quinta-feira, 28 de agosto de 2025

O PATRIOTISMO DOS VENDEPÁTRIAS * EUGÊNIO BUCCI/A Terra é Redonda

O PATRIOTISMO DOS VENDEPÁTRIAS
EUGÊNIO BUCCI

A frase de Jacques Lacan – “o desejo do homem é o desejo do Outro” – ensina que um cidadão genérico, quando deseja, expressa menos um desejo original, pessoal, e mais o desejo dominante da ordem simbólica que o contém

1.

Os “patriotas” das arruaças, do culto às armas e das camisetas amareladas ganharam votos gritando “Brasil acima de tudo” e “Deus acima de todos”. Dupla pobreza de espírito.

O primeiro slogan nunca passou de um plágio de mau gosto do bordão nazista “Deutchland über alles” (“Alemanha acima de tudo”). Quanto a “Deus acima de todos”, bem, nenhuma novidade. O Altíssimo assim é chamado por habitar supostamente píncaros celestiais insuperáveis. Quanto ao mais, o dístico nunca parou de pé: Deus deveria ser posto acima do Brasil ou seria o contrário?

Com o tempo, ficou evidente que os tais “patriotas” eram na verdade “estrangeirotas”: patriotas do estrangeiro. Um deles, em 2017, numa excursão à Flórida, chegou a bater continência para uma bandeira dos Estados Unidos estampada numa tela eletrônica. Ao microfone, o voluntário da servidão incondicional confessou: “A minha continência à bandeira americana”.

Em 2019, o mesmo personagem arriscou um “I love you” para Donald Trump, que passava por ali apressado. Em síntese, o que eles queriam dizer era “Brasil acima de tudo”, desde que não acima dos Estados Unidos, e “Deus acima de todos”, menos de Donald Trump.

Outro dos “patriotas” fugiu do Brasil e dá expediente em Washington, onde faz reuniões obscuras com autoridades obtusas de um governo tanático para articular sabotagens contra a economia brasileira e chantagens contra as autoridades daqui. A infâmia chegou a tal ponto de histeria e absurdos que o clã vem sendo classificado como traidor. Procede.

2.

Há gente capacitada escarafunchando os regimentos do Poder Legislativo para detectar as tipificações do desvio, enquanto bons oradores vão a comícios para criticar esse “patriotismo” lesa-pátria. Têm razão. O problema é que existem aqueles que fingem não ver nada de esquisito. Como alertá-los? Incrível como não querem enxergar. O esquisito, o atípico, é o que temos hoje de mais fatídico, mais cínico, mais explícito e mais apodítico.

Num dos livros do psicanalista francês Jacques Lacan, Quatro conceitos fundamentais da psicanálise, lemos que “o desejo do homem é o desejo do Outro”. Devíamos buscar nessa chave analítica uma luz para entender o “patriotismo” que se define pelo negacionismo da Pátria e se ajoelha diante da bandeira alheia para rifar a sua própria.

A frase de Jacques Lacan – “o desejo do homem é o desejo do Outro” – ensina, entre outras coisas, que um cidadão genérico, uma pessoa como eu ou você, com todo o respeito, quando deseja, expressa menos um desejo original, pessoal, e mais o desejo dominante da ordem simbólica que o contém.

Esse Outro com “O” maiúsculo não é um outro qualquer, como um cunhado ou um colega da repartição, mas um senhor sobre-humano, capaz de ordenar o desejo dos mortais de carne e osso – sobretudo daqueles mortais que não têm nada de coluna vertebral, como é o caso.

O Outro maiúsculo não se compadece de nada nem de ninguém. Exemplos? Aqui estão: a autoridade sobre a qual se erigiu a Igreja Católica, ou a sua pedra fundamental; o capital, igualmente; o imperialismo que anima a Casa Branca. O desejo do homem é o desejo que o Outro, maiúsculo, diz ao homem, minúsculo, para fazer de conta que sente.

Você pergunta a um gerente de marketing, um dirigente sindical ou um operador da bolsa qual o ideal de beleza que ele tem e ele começa a descrever minuciosamente a Barbie. O desejo, nele, é o dedo em riste do Tio Sam, mas ele mesmo não sabe. Barbie para todos.

3.

O “patriotismo” dos trumpatetas brasileiros reproduz a fórmula do “desejo do Outro”, mas em tintas rastaqueras. Adestrados pelos filmes de Tom Cruise, de Stallone e de Chuck Norris, os “patriotas” do Outro são tão rasteiros que nem souberam substituir a bandeira dos Estados Unidos pela do Brasil na hora de fazer seu teatrinho. Encenam uma paródia tosca: adoram uma bandeira que não é a deles, numa terra que não lhes concede um reles passaporte.

