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sexta-feira, 1 de maio de 2026

1º DE MAIO PROLETÁRIO ANTIIMPERIALISTA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

1º DE MAIO PROLETÁRIO ANTIIMPERIALISTA
Hoje como todos os primeiros de maio em nossa ilha revolucionária, o povo saiu às ruas para dizer que mesmo diante da ofensiva do imperialismo, a guarda revolucionária não se renderá!
Tendo como lema deste ano "A Patria Se Defende",
A Revolução Cubana segue viva e resistirá as ameaças e tentativas de estrangulamento de seu povo.
MST
Por um 1º de maio dos trabalhadores, sem ilusões com a burguesia!*

Há mais de um século os trabalhadores têm o 1º de maio como um marco de sua história de lutas, sacrifícios e conquistas. Esse é um dia para relembrar nossa força, nossas batalhas e nossos heróis. Lembrar que só há melhoria nas condições de vida e trabalho para a nossa classe com união, luta e persistência!

Pois nesse mundo em que vivemos, o mundo capitalista, somos a classe explorada e oprimida, aquela que tudo produz, mas vive na miséria de um salário de fome. Um mundo que não serve para nós trabalhadores, um mundo que destrói nossas vidas. Por isso, há séculos também nossa luta é por uma nova sociedade, um novo mundo, sem exploração e opressão.

Nas últimas décadas, esse mundo de exploração vive crescentes contradições, com as potências econômicas disputando agressivamente por seus lucros, capitais e zonas de influência. Nessas disputas, há uma escalada armamentista em todo o mundo, a explosão de guerras cada vez mais violentas, e o retorno de governos e ideologias reacionárias, de extrema direita, assim como foram os nazistas e os fascistas do passado.

Na fábrica, na guerra, na vida, os que mais sofrem são os trabalhadores e os povos oprimidos. São da nossa classe aqueles que morrem aos poucos nas linhas de produção, para garantir o lucro dos patrões; aqueles mandados para as linhas de combate nas guerras, para assegurar o domínio de um ou outro bloco imperialista; além dos homens, mulheres e crianças assassinados cruelmente, como no genocídio executado contra os palestinos pelo Estado sionista e terrorista de Israel.

Portanto, nesse 1º de maio, é preciso lançar um chamado de luta contra o avanço dessa barbárie, feita de exploração e guerra, pelo fim desse mundo capitalista, que significa para nós mais morte e destruição. Ao mesmo tempo, nos colocamos ao lado daqueles que resistem, dos trabalhadores que se levantam contra a exploração e dos povos que reagem às agressões imperialistas, como o heroico povo palestino e mais recentemente a população e a resistência no Irã e no Líbano.

Toda essa conjuntura impacta de forma específica o Brasil. Mais recentemente, estamos vivemos mais um choque de inflação por causa de mais uma guerra, que ameaça fazer crescer a carestia. A piora do cenário externo pode também piorar a atual desaceleração da economia nacional: e isso se reverterá no aumento do desemprego, mais informalidade etc. Sem contar países vizinhos ao nosso sofrendo agressões e intervenções diretas do imperialismo dos EUA.

Há anos, governo após governo, avança a integração subordinada do Brasil na divisão internacional do trabalho, agora não apenas submisso ao imperialismo euro-atlântico, liderado pelos EUA. Cada vez mais, há a presença em nosso país da potência capitalista chinesa, maior produtora de manufaturados e exportadora de capital do mundo, em disputa pela hegemonia global com o imperialismo estadunidense. Em meio a isso, as condições de vida, a devastação da natureza e as expectativas das massas só pioram em nosso país. Pela fraqueza política e de organização da nossa classe, em vez de conseguirmos revidar a esse quadro, estamos sofrendo uma verdadeira ofensiva burguesa, que tem arrancado muitas conquistas.

Em mais um ano eleitoral, querem enganar os trabalhadores, dizendo que a solução virá de algum dos grupos políticos que representam objetivamente os interesses dos patrões, das classes dominantes. Mas é mais um engodo: nas questões centrais, como a política econômica, há uma unidade entre todos os principais candidatos. Suas diferenças estão apenas na forma com a qual pretendem garantir esses interesses burgueses e imperialistas por aqui: se com maior repressão e fascistização, ou com cooptação e enrolação. Se mais integrados ao imperialismo dos EUA ou aos interesses da China. E por aí vai.

A classe operária e demais trabalhadores não podem cair nessa armadilha de confiar às facções burguesas a solução dos nossos problemas ou nossas bandeiras de luta. Devemos, mesmo que se trate de uma luta a longo prazo, retomar nossos princípios na luta de classes e lutar a partir deles. Lutar do nosso ponto de vista, e sempre a partir de nossas demandas concretas e interesses fundamentais. 

O caminho é persistir na organização e na elevação da capacidade de combate de nossa classe – nos locais de trabalho, moradia, estudo etc. Isso serve tanto para obter reformas parciais e imediatas como para afirmar nossos objetivos estratégicos: a classe trabalhadora no poder e o socialismo!

*VIVA A LUTA DOS TRABALHADORES!*

ENCONTRO COMUNISTA
Brasil, 1° de maio de 2026
*
ORIGEM DOS DIREITOS SOCIAIS
ORIGENS DO 1º DE MAIO

Querida família cubana, meu belo povo do mundo:

TODOS ATÉ 1º DE MAIO MARÇO

Esta é uma mulher #cubana falando, que ama esta terra, que se orgulha de sua #Revolução e que acorda todas as manhãs com a certeza de que viver aqui, mesmo não sendo fácil, é um PRIVILÉGIO que ela não trocaria por NADA no mundo. E é justamente esse ORGULHO que me leva a compartilhar algumas reflexões com vocês, do fundo do coração, poucos dias antes desse dia sagrado para os trabalhadores: o #DiaDoTrabalhador.

