Mostrando postagens com marcador E. Precílio Cavalcante. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador E. Precílio Cavalcante. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 8 de setembro de 2023

BRASIL RUMO AO ANTIIMPERIALISMO * Mario Fonseca/E. Precílio Cavalcante/Getúlio Vargas - FRT - Brasil

BRASIL RUMO AO ANTIIMPERIALISMO

VIVA O 7 DE SETEMBRO!
DEMOCRACIA, SOBERANIA E UNIÃO!
POR UMA NOVA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL!

O fato da Independência do Brasil ter sido proclamada por um imperador que era filho do rei de Portugal não diminui a importância desse acontecimento histórico, que marca a constituição do Brasil como país autônomo. Assim como não dá para ignorar que a transferência da corte portuguesa para cá, alguns anos antes, fugindo da ameaça de invasão de Portugal por Napoleão, impulsionou o nosso desenvolvimento.

No entanto, a conquista da independência do Brasil é um processo que veio de muito tempo antes do dia 07 de Setembro de 1822 e que ultrapassa essa data. Permanece como causa atual e necessária até hoje. E o povo sempre tomou parte nessa luta. Levantou-se em revoltas e revoluções, afogadas em sangue, é verdade, mas que contribuíram para formar o Brasil.

A autonomia da nação para conduzir o seu próprio destino e para se relacionar com altivez perante o mundo está ainda incompleta. A obtenção da independência política não eliminou o atraso, o autoritarismo, a superexploração dos trabalhadores, a pobreza, a miséria, o racismo e a dependência econômica.

As classes dominantes locais, salvo raras exceções, padece de entreguismo atávico. Impede o Brasil de realizar suas potencialidades e se tornar uma nação forte. Condena o Brasil a ser eternamente um país de desenvolvimento complementar e subordinado a algum império conforme a época histórica.

Toda vez que, de forma mais decidida ou contida, ainda que bastante limitada, o Brasil busca se desenvolver com autonomia, esses períodos são entrecortados por tentativas de rupturas institucionais e golpes. De Getúlio a Lula, passando por Jango, JK e Dilma, foi isso que aconteceu.

Da deposição de Dilma (2016) até a eleição de Lula (2022) vivemos um estado de golpe continuado, com a marca da subordinação ao império estadunidense, que, aliás, por meio de uma classe dominante local colonizada e de agentes cooptados daqui, deu as cartas por aqui, seja sob Obama, seja sob Trump.

Com a democracia rompida, o país caiu nas mãos dos agentes da oligarquia financeira parasitária, interna e forânea. O resultado foi o aprofundamento da dependência, crise, a deterioração das condições de vida do povo e o extermínio de direitos.

O racismo, misoginia e fascismo escalaram até cairmos nas garras dos chacais neonazistas, não menos entreguistas. Sob uma pandemia, vivemos o horror da política de morte em massa, o agravamento da crise e a ameaça de morte da democracia. Terra arrasada.

Saímos da tragédia e da ameaça de "golpe no golpe" com a épica vitória popular, graças à frente ampla democrática, elegendo Lula presidente. Derrotamos o fascismo e encerramos o estado de golpe iniciado em 2016. O Brasil respira novos ares neste 7 de Setembro, mas não são os poucos os desafios.

Lutar pelo êxito do governo Lula na afirmação da democracia, na inserção soberana do Brasil no mundo, na retomada do desenvolvimento e na melhoria da vida das pessoas é essencial para evitar novos retrocessos e para nos impulsionar a percorrer o longo caminho que temos pela frente.

Não basta a autonomia política, tampouco a democracia formal, jurídica, sem democracia social substancial. O Brasil precisa de desenvolvimento autônomo capaz de garantir robustez econômica, soberania científica e tecnológica e bem-estar para os brasileiros. Precisa de autêntica independência nacional.

Mario Fonseca/MS
INDEPENDÊNCIA

A Independência que precisamos conquistar!

Neste 7 de setembro podemos comemorar, pela primeira vez, a verdadeira independência do Brasil!

O 7 de setembro de 1822 não foi a verdadeira Independência do Brasil.

Naquela data, não rompemos com o colonialismo.

Trocamos, apenas, de metrópole, Lisboa por Londres.

Não houve o rompimento necessário.

A palavra chave, aqui, é ROMPIMENTO.

Não fizemos a nossa revolução nacional.

E não construímos o Estado nação, etapa necessária para consolidação da Independência e soberania nacional.

Nação é povo. Só com o rompimento com o império colonial funda-se a nação.

