O capitalismo está podre. Todos sabemos disso. Mas ele não cai sozinho, ele não morre de morte natural. Precisamos aliar o antifascismo e o antimperialismo ao internacionalismo proletário, e assim somar forças para construir o socialismo. Faça a sua parte. A FRENTE REVOLUCIONARIA DOS TRABALHADORES-FRT, busca unir os trabalhadores em toda sua diversidade, e formar o mais forte Movimento Popular Revolucionário em defesa de todos e construir a Sociedade dos Trabalhadores - a SOCIEDADE COMUNISTA!
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domingo, 18 de janeiro de 2026
DITADURA. ORA, DITADURA! * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT
quarta-feira, 7 de agosto de 2024
30º GRITO DOS EXCLUÍDOS * Coordenação Nacional
REPRODUÇÃO
Uma data a celebrar e festejar! E qual é a melhor maneira que temos para isso? Apostar no processo de organização e na educação popular e nas ruas! Alguém aí se identifica? Se sim, é porque é parte ativa dessa história que construímos coletivamente. Quem constrói esse processo ou está nas ruas nos 7 de setembro sabe a importância que esse Grito tem para nós e ao conjunto das lutas populares desse país!
Grito dos Excluídas e das Excluídas 2024 – 30 anos de Resistência! Segue o genocídio do povo Palestino, mulheres e crianças como alvo, porque Israel e seus aliados acham que vidas palestinas não importam. Com os impactos das catástrofes climáticas, cada vez maiores, sobre os territórios periféricos. Que não são só climáticas, mas provocadas pelo sistema capitalista para o qual a vida da natureza não vale e a vida dos povos tradicionais não importa.
A riqueza dos cinco homens mais ricos mais que dobrou, entre 2020 e 2023, saindo de 405 bilhões de dólares para 869 bilhões de dólares. Enquanto 5 bilhões de pessoas ficaram mais pobres, no mesmo período. A desigualdade e a fome aumentam dia após dia. E as políticas sociais continuam sendo cortadas dos orçamentos públicos porque a vida das pessoas que acessam os serviços públicos pouco importa.
A dívida pública continua a consumir quase metade do orçamento público federal (em 2023 foram R$ 1,879 trilhão, sendo 46,3% para pagar juros e serviços da dívida), estrangulando os gastos sociais em favor dos financeiros. Porque a vida dos que são credores de uma dívida social e ambiental pouco importa.
Na transação energética presente na intensa agenda internacional em que se encontra o Brasil, em 2024 e 2025, precisamos mostrar que as energias eólica e solar em grande escala não respondem a nossa soberania energética. São povos do campo e do mar enganados por falsos mercadores e a construção de torres de grande porte, impedindo que as pessoas durmam e crianças brinquem. A vida dessas pessoas importa?
O crescente feminicídio, crime contra mulheres, causa pavor e indignação. O Brasil é um dos países que mais mata mulheres por atos violentos que acontecem, em sua maioria, dentro de casa. A vida das mulheres e crianças parece ter menos valor. Aumenta o número de empregos, e também a carga diária de trabalho. Os trabalhadores estão ganhando menos. A precarização tem destaque no setor de aplicativos. A vida desses trabalhadores/as parece não importar.
Nesses 30 anos do Grito, “A vida em primeiro lugar” nos acompanhou! No mu- tirão pela vida, por terra, teto e trabalho! Porque a vida das mulheres, das crianças, do povo periférico, do povo preto, dos indígenas, dos quilombolas, das marisqueiras, das pessoas no campo, na floresta e na cidade IMPORTA.
Romper a barreira do ultra individualismo como nos propõem a Campanha da Fraternidade - “Vós sois todos irmãos e irmãs” – é o grande desafio. É na amizade e companheirismo que construímos no dia a dia: nas lutas, nas comunidades, nos movimentos sociais e populares, nos sindicatos, nos partidos políticos. Somos diferentes e diversos, vamos nos somando, mostrando que dois mais dois nunca é quatro e sim muito mais. É a sinergia fazendo acontecer. A força dos coletivos nas ruas ou na formação/estudo vai nos apontando um futuro de justiça e, com esperança e organização, seguirmos adiante na comemoração desses 30 anos do Grito!
