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terça-feira, 9 de setembro de 2025

LULA, ESQUERDA VOLVER! * Breno Altman/SP

LULA, ESQUERDA VOLVER!
BRENO ALTMAN
As mudanças no governo Lula depois dos ataques de Trump

Nesta edição do programa, o jornalista e analista político Breno Altman debate um dos temas mais urgentes do governo Lula: A Batalha do Tarifaço e a guinada à esquerda.

O aumento de tarifas de importação em setores estratégicos reacendeu o debate sobre os rumos do governo. Estaria Lula corrigindo o curso após pressões do campo progressista? Ou é apenas uma manobra tática em meio a tensões com o agronegócio e o mercado? Breno Altman traz sua análise crítica sobre os desdobramentos econômicos, os conflitos no Congresso e os sinais políticos por trás dessa medida.

quarta-feira, 5 de abril de 2023

Entrevista de Leonel Brizola Fevereiro de 1964 * Jornal A Pátria

Entrevista de Leonel Brizola Fevereiro de 1964


Dois meses antes do Golpe de abril de 64, Leonel Brizola foi entrevistado pela Monthly Review, revista que desde 1949 reunia a fina flor do pensamento marxista como Leo Huberman, Paul Baran, Paul Sweezy, Harry Magdoff e Fred Magdoff.

Esta entrevista de Brizola constitui mais uma prova de seu anti-imperialismo e revela como o pessoal da universidade aqui no Brasil o interpretou maldosa e equivocadamente como “populista”. A verdade era outra: Brizola foi um político socialista.

BRIZOLA GANHA DIREITO DE RESPOSTA CONTRA REDE GLOBO


MR – No momento Leonel Brizola é sem dúvida o líder popular mais influente da Frente de Mobilização Popular, um organismo que engloba a esquerda. Ele frequentemente fala ao povo na rádio mais ouvida do Brasil, ele fala uma linguagem clara usando muitas imagens e comparações.

BRIZOLA – “Você terá observado” (ele começou sem esperar a pergunta), “que o fato mais relevante no Brasil de hoje é a sua inflação. Nas atuais circunstâncias, a inflação é um problema insolúvel, porque sua origem é externa e controlada de fora, ela é um produto da pilhagem imperialista.”

MR – O processo inflacionário está acelerando?

BRIZOLA – “De janeiro de 1945 até dezembro de 1952 o custo de vida duplicou. Foram oito anos. Duplicou novamente de 1952 a 1958 em apenas seis anos, e de 1958 a 1961, três anos; outra vez de janeiro de 1962 a junho de 1963, um ano e meio. Agora o custo de vida duplicará em oito ou nove meses.”

MR – Como o senhor explica isso?

BRIZOLA – “É como se o imperialismo tivesse colocado uma grande bomba de sucção em nosso corpo para poder sugar nosso sangue. Já que não podemos resistir, o imperialismo retira o sangue e injeta água no seu lugar. O dinheiro que é posto aí, que não representa valor real, é a água. E é assim que nós vivemos. Mas o colapso virá, está se aproximando a passos de gigante.”

MR – Como ocorrerá o colapso?

BRIZOLA – “Pouco a pouco a situação está se tornando mais difícil de segurar: em vista disso, as classes dominantes, apoiadas pelo imperialismo, estão se unificando para dar um golpe de direita, a fim de estabelecer um governo de força, uma ditadura, seja ela escancarada ou disfarçada. Evidentemente seria difícil impor uma ditadura, pois já não é fácil enganar o povo. Nós estamos dispostos a lutar, estamos preparados, e isso será o começo da luta revolucionária pela libertação nacional. O exemplo de 1961 mostra que o povo lutará junto com os seus irmãos do Exército – os sargentos, os cabos, os soldados e os oficiais nacionalistas”.

MR – Quais são as condições necessárias para essa luta?

BRIZOLA – “Organização e unidade. Nós tivemos problemas com os erros cometidos pelo partido Comunista e por Francisco Julião. Devemos no entanto reconhecer que Julião possui o grande mérito de ter despertado o setor mais oprimido da nossa população: os trabalhadores rurais. E nós acreditamos que todos esses erros serão superados. Nós não somos anti-comunistas, recebemos bem a todos os brasileiros patriotas que venham a lutar pela libertação de seu país. O problema latino-americano tem de ser concebido como um problema de libertação nacional. Sem libertação nacional não podem existir as reformas de base porque não se resolve problema da pobreza.”

MR – Como o senhor pensa a revolução?

BRIZOLA – “Em primeiro lugar precisa ter unidade de todo os patriotas. É imperativo que a revolução encontre soluções socialistas. E não é uma questão de escolher uma doutrina de um livro. Somente as soluções socialistas é que permitem a defesa dos povos contra o imperialismo.”

(Ele me interrompe, sorrindo, antes que eu possa fazer a próxima pergunta.)