Vivemos ou sobrevivemos até hoje na situação de colonização continuada.

Situação absurda, mas verdadeira!

Quando a família real fugiu de Portugal para o Brasil, ameaçada pelas tropas de Napoleão, veio transportada pela esquadra de Sua Majestade britânica.

Mas o que não se diz é que a esquadra britânica tinha dupla função: trazer a família real portuguesa e tomar posse da colônia.

É preciso deixar claro que Portugal era conhecido em toda a Europa como uma colônia da Inglaterra.

“Portugal era considerado como uma espécie sui generis de colônia inglesa, e a esquadra britânica garantia as palavras de seus estadistas.”

Mais adiante: “... A ideia da dependência, da situação colonial de Portugal em relação à Inglaterra, aparecia por toda parte.”

E a seguir: “Se é assim, o Brasil seria colônia de uma colônia, ou melhor, colônia formal de uma colônia informal da Grã-Bretanha. Mas se Portugal dependia do Brasil, o que era politicamente?”

No caso, o Brasil era colônia de uma colônia.

Alguns autores chamam isto de dupla dependência.

Mas concluindo, quem é colônia de uma colônia de um império, é colônia do império.

E portanto, o Brasil era, de fato, colônia da Inglaterra.

E nós, brasileiros, éramos súditos de Sua Majestade britânica.

Para os conformistas e alienados temos uma independência relativa.

Para eles, temos uma meia independência, uma soberania relativa.

Mas o que é isto?! Meia independência, meia soberania?!

Durou mais de um século o Império britânico, o “Império onde o sol nunca se punha!” Proclamavam os ingleses orgulhosamente.

Ao término da Segunda Guerra Mundial, o Império britânico soçobrou.

E foi substituído pelo todo poderoso Império ianque.

E o Brasil caiu na órbita do novo Império mundial.

Trocamos de metrópole e de nome.

Londres por Washington, a nova metrópole.

Passamos a ser Brazil com “Z”, colônia do Império ianque.

O mais terrível de todos os impérios que o mundo já viu.

Império político, econômico e ideológico.

Promotor, fundador e defensor das piores ditaduras que o mundo já conheceu.

Isto porém é o que interessa e satisfaz à nossa classe dominante, constituída por velhacos e trapaceiros!

A classe dominante brasileira é uma das piores e a mais perversa de todo o mundo!

Foi ela que pariu o nazifascismo atual.

A história desta independência relativa é uma farsa!

A conversa do desquite amigável entre Portugal e o Brasil.

É uma mentira que tenta se impor como verdade!

É o caso da mentira que, se for repetida mil vezes, transforma-se em uma verdade!

Houve luta. E muita luta. Muito sangue derramado!

Mas não houve revolução.

A contra-revolução venceu a parada. Desgraçadamente!

Foram cerca de três anos de uma guerra sangrenta e cruel!

O número de levantes populares sangrentos é incontável.

De um lado da luta, estava José Bonifácio, que lutava pela Independência e soberania do Brasil.

José Bonifácio tinha um projeto revolucionário e queria o rompimento com Portugal.

O projeto de José Bonifácio compreendia o rompimento com Portugal, a revolução.

Defendia a reforma agrária e o fim da escravidão.

E do outro lado estava Pedro I, que queria uma independência de faz de conta.

O 7 de setembro foi um arranjo da diplomacia anglo-lusitana.

Para esconder a farsa da independência ou morte!

O grito do Ipiranga, seria uma farsa se não fosse uma tragédia!

A “independência” do Príncipe português, Pedro I, foi a vitória da contra-revolução.

Uma “independência” a serviço dos interesses de Portugal.

Com um exército de generais portugueses.

Mas isto tudo é passado!

Pois as transformações que estão acontecendo, no Brasil e no mundo atual, hoje 2023, apontam para um novo horizonte!

A grande velocidade dos fatos e acontecimentos surpreende e assusta os partidários da velha ordem.

Mas não só a eles, aos partidários do atraso, a realidade surpreende!

Mesmos aqueles bem-intencionados, os democratas, partidários do rompimento com o atraso, são surpreendidos pela realidade.

O velho Brasil de ontem está sendo rapidamente atirado na lata de lixo da História!

O Brazil com “Z”, colônia do Império ianque, tenta cortar as amarras que o prendem ao velho sistema de colonização continuada.

No antigo sistema a política externa da colônia Brazil era ditada pelo Departamento de Estado ianque.

A nossa política econômica, de ocupação e rapina colonial, era ditada pelos interesses do Tio Sam.