Coordenação Nacional
segunda-feira, 30 de janeiro de 2023
DIREITOS DA MULHER * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT
terça-feira, 24 de janeiro de 2023
CIVILIZAÇÃO VEM DE CIVIL * Rosa Freire d'Aguiar - SP
quarta-feira, 19 de outubro de 2022
Vou falar do meu lugar de pobre, favelada e que convive de verdade com povão * NATALIA ANDRADE -SP
Vou falar do meu lugar de pobre, favelada e que convive de verdade com povão
Não dá pra brincar de fazer educação política agora faltando menos de um mês pra eleição. Não dá pra faltar de orçamento secreto, centrão, compra de apoio AGORA. Educação a gente faz a longo prazo e a gente não tem prazo.
Não adianta falar de orçamento secreto pra quem ta ouvindo que se o Lula ganhar vai ter que assar o próprio cachorro e vai ter a casa invadida por sem-teto.
A gente tá numa disputa extremamente suja e se quiser ganhar é descer do salto e enfiar a mão na lama. Vídeo de artista fazendo L na frente da mansão não convence quem tá sem dormir por causa do aluguel atrasado. Passou da hora de sair da bolha, da academia e parar de pregar pra convertido.
Tem milhões de outras realidades a nossa volta, as pessoas têm fome e quem tem fome tem fome agora, não é amanhã, não é quando o programa de governo for aprovado. Essas discussões são importantíssimas, mas não são pra agora.
Tá na hora de usar a mesma arma que essa galera. Se é pra fazer terrorismo, levar pra religião, pra situações extremas, que seja. Queria demais que o adversário fosse civilizado e a gente pudesse fazer discussão decente. Mas não é e isso é o que tem pra hoje.
Já deu de ficar nessa bolha de nós somos inteligentes e especiais e estamos fazendo pelo bem da humanidade. A gente tá fazendo por nós mesmos, mas é do lado de cá que a corda arrebenta. Já deu de fazer campanha com sambinha fora da realidade, isso não cola, não convence e muitas vezes nem chega em quem mais precisa.
É isso. A gente tem que lembrar que não tá mais em 80, que Chico e Caetano são divindades, mas não falam mais com o povão. Que o mundo não é Rio e São Paulo. Quer falar com favelado? Pega o Poze, a Ludmila, os Racionais. Coloca pessoas com quem as pessoas reais se identifiquem.
Eu não quero o Lula por causa do investimento em pasta X ou Y, por causa de democracia. Com ou sem o Lula polícia sobe favela e atira primeiro pra perguntar depois, com ou sem o Lula segurança me segue em shopping, com ou sem o Lula eu tenho que pensar no que vou vestir e calçar pra evitar ser parada e não ficarem me encarando tanto quando eu vou a qualquer lugar.
Eu quero o Lula porque foi com o bolsa família que eu não passei fome, com cota que eu entrei na universidade, com farmácia popular que minha irmã teve acesso as medicações que ela precisa pra sobreviver.
Eu sou a primeira da minha família que formou e ainda passo os mesmos apertos, ainda vejo que cota vale na faculdade, mas não vale no mercado de trabalho, que os mesmos sobrenomes que escravizaram meus antepassados dominam o mercado onde eu não consigo entrar.
A vida não vai ser linda quando o Lula ganhar não, mas as pessoas merecem ao menos a oportunidade de que ela seja menos difícil. Onde eu moro posso contar quantas vezes polícia entrou lá em casa, quantas vezes acordei e tinha gente armada por lá sem mandado, sem porra nenhuma.
www.ctb.org.br /Natalia Andrade, jornalista, preta, a integrante do grupo “Esporte pela Democracia”
quarta-feira, 29 de junho de 2022
O Brasil caiu nas mãos do seu torturador * Márcia Tiburi / Carta Capital
O Brasil caiu nas mãos do seu torturador
Márcia Tiburi / Carta Capital
Em 17 de abril de 2016 na votação do farsesco impeachment contra Dilma Rousseff, Bolsonaro se tornou o Ubu rei nacional. Ubu Rei é um personagem de uma peça homônima de Alfred Jarry que data do final do século 19. Nela o personagem principal é um sujeito que quer ser rei para comer muito, matar, enriquecer ilicitamente e fazer todo tipo de maldade e grosseria que estiver ao seu alcance.
O Ubu Rei é um personagem fundamental que nos ajuda a perceber como e por que as figuras mais grotescas fazem muito sucesso na política. Quando a política não se realiza como tragédia, ela se realiza como farsa e a farsa, no sentido do teatro do grotesco que produz efeitos de poder justamente por ser desqualificado e violento, é o que vivemos há um bom tempo no Brasil. Pelo menos desde o golpe de 2016.
