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sexta-feira, 9 de maio de 2025

AMAZONAS O MAIOR RIO DO MUNDO * SILVINO SANTOS

AMAZONAS O MAIOR RIO DO MUNDO
1918 AMAZONAS
SILVINO SANTOS - DIRETOR

1918, AMAZÔNIA - Filme RARÍSSIMO perdido há mais de 100 anos.
O filme "Amazonas, o maior rio do mundo", de 1918, ficou mais de 100 anos perdido. Produzido por um brasileiro, foi parar na Europa, sem nunca ter sido exibido no Brasil. Lá, ganhou outro título, até que desapareceu na década de 1930.

"Amazonas, o Maior Rio do Mundo" é um filme brasileiro de 1918 (concluído em 1920) que retrata a vida na floresta amazônica. Produzido por Silvino Santos, é um documentário mudo e em preto e branco, considerado um dos registros cinematográficos mais antigos da região. O filme foi dado como perdido em 1931, mas foi redescoberto em 2023 no Arquivo de Filmes Tchecos

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Memórias de 100 anos de luta de Elizabeth Teixeira/Cabra marcado pra morrer * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

Memórias de 100 anos de luta de Elizabeth Teixeira
Elizabeth Teixeira vai completar 100 anos de idade no dia 13 de fevereiro, com muita saúde e disposição de luta pela terra, pela reforma agrária e pela preservação da memória de luta das camponesas e dos camponeses.

Cabra Marcado Para Morrer (1984)
Eduardo Coutinho
MULHERES VÍTIMAS DA DITADURA MILITAR NO BRASIL

terça-feira, 4 de junho de 2024

O Doleiro 1ª TEMPORADA * ALEJANDRO ACOSTA/SP

O DOLEIRO
Título: O Doleiro
Logline:
Uma série web brasileira que revela o maior escândalo de corrupção da história do país, baseado nos documentos divulgados pelo ex-governador do Paraná e ex-senador Roberto Requião, expondo as propinas pagas durante as "privatizações" do governo FHC e os laços comprometedores com o imperialismo norte-americano.

Gênero:
Drama, Thriller Político

Formato:
Série Web, 12 episódios, com duração de 6 a 15 minutos cada

Sinopse:
"O Doleiro" é uma série web que mergulha nas profundezas da corrupção política no Brasil, retratando o maior escândalo de desvio de dinheiro público da história do país. Baseada em documentos reais liberados por Roberto Requião, a trama desvenda as propinas pagas durante as "privatizações" do governo FHC e revela como o regime oficial se comprometeu com interesses imperialistas norte-americanos.
1ª TEMPORADA
ALEJANDRO ACOSTA/SP

O Doleiro 2a temporada PORT e ESP * ALEJANDRO ACOSTA/SP

SÉRIE O DOLEIRO 
Título: O Doleiro
Logline:
Uma série web brasileira que revela o maior escândalo de corrupção da história do país, baseado nos documentos divulgados pelo ex-governador do Paraná e ex-senador Roberto Requião, expondo as propinas pagas durante as "privatizações" do governo FHC e os laços comprometedores com o imperialismo norte-americano.

Gênero:
Drama, Thriller Político

Formato:
Série Web, 12 episódios, com duração de 6 a 15 minutos cada

Sinopse:
"O Doleiro" é uma série web que mergulha nas profundezas da corrupção política no Brasil, retratando o maior escândalo de desvio de dinheiro público da história do país. Baseada em documentos reais liberados por Roberto Requião, a trama desvenda as propinas pagas durante as "privatizações" do governo FHC e revela como o regime oficial se comprometeu com interesses imperialistas norte-americanos.
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domingo, 13 de agosto de 2023

40 ANOS SEM MARGARIDA MARIA ALVES * Silvanar Cordel/PROGRAMA SER TÃO NORDESTINO

40 ANOS SEM MARGARIDA MARIA ALVES
Hoje, o Programa SerTão Nordestino fará uma homenagem especial a Margarida Alves, pela passagem dos 40 anos de seu covarde assassinato (12 de agosto de 1983).
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DOCUMENTÁRIO: NOS CAMINHOS DE MARGARIDA
O vídeo-documentário "Nos Caminhos de Margarida" mostra a trajetória de vida e militância de Margarida Maria Alves. São depoimentos e imagens que revelam um pouco da história da heroína das terras paraibanas. Daquela que simboliza a maior marcha de mulheres do mundo, a "Marcha das Margaridas".