Hoje temos um governo que defende uma nova ordem mundial.

Com uma política externa independente.

Que busca a paz e o progresso entre os países e povos.

Esta é a Independência que precisávamos conquistar!

Os BRICS estão traçando um novo caminho para a economia mundial.

Mas ainda temos muita estrada a percorrer, ninguém se engane!

Ainda teremos muita luta!

Sem dúvidas, não iremos sempre navegar em um mar de rosas!

O inimigo da liberdade, da paz e da democracia, o fascismo está vivo!
O nosso inimigo não dorme!
O terrorismo do 8 de janeiro está vivo!

E. Precílio Cavalcante.
Capitão de mar e guerra ref. do Corpo de Fuzileiros Navais.
Pesquisador da História militar.
Rio de Janeiro, 7 de setembro de 2023.

VIVA A INDEPENDÊNCIA, A LIBERDADE E A SOBERANIA NACIONAL!!!

Carta Testamento

Mais uma vez as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam, e não me dão o direito de defesa.

Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes. 

Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre.

Não querem que o povo seja independente. Assumi o Governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia, a ponto de sermos obrigados a ceder.

Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo, que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar, a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.

Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão.

E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. 

Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate. Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte.

Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História.

Getúlio Vargas

***

segunda-feira, 14 de agosto de 2023

CPMI DO TERRORISMO * E. Precílio Cavalcante/RJ

CPMI DO TERRORISMO

O ato terrorista do dia 8 de janeiro, a invasão e o quebra-quebra da sede do STF, Supremo Tribunal Federal, do Senado Federal e do Palácio do Planalto não pode tomar outro título, senão terrorismo.

Falar em vândalos, ou mesmo golpistas, é minimizar o terrorismo.

E quem teve a ideia, quem arquitetou o 8 de janeiro?!

Só pode ter sido o mesmo personagem, que foi processado e ia sendo expulso do Exército por tentar colocar bombas nos quartéis da Vila Militar no Rio de Janeiro.

Trata-se de, com licença da palavra, Bolsonaro, ou o Indigitado, como passarei a citá-lo.

Sobre este fato, ele deu uma entrevista à Revista Veja, que foi publicada no número 939, em primeiro de setembro de 1986.

A carreira militar do Indigitado foi feita, sempre, ao arrepio da lei!

Sempre em desrespeito à disciplina e à hierarquia militar.

Ignorando o Estatuto dos Militares e a Constituição brasileira.

Não respeitando, sequer, o Juramento à Bandeira.

A que todos os militares brasileiros são obrigados.

Tendo sido processado pelo Ministro do Exército à época, general Leônidas Pires Gonçalves. E ficou 15 dias preso por conta da entrevista.

A partir do dia 1° de janeiro de 2019, dia da posse na Presidência, não teve um só dia em que o Indigitado deixasse de conspirar contra a ordem democrática.

Pedindo o fechamento do Supremo Tribunal Federal, o poder judiciário, e o Congresso Nacional.

Um dos seus filhos, um zero (0) à esquerda, disse que, para fechar o STF, não precisa mais do que um cabo e um soldado.

Nos primeiros quatro domingos, depois do 1° de janeiro daquele ano, saiu à frente de manifestações de centenas de seguidores vestidos de verde e amarelo com faixas pedindo o fechamento do STF, Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional.

No primeiro domingo, no governo, saiu com a Bandeira brasileira no braço direito e a norte americana no braço esquerdo.

O que simbolizava o apoio de Steve Bannon e de Trump.

A extrema direita internacional.

Essa era a “democracia” da “famiglia”, Bolsonaro, pai e filhos!

O terrorismo do 8 de janeiro foi um ato coerente com a linha do governo nazifascista, que foi derrotado nas eleições de 2022.

Os participantes daquele ato criminoso não podem ser chamados, senão, de bandidos terroristas ou de terroristas bandidos!

Não se tratou da vândalos, desordeiros ou vagabundos.

Mas de terroristas bandidos!

E a CPMI como fica? O que diz. A que veio?!

A CPMI do ato terrorista vem usando um linguajar brando, leve e até conciliador.

Chamando os participantes de vândalos ou golpistas.

O que acontece, é que a CPMI, não tem tido garra! Ímpeto! Coragem!

No caso do terrorismo, não pode e não deve haver conciliação!

Para terrorismo não pode haver perdão, conciliação nem anistia!

Se você estiver de acordo com este texto repasse a todos os seus contatos.

E. Precílio Cavalcante
capitão de mar e guerra ref. do Corpo de Fuzileiros Navais. Pesquisador da História militar.
Rio de Janeiro, 13 de agosto de 2023.

