sexta-feira, 26 de junho de 2026

PROFETAS DE TRUMP * Gilberto Nascimento/IntercepBrasil

PROFETAS DE TRUMP
Gilberto Nascimento/IntercepBrasil

Pregadores evangélicos dos EUA invadem o Brasil com a receita que elegeu Trump

Uma enxurrada de pregadores evangélicos norte-americanos apoiadores de Trump têm visitado o Brasil nos últimos meses. A missão deles? Influenciar líderes evangélicos brasileiros. Nos congressos e encontros bíblicos pelo país, as palavras de fé e profecias se misturam ao vocabulário político.

Os pastores vindos dos Estados Unidos têm tratado de temas como profecias, milagres, exorcismo e teologia da prosperidade – e são peça fundamental do trumpismo. Muitos procuram preparar o terreno para projetos de interesse de Trump no Brasil e América Latina, avaliam estudiosos e pastores evangélicos progressistas.

O pastor Christopher Beleke, apresentado como profeta, anunciou: o Brasil “passará por uma limpeza semelhante à ocorrida em El Salvador”, se referindo ao país governado pelo regime de exceção de Nayib Bukele e festejado pela extrema direita.

A profetisa Chantell Cooley, que diz “impactar vidas através do sacerdócio de mercado”, abençoou o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, e disse que o Brasil é o país “escolhido”.
Já o pastor Samuel Rodriguez, uma das principais lideranças de Trump na comunidade latina nos EUA, profetizou a Silas Malafaia um dia antes do ato a favor do ex-presidente Jair Bolsonaro em 7 de setembro: “todo gigante cairá”, em possível referência ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Os três fazem parte de uma nova onda de evangelização dos EUA que, na visão de pastores progressistas e especialistas, se assemelha a outras que já aconteceram no Brasil – e pode ser vista como uma resposta ao fortalecimento da esquerda e do progressismo na América Latina.

A religião foi uma peça fundamental do imperialismo dos
 EUA no Brasil e na América Latina no século 19, durante a Ditadura Militar e até mais recentemente, durante o governo de Dilma Rousseff. Agora, na nova gestão de Trump, esse fenômeno parece estar se repetindo – com apoio de forças evangélicas brasileiras.

*Profecia para Malafaia*

Um dia antes do ato em defesa de Jair Bolsonaro, no dia 7 de setembro, o pastor Silas Malafaia, da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, recebeu a profecia do pastor Samuel Rodriguez, líder cristão evangélico norte-americano, filho de porto-riquenhos.

Amigo de Trump, Rodriguez foi conselheiro religioso dos ex-presidentes George W. Bush e Barack Obama e, agora, do atual ocupante da Casa Branca. Ele é pastor da Igreja New Season, na Califórnia, e presidente da Conferência Nacional de Liderança Cristã Hispânica, a maior organização cristã hispânica do mundo.
“Em nome de Jesus: todo gigante em frente de ti cairá, por opção de poder de Deus. Deus o abençoe e toda força contrária cairá em nome de Jesus. E o melhor está por vir”, avisou Rodriguez a Malafaia.

No dia seguinte, durante o ato na Avenida Paulista, Malafaia provocou o algoz de Bolsonaro no STF: “Alexandre de Moraes, tu vens a mim com a toga, com o seu poder e a sua injustiça. Porém, eu venho a ti, em nome do Deus todo poderoso, a quem tu tens afrontado. O Deus Todo-Poderoso vai te derrotar no tempo certo”, assegurou.

“Eles estão de volta, como estiveram no período que antecedeu ao golpe de 1964. Agora, trazem na bagagem a ideologia do trumpismo”, diz o pastor Hermes Fernandes, da Igreja Ninho da Fênix, que se considera progressista e é crítico do movimento de extrema direita. “Em nome da fé, plantam sementes de desconfiança, subserviência e obediência cega”.

Segundo ele, grande parte desses pregadores em visitas ao Brasil usam profecias e revelações como ferramentas políticas para “descredibilizar instituições, manipular a opinião pública e defender projetos de Trump”.

*‘Celebridades e jogadores trarão prosperidade’, dizem pregadores*

Rodriguez fez a profecia a Malafaia na conferência Destino, na Farmasi Arena, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, nos dias 5 e 6 de setembro.

O evento foi organizado pelo coach Tiago Brunet, amigo de Malafaia e ex-membro da Igreja Comunidade Internacional da Zona Sul. Com 7,4 milhões de seguidores só no Instagram, Brunet se apresenta como “treinador de líderes, mentor de grandes personalidades e especialista em pessoas”.

Na conferência, outros líderes evangélicos estrangeiros marcaram presença. Entre eles o pastor negro americano TD Jakes, líder da megaigreja Potter’s House, de Dallas, no Texas. Defensor da Teologia da Prosperidade — doutrina que sugere que os discursos positivos e as doações a Deus garantem a riqueza material e saúde física —, o norte-americano costuma ser citado e elogiado por Malafaia em suas falas.

Jakes visitou o Brasil em outros momentos, como em 2023, em encontros na Escola de Líderes da Associação Vitória em Cristo, a Eslavec, da igreja de Malafaia.

Já entre os dias 18 e 21 de julho, quem deu as caras no Brasil foi o pastor Christopher Beleke, de Dallas, nos Estados Unidos, fundador do ministério Faith Center. Beleke foi um dos convidados da Conferência Internacional do Evangelho Sobrenatural, em Balneário Camboriú, em Santa Catarina.
O evento, organizado pelo apóstolo Pedro Medina, da Igreja Família do Reino, enfatizava dons espirituais, curas e profecias. Propunha uma “imersão profunda na revelação espiritual e no discernimento do tempo presente e futuro da Igreja”.

Beleke, apresentado como profeta, anunciou: o Brasil “passará por uma limpeza semelhante à ocorrida em El Salvador”, país no qual o ditador Nayib Bukele, apoiado por Trump, impôs um regime de exceção com prisões em massa, a suspensão de direitos civis e o afastamento de juízes de seus postos.

