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quarta-feira, 16 de abril de 2025

PL DA ANISTIA AUTORIZA GOLPE * Míriam Leitão/SP

PL DA ANISTIA AUTORIZA GOLPE
Míriam Leitão

Ficam anistiados todos os que participaram de manifestações com motivação política e eleitoral” no dia 8 de janeiro em diante, “até a entrada em vigor desta lei”. O texto estabelece que a anistia vale para os atos até a data de publicação da lei. Qualquer crime contra a democracia a ser ainda cometido nos próximos meses já está perdoado, antes de ser perpetrado. “Fica também concedida anistia a todos os que participaram de eventos subsequentes ou eventos anteriores aos fatos acontecidos em 8 de janeiro de 2023, desde que mantenham relação com os eventos acima citados.” É uma licença para golpear.

Os projetos de anistia usam pretexto de salvar manifestantes, mas são para proteger e livrar líderes do golpe, os generais e Bolsonaro

As máscaras caem nos textos das propostas de anistia que tramitam no Congresso. Os projetos, uns apensados a outros, usam o pretexto de salvar as pessoas que quebraram as sedes dos Três Poderes, para anistiar todos os autores intelectuais e financiadores do golpe de Estado. O projeto, na versão de setembro de 2024, também ameaça a Justiça. A investigação, o ato de oferecer ou receber denúncia e a persecução penal contra esses “manifestantes" serão considerados “abuso de autoridade”. É um golpe do Legislativo contra o Judiciário e abre as portas para golpes de Estado futuros.

O PL 2858 foi apresentado em novembro de 2022 pelo então deputado Major Vitor Hugo (PL-GO) e estabelecia que estavam anistiados todos os manifestantes, caminhoneiros e empresários dos protestos em estradas e unidades militares do dia 30 de outubro em diante. O relatório do deputado Rodrigo Valadares (União-SE) de setembro de 2024 amplia o escopo e significa uma licença para golpes de Estado no Brasil. Passados e futuros. Estabelece que “ficam anistiados todos os que participaram de manifestações com motivação política e eleitoral” no dia 8 de janeiro em diante, “até a entrada em vigor desta lei”. E, logo depois, diz: “Fica também concedida anistia a todos os que participaram de eventos subsequentes ou eventos anteriores aos fatos acontecidos em 8 de janeiro de 2023, desde que mantenham relação com os eventos acima citados.”

Fica perdoado tudo aquilo pelo qual militares de alta patente e o ex-presidente Jair Bolsonaro foram denunciados e se tornaram oficialmente réus. O projeto atinge, inclusive, sentenças não transitadas em julgado. Anistia quem nem foi ainda condenado. Como o texto estabelece que a anistia vale para os atos até a data de publicação da lei, qualquer crime contra a democracia a ser ainda cometido nos próximos meses já está perdoado, antes de ser perpetrado. É uma licença para golpear.

O projeto de Vitor Hugo, hoje vereador em Goiânia, afirma na sua justificativa que os protestos no país desde o fim das eleições eram legítimos e conduzidos espontaneamente por “cidadãos indignados pela forma como se deu o processo eleitoral”. Quando foi proposto ainda não havia acontecido o 8 de janeiro, mas anistiava tudo o que acontecesse até a data da publicação da lei. Todas as versões fingem estar em defesa da liberdade de expressão e de manifestações cívicas. O relatório de Valadares deixa claro que quer anistiar os cabeças. “O mero apoio financeiro, logístico ou intelectual para manifestações cívicas ou políticas, voltadas à defesa de direitos e garantias fundamentais ou a quaisquer outros valores presentes no seio socia l, não pode ser enquadrado por si só como ato de financiamento contrário ao ordenamento jurídico, nos casos em que integrantes ou dirigentes do movimento venham agir, eventualmente, com abuso de direito ou desvio de finalidade”.