Dá pena. Tanta pena que o suposto Deus poderá perdoá-los, pois eles, ainda que premeditem com vileza o mal que querem fazer ao Brasil, não sabem o que fazem. Talvez seus pecados sejam redimidos pelo ente que paira “acima de todos”, menos de Donald Trump. Mas e quanto à nação brasileira? Poderá ela anistiá-los por antecipação? Poderá tratá-los como como semoventes inconscientes e inconsequentes – o que, de resto, eles são?

Espera-se que não. Em 1947, o Partido Comunista Brasileiro foi cassado porque seu líder, Luiz Carlos Prestes, teria dito numa entrevista que, numa guerra entre Brasil e União Soviética, ficaria do lado de Stalin. A verdade é que Prestes nunca disse isso, apenas fez um raciocínio hipotético: se o Brasil apoiasse uma guerra imperialista contra o Kremlin, ele lutaria para derrubar o governo brasileiro. Foi uma declaração de mau jeito, sem dúvida, e ela serviu de pretexto para colocarem o PCB na clandestinidade, injustamente. Agora, o caso é muito mais sério.

Os “patriotas” do Outro se associaram ativa e publicamente a uma potência estrangeira para mover covardemente uma guerra comercial, diplomática e moral contra o Brasil. E aí?

*Eugênio Bucci é professor titular na Escola de Comunicações e Artes da USP. Autor, entre outros livros, de Incerteza, um ensaio: como pensamos a ideia que nos desorienta (e oriente o mundo digital) (Autêntica). [https://amzn.to/3SytDKl]

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quarta-feira, 27 de agosto de 2025

FORA TRUMP - CALENDÁRIO DAS LUTAS ANTIIMPERIALISTAS * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

FORA TRUMP - CALENDÁRIO DAS LUTAS ANTIIMPERIALISTAS
Dia 7 de setembro é dia de luta e mobilização nacional!
Confira o horário e local na sua cidade:

SALVADOR-BA · 09h · Campo Grande
NATAL-RN · Praça das Flores, Petrópolis
SÃO PAULO-SP · 09h · Praça da República
RECIFE-PE · 09h · Parque 13 de Maio → Praça do Carmo
PORTO ALEGRE-RS · 14h · Ponte de Pedra, Largo dos Açorianos
RIO DE JANEIRO-RJ · 09h · Rua Uruguaiana c/ Pres. Vargas
MINAS GERAIS-MG · Centrais Sindicais
CAMPO GRANDE-MS · 08h · 13 de Maio x Dom Aquino
JOÃO PESSOA-PB · Org. Grito dos Excluídos
ARACAJU-SE · 09h · Praça da Catedral
GOIÂNIA-GO · 08h30 · Praça do Trabalhador → 9hr Feira Hippie
AMAPÁ-AP · Avenida Cabral
SERGIPE-SE · Durante o desfile das escolas
SANTA CATARINA - SC · Reunião na CUT e plenária para organizar a mobilização
CEARÁ-CE · 08h · Praça da Paz
DISTRITO FEDERAL · 10h · Praça Zumbi dos Palmares
BELÉM-PA · 09h · Escadinha do Cais do Porto → Prefeitura
ESPÍRITO SANTO-ES · 08h30 · Praça Portal do Príncipe → encerramento na Praça João Clímaco
GRITO DOS EXCLUIDOS-CENTRO/RJ
ROBERT DE NIRO
Movimentos populares fazem atos contra tarifaço de Trump nesta sexta-feira em todo o país. Protestos acontecem nas principais capitais
Movimentos populares realizam nesta sexta-feira (1º) protestos contra o tarifaço imposto ao Brasil pelo regime de Donald Trump nos Estados Unidos. Os atos ocorrem em locais públicos e em frente a representações diplomáticas estadunidenses.

Na quarta-feira (30), Trump assinou a ordem para iniciar a cobrança das tarifas, mas deixou setores estratégicos fora da taxação.

Os atos de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília acontecem nos consulados e na embaixada dos EUA. Já os de Salvador, Porto Alegre, Belo Horizonte, Porto Alegre, Manaus e Recife ocorrem nas regiões centrais das cidades.

A iniciativa Quem manda no Brasil é o povo brasileiro! Contra o tarifaço de Trump é uma parceria da União Nacional de Estudantes (UNE) com as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo.

O tarifaço que passa a valer em 6 de agosto eleva – salvo algumas exceções – o custo das exportações brasileiras aos EUA em 50%, atingindo setores do agro e tecnologia, entre outros. A medida de Donald Trump – assumidamente orquestrada por Eduardo Bolsonaro — tem sido encarada como uma tentativa de interferir no sistema Judiciário brasileiro para livrar o ex-presidente Jair Bolsonaro de responsabilidade no plano de golpe frustrado após perder as eleições de 2022.

Analistas apontam que as taxas elevadas equivalem a sanções políticas e visam obter vantagens como acesso à terras raras – importantes para a indústria de tecnologia – o sistema financeiro (substituindo o Pix) e a não regulação das big techs.

