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terça-feira, 7 de abril de 2026

IVAN PINHEIRO FEITO NAS LUTAS * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

  IVAN PINHEIRO FEITO NAS LUTAS

"MUITO AFETO E UMA BOA POLÊMICA NOS FESTEJOS DE MEUS 80 ANOS!

(Ivan Pinheiro)

No recente 18 de março, tive a honra de compartilhar momentos fraternos com camaradas de muitas lutas comuns, na Taberna da Glória, um restaurante icônico da boemia carioca. Emocionou-me o pluralismo respeitoso e unitário que contagiou os presentes, em sua grande maioria militantes ou ex-militantes de movimentos sociais e/ou de organizações do campo da esquerda.

A cada rosto amigo que eu encontrava e a cada corpo que abraçava – em alguns casos depois de décadas - me vinham à mente histórias alegres e tristes, vitórias e derrotas, mas sempre a sensação de que, apesar de tudo, sempre mantivemos o afeto, a confiança e o respeito mútuo. Muitas ausências físicas eram percebidas ao lado de amizades comuns, sobretudo dos que ficaram apenas em nossa memória, mas também daqueles que, por razões diversas, não puderam estar presentes, embora o desejassem!


Alguns dias antes, meu velho amigo e companheiro de lutas Arlindenor Pedro me telefonara perguntando se poderia fazer um documentário durante a comemoração, o que aceitei de pronto, e se eu queria conhecer seu trabalho antes da divulgação pública, o que obviamente não aceitei, em respeito à sua iniciativa e aos seus critérios. Sugeri alguns poucos nomes de camaradas com quem compartilhei lutas nos movimentos secundarista, universitário e sindical e nos partidos em que tive a honra de militar, mas o deixei à vontade para fazer suas escolhas.


Foi difícil moderar a emoção ao assistir com calma os cerca de 40 depoimentos do documentário, revisitá-los no dia seguinte e constatar a unidade, a harmonia e a alegria que marcaram a inesquecível comemoração. Mexeu muito com meus sentimentos rever cada um dos presentes, cada uma das minhas cinco filhas, cada um dos meus três netos e três netas. A ausência física mais sentida foi da minha companheira Stela, que se encontrava internada tratando de uma pneumonia, o que quase me levou a suspender o encontro, não fora sua firmeza em me estimular a mantê-lo. Teve alta alguns dias depois e recuperou a saúde de sempre. As presenças virtuais mais sentidas foram de minha única irmã, ausente também por saúde, e da minha mãe e do meu pai, por saudades.


Quanto ao documentário, era previsto que dois temas tivessem relevo nas entrevistas, entre os quais o histórico “racha” do PCB, em janeiro de 1992, e o desfecho da campanha salarial dos bancários cariocas, em setembro de 1979. O primeiro não gerou qualquer controvérsia nos depoimentos, pois eu jamais convidaria para meu aniversário o principal antagonista que ajudei a enfrentar e derrotar naquela ocasião, o líder oportunista de um movimento cujo objetivo principal era enterrar em vida o PCB, fundado setenta anos antes.


Mas quanto ao outro tema polêmico, era natural que aparecessem as divergências. Afinal, eu havia corretamente convidado protagonistas dos dois lados que naquela época disputavam a hegemonia do sindicato, ou seja, meus melhores companheiros de diretoria e meus melhores adversários da oposição, entre os quais o mais representativo, o combativo e coerente companheiro de lutas Cyro Garcia, meu principal antagonista político no ambiente sindical bancário carioca, a quem enfaticamente convidei para a confraternização de meu aniversário, sugerindo que se pronunciasse no documentário que seria gravado durante o evento. A foto do grupo de bancários que ilustra este texto expressa o afeto e o respeito mútuo que todos herdamos deste episódio de quase meio século atrás!


Por conta das controvérsias que surgiram na fala de outros depoentes, em relação àquela importante greve - que até hoje merece e pede um debate público entre seus protagonistas - o autor do documentário percebeu a importância das palavras de Cyro, ao qual dedicou um tempo maior e a abertura da lista de pronunciamentos, com sua interpretação dos desenvolvimentos e do desfecho daquele movimento grevista, com a qual concordo em muitos aspectos, exceto algumas de suas opiniões e informações, em alguns casos inclusive em relação à veracidade dos fatos.


Tendo em vista que, por decisão minha, gravei os dois minutos de meu agradecimento para o final do vídeo sem conhecer qualquer dos depoimentos, permito-me polemizar aqui com algumas declarações do companheiro Cyro, começando por uma frase sua: “Lamentavelmente, nós não tivemos o apoio total do sindicato na greve!”, uma inverdade que já tinha sido corrigida por Fernanda Carísio - também ex-presidente do Sindicato dos Bancários do RJ e opositora à diretoria que eu presidia - em um debate presencial público entre nós três, há cerca de 5 anos, na sede da entidade, que está registrado em um filme de Antonio Garcia, militante bancário daquela época, que opina a respeito da greve no documentário dos meus 80 anos, com uma abordagem interessante.


