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quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

AMÉRICA LATINA: SOCIALISMO E PEDAGOGIA * PROF ROMERO VENÂNCIO - SE

AMÉRICA LATINA: SOCIALISMO E PEDAGOGIA
PROF ROMERO VENÂNCIO

Na próxima quinta (19/1) as 19:30h. seguiremos a segunda aula do curso: AMÉRICA LATINA. SOCIALISMO E PEDAGOGIA: J. C. Mariátegui, Enrique Dussel e Maria Lacerda de Moura. A obra de Mariátegui e a educação será o tema. O livro de Deni Alfaro Rubbo é uma referência importante. O livro fruto de pesquisa rigorosa num país que não tem tradição de estudar Mariátegui e sua obra. Fica a dica.
*CANAL NÃO É HERESIA – YOUTUBE*
*AMÉRICA LATINA. SOCIALISMO E PEDAGOGIA: J. C. Mariátegui, Enrique Dussel e Maria Lacerda de Moura.*
Com o Prof. Romero Venâncio (DFL-UFS)
Dias 17,19,20 (Terça, quinta e sexta) - Janeiro/2023. Sempre as 19h.
*PRIMEIRO MÓDULO:*
- América Latina e um projeto pedagógico socialista: As bases - De Mariátegui a Paulo Freire
- A herança colonial nos processos educativos
- Apresentação do ensaio de Mariátegui: “A crise universitária: crise de mestres e crise de ideias”
- De uma “universidade popular” à “Érica comunitária”. Mariátegui e Dussel
- O modelo colonial de ensino na América Latina precisa ser superado ou por uma “práxis de libertação pedagógica”
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BOUFLEUER, José Pedro. Pedagogia latino-americana. Freire e Dussel. Ijuí: editora da UNIJUÍ, 1991.
DUSSEL, Enrique. Ética comunitária. Liberta o pobre! Petrópolis: Vozes, 1986.
FREIRE, Paulo. Conscientização. São Paulo: editora Moraes, 1980.
FREIRE, Paulo e BETTO, Frei. Essa escola chamada vida. São Paulo: Ática, 1987.
MARIÁTEGUI, José Carlos. Sete ensaios de interpretação da realidade peruana. São Paulo: Expressão Popular, 2008.

CANAL NÃO É HERESIA

sábado, 13 de agosto de 2022

ESTUDAR É ALEGRIA * DJACYR SOUZA - CE

 ESTUDAR É ALEGRIA



Estudar é alegria

No futuro da nação

Quem estuda irradia

O brilho da educação

O estudante é a via

Da sempre boa ação


Estudante é futuro

Fazendo lógica real

De um ritmo seguro

Que livra de todo mal

Estudar não dá furo

E nós leva ao bom ideal


Quem estuda é

Grande em todo momento

Pois é ato de fé

Que ativa o pensamento

Todo estudo que vier

É futuro e dá alento


Estudante vai mudar

Com fé a sociedade

A magia de estudar

Nós leva pra felicidade

Estudo ajuda a pensar

E é bom em toda idade


Por isso o estudante

Deve ser homenageado

Toda hora e todo instante

Sempre terá o agrado

De um jovem infante

Em busca de um bom legado


DJACYR SOUZA - CE

sexta-feira, 29 de julho de 2022

EDUCAÇÃO POPULAR E A FORMAÇÃO POLÍTICA DA CLASSE TRABALHADORA * VÁRIOS AUTORES

EDUCAÇÃO POPULAR E A FORMAÇÃO POLÍTICA DA CLASSE TRABALHADORA

LANÇAMENTO

“Educação Popular e a Formação Política da Classe Trabalhadora - Centenário do Patrono da Educação Brasileira: Paulo Freire”

Organizado por Marcelino de Oliveira Fonteles, Maria José da Costa Sales e Elmo de Sousa Lima, o livro tem a pretensão de se somar às várias atividades de formação política das classes trabalhadoras.

Os ensaios e artigos abrangem diversas áreas sobre a formação do trabalho de base: sindical, partidária, dos movimentos populares e sociais, das comunidades de base, da educação, da cultura, da questão ambiental e urbana, da promoção da igualdade racial, sobre a concepção de mundo de Paulo Freire e do PT, dentre outras áreas.