Realização: CONTAG, Fetag´s e Sindicatos

ANEXOS

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sábado, 1 de abril de 2023

MATARAM CARLOS LAMARCA, MAIS UMA VEZ! * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

MATARAM CARLOS LAMARCA, MAIS UMA VEZ!

MUSEU CARLOS LAMARCA
ESCURIDÃO NA TERA DA LUZ

"Um incêndio destruiu todo o acervo e as estruturas do Museu da Capelinha, no interior do Parque Estadual do Rio Turvo, que fica na região sul de São Paulo. O local é conhecido por abrigar a gruta que serviu de esconderijo para Carlos Lamarca e outros 16 guerrilheiros da Vanguarda Popular Revolucionária em 1969, durante a ditadura militar. A informação é do Estadão.

O museu guardava fotos e documentos sobre a passagem de Lamarca pela região e há suspeitas de incêndio criminoso. A destruição começou no último domingo (26) e o fogo se espalhou por todas as instalações rapidamente.

A administração do museu registrou ocorrência na delegacia da Polícia Civil de Cajati, que suspeita que o incêndio pode ter sido provocado, mas ainda investiga o caso.

Conselheiro Estadual do Meio Ambiente, do Consema, afirmou que a ação criminosa pode não ser um fato isolado, já que o parque tem relação com quilombolas e comunidades tradicionais e a região é palco de conflitos fundiários.

O Núcleo da Capelinha abriga um sítio arqueológico onde foi encontrado um fóssil de esqueleto com cerca de 10 mil anos, considerado o mais antigo de ocupação humana no estado. Batizado de “Luzio”, ele não estava no acervo do museu queimado.
(Diário do Centro do Mundo)"

-Carta Capital-
Um incêndio no último domingo 26, destruiu todo o acervo e as estruturas do Museu da Capelinha, localizado no interior do Parque Estadual do Rio Turvo, no Vale do Ribeira, em São Paulo. 

O parque é conhecido por abrigar a gruta que serviu de esconde... Leia mais em https://www.cartacapital.com.br/cultura/incendio-destroi-museu-com-acervo-de-lamarca-no-vale-do-ribeira/. O conteúdo de CartaCapital está protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral. Essa defesa é necessária para manter o jornalismo corajoso e transparente de Carta Capital vivo e acessível a todos.

Durante a ocasião, o fogo se dissipou rápido e a administração da unidade registrou a ocorrência na delegacia da Polícia Civil de Cajati. Conforme a polícia, há indícios de que o incêndio foi provocado, mas o caso ainda está sob investiga... 

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A Prefeitura de Cajati emitiu uma nota de repúdio e exige esclarecimentos. “A administração municipal salienta que o responsável ou responsáveis sejam punidos pelo ato de vandalismo”, afirmam. 

Em 2017, o local foi palco de polêmica protagonizada po... Leia mais em https://www.cartacapital.com.br/cultura/incendio-destroi-museu-com-acervo-de-lamarca-no-vale-do-ribeira/. O conteúdo de CartaCapital está protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral. Essa defesa é necessária para manter o jornalismo corajoso e transparente de Carta Capital vivo e acessível a todos.

À coluna de Mônica Bergamo, na Folha, ele justificou a retirada dizendo que “Parque não é lugar para ter busto de herói ideológico de nenhum lado”.... Leia mais em https://www.cartacapital.com.br/cultura/incendio-destroi-museu-com-acervo-de-lamarca-no-vale-do-ribeira/. O conteúdo de CartaCapital está protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral. Essa defesa é necessária para manter o jornalismo corajoso e transparente de Carta Capital vivo e acessível a todos.

