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domingo, 16 de novembro de 2025

A GUERRILHA DO ARAGUAIA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

A GUERRILHA DO ARAGUAIA
Sinopse:
A Guerrilha do Araguaia foi uma parcela na longa cadeia das lutas populares do Brasil, como por exemplo, a Cabanagem, Guararapes, Canudos, Contestado, Revolta da Chibata e Quilombo dos Palmares. Foi um movimento rural armado cujo combate mobilizou o maior número de tropas brasileiras desde a II Guerra Mundial, que ocorreu entre 1966 a 1975 no Sul do Pará, numa batalha desigual entre combatentes revolucionários do PC do B e camponeses, contra as forças de repressão do regime civil militar imposto ao país com o golpe de 1964. Foi uma luta pela liberdade e pela democracia em nosso país, que desde então sua luta permanece contra o esquecimento e a falta de justiça por aqueles que as sequelas acompanham até os dias atuais. 40 minutos.
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LIVRO

Uma leitura agradável. Essa é a primeira constatação sobre o livro “Araguaia — histórias de amor e de guerra”, do jornalista Carlos Amorim, com 504 páginas, publicado pela Editora Record. Profissional experiente e caprichoso na escrita, o autor produziu um texto de excelente qualidade, revelando nuances não só da Guerrilha como de toda a resistência democrática à ditadura militar. O Araguaia aparece como recheio, com ênfase nos relatos de duas testemunhas oculares dos acontecimentos — José Genoino e Micheas Gomes de Almeida, o Zezinho do Araguaia. Amorim também se apoiou nos relatos de Ângelo Arroyo, um dos líderes daquele movimento armado, e em sua experiência como pesquisador que pisou o chão onde ocorreram os combates.

O livro registra o apoio da população aos guerrilheiros e denuncia as brutalidades da repressão, que utilizou torturas e corrupção para cooptar moradores locais “a granel”. E reforça os argumentos que pedem o fim da impunidade para os atos criminosos cometidos em nome do Estado pelos que assaltaram o poder com o golpe militar de 1964. Outro aspecto relevante da obra é o reconhecimento da bravura e da abnegação dos combatentes, que sacrificaram suas vidas pelo ideal de democracia e liberdade. Com esses ingredientes, Amorim descreve as precárias condições de vida da população local e reafirma a ideia de que a presença dos guerrilheiros na região levou um pouco de justiça às relações entre os camponeses e o despotismo dos grileiros apoiado em jagunços sanguinários.

A GUERRILHA DO ARAGUAIA
ESSÁ FILMES

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

OS COMPANHEIROS - FILME * Yuri Pires/Jornal A Verdade

OS COMPANHEIROS - FILME
Ao final do século XIX, os operários do mundo inteiro viviam uma situação de miséria e brutal exploração. Jornadas de trabalho de 12, 13 e até de 16 horas diárias eram impostas aos trabalhadores, principalmente nas fábricas. Licença maternidade, férias, seguridade social, nada disso existia. Essa situação que perdurava desde o aparecimento das primeiras grandes fábricas, com a revolução industrial, acabava com a saúde dos operários. E como entravam cada vez mais cedo nas fábricas (12, 13 anos de idade), a maioria não sabia ler, nem escrever.

Em alguns países, como a Inglaterra, a classe operária começava a se organizar para lutar pelos seus direitos. OCartismo, movimento surgido a partir de uma Carta do povo, enviada ao parlamento inglês pela Associação Geral dos Operários de Londres, atacava as fábricas e quebrava as máquinas em protesto contra o desemprego, a enorme jornada de trabalho, além de reivindicar o sufrágio universal para as eleições parlamentares e o direito de participação dos operários no parlamento. Logo a classe operária, percebeu que o problema não estava exatamente nas máquinas, mas estava na forma como a burguesia organizava a produção e na propriedade dos meios de produção por esta mesma burguesia.

Em outros países europeus, as grandes fábricas começavam a surgir e com elas a concentração de uma classe operária cada vez mais numerosa nas grandes capitais. Porém, a organização sindical e política ainda não havia chegado com força até o início do século XX. O início da organização da classe operária na Itália é o que nos mostra o filme Os companheiros (1963), de Mário Monicelli (mesmo diretor de O incrível exército de Brancaleone).

A história se passa em Turim, grande centro industrial da Europa (é cidade sede da montadora de automóveis Fiat), e nos conta a vida de centenas de operários de uma fábrica têxtil. Submetidos a uma extenuante jornada de trabalho de 14 horas, os operários saíam de casa “com os filhos dormindo e voltavam quando eles já estavam dormindo de novo”. Era comuns acidentes devido à falta de atenção provocada pela fadiga.

A saga começa, quando um operário, cansado, se descuida na operação da máquina e perde a mão. Seus colegas operários vão ao hospital se solidarizar e lá mesmo decidem ir “falar com o patrão” sobre a diminuição do tempo de trabalho diário.

À noite, vários deles freqüentavam uma escola improvisada na casa de um professor do Liceu da cidade, para aprender a ler e escrever, pois só assim poderiam votar nas eleições distritais segundo as leis da época. Porém, a maioria dormia durante as aulas. Surge entre os operários, uma incipiente organização chamada “comitê” para os representar ante os patrões.