Abaixo o terrorismo nazifascista!!
VIVA A LIBERDADE!!!
*

quinta-feira, 25 de maio de 2023

TODO FASCISMO SERÁ CASTIGADO * E. Precílio Cavalcante/RJ

TODO FASCISMO SERÁ CASTIGADO
-1ª leva de condenados-

As manipulações políticas para salvar os terroristas do 8 de janeiro, que atacaram a sede dos três poderes em Brasília, não constituem uma simples vergonha.

São uma tragédia!

E os cúmplices do ato terrorista não podem e não devem ficar impunes!

E os que assim procedem, em defesa do terrorismo, estão destruindo as instituições!

Os fascistas brasileiros, todos, sem exceção, são terroristas, pois aplaudiram o terrorismo!

Mas os que foram presos, atacando a sede dos três poderes, ou que financiaram os atos terroristas de 8 de janeiro, não podem ser perdoados.

Os que acamparam na porta dos quartéis pedindo um golpe de estado e a anulação das eleições são igualmente terroristas. Sejam civis ou militares.

Querer comparar o MST, Movimento dos Sem Terra, a terroristas faz parte da manipulação política em defesa do 8 de janeiro.

Quantos donos de terras, latifundiários, já foram assassinados pelo MST?!

E quantos líderes camponeses já foram assassinados pelos donos de terras?! Inúmeros é a resposta.

Esta história é longa. As terras públicas pertencentes à União ou aos estados são roubadas com a conivência das autoridades estaduais ou nacionais.

As terras roubadas estão banhadas de sangue dos camponeses assassinados!

Sangue que respinga do cano das armas dos latifundiários e dos jagunços ao seu serviço!

Os camponeses sempre agiram pacificamente desde os tempos das Ligas Camponesas de Francisco Julião.

Consultem padres e bispos da Comissão Pastoral da Terra e terão melhor resposta a dar à CPI do MST.

Querer apontar o MST como movimento terrorista para livrar a cara dos verdadeiros terroristas que atacaram as sedes dos três poderes em Brasília, no dia 8 de janeiro é ser cúmplice e parceiro do terrorismo!

Nem mesmo os latifundiários que assassinam camponeses são terroristas.

São bandidos que cometem crimes hediondos.

E, concluindo-se: Nem todo bandido é terrorista, mas todo terrorista é bandido! Cadeia para os terroristas do 8 de janeiro em Brasília!

E. Precílio Cavalcante.
Filho de camponês sem nada!
Rio de Janeiro, 25 de maio de 2023.

sexta-feira, 19 de maio de 2023

PRIVATIZAÇÃO É CRIME * E. Precílio Cavalcante / Capitão de mar e guerra do Corpo de Fuzileiros Navais/RJ

PRIVATIZAÇÃO É CRIME

Comprar ou vender empresas estatais, privatizar, virou uma farra com o dinheiro do tesouro nacional.

A rigor não se trata de venda, mas de doação.

O ilustre Dr. Roberto Campos, avô do atual Presidente do Banco Central, também conhecido por Bob Fields, declarou certa vez:

“Vender empresas estatais, o que é isto?! O Brasil deve doar a quem interessar estes trambolhos!”

É o Estado financiando a privatização. O governo Fernando Henrique fez escola, no caso.

Quando o Fernando Henrique ainda não completara um ano de governo, Sérgio Motta, figura eminente do governo, deu uma declaração sobre a venda da Vale do Rio Doce.

Disse ele: Esta empresa, a CVRD, está valendo 92 bilhões de reais.

Cerca de um ano depois S. Motta voltou a falar sobre a venda da Vale. E declarou a CVRD está valendo 52 bilhões de reais.

E menos de um ano depois voltou a declarar: a CVRD, estará bem vendida por 22 bilhões de reais.

Resumo: a Vale do Rio Doce foi vendida, ou doada, por 3,3 bilhões de reais.

Uma parte paga em moeda podre. Velhos títulos de estados ou municípios, lançados há mais de cem anos!

E parte financiada pelos bancos oficiais. Bancos estatais: BNDES, Caixa Econômica ou Banco do Brasil.

Só as jazidas minerais da Vale estavam avaliadas em cerca de 100 bilhões de reais.

Um escândalo astronômico! Inacreditável!!

A empresa foi privatizada no interesse de investidores internacionais.

A partir da privatização da Vale, o Estado deixou de ser o explorador dos recursos naturais do país.