FONTE
BRASIL DE FATO

terça-feira, 26 de agosto de 2025

GERALDO VANDRÉ: A VIDA NÃO SE RESUME EM FESTIVAIS * Dalva Silveira /MG

GERALDO VANDRÉ: A VIDA NÃO SE RESUME EM FESTIVAIS

Hoje, 26 de agosto de 2025, completam-se 14 anos em que lancei o meu primeiro livro “Geraldo Vandré, a vida não se resume em festivais”, em Belo Horizonte/MG. Foi um dos dias mais felizes de minha vida, pois, além de realizar um grande sonho, eu estava na cidade em que nasci e, assim, pude contar com o apoio e o calor humano de amigos, familiares e fãs do grande compositor! Era o ano de 2011 e passado sete anos, em 2018, tive a honra de conhecê-lo e saber que ele havia gostado de minha obra. Aí minha felicidade foi completa. Essa publicação representa um grande marco em minha trajetória, então, hoje é dia de agradecer, novamente, pela existência do compositor e à todos que, de diferentes modos, tem me apoiado no trabalho de levar adiante o nome e a obra do grande artista que o governo militar tentou apagar da memória coletiva nacional.
CAMINHANDO
GERALDO VANDRÉ

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

NAZISTAS ANALFAS ATACAM LONDRINA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

NAZISTAS ANALFAS ATACAM LONDRINA
VEREADORA JESSICÃO
(Foto: Câmara de vereadores)

"Câmara de Londrina aprova lei que proíbe pessoas em situação de rua de permanecer em espaços públicos

Projeto foi aprovado em primeiro turno e deve voltar à pauta na próxima semana. Bolsonarista, vereadora propôs lei higienista.

Nesta semana a Câmara de Londrina , norte do Paraná, aprovou um projeto de Lei que proíbe pessoas em situação de rua de fazerem “necessidades fisiológicas” em logradouros públicos. Na prática a proibição se aplica a cozinhar, se higienizar e até dormir. O texto será votado em segundo turno na próxima semana.

A autora do projeto é a vereadora bolsonarista Jessicão (PP), que, na justificativa do texto argumentou: “ao efetuarem práticas cotidianas cerceiam a liberdade de ir e vir e a integridade moral das pessoas que habitam e trafegam nos ambientes usurpados pela coletividade em comento, ante o fato de a marginalização desta propender a prática de ilícitos penais como já ocorre em diversas comunidades do município”.

Ainda conforme o texto aprovado pelos vereadores, “a utilização da rua para tarefas cotidianas por moradores de rua, por exemplo, pode levar à degradação do espaço público e à desordem urbana”. A lei prevê ainda que as pessoas que não seguirem a lei serão encaminhadas compulsoriamente para o Serviço Especializado para Pessoas em Situação de Rua (Centro Pop).

As justificativas são consideradas problemáticas para o advogado Valnei França, que atua na defesa dos Direitos Humanos. “Na justificativa a vereadora fala que esse projeto não tem como objetivo a discriminação, a exterminação, a marginalização dessas pessoas, desse coletivo de pessoas em situação de rua. Ela fala ou dá a entender que essas pessoas estando na rua, fazendo uso da rua, do espaço público e lá fazendo a sua alimentação, a sua higienização, estariam contribuindo para a proliferação de doenças transmissíveis. Ou seja, ela dá a entender que essas pessoas são vetores de doenças, assim como ratos e outros animais que estão no ambiente urbano e que são muito mais perigosos para a saúde pública do que de fato pessoas que ocupam aquele espaço para moradia”, critica.

Durante a sessão que teve aprovação do projeto, a parlamentar disse que o projeto é uma ferramenta para que os guarda municipais possam “agir”. “Esse projeto vem com a ideia de ser uma ferramenta para que eles possam agir. ‘Olha, você não pode dormir na rua, você não pode dormir na praça’. A Assistência Social vai precisar se organizar para ter mais vagas, por exemplo, de albergue, para a pessoa ter um lugar para dormir”, disse.

Cercear o direito de circulação e permanência de quem está em situação de rua torna o PL inconstitucional, segundo explica França. “Este projeto determina a criminalização dessas pessoas e aí vem o problema legal que torna esse projeto de lei inconstitucional: o foco é a remoção compulsória dessas pessoas, o que é inconstitucional, além de estar violando velho diversos direitos humanos, também viola direitos fundamentais, como o direito de ir e vir, o direito à moradia, o direito à dignidade humana, o direito à segurança. O próprio STF, em 2023, julgou ADPF 976 e determinou a proibição da remoção de bens, da remoção forçada dessas pessoas dos espaços públicos, o transporte para abrigos sem autorização delas e é justamente o que esse projeto de lei quer fazer”.