É então que chega a cidade um “professor” chamado Sinigaglia (Marcelo Mastroiani, famoso por 8 e meio eDivórcio à italiana). Participa por acaso de uma das assembléias do “Comitê” e já então se destaca por suas boas idéias e espírito de organização acima da média entre os operários, e é eleito conselheiro do “comitê”.

Quadro vivo do início das organizações sindicais, Os companheiros, nos mostra que a classe trabalhadora vai aprendendo com a sua própria experiência. São reprimidos pela polícia e pelo exército, sofrem tentativas de suborno e de divisão do movimento. Fazem quotizações para poder sobreviver à fome imposta pelas duras condições da greve. O professor do Liceu recolhe ajuda entre os estudantes e é repreendido pelo diretor do Liceu “por estar ensinando subversão” as crianças. Ao mesmo tempo, o dono da fábrica orienta os seus funcionários a prender Sinigaglia, pois “sem liderança, eles não agüentam um dia sequer”.

A polícia dos patrões assassina um operário, prende o Sinigaglia e encerra a greve de forma truculenta. Porém, exatamente o operário que mais questionava o professor, passa a ser procurado pela polícia e passa a fazer a função que fazia Sinigaglia, indo para outra cidade se encontrar com um “contato”. Enquanto isso, o comitê planeja eleger o Professor Sinigaglia nas próximas eleições parlamentares e com isso libertá-lo da cadeia.

Mário Monicelli é o diretor desse filme que emociona pela simplicidade com que mostra a vida dos operários em luta por uma vida digna e por uma sociedade justa.

O filme pode ser encontrado em www.filmespoliticos.blogspot.com

Yuri Pires é crítico de cinema
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terça-feira, 11 de novembro de 2025

OPERAÇÃO CONDOR * Diálogos do Sul Global

OPERAÇÃO CONDOR
Educação do RJ se une a entidades da América Latina e do Brasil no apoio à “Operação Condor”

Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ convida docentes a prestigiarem o evento de lançamento da série "Operação Condor", dirigida por Cleonildo Cruz e Luiz Gonzaga Belluzzo

O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (SEPE-RJ) se une ao time de entidades latino-americanas e brasileiras que já declaram apoio à série de TV “Operação Condor”, dirigida por Cleonildo Cruz e Luiz Gonzaga Belluzzo. Reconhecendo o caráter histórico e educativo da produção, o SEPE-RJ convida todos os professores e professoras da rede pública de ensino fluminense a prestigiarem o lançamento do projeto, que acontece em 25 de novembro e marcará o início oficial das filmagens nos sete países dos episódios:

1. Chile: Pablo Neruda
2. Brasil: Memória, Verdade e Justiça
3. Argentina: Explosões de Automóveis
4. Uruguai: Voos da Morte
5. Paraguai: Ossadas de Desaparecidos
6. Bolívia: Desaparecimentos Forçados
7. Peru: Conexão Europa


O evento tem início às 19h, no Clube de Engenharia, na capital carioca, com a presença de Adolfo Pérez Esquivel, Prêmio Nobel da Paz, além de diversas personalidades e instituições comprometidas com os direitos humanos, a educação, a memória e a soberania latino-americana.

Valor educativo

A relação entre a Operação Condor — articulação política, econômica e militar iniciada há 50 anos e que instaurou ditaduras no Cone Sul com o apoio direto dos EUA — e a educação é intrínseca, sobretudo considerando a perseguição a profissionais de ensino que se dedicaram à resistência contra a repressão e em prol de um conhecimento libertador.

A série “Operação Condor” reconhece essa questão histórica e se compromete a prestar um tributo profundo à luta pela democracia e pelos direitos humanos. Por isso, dos 7 episódios da produção, o capítulo brasileiro, intitulado “Memória, Verdade e Justiça”, vai homenagear Paulo Freire, educador popular e patrono da educação brasileira, perseguido, exilado e reconhecido mundialmente por sua pedagogia libertadora. Freire é lembrado por seu papel crucial na formação de uma consciência crítica e na resistência civil em todo o continente.

Vale lembrar ainda que uma das ilustres participações confirmadas no evento de lançamento no Rio de Janeiro é o professor Heleno Araújo, que atua como consultor da série. Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), secretário-geral da Confederação Sindical da Educação dos Países de Língua Portuguesa (CPLP-SE) e vice-presidente da Internacional de la Educación para América Latina (IEAL), Araújo representa uma ampla rede de educadores que apoiam a série como instrumento de memória, formação crítica e integração latino-americana.

Confira a relação completa de episódios e a quais países, alvos da Operação Condor, serão dedicados:Chile: Pablo Neruda
Brasil: Memória, Verdade e Justiça
Argentina: Explosões de Automóveis
Uruguai: Voos da Morte
Paraguai: Ossadas de Desaparecidos
Bolívia: Desaparecimentos Forçados
Peru: Conexão Europa

O lançamento da produção reunirá expressivas organizações da educação mundial, entre elas a Internacional de la Educación (IE), a Internacional de la Educación para América Latina (IEAL) e o Confederação Sindical da Educação dos Países de Língua Portuguesa (CPLP-SE) – que integra os países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Portugal, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Do Brasil, estarão presentes a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), o Fórum Nacional de Educação (FNE), o Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Eduação (FNDE).