Em razão disso, Salles se tornou réu em processo aberto pela Justiça de São Paulo, no fórum de Jacupiranga, para apurar a retirada e a danificação do monumento. O processo ainda não teve julgamento final e um novo busto de Lamarca foi colocado no ped... Leia mais em https://www.cartacapital.com.br/cultura/incendio-destroi-museu-com-acervo-de-lamarca-no-vale-do-ribeira/. O conteúdo de CartaCapital está protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral. Essa defesa é necessária para manter o jornalismo corajoso e transparente de CartaCapital vivo e acessível a todos.
Busto a Carlos Lamarca
Estátua de Zequinha carregando Lamarca


segunda-feira, 27 de março de 2023

OUTRA VEZ RUMO AO PERU * Carlos Pronzato/RJ

 OUTRA VEZ RUMO AO PERU

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O cineasta documentarista, poeta, ficcionista, dramaturgo e diretor teatral Carlos Pronzato, argentino/brasileiro, encara mais uma vez as estradas de "Nuestra América". Com pouca equipagem e uma câmera na mão o foco inicial agora é o Peru e as mobilizações indígenas e camponesas que tomaram conta do país desde dezembro de 2022. Documentar esses processos desde uma perspectiva autônoma é parte da construção de um acervo de memórias críticas da América Latina, úteis também para o debate e a ação política contemporâneas.

Além dos muitos documentários realizados no Brasil, Carlos Pronzato realizou, nos anos 2000, documentários na Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Bolívia. E durante grande parte da década de 80 percorreu de carona e morou em diversos países da América Latina, desde o México no norte até o Chile, no sul, sendo esta viagem a sua grande escola cultural e política. Carlos Pronzato não retorna ao Peru desde 1985, portanto será um reencontro com a História desse país e a oportunidade de construir novas narrativas audiovisuais.

Rumo a esta nova missão do cinema revolucionário!

Rumo ao Peru!

Para apoiar:

Conta PIX : carlospronzato@gmail.com

ou

Banco do Brasil

Agência: 0346 - 8

Conta Corrente: 222.567 - 0

Obs. Quem quiser colaborar também pode adquirir Caixa com 85 DVDs (catálogo completo). O investimento é de R$ 1.500,00 (incluído frete).

Contatos: 21 9 79957981

Face e Insta: Carlos Pronzato

Canal YT: Carlos Pronzato

Catálogo de filmes e livros:

www.lamestizaaudiovisual.com.br


"Caminante no hay camino

Se hace camino al andar..."

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domingo, 5 de março de 2023

FILME “O COMPLÔ - LANÇAMENTO DO PROJETO * ABRAVIDEO

FILME “O COMPLÔ - LANÇAMENTO DO PROJETO


CARTA-CONVITE
*Lançamento do filme "O Complô" em 01.03.2023*

As entidades patrocinadoras, consignadas abaixo, convidam para o lançamento nacional do filme ‘O Complô’, curta-metragem que revela impactos sociais da gestão da dívida pública brasileira.


Baseado no livro homônimo do Deputado Federal Constituinte Hermes Zaneti e dirigido pelo cineasta Luiz Alberto Cassol, o documentário “O Complô’ apresenta os bastidores da gestão da dívida pública federal, com um resgate histórico do tema desde a Assembleia Nacional Constituinte, e joga luz nos seus impactos sobre o cotidiano da população brasileira. 


O Complô mostra como um conjunto de atores econômicos e políticos se organiza, atua e se faz representar nas esferas política, jurídica, econômica e de comunicação, e se valendo de todo tipo de trama política, jurídica e midiática, inclusive durante a Assembleia Constituinte, se apropria e conduz a formulação e a gestão da política econômica, especialmente das finanças públicas, e interfere, tenta dirigir e até boicotar, nossos sonhos, escolhas e projetos políticos para o país.


Ao contar essa história e revelar essas tramas, o documentário também desmascara a narrativa daqueles atores que tentam vender para a sociedade que os nossos direitos sociais, conforme aprovados pela Assembleia Constituinte e dispostos na Constituição Federal de 1988 não cabem no orçamento público, e, portanto, teríamos que escolher entre aceitar a precária prestação de serviços públicos de saúde, educação, previdência, assistência social, transporte, moradia e  cultura como vem ocorrendo, ou pagar para ter acesso ao serviços de melhor qualidade (escolas privadas, planos de saúde e de previdência privada etc. 


Ao falar e mostrar a precarização dos serviços públicos de saúde, educação, moradia, transporte, e levar o espectador a perceber que essa situação decorre do modelo de gestão das finanças públicas, que trata de forma desigual os contribuintes – premiando o ‘andar de cima’ com isenção e “sonegação tolerada” de tributos, e lhes garantindo uma renda certa de juros de uma dívida pública que em nada atendeu os  interesses maiores da sociedade – O Complô demonstra que esse modelo termina por precarizar os serviços públicos, o emprego e a  renda dos servidores do Estado.