Lembro alguns fatos. A greve foi decretada em assembleia geral no dia 13 de setembro de 1979, uma quinta-feira, que acabou sendo o dia mais dramático de minha militância. Como presidente do sindicato, eu vinha desde o início da campanha contribuindo para a unidade de ação de todas as lideranças e forças de esquerda da categoria e para a sua mobilização, politização e organização, inclusive agitando a perspectiva de uma greve, num quadro político de explosão do movimento sindical brasileiro. Do primeiro ao último dia daquela campanha salarial, o sindicato colocou toda sua máquina política, financeira e material a serviço da luta, preparando-se inclusive para assegurar a sustentação de uma greve que desde o início da campanha se mostrava inevitável.


Apesar disso, na véspera dessa assembleia decisiva, o Comitê Central do PCB, do qual eu ainda não era membro, – sob o argumento absurdo de que as greves poderiam desestabilizar a chamada “transição democrática” - me impôs a tarefa de ser o principal orador contra a greve. Depois de uma madrugada tensa e insone, decidi acatar a decisão, por não me identificar com nenhuma outra alternativa partidária naquele momento e principalmente por decidir me credenciar a enfrentar a luta interna que já se manifestava timidamente, em um partido então clandestino, contra o reformismo e a conciliação de classes. Ao declarar a decisão da assembleia a favor da greve, tive o ímpeto de subir em cima da mesa do palanque, com o microfone nas mãos, assumindo a direção do movimento, juntamente com o unitário comando de greve previamente articulado.


Na sexta-feira, o primeiro dia da greve, percorri com megafone em punho todo o centro bancário da cidade, ao lado dos companheiros mais combativos da diretoria, estimulando os piqueteiros e convencendo os poucos bancários vacilantes a aderirem à greve. O sindicato se colocou desde cedo totalmente a serviço do movimento, disponibilizando toda a estrutura material ao seu alcance para o êxito da greve e preparando a Assembleia Geral que se realizaria naquela noite, na qual fui o primeiro orador, defendendo a continuidade da greve. Tratamos de organizar com funcionários e diretores a impressão de panfletos durante a madrugada, em nossa própria gráfica, com pequeno texto agitativo e um título do tipo “A greve continua!”.


Lembrando que à época não havia telefone celular, em meio ao meu discurso na Quadra do Salgueiro chegam ao palanque da assembleia jornalistas e diversos parlamentares de esquerda então ligados ao MR-8 e ao PCB (o Vereador Antonio Carlos de Carvalho, o Deputado Estadual Raymundo de Oliveira e os Federais Marcelo Cerqueira e Modesto da Silveira), pedem para eu interromper a minha fala e me informam que, naquele exato momento, o nosso sindicato já estava fechado e  ocupado pela Política Federal, sob a direção de uma junta interventora nomeada pelo Ministério do Trabalho. Além disso, informam que a Polícia Federal havia chegado discretamente na rua principal ao lado, com mandado de prisão contra mim, Cyro Garcia e Zola Xavier da Silveira, à época do PCB, um combativo diretor do sindicato.


Informei à assembleia a intervenção e o fechamento do sindicato mas não sobre as prisões, pensando em um esquema que acabou funcionando perfeitamente. No final da assembleia, depois de aprovada a continuidade da greve por unanimidade e em consenso com o comando de greve, mobilizamos dezenas de militantes para espalhar discretamente aos ouvidos dos milhares de bancários presentes a orientação para saírem da quadra pela porta da rua em que estavam os carros descaracterizados da Polícia Federal e ficarem conversando até que os perseguidos saíssem por outro local em carros oficiais de parlamentares e fossem levados para locais seguros, no meu caso a residência de Marcelo Cerqueira, em Santa Tereza.


Em resumo: “Nós não tivemos o apoio total do sindicato na greve” apenas quando os interventores e a Polícia Federal já o haviam ocupado!


A segunda divergência factual que tenho com o depoimento do companheiro é a respeito das nossas eleições sindicais de abril de 1985. Para se entender melhor a polêmica, no SEEB-RJ o mandato da diretoria até hoje é de 3 anos e o presidente não pode ser reeleito para um mandato consecutivo. Naquela época, militantes do PCB presidimos o sindicato por seis anos: eu, de 1979 a 1982, e Roberto Percinoto, de 1982 a 1985, quando perdemos a eleição para uma chapa da CUT, cujas lideranças principais eram o presidente eleito, Ronald Barata, que havia saído do PCB com Prestes em 1980 e militava no PDT de Brizola, e Cyro Garcia, da Convergência Socialista, à época uma das tendências do PT, que mais tarde criou o PSTU.