Ele, o Estado, virou um mero concessionário de direitos a empresas. Essas empresas visam o lucro acima de tudo.

A maior mineradora mundial de minério de ferro, a Vale, é produtora de ouro, exploradora de bauxita, matéria-prima do alumínio. Bem como de titânio, no qual o Brasil é o maior detentor mundial.

A Vale tinha a participação em 54 empresas coligadas. Possui também uma grande malha ferroviária, meio de transporte que deveria ter papel estratégico.

Mas nada disto foi avaliado no edital do leilão da companhia, assim como aconteceu com vários outros recursos minerais.

Tudo isso foi privatizado, sem debate com a sociedade.

Ignorando os direitos do povo brasileiro e à revelia da economia brasileira, que hoje apresenta grande desindustrialização.

Neste momento, a discussão que se trava é sobre a escandalosa privatização da Eletrobras.

Privatização, não! Doação criminosa daquela empresa.

Os “compradores” de empresas estatais, desta forma, não passam de simples receptadores de coisas roubadas.

E quem compra roubo, frente à justiça, não passa de ladrão.

E o objeto roubado deve ser devolvido ao legítimo dono e o receptador punido.

Ser a favor disto, deste tipo de “privatização”, é ser contra os interesses do Brasil.

E ser contra o interesse nacional é ser traidor!

O que se fez, neste caso da Eletrobras, foi de um entreguismo despudorado!

São “brasileiros” defendendo o interesse estrangeiro.

De preferência os interesses do Tio Sam.

Depois do golpe militar de 1964, o primeiro embaixador brasileiro nos Estados Unidos, Juracy Magalhães, um dos cardeais da direita, declarou, em uma entrevista logo que desembarcou em Washington:

“O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil!”

O petróleo brasileiro, a Petrobras, tem uma longa história de lutas contra o entreguismo.

A Campanha de O Petróleo é Nosso fez história nos anos de 51 a 53 com prisões e torturas de nacionalistas, que eram demonizados como comunistas.

Não é fácil de se entender esta ligação esdrúxula entre petróleo e comunismo.

É estranho!

Estávamos em plena Guerra Fria, a luta ideológica acirrava-se.

A sociedade dividia-se entre comunistas, os maus, e anticomunistas os bons.

No Brasil não foi diferente, a Guerra Fria penetrou nos quartéis.

Adentrou com força no Clube Militar.

A entidade se dividiu entre nacionalistas e antinacionalistas, entreguistas.

Os oficiais nacionalistas eram demonizados como perigosos comunistas a serviço de Moscou e Pequim.

Eram vigiados e perseguidos!

Os entreguistas diziam que os oficiais nacionalistas eram como melancia: verdes por fora e vermelhos por dentro.

As eleições de 1950 para a presidência do Clube teve grande repercussão na imprensa nacional e internacional.

Sim, a imprensa norte americana dava toda cobertura, com as devidas distorções é claro!

A disputa era tão importante quanto as eleições para Presidente da República!

A chapa nacionalista era encabeçada pelos generais Newton Estillac Leal e Horta Barbosa.

Militares nacionalistas que defendiam com ardor os interesses do Brasil.

Os demais componentes da chapa eram todos nacionalistas, e como sempre demonizados como perigosos subversivos comunistas.

A chapa nacionalista ganhou as eleições. Perigo! Pânico!

A solução era perseguir os membros da chapa vermelha!

Destacá-los para lugares distantes dos grandes centros.

Rio Grande do Sul, Pará ou o Amazonas estavam de bom tamanho!

Como o Clube poderia funcionar como a sua diretoria fora da sede, a milhares de quilômetros?!

E quem falasse, em quartel, que no Brasil tinha petróleo podia ser preso, na hora, como subversivo comunista.

Como falava o Dr. Barbosa Lima:

“No Brasil só existem dois partidos, o de Tiradentes e o de Joaquim Silvério dos Reis!”

Os entreguistas e fascistas militam no partido de Joaquim Silvério dos Reis!

E. Precílio Cavalcante.
Capitão de mar e guerra ref. do Corpo de Fuzileiros Navais.
Pesquisador da História Militar.
Abaixo os traidores entreguistas!

Rio de Janeiro 17 de maio de 2023.

segunda-feira, 23 de maio de 2022

A ILHA DAS FLORES * E. Precílio Cavalcante * RJ

 A ILHA DAS FLORES

SAUDADE!

Esta simples palavra da língua portuguesa é a lembrança na distância de marcas que a vida nos deixou. 