ServiçoSolenidade de Lançamento Internacional da Série “Operação Condor”
Clube de Engenharia do Rio de Janeiro
25 de novembro de 2025, às 19h

Para saber mais sobre o projeto, confira a cobertura oficial da Diálogos do Sul Global na seção especial

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sexta-feira, 9 de maio de 2025

AMAZONAS O MAIOR RIO DO MUNDO * SILVINO SANTOS

AMAZONAS O MAIOR RIO DO MUNDO
1918 AMAZONAS
SILVINO SANTOS - DIRETOR

1918, AMAZÔNIA - Filme RARÍSSIMO perdido há mais de 100 anos.
O filme "Amazonas, o maior rio do mundo", de 1918, ficou mais de 100 anos perdido. Produzido por um brasileiro, foi parar na Europa, sem nunca ter sido exibido no Brasil. Lá, ganhou outro título, até que desapareceu na década de 1930.

"Amazonas, o Maior Rio do Mundo" é um filme brasileiro de 1918 (concluído em 1920) que retrata a vida na floresta amazônica. Produzido por Silvino Santos, é um documentário mudo e em preto e branco, considerado um dos registros cinematográficos mais antigos da região. O filme foi dado como perdido em 1931, mas foi redescoberto em 2023 no Arquivo de Filmes Tchecos

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Memórias de 100 anos de luta de Elizabeth Teixeira/Cabra marcado pra morrer * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

Memórias de 100 anos de luta de Elizabeth Teixeira
Elizabeth Teixeira vai completar 100 anos de idade no dia 13 de fevereiro, com muita saúde e disposição de luta pela terra, pela reforma agrária e pela preservação da memória de luta das camponesas e dos camponeses.

Cabra Marcado Para Morrer (1984)
Eduardo Coutinho
MULHERES VÍTIMAS DA DITADURA MILITAR NO BRASIL

sábado, 22 de julho de 2023

"O Futuro é Nosso!" - um filme de Silvio Tendler, em parceria com o Sinpro Rio * Silvio Tendler/Sinpro Rio

"O Futuro é Nosso!" - um filme de Silvio Tendler, em parceria com o Sinpro Rio
FRT

Realizado em parceria com o SinproRJ –Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro, o filme é uma radiografia do mundo do trabalho atual.

Este é o retrato de uma transição.
Começamos as gravações no início da pandemia de covid-19.
E finalizamos logo após a posse do presidente Lula para o seu terceiro mandato.
É a nossa aposta em um futuro melhor para os trabalhadores.

Agradecimentos especiais ao Sinpro-Rio e a todos os sindicatos e centrais sindicais parceiros da Caliban.
Sem eles, não teríamos seguido trabalhando nos períodos mais duros da pandemia de covid-19.
A José Candido Portinari, que generosamente cedeu a obra de seu pai para este filme.
Candido Portinari não concluiu o ensino fundamental e dedicou a sua vida a retratar os oprimidos.

Em 1935, foi professor do Instituto de Arte da Universidade do Distrito Federal.
Este filme é dedicado aos professores a todos os trabalhadores que movem o mundo.
Em especial, à jovem professora e atriz Rita de Cássia, vítima da covid-19,
E ao centenário operário e líder sindical Clodesmidt Riani.
Ao longo da história, trabalhadores perderam suas vidas lutando contra a opressão.

A todos eles, nosso respeito e nossa homenagem.
SINPRO RIO

domingo, 2 de julho de 2023

PUREZA FILME * Frente Revolucionário dos Trabalhadores/FRT

PUREZA
DENÚNCIA DO TRABALHO ESCRAVO NO BRASIL

Pureza Lopes Loyola, de 80 anos, é uma heroína brasileira. Se antes já não havia exagero nesta sentença, agora ela foi agraciada com o prêmio Heróis no Combate ao Tráfico (Trafficking in Person Report TIP Heroes Award) de 2023, por contribuir na luta contra o trabalho análogo à escravidão e o tráfico de pessoas. A cerimônia de premiação aconteceu na última quinta-feira (15) em Washington, capital dos Estados Unidos.

O prêmio oferecido pela Secretaria de Estado dos EUA tem um alto valor simbólico, pois dona Pureza se tornou a única brasileira a receber as duas maiores condecorações abolicionistas do mundo: além do TIP Heroes, ela também foi premiada com o Anti-slavery Award, conferido pela Anti Slavery International, em Londres, em 1997.

A história da vida desta maranhense justifica a atribuição do termo heroína: alguém cuja coragem e bravura impulsiona a busca para solucionar situações críticas. Em 1993, ela saiu de Bacabal (MA), onde morava, em busca de seu filho Abel, que havia sido aliciado para trabalhar em uma fazenda, cuja localização era desconhecida. Ela percorreu diversos municípios do Maranhão e do Pará, buscando o paradeiro do filho.