BRIZOLA – “Você vai me perguntar como cheguei a estas conclusões. Na época em que me tornei governador, eu era político convencional com todos os preconceitos habituais. Eu estava convencido de que bastava uma boa administração, trabalhar duro para melhorar a situação do povo em todos os setores. Mas eu vi que o povo trabalhava mais e melhor e, apesar disso, estava ficando pobre. Então, eu tive a compreensão do problema da América Latina em conjunto. Depois, quando tomei medidas contra determinadas companhias que nos exploravam, eu vi diante de meus olhos o problema da opressão imperialista. Olhe: é como se você e eu quiséssemos arrumar a mobília desta sala, mas alguém está carregando-a para fora. Aí chega uma hora em que não há mais mobília para arrumar. Por conseguinte, a primeira tarefa nossa é fechar a porta para impedir a espoliação.”

FONTE

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

ANTI DEMOCRACIA DEMOCRÁTICO CLUB * Adão Alves dos Santos / SP

 ANTI DEMOCRACIA DEMOCRÁTICO CLUB

CRÔNICAS PARA DESEMBURRECER TOMO D300XXVII
ADÃO ALVES DOS SANTOS / SP


Até parece comino, se não fosse realmente cômico, dias após o despresidente ter reunido cinquenta embaixadores estrangeiros para denunciar as inexsistentes possibilidades de acesso remoto às urnas eletrônicas, fato que se possível ameaçaria sussa pouquíssimas chances de reeleição, diante das esperadas por nós, mas certamente inesperadas por ele, vem o despresidente a público debochando das tímidas, infelizmente ainda reações as vergonhosas mentiras, para dizer que nunca ameaçou a democracia, que respeita a vontade popular e as instituições, como dissemos até pareceria cômico, se não fosse realmente cômico.


Talvez as terrivelmente trágicas falta de memória dos brasileiros, afete parcelas expressivas da população, mal que felizmente não sofro, poderíamos até retroagir mais longe no tempo, limitaremos porém, aos atos do dia  sete de setembro passado, quando o despresidente disse em alto e bom tom, que se recusaria a cumprir a qualquer ordem contrária a suas ",bestiais", vontades, foto que assanhou os desejos ditatoriais de meia dúzia de fanáticos, inclusive do deputado bombadão, que proferiu graves agressões verbais ao STF, que foi condenado, e agraciado com o perdão do despresidente, num claro ato de desrespeito a democracia e as instituições.


Se o tom de zombaria na fala do despresidente, só não foi correlato a "carta de perdão", que pediu para o "temeroso" redigir, onde o despresidente aparentemente humilde, que não aparentou por muito tempo, saber o que significa "jogar dentro das quatro linhas", ele tentou, mesmo sabendo da impossibilitado, mudar as regras eleitorais, retroagindo as arcaicas cédulas de papel, perdeu e se comprometeu, "por alguns segundos", aceitar a derrota. Foram por pouquíssimo tempo, com o crescimento da oposição nas pesquisas de intenção de voto, o desespero se une só destempero do despresidente que "range os dentes de galinha" e volta as ameaças, mas diante da falta de apoio, ele e desministro da defesa, vem a público insinuar que não fez ameaça alguma a democracia e as instituições.


Lamento informar senhor despresidente, suas falas estão gravadas e foram divulgadas não só pela imprensa, como em suas redes sociais. O senhor ameaçou sim a democracia, o senhor concedeu sim graça ao deputado bombadão, o senhor prevaricou, sim entre tantas coisas, ao não comorar as vacinas, que resultou em mais de seiscentos e setenta mil mortes de brasileiros, o senhor ameaçou sim aos povos originários e quilombolas, e resultante de suas ameaças, estes povos vivem em constantes ameaças. Nada disto, fato que não retratam nem a metade de suas atitudes anti-democráticas, o senhor vir a público dizendo que as reações a seus posicionamentos são desnecessários, remete infelizmente ao título desta criança: ANTI-DEMOCRACIA DEMOCRÁTICO CLUB


Adão Alves dos Santos/SP

quinta-feira, 15 de julho de 2021

A HORA DO ANTIIMPERIALISMO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT

  A HORA DO ANTIIMPERIALISMO


Como informa a matéria abaixo, A PCOA acaba de finalizar um grande evento de combate ao imperialismo, buscando irmanar os povos de todo o mundo para a luta por seus direitos e aspirações. E neste momento, chega-nos mais uma convocatória evidenciando em sua agenda quais as próximas tarefas.

Queremos lembrar, sempre, que a PCOA é o resultado da consciência revolucionária em defesa daqueles que sonham viver em paz e dignamente, sem guerra, epidemias, nem intromissões estrangeiras em suas buscas humanas e nacionais.

QUEM SÃO OS VERDADEIROS TERRORISTA
AGENDA PCOA

*Por favor difundir*, entre la Clase Trabajadora de su país:_  Próximamente, vamos a estar convocando una reunión organizativa, y es importante *tu participación*


https://youtu.be/_BAtqonfIMM

 *Conductor de la Plataforma de la Clase Obrera (PCOA)*


Se comparte las tres intervenciones del Presidente de la República Bolivariana de Venezuela Nicolas Maduro en los *Encuentros Mundiales de la Clase Obrera*


*Sep 2019*: Convoca a la constitución de la PCOA 


*Nov 2020*: Se instala y constituye la PCOA 


*May 2021*: Se establece una agenda de lucha del PCOA,  basado en el proyecto Socialista.