No dia, 16, anteontem, pela manhã, passando o dedo no zap, dei com uma nota que me deu um choque! Como um raio caiu-me um texto falando das cinzas da companheira Marta Klagsbrunn. Não! Pensei. Não pode ser verdade! Mas, infelizmente, era! 


Não posso falar do casal de companheiros Victor Hugo Klagsbrunn e Marta sem falar da prisão da Ilha das Flores, onde os conheci. Os dois muito jovens, em torno de 20 e 21 anos. Victor com um sorriso de menino travesso e Marta era a beleza, serenidade e alegria. Sempre rindo!


 Embora presos, e em alas separadas, nós sentíamos emoção ao vê-las passar para o banho de sol. Elas mais do que nós, os homens, sentiam a humilhação e a perversidade dos torturadores. Pois todos os presos políticos, homens ou mulheres, eram interrogados nus. Muitas companheiras foram estupradas nas câmaras de torturas, durante a ditadura.  

   

Naquela prisão tinha de tudo: da tortura, na Casa da Ponta dos Oitis, à resistência heroica dos presos políticos que não se dobravam.


 O prédio da prisão tinha duas alas. Uma, na frente, voltada para a Baia de Guanabara e a outra, nos fundos, voltada para o bairro de Neves, em Niterói. Na ala da frente ficava a prisão das mulheres.


 As presas políticas resistiam cantando canções com letras improvisadas e fazendo política com os guardas.

 Os soldados da guarda conversavam muito com elas. E ouviam mais a elas do que aos homens, presos.


 Eles ficavam impressionados ao verem mulheres jovens e cultas presas fazendo  política. Política que, à época,  era uma atividade exclusiva de homens. Mulher era para ser dona de casa, criar filhos!


Elas mandavam o discurso contra a ditadura, a miséria no Brasil e a terrível desigualdade em que vivíamos.

 Eles ouviam e alguns acabaram aliados aos presos políticos. Levavam recados e davam informações sobre o que se passava em torno de tudo que nos interessava.


 Entre as dezoito ou vinte companheiras presas,  eu me lembro da Márcia Savaget, de Marijane Vieira Lisboa, Marta Klagsbrunn e Solange Santana. Estas eram as mais ativas. 


Cheguei à Ilha em 18 de dezembro de 1969, à noite. E fui para uma cela dos presos incomunicáveis. Mas no dia seguinte passei a saber tudo o que estava se passando naquele presídio político. 

O companheiro Rodrigo Farias  Lima organizara uma produção de cinzeiros feitos de palitos de fósforos para arrecadar dinheiro e ajudar às famílias dos companheiros mais humildes. Depois passou a produzir cartões de Natal.


 Isto tudo tem uma história dos presos políticos da Ilha das Flores e do espírito empreendedor e humanista do companheiro Rodrigo.

Na segunda quinzena de janeiro de 1970, chegou a notícia da “queda” da direção do PCBR e a morte de Mário Alves, na tortura, na PE da Rua Barão de Mesquita. Os companheiros Apolônio de Carvalho, Miguel Batista, Nicolau Abrantes, entre outros companheiros da direção, estavam sofrendo horrores, torturas cruéis.  


A notícia veio por dois companheiros da Marinha que foram depor na Auditoria Militar e os advogados informaram. 

Na prisão havia uma liderança muito firme e decidida, exercida por dois companheiros: Wilson do Nascimento Barbosa e Cláudio Torres da Silva. 


Ao sabermos da notícia das quedas no PCBR e a morte trágica de Mário Alves,  o companheiro Wilson avisou:

 “Vamos prestar uma homenagem hoje à noite aos companheiros do PCBR.  Quando der a última nota do toque de silêncio, vamos cantar a Internacional e dar vivas ao companheiro Mário Alves. Depois cairemos em sono profundo em todas as celas, em silêncio total. Ninguém dá um pio!”  


Dito e feito! Quando o corneteiro deu a última nota do toque de silêncio o brado da Internacional irrompeu. Cantada em português, espanhol, portonhol e finalmente, um “Viva Mário Alves!!” E um “abaixo a ditadura!!” que não constava do script. 

A sirene do Batalhão Paissandu berrou,  quebrando o silêncio e a tropa se preparou para invadir a ala dos presos políticos. 

Mas a montanha pariu um rato! Deu em nada!


Dali em diante, a relação entre os presos e a direção do presídio, que já era muito ruim, ficou péssima. Passamos a ser provocados a todo instante.

 E por tão insuportável que a coisa se tornou, acabamos partindo para uma greve de fome. A primeira greve de fome de presos políticos no Brasil no pós 64, durou cerca de 8 dias, mas foi firme e decidida! 