Durante a procura, que durou até 1996, quando seu filho retornou ao lar, ela se deparou com graves situações de exploração de trabalhadores em garimpos, carvoarias e fazendas. Dona Pureza registrou e divulgou as violações testemunhadas. As denúncias às autoridades do poder público geraram, à época, grande repercussão nacional e internacional. A sua atuação precedeu o reconhecimento, por parte do Estado brasileiro, da existência do trabalho escravo no país.

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

O Mecanismo | Trailer oficial* José Padilha/Netflix

O MECANISMO
JOSÉ PADILHA
O MECANISMO

O Mecanismo é uma série de televisão brasileira, criada por José Padilha e Elena Soarez, dirigido por José Padilha, Felipe Prado, Marcos Prado e com roteiros de Elena Soárez. A série é livremente inspirada nas investigações da Operação Lava Jato[1][2][3] e foi lançada pela Netflix em 23 de março de 2018.[4] Em 28 de maio de 2018, a série foi renovada para uma segunda temporada que estreou em 10 de maio de 2019.

Marco Ruffo (Selton Mello) é um agente da Polícia Federal obcecado pelo caso que está investigando. Quando menos espera, ele e sua aprendiz, Verena Cardoni (Carol Abras), estão mergulhados numa das maiores investigações de desvio e lavagem de dinheiro da história do Brasil. A proporção é tal que o rumo das investigações muda completamente a vida de todos os envolvidos.[6]

Em abril de 2016, a Netflix anunciou que faria uma série original, ainda sem título, que retrataria as investigações da Operação Lava Jato.[10] A série foi produzida por José Padilha, Marcos Prado e pela produtora Zazen Produções e escrita por Elena Soarez , Sofia Maldonado e Thaís Tavares.[11][12] A série foi dirigida por José Padilha, Felipe Prado, Marcos Prado e Daniel Rezende.[13] 

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segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

RESENHA SOBRE O FILME "O MECANISMO" * Netflix

RESENHA SOBRE O FILME "O MECANISMO"


SINOPSE & INFO

Marco Ruffo (Selton Mello) é um delegado aposentado da Polícia Federal obcecado pelo caso que está investigando. Quando menos espera, ele e sua aprendiz, Verena Cardoni (Carol Abras), já estão mergulhados em uma das maiores investigações de desvio e lavagem de dinheiro da história do Brasil. A proporção é tamanha que o rumo das investigações muda completamente a vida de todos os envolvidos.

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

TERRITÓRIO DOCUMENTÁRIO * Guy Lodge /Variety

TERRITÓRIO DOCUMENTÁRIO

Revisão de 'The Territory': Indígenas brasileiros defendem sua posição em um documentário ambiental urgente.

Os lados documentais esguios e bem feitos de Alex Pritz com o povo indígena Uru-eu-wau-wau em uma guerra de território vicioso entre eles e invasores industriais de sua terra natal.
Forças duplas de mudança climática e genocídio cultural se sobrepõem com efeitos devastadores em “ The Territory ”, ameaçando não apenas uma comunidade nativa, mas um ecossistema mais amplo – e aplaudidos pelas potências ativamente hostis. Impressionante e desesperador em igual medida, o documentário do diretor calouro Alex Pritz nos mergulha ao longo de três anos nas vidas, meios de subsistência e terra natal do povo indígena Uru-eu-wau-wau, cujo trecho supostamente protegido da floresta amazônica é sob ataque de todos os lados por fazendeiros, garimpeiros e colonos que não se importam em desmatar trechos de selva que não lhes pertencem.

Para os Uru-eu-wau-wau, eles próprios diminuindo rapidamente em número, revidar é essencial, mas feio, e qualquer um que espere uma inspiração confortavelmente inspiradora de “O Território” pode ficar desapontado. Em vez disso, esta estreia de Sundance curta e bem trabalhada causa impacto tanto com suas mensagens sombrias e contundentes quanto com sua construção formal e musculosa, à medida que a guerra por território em questão assume a urgência aquecida de um thriller. E enquanto a presença de Darren Aronofsky como produtor pode ser um atrativo adicional para potenciais distribuidores para este documentário ao estilo da National Geographic, mais créditos de produção aqui vão para os próprios Uru-eu-wau-wau. Não contentes apenas em serem vítimas solidárias sob o olhar da câmera, eles muitas vezes a empunham, e o filme se beneficia de seu ponto de vista justamente inflamado.

“A Amazônia não é apenas o coração do Brasil, mas do mundo inteiro.” Assim diz Bitate, um Uru-eu-wau-wau de 18 anos escolhido por seus mais velhos para liderar a Associação Jupau da comunidade – a responsabilidade de defender sua terra das forças opostas, repousando sobre seus ombros esbeltos. A Amazônia é certamente o mundo inteiro que ele já conheceu, mesmo quando visivelmente encolhe ao seu redor. Mapas e gráficos na tela mostram repetidamente como a abundância verde da floresta tropical cedeu áreas nas últimas décadas para países de fazendas de gado sem árvores, entre outros vencedores industriais. E com a terra, vidas também caíram: um cartão de título introdutório nos informa que os Uru-eu-wau-wau agora somam apenas 200 pessoas, abaixo dos milhares na década de 1980, quando o governo brasileiro “contatou” a tribo pela primeira vez .