Segundo Beleke, o Brasil se tornará uma nação próspera e “celebridades”, jogadores de futebol famosos e até presidentes trarão investimentos e riqueza ao país, inclusive jato particular aos líderes de igrejas. Deus o avisou, disse Beleke, que mais de mil megaigrejas serão abertas no Brasil.

Em janeiro, a profetisa norte-americana Chantell Cooley, que diz ser o Brasil o país escolhido para uma “nova Reforma na Igreja”, fez uma profecia ao senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, num culto da igreja Comunidade das Nações.

Ao fazer uma oração diante de Flávio, de joelhos, Chantell disse que Deus iria “levantar sua família” e que pessoas que teriam tentado deixar ele e seu pai “no chão” não conseguiriam machucá-los. “Vai ter um novo lugar para vocês. Deus jogará o manto sobre você e seu pai”.

A profecia aconteceu num culto da igreja brasileira Comunidade das Nações, mas no templo da denominação em Orlando, nos Estados Unidos. A igreja, fundada em Brasília pelo bispo JB Carvalho, é frequentada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e pela senadora Damares Alves, do Republicanos do Distrito Federal.

A profetisa norte-americana já tinha estado em Brasília, em 2022, na Conferência Global 22 Renascimento, organizada pela Comunidade das Nações. Com longa trajetória no mundo empresarial, Chantell Cooley é cofundadora da Columbia Southern University e vice-presidente da Columbia Southern Education Group. Ela criou o ministério religioso com o seu nome com o objetivo de aliar fé e negócios: “empoderar empresários cristãos” e “impactar vidas através do sacerdócio de mercado”.

*O ‘Malafaia’ de Donald Trump*

Em novembro, virá ao Brasil um outro famoso e controverso apóstolo e televangelista: Guillermo Maldonado, um hondurenho radicado nos Estados Unidos conhecido por seus supostos milagres e dons sobrenaturais. Ele vai participar do evento “Colheita Mundial Brasil 2025”, entre os dias 12 e 15 de novembro, em Osasco, na Grande São Paulo.

Maldonado é um dos fundadores do ministério El Rey Jesús, também sediado em Miami, e conhecido mundialmente. O apóstolo é tido como uma espécie de “Malafaia de Trump” entre os latinos, segundo o pastor evangélico brasileiro Hermes Fernandes que morou nos Estados Unidos entre 2005 e 2011.
Para o público anglófono, Trump tem como uma de suas inspiradoras a pastora Paula White, ex-apresentadora de TV e adepta da teologia da prosperidade, que criou o seu ministério religioso.

Apoiador do presidente norte-americano, Maldonado realizou eventos em sua igreja para angariar apoio de seus fiéis a Trump, principalmente junto à comunidade latina. Para Maldonado, a presidência de Trump representava “a presença do Deus vivo”. O apóstolo e seu colega Samuel Rodriguez são considerados as vozes mais importantes do trumpismo dentro do mundo hispânico nos Estados Unidos.

Entre os responsáveis e apoiadores da vinda de Guillermo Maldonado ao Brasil estão o pastor Jair de Oliveira, da Igreja Casa da Benção; o apóstolo Pedro Medina, da Família do Reino; o apóstolo Gilson Matias, da Igreja Atus Comunidade, de São Bernardo do Campo, em São Paulo; e o pastor Paulo Corrêa Junior, da Assembleia de Deus ministério Santos, que é deputado estadual em São Paulo pelo PSD.

Autor de mais de 100 livros, o apóstolo Maldonado fundou uma universidade, a King Jesus. Tem um programa de TV religioso internacional chamado “The Supernatural Now”. Ele chama a atenção também por morar em mansões e possuir carros luxuosos e aviões particulares.

Durante o evento em Osasco, o apóstolo terá uma reunião com empresários e encontros com fiéis e líderes evangélicos no ginásio de esportes e no estádio da prefeitura de Osasco. A “Colheita Mundial” é anunciada como “um movimento global de salvação, cura e poder”.

Maldonado terá no Brasil a missão, segundo os responsáveis pelo evento, de “ativar e treinar líderes, pastores, pregadores e milhares de cristãos para o último grande movimento de colheita antes da volta de Jesus”.

O anúncio promocional do encontro em plataformas nas redes sociais afirma que “300 mil vidas foram impactadas na Bolívia, 80 mil pessoas alcançadas na Venezuela”, outras “700 mil em uma só cruzada no Paquistão” e mais de 85 milhões de pessoas “evangelizadas em um ano”.

Não é pouco o que o evento promete: “Agora, é a vez do Brasil experimentar esse mover profético. Milagres criativos, curas sobrenaturais e uma unção de empoderamento para líderes e igrejas já estão liberados para aqueles que atenderem a este chamado”.
O apóstolo Maldonado esteve no Brasil em julho de 2023 na convenção global da Igreja Casa da Benção, em Brasília. Em março, ele participou de evento da mesma igreja em Caldas Novas, em Goiás.

*Evangelização como estratégia política*

O pastor Hermes Fernandes avalia que *a estratégia é enviar ao Brasil pregadores de origem latina, mesmo nascidos nos EUA*, porque os [norte-]americanos sabem que há antipatia de parte da população contra os pregadores de seu país. “Trump precisa de pregadores ligados a esse mundo latino para angariar apoio”, me disse Hermes Fernandes. “É um capital político gigantesco”.
Para Magali Cunha, doutora em Ciências da Comunicação e pesquisadora em Religião e Política do Instituto de Estudos da Religião, o Iser, Trump procura fortalecer esses grupos religiosos em retribuição também ao apoio dado por eles à sua eleição.
“Há incentivo atualmente para a presença de grupos religiosos no Brasil e na América Latina, inclusive com ações missionárias entre povos indígenas e outras comunidades tradicionais, como quilombolas”, explica Cunha, também autora de um estudo sobre novos movimentos fundamentalistas na América Latina vindos dos Estados Unidos.

Na pauta desses grupos estão, segundo a pesquisadora, temas como a defesa da fé e contra o movimento negro e de gênero. “São impulsionados pela pauta da ‘liberdade religiosa’ construída na aliança de Trump com o evangelicalismo conservador e ultraconservador de matriz fundamentalista”, diz a pesquisadora.