As mulheres não participaram da greve, pois já tinham  sido enviadas para a prisão de mulheres em Bangu. 

Antes das mulheres serem transferidas da Ilha, tínhamos o banho de sol pela manhã. Os presos e as presas iam, um grupo em seguida ao outro.

Mas um certo dia, ao terminar o banho de sol dos homens, a guarda mandou eles  subirem para as celas,  enquanto as presas desciam. 


 Naquela hora íamos passando bem ao lado delas, separados, apenas, por uma cerca viva de menos de um metro de altura.

 A companheira Marta moderou o passo e quando o Vic foi passando,  ela jogou os braços por cima da cerca e agarrou-o dando um beijo de chupão estridente na boca do  companheiro Vic! 

Os guardas surpreendidos e nervosos gritaram: “Para de galinhagem!” ao que uma das companheiras gritou: “Galinha é a sua mãe!” 


O cabo da guarda berrou: “Acabou o banho de sol delas! Não tem mais banho de sol para as mulheres!” 

E nós gritamos: “Já estamos em greve de fome, em solidariedade às companheiras!” 

O oficial de dia, que não era capitão, veio correndo e desfez as ordens do cabo. E dando ordem falou: “Vai ter banho de sol para as presas, sim! E os presos vão para as celas!” 


Não ouve “a greve do beijo” que o amor da companheira Marta Klagsbrunn pelo seu companheiro Victor Hugo provocara. 

Foi bonito! Quantas saudades! 

A inesquecível companheira Marta Klagsbrunn, com o seu sorriso, a sua alegria e o seu amor, pela causa que abraçamos, lutou a vida inteira por um mundo melhor, por uma sociedade mais justa! 


Glória eterna à companheira MARTA KLAGSBRUNN!

E. Precílio Cavalcante, Ilha de Paquetá, 18 de novembro de 2021 

...

quarta-feira, 20 de abril de 2022

TERCEIRA VIA: LIBERTAÇÃO NACIONAL * E. Precílio Cavalcante / RJ

 TERCEIRA VIA: LIBERTAÇÃO NACIONAL

Que precisamos de uma terceira via não se pode duvidar. Esse é o caminho a seguir, a trilha a percorrer. 

— Não há vento favorável para quem não sabe o porto onde quer chegar! Disse  Sêneca, filósofo romano. 

 E para nós, brasileiros, o rumo a tomar é a terceira e verdadeira via:

A Via da Libertação Nacional.


 É a quebra dos grilhões que nos subjugam ao Império ianque. É o fim da infeliz situação de colonização continuada. Uma situação perversa de dependência que hoje, 2022, completa dois séculos desta dolorosa farsa.

O que determina a nossa situação de atraso político, econômico e social, não é uma certa elite estúpida e atrasada. Nem o identitarismo de sexo, cor da pele ou de outra qualquer procedência. 

A principal e fundamental causa do nosso atraso, das crises e golpes militares, é de caráter econômico e político. E portanto, de colonização continuada. 

De colônia de Portugal até 1822, passamos à colônia do Império britânico. 

Mas é preciso deixar claro que Portugal era conhecido em toda a Europa como uma colônia do Império britânico. 

Portanto, éramos colônia de uma colônia de Sua Majestade britânica. 

Não precisa ser muito inteligente para perceber que, de fato, já éramos colônia do Império britânico.  

Em 1822 trocamos apenas de metrópole: Lisboa por Londres.  

Não fizemos a nossa revolução nacional. E não rompemos com o colonialismo. E portanto, não construímos o Estado nacional. 

O resultado é sermos hoje Brazil com “Z”, colônia do todo poderoso Império ianque.  

O fascismo dependente e absurdo que hoje domina o poder central em Brasília é uma exigência do Tio Sam, do Império ianque.

Neste 2022 devemos começar a nova caminhada que se chama luta de libertação nacional. Que atende pelo simples nome de nacionalismo!

 Mas, antes de tudo, devemos defenestrar do poder o fascismo dependente, que  está destruindo todo o patrimônio nacional. 

  Defender as nossas riquezas do solo e subsolo que são patrimônio do nosso povo. E povo é nação! 

Defender a PETROBRÁS, o Pré-sal, a ELETROBRÁS, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal e tudo o mais que o nosso povo construiu a duras penas!

Defender a cultura nacional, construída com muita luta, sacrifício e paixão por nossos artistas, por nossos escritores, músicos, poetas, cantores e compositores. Expressão da alma e sentimentos do nosso povo. 

