O capitalismo está podre. Todos sabemos disso. Mas ele não cai sozinho, ele não morre de morte natural. Precisamos aliar o antifascismo e o antimperialismo ao internacionalismo proletário, e assim somar forças para construir o socialismo. Faça a sua parte. A FRENTE REVOLUCIONARIA DOS TRABALHADORES-FRT, busca unir os trabalhadores em toda sua diversidade, e formar o mais forte Movimento Popular Revolucionário em defesa de todos e construir a Sociedade dos Trabalhadores - a SOCIEDADE COMUNISTA!
PAGINAS FRT
- Página inicial
- APOIE A FRT
- Contato
- Cultura
- Programa
- Formação
- QuemSomos
- Comunicados
- NOSSA MIDIA
- MULHER
- Documentos
- Manifesto da FRT
- Regimento Interno
- Carta aos revolucionários
- Manifesto Eleições 2022
- Comitê de Luta dos Desempregados
- TRIBUNA DE DEBATES FRT
- ANTIIMPERIALISMO
- FORUM PALESTINA
- POLÍTICA DE ORGANIZAÇÃO
sexta-feira, 25 de julho de 2025
CLARA CHARF 100 ANOS * Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra/MST
segunda-feira, 4 de novembro de 2024
MARIGHELLA HERÓI DO POVO BRASILEIRO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT
MARIGHELLA, PRESENTE!
O filme Marighella de Wagner Moura é um soco no estômago, uma tapa na cara, um gancho no queixo. Você bate, apanha, vai quase a nocaute, levanta, desperta e pensa qual será o próximo movimento físico e metafísico.
O filme prende a respiração, não oferece espaço pra distração, deixando-nos atentos, fortes e mobilizados o tempo todo. E agora.
Marighella é um filme phodda! Põe a gente num ringue. Ou melhor, numa luta. Ao final do último round somos tomados por um impulso no pulso erguido e cerrado em duas palavras de ordem: “Marighella, presente!” Seguido, imediatamente, por um “Fora Bolsonaro!”.
Noutras palavras, Marighella é um filme de ação. Ele nos coloca em estado de luta. Ele nos mobiliza por dentro e por fora no sentido de que outro país mais justo e democrático não é só mais possível e sim, necessário.
O filme de Wagner Moura não é só uma representação histórica ou narrativa cinematográfica de um passado ditatorial civil-militar violento e bem recente na história de nosso país. Como disse Wagner Moura, o filme fala muito mais do Brasil de hoje, deste tempo sombrio que ataca por dentro do próprio governo, o estado democrático de direito.
A exibição do filme Marighela no dia 26 de outubro no Cineteatro São Luiz em Fortaleza, Ceará, foi uma noite memorável e encantadora. Façamos de cada exibição do filme Marighella nas salas de cinema um ato artístico e político pela redemocratização do Brasil. Mas também um ato de amor pelo Brasil, como grita a atriz Maria Marighella, numa das cenas mais emocionantes do filme.
Dentre as várias leituras possíveis, o filme veio para nos tocar e mobilizar pela redemocratização do Brasil. Nossos corações democratas agradecem e se sentem comovidos (comover é mover com) e mais mobilizados pela reconstrução, refundação e regeneração do Brasil. Isso é urgente, enquanto ainda temos tempo. Numa frase de Marighella que capturo do filme, “as pessoas precisam saber que no Brasil tem gente resistindo”. Sim Marighella, sim Wagner, estamos na r(e)xistência. Eles não vencerão. A liberdade é uma luta constante.
No mais, Salve Wagner Moura!
Marighella, presente!
Saudações ternas e (in)tensas
Fabiano dos Santos Piúba
Fortaleza, 27/10/2022
(um texto ainda com a temperatura do filme em mais do que meu corpo)
Quem quis matar a luta
do Martin Luther King?
Por que puseram Gandhi atrás das grades?
Por que mandaram prender Mandela?
Quem mandou matar Marielle?
Quem deu guela
de onde tava o
Marighella?
A prisão do Rafael Braga ainda indaga:
ver o sol nascer quadrado
por portar um Pinho Sol?
E o Malcolm X, então,
precisa dizer
qual foi o X da questão?
