O capitalismo está podre. Todos sabemos disso. Mas ele não cai sozinho, ele não morre de morte natural. Precisamos aliar o antifascismo e o antimperialismo ao internacionalismo proletário, e assim somar forças para construir o socialismo. Faça a sua parte. A FRENTE REVOLUCIONARIA DOS TRABALHADORES-FRT, busca unir os trabalhadores em toda sua diversidade, e formar o mais forte Movimento Popular Revolucionário em defesa de todos e construir a Sociedade dos Trabalhadores - a SOCIEDADE COMUNISTA!
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sábado, 22 de fevereiro de 2025
DOSSIÊ REFORMA AGRÁRIA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT
domingo, 17 de novembro de 2024
DÍVIDA PÚBLICA BRASILEIRA - A soberania na corda bamba - Carlos Pronzato.RJ
segunda-feira, 4 de novembro de 2024
MARIGHELLA HERÓI DO POVO BRASILEIRO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT
MARIGHELLA, PRESENTE!
O filme Marighella de Wagner Moura é um soco no estômago, uma tapa na cara, um gancho no queixo. Você bate, apanha, vai quase a nocaute, levanta, desperta e pensa qual será o próximo movimento físico e metafísico.
O filme prende a respiração, não oferece espaço pra distração, deixando-nos atentos, fortes e mobilizados o tempo todo. E agora.
Marighella é um filme phodda! Põe a gente num ringue. Ou melhor, numa luta. Ao final do último round somos tomados por um impulso no pulso erguido e cerrado em duas palavras de ordem: “Marighella, presente!” Seguido, imediatamente, por um “Fora Bolsonaro!”.
Noutras palavras, Marighella é um filme de ação. Ele nos coloca em estado de luta. Ele nos mobiliza por dentro e por fora no sentido de que outro país mais justo e democrático não é só mais possível e sim, necessário.
O filme de Wagner Moura não é só uma representação histórica ou narrativa cinematográfica de um passado ditatorial civil-militar violento e bem recente na história de nosso país. Como disse Wagner Moura, o filme fala muito mais do Brasil de hoje, deste tempo sombrio que ataca por dentro do próprio governo, o estado democrático de direito.
A exibição do filme Marighela no dia 26 de outubro no Cineteatro São Luiz em Fortaleza, Ceará, foi uma noite memorável e encantadora. Façamos de cada exibição do filme Marighella nas salas de cinema um ato artístico e político pela redemocratização do Brasil. Mas também um ato de amor pelo Brasil, como grita a atriz Maria Marighella, numa das cenas mais emocionantes do filme.
Dentre as várias leituras possíveis, o filme veio para nos tocar e mobilizar pela redemocratização do Brasil. Nossos corações democratas agradecem e se sentem comovidos (comover é mover com) e mais mobilizados pela reconstrução, refundação e regeneração do Brasil. Isso é urgente, enquanto ainda temos tempo. Numa frase de Marighella que capturo do filme, “as pessoas precisam saber que no Brasil tem gente resistindo”. Sim Marighella, sim Wagner, estamos na r(e)xistência. Eles não vencerão. A liberdade é uma luta constante.
No mais, Salve Wagner Moura!
Marighella, presente!
Saudações ternas e (in)tensas
Fabiano dos Santos Piúba
Fortaleza, 27/10/2022
(um texto ainda com a temperatura do filme em mais do que meu corpo)
Quem quis matar a luta
do Martin Luther King?
Por que puseram Gandhi atrás das grades?
Por que mandaram prender Mandela?
Quem mandou matar Marielle?
Quem deu guela
de onde tava o
Marighella?
A prisão do Rafael Braga ainda indaga:
ver o sol nascer quadrado
por portar um Pinho Sol?
E o Malcolm X, então,
precisa dizer
qual foi o X da questão?
E o Chico Mendes? Me diz
E o que devia Angela Davis?
E a Carolina Maria,
que foi presa porque lia?
Lição da Malala:
educação não é balela
E por que mantiveram o homem
que tirou o país da fome
quinhentos e oitenta dias
trancado numa cela?
Rafael de Noronha (São Paulo/SP)
Aos 4 dias do mês de novembro de 1969, em noite de terça-feira, em São Paulo capital, Carlos Marighella, Comandante da Revolução Socialista Brasileira, era brutalmente assassinado pelas forças repressivas da ditadura militar, então instalada no Brasil após o golpe de 1964.
Naquela ocasião, o movimento comunista do Brasil, a tradição combativa de nosso povo, e a luta revolucionária pela Libertação Nacional e pelo Socialismo, enfim, perderiam um homem de pensamento e ação, um militante da teoria e da prática, que perto de completar 58 anos de vida, estava liderando a única resistência possível diante dos idos ditatoriais. O povo brasileiro perderia naquele momento o seu filho mais completo politicamente, a brava gente deste país perderia um verdadeiro herói.