Você e eu sabemos o que significa acordar cedo, trabalhar arduamente nos campos, nas fábricas, nos hospitais, nas escolas. Sabemos o que significa fazer o salário render, ser criativo, resolver problemas, criar do nada, porque o bloqueio nos sufoca, mas não nos afogará. Esse inimigo implacável — o império ianque — vem tentando nos destruir incessantemente há mais de 65 anos. Com seu cruel bloqueio econômico, com aquela ordem executiva de 29 de janeiro que agora inclui um bloqueio energético, eles pretendem extinguir nossa luz, parar nossos motores e nos fazer render pela fome e exaustão. Mas eles não nos conhecem!

Por isso, a Confederação dos Trabalhadores Cubanos (CTC) nos convoca neste Dia do Trabalhador de 2026, sob uma ideia que comove nossas almas: "A Pátria está sendo defendida". E não se trata de qualquer defesa: é a defesa de Maceo quebrando a folha de palmeira em Baraguá, recusando-se a aceitar a paz sem independência. É a defesa de Martí em seus "Novos Pinheiros", clamando pela união de várias gerações. É a defesa de Fidel naquele Dia do Trabalhador de 2000, alertando-nos que a Revolução se defende com ações.

Este Dia do Trabalhador não é apenas um desfile ou um evento. É um DIREITO que temos como trabalhadores e como povo: o direito de exigir uma vida digna, de dizer ao mundo que não aceitaremos mais sanções, que NÃO QUEREMOS GUERRA, que o bloqueio é um CRIME contra a humanidade e que NÃO viveremos de joelhos. Ir às ruas nesse dia é gritar: "Basta de sufocamento! Cuba vive, Cuba luta, Cuba cria!"

A CTC nos convida a celebrar com razão, sim, porque a escassez nos ensinou a fazer mais com menos. Mas também com alegria, porque a esperança é inegociável. Eles nos pedem para estarmos presentes em cada local de trabalho, em cada bairro, em cada município, em cada província. Da usina termelétrica que luta para manter as luzes acesas, da fábrica que nunca para, da sala de aula onde o futuro está sendo moldado, do consultório médico que salva vidas… cada trincheira é válida para defender o que construímos com suor e DIGNIDADE.

E quero lhes dizer algo, do fundo do meu coração: unir-nos neste Primeiro de Maio não é fanatismo nem dogma. É CONVICÇÃO. É olhar nos olhos dos nossos filhos e dizer-lhes: "Não nos renderemos". É lembrar dos nossos amigos que nos apoiam em todo o mundo — e a eles agradecemos do fundo do coração — porque compartilham o nosso destino sob uma ameaça militar real. Mas essa ameaça não nos aterroriza; ela nos fortalece. Como diz o verso imortal: Morrer pela pátria é viver.

Então, convido todos vocês: o trabalhador rural, o operário, o professor, o cientista, o artista, o aposentado que dedicou a vida ao serviço, o jovem que se pergunta o que fazer. Saiamos às ruas no Dia do Trabalho com as cores vibrantes da nossa bandeira. Saiamos para romper o silêncio, para demonstrar que unidos somos invencíveis. Porque neste ano de 2026, no centenário de Fidel, sob a liderança do nosso Partido e do nosso amado Presidente Díaz-Canel, os trabalhadores cubanos proclamarão mais uma vez em alto e bom som:

Pátria ou morte! Nós venceremos!

Nos vemos no Dia do Trabalho, nas ruas, de mãos dadas, mostrando que a dignidade não pode ser bloqueada. Viva a Revolução Cubana! Viva o proletariado do mundo!

Com todo o AMOR desta cubana que acredita em sua pátria.

Yuni De Cuba 
PRIMEIRO DE MAIO PALESTINO

Trabalhadores do mundo, povos livres e nações emergentes: Unam-se contra o imperialismo americano e o fascismo israelense!
No Dia Internacional dos Trabalhadores, 1º de maio de 2026, a Frente Democrática para a Libertação da Palestina fez um apelo aos trabalhadores, povos livres e nações emergentes do mundo para que se unam contra o brutal imperialismo americano e o fascismo israelense, em sua aliança nefasta para incitar guerras em todo o globo, semear o caos e a instabilidade, saquear as riquezas das nações, desmantelar e reestruturar seus sistemas políticos e empregar a força fascista para alcançar seus objetivos coloniais. Isso inclui o retorno aos métodos bárbaros dos séculos passados, a violação do direito internacional, a desestabilização de instituições e organizações internacionais e a fabricação de alianças e estruturas alternativas. Essas ações ameaçam a paz mundial, privam os povos do seu direito de construir seus próprios Estados nacionais e economias independentes e impedem o desenvolvimento de suas capacidades e potencial para formar as futuras gerações. Isso leva à destruição do que milhões de trabalhadores construíram com suas mãos e mentes, ao empobrecimento de nações e à destruição da civilização, para serem substituídas por políticas de discriminação. Racismo, opressão de classe, uma cultura de selvageria, genocídio, o desperdício do potencial humano e dos recursos naturais a serviço da destruição, a disseminação de doenças e epidemias e a ameaça ao futuro do planeta.
A Frente Democrática declarou: O que está acontecendo na Palestina talvez exemplifique as atrocidades cometidas pela brutal aliança americano-israelense, que infligiu destruição generalizada à Faixa de Gaza, incluindo a destruição de seus sistemas de saúde, ambiental, educacional e alimentar. Trata-se de uma tentativa de fazer a Faixa retornar à Idade da Pedra e apagar sua existência do mapa por meio de uma guerra genocida que já ceifou a vida de mais de 80.000 vítimas, das quais 70% são crianças, mulheres, lactantes e gestantes. A guerra também resultou em mais de 180.000 feridos e lesionados, dos quais mais de 18.000 correm risco de morte devido à falta de tratamento médico necessário. Essa situação é agravada por um cerco contínuo que tornou o espectro da fome uma ameaça constante aos sobreviventes da guerra, cuja própria existência em suas terras ainda está ameaçada por projetos de deslocamento em massa.

