O capitalismo está podre. Todos sabemos disso. Mas ele não cai sozinho, ele não morre de morte natural. Precisamos aliar o antifascismo e o antimperialismo ao internacionalismo proletário, e assim somar forças para construir o socialismo. Faça a sua parte. A FRENTE REVOLUCIONARIA DOS TRABALHADORES-FRT, busca unir os trabalhadores em toda sua diversidade, e formar o mais forte Movimento Popular Revolucionário em defesa de todos e construir a Sociedade dos Trabalhadores - a SOCIEDADE COMUNISTA!
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sábado, 29 de julho de 2023
BRASIL BICENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA * Blog do Bicentenário
quinta-feira, 8 de setembro de 2022
A INDEPENDÊNCIA FOI FAJUTA IMAGINE RADICALIZAR * Adão Alves dos Santos / SP
A INDEPENDÊNCIA FOI FAJUTA, IMAGINE RADICALIZAR
Se a duzentos anos a falsa independência, foi entisimaticamente comemorada, afinal, o Brasil poderia ter um governo livre das imposições da metrópole, só que não, o governo de cá era o príncipe herdeiro de lá, se isto já não fosse pouco, o novo país ainda inaugurou e encerrou uma nova moda na história mundial, o vencedor da guerra, "guerra da independência", pagou tributos de guerra ao perdedor, a metrópole, ou a coroa Lusitana. Tais tributos ainda encarecem nossas dívidas externas.
Assim historicamente falando, neste quinhentos e dois anos deste país, a história dele, nunca foi história dele, ao menos até 01/01/03, quando o primeiro governante não pertencente a elite, chegou ao poder
Nos doze anos que se seguiram, nossa pátria, passou a ter relevância no cenário mundial, influir em acordos de paz, na criação de grupos de países, para contrapor as potências hegemônicas mundiais. É justamente aqui que as elites com síndrome de "sabujo", articularm e dão um golpe de estado, para demover do poder o partido que ousou impor uma verdadeira independência. Não contava porém a inútil burguesia, com sua atroz incompetência, não logrou a vitória nas eleições. O eleito foi um digno representante de nossas indignas forças armadas, (estas forças armadas até hoje, só foram proeminentes em dar golpes).
E justamente assim que o digno representante da indigna golpistas forças armadas, além de "bufar um outro golpe", ainda importa da antiga metrópole o coração do invasor.
Em outras palavras, o digno representante da indigna e golpista forças armadas, além de "peidar" um novo golpe, ainda faz vassalagem ao invadir.
Adão Alves dos Santos / SP
segunda-feira, 5 de setembro de 2022
GRITO DOS EXCLUÍDOS ÀS RUAS 7 DE SETEMBRO 200 ANOS DA INDEPENDÊNCIA * BRASIL DE FATO / MST
Neste 7 de Setembro de 2022, completam-se 200 anos da Independência política do Brasil em relação à Portugal.
Nosso país jamais conquistou plenamente sua Soberania Nacional e Popular.
Desde a chegada da colonização europeia, em 1500, o modelo de desenvolvimento econômico foi feito à custa de quatro séculos de escravização. Foi estruturado para atender os interesses externos e para a promoção da desigualdade social, desde a sua origem.
Uma economia forte no cenário internacional, que gera a pobreza do seu povo e destruição ambiental em seu território.
Um país privilegiado por suas riquezas naturais extraordinárias e um povo valoroso, dirigido por uma elite, ainda hoje, antinacional, antissocial e antidemocrática. Uma elite que se contenta em ser o capitão do mato do capital internacional, para assegurar o saque das riquezas do nosso país.
Para assegurar a existência desse modelo, as classes dominantes não hesitaram em recorrer, sucessivas vezes, a golpes de Estado, ditaduras e a institucionalização da violência contra o povo brasileiro.
O resultado desse modelo é o país que temos hoje: totalmente servil aos interesses do capital internacional, com uma economia situada entre as maiores do planeta, às custas da exploração do nosso povo, de nossas terras e riquezas naturais. Um modelo econômico que promove e se alimenta da gigantesca desigualdade econômica e social existente em nosso país.
A burguesia jamais se dispôs a construir uma Nação. Quando os povos indígenas, negros e pobres, em geral, ousaram lutar pela Liberdade e Igualdade, foram vilmente reprimidos em seu próprio país.
A perpetuação de verdadeiras mazelas estruturais, como a concentração de terras, da riqueza e renda, servem tanto para aumentar a desigualdade social quanto para as classes dominantes exercerem seu domínio sobre as classes subalternas. Cercaram tudo: a educação, o conhecimento, a cultura, a comunicação e a informação, como se fossem privilégios exclusivos das classes dominantes.
Não! O Brasil é dos brasileiros e das brasileiras e não de suas elites. Essa terra tem dono, já gritava Sepé Tiarajú!