Foram escritos por nomes reconhecidos nacionalmente como Moacir Gadotti e Pedro Pontual, Teresa Leitão, Lier Pires e Afrânio Silva, Carlos Lopes, Nelson Nery, Francisco Farias, Francisca Barros e Adriana Coutinho, Maria Dalva, Masilene Rocha, Maria do Rosário, vários doutores e doutoras, professoras titulares, mestres, lideranças políticas, populares e sindicais. Agora é adquirir e boa leitura!

É um livro de 404 páginas. O exemplar custa R$ 50,00. Você pode encontrá-lo na Livraria Entrelivros: https://www.livrariaentrelivros.com.br/produtos/educacao-popular-e-a-formacao-politica-da-classe-trabalhadora/

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quinta-feira, 23 de setembro de 2021

UMA PAULICEIA NEM TÃO DESVAIRADA ASSIM – Wilson Coêlho / ES

 UMA PAULICEIA NEM TÃO DESVAIRADA ASSIM

Wilson Coêlho / ES

Neste ano de 2021 em que Dom Paulo Evaristo Arns e Paulo Freire fariam 100 anos em setembro, pudemos desfrutar da grande homenagem que o cineasta Carlos Pronzato faz em seu documentário “Dois Paulos na Pauliceia”. Uma obra responsável e de fôlego, além de muito oportuna nos tempos que correm. Carlos Pronzato nos devolve as vozes dos dois Paulos a partir dos testemunhos de Nita Freire, Frei Betto, Luiza Erundina, Juca Kfouri, Ivo Herzog, Paulo Vanucchi, Dom Angélico Sândalo Bernardino, Margarida Genevois, Salvador Pires, Adolfo Perez Esquivel, Maria Ângela Borsoi, entre alguns outros, permeados com imagens que nos transportam para aquele momento em que esses dois defensores da liberdade estavam em ação. Dessa liberdade, no depoimento do padre Júlio Lancellotte ele declara que “Os dois têm uma chave em comum, a autonomia. Dom Paulo, uma pastoral de autonomia e, Paulo Freire, uma pedagogia da autonomia”.


Na verdade, tanto pela competência do cineasta Carlos Pronzato quanto pelo tema que ele aborda, esse filme se basta e nem necessita de uma apresentação, considerando que esses dois grandes mestres, Dom Paulo Evaristo Arns e Paulo Freire, que dedicaram suas vidas à reflexão e ao pensamento crítico a partir de seus compromissos humanistas na organização popular, arautos da esperança na possibilidade de transformar a realidade dos povos oprimidos, são em si mesmos um acontecimento.


Ainda no que diz respeito a essa obra de arte de Carlos Pronzato, também não poderia passar em brancas nuvens a beleza, o lugar e a precisão da música original de Gereba em parceria com Paulinho Pedra Azul e Xico Bizerra, ilustrando essa belíssima homenagem aos dois Paulos imprescindíveis para entender a história do pensamento e da resistência à ditadura no Brasil.


Enfim, quanto intitulo o texto de “Uma Pauliceia nem tão desvairada assim”, trata-se de uma alusão à “Pauliceia Desvairada”, de Mário de Andrade que,

na conferência “O Movimento Modernista”, quando o escritor definiu seu livro como “áspero de insulto, gargalhante de ironia”, para Carlos Pronzato, a Pauliceia significa um apelo à memória desses dois Paulos que dedicaram toda a vida em defesa da democracia que nada têm a ver com a aspereza do insulto ou gargalhante ironia, mas comprometidos com a liberdade dos oprimidos. Contando ainda com a cuidadosa produção de Paulo Pedrini e a precisa edição de Gabriel Figueira, “Dois Paulos na Pauliceia”, mais que um documentário é uma obra de arte viva e que muito pode contribuir para que as novas gerações possam conhecer um pouco da história do ponto de vista dos que resistiram e enfrentaram o autoritarismo em nosso país.

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quarta-feira, 22 de setembro de 2021

PAULO FREIRE, PRESENTE! * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT

PAULO FREIRE, PRESENTE!

A verdade histórica sobre Paulo Freire.


Por Palmira Heine


 É incrível  como as pessoas falam sem conhecimento  de causa. 

Em primeiro  lugar o "método" Paulo Freire não foi aplicado nas escolas públicas  brasileiras.  Segundo: Ele criou um método para alfabetizar adultos com base na realidade  prática deles. Ao invés de aprender apenas que Ivo viu a uva, é importante o aluno ser levado a pensar no contexto  social de quem produziu a Uva. Ao invés de usar palavras aleatórias para alfabetizar  um adulto, traga expressões  da realidade dele. 