O PL 2858, em todas as suas versões, interfere na Justiça Eleitoral. O relatório de Valadares estabelece que ficam elegíveis os anistiados e suspensas as multas aplicadas. Além disso, muda a prerrogativa de foro de quem deixa de ocupar cargo público, mesmo no caso dos atos executados durante o exercício da função. O deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, quer manter Valadares na relatoria.

O parágrafo sexto do artigo sexto do relatório de Valadares estabelece que “caracteriza abuso de autoridade o ato de dar início à investigação, à persecução penal ou a processo crime, bem como oferecer ou receber denúncias ou aplicar, de qualquer modo, os dispositivos contidos neste Título de forma diversa daquela delineada neste artigo”. Ou seja, a Justiça fica proibida de agir contra o crime.

Neste momento, o PL, partido de Bolsonaro, disse que já tem assinaturas suficientes para que o PL seja votado em regime de urgência e isso significa uma tramitação rápida que não passa nem pelas Comissões. O projeto é inconstitucional, em qualquer de suas versões. Há quem diga que ele pode ser melhorado durante a tramitação. Há quem diga que o presidente Lula pode vetar, ou o STF julgar inconstitucional. Não. O Congresso não pode jogar o problema no colo dos outros poderes. É na Casa das Leis que tal aberração tem que ser barrada porque ela legaliza o crime de golpe de Estado, criminaliza a Justiça, e abre espaço para futuros atentados contra a democracia. Inconcebível.
INIMIGOS SÃO INIMIGOS

Aprendizados que a história nos ensina. Em 1956, Juscelino Kubitschek anistiou os militares golpistas que tentaram impedir sua posse em 1955, pesando em pacificar o país. Ledo engano, Dia 31/03/64, Esses militares anistiados se juntaram a outros, com o apoio do empresariado, da classe média para dar o golpe de Estado de 64. Precisamos lembrar que os mesmos traidores da constituição que deram o golpe em 64 tentaram o golpe do 8 de janeiro. Alguns saudosos do período e outros que dormem com o livro de um torturador na cabeceira como forma de inspiração. É preciso que essas prisões ocorram para que o sentimento que paira desde 64 seja aliviado! É uma forma de passarmos o país a limpo. Ódio e nojo à ditadura!

Nosso repúdio aos que flertam, apoiam, defendem o golpismo e a ditadura.
sem anistia!
ditadura nunca mais!
KU KLUX KLAN ATACA EM SÃO PAULO
*

quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

PERDEU PATRIOTÁRIO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

PERDEU PATRIOTÁRIO
ABRAÇO NA DEMOCRACIA

Em 2023
Dia oito de janeiro
Os Três Poderes foram invadidos
Por um povo arruaceiro
Incitados por um cara
Covarde e trambiqueiro.

Foi muito grande a arruaça
Que os idiotas fizeram
" Vamos pegar o Xandão "
Foi o que todos disseram
Homens, mulheres, idosos
Deixaram seus afazeres
Iludidos pelo calhorda
Depredaram os Três Poderes

Mas no auge da baderna
Veio a decepção
Pois o presidente eleito
Com elegância e jeito
Declarou intervenção.

Flávio Dino mostrou ser
Um ministro da pesada
Logo conseguiu conter
o estouro da boiada
Que em poucas horas estava
Vacinada e confinada.

Hoje, dois anos depois
Daquela grande anarquia
Voltamos ao mesmo lugar
Desta vez com alegria
Para darmos um grande abraço
Na nossa democracia

Democracia defendida
Por Lula, nosso presidente
Sujeito humilde, simpático
Que é gente da nossa gente
E nosso ato foi pacífico
De uma forma inteligente.

Por aqui vou encerrando
Não consigo falar mais
Só posso dizer contente
DEMOCRACIA PARA SEMPRE
DITADURA NUNCA MAIS!