Citando a mesma ADPF, a advogada Maria Eduarda Liebl Fernandes, da Bertolini Advogados, que atua em casos que envolvem conflitos de direito público e privado, destaca que questões relacionadas com vulnerabilidade social não podem ser tratados como problema de segurança. “O projeto de lei afronta dispositivos constitucionais e entendimento do Supremo Tribunal Federal, pois transforma em ilícito o estado de vulnerabilidade social tratando como questão de polícia aquilo que deve ser enfrentando por meio de políticas públicas de assistência, saúde, moradia e inclusão social. Então, ao invés de assegurar direitos, o projeto reforça a exclusão e a discriminação da pobreza, razão pela qual é inconstitucional”.

Em plenário, o projeto recebeu 14 votos favoráveis e 3 contrários de Paula Vicente (PT), Matheus Thum (PP) e Prof.ª Flávia Cabral (PP). Os vereadores Antônio Amaral (PSD) e Chavão (Republicanos) não participaram da sessão.

A tramitação prevê que até dia 21 de agosto parlamentares apresentem proposições acessórias ao texto, que ainda precisa ser aprovado em segundo turno.
Internação

Na mesma sessão a Câmara Municipal de Londrina também aprovou a internação involuntária para pessoas que têm dependência química ou transtornos mentais ou que estejam em vulnerabilidade.

A proposta, que também é de autoria da vereadora Jessicão, passou com 15 votos favoráveis e 2 contrários (Paula Vicente e Prof.ª Flávia Cabral)."

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domingo, 24 de agosto de 2025

Todo apoio ao presidente Nicolas Maduro e ao povo trabalhador da Venezuela * PARTIDO COMUNISTA DOS TRABALHADORES BRASILEIROS/PCTB FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES/FRT

 Todo apoio ao presidente Nicolas Maduro e ao povo trabalhador da Venezuela

Por uma Frente Latino-americana antiimperialista e revolucionária!

A Frente Revolucionária dos Trabalhadores repudia vivamente, as ameaças e chantagens do gângster e gerente da vez do imperialismo ianque, Donald Trump, contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro.

O fanfarrão facistóide fez grande alarde midiático oferecendo 50 milhões de dólares a quem entregar a cabeça de Maduro para os abutres imperiais. A jogada é velha e faz parte dos métodos mafiosos da CIA, que tentam fomentar, através dos seus dólares, uma situação de conspiração e traição contra o governo alvo de sua sanha golpista e assassina.

Pretendem os funcionários do imperialismo e seus comparsas, estimular a traição no círculo próximo de Maduro, ou mesmo no interior do alto comando da Força Armada bolivariana. Esse é um método conhecido amarga e tragicamente por nossos povos, utilizado sobretudo, durante todo o século passado até nossos dias, quando os serviços secretos do imperialismo, em primeiro lugar a CIA, subornou e suborna em nosso continente, o generalato latinoamericano, as elites políticas, midiáticas, religiosas, etc., para golpear governos nacionalistas e populares que resistem aos propósitos neocoloniais imperialistas contra nossos países.

O sistema de dominação imperialista liderado pelos Estados Unidos, há mais de vinte anos labutam pela derrubada do governo chavista na Venezuela. Pretendem se apossar das gigantescas reservas energéticas e recursos naturais do país, e impor uma forma de dominação e extração da mais-valia, de tipo neoescravista contra os trabalhadores venezuelanos. Em crise profunda, o imperialismo acirra sua ofensiva contra os povos; as forças do capital financeiro e bélico arquitetam uma agenda de pilhagens e espoliação muito mais agressiva contra os países dependentes; em especial contra a China, Rússia, Irã e os BRICS.

Não à toa, que Trump fez grande alarde ao autorizar de forma supostamente "secreta", a utilização de força militar ianque, contra os cartéis do narcotráfico em nossa região. Na verdade, como a história do imperialismo tem mostrado, isso não passa de um subterfúgio tácito visando dar cobertura e justificativa a agressão imperialista direta contra nossos povos para saquear nossas riquezas e incrementar a dominação neocolonial em "seu" autodeclarado "quintal". É a nova versão da infame doutrina Monroe. Só que, enquanto a original foi a justificativa ideológica e propagandista para o expansionismo imperialista em sua juventude; a atual é manobrada para salvar da decadência um império senil, portanto muito mais agressivo e perigoso para a humanidade.

A interferência contra o Brasil, Cuba, América Central e o conjunto do nosso continente; a guerra imperialista por procuração contra a Rússia na Ucrânia; as tensões que crescem no Leste Europeu, no Oriente Médio e no entorno da China e em sua zona de influência asiática; o genocídio sionista/imperialista praticado contra o povo palestino; a perseguição xenófobica contra os imigrantes e o verdadeiro Estado de exceção militarizado que se agiganta no interior dos Estados Unidos, são todas, expressões da ofensiva imperialista para manter sua hegemonia e tentar dar um "salto para frente", reconfigurando todo o espectro do capitalismo mundial em favor do grande capital financeiro e belicista, setores dominantes entre as frações da burguesia imperialista.