Terceiro a educação  brasileira  está em último lugar porque o professor  é desvalorizado, recebe salário vergonhoso e ainda estão lutando para extinguir o piso do magistério.

Em quarto Paulo Freire não é culpado pelo fracasso da educação  no Brasil pois seu método não foi largamente aplicado nas escolas brasileiras, mas se fosse, com certeza não teríamos  hoje pessoas reproduzindo informações  sem saberem do que se trata. 

Quinto: O "método"  Paulo Freire se aplicava a contextos de adultos analfabetos pobres, ele encarou o grave problema do analfabetismo no Brasil  e contribuiu para pensar na prática de ensinar a ler e formar cidadãos pensantes.

Sexto: o que aterroriza  os politicos em Paulo Freire é o método revolucionário  que faz com que além de aprender a ler o sujeito tome consciência  da realidade social em que vive e isso não interessa a politicos conservadores.

Sétimo: o fato dos brasileiros  hoje não saberem Português  e Matemática  nada tem a ver com Paulo Freire pois ele falou sobre alfabetização  e não sobre conteúdos de disciplinas. 

Apesar de Paulo Freire ter criado um método para alfabetização  de adultos, sua obra vai muito além disso e revoluciona os modos de pensar a educação  trazendo para a prática pedagógica do professor  a necessária  consciência  de classe.

Infelizmente, o método  Paulo Freire foi, diante de sua importância, pouco valorizado por muitos.  Já  a valorização e o reconhecimento  internacionais desse pesquisador é imensa.

Ignorância  se combate com conhecimento! 


Vovó não viu a uva nem eu.

Sou da terra da  jabuticaba

Do siri, do araçá, sururu, jaca e goiaba,

E muitas outras coisas nativas que faziam meu viver, meu sustento. 

Não tinha esses nomes na minha cartilha de alfabetização 

Meu mundo era uma ilusão (a tal da meritocracia),

Minha escola um desalento

(para os dominantes, outros quinhentos).

Daí veio Freire  com a   pedagogia da libertação.

Mas no Brasil...

Ah! Esse Brasil!

Nos quiseram oprimidas, oprimidos.


Entanto,  exercitamos a lição 

No empenho de essa realidade mudar

E na escola da vida

E na escola para a vida,

  Jamais  contidas, contidos,

Bandeiramos o esperançar.

 

Hoje, mais do que nunca,

Ante o fascismo, flor que não se cheire,

Nossa  ciranda resistente

Agita com convicção o estandarte Paulo Freire,

Mestre e patrono sempre presente. 


Esperançar para não se deixar vencer,

Esperançar para se refazer. 



(Do Núcleo de Formação  Freire - nos cem anos do grande Educador - Guarapari/2021)


sexta-feira, 25 de junho de 2021

PAULO FREIRE MITOS E VERDADES * Caroline Monteiro

PAULO FREIRE MITOS E VERDADES
Mitos e verdades sobre a obra de Paulo Freire
O que especialistas têm a dizer sobre o que se fala do educador e filósofo brasileiro
CAROLINE MONTEIRO
*
PAULO FREIRE EM CORDEL
ALLAN SALES/PE

Mesmo após 20 anos de sua morte, Paulo Freire continua aparecendo em discussões sobre educação e em debates políticos, principalmente nas redes sociais. Reunimos as principais polêmicas em torno de seu nome para serem discutidas por quatro educadores. Todos têm alguma ligação com o trabalho de Freire – seja atuando na Educação de Jovens e Adultos (EJA), área em que ele teve grande influência, na gestão pública, em que ele trabalhou na prefeitura de Luiza Erundina, ou como representante do legado de seu pensamento (veja no final do texto a relação de nossos entrevistados).

"Paulo Freire fez doutrinação de esquerda ou marxista"

Nas manifestações contra o governo Dilma em 2015, uma faixa escrita “Chega de Doutrinação Marxista, Basta de Paulo Freire” foi vista nas ruas. Em caixa de comentários do Facebook, os ataques também são comuns. Para Felipe Bandoni, colunista de NOVA ESCOLA e professor de Ciências na EJA do Colégio Santa Cruz, as pessoas destilam ódio contra sua obra mesmo sem conhecer. “Ele é um pensador de esquerda, tem ligações com a fundação do PT, esteve no governo de Luiza Erundina e seu pensamento é voltado para questões sociais, para os excluídos. A mera associação com esse universo faz com que as pessoas destilem ódio sem se atentar ao que ele propõe.”