“O filme é necessário porque nos ajuda a entender como essa máquina pública funciona a favor dos rentistas e como nós podemos, enquanto sociedade, nos unir para reverter a situação”, declara Cassol.


“Todos os que estão envolvidos nessa denúncia têm muita coragem. A nossa esperança é de que a mensagem do filme seja levada para o povo brasileiro, e que isso nos ajude a libertar o Brasil do sistema rentista do qual somos escravos”, complementa Zaneti.


Com produção da Filmes de Junho associada com a Abravídeo, o curta-metragem conta com narração da atriz Manuela do Monte e atuação do próprio Hermes Zaneti. ‘O Complô’ têm recursos de acessibilidade como Audiodescrição, Libras e Legendagem para surdos e ensurdecidos (LSE) para que qualquer pessoa com deficiência visual ou auditiva possa assistir.


Após a sessão, será realizado um debate com as presenças de Hermes Zaneti, do Deputado Constituinte/1988; Luiz Alberto Cassol, Diretor do filme, Roseli Faria (Analista de Planejamento e Orçamento) e convidados.  


Serviço: Lançamento nacional do curta-metragem ‘O Complô’


Quando: 01 de março, às 19h


Onde: Teatro dos Bancários, EQS 314/315 – Brasília


Quanto: entrada gratuita, limitada à lotação do teatro (473 lugares)


Público-alvo: professores, educadores, críticos de cinema, jornalistas, políticos e interessados no tema


Debate: haverá debate após a exibição do curta


Coquetel: será oferecido um coquetel após o lançamento.


Link para transmissão on line: https://youtube.com/live/3B22daf-4EY?feature=share


Ficha técnica: ‘O Complô’ (Brasil, Documentário, 2022)


Com: Hermes Zaneti 


Depoimentos: Fátima Silva (Secretária Geral da CNTE), Paulo Egon (Professor), Roseli Faria (Analista de Planejamento e Orçamento) e Wellington Duarte (Professor do Departamento de Economia da UFRN)


Direção: Luiz Alberto Cassol


Narração: Manuela do Monte


Roteiro: Luiz Alberto Cassol e Luciano Ribas


Trilha Sonora Original: Duca Duarte


Produção: Luiz Alberto Cassol e Ruy Godinho


SIGNATÁRIAS E PATROCINADORAS:


PROIFES – Federação - Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico


CNTE - Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação


CONTRAF - Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro


SindBancários - Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região


BANCÁRIOS DF - Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Brasília 


SINPRO/DF – Sindicato dos Professores no DF


FETEC/CN - Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Norte


CPERS/SINDICATO – Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul


FETEC/PR - Federação dos/as Trabalhadores/as em Empresas de Crédito do Paraná 


Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e Região


FENAE – Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal


Sindicato dos Sapateiros de Campo Bom (RS)


CUT/DF – Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal


APEOESP - Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo 


Sindicato dos Jornalistas do DF

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FILME “O COMPLÔ - LANÇAMENTO DO PROJETO
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sexta-feira, 18 de novembro de 2022

TERRITÓRIO DOCUMENTÁRIO * Guy Lodge /Variety

TERRITÓRIO DOCUMENTÁRIO

Revisão de 'The Territory': Indígenas brasileiros defendem sua posição em um documentário ambiental urgente.

Os lados documentais esguios e bem feitos de Alex Pritz com o povo indígena Uru-eu-wau-wau em uma guerra de território vicioso entre eles e invasores industriais de sua terra natal.
Forças duplas de mudança climática e genocídio cultural se sobrepõem com efeitos devastadores em “ The Territory ”, ameaçando não apenas uma comunidade nativa, mas um ecossistema mais amplo – e aplaudidos pelas potências ativamente hostis. Impressionante e desesperador em igual medida, o documentário do diretor calouro Alex Pritz nos mergulha ao longo de três anos nas vidas, meios de subsistência e terra natal do povo indígena Uru-eu-wau-wau, cujo trecho supostamente protegido da floresta amazônica é sob ataque de todos os lados por fazendeiros, garimpeiros e colonos que não se importam em desmatar trechos de selva que não lhes pertencem.