Nero e Hitler, Trump e Erdogan fazem parte da estirpe do Ubu. Bolsonaro consegue ser mais surpreendente do que todos eles. De mentalmente inimputável a presidente da república, Bolsonaro deu um salto que faz lembrar das pulgas que não tendo tamanho para ir tão longe vão mesmo assim. Como ele conseguiu tal façanha? Sendo empurrado por muitos, pelos poderes coniventes que saqueiam o Brasil, mas não só. Todos reconhecem que ele tem brilho próprio. Bolsonaro conseguiu transformar as dezenas de deputados grotescos em cena na votação de 17 de abril de 2016 em figuras coadjuvantes diante da sua verve. Em 2018 muitos se elegeram com o mesmo método no teatro atual da política, mas nenhum se compara a ele. De Janaina Paschoal a Kim Kataguiri, de João Doria a Wilson Witzel, todos se garantiram na eleição e provaram que não basta fazer uso da tecnologia política do ridículo, é preciso arrasar no papelão. A infâmia só é capital quando ela produz efeito de poder sobre as massas: um efeito estupefaciente, de droga pesada, de hipnose.
Bolsonaro é imbatível na produção desses efeitos, seja com suas frases, seja com suas cenas. Mostrando o Golden Shower, debochando dos coveiros e dos mortos por COVID, se lambuzando com um cachorro-quente ou fazendo propaganda de cloroquina, o que Bolsonaro faz é causar efeitos pelo choque, em intensidades diversas essa é a técnica que ele domina. Seja ameaçando de morte, seja sendo cínico, ele é único no seu papel. E ao que ele deve tamanha habilidade? Ora, ele teve escola e isso é o que mais importa.
Foi em nome de uma escola que Bolsonaro criou sua fama tendo sido em 17 de abril de 2016 o grande orador da turma. Melhor aluno da escola, ele recebeu a faixa presidencial do Ubu rei anterior, na verdade um pouco esmaecido, mas igualmente funesto, Michel Temer. Mas o sucesso pertence a Bolsonaro, que não perdeu de vista o “dia de glória” e, no contexto de uma violência simbólica espetacular, fez o elogio de ninguém menos que “Carlos Alberto Brilhante Ustra”, o famoso torturador da ditadura militar que ele tinha como mestre. Mas ele precisava se superar no parque temático do Congresso Nacional. Não bastava a coleção de asneiras, nem apenas o elogio ao torturador, era preciso adicionar um aspecto ao discurso que faria toda a diferença no inconsciente político do povo. E para isso, ele foi ao ponto ao falar do “terror de Dilma Rousseff” trazendo de volta das catacumbas apodrecidas da história a pedagogia que durante anos tocou o terror no Brasil: a tortura.
Podemos dizer que, nesse dia, Bolsonaro colocou grande parte da nação em uma imensa síndrome de Estocolmo. Se de uma lado, ele escandalizou a muitos que não acreditaram que ele poderia avançar, de outro lado, em sua catarse demoníaca, ele seduziu uma imensa parte da população para o seu lado. Em sua atitude, as bases da psicopedagogia da tortura. Costumamos associar um torturador a um psicopata, a um sádico, o que não deixa de ser, mas ela é uma técnica organizada pelos Estados e Igrejas, da Europa aos Estados Unidos e aplicada em todo mundo há séculos por instituições do poder. Ora, uma dimensão, talvez a mais fundamental da tortura, é justamente o seu caráter psicológico. Daí que se possa falar de psico-pedagogia da tortura como uma técnica de psico poder. A tortura sempre mexe com o medo das pessoas. E, mais além, com o pavor e angústia políticas que precisam ser elaboradas e que no Brasil jamais foram.
Quem ouviu Bolsonaro naquele dia 17 de abril ficou estupefato. Grande parte da população se deixou tocar pelo “pavor” do qual Dilma Rousseff estava sendo cobaia mais uma vez. Aí é que surgiu o que define a “síndrome de Estocolmo”, o estado psicológico que envolve algozes e vítimas por um elo complexo no qual a vítima se identifica com o agressor. Porém, ela não se identifica por empatia, mas muito mais por medo. Colocando-se ao lado do agressor, defendendo-o, o sujeito exorciza o medo de ser maltratado por ele. O operador da síndrome é o medo que, manipulado, faz o indivíduo ceder. Por isso, podemos dizer que Bolsonaro naquele dia 17 de abril, num gesto de perversão radical, colocou o Brasil no pau-de-arara, na cadeira do dragão, sob choque elétrico, em estado de pavor e devendo confessar alguma coisa, mesmo que ela não fosse verdade. A confissão chegou nas urnas dois anos depois como um diploma, prova de que a pedagogia deu certo.