Cyro opina no documentário sobre a vitória da chapa que liderou junto ao Barata com alguns argumentos que colidem com a verdade. O mais grave foi afirmar textualmente que nessa eleição de 1985 eu me utilizei do expediente de “dividir para reinar... Ivan dividiu o PT para ficar uma parte com ele”, desvalorizando e atribuindo a mim uma proposta unitária que não era nem ideia e muito menos “malandragem” minha, como ele sugere, mas uma articulação séria e correta, proposta publicamente alguns meses antes não por mim nem pela diretoria do sindicato, mas pelo MUDE, uma corrente bancária de esquerda socialista, também de oposição à diretoria do sindicato, petista e cutista como a Convergência Socialista!


A proposta era inédita no ambiente sindical brasileiro e tinha objetivos unitários e combativos para além do SEEB-RJ. A ideia era formar uma nova diretoria do sindicato em que estivessem todas as forças de esquerda presentes na categoria, forjando assim uma unidade de ação. Um processo eleitoral democrático, em que os diretores do sindicato seriam eleitos pelos seus próprios colegas de trabalho e não como nomes incluídos em chapas fechadas por cúpulas partidárias. Em resumo, respeitando a proporcionalidade na categoria, a diretoria de 24 membros teria 4 empregados do BANERJ, 4 do Banco do Brasil e 16 de bancos particulares, eleitos pelos sindicalizados dos seus respectivos bancos. Pela liberdade sindical de que gozavam, os do BANERJ e do Banco do Brasil seriam eleitos pelos votos secretos de seus colegas em seus locais de trabalho e os dos demais bancos, a maioria particulares, em assembleia geral.


Reproduzo abaixo o resumo de um boletim do MUDE, de 28 de janeiro de 1985, que pode ser visto na íntegra ao final deste texto. Trata-se da apresentação de seus candidatos do BB e da exposição de sua proposta, aprovada por imensa maioria em uma Assembleia Geral específica da categoria, convocada pela diretoria do sindicato, em que a Convergência Socialista foi amplamente derrotada e se recusou a acatar a decisão soberana:
MUDE (Chapa 2 – Oposição bancária)

“AGORA VOCÊ PARTICIPA:


Neste ano, a eleição para nosso sindicato será diferente. Até aqui, os grupos se reuniam, conchavavam propostas e nomes, formavam e registravam as chapas e só então iam à categoria pedir votos. Agora o processo está sendo muito mais democrático, dando condições à participação de todos. A Assembleia Geral do último dia 17 aprovou, em seus pontos essenciais, a proposta de processo eleitoral democrático que o MUDE vinha defendendo há meses... Em primeiro lugar, permite a todo e qualquer bancário sindicalizado propor nomes e influir na definição da chapa, diminuindo muito a margem de manobra dos especialistas do conchavo, o que ajudará, sem dúvida, a arejar e desburocratizar nosso sindicato. Em segundo lugar, não exclui da diretoria as chapas minoritárias ... porque o preenchimento das vagas vai se dar na proporcionalidade obtida por cada uma delas. E isso também, evidentemente, contribui para fortalecer o Sindicato.


QUEM TEM MEDO DAS PRÉVIAS?


“... Durante anos e anos exigimos a democratização do Sindicato. Durante este tempo todo combatemos a prática eleitoral dos conchavos de nomes. É por isso que discordamos veementemente dos outros setores da oposição que, após serem derrotados na Assembleia do dia 17, não acatam esta decisão soberana da categoria e, dividindo a oposição, insistem em concorrer pelo processo tradicional do “prato feito”, do conchavo e da exclusão. Quanta incoerência!”


Tendo deixado claro que não fui eu que desrespeitei a decisão da assembleia e muito menos que “dividi o PT para reinar”, revelo aqui a minha reação à proposta apresentada pelo MUDE, depois de estudá-la com atenção, concordar inteiramente com seus termos e confiar que seus membros a honrariam em qualquer circunstância.


Em primeiro lugar, nunca imaginei que parte da oposição pudesse ser contra aquela proposta, até porque lhe era amplamente favorável naquela conjuntura de desgaste do PCB. Portanto, minha decisão de apoiá-la levava em conta a possibilidade de esse processo democrático resultar na eleição de um presidente do sindicato do campo oposicionista, hipótese na qual meu candidato “in pectore” era Ronald Barata, com quem sempre mantive uma relação madura e cordial .


Foi difícil e desgastante o debate interno sobre essa proposta, tanto na diretoria da entidade como no meu partido, com muitas resistências, de alguns com argumentação política sólida, seja com receio de a nova diretoria rachar seja porque eram contra a CUT e a favor da linha política do PCB, e de outros porque temiam perder sua vaga na chapa, por decisão de seus próprios colegas de banco. Não seria mais o PCB que os bancaria, mas a sua base! Graças ao empenho de alguns camaradas da diretoria e do partido e sobretudo da excelente repercussão que a proposta do MUDE teve na vanguarda bancária e nas bases, ela acabou passando na diretoria e no partido, por resultados apertados, e na Assembleia Geral por uma aprovação avassaladora.