A guerra genocida e a destruição da natureza na Faixa de Gaza obliteraram o que os trabalhadores, o povo e os intelectuais da Faixa construíram com suas mãos, mentes e iniciativas, munidos de uma cultura civilizada que, em sua própria presença, condena a cultura fascista de Israel, que prospera na força — a força da morte, da destruição e do extermínio de outros, e da pilhagem de suas terras, como está acontecendo na Faixa de Gaza, no sul do Líbano, no sul da Síria e nas Colinas de Golã ocupadas.
A Frente Democrática afirmou em sua declaração: Na Cisjordânia, a natureza brutal e fascista do projeto israelense também se manifesta claramente na fome que assola mais de 250.000 trabalhadores palestinos, que vivem em um estado de desemprego mortal, e na pilhagem das receitas alfandegárias, privando o povo palestino delas. Isso levou a graves danos à economia palestina e a repercussões mortais sobre dezenas de milhares de trabalhadores, diaristas, pessoas com renda limitada e a grande maioria dos empregados, culminando na ameaça de colapso do sistema bancário na Cisjordânia.
A Frente Democrática enfatizou que o cenário palestino apresenta um quadro extremamente claro, resumindo o conflito global em curso entre a aliança do brutal imperialismo americano e do fascismo israelense, de um lado, e os povos em ascensão que aspiram a desenvolver sua identidade nacional, cultura, civilização e democracia, e que lutam por segurança, estabilidade e prosperidade, e para construir um futuro brilhante para toda a humanidade, do outro.
Neste contexto, a Frente Democrática renova seu apelo aos trabalhadores do mundo, aos seus povos livres e às suas nações emergentes para que se unam contra o brutal imperialismo americano e o fascismo israelense em frentes globais, tanto populares quanto oficiais, para confrontar a limpeza étnica, a discriminação racial e as políticas de imposição de cercos a povos como ferramentas para alcançar objetivos coloniais. Apela também à oposição a guerras e atos de hostilidade, e à salvaguarda dos direitos legítimos dos povos à liberdade, à autodeterminação e ao estabelecimento de seus Estados nacionais, bem como ao usufruto de seus recursos e riquezas nacionais sob a égide da justiça social e da democracia, e com respeito pelas civilizações e culturas alheias.
Central Media
30 de abril de 2026
FRENTE DEMOCRÁTICA DE LIBERTAÇÃO DA PALESTINA
FDLP