Segundo Luiz Araújo, ex-presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e secretário de Educação de Belém na gestão de Edmílson Rodrigues (PT), na lógica da direita combativa, aquele que desperta a criticidade está doutrinando. “Paulo Freire não era marxista,

mas um humanista radical. Existe uma ligação entre as duas correntes. Ambas lutam pela transformação da sociedade, mas não são a mesma coisa. Enquanto o humanista radical não está satisfeito com o capitalismo e acha que precisa mudar as relações, o marxismo propõe superar o capitalismo. Eles combatem o mesmo inimigo e podem encontrar caminhos comuns, mas são coisas diferentes”, diz Luiz.

"Sua obra e método são responsáveis pelas altas taxas de anafabetismo do Brasil"

“Se o método dele é tão bom, por que ainda temos adultos analfabetos no Brasil?”, perguntam algumas vozes. Em primeiro lugar, é preciso reconhecer que as taxas de analfabetismo ainda são realmente altas – embora a situação já tenha sido muito pior (veja).

Porém, responsabilizar Freire por essa situação é uma ideia que não faz muito sentido. Para Luiz Araújo, a ditadura militar é uma das principais responsáveis pela permanência do analfabetismo. “A contribuição dele foi interditada com a estrutura militar e seu exílio. Ele continuou produzindo e experimentando fora do Brasil, e esses resultados foram tardiamente conhecidos por aqui.” Segundo Luiz, a contribuição de Paulo Freire para a diminuição do analfabetismo é comprovada científica e empiricamente. “Seus conhecimentos erradicaram o analfabetismo na Bolívia, na Nicarágua e em outros países do mundo. Se ele tivesse implementado tudo o que queria no Brasil, talvez não tivéssemos esse problema.”

Maria do Pilar Lacerda, ex-secretária de Educação Básica do MEC, concorda que a situação seria melhor se ele tivesse tido mais tempo de atuar no país. “São 517 anos de história, dos quais ele só participou diretamente por 3 ou 5 anos. Criticam Paulo Freire, mas esquecem que tivemos quase 400 anos de escravidão”, diz.

"A metodologia de Paulo Freire revolucionou a alfabetização de jovens e adultos"

Em termos. A influência foi grande, mas não se universalizou. Boa parte da alfabetização ainda não segue – e nunca seguiu – os passos sugeridos em seu processo. Para Luiz Araújo, não tem como negar a contribuição do educador na alfabetização de jovens e adultos, a faixa etária que apresenta mais experimentos e comprovações, mas seu método é geral, e pode ser aplicado também para crianças.
Crédito: Divulgação / Prefeitura de Itanhaém

Segundo Felipe Bandoni, Paulo Freire não teria pensado em tudo o que pensou se não estivesse na EJA. “A educação de jovens e adultos faz com que os educadores procurem um sentido muito maior para o que está sendo estudado. Como o mercado de trabalho e o vestibular não são o foco, o professor começa a ver que assuntos do currículo tradicional não fazem sentido para a vida daqueles

alunos. Na EJA, Paulo Freire enxerga outros caminhos para usar estratégias a partir da realidade dos estudantes, por isso, ele teve mais influência do que em outras modalidades de educação.”

"Paulo Freire é a principal referência na Educação nacional"

Depende. Talvez seja para os educadores, mas nos currículos das faculdades de pedagogia ele nunca teve essa força toda. Para Luiz, antes de chamá-lo de "principal nome", é preciso avaliar de qual ponto de vista se faz a afirmação. “Ele é o mais importante do aspecto da inovação pedagógica para romper com a pedagogia tradicional, mas na luta pela escola pública e por olhar a educação como prioridade, posso destacar Florestan Fernandes e Anísio Teixeira, respectivamente”, diz.

Jayse Antonio, professor de Arte na EREM Frei Orlando, em Itambé-PE, explica que Paulo Freire é um dos mais citados em trabalhos acadêmicos, mas também considera a arte-educadora Ana Mae Barbosa, como uma grande referência.