E o Chico Mendes? Me diz
E o que devia Angela Davis?
E a Carolina Maria,
que foi presa porque lia?
Lição da Malala:
educação não é balela
E por que mantiveram o homem
que tirou o país da fome
quinhentos e oitenta dias
trancado numa cela?
Rafael de Noronha (São Paulo/SP)
Aos 4 dias do mês de novembro de 1969, em noite de terça-feira, em São Paulo capital, Carlos Marighella, Comandante da Revolução Socialista Brasileira, era brutalmente assassinado pelas forças repressivas da ditadura militar, então instalada no Brasil após o golpe de 1964.
Naquela ocasião, o movimento comunista do Brasil, a tradição combativa de nosso povo, e a luta revolucionária pela Libertação Nacional e pelo Socialismo, enfim, perderiam um homem de pensamento e ação, um militante da teoria e da prática, que perto de completar 58 anos de vida, estava liderando a única resistência possível diante dos idos ditatoriais. O povo brasileiro perderia naquele momento o seu filho mais completo politicamente, a brava gente deste país perderia um verdadeiro herói.
Aqueles que mataram Marighella não conseguem ocupar a memória nem mesmo dos canalhas que tentam ainda hoje defender o indefensável regime facínora militar. Aqueles que mataram Marighella acabaram fuzilados pela História. Aqueles que mataram Marighella, e nisso estão também os que mandaram matar, inclusive o próprio imperialismo ianque e seus títeres da ditadura no Brasil, todos esses, mais cedo ou mais tarde, terão as contas acertadas com o povo explorado do Brasil e de todo o mundo.
O corpo de Marighella descansa em Salvador, a capital baiana onde nasceu o Comandante em 5 de dezembro de 1911. Mas a sua presença nunca parou. Marighella está presente em todas as lutas do povo brasileiro.
Carlos Marighella vive, Carlos Marighella para sempre viverá!
Há 55 anos ele morria por nós, ele morria pelo povo, ele morria pelo Brasil...
Carlos Marighella é um símbolo das lutas pela libertação do povo brasileiro.
Filho de Augusto Marighella, operário metalúrgico imigrante italiano e de Maria Rita do Nascimento, negra descendente dos malês. Fez seus estudos secundários no antigo Ginásio da Bahia, hoje Colégio Central. Em 1932, ingressou na Escola Politécnica da Bahia, onde se torna líder estudantil. Abandona o curso para seguir para o Rio de Janeiro para dirigir o PCB, em 1934.
Preso em 1936, foi torturado pela polícia política de Filinto Muller. Solto, passa a clandestinidade, sendo preso novamente em 1939. Só é solto em 1945, com a anistia aos presos políticos no fim do governo Vargas. É eleito deputado constituinte pelo PCB da Bahia, tendo atuação destacada na Assembleia que redigiu a Carta de 46.
O PCB teve seu registro cassado em 1947, e os deputados comunistas perderam o mandato em 1948. Mais uma vez na clandestinidade, Marighella exerce várias funções na direção do Partido. Nos anos de 1953 e 1954, Marighella viaja pelo mundo socialista, inclusive a China Popular.
Com o golpe de 64 é preso novamente. Resistiu à prisão em um cinema do Rio de Janeiro. Descreveu o episódio no texto Porque Resisti à Prisão. Em seguida, se estabelece em São Paulo, onde assume a direção regional do Partido.
Logo no início da ditadura, Marighella abre divergência com a direção do Partido. Em 1966, comparece ao encontro da OLAS, Organização Latino-Americana de Solidariedade, em Havana. Rompe com a Comissão Executiva do Partido e, em 1967, é expulso. Organiza o Agrupamento Comunista de São Paulo, que viria a nuclear a Ação Libertadora Nacional, fundada em 1968.
A ALN se tornou a mais importante organização armada de luta contra a ditadura. A captura do embaixador estadunidense, em 1969, em conjunto com o MR8, seria uma das ações mais espetaculares da organização.
Marighella foi elevado a inimigo número 1 do regime. Após a prisão dos padres dominicanos que contribuíam com a ALN, armou-se uma operação para assassinar o líder revolucionário. Na noite de 4 de novembro de 1969, Marighella foi assassinado pela equipe comandada pelo delegado Fleury.