Há uma contradição entre as posições de líderes evangélicos de origem hispânica, como Samuel Rodriguez e Guillermo Maldonado, que apoiam Trump, enquanto o presidente norte-americano persegue e expulsa imigrantes dos Estados Unidos.
“Já havia essa contradição quando eu morava lá. Os fiéis diziam: se apoiamos o Republicanos, estamos ao lado de quem defende a nossa fé, os nossos princípios e valores morais. Ao mesmo tempo, estamos dando um tiro no pé, pois os republicanos são contra os imigrantes. E se apoiamos os democratas, estaremos com quem está do nosso lado, mas contra os nossos valores morais e a família”, relata o pastor Hermes Fernandes.
Para Magali Cunha, os pregadores trumpistas ligados a comunidades de imigrantes enfatizam um discurso de que a perseguição se dá apenas para quem não faz as coisas corretamente. “Seriam os bandidos, os criminosos. Eles repetem muito esse discurso. Os indocumentados são orientados a buscarem ao máximo a legalidade, regularizando a sua situação, porque não podem assumir um discurso que contraria a postura do governo que eles apoiam”, observa Cunha.
“Eles procuram justificar o que Trump diz. Ao mesmo tempo, essas igrejas afirmam criar canais de proteção para essas pessoas”, conclui.

*Pregadores a serviço da ultradireita*

A presença de pregadores vindos dos Estados Unidos ocorre no Brasil desde o século 19, quando chegaram aqui os primeiros missionários do sul estadunidense, conservadores e escravagistas.

A presença de pregadores [norte-]americanos foi marcante também nos anos 1960 e 1970, período do surgimento das chamadas igrejas neopentecostais no país; e cresceu a partir de 2010, no governo Dilma Rousseff, do PT, quando o Plano Nacional de Direitos Humanos 3 (do terceiro governo petista) fortaleceu questões de direitos e de gênero.

Veio então, a partir daí, a reação à chamada ideologia de gênero, por grupos evangélicos e também católicos conservadores. *"Como o Brasil é uma influência forte para a América Latina, acendeu a luz amarela dos grupos ultraconservadores, especialmente dos Estados Unidos*, que vão passar a financiar projetos de contraposição a esse avanço”, diz Magali Cunha. *“Dilma, então, enfrentou a maior oposição que um governo do PT enfrentaria”.*

A onda de pregadores norte-americanos no Brasil se intensificou, durante a primeira gestão de Trump. O presidente norte-americano já se autodescreveu como presbiteriano, mas nunca demonstrou identidade estreita com a religião.

Esse *movimento também é turbinado com o apoio de grandes empresas que têm interesses que coincidem com os grupos religiosos*. “Neste século 21, esses grupos ganham ainda um reforço graças aos *interesses econômico-financeiros de grandes empresas, que passam a financiar seus projetos*, já que colaboram com elas defendendo a entrada de suas propostas no Brasil e na América Latina”, afirma Magali Cunha. “Há apoio para esses grupos especialmente de mineradoras e de empresas interessadas em empreendimentos imobiliários em áreas quilombolas.”

(Gilberto Nascimento)

sexta-feira, 12 de junho de 2026

04 DE JULHO ANTIIMPERIALISTA * COORDINADORA TRICONTINENTAL ANTIIMPERIALISTA DE LOS PUBLOS&FRT

04 DE JULHO ANTIIMPERIALISTA
NOTA DA FRT

Chamamento aos povos oprimidos do mundo: fortalecer as Jornadas Anti imperialistas como primeiro passo para a construção de uma Frente Internacional de combate dos povos contra o Imperialismo e seus lacaios

A Coordenadora Tricontinental Antiimperialista de los Pueblos está convocando para o dia 04 de julho, as Jornadas Antiimperialistas dos Povos. A data, celebrada pelo imperialismo, marca o 250° aniversário da independência dos Estados Unidos da Grãn- Bretanha.

Organizações revolucionárias e dos movimentos populares, agrupados na Coordenadora Tricontinental de los Pueblos, abarcando praticamente toda a América Latina, convocam manifestações e atos políticos unificados e coordenados em nível continental contra o Imperialismo. Não é preciso dizer que tal iniciativa política ganha cada vez mais importância num contexto marcado por uma ofensiva mundial das forças imperialistas e abertamente fascistas contra os povos trabalhadores e oprimidos.

Na atual quadra histórica, o imperialismo americano e seus vassalos em todo o mundo, recrudescem seus crimes abomináveis em praticamente todos os países da periferia capitalista. Essa ofensiva guerreirista e neocolonial, é parte central do projeto imperialista e das burguesias reacionárias, que almejam reconfigurar o capitalismo mundial diante de sua grave crise histórica.

Os senhores imperialistas estão neste momento, travando uma guerra de morte contra a humanidade inteira.
O genocídio sionista/imperialista contra Gaza, é o padrão de barbárie que planejam estender em nível mundial contra povos rebeldes e países alvos da sanha colonial e de pilhagem.
O que estamos presenciando no Líbano, arrasado pelos terroristas sionistas; no Irã, atacado covardemente; Venezuela, que teve seu presidente sequestrado através de um ato de terrorismo estadunidense; Cuba, estrangulada por uma guerra multifacetada e ameaçada de ser atacada militarmente de forma direta, etc., são partes do projeto imperialista dos Estados Unidos de impor uma ditadura imperial global e uma dominação de tipo colonial contra os países dependentes e/ou periféricos.
O crescimento da extrema direita fascista e terrorista no mundo, expressa de forma cabal essa tentativa do capital em dar um "salto para frente" diante de sua grave crise civilizacional. O Imperialismo estadunidense como o chefe de fila do capitalismo mundial, é o espelho dessa tendência, das mais destrutivas do atual regime burguês em franca decadência.

Na América Latina, os terroristas que ocupam a Casa Branca buscam implementar um caos planejado para facilitar sua dominação colonial contra nossos povos. Sua arma contra nossos países, são os tradicionais peões e lacaios entreguistas de sempre: as burguesias crioulas, seus serviçais e titeres entre as forças militares, políticos profissionais direitistas, ou da "esquerda " da ordem, juízes e jornalistas da grande imprensa, etc.