No meu caso pessoal, assumo que me moviam em defesa da proposta duas perspectivas que julgava importantes não só para o SEEB-RJ, mas também para repercutir no movimento sindical brasileiro. Uma delas era a expectativa de construção de uma diretoria unitária, democrática e combativa, com lideranças de confiança das bases e a outra era de que nosso sindicato passaria a ter uma diretoria majoritariamente favorável à sua filiação à CUT, fato que teria uma repercussão nacional impactante no movimento sindical brasileiro mais combativo e que poderia ao menos postergar a degeneração progressiva dessa central.
Já em outro momento do seu pronunciamento no documentário, Cyro acerta em cheio, ainda que parcialmente, ao explicar a vitória da chapa de oposição: “nós nos aproveitamos da conjuntura, do apoio do Lula e do Meneguelli, que era presidente da CUT”.


Ele tem toda a razão: foi a conjuntura! A derrota da chapa identificada com o PCB em um sindicato plural e importante, em abril de 1985, era bastante provável, ainda mais no Rio de Janeiro. O PCB já estava no fundo do poço de sua conciliação de classes, desde que seu CC havia puxado o tapete no episódio da greve bancária de 1979, tido um papel decisivo, em 1983, para fundar a CONCLAT, que virou CGT, depois Farsa Sindical, em detrimento da CUT, que ainda estava no auge do seu “prazo de validade” como central sindical combativa, e depois de ter tentado retirar a chapa Marcelo Cerqueira/João Saldanha à Prefeitura do Rio, para apoiar Jorge Leite, do PMDB. Além do mais, nos dias daquela eleição sindical, no Rio de Janeiro o PCB era oposição à direita de Leonel Brizola e já costurava o apoio a Moreira Franco no ano seguinte, quando chegou ao ponto de retirar a candidatura própria do PCB a governador - tarefa que me fora atribuída por uma Conferência Política Regional - e cuja campanha não durou mais de 40 dias, até o registro no TRE da coligação do partido com o “gatinho angorá” do PMDB, como o chamava Brizola, e em detrimento de Darcy Ribeiro!
Durante os poucos dias de campanha, tive o orgulho de receber apoio público de algumas forças de esquerda, inclusive do PSTU, que ainda não tinha registro no TSE.


Cyro tem razão ao valorizar a importância do apoio formal de Lula à chapa que tinha como lideranças ele e Ronald Barata, que participaram da fundação da CUT em 1983. Lula, em 1985, já era a principal liderança popular em nosso país e ainda parecia um militante de esquerda. Mas o companheiro esqueceu de citar o personagem político que mais influenciou a vitória apertadíssima da chapa de oposição naquela eleição sindical: Leonel de Moura Brizola, então governador do Rio de Janeiro, apoiado pela maioria da classe trabalhadora e, além do mais, o principal responsável pelo BANERJ, quando ainda 100% estatal! E o candidato da oposição a Presidente do sindicato era Ronald Barata que, além do prestígio como grande liderança banerjiana, militava na ocasião no mesmo PDT de Brizola, o que obviamente sugeria aos seus colegas de banco um relacionamento amigável para suas demandas.


A derrota da nossa chapa em 1985 se deveu muito mais ao PCB que aos então dirigentes do sindicato e ainda teve um efeito nacional devastador para o peso que o PCB desde muito tempo tivera, como a força mais importante no ambiente sindical brasileiro.


Para se ter uma ideia da influência de Brizola no resultado eleitoral, das dezenas de urnas que colheram votos nas centenas de dependências bancárias do Rio de Janeiro, em 11 delas só votavam bancários do mesmo banco, no caso do BANERJ e do BB, que à época tinham seus principais departamentos no RJ. As demais urnas eram por bairros e nelas votavam os bancários de todos os bancos com agências na região, inclusive dos dois bancos públicos citados.


No BANERJ, onde as principais lideranças eram Roberto Percinoto (chapa 1) e Ronald Barata (chapa 2), esta venceu em todas as 5 urnas específicas. Já no BB, onde as principais lideranças éramos Cyro Garcia (chapa 2) e eu (chapa 1), esta venceu em 5 das 6 urnas específicas.


Concluo essa análise, sugerindo um debate público com as principais lideranças das diversas correntes que compartilharam as tensões e emoções da greve carioca bancária de 1979 e reproduzindo abaixo, na íntegra, o boletim do MUDE que comprova a origem da proposta de eleição da diretoria do sindicato a partir de prévias nas bases.

&
Ivan Pinheiro (2 de abril de 2026)"

FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES/FRT

domingo, 10 de novembro de 2024

Freud - Além da alma (Legendado) * John Huston.USA

Freud - Além da alma
PSICANÁLISE
O roteiro cobre o período da vida de Freud desde a sua graduação em Medicina na Universidade de Viena até o desenvolvimento de suas primeiras teorias psicanalíticas, relacionando suas descobertas sobre o funcionamento do inconsciente humano às suas experiências pessoais. Ao tratar uma jovem histérica e sexualmente reprimida, Freud (Montgomery Clift) formula o conceito de "Complexo de Édipo".