Chegamos a uma situação de subordinação extrema aos interesses internacionais. Temos um Presidente da República que, sob a conivência dos militares que se enriquecem em seu governo, batem continência à bandeira dos Estados Unidos para manifestar o quanto é servil ao império. Nossa bandeira jamais será a dos EUA!
Um presidente que hipocritamente usa a bandeira nacional nos ombros; promove negociatas das nossas riquezas naturais e de empresas estatais em benefício ao capital internacional; servil às corporações transnacionais das sementes transgênicas, dos agrotóxicos e da mineração, e incentiva a violência contra os territórios dos povos indígenas, tradicionais e quilombolas.
Não há democracia quando o patrimônio do povo brasileiro, como a Petrobras ou a Eletrobrás, está subordinado aos interesses e ganância do mercado internacional.
Não se constrói uma Nação tendo um governo que ataca as instituições do Estado e desrespeita os processos eleitorais. Apropria-se das cores e símbolos nacionais para promover o fascismo e o ódio entre as pessoas. Exalta torturadores, ditaduras e golpes de Estado.
Não se fortalece a democracia tendo um governo que adota políticas que promovem a fome e a pobreza; facilita a aquisição de armas que acabam nas mãos do crime organizado e das milícias; incentiva a destruição ambiental e as queimadas, destrói todos os biomas, principalmente do Cerrado e o Amazônico.
É um governo que, com suas políticas e ações, aprofunda a dependência e se afasta cada vez mais da Soberania Nacional e Popular. Assim, inexistem motivos para comemorarmos os 200 anos de Independência.
Só é possível ser um país soberano se conduzirmos nosso destino em direção ao bem-estar de todo povo brasileiro, garantindo acesso igualitário à educação, à saúde, ao trabalho, à renda e à cultura.
Um projeto de país onde os bens da natureza são considerados bens sociais, destinados a atender os interesses da população e não os do mercado.
Um projeto de desenvolvimento econômico que promova a distribuição da riqueza e renda produzida, fortaleça as cadeias produtivas nacionais, a ciência e a tecnologia.
Um projeto que radicalize a democracia, democratizando o Estado e assegurando a participação popular na definição dos rumos do nosso País.
Um projeto Popular que garanta as igualdades, as diversidades e os direitos, combatendo todas as formas de preconceitos e violências. Que democratize o acesso à terra, fazendo Reforma Agrária Popular para produzir alimentos saudáveis. E que amplie a oferta de serviços públicos universais, assegurando vida digna ao povo brasileiro.
Um projeto Popular de integração com os povos latino-americanos e do continente africano. Jamais saldaremos a dívida que temos com esses povos, mas podemos revertê-la em ações de solidariedade e generosidade, exigindo que nosso governo se submeta a esse desejo de reparação histórica e projeto de futuro.
Agora, urgentemente, precisamos realizar uma grande mobilização nacional para derrotar, nas urnas e nas ruas, o neofascismo, o racismo, o machismo, a LGBTQIA+fobia e a violência pregada por Bolsonaro.
A organização popular é a nossa principal força. Precisamos, desde já, construir Comitês Populares, em todos os espaços e no maior número possível de municípios, para que o povo brasileiro seja o protagonista das transformações estruturais necessárias.
Só seremos independentes se construirmos um Projeto Popular e Soberano em nosso país.
Viva o Povo Brasileiro!
Viva o Brasil!
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST
7 de Setembro de 2022
terça-feira, 23 de agosto de 2022
Gritos de independência e outros gritos * Frei Betto / SP
GRITOS DE INDEPENDÊNCIA E OUTROS GRITOS
No final do século 18, o Brasil-Colônia tinha pouco mais de 3 milhões de habitantes. A metade era formada por escravos. Eles faziam as atividades produtivas mais importantes da Colônia: agricultura, produção do açúcar, mineração, transporte, abastecimento de água, limpeza urbana, serviços domésticos.
Havia ainda as pessoas livres e pobres. No campo, cuidavam das roças, dos animais e do gado. Nas cidades, trabalhavam no comércio, eram vendedores ambulantes, artesãos ou aprendizes, soldados, empregadas domésticas...
Escravos ou pessoas livres e pobres eram uma gente sem direitos. Só valia quem pertencesse às grandes famílias, ou fosse alto funcionário do governo, grande comerciante ou fazendeiro.
Para as famílias dominantes, o Brasil existia para exportar matérias-primas e produtos agrícolas para o mercado europeu e importar produtos manufaturados.
Toda a riqueza que saía da Colônia ia para Portugal, mas não ficava lá. Portugal era apenas um intermediário. Quem comprava a produção do Brasil era a Inglaterra que aproveitava para vender seus produtos a Portugal por preços muito mais altos. Assim, era a Inglaterra que mais enriquecia com a produção do Brasil.
Que vantagens levavam nisso tudo o Rei de Portugal e sua corte?
Eles também enriqueciam com os impostos que os senhores de engenho e os comerciantes deviam pagar sobre a produção e as mercadorias.