Em tais condições, é imprescindível que as forças populares e os povos trabalhadores do mundo se unifiquem, que articulem internacionalmente as forças de combate contra o imperialismo e as burguesias titeres de seus próprios países. O capitalismo mundial vive imerso em meio ao auge de uma crise geral gravíssima. Essa é uma crise de longa duração, pois está ligada ao esgotamento mesmo do padrão de reprodução do capital que ascendeu nos anos de 1970, no contexto do esgotamento do chamado "anos dourados" do capitalismo kaynesiano no pós segunda guerra.

Assim como um vampiro necessita de mais sangue dos vivos para manter sua vida parasitária, a burguesia em decadência estrutural precisa a todo custo, saquear, superexplorar, escravizar e pilhar os trabalhadores produtivos; espoliar e destruir o meio ambiente e expandir a guerra, para manter sua existência senil e doente.

Urge neste momento a rearticulação das forças revolucionárias do trabalho e dos povos internacionalmente, como única forma de barrar a barbárie dominante que toma conta da decadente e horrível sociedade burguesa. Em nosso continente em específico, precisamos fortalecer uma frente de lutas antiimperialista, que cubra de solidariedade e apoio militante à Venezuela e ao seu governo.
Fora o imperialismo da América Latina!
Todo apoio ao povo venezuelano!
Viva a resistência palestina e morte ao Estado nazi-sionista de "Israel"!

PARTIDO COMUNISTA DOS TRABALHADORES BRASILEIROS/PCTB
FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES/FRT

sábado, 23 de agosto de 2025

É HORA DO BASTA NO TIO SÃ * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

É HORA DO BASTA NO TIO SÃ
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BOMBARDEIOS NORTEAMERICANOS

A Embaixada Chinesa em Moscou publicou uma lista de países bombardeados pelos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial:

Japão: 6 e 9 de agosto de 1945
Coreia e China: 1950-1953 (Guerra da Coreia)
Guatemala: 1954, 1960, 1967-1969
Indonésia: 1958
Cuba: 1959-1961
Congo: 1964
Laos: 1964-1973
Vietnã: 1961-1973
Camboja: 1969-1970
Granada: 1983
Líbano: 1983, 1984 (ataques a alvos no Líbano e na Síria)
Líbia: 1986, 2011, 2015
Salvador: 1980
Nicarágua: 1980
Irã: 1987, 2025
Panamá: 1989
Iraque: 1991 (Guerra do Golfo), 1991-2003 (invasões americanas e britânicas), 2003-2015
Kuwait: 1991
Somália: 1993, 2007-2008, 2011
Bósnia: 1994, 1995
Sudão: 1998
Afeganistão: 1998, 2001-2015
Iugoslávia: 1999
Iêmen: 2002, 2009, 2011, 2024 2025
Paquistão: 2007-2015
Síria: 2014-2015
Esta lista inclui aproximadamente 30 países. 

A China enfatizou que "nunca devemos esquecer quem é a verdadeira ameaça ao mundo".
Então surge a pergunta:
A sociedade ocidental já expressou sua raiva em relação aos Estados Unidos?

Já alguma vez se levantou uma voz alta contra eles?
Já foram impostas sanções aos Estados Unidos?
Todo esse sistema global, que chamamos de "comunidade internacional", permaneceu em silêncio enquanto os EUA atacavam países ao redor do mundo como bandidos e transformavam seus sonhos em pesadelos terríveis.
Nenhuma condenação, nenhuma repreensão, nenhum ressentimento de qualquer tipo.

Uma consciência global covarde, envergonhada e hipócrita.
Esta lista deve ser divulgada em todas as plataformas possíveis. Vídeos devem ser produzidos para denunciar todos esses hipócritas ocidentais e nos lembrar de todos os fatos sobre os crimes cometidos pelos Estados Unidos em todo o mundo.
A lista foi publicada pela Embaixada Chinesa na Rússia (Moscou) como uma mensagem política e moral, em um momento em que a mídia internacional e os países ocidentais condenavam veementemente o ataque do Irã a Israel, mas onde o passado dos Estados Unidos era completamente ignorado.

A lista foi publicada para denunciar o duplo fardo, duas medidas tomadas pelos Estados Unidos e pelo Ocidente em questões de direitos humanos, direito internacional e segurança global.
Quando o Irã retaliou contra Israel, os Estados Unidos e seus aliados começaram a chamar o Irã de "ameaça global". A Embaixada da China publicou esta lista em resposta a uma campanha crítica para lembrar que a verdadeira ameaça é um país que bombardeou mais de 30 países desde a Segunda Guerra Mundial.

A posição da China é que os Estados Unidos não estão qualificados para falar moralmente, porque seu passado e presente são marcados por violações de direitos humanos e agressões globais.