Data de lançamento 1963 (2h 20min)
Direção: John Huston
Elenco: Montgomery Clift, Susannah York, Larry Parks, entre outros.
Gêneros Biografia, Drama
Nacionalidade Eua

sexta-feira, 5 de maio de 2023

Marx deixou o mapa para a plena felicidade humana * Pedro Cesar Batista / DF

 Marx deixou o mapa para a plena felicidade humana


5 de maio de 1818, há exatos 205 anos nascia o maior de todos os pensadores de todos os tempos da humanidade, Karl Marx. 


Marx dedicou sua vida à pesquisa e elaboração para a compreensão do processo de desenvolvimento social da humanidade. Mostrou ao mundo, especialmente aos verdadeiros e únicos produtores de riquezas,  o proletariado, as causas das injustiças sociais,  mantida pela arbitrária, ilegítima e cruel apropriação do trabalho alheio, feita por um punhado de parasitas, sádicos e ladrões, que detém todo o resultado da riqueza  desenvolvida por milhões de homens e mulheres em todo o mundo. Enquanto um inexpressivo grupo, a burguesia, fica cada vez mais rico, a imensa massa segue empobrecida, vivendo em péssimas condições, mesmo na atualidade com o alto desenvolvimento tecnológico.  


Marx desvendou nos mínimos detalhes como se dá o processo da acumulação praticada pela burguesia, que usa todas as armas políticas, jurídicas e econômicas para preservar o controle do Estado e manter suas riquezas. Detalhou como a burguesia incentiva os próprios explorados a acreditarem nas manipulações e mentiras, em nome do sagrado, do divino, da ordem, de uma democracia que só os ricos vivenciam e que garante a total alienação do resultado do trabalho e da compreensão da realidade à imensa maioria da população.


Marx mostrou as entranhas das lutas de classe, desde a comunidade primitiva até a invenção da indústria e identificou os recursos usados pela burguesia para se manter no poder. O capitalismo se sustenta com a reprodução  da crueldade praticada por todos os opressores e exploradores ao longo da história humana, impondo miséria cultural e material à classe trabalhadora. 


Marx mostrou que somente a luta dos explorados e oprimidos têm possibilitado desabrochar novos tempos, conquistar avanços sociais e construir a dignidade humana. 


Marx comprovou que a partir da realidade vivida pela classe trabalhadora, com a compreensão das lutas travadas e conquistas sociais obtidas pelo combate é possível adquirir a consciência e forjar a organização do proletariado para fazer a história avançar e colocar no passado a exploração e opressão. 


Marx nos deixou o caminho para construir uma sociedade livre, justa e soberana. Livre da exploração burguesa e dos valores pequeno burgueses do individualismo, consumismo e egoísmo. Justa, onde cada trabalhador ou trabalhadora satisfaça todas as suas necessidades materiais, elevando a estima, a capacidade intelectual e extirpando definitivamente a exploração, opressão e as classes sociais, criando um tempo de plena dignidade e emancipação humana. Soberana para todos os povos, que saberão conviver de maneira livre, justa e organizada, onde as riquezas,  a produção de bens e a qualidade de vida permitirão vivenciar a plena felicidade coletiva e individual, como resultado de uma sociedade altamente elevada, o comunismo. 


Marx segue sendo odiado pelas classes dominantes, atacado de maneira vil e covarde, assim como foi em toda a sua vida, quando, apesar de todas as dificuldades enfrentadas, ao lado de Jenny e suas filhas, nunca deixou de propagar a luta organizada da classe trabalhadora, o amor entre as pessoas, a verdadeira essência revolucionária, que ele comprovou ao se dedicar inteiramente, nas condições mais difíceis, a construir o programa capaz de fazer a utopia comunista se tornar realidade. 


Marx segue vivo, com seu parceiro, Friedrich Engels,  mostrando o caminho do amanhã onde a dignidade humana será plena. Cabe-nos fazer o novo mundo, libertar a humanidade do julgo da burguesia e do imperialismo. 


Pedro César Batista.DF

segunda-feira, 25 de abril de 2022

OLGA BENÁRIO VIVE E LUTA * Edmundo Aguiar

 OLGA BENÁRIO VIVE E LUTA

PINTURA / KOSTA / ARTMAJEUR

Em 23 de abril de 1942, Olga Benário Prestes, militante comunista alemã de origem judaica, que fora deportada para a Alemanha durante o governo de Getúlio Vargas, é executada pelo regime nazista num campo de extermínio.


Olga Benário tornou-se uma revolucionária, lutava para ver o fim das desigualdades e das injustiças sociais. Em 1929 foi para a cidade de Berlim, junto com seu namorado, o militante comunista Otto Braun. Foi acusada de atividades subversivas e presa. Depois de solta foi para a União Soviética, onde fez treinamento militar na intenção de fomentar guerrilhas em outros países, para estabelecer governos socialistas , seguindo as determinações da Internacional Comunista.