Essa escolha eufemística de verbo traz um calafrio, traçando uma linha clara do passado para a guerra aberta do governo atual contra a população indígena do Brasil, com o presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro prometendo a seus eleitores que “não haverá uma polegada de terra deixada” pelo fim de seu regime genocida. Bitate e seu pessoal assistem às transmissões da bílis do presidente não com choque, mas com um encolher de ombros desconsolado. Quer tenha sido falado em voz alta pelos políticos no poder ou não, eles convivem com os efeitos dessa filosofia há algum tempo. A veterana ativista ambiental Neidinha Bandeira já passou do ponto de tentar idealisticamente mudar corações e mentes: como ela orienta Bitate e estabelece um meio de comunicação independente para os Uru-eu-wau-wau, a sobrevivência direta é a primeira prioridade.

Com apostas mais urgentes vêm táticas mais viscerais. A violência é distribuída de ambos os lados da fronteira contestada do território, enquanto a edição de Carlos Rojas Felice atinge um ritmo processual estridente. Liderando o ataque aos Uru-eu-wau-wau está a Associação de Rio Bonito, um coletivo implacável de invasores de terras convencidos de que “os índios” têm demais. As questões atingem um ponto crítico quando o respeitado membro Uru-eu-wau-wau, Ari, é morto nos confrontos, embora não haja negociações de paz. Em uma atmosfera de terror crescente – com Neidinha recebendo repetidas ameaças anônimas – o conflito muda para o modo fogo com fogo. (Às vezes, literalmente, quando os guerreiros indígenas recorrem à queima dos pertences dos invasores em suas terras queimadas e desmatadas.)

É difícil ver como tudo isso terminará bem, principalmente enquanto os líderes do Brasil continuarem defendendo tal carnificina para a aprovação de multidões. (As invasões de território indígena no Brasil dobraram em 2021, nos dizem no final do filme.) Brilhante, feroz e consciencioso, mesmo tendo sido empurrado cedo demais para um papel de liderança nada invejável, Bitate simboliza o desafio juvenil dentro de uma população ameaçada. Mas é difícil não se perguntar que tipo de mundo seus sucessores herdarão – tanto no nível micro, como a ilha de verde amazônico de Uru-eu-wau-wau em meio a cada vez menor em meio à invasão do cinza industrial, e no quadro ecológico maior. “Quantas árvores perdemos que poderiam conter a cura de uma doença?” pergunta uma angustiada Neidinha, totalmente retoricamente.

Um realizador documentarista que trouxe um visual elegante para o estudo de caça furtiva no Quênia “When Lambs Become Lions” e o recente “The First Wave” de Matthew Heineman, Pritz compartilha os deveres de câmera aqui com o membro da tribo Tangae Uru-eu-wau-wau, que traz tensão imediatismo no momento para filmagens efetivamente filmadas da linha de frente desta batalha terrestre. Em outros lugares, “The Territory” é bonito sem descansar indevidamente na beleza natural de sua paisagem ameaçada, embora closes iridescentes de atividades de plantas e insetos deixem claro o círculo maior de vida em jogo aqui.

Leia mais sobre:Alex Pritz,

Revisão de 'The Territory': Indígenas brasileiros defendem sua posição em um documentário ambiental urgente
Revisado no Soho Screening Rooms, Londres, 19 de janeiro de 2022. No Sundance Film Festival (Competição Mundial de Documentários). Tempo de execução: 84 MIN.Produção: (Documentário — Brasil-Dinamarca-EUA) A Protozoa Pictures, Passion Pictures, Real Lava, produção documental em associação com Time Studios, XTR. (Vendas mundiais: Real Lava, Copenhagen.) Produtores: Darren Aronofsky, Sigrid Dyekjær, Will N. Miller, Gabriel Uchida, Lizzie Gillett. Produtores executivos: Danfung Dennis, Felipe Estefan, Rafael Georges da Cruz, Rebecca Teitel, Alexandra Johnes, Loren Hammonds, Dylan Golden, Brendan Naylor, Andrew Ruhemann, Romain Besson, Philippe Levasseur, Ari Handel. Produtores co-executivos: Tangae Uru-eu-wau-wau, Tejubi Uru-eu-wau-wau.
Equipe: Diretor: Alex Pritz. Câmera: Pritz, Tangae Uru-eu-wau-wau. Editor: Carlos Rojas Felice. Música: Katya Mihailova.

sábado, 17 de setembro de 2022

Privacidade Hackeada (The Great Hack) * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT

PRIVACIDADE HACKEADA
SORRIA! VOCÊ ESTÁ S ENDO MANIPULADO!!
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O documentário The Great Hack 

(em português: Privacidade Hackeada), lançado no dia 24 de julho de 2019, narra o escândalo da Cambridge Analytica, que veio à tona graças às denúncias feitas por Christopher Wylie e Brittany Kaiser. Privacidade Hackeada vem para nos mostrar como os nossos dados podem ser usados para nos manipular e para moldar a nossa maneira de pensar, como um “hack mental”.