Aqueles que mataram Marighella não conseguem ocupar a memória nem mesmo dos canalhas que tentam ainda hoje defender o indefensável regime facínora militar. Aqueles que mataram Marighella acabaram fuzilados pela História. Aqueles que mataram Marighella, e nisso estão também os que mandaram matar, inclusive o próprio imperialismo ianque e seus títeres da ditadura no Brasil, todos esses, mais cedo ou mais tarde, terão as contas acertadas com o povo explorado do Brasil e de todo o mundo.
O corpo de Marighella descansa em Salvador, a capital baiana onde nasceu o Comandante em 5 de dezembro de 1911. Mas a sua presença nunca parou. Marighella está presente em todas as lutas do povo brasileiro.
Carlos Marighella vive, Carlos Marighella para sempre viverá!
Há 55 anos ele morria por nós, ele morria pelo povo, ele morria pelo Brasil...
Carlos Marighella é um símbolo das lutas pela libertação do povo brasileiro.
Filho de Augusto Marighella, operário metalúrgico imigrante italiano e de Maria Rita do Nascimento, negra descendente dos malês. Fez seus estudos secundários no antigo Ginásio da Bahia, hoje Colégio Central. Em 1932, ingressou na Escola Politécnica da Bahia, onde se torna líder estudantil. Abandona o curso para seguir para o Rio de Janeiro para dirigir o PCB, em 1934.
Preso em 1936, foi torturado pela polícia política de Filinto Muller. Solto, passa a clandestinidade, sendo preso novamente em 1939. Só é solto em 1945, com a anistia aos presos políticos no fim do governo Vargas. É eleito deputado constituinte pelo PCB da Bahia, tendo atuação destacada na Assembleia que redigiu a Carta de 46.
O PCB teve seu registro cassado em 1947, e os deputados comunistas perderam o mandato em 1948. Mais uma vez na clandestinidade, Marighella exerce várias funções na direção do Partido. Nos anos de 1953 e 1954, Marighella viaja pelo mundo socialista, inclusive a China Popular.
Com o golpe de 64 é preso novamente. Resistiu à prisão em um cinema do Rio de Janeiro. Descreveu o episódio no texto Porque Resisti à Prisão. Em seguida, se estabelece em São Paulo, onde assume a direção regional do Partido.
Logo no início da ditadura, Marighella abre divergência com a direção do Partido. Em 1966, comparece ao encontro da OLAS, Organização Latino-Americana de Solidariedade, em Havana. Rompe com a Comissão Executiva do Partido e, em 1967, é expulso. Organiza o Agrupamento Comunista de São Paulo, que viria a nuclear a Ação Libertadora Nacional, fundada em 1968.
A ALN se tornou a mais importante organização armada de luta contra a ditadura. A captura do embaixador estadunidense, em 1969, em conjunto com o MR8, seria uma das ações mais espetaculares da organização.
Marighella foi elevado a inimigo número 1 do regime. Após a prisão dos padres dominicanos que contribuíam com a ALN, armou-se uma operação para assassinar o líder revolucionário. Na noite de 4 de novembro de 1969, Marighella foi assassinado pela equipe comandada pelo delegado Fleury.
Marighella se tornou uma lenda. Não à toa, a extrema-direita ainda hoje o considera o inimigo número 1. Marighella inspira as novas gerações de revolucionários, com a sua coragem e espírito de luta.
Marighella é a expressão de toda uma geração de comunistas em nosso país. Para quem quiser conhecer mais a vida de Carlos Marighella indicamos o livro Marighella: O Guerrilheiro que Incendiou o Mundo, de Mário Magalhães, publicado pela editora Companhia das Letras. Também indicamos a música Mil Faces de um Homem Leal, feita pelos Racionais em 2012 para o documentário Marighella, de Isa Grinspum Ferraz: https://www.youtube.com/watch?v=5Os1zJQALz8
*
segunda-feira, 27 de março de 2023
OUTRA VEZ RUMO AO PERU * Carlos Pronzato/RJ
OUTRA VEZ RUMO AO PERU
Além dos muitos documentários realizados no Brasil, Carlos Pronzato realizou, nos anos 2000, documentários na Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Bolívia. E durante grande parte da década de 80 percorreu de carona e morou em diversos países da América Latina, desde o México no norte até o Chile, no sul, sendo esta viagem a sua grande escola cultural e política. Carlos Pronzato não retorna ao Peru desde 1985, portanto será um reencontro com a História desse país e a oportunidade de construir novas narrativas audiovisuais.
Rumo a esta nova missão do cinema revolucionário!
Rumo ao Peru!