Nesse mesmo período, Olga conheceu o brasileiro Luís Carlos Prestes que desde 1931 estava residindo na União Soviética. Em 1934, Prestes foi eleito membro da comissão executiva da Internacional Comunista e encarregado de voltar ao Brasil e liderar o levante que instalaria um governo socialista no país. Olga Benário foi destacada para fazer parte do grupo de estrangeiros que iriam acompanhar Carlos Prestes em seu retorno ao Brasil e responsavel por sua segurança. Mas não ficou só  nisso, apaixonaram-se.

Olga Benário e seu companheiro Carlos Prestes chegaram ao Brasil em 1935, mantendo-se na clandestinidade. Em novembro do mesmo ano uma revolta armada insurgiu na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, e deveria ser estendida por todo o país, mas apenas as unidades do Recife e do Rio de Janeiro se levantaram contra o governo de Getúlio Vargas, que estava preparado para esmagá-la.

A intentona fracassou e todos os organizadores, entre eles, Olga Benário e Carlos Prestes foram presos. Mesmo grávida Olga foi deportada para a Alemanha nazista e entregue a Gestapo. Foi levada para um campo de concentração, onde nasceu sua filha Anita Leocádia Prestes, que depois de várias campanhas, foi entregue a sua avó paterna, D. Leocádia.

Em 1942 Olga Benário foi enviada para o campo de concentração de Bernburg, Alemanha, onde foi executada na câmara de gás no dia 23 de abril de 1942.

Camarada Olga, presente!


Edmundo Aguiar

*

sábado, 19 de fevereiro de 2022

Cordel da Ordem da Memória * Jetro Cabano Fagundes / PA

 Cordel da Ordem da Memória



Bira Diniz, um Homem Chamado Educador

P r e s e n t e

Dos maiores lutadores
Que Ananin já pode ver
Pensador dos pensadores
Fazedor de acontecer
Muito mais que admirável
Que por ser tão memorável
Sempre em nós irá viver

Se falarem de guerreiros
No ananindeuense chão
Lembrar Bira companheiro
Muito mais que obrigação
É um reconhecimento
A quem pelo Movimento
Fez uma revolução

Quem chegou conhecer Bira
Sabe do que tô a dizer
Pois até hoje inspira
Os que lutam pra valer
Em uma localidade
Que não tem identidade
Culpa do omisso poder

Adonde omissos gestores
Nunca ligam pro povão
Não passam de enganadores
Tome manipulação
Bira, nas Comunidades
Foi ser Historicidade
Ação, conscientização

Onde a Ordem é fazer nada
De Políticas Sociais
Progresso é picaretada
Propaganda nos jornais
Bira, com perseverança
Formou várias lideranças
Na base dos ideais

Socialista libertário
Era de se articular
Com o povo comunitário
Movimento Popular
Bem naquele pensamento
Da Periferia ao Centro
Tipo núcleo modelar

Quem tinha visão logística
Amava dar formação
De consciência política
A qualquer um cidadão
Proposto a ter acesso
Ao histórico processo
De real transformação

Dos mais corajosos seres
Não um mero sonhador
Foi tão mestre dos saberes
Grande realizador
Que era a própria utopia
Que fazia e acontecia
Como bravo educador

Educador freireano
De instigar e de levar
Um cidadão suburbano
A passar a enxergar
Sua vida de verdade
Naquela realidade
Do saber pra transformar

Adonde a Reforma Urbana
Foi uma realização
Da gente interiorana
Carente população
Bira fez a diferença
Numa atividade intensa
Com muita organização

Camará polivalente
Da mais ampla atuação
Ajudou plantar  semente
Como a grande  Comissão
De Bairros dos Belenenses
Depois Ananindeuenses
Em Pedagógica Missão

Membro da Executiva
Do PT, sua paixão
Pela ação afirmativa
Junto à população
Certo dia foi chamado
Na verdade,  convocado
Pra disputar eleição

Aquele histórico pleito
O Educador não ganhou
Mas conseguiu grande feito
Quando em muito ajudou
A eleger quatro guerreiros
Vereadores companheiros
E Bira não se exaltou

Quem por muito pouco, quase
Prefeito não se elegeu
Pela CEPEPO e FASE
Na luta permaneceu
Tantos votos recebidos
Foi um prêmio merecido
Que do povo recebeu

Homem humilde de verdade
Nunca em parar pensou
Focando a Comunidade
Seu lidar continuou
Permaneceu resistente
Vermelhante, consistente
De Ideal nunca mudou

Coração rubro, vermelho
Lutou pela instalação
De Populares Conselhos
Na pioneira gestão
Dum prefeito vendilheiro
O grande e maior coveiro
Desse tão triste rincão

Eita, Bira,  que saudade
Nosso eterno educador
Muitos nas Comunidades
No peito sentem ardor
Quando teu nome é lembrado
Pelos feitos do passado
Hoje colhidos com amor

Visionários sonhadores
Gente da libertação
Freireanos professores
Sonhos da Educação
Líderes sindicalistas
Farinheiros Cordelistas
Fazedores de Canção

Quantas saudades de Bira
Teórico de muita ação
Tudo dele se respira
Andando na Abolição
Bairro que viu sua bravura
Bem atrás da Prefeitura
Que é nota zero em visão