No entanto, os abutres imperiais e seus sócios capitalistas locais, estão se deparando com lutas revolucionárias concretas de povos rebeldes e iracundos, como na Bolívia, que por suas vez, é expressão das tendências muito claras, de que no próximo período veremos a radicalização das lutas populares em todo o nosso continente como a experiência histórica nos tem demonstrado.

A derrota imperialista humilhante sofrida no Irã; a resistência palestina e libanesa contra o monstro sionista, mostram o caminho a seguir, para todos os povos ameaçados pelo imperialismo. Somente a dura batalha de um povo consciente de seus interesses, organizado, disciplinado e disposto a grandes sacrifícios, pode derrotar os maiores inimigos da humanidade, que são o Imperialismo e seu cão sionista.

É nesta perspectiva revolucionária e de luta, que a Coordenadora Tricontinental de los Pueblos, convoca em toda a América Latina, a Jornada Antiimperialista no dia 24 de julho. Estão convocados atos e manifestações políticas sincronizadas e coordenadas internacionalmente em apoio aos povos de Cuba e Bolívia, que resistem heroicamente ao monstro e nos dão grandes exemplos de resiliência e combatividade.

Na ocasião, também comemoramos o centenário do comandante Fidel Castro, um dos maiores revolucionários e lutador antiimperialista de Nossa América e um exemplo para nossos povos.

A Frente Revolucionária dos Trabalhadores (FRT) 

confirma sua adesão às Jornadas e reforçamos o chamado ao povo brasileiro e às organizações de luta dos trabalhadores para que somenos forças, na luta antiimperialista em nosso continente.
Viva as lutas de todos os povos do mundo contra o imperialismo e o sionismo!
Viva o centenário do comandante Fidel Castro!
Golpear o imperialismo em toda a Nossa América!
Construir a Jornada Antiimperialista de los Pueblos!
A essa ofensiva juntam-se organizações da Venezuela, Honduras, BRASIL E AUSTRÁLIA… ESTE APELO URGENTE E NECESSÁRIO JÁ ESTÁ EM ANDAMENTO
AMÉRICA, EUROPA E OCEANIA!!!

Se tiver interesse em participar, avise-nos.

Ofensiva Tricontinental Contra o Imperialismo Ianque e as Celebrações
REVOLUCIONÁRIOS
Junho-agosto de 2026

1. No dia 4 de julho, o Imperialismo Ianque celebrará seu 250º aniversário.
anos de independência da Grã-Bretanha, isto num contexto
históricos onde não há dúvida de que eles são o principal inimigo de
Humanidade. Um título que conquistaram como resultado de sua sangrenta...
agir contra a soberania, a autodeterminação e a liberdade do
Povos do mundo, desde meados do século XX até os dias atuais.
Os Yankees, em sua sede insaciável de devastar tudo em seu caminho, têm
exerceram uma rígida colonização cultural, tentando impor sua
estilo de vida deprimente e um sistema democrático injusto e criminoso,
e são uma fábrica de guerra que, independentemente de seu governo...
Sejam democratas ou republicanos, eles se dedicaram a esmagar a todos.
Qualquer pessoa que não se submeta aos seus projetos. Hoje, em um mundo multipolar,
diante da evidente perda de sua hegemonia unilateral e da grave
crise em que se encontram há anos, sob o comando do Calígula Trump e sob
o slogan decrépito “Make America Great Again” intensificou sua
bestialidade inata conduzindo o mundo e as vidas dos povos a um
tensão sem precedentes e a sobrevivência da espécie humana.

2. A vontade de lutar dos povos do mundo, há anos.
Temos acentuado e radicalizado as contradições contra o
Capitalistas internacionais, incluindo os americanos. Sua lógica de
A opressão e a dominação começam a ruir devido à irrupção maciça e
estendida pelos humildes do mundo que intensificaram sua luta
por uma vida diferente do que é conhecido e melhor do que o que é estabelecido como
uma normalidade sufocante. Há manifestações disso em todo o mundo.
O confronto de classes tem se alastrado e se aprofundado.
caracterizando esta nova era onde nós, os protagonistas, somos
sendo os povos. Os processos de libertação na região do Sahel em
África, os enormes fluxos migratórios dos marginalizados do primeiro mundo
Europeu, as batalhas dignas contra a bestialidade e a perseguição.
demente - contra a migração, as lutas dos povos indígenas
da Oceania e de Abya Yala, as lutas pela sobrevivência na Ásia, o
protestos em massa contínuos na América Latina, com a Palestina que
Ele continua lutando por sua liberdade, e com o Irã e Cuba não...
Eles sucumbem às ambições nefastas dos gringos… eles não apenas foram
não apenas moldando graciosamente o contexto histórico atual, mas também...
une os povos – em nossa diversidade – na luta
tricontinental contra os Yankees e seus lacaios.

3. O evento ocorrerá entre 11 de junho e 19 de julho deste ano.
No México, nos Estados Unidos e no Canadá, acontece a Copa do Mundo de
Imperialismo. Seu satélite, a FIFA, cujo presidente não hesitou em solicitar
O Prêmio Nobel da Paz para a besta loira Trump foi oferecido a ele em
bandeja de prata a realização do principal evento de futebol de
mundo ao seu mestre ianque. Copa do Mundo que se pretende realizar com o
A humanidade perseguida pelos ianques, num contexto de tensão crescente.
protestos em todo o mundo e as mobilizações de grupos específicos
das terras de Zapata.

4. No dia 13 de agosto deste ano, comemora-se o centenário do nascimento de
Fidel Castro, um homem concreto da Revolução Cubana, que vem
Sendo um farol para a humanidade por mais de seis décadas.
Revolucionários do mundo, os humildes do planeta e todos aqueles
que se esforça para viver em paz, em comunhão tranquila entre os seres humanos e
Em nossos habitats, devemos celebrar esse fato histórico, que no
A peculiaridade histórica deste momento assume os contornos de uma posição.
trincheira. Celebrar o nascimento de Fidel é celebrar a
humanidade, o povo; é defender a Cuba revolucionária e
É claramente uma decisão categoricamente anti-imperialista.

