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sexta-feira, 10 de junho de 2022

O AJUSTE ULTRALIBERAL EMBURACA O BRASIL E AGRAVA NOSSA CRISE SOCIAL * OC ARMA DA CRÍTICA

 O AJUSTE ULTRALIBERAL EMBURACA O BRASIL E AGRAVA NOSSA CRISE SOCIAL

OC ARMA DA CRÍTICA

Por onde se olhe, a conjuntura brasileira apresenta uma deterioração do cenário econômico e social para as massas trabalhadoras. Nas condições estruturais de um capitalismo dependente e subordinado, o ajuste ultraliberal agrava as condições de vida do povo e torna a barbárie e a violência parte natural da vida cotidiana.


A burguesia brasileira associada ao imperialismo não tem do que reclamar. Insensível aos sofrimentos do povo, o governo do Capitão genocida e entreguista segue impassível a agenda de reformas ultraliberais que serve para deixar os ricos cada vez mais ricos. O novo capítulo dessa saga é o assalto ao patrimônio público através das privatizações, que tem como novo alvo a Eletrobrás. O Banco Central, com sua autonomia decretada, já foi capturado pelos parasitas do sistema financeiro. E a privatização completa da Petrobrás, grande “sonho de consumo” da burguesia brasileira e internacional, continua como sua meta mais ambiciosa. O capital requer condições de vida cada vez mais deterioradas para continuar seu processo de acumulação. O lucro das empresas de capital aberto, no primeiro trimestre deste ano, ficou 55% maior do que no mesmo período do ano passado. 


A refestelança da burguesia só ocorre à custa da mega-exploração do povo. Segundo dados do IBGE divulgados em maio, a taxa de desemprego no primeiro trimestre deste ano ficou em 11,1%. Quando se analisam os dados por segmentos, as taxas ficam acima da média nacional entre as mulheres (13,7%), entre os negros (13,3%), entre os pardos (12,9%) e entre os jovens de 18 a 24 anos (22,8%). A taxa de subutilização ficou em 23,2%. Essa deterioração do mercado de trabalho se reflete no rendimento real dos trabalhadores, calculado em R$ 2.548,00, valor 8,7% menor em relação ao primeiro trimestre de 2021, quando o valor alcançou R$ 2.789,00. A proporção de trabalhadores que ganham até 1 salário mínimo saltou, de 2012 para 2021, de 33,07% da população ocupada para 36,72%. Essa queda no rendimento real se agrava com a inflação, que deteriora ainda mais o já deteriorado poder de compra dos salários. Só os alimentos, com 13%, e preços administrados como o diesel, com 22,6%, acumulam altas maiores do que a inflação geral. 


Com empregos precários, renda deteriorada e políticas públicas capturadas pelos interesses do grande capital, os segmentos mais pobres da classe trabalhadora sofrem com os impactos do ajuste ultraliberal em toda a sua extensão. Um exemplo é o do direito a habitação, que subordinado aos interesses do capital imobiliário, tem expulsado as camadas de baixa renda do proletariado para viver em áreas de risco. Não é, portanto, as fortes chuvas as responsáveis por essas mortes, mas o capitalismo. Neste ano, enchentes e deslizamentos de terra já mataram centenas de pessoas pelo país. Só em Petrópolis foram mais de 230 mortos. Na grande São Paulo morreu 34 pessoas. E agora, em Recife, os deslizamentos de terra já mataram, até o momento em que fechamos essa nota, 90 pessoas. 


A política permanente de ajuste ultraliberal, que nada mais é do que uma guerra de classe da burguesia contra o povo, acirra as tendências autoritárias e anti-populares do Estado brasileiro. Açulado pelo governo do Capitão genocida, o aparelho repressivo do Estado atua numa política de considerar o povo como o principal inimigo. O ajuste ultraliberal, para ser aplicado, requer um alto grau de violência do Estado contra o povo. No Rio de Janeiro, em 24 de maio, na comunidade de Vila Cruzeiro, uma ação combinada entre a Polícia Civil do estado e da Polícia Rodoviária Federal, matou 23 pessoas. De acordo com a Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ, existem claros indícios de execução. Dentre os mortos, pelo menos 16 não tinham mandado de prisão emitido. E para encerrar uma semana em que a tônica foi o massacre do nosso povo, em 25 de maio membros da Polícia Rodoviária Federal na cidade de Umbaúba/SE, mataram asfixiado por gás lacrimogêneo, dentro de uma viatura, Genivaldo de Jesus Santos. A cena de terror foi gravada por populares e logo se espalhou por todo o país. Não demorou e logo surgiu um vídeo de instrutor da PRF a ensinar em aula a novos membros essa técnica de tortura. 