Na opinião de Moacir Gadotti, presidente de Honra do Instituto Paulo Freire, Paulo Freire construiu não só um método de ensino, mas também uma filosofia educacional. “Seu labor intelectual foi muito além de uma metodologia. Ele foi um dos grandes idealizadores do paradigma da Educação Popular.” Moacir cita as teses freirianas que contribuíram para com o avanço na teoria e nas práticas da Educação Popular: teorizar a prática para transformá-la; reconhecer a legitimidade do saber popular e harmonização o formal e o não-formal.



"O Paulo Freire é mais valorizado fora do Brasil do que dentro"

O educador, preso pela ditadura após o golpe de 1964, se exilou primeiro no Chile, onde ficou por cinco anos, até 1969. “Lá encontrou um clima social e político favorável ao desenvolvimento de suas teses, desenvolvendo, durante anos, trabalhos em programas de educação de adultos no Instituto Chileno para a Reforma Agrária (Icira)”, o presidente de honra do Instituto Paulo Freire. Foi no Chile que Paulo Freire escreveu sua principal obra, Pedagogia do Oprimido (1968), traduzida para mais de 27 idiomas. É o terceiro livro mais citado em trabalhos acadêmicos da área de humanas e o único brasileiro a aparecer na lista dos 100 títulos mais pedidos pelas universidades de língua inglesa, consideradas pelo projeto Open Syllabus, segundo Moacir.

Para o professor Luiz, foi justamente a ditadura que contribuiu para que ele fosse mais conhecido no exterior. “Lá fora, onde ficou exilado por 16 anos, Freire produziu e experimentou. Mesmo pensando sobre o Brasil, as ideias se disseminaram primeiro fora daqui. Além disso, o brasileiro tem essa visão provinciana, de valorizar pouco o que é produzido por nós mesmos.”

Felipe Bandoni de Oliveira, colunista da revista NOVA ESCOLA e professor de Ciências na EJA do Colégio Santa Cruz, é biólogo, mestre em Fisiologia e doutor em Biologia Evolutiva formado pela Universidade de São Paulo (USP). Vencedor do Prêmio Educador Nota 10 de 2012 e Educador do Ano pelo mesmo prêmio. Felipe é um dos autores da proposta curricular de Biologia seguida pelas escolas estaduais de São Paulo e co-autor de duas coleções de livros didáticos de Ciências para o Ensino Fundamental.

Luiz Araújo, ex-presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) é doutor em Políticas Públicas em Educação pela USP e professor da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília. Foi secretário de Educação de Belém na gestão de Edmílson Rodrigues (PT) entre 1997 e 2002, presidente do Inep em 2003 e 2004 e assessor de financiamento educacional da União dos Dirigentes Municipais de Educação Nacional (Undime). Além disso, Luiz é presidente nacional do PSOL.

Maria do Pilar Lacerda, ex-secretária de Educação Básica do MEC, é graduada em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e especialista em Gestão de Sistemas Educacionais pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-Minas). Foi Diretora do Centro de Formação dos Profissionais da Educação da prefeitura de Belo Horizonte na gestão de Patrus Ananias (PT) de 1993 a 1996, secretária municipal de Educação de Belo Horizonte nas gestões de Fernando Pimentel (PT) e Marcio Lacerda (PSB) de 2002 a 2007, presidente da Undime e Secretária Nacional de Educação Básica do Ministério da Educação de 2007 a 2012. Atualmente, Pilar é Diretora da Fundação SM/Brasil.

Jayse Antonio Ferreira, professor de Arte na EREM Frei Orlando, em Itambé (PE), é graduado em Artes Visuais pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Vencedor do 8º Prêmio Professores do Brasil promovido pelo MEC na categoria Ensino Médio e finalista do Prêmio seLecT de Arte e Educação de 2017.

Moacir Gadotti, presidente de Honra do Instituto Paulo Freire, é professor aposentado da Faculdade de Educação da USP. Formado em Pedagogia e Filosofia, foi assessor técnico da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo na gestão de Mário Covas (PMDB) de 1983 a 1984 e chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura de São Paulo na gestão de Luiza Erundina de 1989 e 1990. É autor de publicações como “Educação e Poder” (1988), “Paulo Freire: Uma bibliografia” (1996) e “Educar para um Outro Mundo Possível” (2007).
(
https://novaescola.org.br/conteudo/4942/mitos-e-verdades-sobre-a-obra-de-paulo-freire)