Companheiro que faz falta
Nesses dias atuais
Quando um nazi nos assalta
Com medidas ilegais
Bira,  por sua trajetória
É um canto de memória
Nas lembranças eternais

Educador resistente
Podemos assegurar
Que está sempre presente
Na memória popular
Em cantiga de Utopia
Pela paz, cidadania
Incessante, sem parar

Quando uma frase é citada:
Sem medo de ser feliz
Lembramos o Camarada
Saudoso Bira Diniz
Menestrel  da Esperança
Fazedor de lideranças
Um herói desse país

Jetro Cabano Fagundes
Farinheiro do Marajó e de Ananin
Saudades,  Professor de todos nós!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

PROIBIDO ESQUECER FREDDY PARRA * Coordenadoria Simón Bolívar / VE

 PROIBIDO ESQUECER FREDDY PARRA

Freddy Enrique Parra Soler
Irmãos e Irmãs:

É difícil expressar tudo o que nosso colega Freddy Parra foi.


Palavras não podem descrever o revolucionário, o amigo incondicional e o homem íntegro que ele foi. No entanto, parceiro,

queremos prestar-lhe esta pequena homenagem para que todo o país saiba do seu esforço, da sua luta, do seu amor por todos.


Nascido em uma família humilde e unida, prosseguiu seus estudos com muito esforço e determinação. Estudando na Escola Secundária Manuel Palacio Fajardo na Parroquia 23 de Enero, suas ideias revolucionárias começaram a surgir, o que o levou a participar de protestos estudantis organizados no país para exigir apenas reivindicações populares.


Assim ele chega à Universidade Central da Venezuela, onde estudou na Faculdade de Humanidades, na Escola de História. Graduado nesta disciplina nunca a deixou. A História foi uma das suas grandes paixões, o que o levou a ser professor de História no ensino secundário e diversificado. Também na Universidade Central fez uma vida ativa como estudante, juntando-se a muitos outros jovens que com sua rebelião ergueram suas vozes contra a injustiça, a repressão estatal, a corrupção e a falência do país pela camarilha Adeco-Copeyana que governou por quase 40 anos. anos na Venezuela.


Morando em “El Pueblito” no Setor Mirador em 23 de janeiro, participou ativamente da organização de bairro “Los amigos del Pueblito”, que mais tarde se uniu a outras organizações de bairro para criar o Coordenador Cultural Simón Bolívar, do qual foi membro fundador .


Como lutador social, ele teve que defender seu povo contra o ataque fascista da direita. Foi assim que, em 27 de fevereiro de 1989, ele saiu às ruas com seus companheiros na luta para defender o povo que estava sendo massacrado por ordem do então presidente Carlos Andrés Pérez.


Durante o ano de 92, participou das rebeliões cívico-militares de 4 de fevereiro e 27 de novembro que visavam afastar da

presidência o assassino que ordenou o massacre do povo durante El Caracazo. Em 93, junto com outros jovens a partir de 23 de janeiro e da Universidade Central da Venezuela, a Brigada de Solidariedade Antonio José de Sucre aos Povos, que se desloca à Ilha de Cuba para realizar trabalho voluntário no campo.


Mais tarde, os membros desta Brigada dariam vida ao Coordenador Cultural Simón Bolívar, ao qual Freddy dedicaria

boa parte de sua vida, tanto para levar consciência revolucionária ao povo venezuelano por meio de suas atividades, quanto para formar

ideologicamente seus membros. Sua semente vive e pulsa no coração de todos nós que, de sábado a sábado,ouvi-lo

fomosdar suas aulas nas dependências da Coordenadora, e onde aprendemos outra história da Venezuela muito diferente daquela que nos ensinaram na escola, a história das grandes façanhas e estratégias dos

patriotas que junto com Bolívar nos deram a liberdade. 


Freddy também era um trabalhador distinto. Desde 1987 ingressou

na indústria do petróleo classificando recibos. Ele cresceu graças à sua tenacidade e dedicação, seu profissionalismo acadêmico e seu amor por tudo o que fazia. Na indústria, realizou diversos treinamentos e workshops na área. Após 18 anos de

trabalho interrompido, Freddy estava servindo como Superintendente de Marketing da PDVSA Gas. 


À data do acidente fatal, exercia as funções de Gestor Responsável pelo Marketing.


Cabe destacar que Freddy fez sua tese de graduação em gaseificação de petróleo e chegou a comentar que um de seus sonhos era

levar a gaseificação para toda a América Latina. Graças a seus esforços, a gaseificação do bairro de Sucre em 23 de janeiro foi alcançada. 


Parra desempenhou

um papel importante no resgate da indústria do petróleo. Defensor do processo revolucionário e conhecedor da indústria petrolífera, esteve ao lado daqueles que, com coragem, se opuseram à sabotagem tramada pela direita petrolífera, e que com seus esforços conseguiram não

apenas que as atividades não fossem totalmente paralisadas, mas também que eles estavam normalizando, mais uma vez derrotando as intenções golpistas de alguns.