PARTIDO COMUNISTA DA BOLÍVIA
HORA DO PEÃO
*A imprensa capitalista diz que é Dia do Trabalho*
*Partidos social-democratas dizem que é motivo de celebração*
*❝ Mas o proletariado consciente sabe que o 1º de maio é o Dia Internacional dos Trabalhadores, em memória dos trabalhadores anarquistas assassinados em 1887 por lutarem pela jornada de trabalho de oito horas e desejarem a anarquia e a igualdade social.❞*
A HISTÓRIA DO 1° DE MAIO – OS MÁRTIRES DE CHICAGO
(Ernesto Germano Parés)
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O século XIX marcou a grande arrancada do sistema capitalista e o grau de exploração sobre os trabalhadores atingia uma violência inigualável. A “Revolução Industrial”, o surgimento das primeiras máquinas e o aparecimento das fábricas levavam milhões de seres humanos a uma situação de extrema submissão ao capital.
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Era comum o trabalho de crianças, mulheres grávidas e trabalhadores em jornadas que duravam até 18 horas diárias, sem interrupção!
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Os primeiros movimentos pela redução da jornada de trabalho começaram na Inglaterra, ainda na década de 1820, e foram se espalhando pela Europa. Posteriormente chegaram aos EUA e Austrália.
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Em 1886, em Chicago, os operários estadunidenses que já haviam acumulado experiência com várias mobilizações pela redução da jornada para 8 horas diárias resolveram que estava na hora de começar as grandes ações. Em 1° de maio de 1886 teve início a Greve Geral que contou com a adesão de mais de um milhão de trabalhadores em todo o território americano. Pensem nisto: um milhão de trabalhadores parados, em pleno século XIX!
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Isto incomodou muito ao sistema e os patrões resolveram usar todos os artifícios para impedir que a Greve se ampliasse ainda mais. A repressão, já no primeiro dia, foi violenta e não poupava ninguém. Centenas de trabalhadores foram espancados e presos, mas o movimento ganhava mais força. No dia dois, uma grande passeata tomou conta das ruas de Chicago e os trabalhadores carregavam cartazes e faixas reivindicando a jornada de 8 horas.
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A polícia não dormiu. A repressão se tornou ainda mais violenta e, no dia quatro, quando estava marcada uma grande assembleia na Praça Haymarket, uma bomba explodiu no meio da multidão matando dezenas de trabalhadores e ferindo mais de 200 pessoas, inclusive alguns policiais.
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Oito líderes do movimento foram presos, acusados de haver provocado o tumulto, e julgados: Alberto Parson, tipógrafo (39 anos); August Spies, tipógrafo (32 anos); Adolf Fischer, tipógrafo (31 anos); George Engels, tipógrafo (51 anos); Ludwig Lingg, carpinteiro (23 anos); Michael Schwab, encadernador (34 anos); Samuel Fielden, operário têxtil (39 anos); Oscar Neeb, (?). Os quatro primeiros foram condenados à morte e enforcados no dia 11 de novembro de 1887. Os demais foram condenados à prisão perpétua. Ludwig Lingg suicidou-se na cadeia.
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A luta dos trabalhadores estadunidenses, no entanto, não parou aí. Centenas de outros movimentos ocorreram e, em 1890, o Congresso dos EUA votava a Lei que estabelecia a jornada de 8 horas diárias.
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Em 1893, a Justiça dos EUA reabriu o processo contra os oito operários e ficou comprovado que todas as provas apresentadas durante o julgamento haviam sido forjadas e que a bomba havia sido colocada pela própria polícia para incriminar os manifestantes. Foi reconhecida a inocência dos condenados e os três operários que ainda estavam na cadeia foram libertados.
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Nos EUA, até hoje, não se comemora o 1° de Maio. Canadá, Austrália e EUA são os únicos países que não comemoram a data.
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AS COMEMORAÇÕES DO 1° DE MAIO
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Em 1889, reunidos em Londres, representantes de centenas de entidades de trabalhadores aprovaram uma resolução: que em todos os países, em todas as cidades, os trabalhadores lutem pela redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e que se consagrasse o 1° de maio de cada ano a esta luta (em memória do ocorrido no 1° de maio de 1886, em Chicago).
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No Brasil - 1894 - em Santos, no 1° de Maio, o Centro Socialista realiza palestra e debate. Alguns autores consideram a primeira comemoração da data, no Brasil.
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1900 - em 25/09, fundado em São José do Rio Pardo (SP) o Clube Democrático Socialista Os Filhos do Trabalho. O manifesto do Clube para o 1° de maio de1901 foi escrito pelo socialista Euclides da Cunha que dizia ser necessária “a reabilitação do proletariado, pela exata distribuição da justiça, cuja fórmula suprema consiste em dar a cada um o que cada um merece, abolindo-se os privilégios quer de nascimento, quer de fortuna, quer da força.”
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1906 - o 1° de maio foi comemorado em várias cidades. Em São Paulo, o Sindicato dos Gráficos uniu-se a outros sindicatos para realizar apresentações teatrais, em vários teatros da cidade. No Rio de Janeiro houve comemoração em praça pública. Em Santos houve comemoração, mesmo com uma violenta repressão enviada pelo governo (navios de guerra ancoraram no porto para intimidar). Em Campinas, surgiu o primeiro número do jornal A Voz Operária.
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1907 - o 1° de maio foi comemorado em todas as grandes cidades brasileiras e marca o início da luta pela jornada de 8 horas em nosso país.
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1909 - o número 10 do jornal A Voz do Trabalhador (1° de maio de 1909) publicava, pela primeira vez no Brasil, a letra do hino A INTERNACIONAL, composto por Pierre Degeyter e Eugène Pottier, em 1871, e que já virara o hino das comemorações do 1° de maio na Europa (junto com a bandeira vermelha usada pelos operários de Paris).
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1929 - Em 1° de Maio é criada a Confederação Geral dos Trabalhadores que, em março do ano seguinte, promove um Congresso de Agricultores e inicia a fundação de Sindicatos Rurais.
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É a partir dos primeiros anos da década de 40 que o governo passa a assumir as comemorações do 1° de maio e a transformar o dia de luta (pela jornada de 8 horas diárias de trabalho e de outras resistências para os trabalhadores) em festas com futebol de graça, shows com artistas e bailes para desviar o sentido das comemorações. O “Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora” passou a ser usado para iludir o próprio trabalhador.
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1968 – Já na ditadura militar, no 1º de maio, estudantes e trabalhadores se unem para organizar o Dia do Trabalhador. O Governador de São Paulo, Abreu Sodré, alimentava o sonho de suceder Costa e Silva e resolve se promover, autorizando o ato e mandando construir um palanque. Ao chegar à praça, com sua comitiva, é recebido com pedradas e palavras de ordem contra a ditadura, fugindo do local. Os manifestantes queimam o palanque oficial e saem em passeatas pelas ruas da capital.
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1981 - A bomba do Riocentro - A comemoração do 1° de maio, organizada pelo Centro Brasil Democrático (Cebrade), seria realizada no pavilhão do Riocentro. Cerca de 20.000 pessoas já se encontravam no local e aplaudiam um show da Elba Ramalho, quando todo o local foi sacudido por uma explosão. No estacionamento do pavilhão, perto da casa de força do Riocentro, uma bomba explodiu dentro de um carro Puma com dois oficiais do exército. O caso, até hoje, não tem explicação, e os ministros militares anunciaram, na época, que os militares é que teriam sido alvos de um atentado.
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Um 1° de Maio marcante - Quando os metalúrgicos do ABC (São Paulo) entram em greve, em abril de 1980, o movimento já tinha algo de diferente, antes mesmo de começar. O adesivo que convocava para a Assembleia era claro: "Chegou a hora! Vamos matar nossa sede." Por seu lado, o governo anunciava sua determinação de reprimir e lembrava que o sindicato já sofrera intervenção em 1979. A Assembleia do dia 30 de março, um domingo, votou pela greve. O movimento começou, e todos sabiam que seria longo e difícil. Um "Comitê de Solidariedade" foi criado e contava com setores da Igreja católica, associações de moradores e setores da esquerda. No dia 17 de abril, às 18:30 h, o Ministro assina o decreto, determinando a intervenção no Sindicato e afastando a diretoria. No dia seguinte, helicópteros do exército sobrevoavam São Bernardo, enquanto tropas da Polícia Militar, com carros "brucutus" e policiais da temida ROTA (polícia do Estado de São Paulo) cercavam o Sindicato. Do outro lado, o movimento ia crescendo e conquistando todo o descontentamento popular contra o regime. A Associação Brasileira de Imprensa, a Ordem dos Advogados do Brasil, a Comissão de Justiça e Paz e centenas de outras entidades e organizações passam a apoiar e mostrar adesão a uma greve iniciada pelos peões do ABC. O 1° de Maio foi comemorado em São Bernardo (eu estive lá) por lideranças de todo o país, mesmo com a sede do Sindicato fechada e sob intervenção. A greve continuava!
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Uma bomba no Memorial No dia 1° de maio de 1989, em Volta Redonda (Rio de Janeiro), os metalúrgicos da Companhia Siderúrgica Nacional - CSN - inauguraram o Memorial projetado por Oscar Niemeyer em homenagem aos três metalúrgicos assassinados pelo exército durante a greve de novembro (09/11/1988). A Central Única dos Trabalhadores - CUT - havia indicado a cidade de Volta Redonda como a sede da comemoração oficial do 1° de maio, e caravanas de trabalhadores chegavam dos Estados próximos para a homenagem. A inauguração do Memorial foi presenciada por cerca de 20 mil trabalhadores que lotaram a praça e as ruas próximas. Na madrugada seguinte, dia 02, por volta das três horas, Volta Redonda acordou com o Barulho de uma explosão... Na praça, centenas de pessoas atraídas pelo barulho olhavam para o Memorial tombado por duas bombas de alto poder explosivo!
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quarta-feira, 19 de março de 2025