 _Hasta la Victoria Siempre_ 


Facebook: PCOA https://www.facebook.com/PCOA-103136035326535/


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Página web:

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"O CONGRESSO BICENTENARIO DOS POVOS, concebido e organizado pela PCOA - PLATAFORMA DA CLASSE OPERÁRIA ANTIIMPERIALISTA,  com total respaldo do governo venezuelano, dirigido pelo Camarada Maduro,  põe na ordem do dia a importância da denúncia, do combate e do enfrentamento às políticas neoliberais do imperialismo, sobretudo, aquele de feição estadunidense. 

O evento destaca a petulância dos agentes imperialistas contra todos os povos do mundo, desde as nacionalidades ainda sob intervenção colonialista - como Irlanda, País Basco, Palestina, entre outros, mas sobretudo, contra a classe operária, e em especial, o proletariado latinoamericano. 

*

AJUDA HUMANITÁRIA DO IMPERIALISMO

*

E este é um momento especial, não só pela realização do Congresso, mas ainda pelas circunstâncias de desagregação generalizada em que se encontra o comando das políticas neoliberais - vide as iniciativas assistencialistas do recem empossado governo Biden - os rearranjos da liderança europeia e o ascenso a cena mundial do bloco indochinês, com a China na liderança.  

Não só por isso, mas inclusive, uma vez que a PCOA representa um salto de qualidade como expressão do movimento social organizado em nível mundial, expressão essa que reflete o grau de consciência dos povos originários, das massas hiper exploradas, do proletariado dos respectivos países e da adesão da intelectualidade militante, em especial, O CONGRESSO É UM SALDO POSITIVO.




Chega-nos informes das dificuldades enfrentadas por companheiros de diversos países que não puderam comparecer, mas com toda certeza, se sentem representados pelas centenas que conseguiram efetivar suas presenças no evento. 

Por isso e por tudo, registramos aqui as nossas saudações e os nossos aplausos ao governo do Camarada Maduro, aos Camaradas organizadores e a todos os delegados!

VIDA LONGA AOS POVOS EM LUTA!

 VITÓRIA À CLASSE OPERÁRIA MUNDIAL!!

O SOCIALISMO É VITÓRIA CERTA!!!

"

FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES

FRT-BR

domingo, 11 de abril de 2021

História Concisa do México * Brian R. Hamnett

“Uma história excepcional e acessível do México, que faz plena justiça às origens da complexa tessitura multiétnica e multicultural do país.” ― Foreign Affairs ― “Hamnett […] conseguiu um feito quase impossível: oferecer ao recém-chegado ao México uma introdução cativante à história do país e provocar os especialistas a repensar a forma como os historiadores tendem a retratar a progressão política do país, em particular de colônia a nação-Estado. Além disso, a síntese de Hamnett, na integração das diferentes interpretações que têm sido defendidas ao longo dos últimos vinte anos, oferece uma abordagem refrescante e revisionista sobre o assunto.” ― Journal of Latin American Studies ― “Hamnett desenvolve esta História Concisa do México de uma forma que mostra a inter-relação entre os elementos políticos, econômicos, sociais e culturais, aprofundando a análise para além da história descritiva. Isso pode ser visto a partir da abertura, ‘México em perspectiva’, que trata de temas como a migração mexicana para os Estados Unidos, a questão de fronteira, o tráfico de drogas, o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio, bem como da natureza geralmente complicada das relações entre o México e os Estados Unidos. Ao mesmo tempo, ele examina o que ele chamou de ‘a questão indígena’, profundamente problemática e muito viva. Desta forma, ele inicia este estudo das desigualdades e contrastes, muitos deles com raízes na história mexicana e raramente estudados como até agora.” ― Anuario de Estudios Americanos ― Este amplo panorama da história do México – já em sua segunda edição pela Cambridge – inclui duas novas seções: uma análise da evolução cultural desde a independência da Espanha em 1821 e uma discussão de questões contemporâneas. O acréscimo de ilustrações realça o desenvolvimento do país durante esse período. As novas seções reforçam a importância da história longa e desigual do México até a formação da nação moderna que ele é hoje. Esse tema é central para a narrativa da história do México desde a época pré-colombiana, passando pela incursão europeia e pela colonização do país pela Espanha, o colapso da Nova Espanha, no século XIX, e a Fundação da República. Além da história política, social, econômica e cultural, o livro aborda temas importantes, incluindo a relação entre constitucionalismo e poder pessoal, o debate sobre federalismo e centralismo, e o papel da Igreja católica em um Estado laico. O conhecimento em primeira mão de um país que o autor tem visitado durante quase toda a vida e a forma como ele valoriza seu passado complexo e vibrante estão presentes em cada página do livro. Uma ampla gama de leitores interessados na história da América moderna deve encontrar aqui uma introdução útil à história desta sociedade vibrante e dinâmica.