Para os Uru-eu-wau-wau, eles próprios diminuindo rapidamente em número, revidar é essencial, mas feio, e qualquer um que espere uma inspiração confortavelmente inspiradora de “O Território” pode ficar desapontado. Em vez disso, esta estreia de Sundance curta e bem trabalhada causa impacto tanto com suas mensagens sombrias e contundentes quanto com sua construção formal e musculosa, à medida que a guerra por território em questão assume a urgência aquecida de um thriller. E enquanto a presença de Darren Aronofsky como produtor pode ser um atrativo adicional para potenciais distribuidores para este documentário ao estilo da National Geographic, mais créditos de produção aqui vão para os próprios Uru-eu-wau-wau. Não contentes apenas em serem vítimas solidárias sob o olhar da câmera, eles muitas vezes a empunham, e o filme se beneficia de seu ponto de vista justamente inflamado.

“A Amazônia não é apenas o coração do Brasil, mas do mundo inteiro.” Assim diz Bitate, um Uru-eu-wau-wau de 18 anos escolhido por seus mais velhos para liderar a Associação Jupau da comunidade – a responsabilidade de defender sua terra das forças opostas, repousando sobre seus ombros esbeltos. A Amazônia é certamente o mundo inteiro que ele já conheceu, mesmo quando visivelmente encolhe ao seu redor. Mapas e gráficos na tela mostram repetidamente como a abundância verde da floresta tropical cedeu áreas nas últimas décadas para países de fazendas de gado sem árvores, entre outros vencedores industriais. E com a terra, vidas também caíram: um cartão de título introdutório nos informa que os Uru-eu-wau-wau agora somam apenas 200 pessoas, abaixo dos milhares na década de 1980, quando o governo brasileiro “contatou” a tribo pela primeira vez .

Essa escolha eufemística de verbo traz um calafrio, traçando uma linha clara do passado para a guerra aberta do governo atual contra a população indígena do Brasil, com o presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro prometendo a seus eleitores que “não haverá uma polegada de terra deixada” pelo fim de seu regime genocida. Bitate e seu pessoal assistem às transmissões da bílis do presidente não com choque, mas com um encolher de ombros desconsolado. Quer tenha sido falado em voz alta pelos políticos no poder ou não, eles convivem com os efeitos dessa filosofia há algum tempo. A veterana ativista ambiental Neidinha Bandeira já passou do ponto de tentar idealisticamente mudar corações e mentes: como ela orienta Bitate e estabelece um meio de comunicação independente para os Uru-eu-wau-wau, a sobrevivência direta é a primeira prioridade.

Com apostas mais urgentes vêm táticas mais viscerais. A violência é distribuída de ambos os lados da fronteira contestada do território, enquanto a edição de Carlos Rojas Felice atinge um ritmo processual estridente. Liderando o ataque aos Uru-eu-wau-wau está a Associação de Rio Bonito, um coletivo implacável de invasores de terras convencidos de que “os índios” têm demais. As questões atingem um ponto crítico quando o respeitado membro Uru-eu-wau-wau, Ari, é morto nos confrontos, embora não haja negociações de paz. Em uma atmosfera de terror crescente – com Neidinha recebendo repetidas ameaças anônimas – o conflito muda para o modo fogo com fogo. (Às vezes, literalmente, quando os guerreiros indígenas recorrem à queima dos pertences dos invasores em suas terras queimadas e desmatadas.)

É difícil ver como tudo isso terminará bem, principalmente enquanto os líderes do Brasil continuarem defendendo tal carnificina para a aprovação de multidões. (As invasões de território indígena no Brasil dobraram em 2021, nos dizem no final do filme.) Brilhante, feroz e consciencioso, mesmo tendo sido empurrado cedo demais para um papel de liderança nada invejável, Bitate simboliza o desafio juvenil dentro de uma população ameaçada. Mas é difícil não se perguntar que tipo de mundo seus sucessores herdarão – tanto no nível micro, como a ilha de verde amazônico de Uru-eu-wau-wau em meio a cada vez menor em meio à invasão do cinza industrial, e no quadro ecológico maior. “Quantas árvores perdemos que poderiam conter a cura de uma doença?” pergunta uma angustiada Neidinha, totalmente retoricamente.