A China enviou uma mensagem mais ampla ao publicar esta lista:
O mundo precisa se lembrar de quem é a verdadeira ameaça. A mídia e os governos ocidentais demonstram hipocrisia e, quando os Estados Unidos cometem massacres, permanecem em silêncio.

 Este movimento não é apenas uma ação diplomática ou informativa, mas também uma resposta política e uma acusação moral à narrativa tendenciosa propagada pelos Estados Unidos e seus aliados.
BRASIL SEQUESTRADO
BRASILEIRO


Eu sou brasileiro
E isso aqui é Brasil!
Então, não me venha ameaçar
Utilizando dinheiro,
Que eu não me curvo
Ao seu delírio
E te mando para alguém
Que te pariu.
Pois eu sou brasileiro
E amo o meu país.
Então, não me venha com bravatas
Tentando me constranger,
Pois eu te mostro
Que somos soberanos
E que estamos firmes e dispostos a nos defender.
Eu sou brasileiro
E sei quais são as cores da minha bandeira,
E o nosso povo está conhecendo
Quem é você de verdade:
Um autocrata sem cultura,
Um arrogante ignorante
Que vai ter que aprender
Que essa terra aqui tem dono
E esse dono jamais será você.


Wladimir Tadeu Baptista Soares
Cambuci/Niterói - RJ
Nordestino wladuff.huap@gmail.com
17/07/2025
SEU LUGAR É NA CADEIA, VERME!
OTAVIO GUEDES
BRASIL SOBERANO LIVRE
DE BOLSONARO E DO FASCISMO
BRASIL SOBERANO GOVERNADO PELOS TRABALHADORES
Canção do exílio

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite–
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

De Primeiros cantos (1847)

Gonçalves Dias/Maranhão 

terça-feira, 19 de agosto de 2025

AONDE MORA A SOBERANIA NACIONAL DO BRASIL? * FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES/FRT

AONDE MORA A SOBERANIA NACIONAL DO BRASIL?
"Cannabrava | Mercenários ucranianos treinando na Aman: um escândalo contra a soberania nacional

Associação com grupos mercenários estrangeiros é crime no Brasil; como signatário de convenções internacionais, o país não pode compactuar com a infiltração de estruturas ilegais em suas instituições armadas

Conteúdo da página

Um fato gravíssimo e inaceitável ocorreu recentemente em solo brasileiro. A Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), a mais prestigiada escola de formação de oficiais do Exército, abriu suas portas para um curso de “Táticas de Pequenas Unidades” ministrado por mercenários da Phantom Black Company — grupo estrangeiro diretamente subordinado à inteligência militar da Ucrânia.

Esse episódio, ocultado pela grande mídia, não é apenas uma afronta à soberania nacional. É também uma violação das leis brasileiras e dos acordos internacionais que proíbem o mercenarismo. Um escândalo que exige resposta imediata do governo, firmeza das instituições e atenção da comunidade internacional.

Um braço da inteligência ucraniana no coração do Brasil

A Phantom Black Company não é um grupo qualquer. Em seu próprio site, define-se como “destacamento de ação tática que opera nas sombras da Ucrânia, sob o comando da Legião Internacional de Defesa e da Diretoria Principal de Inteligência (GUR).” Ou seja: uma Companhia Militar Privada (PMC), criada para operações secretas, sabotagem, reconhecimento ofensivo e eliminação de alvos.

A empresa recruta estrangeiros, exige fluência em inglês e os envia para a linha de frente da guerra. Estamos, portanto, diante de uma organização paramilitar transnacional, operando como braço direto da inteligência ucraniana. A simples presença dessa estrutura no Brasil já é ilegal. Sua associação com cadetes da Aman, absolutamente inadmissível.

Cumplicidade ou omissão?

O curso foi anunciado publicamente por um mercenário brasileiro, Guilherme “Raptor”, que se apresenta como veterano da guerra na Ucrânia e atual integrante da Phantom Black Company. Mais grave: já divulgou outro treinamento semelhante, programado para setembro em Curitiba (PR).

A questão central não é apenas o envolvimento de brasileiros como mercenários em guerras estrangeiras. O que choca é a aparente permissão — ainda que tácita — do próprio Exército para que tais agentes, ligados a um serviço de inteligência estrangeiro, instruam cadetes em pleno território nacional.

FONTES

PAULO CANNABRAVA
PEPE ESCOBAR
ROBINSON FARINAZO
-YOUTUBE-

NOS PASSOS DE MÃE BERNADETE * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

NOS PASSOS DE MÃE BERNADETE
QUEM É MÃE BERNADETE

"Mãe Bernadete, cujo nome completo era Maria Bernadete Pacífico, foi uma líder quilombola e religiosa brasileira assassinada em agosto de 2023. Ela era conhecida por sua luta em defesa dos direitos humanos e pela titulação dos territórios quilombolas. Mãe Bernadete era coordenadora da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) e liderava a comunidade Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Bahia.