Neste contexto histórico, com seus evidentes contrapontos e onde ele se encontra,
Tomar uma posição é inevitável, e nós, os abaixo-assinados, nos comprometemos com o seguinte:

— Que, a partir da nossa realidade, contribuímos — com mobilizações e
protestos - na materialização desta ofensiva necessária
Tricontinental contra o imperialismo ianque e celebrações
Revolucionários.

- Que, dentro dessa ofensiva, se realizem ações anti-imperialistas.
e de celebrações revolucionárias, pelo menos nas seguintes.
contextos/marcos/chamadas:

+ Para protestar contra a Copa do Mundo do Imperialismo Ianque.
+ Protesto contra o imperialismo ianque em 4 de julho, dentro da estrutura
do 250º aniversário de sua independência.
+ Para celebrar, recriando os ideais da Revolução Cubana, o 73º aniversário de
Ataque ao Quartel Moncada.
+ Para celebrar o centenário de seu nascimento com ações anti-imperialistas
Por Fidel Castro.

VAMOS FAZER DE JUNHO UM DIA MARCADO POR UMA LUTA TRICONTINENTAL CONTRA...
Ianques e celebrações revolucionárias!!!

NÃO À COPA DO MUNDO DO IMPERIALISMO IANQUE!!!

4 DE JULHO: PROTESTO TRICOINTINENTAL CONTRA O IMPERIALISMO IANQUE!!!

TRICONTINENTAL: UNIDOS NA REVOLTA DOS POVOS DE
MUNDO CONTRA O IMPERIALISMO IANQUE!!!

Assinado:

AMÉRICA LATINA E CARIBE.

- Rede de Imprensa Popular Latino-Americana,
- Revista Atreverse
- Agência de Comunicação IPNews Bolívia
- Conselho Nacional e Internacional de Comunicação Popular CONAICOP
- Apelo pela Segunda Independência (Argentina)
- Frente Nacional de Luta pelo Socialismo (México)
- Popular Agora Chile
- Movimento Juvenil Lautaro (Chile)
- Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT (BRASIL)
- Frente Nacional de Resistência Popular, FNRP (Honduras)
- Comitê Coordenador Simón Bolívar da Venezuela

EUROPA.

- Coletivo de Rádio Luis Emilio Recabarren (Suécia)

OCEÂNIA

- Campanha de Solidariedade Chile-Austrália
- Rede de Solidariedade Latino-Americana (LASNET) - Rede de Solidariedade com
Povos da América Latina - Austrália.

COORDINADORA TRICONTINENTAL ANTIIMPERIALISTA DE LOS PUBLOS
AGENDE-SE CONOSCO
CHILE

NO ÂMBITO DO CONVOCADO INTERNACIONAL PARA PROTESTAR CONTRA OS IANQUES
No próximo dia 4 de julho, em Santiago, nos uniremos a eles convocando este protesto.
MARCHA NA SEXTA-FEIRA, 3 DE JULHO.
ORGANIZAÇÃO COMUNISTA REVOLUCIONÁRIA (RCO)
MOVIMENTO DA JUVENTUDE LAUTARO (MJL)
POPULAR AGORA CHILE.
AUSTRÁLIA

Na Austrália, eles vão protestar contra o imperialismo ianque.
NO PRÓXIMO DIA 4 DE JULHO!!!
Compartilhamos isso através do @lasnet_solidarity_network
“SÁBADO, 4 DE JULHO, 12H, 2026
PROTESTO NA BIBLIOTECA ESTADUAL
Melbourne, Austrália
PARE A INTERVENÇÃO/IMPERIALISMO DOS EUA NA ÁSIA, MUITO DISTANTE.
ORIENTE, OCEANIA, AMÉRICA LATINA E O MUNDO!!
TERRORISTA NÚMERO UM DO IMPERIALISTA AMERICANO
Parem a máquina de guerra dos EUA
Da Palestina, passando pelo território Mapuche, até as Filipinas e além.
Porque?
As pessoas devem se opor, denunciar e protestar contra o imperialismo!
Os Estados Unidos estão tentando dominar o mundo. Eles querem
para garantir que todos estejam sujeitos à exploração por parte de
Empresas americanas.
Os Estados Unidos invadiram inúmeros países (por exemplo, Guatemala,
Cuba, República Dominicana, Vietnã, Iraque, Afeganistão, Líbia, entre outros). Tem
golpes militares organizados em muitos países (por exemplo, Chile 1973,
e uma tentativa de golpe fracassada na Venezuela em 2002).
Os Estados Unidos impõem sanções econômicas aos países que as desrespeitam.
(por exemplo, Cuba, Venezuela, Irã). Tais sanções são uma forma de
guerra econômica e pode causar sérias dificuldades à população de
Esses países.
Os Estados Unidos apoiam a guerra genocida de Israel contra o
O povo da Palestina. Isso faz parte da estratégia deles para controlar o
Médio Oriente.
Os Estados Unidos têm diversas bases na Austrália, tropas
Aeronaves militares americanas estão estacionadas aqui. Pine Gap
Isso ajuda os Estados Unidos a espionar outros países. As tropas
Os australianos participaram de muitas guerras americanas, AUKUS
Isso estreitará ainda mais os laços entre a Austrália e o imperialismo americano.
Devemos exigir o fim da aliança EUA/Austrália.
COMPARTILHE AMPLAMENTE
PAREM DE ARMAR ISRAEL, O GENOCÍDIO PRECISA ACABAR

COORDINADORA TRICONTINENTAL ANTIIMPERIALISTA DE LOS PUEBLOS
COORDTRI / FACEBOOK
*

quarta-feira, 3 de junho de 2026

DEFENDER A SOBERANIA NACIONAL CONTRA AS AMEAÇAS DO IMPERIALISMO * Liga Comunista Brasileira/LCB

DEFENDER A SOBERANIA NACIONAL CONTRA AS AMEAÇAS DO IMPERIALISMO

Em 28 de maio, dois dias após reunião de Flávio Bolsonaro com Donald Trump, uma ordem executiva assinada por Marco Rubio, Secretário de Estado dos Estados Unidos, designou o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), como Organizações Terroristas Estrangeiras.