FORJAR NA LUTA UMA NOVA CONSCIÊNCIA DE CLASSE * Organização Comunista Arma da Crítica/OCAC

FORJAR NA LUTA UMA NOVA CONSCIÊNCIA DE CLASSE
OCAC

A crise de popularidade do governo é consequência direta das ambiguidades que marcam sua gestão. Lula, em seus dois primeiros mandatos, sem alterar o regime de acumulação neoliberal e o papel do Brasil como fornecedor de matérias-primas baratas, conduziu a economia de forma a promover um “ganha-ganha” geral. Os lucros do capital cresceram ao mesmo tempo em que a massas trabalhadora, pela via de empregos precários e acesso ao consumo por endividamento, acessava o mercado de consumo. Isso criou a sensação ilusória de satisfação e acomodamento entre as classes.

O cenário atual é completamente diferente. A crise econômica de 2008 destruiu a ilusão de prosperidade generalizada dos primeiros anos da década. E empurrou o imperialismo, para garantir o lucro capitalista, a aplicar um duríssimo ajuste fiscal e a arrochar os instrumentos de exploração colonial e neocolonial.

No Brasil, esse cenário foi aproveitado pela burguesia, associada ao imperialismo, para aumentar a taxa de exploração do povo. Fez-se a reforma trabalhista, impôs-se o teto nos gastos públicos, abriu-se um novo ciclo de assalto ao patrimônio do Estado via privatizações, o rentismo se tornou uma força ainda mais poderosa e o país se especializou ainda mais no comércio internacional como produtor de matérias-primas agrícolas e minerais baratas. E tudo isso agravado pela devastação do governo proto-fascista de Bolsonaro.

Superar esse cenário, e realizar na prática o lema “União e Reconstrução” do mandato, exigiria que este enfrentasse os interesses do grande capital. Que se revogasse as reformas trabalhistas e da previdência, que se reestatizassem as estatais privatizadas, que se retomassem as 4 mil obras paradas, que se aumentassem os investimentos públicos em saúde e educação, que se fizesse a reforma agrária, que se enfrentasse os interesses do rentismo e dos monopólios.

Todavia, o que estamos assistindo é uma rendição completa do governo a uma agenda que aprofunda o ajuste ultraliberal. Há um retrocesso generalizado nas políticas do governo por causa da política de restrição autoimposta com o Arcabouço Fiscal, inclusive nas políticas sociais. Exemplos são o anúncio recente do corte de R$ 7,7 bilhões no Bolsa Família e, no final do ano passado, a proposta do governo aprovada no Congresso para cumprir a meta do Arcabouço foi de restringir o acesso ao BPC e limitar o aumento do salário mínimo.

E, agora, assistimos a inação do governo diante do aumento do preço dos alimentos. Ao invés de intervir no mercado, combater os preços de monopólio, aumentar a produção agrícola voltada ao mercado interno, fazer a reforma agrária e até mesmo subsidiar a compra de alimentos, o governo espera ser salvo por uma nova supersafra ou pela diminuição do dólar.

O resultado dessa política é que o governo aliena cada vez mais sua base social e eleitoral, que se reflete no aumento da sua reprovação. A resposta do governo a esse cenário é o de buscar uma reaproximação com os movimentos populares, como forma de evitar a dispersão de sua base política de apoio. Porém, ela é mais fruto do desespero de contornar a situação imediata marcada pelo aumento da reprovação, do que uma reação coerente e articulada com um projeto de desenvolvimento.