The Great Hack não só expõe esse escândalo, ele vai muito além com uma verdade cruel e complexa, narrando a história de uma sociedade que, por viver em uma ilusão de um mundo conectado, entregou seus dados pessoais a empresas de tecnologias que os exploram em negócios multimilionários. E é nessa “realidade filtrada”, por assim dizer, que nos é entregue uma verdade cruel, a de que somos constantemente manipulados e que o nosso livre arbítrio foi hackeado.

A empresa Cambridge Analytica é descrita pelo seu ex-CEO, Alexander Nix, em um vídeo de apresentação de vendas mostrado no documentário como uma “empresa de comunicação orientada por dados”. Entretanto, como foi exposto por seus ex funcionários, esse não era o foco principal da empresa, que fazia uso desses dados — de usuários do Facebook —, sem o conhecimento deles, almejando categorizá-los a fim de, assim, oferecer maneiras mais fáceis de alcançá-los e manipulá-los.

É nesse contexto que entra Christopher Wylie e Brittany Kaiser, ex funcionários da empresa. Christopher Wylie era um cientista de dados que ajudou a montar a Cambridge e com a ajuda de Aleksandr Kogan, conhecido como “Dr.Espectro”, eles encontraram uma maneira de colher os dados dos usuários do Facebook através de um “teste de personalidade”. A outra informante, Brittany Kaiser, foi de fundamental importância na obra, colaborando com os investigadores, além de fornecer mais evidências. Kaiser, apresentada como uma das protagonista do documentário, expõe como ela e a sua equipe criaram diversos “conteúdos personalizados” para, em suas palavras, “acionar esses indivíduos”, manipulando principalmente a eleição estadunidense e diversas outras campanhas políticas do mundo.

Por fim, The Great Hack, além de ser um famoso “tapa na cara” da sociedade, nos deixa com um questionamento em mente: “Será que estou sendo manipulado?!”. E essa é a grande sacada desse documentário, o que nos leva a questionar as informações dessa realidade filtrada em que estamos inseridos.

Postagem escrita pelo voluntário do Capítulo Gabriel Lacerda.
Nave

quarta-feira, 7 de setembro de 2022

O ATIRADOR * Adoro Cinema

O ATIRADOR

SINOPSE & INFO

Bob Lee Swagger (Ryan Phillippe) é um atirador da elite naval que descobre um atentado contra o presidente dos Estados Unidos. Ao tentar impedir este assassinato, ele é traído e se torna o principal suspeito do crime. Enquanto é caçado, Swagger terá que encontrar uma forma de provar sua inocência.

FONTE

terça-feira, 6 de setembro de 2022

PONTO CEGO * Adoro Cinema

PONTO CEGO
CONFIRA

Em meio à música e tensão, a busca pela própria identidade 
por Barbara Demerov

Histórias reais de figuras marcantes da sociedade são frequentemente adaptadas para o cinema – sejam elas de um passado muito distante ou próximas do presente. Mas há outro tipo de cinema biográfico, cujos filmes não possuem um protagonista único pois retratam parte da realidade de milhares de pessoas. Este é o caso de Ponto Cego, cuja história de um homem é, na verdade, a representação de muitos.
O primeiro longa-metragem de Carlos Lopez Estrada traz sagacidade e seriedade em perfeito equilíbrio, demonstrando uma diretriz bem focada na rotina dos moradores de Oakland e no quanto as mesmas realidades tornam-se discrepantes de acordo com as etnias de cada um. Ao mesclar poesia (tanto nas falas do protagonista quanto na composição de algumas cenas, que transmitem um ar fora da realidade) com a violência da polícia e o medo que vive dentro do protagonista Collin (Daveed Diggs), é possível sentir a urgência desta história e a necessidade dela ser contada com um estilo que transita entre a descontração e a intensidade.

A cada frase dita em tom de brincadeira, uma verdade; e a cada olhar preocupado de Collin (prestes a sair da condicional), a certeza de que a intolerância permanece de forma inquietante. Em Ponto Cego, tudo acontece pelo olhar do protagonista, que enxerga as diferenças entre si mesmo e seu melhor amigo Miles (Rafael Casal) a partir do momento em que vê um homem negro sendo executado na sua frente. Ao notar a diferença de tratamento entre negros e brancos dentro do mesmo bairro, Collin tenta lidar com um trauma pessoal e que também diz respeito à sociedade. O medo de prejudicar sua condicional vai de encontro com o medo de se tornar parte de uma estatística que não traz justiça, e o roteiro (escrito por Diggs e Casal) salienta bem este sentimento.