Um realizador documentarista que trouxe um visual elegante para o estudo de caça furtiva no Quênia “When Lambs Become Lions” e o recente “The First Wave” de Matthew Heineman, Pritz compartilha os deveres de câmera aqui com o membro da tribo Tangae Uru-eu-wau-wau, que traz tensão imediatismo no momento para filmagens efetivamente filmadas da linha de frente desta batalha terrestre. Em outros lugares, “The Territory” é bonito sem descansar indevidamente na beleza natural de sua paisagem ameaçada, embora closes iridescentes de atividades de plantas e insetos deixem claro o círculo maior de vida em jogo aqui.

Leia mais sobre:Alex Pritz,

Revisão de 'The Territory': Indígenas brasileiros defendem sua posição em um documentário ambiental urgente
Revisado no Soho Screening Rooms, Londres, 19 de janeiro de 2022. No Sundance Film Festival (Competição Mundial de Documentários). Tempo de execução: 84 MIN.Produção: (Documentário — Brasil-Dinamarca-EUA) A Protozoa Pictures, Passion Pictures, Real Lava, produção documental em associação com Time Studios, XTR. (Vendas mundiais: Real Lava, Copenhagen.) Produtores: Darren Aronofsky, Sigrid Dyekjær, Will N. Miller, Gabriel Uchida, Lizzie Gillett. Produtores executivos: Danfung Dennis, Felipe Estefan, Rafael Georges da Cruz, Rebecca Teitel, Alexandra Johnes, Loren Hammonds, Dylan Golden, Brendan Naylor, Andrew Ruhemann, Romain Besson, Philippe Levasseur, Ari Handel. Produtores co-executivos: Tangae Uru-eu-wau-wau, Tejubi Uru-eu-wau-wau.
Equipe: Diretor: Alex Pritz. Câmera: Pritz, Tangae Uru-eu-wau-wau. Editor: Carlos Rojas Felice. Música: Katya Mihailova.

sábado, 22 de outubro de 2022

JANGADEIROS ALAGOANOS * Carlos Pronzato - RJ

JANGADEIROS ALAGOANOS
O QUE ORSON WELLES NÃO VIU

O documentário JANGADEIROS ALAGOANOS, O QUE ORSON WELLES NAO VIU (52 min./2022) com direção de Carlos Pronzato, conta a história dos pescadores Umbelino José dos Santos, Joaquim Faustilino de Sant’Ana, Eugênio Antônio de Oliveira e Pedro Ganhado da Silva, cidadãos originários de diversas cidades do Litoral Alagoano que saíram de Maceió em 27 de agosto de 1922 para o Rio de Janeiro. Eles sofreram os mais diversos revezes na viagem. Só para ilustrar destas dificuldades, na costa da Bahia, enfrentaram um grande temporal, quando foram atirados ao mar e perderam suas provisões, roupas e a vela da jangada Independência. A solidariedade do povo baiano foi decisiva para a continuidade da viagem.

Após noventa e oito dias, mais de mil milhas percorridas e nove tempestades enfrentadas, no dia 2 de dezembro os Jangadeiros Alagoanos chegaram à Cidade Maravilhosa, onde foram recebidos como heróis. A população, o governo e a imprensa queriam estar próximos dos alagoanos, que talvez ainda não tivessem se dado conta da proeza que realizaram. Além da proeza dessa viagem, um fato curioso e que estará presente no documentário é que os pecadores resolveram empreender esta jornada dois dias antes dela ter início. O objetivo foi participar dos festejos pelo centenário das comemorações da Independência do Brasil.

"Conheci este episódio em 2021, através do monumento aos Jangadeiros, próximo à estátua de Graciliano Ramos, em Maceió, inaugurada na gestão anterior e na placa tinha algumas informações sobre essa viagem. A partir disso me interessei pela história e comecei a fazer as pesquisas. Eu sabia da viagem dos jangadeiros cearenses em 1941 ao Rio de Janeiro e isso ficou famoso no mundo por causa do documentário de Orson Welles. Então quis mostrar também a história pouco conhecida dos jangadeiros alagoanos", conta o diretor.

O documentário já teve duas exibições de pré estréia em Maceió, no Cine Arte Pajuçara, em agosto e setembro deste ano.

O diretor Carlos Pronzato, que também é escritor e diretor teatral, é conhecido por muitos dos seus mais de 85 documentários sobre questões políticas, sociais e culturais.