            Professora Alba, poetisa do entorno
PROFª ALBA VALÉRIA - GO
RESTAURANDO A DIGNIDADE
8 DE JANEIRO
OS GOLPISTAS AINDA ESTÃO AQUI
FERNANDA TORRES CONTRA O GOLPISMO
*

sexta-feira, 5 de julho de 2024

BOLSONARISTAS FUGITIVOS ESTÃO CERCADOS * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

BOLSONARISTAS FUGITIVOS ESTÃO CERCADOS
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PF estima que 180 envolvidos no 8 de Janeiro estão escondidos na Argentina, Uruguai e Paraguai.

Pedidos de extradição de bolsonaristas que tenham fugido devem ser feitos nesta semana... Leia mais em https://www.cartacapital.com.br/politica/pf-estima-que-180-envolvidos-no-8-de-janeiro-estao-escondidos-na-argentina-uruguai-e-paraguai/. O conteúdo de CartaCapital está protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral. Essa defesa é necessária para manter o jornalismo corajoso e transparente de CartaCapital vivo e acessível a todos.

Cerca de 180 envolvidos na invasão às sedes dos Três Poderes, em 8 de Janeiro de 2023, permanecem foragidos da Justiça brasileira e podem estar espalhado por pelo menos três países da América Latina, informou a Polícia Federal nesta terça-feira 11.

... Leia mais em https://www.cartacapital.com.br/politica/pf-estima-que-180-envolvidos-no-8-de-janeiro-estao-escondidos-na-argentina-uruguai-e-paraguai/. O conteúdo de CartaCapital está protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral. Essa defesa é necessária para manter o jornalismo corajoso e transparente de CartaCapital vivo e acessível a todos.

De acordo com a PF, esse número representa o total de pessoas envolvidas nos atos golpistas que os investigadores tentam localizar. Na semana passada, uma operação conseguiu prender 50 dos 208 bolsonaristas que descumpriram medidas cautelares imposta... Leia mais em https://www.cartacapital.com.br/politica/pf-estima-que-180-envolvidos-no-8-de-janeiro-estao-escondidos-na-argentina-uruguai-e-paraguai/. O conteúdo de CartaCapital está protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral. Essa defesa é necessária para manter o jornalismo corajoso e transparente de CartaCapital vivo e acessível a todos.

Pedidos de extradição de bolsonaristas que tenham fugido para a Argentina devem ser feitos nesta semana, informou o diretor-geral da PF Andrei Passos Rodrigues. O Brasil aguarda resposta da comissão de refugiados da Argentina para, com base nos dados... Leia mais em https://www.cartacapital.com.br/politica/pf-estima-que-180-envolvidos-no-8-de-janeiro-estao-escondidos-na-argentina-uruguai-e-paraguai/. O conteúdo de CartaCapital está protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral. Essa defesa é necessária para manter o jornalismo corajoso e transparente de CartaCapital vivo e acessível a todos.
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sexta-feira, 3 de novembro de 2023

A BOMBA DO RIOCENTRO EXPLODIU NA ESPLANADA * LINDBERG FARIAS/MRCELO ZERO-Carta Capital

A BOMBA DO RIOCENTRO EXPLODIU NA ESPLANADA
LINDBERG FARIAS/MRCELO ZERO-Carta Capital

Artigo: A bomba do Riocentro explodiu na Esplanada*
Em texto publicado originalmente em Carta Capital, Lindbergh Farias e Marcelo Zero apontam a conexão histórica entre o 8 de Janeiro e o atentado frustrado no Riocentro, em 1981.

Publicado em 31/10/2023 11h05
Joedson Alves/Agência Brasil


Atentado de 8 de janeiro: obra do bolsonarismo, que nada mais é que "uma facção de extrema-direita com métodos violentos e ações terroristas", afirmam os autores
Era uma tranquila e agradável noite carioca. Naquele 30 de abril de 1981, acontecia no Riocentro, na Barra da Tijuca, um show em comemoração ao Dia do Trabalho, reunindo grandes nomes da música brasileira.