Essa ordem executiva passa longe de qualquer interesse em combater o terrorismo. A finalidade é a de criar motivos para uma intervenção direta nos assuntos internos brasileiros. Faz parte da estratégia do imperialismo, divulgada em documento oficial da Casa Branca em dezembro de 2025, pela qual “os Estados Unidos reafirmarão e farão cumprir a Doutrina Monroe para restaurar a proeminência americana no Hemisfério Ocidental e para proteger nossa pátria e nosso acesso a geografias-chave em toda a região”.

Para alcançar esse objetivo, a tática estadunidense é a de retomar a política de guerra às drogas. Mas, com um elemento adicional novo: considerar as organizações criminosas como terroristas. Com isso, medidas unilaterais, baseadas em evidências frágeis e manipuladas de acordo com os interesses estadunidenses podem ser tomadas, como sanções econômicas e mesmo ações militares contra alvos dentro do Brasil. Isso é uma grave afronta à soberania nacional.

Outro componente dessa tática, declarada abertamente em referido documento, indica um alinhamento a “governos, partidos e movimentos na região que estejam amplamente alinhados com nossos princípios e estratégias”. Na aplicação dessa política, os Estados Unidos se apoiam em uma rede de partidos e governos aliados e submissos a essa estratégia. No Brasil, seus maiores aliados são a família Bolsonaro.

É por demais evidente as relações da família Bolsonaro, e do conjunto da extrema-direita brasileira, com o crime organizado. O clã é o braço político das milícias, como a de Rio das Pedras, e grupos de extermínio como o Escritório do Crime, cuja atuação não se distingue da forma como agem PCC e CV. O clã Bolsonaro, portanto, não tem moral para se apresentar como defensores do povo contra o crime organizado.

O objetivo de Trump e Marco Rubio, ao designarem PCC e CV como organizações terroristas, é o de se aproveitar de uma justa preocupação do povo brasileiro para justificar ataques à economia nacional, além de ações militares contra o território brasileiro, bem como alentar a candidatura de Flávio Bolsonaro, cujo propósito é o de transformar o Brasil num mero protetorado dos interesses estadunidenses.

As organizações criminosas precisam ser enfrentadas. Atuam como inimigas do povo, controlando territórios na base da violência e da ameaça aos moradores. Mas tudo isso tem de ser feito em completo respeito às leis brasileiras.

Os instrumentos financeiros criados com empresas da Faria Lima para lavar o dinheiro de suas atividades ilícitas precisam ser desmontados. Os territórios submetidos ao controle dessas facções devem ser liberados.

É preciso rechaçar em termos absolutos a decisão do governo Trump. Sua intenção, dentro do projeto estadunidense de controlar toda a América Latina, é a de contornar o declínio de sua hegemonia com o recurso a instrumentos econômicos, políticos, diplomáticos e militares para submeter as nações do continente aos seus interesses.

Ao mesmo tempo, diante de uma ameaça de intervenção militar, cabe ao governo impulsionar um debate sobre a mudança na doutrina de segurança nacional. Esta precisa abandonar a tese do “inimigo interno” para uma efetiva defesa frente ao “inimigo externo”, que é o imperialismo. Ao mesmo tempo, é necessário adotar uma política de cortar a dependência dos fornecedores externos de equipamento militar, notadamente os Estados Unidos, incentivando uma produção industrial própria adaptada às nossas necessidades, capaz de nos defender de ataques externos e garantir o exercício da soberania nacional pelo povo, que deve ser mobilizado para essa luta.

Fonte:
https://www.cartacapital.com.br/mundo/trump-quer-controle-da-america-latina-e-militarizacao-leia-plano-completo/*

 BANDO LESA PÁTRIA 

Bolsonaro e o seu filho
Eduardo traiçoeiro,
Crápulas fascistas,
Imorais desordeiros. 

Pai e filho rastejando
Na imoral covardia.
Os dois se humilhando
Para o imperialista;

Da potência do terror
Foram pedir para o Trump
Interferir no Brasil
Com o seu exército jagunço;

Para atacar os chefes
Do PCC, e do CV
Entrando em guerra
Pelo Brasil inteiro

Desrespeitando a nação
A soberania nacional 
Em defesa do bando
Da gangue Bolsonaro.

Pai e filho; em bando
Dos extremistas da direita
Juntos seguem planejando
Um golpe militar no Brasil.

O momento é delicado,
O povo brasileiro
Não pode permitir
O golpe dos bandoleiros!

J. Ernesto Dias

São Luís, MA - 03 de junho de 2026

sábado, 23 de maio de 2026

COMUNICADO ANTIIMPERIALISTA * Juan Contreras/Coordenadoria Simón Bolívar/VE

COMUNICADO ANTIIMPERIALISTA

Coordenadoria Simón Bolívar/VE


Camaradas e compatriotas, irmãos e irmãs da causa popular, revolucionária e anti-imperialista:

Hoje, 21 de maio de 2026, somos chamados pela urgência histórica a ler a realidade com os olhos bem abertos. Não podemos compreender o que está acontecendo com Dona María na fila do mercado em Petare, ou com o professor a caminho da aula em Barquisimeto, se não olharmos para o mapa da grande batalha que os povos do mundo travam contra o imperialismo e o capital transnacional.

Para os revolucionários, a análise situacional não é um exercício acadêmico burguês; é uma ferramenta de combate para decifrar como o cerco do império e as contradições de nossa própria dinâmica interna impactam diretamente o estômago, o bolso e a alma do nosso povo.

Vamos conectar o global, o regional e o local neste diagnóstico da nação.

*1. O Cenário Global: O Ruído do Capitalismo e a Fossa de Ormuz*

O mundo está testemunhando o colapso definitivo da hegemonia unipolar de Washington. O tabuleiro de xadrez global está fraturado, e o Sul Global decidiu não se submeter mais.

