de 1971, o presidente estadunidense rompe unilateralmente com os Acordos de Bretton Woods e as taxas de juros iniciam acelerada elevação, chegando a 13%/15% no fim da década.

O Brasil se endividara, desde 1967, para crescer, investindo e importando até um milhão de barris de petróleo por dia. Ao fim do governo Geisel acumulava a dívida externa de quase 100 bilhões de dólares. Assim deu-se o golpe da sucessão de Geisel e a entrada do neoliberalismo com João Figueiredo.

Para crescer muitas empresas foram constituídas, não somente de economia mista – COBEC, COBRA, DATAPREV, EMBRATER, NUCLEBRÁS, IMBEL – mas igualmente de capitais privados nos polos industriais da Zona Franca de Manaus, petroquímico, em Camaçari, na Bahia, em São Paulo com o programa do Pró-Álcool, no Rio Grande do Sul, no Paraná etc.

Tudo começa a se desmanchar, se desfazer, principalmente atingindo o trabalhador, e, em especial, o homem do campo que merecera de Médici e Geisel os programas de assistência e previdência ((Pro-Rural).

Chegamos, agora, ao fim do caminho. Defendendo um Estado belicista e genocida, que tem como propósito implementar o disposto no livro de Theodor Herzl, “O Estado Judeu” (1895), transferindo (eliminando?) as populações palestina, árabe, de seus territórios até ocupar todo Oriente Médio, sendo a guerra um meio.

E para alcançar este objetivo se valer da relação estabelecida com a aristocracia inglesa, por ocasião da criação do Banco da Inglaterra (1694), e do poderoso e rico lobby sionista no Congresso dos EUA.

Por que o Brasil, país miscigenado e pacífico entra nesta briga e do lado errado?

 Porque está entre nós, como um poder interferindo na vida nacional, a ideologia neoliberal financeira, que tira direitos trabalhistas e previdenciários dos trabalhadores, que fecha empresas públicas e privadas, como obteve a Operação Lava Jato, e ainda tem ministro que cria polêmica para comprar armas de Israel!
*Pedro Augusto Pinho, administrador aposentado.