Cerca de 20 mil pessoas, a grande maioria jovens, esperavam pacificamente pelo show.

Entretanto, pouco depois das 21h, ocorreu uma súbita explosão no estacionamento do Riocentro.

Uma bomba explodira literalmente no colo do sargento do Exército Guilherme Pereira do Rosário, o qual estava dentro de um carro, um Puma branco, matando-o instantaneamente. O outro ocupante do veículo, o capitão Wilson Dias Machado, ficou gravemente ferido.

Essa explosão acidental frustrou um atentado que deveria ter tido consequências gravíssimas, com a possível morte de centenas de pessoas.

O terrível atentado, inteiramente planejado e executado por militares, seria atribuído a militantes de esquerda. O objetivo maior era retardar ou impedir a abertura política que estava em andamento e justificar uma repressão maior às forças políticas democráticas.

O frustrado atentado do Riocentro não foi um ato isolado.

Na realidade, ele faz parte de uma série de atentados terroristas, cerca de 70, que foram cometidos, entre 1978 e 1987, pela chamada “linha-dura” das Forças Armadas, setor de extrema-direita que se sempre se opôs à volta da democracia no Brasil.

Apenas entre 1979 e 1981, ao menos quarenta explosões contra bancas de jornal foram realizadas por militares.

Os ataques terroristas com bombas também atingiram instituições vitais para a democracia, como a Ordem dos Advogados do Brasil (que resultou na morte da funcionária Lyda Monteiro), a Associação Brasileira de Imprensa e a Casa do Jornalista.

Livrarias, universidades e as sedes de jornais como O Estado de S. Paulo, Hora do Povo, Em Tempo (Belo Horizonte) e O Pasquim também foram objeto de atentados.

Obviamente, todos esses atentados não foram investigados e seus perpetradores nunca sofreram quaisquer consequências jurídicas.

Mesmo o atentado do Riocentro, que foi planejado para ser o maior ataque terrorista da história do País, ficou impune.

Houve várias investigações que não deram em nada.

A primeira, uma “investigação” conduzida pelo próprio Exército, uma farsa ridícula, “concluiu” que o atentado fora feito por organizações de esquerda.

Na última, feita em 2014, foram formalmente acusados de crimes relacionados ao atentado os generais Newton Cruz, Otávio Aguiar de Medeiros, Job Lorena de Sant’Anna e Edson Sá Rocha, e os coronéis Freddie Perdigão Pereira e Wilson Machado, entre vários outros. Mas o Tribunal Regional Federal da 2ª Região decidiu pelo trancamento da ação penal.

Essa impunidade, em relação ao terrorismo de Estado da extrema-direita brasileira, vem de longe.

Em 1968, o brigadeiro João Paulo Moreira Burnier, chefe de gabinete do então ministro da Aeronáutica, Márcio de Sousa e Mello, concebeu um plano que poderia ter redundado em verdadeiro genocídio.

Segundo o plano, tudo começaria com detonação de bombas em sedes de multinacionais e na embaixada dos Estados Unidos.

Na sequência, haveria a explosão da represa de Ribeirão das Lajes e do Gasômetro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, precisamente às 18h, horário de grande movimento, para produzir o maior número de mortes.

Tais explosões tinham o potencial de ocasionar até 100 mil mortes, conforme algumas avaliações.

Obviamente, tudo seria atribuído às esquerdas.

A grande comoção causada pelos gigantescos atentados justificaria um grande enrijecimento da ditadura e a eliminação física de opositores, como Juscelino Kubitschek e o arcebispo Dom Hélder Câmara, os quais seriam sequestrados e atirados, desde aviões, em alto-mar.

O plano só não foi à frente porque foi denunciado pelo capitão do Para-Sar, unidade de paraquedistas, Sérgio Ribeiro Miranda de Carvalho, o lendário “Sérgio Macaco”.

O único punido no episódio foi o bravo capitão, que perdeu cargo e patente pelo famigerado AI-5, instrumento jurídico de autêntico terrorismo de Estado.