Para apoiar:
Conta PIX : carlospronzato@gmail.com
ou
Banco do Brasil
Agência: 0346 - 8
Conta Corrente: 222.567 - 0
Obs. Quem quiser colaborar também pode adquirir Caixa com 85 DVDs (catálogo completo). O investimento é de R$ 1.500,00 (incluído frete).
Contatos: 21 9 79957981
Face e Insta: Carlos Pronzato
Canal YT: Carlos Pronzato
Catálogo de filmes e livros:
www.lamestizaaudiovisual.com.br
"Caminante no hay camino
Se hace camino al andar..."
sábado, 22 de outubro de 2022
JANGADEIROS ALAGOANOS * Carlos Pronzato - RJ
terça-feira, 27 de setembro de 2022
TREM DO SUBÚRBIO, TRILHOS DE RESISTÊNCIA | Documentário completo de Carlos Pronzato
sábado, 2 de outubro de 2021
CARLOS PRONZATO CINEMA ENGAJADO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT
CARLOS PRONZATO CINEMA ENGAJADO
https://drive.google.com/file/d/1rWC3uua9IYHGCFLmSLVtg6x1KnH1DEp8/view?usp=sharing
Esta é uma obra independente para fins de militância política a favor do povo trabalhador. O seu apoio é fundamental. Quem quiser contribuir com este trabalho seguem os dados:
Banco do Brasil. Ag: 0346-8. C/C: 222.567-0. Carlos Pronzato.
PIX: 71993459952. Tadeusz Pronzato.
Catálogo de filmes e livros:
www.lamestizaaudiovisual.com.br
Canal Youtube Carlos Pronzato: https://www.youtube.com/channel/UCpQbUHc34JoE-j_qQ8UOXCg
quinta-feira, 23 de setembro de 2021
UMA PAULICEIA NEM TÃO DESVAIRADA ASSIM – Wilson Coêlho / ES
UMA PAULICEIA NEM TÃO DESVAIRADA ASSIM
Neste ano de 2021 em que Dom Paulo Evaristo Arns e Paulo Freire fariam 100 anos em setembro, pudemos desfrutar da grande homenagem que o cineasta Carlos Pronzato faz em seu documentário “Dois Paulos na Pauliceia”. Uma obra responsável e de fôlego, além de muito oportuna nos tempos que correm. Carlos Pronzato nos devolve as vozes dos dois Paulos a partir dos testemunhos de Nita Freire, Frei Betto, Luiza Erundina, Juca Kfouri, Ivo Herzog, Paulo Vanucchi, Dom Angélico Sândalo Bernardino, Margarida Genevois, Salvador Pires, Adolfo Perez Esquivel, Maria Ângela Borsoi, entre alguns outros, permeados com imagens que nos transportam para aquele momento em que esses dois defensores da liberdade estavam em ação. Dessa liberdade, no depoimento do padre Júlio Lancellotte ele declara que “Os dois têm uma chave em comum, a autonomia. Dom Paulo, uma pastoral de autonomia e, Paulo Freire, uma pedagogia da autonomia”.
Na verdade, tanto pela competência do cineasta Carlos Pronzato quanto pelo tema que ele aborda, esse filme se basta e nem necessita de uma apresentação, considerando que esses dois grandes mestres, Dom Paulo Evaristo Arns e Paulo Freire, que dedicaram suas vidas à reflexão e ao pensamento crítico a partir de seus compromissos humanistas na organização popular, arautos da esperança na possibilidade de transformar a realidade dos povos oprimidos, são em si mesmos um acontecimento.
Ainda no que diz respeito a essa obra de arte de Carlos Pronzato, também não poderia passar em brancas nuvens a beleza, o lugar e a precisão da música original de Gereba em parceria com Paulinho Pedra Azul e Xico Bizerra, ilustrando essa belíssima homenagem aos dois Paulos imprescindíveis para entender a história do pensamento e da resistência à ditadura no Brasil.
Enfim, quanto intitulo o texto de “Uma Pauliceia nem tão desvairada assim”, trata-se de uma alusão à “Pauliceia Desvairada”, de Mário de Andrade que,
na conferência “O Movimento Modernista”, quando o escritor definiu seu livro como “áspero de insulto, gargalhante de ironia”, para Carlos Pronzato, a Pauliceia significa um apelo à memória desses dois Paulos que dedicaram toda a vida em defesa da democracia que nada têm a ver com a aspereza do insulto ou gargalhante ironia, mas comprometidos com a liberdade dos oprimidos. Contando ainda com a cuidadosa produção de Paulo Pedrini e a precisa edição de Gabriel Figueira, “Dois Paulos na Pauliceia”, mais que um documentário é uma obra de arte viva e que muito pode contribuir para que as novas gerações possam conhecer um pouco da história do ponto de vista dos que resistiram e enfrentaram o autoritarismo em nosso país.
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