O movimento popular e sindical não pode ficar na expectativa de uma mudança de rumo do governo. O momento e as condições para isso já se esfumaram. É preciso se colocar em movimento e organizar lutas que mobilizem as massas trabalhadoras em torno de demandas imediatas, como o preço dos alimentos, o fim da escala 6 x 1 e a reforma agrária. Outro exemplo é a luta contra a política de juros do Banco Central que engessa o crescimento econômico e favorece o rentismo. Será por esse caminho, da luta e organização, que a necessária consciência de classe para enfrentar a burguesia brasileira será forjada.

segunda-feira, 16 de setembro de 2024

A Internacional contra o fascismo e suas tarefas históricas * Pedro César Batista/DF

A Internacional contra o fascismo e suas tarefas históricas
Pedro César Batista

O capitalismo vive uma de suas mais profundas crises, resultado de sua política de acumulação destruição, sua política criminosa contra os povos, que sofrem duros ataques às históricas conquistas da classe trabalhadora. 

Os EUA efetivam-se como uma central das corporações que saqueiam nações, destroem os Estados nacionais, provocam guerras e desenvolvem poderosas campanhas pelas redes sociais difundindo mentiras, disseminando o ódio, o medo e atacando os governos que não se sujeitam às imposições do grande capital e corajosamente defendem a soberania e autodeterminação. 

A Venezuela tem sido o epicentro desta campanha, que tem a finalidade de derrubar o legítimo governo do presidente Nicolás Maduro Moros, recém-eleito em uma eleição limpa, transparente e segura, na qual a população mostrou a disposição em seguir as transformações iniciadas por Hugo Chávez Frias. 

Na Palestina, os sionistas, sustentados pela organização terrorista denominada “israel”, seguem o extermínio do povo e a ocupação do território, iniciada em 1948. 

A Ucrânia, como uma ponta de lança da OTAN, faz ressurgir o nazismo, com mercenários que, depois de atacarem por 8 anos a população de Donetsk e Lugansk, continuam suas ações terroristas contra a Rússia, que os enfrenta.
 Este quadro que levou a realização do Congresso Mundial contra o fascismo, neofascismo e outras expressões similares.

O Congresso mundial contra o fascismo, chamado pelo governo do presidente Nicolás Maduro reuniu mais de 1200 delegados de 95 países, representando todos os continentes. Durante os dias 10 e 11 de setembro, foram apresentadas inúmeras análises sobre as tarefas que a humanidade tem no momento para derrotar as agressões do imperialismo. No final do encontro foi aprovado por unanimidade a fundação da Internacional contra o fascismo, com sede em Caracas. O congresso foi realizado na data que marcou o martírio de Salvador Allende, assassinado em combate durante o golpe em 11 de setembro de 1973, no Chile.
O congresso foi aberto pela vice-presidente da Venezuela, Delci Rodriguez, que destacou que o “fascismo é a vanguarda extremista do capitalismo”, os quais se utilizam de toda a violência, propagação de mentiras e ataques contra os povos para tentarem superar a crise que a burguesia enfrenta. A vice-presidente Rodriguez ressaltou que apesar de toda a agressão e covardia do imperialismo, sempre haverá resistência. “O povo Palestino tem sido o maior exemplo de resistência ao fascismo em sua vertente sionista”, disse. Assim como os povos de América Latina e Caribe enfrentaram cruéis ditaduras nas décadas de 1970/80, todas financiadas e organizadas pelos EUA, que deixaram um saldo de milhares de mortos, torturados, presos políticos e exilados, atualmente o imperialismo coloca governos que atuam contra os interesses nacionais, após intensas campanhas pelas mídias e redes sociais, como são os casos da Argentina, com Milei; do Equador, com Noboa; de El Salvador, com Bukele, e no Peru, com Boluarte. Na Venezuela ao longo de 25 anos tentam derrotar o processo bolivariano. Somente em propaganda contra o processo eleitoral de 28 de julho neste país foram gastos mais de 1 bilhão de dólares, com o uso da arma dos algoritmos. 

A extrema direita fascista não quer aceitar o resultado da eleição de 28 de julho, mas o povo venezuelano deu a resposta reelegendo Nicolás Maduro. A reação dos fascistas foram ataques terroristas, incendiando inúmeros prédios e assassinando 27 pessoas, entre os quais dois oficiais da Força Bolivariana. Um garoto de 13 anos, detido, confessou que matou porque as redes sociais diziam que tinha que matar todos os comunistas. Entretanto nada disso a imprensa mostra, segue difundindo o discurso da mentira e propaganda contra o resultado da eleição.

A grande batalha no atual momento é enfrentar é derrotar a guerra dos algoritmos, que propagam a morte, o ódio, a normalização do genocídio, como se vê com o extermínio do povo Palestino. Dia 7 de outubro fará um ano que os sionistas matam diariamente crianças, mulheres e homens em Gaza, isso depois de 76 anos de ocupação e ações terroristas contra o povo palestino. A grande imprensa e as redes passam a ideia que isso é normal e aceitável, chegam a difundir a mentira de que quem tem direito a se defender são os invasores, os assassinos sionistas.

A América Latina e o Caribe são a região mais desigual do planeta, com um punhado de parasitas bilionários, ligados às corporações que cada vez mais faturam às custas do sofrimento da população. E justamente por ser o governo bolivariano o que mais investiu em transformações e distribuição de riquezas, a partir de 1999, possuir a maior reserva petrolífera do mundo, tem sido o alvo principal dos ataques dos EUA. O mesmo que enfrenta Cuba, com um cruel bloqueio há 62 anos, que tem causado prejuízo da ordem de aproximadamente 1 trilhão de dólares a ilha rebelde, ou a Nicarágua sandinista, que segue avançando e soberana, apesar de todos os golpes e ações criminosas que tem sofrido.