Marighella se tornou uma lenda. Não à toa, a extrema-direita ainda hoje o considera o inimigo número 1. Marighella inspira as novas gerações de revolucionários, com a sua coragem e espírito de luta.
Marighella é a expressão de toda uma geração de comunistas em nosso país. Para quem quiser conhecer mais a vida de Carlos Marighella indicamos o livro Marighella: O Guerrilheiro que Incendiou o Mundo, de Mário Magalhães, publicado pela editora Companhia das Letras. Também indicamos a música Mil Faces de um Homem Leal, feita pelos Racionais em 2012 para o documentário Marighella, de Isa Grinspum Ferraz: https://www.youtube.com/watch?v=5Os1zJQALz8
*
sexta-feira, 10 de março de 2023
SE FORES PRESO CAMARADA * CARLOS MARIGHELLA / SP
SE FORES PRESO CAMARADA
CARLOS MARIGHELLA
segunda-feira, 31 de janeiro de 2022
Desaparecidos políticos: Ísis Dias de Oliveira/ALN * Liga Latinoamericana de Irredentos
segunda-feira, 13 de dezembro de 2021
LIBERDADE * Carlos Marighella / BA
LIBERDADE
"Não ficarei tão só no campo da arte,
e, ânimo firme, sobranceiro e forte,
tudo farei por ti para exaltar-te,
serenamente, alheio à própria sorte.
Para que eu possa um dia contemplar-te
dominadora, em férvido transporte,
direi que és bela e pura em toda parte,
por maior risco em que essa audácia importe.
Queira-te eu tanto, e de tal modo em suma,
que não exista força humana alguma
que esta paixão embriagadora dome.
E que eu por ti, se torturado for,
possa feliz, indiferente à dor,
morrer sorrindo a murmurar teu nome."
Carlos Marighella
quarta-feira, 7 de julho de 2021
A Segurança do Militante * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT
Verifique periodicamente se você é mesmo de esquerda. Adote o critério de Norberto Bobbio: a direita considera a desigualdade social tão natural quanto a diferença entre o dia e a noite. A esquerda a encara como uma aberração a ser erradicada.
Cuidado: você pode estar contaminado pelo vírus social-democrata, cujos principais sintomas são usar métodos de direita para obter conquistas de esquerda e, em caso de conflito, desagradar aos pequenos para não ficar mal com os grandes.
2. A cabeça pensa onde os pés pisam.
Não dá para ser de esquerda sem “sujar” os sapatos lá onde o povo vive, luta, sofre, alegra-se e celebra suas crenças e vitórias. Teoria sem prática é fazer o jogo da direita.
3. Não se envergonhe de acreditar no socialismo.
O escândalo da Inquisição não faz os cristãos abandonarem os valores e as propostas do Evangelho. Do mesmo modo, o fracasso do socialismo no Leste europeu não deve induzi-lo a descartar o socialismo do horizonte da história humana.
O capitalismo, vigente há 200 anos, fracassou para a maioria da população mundial. Hoje, somos 6 bilhões de habitantes. Segundo o Banco Mundial, 2,8 bilhões sobrevivem com menos de US$ 2 por dia. E 1,2 bilhão, com menos de US$ 1 por dia. A globalização da miséria só não é maior graças ao socialismo chinês que, malgrado seus erros, assegura alimentação, saúde e educação a 1,2 bilhão de pessoas.
4. Seja crítico sem perder a autocrítica.
Muitos militantes de esquerda mudam de lado quando começam a catar piolho em cabeça de alfinete. Preteridos do poder, tornam-se amargos e acusam os seus companheiros (as) de erros e vacilações. Como diz Jesus, vêem o cisco do olho do outro, mas não o camelo no próprio olho. Nem se engajam para melhorar as coisas. Ficam como meros espectadores e juízes e, aos poucos, são cooptados pelo sistema.
Autocrítica não é só admitir os próprios erros. É admitir ser criticado pelos (as) companheiros (as).
5. Saiba a diferença entre militante e “militonto”.
“Militonto” é aquele que se gaba de estar em tudo, participar de todos os eventos e movimentos, atuar em todas as frentes. Sua linguagem é repleta de chavões e os efeitos de sua ação são superficiais.