*Principais pontos sobre Mãe Bernadete:*

- *Liderança quilombola*: Mãe Bernadete era uma figura respeitada em sua comunidade e lutava pelos direitos dos quilombolas.

- *Assassinato*: Ela foi assassinada com 12 tiros em sua residência, no quilombo Pitanga dos Palmares.

- *Denúncias*: Mãe Bernadete havia feito denúncias sobre ameaças e perseguições antes de sua morte, relacionadas à disputa pela terra e à demora na titulação do território quilombola.

- *Importância*: Sua morte teve grande repercussão e foi vista como um ataque à luta quilombola e aos direitos humanos.

SIGNIFICÂNCIA DE MÃE BERNADETE

A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, participou de uma homenagem à líder quilombola Mãe Bernadete, assassinada há dois anos em Simões Filho, Bahia. A cerimônia reuniu familiares, comunidade quilombola, autoridades e movimentos sociais para reafirmar o legado de resistência e a exigência de justiça.

*Legado de Mãe Bernadete*

- *Defesa do território*: Mãe Bernadete foi uma defensora dos direitos quilombolas e lutou pela titulação de terras para sua comunidade.

- *Educação*: Ela também foi uma educadora que valorizava a educação como forma de resistência e construção de futuro para sua comunidade.

- *Resistência*: Seu legado inspira a resistência quilombola e a luta por democracia e direitos humanos.

*Compromisso do Governo*

- *Apoio às comunidades quilombolas*: A ministra Macaé Evaristo reafirmou o compromisso do governo federal em apoiar as comunidades quilombolas e proteger seus direitos.
- *Titulação de terras*: O governo tem trabalhado para regularizar as terras quilombolas e garantir os direitos dessas comunidades.

- *Proteção aos defensores de direitos humanos*: A ministra também destacou a importância de proteger os defensores de direitos humanos que trabalham em prol das comunidades quilombolas.

A homenagem a Mãe Bernadete foi um momento importante para reafirmar o compromisso com a democracia e os direitos humanos, além de celebrar o legado de uma líder quilombola que inspirou muitas pessoas com sua luta."

Hoje, Mãe Bernadete é símbolo de luta para todos os ativistas sociais, inclusive do Movimento de Moradia, no qual ela foi homenageada com um projeto, o PROJETO MÃE BERNADETE PACÍFICO, localizado no centro da cidade do Rio de Janeiro, Rua da Constituição, 36/38.
*

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

A LUTA NÃO É POR POLÍTICO. É PELO BRASIL! * Meire Vieira/BA

A LUTA NÃO É POR POLÍTICO. É PELO BRASIL!
Ué, vocês acham mesmo que a gente, da esquerda, da militância raiz, está aqui pra brincar? Militância verdadeira não é aquela que se esconde atrás de cargos, nem aquela que espera as benesses caírem no colo. Militância de verdade é feita com coragem, com garra, com a cara no sol e o coração no povo!

Nós não estamos calados diante da desgraça que essa extrema-direita quer impor ao nosso país. Enquanto muitos fingem que não veem, nós estamos nas ruas, nas redes, nas casas, compartilhando a verdade, levando esperança e resistência ao povo brasileiro.

Nós não lutamos por cargo, por político, por favorzinho. Lutamos porque este país é nosso! Porque esses senhores engravatados lá no Congresso são pagos com o nosso suor, com os nossos impostos. E o que fazem? Baderna, mentira, golpe! E ainda têm a cara de pau de dizer que isso é democracia?

Acordem! Militante que se cala diante da injustiça é cúmplice! Chega de esquerda envergonhada! Queremos uma militância viva, valente, que defenda o Brasil, o povo, a democracia e a verdade!

Porque, no fim, a nossa luta é por cada trabalhador, por cada mãe, por cada criança, por cada brasileiro que merece dignidade!

domingo, 10 de agosto de 2025

Bozofascismo: quando a crença supera a análise * Arnaldo Chioquetta/RS

Bozofascismo: quando a crença supera a análise

Nos últimos anos, surgiu um fenômeno político que muitos chamam de bozofascismo. Diferente do fascismo “clássico”, que frequentemente se apoia em ideias de superioridade genética ou étnica, o bozofascismo não precisa de um marcador físico ou de origem para unir seus seguidores. O que o sustenta é um alinhamento de pensamento e crença.

União pela narrativa

Nesse movimento, o que une as pessoas não é o sangue, mas a visão de mundo. Há um conjunto de ideias-chave que funciona como cola ideológica: a convicção de que a esquerda é hipócrita — alguém que se diz preocupada com o povo, mas busca apenas benefícios próprios — e o apelo ao tripé “Deus, Pátria e Família”.
O discurso moral também ocupa lugar central: a esquerda é retratada como imoral, e quem se considera detentor de moralidade seria naturalmente empurrado para a direita.