Como promotor do processo revolucionário, ele também saiu para defender o presidente e o povo nas ruas em 11 de abril de 2002, e

foi o primeiro na linha de batalha em 13 de abril, quando se colocou ao comando dos bravos soldados que retomaram o Palácio do

Governo. Consciente da importância do treinamento para defender a revolução mesmo à custa da própria vida, ingressou na reserva do exército, alcançando o posto de sargento. 


Com a mesma energia, trabalhou para promover e consolidar missões educativas no oeste de Caracas, somando muitos a tão bela obra. 


Freddy Parra também foi um pai exemplar de três filhos e um companheiro amoroso. 


Freddy perdeu a vida junto com o general de brigada Tomás Moncanut, em um momento em que trabalhavam em projetos que agregavam o potencial das Forças Armadas ao processo de gaseificação. Há uma abundância de fatos e palavras para descrever suas ações. Sua herança é seu exemplo de homem excepcional e revolucionário. 


Essa é a herança que ele deixa para seus filhos, essa é a herança que ele deixa para todos os seus companheiros de luta e sonhos. Essa é a herança que ele deixa para o seu povo.


IRMÃO, VOCÊ É UM DOS HOMENS QUE NUNCA MORREM, E PELO

CONTRÁRIO NASCE NO POVO!


ATÉ A VITÓRIA SEMPRE CAMARADA!!


Que o pensamento e a voz dos Pobres sejam ouvidos de nossas próprias bocas, sejam construídos com nossas próprias mãos e

moldem nossos próprios sonhos na mais bela realidade coletiva. 


Resgatando a Memória Histórica.


Para cima aqueles que lutam! ! ! 


A única luta que se perde é a que se abandona! ! ! 


Só a luta nos libertará! ! ! 


Da Venezuela 🇻🇪 Tierra de Libertadores 530 anos após o início da Resistência Antiimperialista na América e 211 anos após o início de nossa Independência.


Coordenadoria Simón Bolívar 

Caracas - Venezuela 🇻🇪.

Janeiro de 2022.

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domingo, 3 de outubro de 2021

As três mortes de Chê Guevara * Flavio Tavares / RS

 AS TRÊS MORTES DE CHÊ GUEVARA



As mortes de Che Guevara: 1. O disparo em Cuba 2. A agonia no Congo 3. A execução na Bolívia O título deste livro não resume só uma imagem ou metáfora: quando um sargento boliviano, trêmulo e sob o estímulo da aguardente, metralhou o prisioneiro ferido, Che Guevara já estava morto havia muito. Começou a morrer em Cuba e agonizou no Congo. É o que se relata aqui, com base em pesquisas e testemunhos que remontam a 1961, quando Flávio Tavares conheceu Ernesto Che Guevara, ao cobrir, como jornalista, a Conferência Econômica da OEA, em Punta del Este. Meio século após a execução de 1967, o mito ressurge numa nova história concreta, narrada a partir de depoimentos da mãe, dona Celia, do comandante Benigno (que lutou a seu lado em Cuba, no Congo e na Bolívia), de um coronel boliviano que combateu a guerrilha e de um major aprisionado pelos guerrilheiros, além de outros. Este livro penetra num terreno oculto que as biografias de Che Guevara não abordam: por que ele deixa Cuba e vai ao Congo, depois à Bolívia, em improvisações que o levam ao fracasso? As respostas aqui estão, no ritmo profundo e leve que deu a Flávio Tavares o Prêmio Jabuti em 2000 e 2005 e fez dois grandes escritores do século XX elogiarem Memórias do esquecimento, seu livro inicial.

domingo, 11 de julho de 2021

NASCE SERGIO BUARQUE DE HOLANDA * Ernesto Germano Parés/RJ

 NASCE SERGIO BUARQUE DE HOLANDA

COMUNISMORAMA

https://cabral136.blogspot.com/2021/07/nasce-sergio-buarque-de-holanda-ernesto.html

sábado, 17 de abril de 2021

Marx - uma biografia em quadrinhos * Corinne Maier / Anne Simon

 

= Marx - uma biografia em quadrinhos * Corinne Maier / Anne Simon - No ano do bicentenário de nascimento de um dos maiores filósofos de todos os tempos, a Boitempo lança um novo título pelo selo Barricada, Marx: uma biografia em quadrinhos, da suíça Corinne Maier e da francesa Anne Simon. A HQ aborda a vida e as principais ideias do filósofo alemão, que sonhou com um mundo livre da exploração, da desigualdade e do desemprego. Além de explicar de forma leve e bem humorada conceitos como capitalismo e luta de classes, a graphic novel passa por episódios marcantes na vida de Marx, como a redação do Manifesto Comunista e a influência do pensamento de Hegel em seu desenvolvimento intelectual.Marx - uma biografia em quadrinhos Capa comum – 19 janeiro 2018 Edição Português por Corinne Maier (Autor), Anne Simon (Autor)