Assim, o terrorismo surgiu, no Brasil como terrorismo de Estado, estreitamente vinculado aos militares da “linha-dura”, visceralmente antidemocráticos.

Como bem afirmou o jornalista Rudolfo Lago, em artigo publicado em dezembro de 2022, “o terrorismo no Brasil sempre foi coisa da extrema-direita”.

Pois bem, a extrema-direita e a “linha-dura” continuam vivas.

Com a eleição de Bolsonaro, elas voltaram a exibir suas garras violentas e antidemocráticas.

Com efeito, Bolsonaro nada mais é que um expoente da “linha-dura” que conseguiu chegar ao poder, 37 anos após o atentado do Riocentro.

O bolsonarismo, como foi bem descrito no voto da relatora Eliziane Gama, da CPMI do 8 de Janeiro, é, na verdade, uma facção de extrema-direita brasileira, que existe já há algum tempo, com métodos violentos e ações terroristas.

Há uma conexão histórica evidente.

Bolsonaro, um confesso admirador da ditadura e de grandes expoentes da “linha-dura”, como o torturador Brilhante Ustra, é um descendente político direto do general Sylvio Frota, o antigo líder das facções mais extremadas das Forças Armadas.

Um dos seus mais estreitos colaboradores, o general Augusto Heleno, foi ajudante de ordens de Frota.

O DNA político do bolsonarismo é exatamente o mesmo da “linha-dura” militar. Os unem o absoluto desprezo pela democracia, a aversão aos direitos humanos, o ódio à esquerda e a todo progressismo social, a misoginia, a homofobia, o racismo, a intolerância em relação a tudo que for “diferente”. Os une o pseudopatriotismo, pois quem é antidemocrático não é, e nunca será, verdadeiro patriota.

Como a antiga “linha-dura”, o bolsonarismo tem pendor para a violência, para a destruição dos adversários políticos, para a mentira e o engano.

O próprio Bolsonaro foi acusado de participar de um plano para explodir bombas em quarteis do Exército, como forma de protesto contra os baixos salários.

Os setores mais extremados desses descendentes políticos da “linha-dura”, “honrando” a tradição terrorista, colocaram uma bomba no Aeroporto de Brasília, perto do armazenamento de combustíveis. Se tivesse explodido, poderia ter provocado uma carnificina.

Em 12 de dezembro de 2022, esses mesmos setores queimaram ônibus e carros em Brasília, exatamente como fizeram agora milicianos do Rio de Janeiro. Tentaram até mesmo invadir a sede da Polícia Federal. Tocaram o terror nas estradas do Brasil.

Em 8 de Janeiro de 2023, em verdadeiros atos terroristas, invadiram o Palácio do Planalto, o Congresso e o STF, as grandes instituições da democracia brasileira. Destruíram tudo. O plenário do STF ficou parecendo Gaza depois de bombardeios.

As bombas do Riocentro não explodiram. Contudo, o 8 de Janeiro foi a maior explosão que ocorreu contra as instituições democráticas do Brasil, após a ditadura.

Ela não explodiu no colo de um sargento. Explodiu bem no colo da nossa democracia, quase quarenta e dois anos depois.

Para cúmulo do cinismo, outra característica herdada da “linha-dura”, tentaram, de novo, colocar a culpa nas esquerdas, no governo Lula, na própria vítima.

O 8 de Janeiro, como se disse, não foi um domingo no parque. Como o 30 de abril de 1981, foi o dia da vergonha, foi a data da infâmia. Um show de horrores que manchou nossa imagem e provocou indignação mundial.

Tentaram destruir o Brasil e suas instituições, não apenas prédios públicos. Atacaram a soberania democrática. Feriram o País.

Sobrevivemos.

Mas a “linha-dura” continua ativa. Só mudou de forma.

Portanto, não se pode transigir com os criminosos, com terroristas. Sejam quem forem, venham de onde vierem, as punições terão de ser exemplares e duras.