A classe trabalhadora e os povos do mundo têm sofrido duros ataques dos magnatas da comunicação. Elon Musk, um cachorro louco do capitalismo, ameaçou o presidente Nicolas Maduro, assumiu publicamente que financiou o golpe contra Evo Morales, na Bolívia, em 2019. Também disse não reconhecer a legislação brasileira, após a decisão da Suprema corte decidir por suspender a plataforma no Brasil, devido o não cumprimento da ordem legal. Na Venezuela atacaram o sistema eleitoral, pretendiam provocar uma guerra civil no país, mas a resposta do governo foi debelar os atos terroristas em poucas horas. Ainda assim o sistema eletrônico do estado Venezuela sofreu uma ação com 30 milhões de ataques cibernéticos por minuto, tudo para impedir que o resultado eleitoral fosse divulgado e se efetivasse a vitória de Nicolás Maduro. As redes sociais têm servido como armas dos fascistas a nível mundial. A pandemia possibilitou crescimento da concentração de riquezas e aumento da miséria e desigualdade. Sem nenhuma dúvida, as redes sociais são o maior perigo na atualidade: o Facebook, Instagram, WhatsApp, Twitter agora X, entre outros.

A nível global 17 países são governados pelos fascistas, em 21 países há 727 organizações fascistas, as quais atuam por meio de ONGs e institutos, financiados pelas corporações imperialistas, que controlam os EUA e subjugaram a Europa. Este continente vive uma profunda crise econômica, resultado nas políticas neoliberais, que tem usado políticos fascistas para provocarem divisão, ódio e medo na população europeia. Essa batalha contra o fascismo é global, os fascistas são uma organização do crime, financiadas e organizadas pelas corporações, que controlam todos os governos de direita no mundo e servem aos interesses dos EUA. O inimigo não é quem está ao nosso lado, o inimigo é o imperialismo, controlado pelas corporações.

No encerramento do Congresso foi fundada a Internacional contra o fascismo, resgatando a história das internacionais da classe trabalhadora. Em 1864. Karl Marx e Friedrich Engels lideraram a criação da I Internacional, quando foram lançados os fundamentos da luta proletária, a nível internacional pelo socialismo. Em 1889, criou-se a II Internacional, que não correspondeu as necessidades históricas, levando a um rebaixamento das lutas revolucionárias, porém buscando propagar o movimento de massas a nível mundial. Em março de 1919, liderada por Lenin, criou-se a III Intencional, voltada para a criação dos Estados proletários e a organização revolucionária em todos os países. Nasce agora uma nova Internacional, com a tarefa de barrar o fascismo, que nas décadas de 1920 a 1950 levou a segunda guerra mundial e deixou mais de 30 milhões de mortos, principalmente os soviéticos, responsáveis por derrotar o nazismo e libertar a humanidade. Barrar o fascismo é tarefa de todos, criar as condições para unir, organizar e travar duramente a batalha de ideias, construindo grandes mobilizações de massa, que possibilitem impedir a total destruição da vida no planeta.
O congresso contou com exposições de Manuel Pineda Marín. (España), Jodi Dean (Estados Unidos), Lucas Aguilera (Argentina), Abel Prieto (Cuba), Irene León (Ecuador), Oscar Laborde. (Argentina), Juan Carlos Monedero (España), Eugene Puryear. (Estados Unidos), Rodrigo Acuña. (Australia), Maite Mola. (España), Paloma Griffero (Chile), Valeria Duarte (Bolivia), Rafael Klejzer. (Argentina), Andrea Vlahusic. (Argentina), Alina Duarte (México), Marcelo Koenig. (Argentina), Fernando Buen Abad Domínguez (México), Alejandro Rusconi (Argentina), Javier Couso (España), María Fernanda Ruíz (Argentina), Bruno Lonatti (Argentina), Meyvis Estevez (Cuba), entre outros.

A TV Comunitária de Brasília, a Rede Internacional de Intelectuais, artistas e movimentos sociais em defesa da humanidade – Capitulo Brasil e o Comitê anti-imperialista general Abreu e Lima participaram deste histórico momento que criou a Intencional contra o fascismo, que terá sede em Caracas. Agora a tarefa é difundir e organizar a internacional contra o fascismo no Brasil.

• Pedro César Batista, jornalista e escritor, integra a TV Comunitária de Brasília, a Rede Internacional de Intelectuais, artistas e movimentos sociais em defesa da humanidade – Capitulo Brasil e o Comitê anti-imperialista general Abreu e Lima.

quarta-feira, 7 de agosto de 2024

30º GRITO DOS EXCLUÍDOS * Coordenação Nacional

GRITO DOS EXCLUÍDOS
30 anos tecendo o Brasil que a gente quer!

REPRODUÇÃO

Uma data a celebrar e festejar! E qual é a melhor maneira que temos para isso? Apostar no processo de organização e na educação popular e nas ruas! Alguém aí se identifica? Se sim, é porque é parte ativa dessa história que construímos coletivamente. Quem constrói esse processo ou está nas ruas nos 7 de setembro sabe a importância que esse Grito tem para nós e ao conjunto das lutas populares desse país!

Grito dos Excluídas e das Excluídas 2024 – 30 anos de Resistência! Segue o genocídio do povo Palestino, mulheres e crianças como alvo, porque Israel e seus aliados acham que vidas palestinas não importam. Com os impactos das catástrofes climáticas, cada vez maiores, sobre os territórios periféricos. Que não são só climáticas, mas provocadas pelo sistema capitalista para o qual a vida da natureza não vale e a vida dos povos tradicionais não importa.

A riqueza dos cinco homens mais ricos mais que dobrou, entre 2020 e 2023, saindo de 405 bilhões de dólares para 869 bilhões de dólares. Enquanto 5 bilhões de pessoas ficaram mais pobres, no mesmo período. A desigualdade e a fome aumentam dia após dia. E as políticas sociais continuam sendo cortadas dos orçamentos públicos porque a vida das pessoas que acessam os serviços públicos pouco importa.