Um povo sem cultura é um povo sem alma! 

Devemos romper neste 2022, com esta farsa da meia soberania, soberania relativa, nação mais ou menos soberana!

 Isto não existe! Ou se é independente e soberano ou somos uma dependência colonial.

Isto não passa de uma tenebrosa farsa histórica, sustentada por uma classe dominante perversa e pervertida, que explora cruelmente o nosso povo, em aliança estreita com os impérios mundiais, ontem o Império britânico e hoje o Império ianque!

Não entenderemos quais são os pilares de sustentação do sistema de colonização continuada, a que somos submetidos, se não atentarmos para as maquinações que envolvem a classe dominante colonial em aliança estreita com o Império ianque. 

E quanto a isto temos uma história velhaca e mentirosa que fala de um desquite amigável entre o Brasil e Portugal em 1822. Com o objetivo de encobrir as lutas pela independência e a soberania nacional. 

Foram muitas lutas e correu muito sangue.

A morte heroica de Tiradentes na forca em 1792 não arrefeceu os combates à colonização lusa. 

Seguem-se revoltas e revoluções que abalaram o país nas primeiras décadas do século XIX.

 A Revolução Pernambucana de 1817 e a Confederação do Equador, que foram sufocadas a sangue e fogo, marcaram a época.  

 Os diplomatas ingleses em conluio com a diplomacia lusitana engendraram a independência do 7 de setembro de 1822. 

O grito do Ipiranga: Independência ou morte! não passa de uma farsa histórica! 

Seria ridículo se não fosse trágico, se não estivessem em jogo os destinos de um povo. 

O processo de dominação envolve do delegado de polícia ao lacaio que senta na cadeira de presidente da república, contando-se aí grande parte dos poderes legislativo e judiciário.  

Nesse processo, o Exército é usado como guarda pretoriana, no papel de escudo e lança na defesa do status quo. 

E aí a ideologia, o anticomunismo, joga um grande peso. Quem não aceita a dominação colonial é demonizado e reprimido como comunista, subversivo ou terrorista.

 Defender o interesse nacional é crime, nacionalismo é igual a comunismo. E deve, e tem de ser reprimido.   

Ser patriota pode, nacionalista não e não!

 A patriotada defende a cor da bandeira e grita: “ Brasil acima de tudo!”

 E entrega o Pré-sal, e oferece à venda as empresas estatais, por preço de liquidação, na bacia das almas. É a maldita privatização!

 Este é o posicionamento do atual governo de extrema direita.

 E que fique bem claro: a direita brasileira é a única no mundo que luta contra os interesses do seu país.

 A direita da Alemanha, da Argentina, da Turquia ou de qualquer outro país do mundo, defende o interesse do seu próprio país. 

E neste caso, ela, a direita brasileira, é coerente, pois se reconhecendo colônia do Tio Sam, ela defende os interesses da metrópole ianque....

Após o golpe militar de 64, um dos cardeais da direita brasileira, Juracy Magalhães, designado embaixador em Washington, ao desembarcar na metrópole, deu uma entrevista à imprensa declarando: “O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil!”  

A política externa do Brazil é feita pelo Departamento de Estado ianque. É ele que escolhe quem são os nosso amigos e inimigos.

 A política econômica é traçada pelos banqueiros ianques e dirigida internamente por banqueiro “brasileiros”, que de brasileiros só tem o nome. São os “ Meirelles, os Paulo Guedes”, economistas da Escola de Chicago, que têm por missão evitar a todo custo o desenvolvimento econômico do país. São privativistas radicais. 

Afinal de contas, a colônia não deve e não pode crescer, se desenvolver economicamente, pois isto seria o caminho da libertação.  

 Na política interna o “presidente da república” tem de ser um lacaio subserviente às ordens do Império.  

Nas eleições deste ano de 2022, votaremos e lutaremos pelos candidatos da esquerda. De Presidente da República a deputados federais, senadores e deputados estaduais.

 Mas sabemos que o voto por si só não resolverá o nosso principal problema, que é da independência e soberania nacional. 

A estratégia do nosso candidato à Presidente, Lula, defende a pacificação. 

Nós, na nossa via, defendemos o rompimento político com o Império ianque, o Tio Sam. Não aceitaremos mais ser a colônia Brazil com “Z”, da metrópole ianque! 


E. Precílio Cavalcante, capitão de mar e guerra, ref. do Corpo de Fuzileiros Navais. Ilha de Paquetá, abril de 2022. 

VIVA A LIBERDADE E ABAIXO O FASCISMO!!

*