Por mais que o visual de Ponto Cego seja colorido e "leve", exibindo a beleza do bairro e união entre os moradores, o peso da temática está sempre ali, presente nas entrelinhas até que vá aparecendo cada vez mais. O porte de armas e drogas entra em pauta, mas não tanto quanto a questão da identidade: o branco se porta como negro, o negro tem medo de ser negro - e se essa abordagem já é forte, imagine quando ela é trabalhada entre dois amigos. Collin e Miles representam uma microparcela da sociedade americana, mas ao mesmo representam muito justamente por serem politicamente opostos.
Ao mesmo tempo em que veem Oakland passar por uma gentrificação que altera suas percepções do local, ambos os homens também ficam confusos quanto a si mesmos, quanto aos seus propósitos e missões como indivíduos. O ato de portar uma arma, por exemplo, resulta em tranquilidade para um e em desespero para o outro - pois um é o vigiado, enquanto o outro é o inocente em qualquer e toda situação. Com o desenvolvimento da amizade entre Collin e Miles e o foco explícito em suas escolhas e receios, é curioso refletir sobre o quanto o filme nos aproxima de cada um através da desigualdade e truculência policial. Temas que, além de serem delicados, não fazem parte da realidade de todos.

Mas não é só de tensão que se forma Ponto Cego: um fator que auxilia na leveza da trama é a música. A trilha-sonora também é composta por canções que Collin e Miles interpretam em forma de rap sobre a rotina que os cerca. Assim como as canções, os diálogos e a dinâmica da dupla são realmente facilitadores de compreensão, fazendo com que nenhum dos dois sejam vistos como criminosos malvados. Na verdade, o que acontece é exatamente o contrário, pois é inquietante perceber que ambos tentam fazer o certo – mesmo que por vias tortas.

A empatia permeia seus personagens e a cidade onde vivem, ao mesmo tempo em que é inevitável sentirmos medo, como se algo trágico pudesse acontecer a qualquer momento. Ao intercalar emoções de maneira fabulosa, como em uma montanha-russa, Ponto Cego não só é um retrato de como o racismo age em nossa sociedade como também nos auxilia a entender mais sobre sua existência de um modo que só o cinema consegue traduzir: aproximando a arte do que é trivial.

ADOROCINEMA

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

V: A BATALHA FINAL | Uma Obra Fascinante sobre Autoritarismo e Resistência * ( Frente Revolucionária dos Trabalhadores - FRT )

V: A BATALHA FINAL
Uma Obra Fascinante sobre Autoritarismo e Resistência

V: A Batalha Final, Os Extraterrestres na Batalha Final, Os Extraterrestres no Planeta Terra ou simplesmente V é uma franquia fantástica que nasceu como um grande alerta sobre os riscos do autoritarismo e a importância da resistência, um thriller político que ganhou uma roupagem de ficção científica e se tornou um ícone dos anos 80.

A história mostra a chegada de naves espaciais no planeta Terra, com aliens que afirmam ter vindo em paz, mas que escondem segredos sinistros da humanidade, segredos que podem colocar nossa espécie em risco. Cabe a um corajoso grupo de resistência lutar contra os invasores do espaço, em uma batalha que fez muita gente ficar grudada na televisão.

A minissérie passou aqui no Brasil no SBT e na Globo na década de 80, e é um dos melhores estudos sobre as ascensão de forças autoritárias na ficção, com todo o charme oitentista dos filmes de ação dessa época. Em 2009 ela ganhou ainda um remake chamado V: Os Visitantes.

sábado, 27 de agosto de 2022

CINEMA SOVIÉTICO E RUSSO EM CASA * CPC-UMES Filmes

CINEMA SOVIÉTICO E RUSSO EM CASA

CPC-UMES Filmes

Nesta sexta-feira, 26/08/2022, demos continuidade a programação do projeto “Cinema Soviético e Russo em Casa", com as exibições gratuitas no canal do CPC-UMES Filmes no YouTube. 


Neste final de semana exibiremos

*O ESPELHO (1975), De Andrei Tarkovsky.*


No filme, Alexei, homem na casa dos 40 anos e à beira da morte, relembra seu passado, a infância, os horrores da guerra e a relação com sua mãe e sua ex-esposa. As imagens se misturam com imagens de arquivos sobre a Guerra Civil Espanhola e a Segunda Guerra Mundial. 


O Espelho ocupa lugar especial na filmografia de Tarkovsky, e traz fortes traços autobiográficos, principalmente relacionados à sua infância. O diretor filmou sua mãe, Maria Ivanovna Vishnyakova-Tarkovskaya, então idosa, e os poemas de seu pai, Arseny Tarkovsky, permeiam a narrativa e foram recitados pelo próprio.


As exibições estarão disponíveis de *sexta, 26/08, 19h, até domingo, 28/08, 19h.*


Para acessar o canal clique em http://bit.ly/CPCUMESFilmes , e aproveite para se inscrever e ativar o sininho para receber as notificações de novidades.

O Espelho | Filme Legendado | HD
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sábado, 12 de março de 2022

NÃO OLHE PRA CIMA! * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT - BR

NÃO OLHE PRA CIMA!

- Não olhe pra cima! 
É o nome de um filme recem lançado, mas nem parece. Até dá a impressão de que trata-se de alguma coisa contra nós, algo que não podemos saber ou ver. É que algo ronda os céus e não é somente os aviões de carreira. Claro! Tem os aviões de guerra, os drones, os satélites, além dos super- heróis das tantas histórias em quadrinhos que já lemos.