A dívida pública continua a consumir quase metade do orçamento público federal (em 2023 foram R$ 1,879 trilhão, sendo 46,3% para pagar juros e serviços da dívida), estrangulando os gastos sociais em favor dos financeiros. Porque a vida dos que são credores de uma dívida social e ambiental pouco importa.

Na transação energética presente na intensa agenda internacional em que se encontra o Brasil, em 2024 e 2025, precisamos mostrar que as energias eólica e solar em grande escala não respondem a nossa soberania energética. São povos do campo e do mar enganados por falsos mercadores e a construção de torres de grande porte, impedindo que as pessoas durmam e crianças brinquem. A vida dessas pessoas importa?

O crescente feminicídio, crime contra mulheres, causa pavor e indignação. O Brasil é um dos países que mais mata mulheres por atos violentos que acontecem, em sua maioria, dentro de casa. A vida das mulheres e crianças parece ter menos valor. Aumenta o número de empregos, e também a carga diária de trabalho. Os trabalhadores estão ganhando menos. A precarização tem destaque no setor de aplicativos. A vida desses trabalhadores/as parece não importar.

Nesses 30 anos do Grito, “A vida em primeiro lugar” nos acompanhou! No mu- tirão pela vida, por terra, teto e trabalho! Porque a vida das mulheres, das crianças, do povo periférico, do povo preto, dos indígenas, dos quilombolas, das marisqueiras, das pessoas no campo, na floresta e na cidade IMPORTA.

Romper a barreira do ultra individualismo como nos propõem a Campanha da Fraternidade - “Vós sois todos irmãos e irmãs” – é o grande desafio. É na amizade e companheirismo que construímos no dia a dia: nas lutas, nas comunidades, nos movimentos sociais e populares, nos sindicatos, nos partidos políticos. Somos diferentes e diversos, vamos nos somando, mostrando que dois mais dois nunca é quatro e sim muito mais. É a sinergia fazendo acontecer. A força dos coletivos nas ruas ou na formação/estudo vai nos apontando um futuro de justiça e, com esperança e organização, seguirmos adiante na comemoração desses 30 anos do Grito!

Coordenação Nacional
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domingo, 14 de julho de 2024

CARTA AOS REVOLUCIONÁRIOS * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

  *CARTA AOS REVOLUCIONARIOS*


Como os companheiros bem sabem, o sistema capitalista vive uma profunda crise estrutural que atinge o seu organismo como totalidade.


Há muito a crise que atinge o modo de produção capitalista, não é apenas somente econômica, mas social, política, civilizatória, etc; enfim, a crise possui um caráter universalizante e ameaça de forma objetiva a própria sobrevivência da humanidade.


O momento atual tem como uma de suas marcas, o auge da contra-revolução; aberta sobretudo, desde o fim da União Soviética e queda do Muro de Berlim, acontecimentos históricos que expressaram dura derrota do proletariado mundial.


 A fragmentação em que se encontra a esquerda revolucionária brasileira, potencializa seu isolamento em relação a classe, fator que contribui inexoravelmente para a solidificação da contra-revolução burguesa.


Nesse sentido, torna-se mesmo imperativo construir no país um polo autenticamente revolucionário, que aglutine os melhores, mais combativos e abnegados elementos da vanguarda classista para criar de fato, as bases de um partido comunista da revolução brasileira.


Nesta perspectiva buscamos construir junto às demais organizações proletárias e comunistas este instrumento de Frente de Lutas, que pode tornar-se um embrião do partido revolucionário, não como ficção, mas sim concretamente. Dessa forma propomos a aproximação de todas as correntes, no sentido de atuação pela via política da Frente Única de esquerda.


*Propomos pôr de pé uma imprensa operária, popular e comunista, que saiba fazer seu papel de esclarecer e despertar as massas trabalhadoras. Que saiba, em seu cotidiano e intervenção, fazer a ponte dialética entre o programa mínimo e as necessidades históricas da revolução brasileira em nossa agitação e propaganda;


*Propomos fortalecer a Frente Única Revolucionária dos trabalhadores brasileiros, que centralize as organizações revolucionárias, no sentido de superar nossa fragmentação e fortalecer nossa atuação junto às massas;


*Propomos deliberar uma agenda de atuação e intervenção na atual conjuntura  histórica gravíssima, visto que o tempo corre.


Com a perspectiva de avançarmos para a construção de um instrumental para potencializar as lutas dos explorados, diante de uma conjuntura  marcada pela guerra de classe que a burguesia declarou ao povo brasileiro, é que apresentamos as propostas acima aos demais camaradas. 


Saudações revolucionárias

!!!!!!

Frente Revolucionária dos Trabalhadores

FRT

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domingo, 28 de abril de 2024

1º DE MAIO INTERNACIONALISTA REVOLUCIONÁRIO DE CLASSE E DE LUTA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

1º DE MAIO INTERNACIONALISTA REVOLUCIONÁRIO DE CLASSE E DE LUTA
CONFIRA

*CONVOCAÇÃO DA CUT PARA O 1º DE MAIO UNIFICADO*

Será no PARQUE MADUREIRA, *hoje, 1º de maio*, de 10 às 15 horas.

Você não pode perder!* Vá e leve a família e amigos pra curtirem juntos o feriado do seu dia, o *Dia do Trabalhador!

A tenda das Centrais ficará próximo ao portão, no cruzamento da Rua Soares Caldeira e Antônio Abreu.

BORA AVERMELHAR O PARQUE MADUREIRA!
*Aguardamos todos/as, lá!*

SOMOS FORTES, SOMOS CUT!

























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