Se o 8 de Janeiro ficar impune, como o 30 de abril, a violência voltará para tentar destruir nossa democracia.

O preço da paz é a justiça.

“Linha-dura” nunca mais!


* Lindbergh Farias é deputado federal pelo PT do Rio de Janeiro e vice-líder da Maioria na Câmara
* Marcelo Zero é sociólogo e especialista em relações internacionais
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segunda-feira, 14 de agosto de 2023

CPMI DO TERRORISMO * E. Precílio Cavalcante/RJ

CPMI DO TERRORISMO

O ato terrorista do dia 8 de janeiro, a invasão e o quebra-quebra da sede do STF, Supremo Tribunal Federal, do Senado Federal e do Palácio do Planalto não pode tomar outro título, senão terrorismo.

Falar em vândalos, ou mesmo golpistas, é minimizar o terrorismo.

E quem teve a ideia, quem arquitetou o 8 de janeiro?!

Só pode ter sido o mesmo personagem, que foi processado e ia sendo expulso do Exército por tentar colocar bombas nos quartéis da Vila Militar no Rio de Janeiro.

Trata-se de, com licença da palavra, Bolsonaro, ou o Indigitado, como passarei a citá-lo.

Sobre este fato, ele deu uma entrevista à Revista Veja, que foi publicada no número 939, em primeiro de setembro de 1986.

A carreira militar do Indigitado foi feita, sempre, ao arrepio da lei!

Sempre em desrespeito à disciplina e à hierarquia militar.

Ignorando o Estatuto dos Militares e a Constituição brasileira.

Não respeitando, sequer, o Juramento à Bandeira.

A que todos os militares brasileiros são obrigados.

Tendo sido processado pelo Ministro do Exército à época, general Leônidas Pires Gonçalves. E ficou 15 dias preso por conta da entrevista.

A partir do dia 1° de janeiro de 2019, dia da posse na Presidência, não teve um só dia em que o Indigitado deixasse de conspirar contra a ordem democrática.

Pedindo o fechamento do Supremo Tribunal Federal, o poder judiciário, e o Congresso Nacional.

Um dos seus filhos, um zero (0) à esquerda, disse que, para fechar o STF, não precisa mais do que um cabo e um soldado.

Nos primeiros quatro domingos, depois do 1° de janeiro daquele ano, saiu à frente de manifestações de centenas de seguidores vestidos de verde e amarelo com faixas pedindo o fechamento do STF, Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional.

No primeiro domingo, no governo, saiu com a Bandeira brasileira no braço direito e a norte americana no braço esquerdo.

O que simbolizava o apoio de Steve Bannon e de Trump.

A extrema direita internacional.

Essa era a “democracia” da “famiglia”, Bolsonaro, pai e filhos!

O terrorismo do 8 de janeiro foi um ato coerente com a linha do governo nazifascista, que foi derrotado nas eleições de 2022.

Os participantes daquele ato criminoso não podem ser chamados, senão, de bandidos terroristas ou de terroristas bandidos!

Não se tratou da vândalos, desordeiros ou vagabundos.

Mas de terroristas bandidos!

E a CPMI como fica? O que diz. A que veio?!

A CPMI do ato terrorista vem usando um linguajar brando, leve e até conciliador.

Chamando os participantes de vândalos ou golpistas.

O que acontece, é que a CPMI, não tem tido garra! Ímpeto! Coragem!

No caso do terrorismo, não pode e não deve haver conciliação!

Para terrorismo não pode haver perdão, conciliação nem anistia!

Se você estiver de acordo com este texto repasse a todos os seus contatos.

E. Precílio Cavalcante
capitão de mar e guerra ref. do Corpo de Fuzileiros Navais. Pesquisador da História militar.
Rio de Janeiro, 13 de agosto de 2023.

Abaixo o terrorismo nazifascista!!
VIVA A LIBERDADE!!!
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