O Cine Joia fica na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 680, Rio de Janeiro. A sessão única será no sábado 22 de outubro às 19 h (com debate posterior com o diretor) e o ingresso é R$ 20 e pode ser reservado pela chave PIX: carlospronzatodoc@gmail.com (e-mail).

Com informações do jornal Tribuna Independente de Maceió, AL.

terça-feira, 27 de setembro de 2022

TREM DO SUBÚRBIO, TRILHOS DE RESISTÊNCIA | Documentário completo de Carlos Pronzato

TREM DO SUBÚRBIO, TRILHOS DE RESISTÊNCIA
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A Tv Kirimurê está passando aqui no seu feed convidando a todas, todos e todes para assistir ao documentário Trem do Subúrbio - Trilhos de Resistência, uma bela obra do cineasta Carlos Pronzato que retrata a relação das comunidades do subúrbio com o sistema ferroviário da capital baiana.
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Através de relatos dos moradores, lideranças comunitárias, pescadores e marisqueiras que em seus depoimentos revelam a importância desse meio de transporte na vida de todos!

quinta-feira, 30 de junho de 2022

O PONTAL DO PARANAPANEMA VISTO POR DENTRO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT

O PONTAL DO PARANAPANEMA VISTO POR DENTRO
CIDO BISPO - SP


PERFIL BIOGRÁFICO

Aparecido Bispo,

conhecido como Cido Bispo, tem 49 anos, natural de Presidente Venceslau, cursa na Faculdade Anhanguera Administração de empresas, tem cinco filhos.

Cido Bispo é trabalhador Rural, trabalhou na área rural desde criança e teve seu primeiro registro de carteira aos 12 anos como cortador de cana, só concluiu seu segundo grau aos 25 anos, devido ao trabalho exercido desde garoto, se tornou Sindicalista aos 26 anos quando passou a lutar pelos direitos dos trabalhadores rurais, que em sua maioria trabalhavam com condições bem precárias desde equipamentos de segurança bem como salários baixos, nesta luta, e em algum momento precisou libertar trabalhadores migrantes dentre eles remanescentes indígenas de trabalhos análogos a escravo, Cido Bispo liderou várias greves de trabalhadores rurais no estado de são Paulo nas regiões de Presidente Prudente, Araçatuba e São José do Rio Preto. Também participou de várias lutas em manifestações e ocupações de terras exigindo a reforma agrária, pois em sua visão essa bandeira e essencial para o Brasil se tornar um país realmente justo.

 Em 1997 Foi fundador do Sindicato dos Empregados Rurais de Presidente Prudente e Região no qual foi secretário Geral e depois presidente, em 2005 mudou se para Andradina, e em 2006 se elegeu Secretário Geral da FERAESP Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado De São Paulo não qual também foi presidente e hoje é secretário de Formação, Educação e Qualificação Profissional, em 2007 foi eleito para a diretoria da ABRA Associação Brasileira de Reforma Agrária, em 2008 se tornou presidente do Sindicato dos Empregados Rurais de Andradina-SP, em 2009 foi eleito para secretário de Meio Ambiente da CUT-SP Central Única dos Trabalhadores do Estado De São Paulo.

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Terras que libertam * Diosmar Filho / BA

 TERRAS QUE LIBERTAM

ASSISTA AO FILME

O filme baiano “Terras que Libertam - histórias dos Cupertinos” foi premiado como Melhor Documentário do Five Continents International Film Festival - FICOCC 5-8, da Venezuela. Dirigido e idealizado pelo geógrafo-documentarista Diosmar Filho, o projeto apresenta a trajetória de luta e resistência da população negra quilombola na Chapada Diamantina.

A obra conquistou ainda outras duas categorias do FICOCC: Melhor Documentário com Trilha Original, assinada pelo multi-instrumentista Mauricio Lourenço; e Menção Especial no Prêmio de Melhor Cinematografia ao diretor de fotografia Chico Soares.

“Terras que Libertam - histórias dos Cupertinos” já havia sido premiado como Melhor Documentário Sul Americano no International Documentary Film Awards (Eslováquia). Além disso, o filme baiano recebeu indicações em outros concursos internacionais, tendo sido finalista do Boden International Film Festival (BIFF) e semifinalista no Stockholm Film & Television Festival (SFTF), ambos na Suécia. Em outubro, o documentário foi selecionado para participar do 7º  FestiFrance Brasil - Festival Internacional de Cinema de Belo Horizonte.