O militante aprofunda seus vínculos com o povo, estuda, reflete, medita; qualifica-se numa determinada forma e área de atuação ou atividade, valoriza os vínculos orgânicos e os projetos comunitários.
6. Seja rigoroso na ética da militância.
A esquerda age por princípios. A direita, por interesses. Um militante de esquerda pode perder tudo: a liberdade, o emprego, a vida. Menos a moral. Ao desmoralizar-se, desmoraliza a causa que defende e encarna. Presta um inestimável serviço à direita.
Há pelegos disfarçados de militante de esquerda. É o sujeito que se engaja visando, em primeiro lugar, sua ascensão ao poder. Em nome de uma causa coletiva, busca primeiro seu interesse pessoal.
O verdadeiro militante, como Jesus, Gandhi, Che Guevara, é um servidor, disposto a dar a própria vida para que outros tenham vida. Não se sente humilhado por não estar no poder, ou orgulhoso ao estar. Ele não se confunde com a função que ocupa.
7. Alimente-se na tradição da esquerda.
É preciso oração para cultivar a fé, carinho para nutrir o amor do casal, “voltar às fontes” para manter acesa a mística da militância. Conheça a história da esquerda, leia (auto) biografias, como o “Diário do Che na Bolívia”, e romances como “A Mãe”, de Gorki, ou “As Vinhas de Ira”, de Steinbeck.
8. Prefira o risco de errar com os pobres a ter a pretensão de acertar sem eles.
Conviver com os pobres não é fácil. Primeiro, há a tendência de idealizá-los. Depois, descobre-se que entre eles há os mesmos vícios encontrados nas demais classes sociais. Eles não são melhores nem piores que os demais seres humanos. A diferença é que são pobres, ou seja, pessoas privadas injusta e involuntariamente dos bens essenciais à vida digna. Por isso, estamos ao lado deles. Por uma questão de justiça.
Um militante de esquerda jamais negocia os direitos dos pobres e sabe aprender com eles.
9. Defenda sempre o oprimido, ainda que, aparentemente, ele não tenha razão.
São tantos os sofrimentos dos pobres do mundo que não se pode esperar deles atitudes que nem sempre aparecem na vida daqueles que tiveram uma educação refinada.
Em todos os setores da sociedade há corruptos e bandidos. A diferença é que, na elite, a corrupção se faz com a proteção da lei e os bandidos são defendidos por mecanismos econômicos sofisticados, que permitem que um especulador leve uma nação inteira à penúria.
A vida é o dom maior de Deus. A existência da pobreza clama aos céus. Não espere jamais ser compreendido por quem favorece a opressão dos pobres.
10. Faça da oração um antídoto contra a alienação.
Orar é deixar-se questionar pelo Espírito de Deus. Muitas vezes, deixamos de rezar para não ouvir o apelo divino que exige a nossa conversão, isto é, a mudança de rumo na vida. Falamos como militantes e vivemos como burgueses, acomodados ou na cômoda posição de juízes de quem luta.
Orar é permitir que Deus subverta a nossa existência, ensinando-nos a amar, assim como Jesus amava, libertadoramente.
quarta-feira, 4 de novembro de 2020
CARLOS MARIGHELLA, PRESENTE!! * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT-BR
CARLOS MARIGHELLA, PRESENTE!!
Há 51 anos, em 04 de novembro de 1969, era assassinado o político,
escritor e revolucionário Carlos Marighella em uma emboscada do
Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) comandada
pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury.
Carlos Marighella nasceu no dia 05 de dezembro de 1911, em Salvador (BA), filho da baiana Maria Rita do Nascimento e do imigrante italiano Augusto Marighella. Incentivado pelos pais, cursou Engenharia na Escola Politécnica da Bahia e nesse período se aproximou da Juventude Comunista de Salvador.
Marighella escreveu poemas e denunciou a censura, participando ativamente de manifestações estudantis, e por esse motivo foi preso pela primeira vez no governo do interventor Juracy Magalhães. Depois do seu período na prisão, passou a militar efetivamente na Juventude Comunista de Salvador.