- Ou será que descobriríamos algo se olhássemos para cima? 
Perguntas, tantas perguntas, e mais perguntas nos fazemos. Por exemplo, por que o Putin, presidente da Rússia, é culpado dos preços dos combustíveis, entre eles o gás de cozinha, que nós temos que pagar tão caros? 

A resposta é simples, mas precisamos fazer um passeio pela economia política para chegar a ela. É que o sistema econômico em que vivemos é o capitalismo. Há décadas ele vive uma crise terminal, devido ao avanço tecnológico, a divisão internacional dos mercados, a extinção de mão-de-obra e o desemprego, e, consequentemente, a diminuição a margem de lucro dos produtos. 

COWBOY CAMINHONEIRO

Diante disso tudo, os capitalistas se acham no direito de assaltarem nações-povos-países menos favorecidos, menos armados, subdesenvolvidos - praticando o que conhecemos como IMPERIALISMO - e se fartam de suas riquezas, como na guerra do Iraque, do Afeganistão, da Síria e tantos outros.

Em grande parte, é por isso que não gostam quando adquirimos o hábito de "olhar para cima". Porque acabamos vendo algo mais. Por exemplo, agora está ocorrendo mais uma guerra no mesmo molde das outras, baseada em rapina de riquezas nacionais feita pelo IMPERIALISMO. 

CRUZAMENTO FEIRA DE SANTANA-BA

Explico: é que em 2014, lá na Ucrânia, foi derrubado um governo eleito pelo voto direto daquele povo. Só que esse governo não seguia as ordens do IMPERIALISMO - capitaneado pelos Estados Unidos. Logo em seguida, foi empossado sem eleição nem nada um "pau manado" chamado Zelenski, tipo Bolsonaro - inclusive nazistóide - que passou a fazer tudo que o TIO SAM ( expressão pejorativa para definir os Estados Unidos) mandasse. Implantou dezenas de bases militares, laboratórios militares de produção de vírus, usinas nucleares das mais perigosas - lembre-se de Chernobil - e desenvolveu uma milícia NAZISTA, com a finalidade de eliminar estrangeiros, principalmente russos, devido ao racismo existente entre aqueles povos. Até agora se sabe que essa milícia matou 14 mil pessoas. Devido ao poderio militar adquirido, a Ucrânia assumiu a condição de ameaça à Rússia, e com total apoio da OTAN. Por isso a Rússia reagiu. E a reação da Rússia, comandada pelo Presidente Putin, está sofrendo retaliações impostas pelo IMPERIALISMO, através dos Estados Unidos e da Europa, que dispõem da OTAN para intimidar seus adversários. Entre essas retaliações, está incluído a comercialização do petróleo e seus derivados, o que acarreta a elevação dos preços no mundo inteiro. Daí, a nossa gasolina, o nosso óleo diesel, o nosso gás de cozinha, dispararam os preços.
 
FEIRA DE SANTANA

Todos se perguntam: mas Bolsonaro não faz nada? Claro que não. Ele é um "pau mandado". Mas nós sim, nós podemos mudar tudo por que nós, o povo, os trabalhadores, somos quem tudo produz. Nós temos o direito de parar este pais e exigir que o nosso país nos seja devolvido. Basta decretarmos uma 

GREVE GERAL, por:

1 - revogação de todas as privatizações;
2 - revogação de todas as reformas anti-sociais;
3 - redução da jornada de trabalho para 6 horas diárias com geração de mais emprego;
4 - cumprimento da Constituição de 1988, especialmente em saúde e educação;
5 - retirar da lista de commodites todos os ítens da cesta básica e estabelecer seus preços autonomamente;
6 - reforma urbana e agrária sob controle dos trabalhadores;
7 - revogação da Lei Anti terror;
8 - total liberdade de organização e manifestação;
9 - salário mínimo de acordo com o DIEESE;
10 - auxílio emergencial de 1SM enquanto houver pandemia do covid-19.
PETROBRAS

FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES
12/03/2022

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Terras que libertam * Diosmar Filho / BA

 TERRAS QUE LIBERTAM

ASSISTA AO FILME

O filme baiano “Terras que Libertam - histórias dos Cupertinos” foi premiado como Melhor Documentário do Five Continents International Film Festival - FICOCC 5-8, da Venezuela. Dirigido e idealizado pelo geógrafo-documentarista Diosmar Filho, o projeto apresenta a trajetória de luta e resistência da população negra quilombola na Chapada Diamantina.

A obra conquistou ainda outras duas categorias do FICOCC: Melhor Documentário com Trilha Original, assinada pelo multi-instrumentista Mauricio Lourenço; e Menção Especial no Prêmio de Melhor Cinematografia ao diretor de fotografia Chico Soares.

“Terras que Libertam - histórias dos Cupertinos” já havia sido premiado como Melhor Documentário Sul Americano no International Documentary Film Awards (Eslováquia). Além disso, o filme baiano recebeu indicações em outros concursos internacionais, tendo sido finalista do Boden International Film Festival (BIFF) e semifinalista no Stockholm Film & Television Festival (SFTF), ambos na Suécia. Em outubro, o documentário foi selecionado para participar do 7º  FestiFrance Brasil - Festival Internacional de Cinema de Belo Horizonte.