*A crise no Estreito de Ormuz:* O controle e o fechamento intermitentes dessa via navegável estratégica pelas forças da República Islâmica do Irã são uma resposta direta à chantagem dos Estados Unidos e do sionismo internacional. Ao impedir que empresas de navegação ocidentais exportem petróleo e gás, sem respeitar a soberania das nações, um alarme geopolítico foi acionado.

Como isso impacta o cotidiano dos venezuelanos? O império, alarmado com o aumento dos custos de energia e a alta global dos preços do petróleo bruto devido aos custos de transporte marítimo e à insegurança no Estreito de Ormuz, volta seu olhar cobiçoso para o país que sempre considerou seu. A Venezuela, com as maiores reservas de petróleo do planeta, está novamente sob intensa pressão. O aumento global dos custos de transporte marítimo eleva imediatamente os preços dos alimentos e medicamentos que o Estado importa para a população. A inflação global, acelerada pela crise de Ormuz, significa que os produtos importados nas prateleiras dos supermercados ficam mais caros a cada dia, pressionando o orçamento familiar.

*2. O Cenário Regional: A Infâmia Contra Cuba e os Julgamentos da Rendição*

A América Latina e o Caribe continuam sendo o território disputado onde o império testa suas táticas de sufocamento e domesticação.

*A crueldade criminosa contra Cuba:* A intensificação da agressão contra a República irmã de Cuba, buscando subjugar um povo heroico pela fome através de um bloqueio energético e financeiro absoluto, não é um incidente isolado. É um aviso colonial para toda a região. O império pune a dignidade para instaurar o terror.

*A rendição de Alex Saab:* O cenário diplomático regional sofreu um colapso ético com a rendição e a manipulação política de figuras que desafiaram o bloqueio. Para o cidadão comum, essas manobras na alta política e na diplomacia secreta levantam questões profundas sobre o custo de manter a soberania econômica diante de um inimigo que carece de moralidade e integridade, revelando que as forças imperiais continuam a exercer pressão sobre as decisões da região.

*3. O cenário local: a Via Sacra do trabalhador e a pátria "protegida"*

Chegamos à raiz, ao território onde a geopolítica se torna suor, resistência e, também, uma imensa contradição interna que devemos apontar com um espírito autocrítico e um verdadeiro esquerdismo.

Hoje nos encontramos em um país que, após os eventos e o colapso político de 3 de janeiro, vivencia um dos períodos de tensão mais complexos de sua história contemporânea. Uma sensação de controle paira no ar, um peso institucional onde o pleno exercício do poder popular e da democracia comunitária e baseada em assembleias parecem estar paralisados ​​por acordos de fato, pressões internacionais e a lógica do pragmatismo econômico.

Essa realidade política está dolorosamente entrelaçada com a realidade econômica da classe trabalhadora:

*Trabalhadores sem salário, a dor dos bônus:* A renda da classe trabalhadora é fragmentada. A Renda Mínima Abrangente foi estabelecida com base em uma estrutura indexada que gira em torno de *US$ 240*, mas a armadilha capitalista e os efeitos sufocantes do bloqueio impuseram uma fórmula onde *não há salário real, apenas bônus*.

*O impacto na vida diária:* Isso destrói os benefícios sociais, elimina o direito a férias decentes, torna as aposentadorias precárias (mal chegando a US$ 70) e deixa os trabalhadores à mercê de lutas diárias. A vida diária se tornou uma estratégia extrema de sobrevivência: batalhar para pagar as contas, depender de programas de assistência governamental e a ansiedade de ver a inflação acumulada devorar seu fluxo de caixa antes do dia do pagamento.

Não podemos justificar a violação dos direitos históricos da classe trabalhadora unicamente com base no bloqueio criminoso. O bloqueio existe, ataca-nos e é a principal causa do sofrimento nacional, mas a resposta revolucionária jamais poderá ser a adoção de medidas monetaristas ou neoliberais que transferem o fardo da crise para os ombros do trabalhador, enquanto setores de uma nascente burguesia comercial vivem numa bolha de opulência.

*O Desafio da Vanguarda Popular*

A conexão é clara: o imperialismo cria bloqueios e gera crises energéticas globais (o Estreito de Ormuz) para estrangular as finanças públicas da Venezuela. O Estado, sitiado e limitado regionalmente, opta internamente por uma retirada tática e por uma ordem econômica que mina os salários reais e cria uma atmosfera de controle político que sufoca a participação popular.

A solução para esta situação não virá de concessões à direita nem da tutela das elites. A solução deve ser profundamente popular, patriótica e socialista. É hora de reativar as comunidades de base, exigir a restauração de um salário digno, em consonância com o espírito original da Revolução, e lembrar aos líderes que o povo venezuelano resiste não para trocar de senhores, mas para ser definitivamente livre.

*Liberdade para o Presidente Nicolás Maduro e a Deputada Cilia Flores*
*Transferência agora de Ilich Ramírez Sánchez para a República Bolivariana da Venezuela*

*Comuna ou nada! Nós venceremos!*

Coordenadoria Simón Bolívar/Venezuela

sexta-feira, 22 de maio de 2026

A CUBA REVOLUCIONÁRIA * Reinício P. Cavalcante/RJ&outros

A CUBA REVOLUCIONÁRIA

China e Rússia rechaçam acusação dos EUA contra Raúl Castro
Pequim e Moscou condenam processo nos EUA e denunciam interferência contra Cuba em meio à escalada de Washington
22 de maio de 2026, 04:29 h

247 - A China e a Rússia rejeitaram as acusações dos Estados Unidos contra Raúl Castro e denunciaram a interferência contra Cuba em meio à escalada de Washington, segundo informações da Telesur.

A reação internacional ocorreu depois que a Justiça estadunidense acusou formalmente o ex-presidente cubano e general do Exército Raúl Castro Ruz, líder da Revolução Cubana, e outras cinco pessoas, no caso relacionado à morte de quatro indivíduos, entre eles três cidadãos dos Estados Unidos, durante a derrubada de duas aeronaves em 1996. As informações são da teleSUR.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou que Pequim se opõe firmemente a “sanções unilaterais ilegais sem fundamento no direito internacional e sem autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas” e à “manipulação abusiva de procedimentos judiciais”.