Socialismo, comunismo e a “grande ameaça”

Para o bozofascismo, não há diferença real entre socialismo e comunismo. Ambos são vistos como um mesmo inimigo, com a suposta meta de instaurar um regime comunista no país. A ideia de que a esquerda luta por justiça social é descartada como pura hipocrisia.

Circula, ainda, uma narrativa segundo a qual a esquerda se sustentaria pela pobreza: criaria e manteria pobres para lhes oferecer uma esperança e, assim, garantir votos.

A visão sobre os esquerdistas

Para o bozofascista, quem se identifica com a esquerda é, em essência, uma pessoa sem sucesso na vida, movida por inveja de quem possui bens ou prosperidade. O discurso por justiça social, nessa lógica, não passa de ciúmes travestidos de preocupação coletiva — mais um elemento de sua suposta hipocrisia.

O papel da religião e da moral

Na base do bozofascismo, muitas vezes, está uma prática religiosa combinada com afirmações morais. Essa mistura cria um terreno fértil para o controle e a mobilização das pessoas, que passam a enxergar o alinhamento político como extensão da fé.

Aliança com a cultura americana

Outro elemento marcante é a afinidade com valores e símbolos da cultura americana. Há um senso de prepotência, a crença de serem mais inteligentes e esclarecidos que o restante da população. Essa identificação leva a uma natural aliança de opiniões com os EUA, mesmo que isso signifique adotar posturas contrárias aos interesses do próprio país. Para eles, esse é um preço aceitável a pagar pela causa.

Sinais, símbolos e rede interna

Quando o grupo está formado, a coesão se reforça por meio de identificações visuais — um botão com a imagem do Bolsonaro, uma frase colada no carro, ou outros sinais que funcionam como códigos silenciosos. Reconhecer um desses símbolos dispensa palavras: a partir dali, já se sabe que se está entre aliados.
Essa identificação visual também serve para excluir: a simples presença de um símbolo associado a opositores pode significar a eliminação imediata de uma oportunidade, como uma vaga de emprego.

Dentro da rede, há um favorecimento mútuo. Os membros buscam se manter em posições de liderança e garantir que outros do mesmo grupo também ascendam, em uma prática comparada à lógica de sociedades fechadas como a maçonaria.

O líder puro e intocável

No centro de tudo está a figura de Bolsonaro. A crença em sua honestidade é absoluta, impermeável a provas, alegações ou investigações. Qualquer crítica é vista como tentativa maliciosa de destruir sua imagem. Essa devoção nasce, em grande parte, do desejo de ter um “líder puro” — alguém visto como incorruptível e, muitas vezes, colocado num pedestal quase religioso.

Fake news como combustível

Outro traço marcante é a forma como fakes são consumidos e compartilhados. Não há pesquisa ou verificação: se a informação parece se encaixar nas convicções do grupo, ela é imediatamente aceita e divulgada. A vontade de que aquilo seja verdade é tão grande que a possibilidade de ser falso é descartada de imediato.

Imunidade contra argumentos

O bozofascista é praticamente “vacinado” contra explicações convincentes vindas de opositores. Não importa a lógica, as provas ou a clareza da argumentação — qualquer coisa dita por quem não está alinhado é considerada mentira, parte de um plano para enganar.

Polarização absoluta

Essa postura leva a uma divisão rígida: qualquer pessoa que critique Bolsonaro, mesmo que seja da própria direita, é automaticamente rotulada como comunista, inimigo ou traidor. Não há espaço para nuances ou para discordância dentro do próprio campo ideológico.

Um fenômeno provocado

O bozofascismo não é um fenômeno espontâneo. Ele é, em grande parte, resultado de uma estratégia de colonização cultural e política conduzida pelos Estados Unidos, que historicamente tratam a América Latina como seu “quintal”.

Nos anos 90, essa influência ganhou força com a chegada massiva de igrejas pentecostais vindas dos EUA, sob o pretexto de fins filantrópicos e ajuda ao povo. Na prática, tratava-se de um passo inicial para criar uma base social e religiosa alinhada aos interesses norte-americanos, facilitando a penetração de valores, ideologias e narrativas que mais tarde moldariam o próprio bozofascismo.

Um propósito ativo

O bozofascismo não é apenas uma crença passiva. Seus adeptos mantêm um firme propósito de “ajudar na causa”, seja através de discursos, mobilizações ou da simples repetição das narrativas centrais. A lealdade ao grupo e ao líder é tratada como missão pessoal.

Um pacto emocional

O bozofascismo é, no fundo, um movimento de crença coletiva, onde símbolos, moralidade, religiosidade, afinidades culturais e influências externas se entrelaçam para formar um bloco sólido, disposto a se proteger e a defender seu líder incondicionalmente. Mais que política, ele funciona como um pacto emocional que sobrevive à realidade e se alimenta da própria devoção.