Bolsonaro pertence a um escola. A da ditadura, sobre a qual ficamos sabendo nos depoimentos de torturadores e torturados. Quem consegue esquecer dos depoimentos de pessoas contando sobre choques elétricos e toda sorte de horrores vividos em seus corpos? Quem conseguirá esquecer de Lúcia Murat contando sobre a função de baratas amarradas em barbantes passeando sobre seu corpo? E quem conseguirá esquecer dos jacarés sobre o corpo de Dulce Pandolfi servindo de exemplo em uma aula de tortura?
A tortura foi um método de produção de confissão, mas antes de mais nada foi um método para imprimir pavor. Os militares brasileiros eram imediatistas, não estavam interessados em fazer pesquisas como os americanos fizeram com técnicas de tortura com o objetivo da lavagem cerebral. Os americanos sempre exportaram conhecimento para o Brasil, podemos dizer ironicamente. Os militares brasileiros nunca tiveram tanta paciência, sempre puderam contar com a televisão e sua programação torturante (sou da época em que se dizia com desgosto “não tem nada na televisão no domingo” e mesmo assim, as pessoas continuavam assistindo como se estivessem treinando para o desprazer, como se tivessem se tornado capazes de suportar qualquer sofrimento).
O Brasil caiu nas mãos do seu torturador e segue sendo torturado por ele. Todo o deboche, toda a maldade, todo o descaso e, agora o COVID19 fazem parte das técnicas de tortura em escala nacional. Quem precisa buscar jacarés, ratos ou cobras quando se dispõe do coronavírus que não dá muito trabalho e elimina uma parcela gigante da população odiada pelo fascismo nacional?
Muita gente morreu na ditadura sob a ordem de torturadores como Ustra, o herói de Bolsonaro. Muita gente segue morrendo sob a nova tortura elevada a forma de governo.
Bolsonaro é o resultado de uma parte muito séria da história do Brasil que não foi resolvida até agora. Assim como a escravização, a ditadura militar pesa na vida brasileira e muitos se esforçam para não tocar nesse assunto porque ela faz voltar do passado horrores insuportáveis e responsabilidades que uma nação de oligarquias e poderes coniventes não quer assumir.
Essas oligarquias seguem, junto com Bolsonaro, torturando e matando o povo brasileiro."
MARCIA TIBURI.RJ
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segunda-feira, 10 de janeiro de 2022
Cabanagem derrota a opressão * Guerreiro Cabano Manfredo / PA
CABANAGEM DERROTA A OPRESSÃO
Já chegaram a classificar os cabanos como uma ralé de malfeitores e bandidos que tomaram de assalto Belém em 1835 para promover a desordem e saquear propriedades.
Na verdade foi um grito de revolta do povo paraense contra as injustiças promovidas pelas elites, principalmente os portugueses.
Os cabanos chegaram a infligir à Marinha brasileira sua maior derrota na história. Os paraenses estavam cansados com a dominação portuguesa. Esses isolaram o Pará do resto do Brasil. Não reconheciam a "independência" de 1822. O povo do Pará lutava politicamente. Em outubro de 1823 quase 300 foram massacrados num navio ancorado na Baía do Guajará, de frente à Igreja das Mecês.
Nos anos seguintes perseguições, prisões e assassinatos eram praxes dos portugueses contra os brasileiros. O padre Batista Campos era contra o governo da Província do Pará e foi perseguido de forma implacável. Nas incursões para pegar esse líder cabano as tropas militares do Pará chegaram na fazenda de Antonio Malcher. Esse é acusado de ajudar Batista Campos na sua fuga na área de Barcarena. No momento que seu filho adolescente chega da mata feliz com uma caça, um soldado dá um tiro na cabeça do jovem, matando-o imediatamente. Na sequência queimam a propriedade de Malcher. O ódio desse contra os portugueses só faz aumentar. Quando essa notícia chega em Belém o clima de revolta cresce. As perseguições a Batista Campos continuam nos arredores de Barcarena até que no dia 31 de dezembro de 1834 o padre líder cabano morre vítima de uma inflamação. Não houve tempo de procurar tratamento médico devido as perseguições das autoridades governamentais. O povo de Belém então gritou de ódio: chega!Então começarem os preparativos para a Revolução Paraense, a Cabanagem.