Mais ou menos no começo do século 18 (ano de 1700), começou a extração do ouro em grande quantidade em Minas Gerais. Os proprietários das minas tinham que pagar altos impostos à Coroa Portuguesa.
Outra fonte de enriquecimento para os portugueses era o comércio. Os portugueses dominavam o comércio dos artigos importados: produtos alimentícios, roupas, ferramentas, material de construção, tudo. Mas, o abuso na cobrança de impostos e a exploração no comércio começaram a irritar os proprietários ricos do Brasil.
Esse descontentamento contra o domínio do Rei de Portugal por parte dos colonos brancos expressou-se de diversas formas, inclusive através dos movimentos nativistas. No Maranhão, por exemplo, em 1684, houve a Revolta de Beckman. Em Minas Gerais, no começo do século 18, houve a Guerra dos Emboabas. Na mesma época, houve a Guerra dos Mascates, no Nordeste.
Mas, o que estava acontecendo, na verdade, começa a ser percebido por muito mais gente: a decadência de Portugal. A produção era pouca e a Corte gastava tudo em banquetes e compra de artigos de luxo da Inglaterra e da França. E o Brasil tinha que compensar tudo isso.
Começa a surgir o desejo da Independência
Situa-se aqui a Inconfidência Mineira, com Tiradentes à frente. No mesmo período, surge também a Conjuração Baiana.
A Inglaterra também queria livrar-se dos intermediários e vir negociar diretamente com o Brasil. Ela estava passando por um grande desenvolvimento de suas indústrias e necessitava dos produtos brasileiros: açúcar, ouro, algodão, couro, madeiras e outros.
Mas, enquanto Portugal dominasse o Brasil, não permitiria que outra nação viesse negociar diretamente aqui. Os lucros dos intermediários e os impostos da Coroa Portuguesa encareciam as mercadorias para a Inglaterra. Sem Portugal no meio, a Inglaterra compraria mais barato o que precisava do Brasil.
Assim estava a situação lá por 1800: os ricos do Brasil e da Inglaterra queriam livrar-se do domínio português sobre o Brasil.
Um fato apressa a Independência
Em 1808, a França estava em guerra com a Inglaterra, disputando mercados. Para prejudicar a Inglaterra, o Imperador da França, Napoleão Bonaparte, mandou que todas as nações da Europa fechassem seus portos para os navios ingleses. Assim, a Inglaterra não poderia mais negociar com ninguém.
Portugal era tradicional “aliado” e devedor da Inglaterra. De início, não obedeceu a determinação de Napoleão. Depois, foi obrigado a ceder e fechou os portos à Inglaterra. Esta enviou uma esquadra à Portugal e ameaçou bombardear Lisboa.
Ao mesmo tempo, a Inglaterra apresentou uma solução: os ingleses ajudariam a Corte Portuguesa a fugir para o Brasil e, além disso, comprometiam-se a ajudar as tropas portuguesas a enfrentar o exército de Napoleão.
O Rei de Portugal, Dom João Sexto, foi obrigado a aceitar a proposta e partiu para o Brasil com nobres e ricos lotando 36 navios.
Chegando aqui, os ingleses pediram um favor em troca de sua proteção na viagem. Exigiram que o Rei abrisse os portos às “nações amigas”.
Quem eram estas “nações amigas”? Na prática, era apenas a Inglaterra mesmo. As outras nações estavam em guerra junto com a França e, portanto, eram inimigas. Além disso, Portugal fez um tratado comercial com os ingleses. Por este tratado, os ingleses tinham muitas vantagens nos impostos. Vantagens que não seriam concedidas a outras nações.
O tratado ainda deu direito aos comerciantes ingleses de abrirem suas casas comerciais aqui. Agora, a Inglaterra podia negociar diretamente com o Brasil, ganhando maiores lucros.
Independência para quem?
Em abril de 1821, o Rei voltou para Portugal. A guerra já havia terminado, mas não havia mais condições do Brasil continuar como Colônia Portuguesa.
Negociando diretamente com os ingleses, os proprietários e comerciantes daqui já não precisavam de Portugal para nada. Por isso, convenceram o Príncipe Dom Pedro I, que tinha ficado no Brasil, a proclamar a Independência.
O Príncipe assim o fez, com o apoio dos navios de guerra ingleses que ancoraram em nossos portos. Ele, então, passou a ser o Imperador Dom Pedro I.
A Independência do Brasil foi proclamada em 7 de setembro de 1822. A partir daí, nossa terra passou a ter seu próprio governo formado pelo Imperador, com representantes das classes proprietárias e comerciantes do Brasil. Mas, agora, nosso país dependia muito mais economicamente e financeiramente da Inglaterra.
Os escravos e trabalhadores pobres não ganharam nada com a Independência do Brasil. Para eles, tudo continuou igual. Quem levou vantagem foram as classes dominantes daqui e da Inglaterra.