Segundo o diplomata chinês, os Estados Unidos devem suspender a “ameaça de sanções e ações legais contra Cuba” e deixar de recorrer à “ameaça de uso da força à menor oportunidade”. Guo também declarou que a China “apoia firmemente Cuba na defesa de sua soberania e dignidade nacional e se opõe à interferência estrangeira”.

A Rússia adotou posição semelhante. O embaixador russo em Havana, Viktor Koronelli, classificou as acusações apresentadas contra Raúl Castro nos Estados Unidos como parte da política de Washington para ampliar a pressão sobre a ilha caribenha.
“Essa decisão apenas demonstra o desejo de encontrar pretextos para intensificar as tensões em torno da ilha”, escreveu Koronelli em sua conta no X, antigo Twitter.

Reação de Cuba

O governo cubano acusou Washington de recorrer a manobras judiciais “obscuras” para tentar justificar agressões contra Estados soberanos. O vice-chanceler Carlos Fernández de Cossío afirmou que o amparo dos Estados Unidos “não é a Justiça; seu amparo é o uso do poderio militar descomunal”.

Fernández de Cossío disse ainda que qualquer tentativa de usar a acusação como pretexto para uma ação contra os acusados em Cuba “enfrentará uma resistência feroz do povo cubano”.
O diplomata cubano classificou a acusação contra Raúl Castro e as outras cinco pessoas como “fraudulenta”. Segundo ele, a medida “não tem respaldo legal, nem respaldo político, nem respaldo moral algum”.

Para o vice-chanceler, o caso deve ser interpretado dentro de uma “escalada crescente e agressiva” da Casa Branca contra Cuba ao longo de 2026.
Declaração do Governo Revolucionário

O Governo Revolucionário condena veementemente a desprezível acusação feita pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos em 20 de maio e divulgada há várias semanas contra o General do Exército Raúl Castro Ruz, líder da Revolução Cubana.

O governo dos Estados Unidos não possui legitimidade nem jurisdição para realizar essa ação. Trata-se de um ato desprezível e infame de provocação política, baseado na manipulação desonesta do incidente que levou à queda, em fevereiro de 1996, de duas aeronaves operadas pela organização terrorista Brothers to the Rescue, sediada em Miami, sobre o espaço aéreo cubano, cujas repetidas violações do espaço aéreo cubano para fins hostis eram de conhecimento público.

Além disso, o governo dos EUA distorce outras verdades históricas sobre o evento que usa como pretexto. Omite, entre outros detalhes, as inúmeras queixas formais apresentadas por Cuba durante esse período ao Departamento de Estado, à Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) e à Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) a respeito de mais de 25 violações graves e deliberadas do espaço aéreo cubano cometidas pela OACI entre 1994 e 1996, em flagrante transgressão do direito internacional e da própria legislação dos EUA.

Ignora também os avisos públicos e oficiais emitidos pelas autoridades cubanas sobre a inadmissibilidade de tais violações do seu espaço aéreo, bem como as mensagens de alerta transmitidas diretamente ao Presidente dos Estados Unidos sobre a gravidade e as possíveis consequências de tais transgressões.

A resposta de Cuba à violação de seu espaço aéreo constituiu um ato de legítima defesa, protegido pela Carta das Nações Unidas, pela Convenção de Chicago de 1944 sobre Aviação Civil Internacional e pelos princípios da soberania aérea e da proporcionalidade.

Os Estados Unidos, que já foram vítimas do uso da aviação civil para fins terroristas, não permitem e não permitiriam a violação hostil e provocativa do espaço aéreo estrangeiro sobre seu território e agiriam, como já demonstraram, com o uso da força.

A inação do governo dos EUA diante dos alertas emitidos por Cuba na época revelou sua cumplicidade no planejamento e execução, a partir de seu território, de ações violentas, ilegais e terroristas contra o governo e o povo cubano, uma prática recorrente e sistemática desde o triunfo da Revolução até os dias atuais.

É extremamente cínico que essa acusação seja feita pelo mesmo governo que assassinou quase 200 pessoas e destruiu 57 embarcações em águas internacionais do Caribe e do Pacífico, longe do território dos Estados Unidos, com o uso desproporcional da força militar, por supostos vínculos com operações de tráfico de drogas que nunca foram comprovadas, o que qualifica como crimes de execuções extrajudiciais, de acordo com o Direito Internacional, e assassinatos, segundo as próprias leis dos EUA.

Essa acusação espúria contra o Líder da Revolução Cubana soma-se às tentativas desesperadas de elementos anticubanos de construir uma narrativa fraudulenta, num esforço para justificar a punição coletiva e implacável contra o nobre povo cubano, através do fortalecimento de medidas coercitivas unilaterais, incluindo o injusto e genocida bloqueio energético e as ameaças de agressão armada.

Cuba reafirma seu compromisso com a paz e sua firme determinação em exercer o direito inalienável à autodefesa, reconhecido pela Carta das Nações Unidas.

O povo cubano reafirma sua decisão inabalável de defender a Pátria e sua Revolução Socialista e, com a maior força e firmeza, seu apoio irrestrito e inabalável ao General do Exército Raúl Castro Ruz, Líder da Revolução Cubana.

Pátria ou morte, nós venceremos.

Havana, 20 de maio de 2026.

“Ano do Centenário do Comandante-em-Chefe Fidel Castro Ruz.”

RAUL CASTRO
As Forças Armadas Revolucionárias de Cuba realizaram, na quinta-feira, um exercício militar envolvendo a operação de armas antiaéreas, em preparação para um possível ataque do regime imperialista dos EUA. 

Os sistemas de radar foram ativados e os sistemas de mísseis terra-ar S-125M1 “Pechora-M1” realizaram exercícios de tiro real contra alvos simulados. 

Recentemente, exercícios de artilharia, o emprego de drones de correção de fogo e preparativos de defesa territorial também foram observados em várias províncias do território cubano.
HÁ QUE CUMPRIR OS IDEAIS DE BOLÍVAR!