Em 1936, aos 25 anos de idade, o militante baiano foi transferido para o Rio de Janeiro para ajudar na reorganização do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Nas manifestações em 1° de maio do mesmo ano é preso pela segunda vez, torturado e após um ano sai da prisão e entra na clandestinidade, mudando-se para São Paulo em 1937. Dois anos depois, já sob a ditadura do Estado Novo, Marighella se torna um preso político pela terceira vez.
Ficaria preso por seis anos, e nesse período aprendeu inglês e ajudou na alfabetização de companheiros do cárcere. Marighella sai da prisão em 1945 com a anistia do Estado Novo, período que Luís Carlos Prestes e outros presos políticos do regime também são libertos. Em dezembro do mesmo ano ele é eleito deputado federal pela Bahia através das eleições constituintes, entretanto não demorou muito para Marighella voltar à clandestinidade porque em 1947 durante o governo de Eurico Gaspar Dutra o PCB tem seu registro cassado.
Passado o tempo, o Brasil vivencia o golpe militar de 1964 e Carlos Marighella é preso pouco depois do golpe deflagrado, foi baleado em uma sala de cinema no Rio de Janeiro. Solto um ano depois, Marighella é contrário ao posicionamento de conciliação que o PCB adotou após o golpe. Para ele, a luta de guerrilha era a única saída para aquele momento de repressão. O Comitê Central do PCB, liderado por Prestes, expulsa a ala divergente que em 1967 criaria a Ação Libertadora Nacional (ALN).
Carlos Marighella se torna líder da ALN, a maior organização de guerrilha contra a ditadura militar no Brasil, e por isso é considerado o inimigo número um do regime. Na noite de 04 de novembro de 1969 ele é assassinado em São Paulo, em uma emboscada na Alameda Casa Branca no bairro Jardim Paulista. O delegado Sérgio Paranhos Fleury armou tudo depois de torturar os freis dominicanos Fernando de Brito e Ivo Lesbaupin, obrigando-os a marcar um encontro com Marighella. Cinco tiros. E então a ditadura militar eliminava seu inimigo número um.
Depois do assassinato de Carlos Marighella muitas homenagens foram feitas ao revolucionário, e com o passar dos anos muitos ainda procuram conhecer sua história. Com uma vida muito agitada, o baiano lutou até onde pôde defendendo o que acreditava. Nunca se calou diante da censura e repressão. Preso e torturado inúmeras vezes, continuou na busca de uma sociedade livre de opressões. Assassinado e ainda vivo em ideais. Carlos Marighella, presente!
#CarlosMarighella
#Revolucao
#DitaduraNuncaMais
#TodasAsVidasImportam
#SMDH
segunda-feira, 7 de setembro de 2020
Carlos Marighella Sem Tempo Para Temer * FRT/BR
CARLOS MARIGHELLA SEM TEMPO PARA TEMER
De acordo com a reportagem, o DOPS teria identificado a origem da mentalidade “subversiva” de Marighella, a partir de um discurso proferido numa conferência da OLAS (Organização Latino-Americana de Solidariedade), realizada em Havana no ano de 1967. Sua fala seria a sinalização do rompimento com o comitê central do PCB por considerá-lo “conservador”: “A guerrilha é o que pode haver de mais anticonvencional e de mais antiburocrático”, teria afirmado Marighella na ocasião.
No dia anterior a essa publicação, o mesmo jornal noticiava “Marighella morto a tiros em São Paulo”. Próxima a Avenida Paulista, a emboscada, que fazia parte da “Operação Bandeirante”, teria “durado mais de dois minutos”, iniciada com o disfarce de “duas agentes policiais que ficaram então postadas naquele local, pretensamente namorando com outros policiais disfarçados”.
Após o sinal, um pouco depois das “20 horas”, “quando Marighella apareceu escoltado por dois companheiros”, inciou-se um intenso tiroteio. De dentro do “próprio carro que o conduzia”, o guerrilheiro não conseguiu romper o cerco, apesar dos disparos contra os agentes da Ditadura. “Ao morrer, Marighella trajava terno branco de linho, camisa esporte clara, meias e sapatos pretos”, finalizou a reportagem naquele dia.
*Leonardo Cruz é historiador.
....
