Com tantas desgraças e violências cometidas pela burguesia e o Estado contra o povo era para o país estar em chamas. Porém, influenciados pelos aparelhos ideológicos estatais e privados, além de décadas de uma política majoritária na esquerda que resumiu a política ao voto, o que assistimos é o povo se resignar e naturalizar essa situação, como se todas as misérias que nos atingem compusessem o nosso cenário cultural. Educado politicamente a se mostrar passivo, restaria ao povo ver o curso dos acontecimentos como inevitável e impossível de mudar. 


Cabe a nós, os comunistas, a tarefa hercúlea de mostrar que outro mundo é possível. Que nada é impossível de mudar. E que a mudança de curso do nosso país requer que o povo venha para a luta, rompa com o imobilismo e tome o controle dos destinos do Brasil em suas mãos


***

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Arrocho da inflação que fez o Plano Cruzado * Apolônio Alves / PB

APOLÔNIO ALVES

nasceu Apolônio Alves dos Santos em Serraria, PB, aos 20 de setembro de 1926. Em seus documentos, no entanto, consta como nascido em Guarabira-PB, cidade para onde foi levado e onde foi criado desde a infância por seus pais, Francisco Alves dos Santos e Antonia Maria da Conceição.Começou a escrever folhetos aos vinte anos. Seu primeiro romance foi Maria Cara de Pau e o Príncipe Gregoriano, que, não podendo publicar, vendeu a José Alves Pontes, lá mesmo em Guarabira. A venda se efetuou em 1948, mas o romance só foi impresso no ano seguinte.
Em 1950, tentando melhorar de vida, foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou na construção civil como pedreiro, ladrilheiro, e, em 1960, foi trabalhar na construção de Brasília, mas sempre escrevendo e vendendo seus folhetos. É dessa época sua obra A construção de Brasília e sua inauguração, que se esgotou pouco tempo depois de publicada. Em 1961, logo após a inauguração de Brasília, voltou ao Rio de Janeiro.
Passou os últimos anos em Guarabira, Paraíba, vindo a falecer em 1998, em Campina Grande. Escreveu cerca de 120 folhetos, sendo os principais : O herói João Canguçu, Façanhas de Lampião. O aventureiro do Norte, Epitácio e Marina, O pau de arara valente, O pistoleiro da vila, Olegário e Albertina entre o crime e o amor e O noivo falso engenheiro.
*
Dele, publicamos este folheto da época do plano cruzado, que fez muito sucesso nos ônibus e trens lotados.
ARROCHO DA INFLAÇÃO
QUE FEZ O PLANO CRUZADO

01
O povo de baixa renda
está faminto e aflito
com o tal cruzado 2
e o seu plano maldito
que entre mil desesperos
deixou todos brasileiros
matando cachorro a grito
02
Para quem ganha o salário
a coisa está muito séria
o pobre trabalhador
enfraquecendo a matéria
a carestia o consome
com o salário de fome
termina tudo em miséria
03
Com este tal de gatilho
todos os meses subindo
trazendo no seu disparo
a inflação denegrindo
ao assalariado
que já vive espoliado
de fome se consumindo
04
O presidente tentou
combater a inflação
mas se viu pressionado
pelo grande tubarão
depois dos congelamentos
dos preços dos mantimentos
da nossa alimentação
05
A opressão foi porque
o presidente ordenou
congelar todos os preços
e a SUNAB mandou
sua administração
fazer fiscalização
e todos preços baixou
06
Com isto os comerciantes
tornaram-se revoltados
e começaram esconder
os gêneros necessitados
para alimentação
de toda população
foram todos sonegados
07
Faltou peixe, frango e ovos
e também carne de gado
um produto essencial
que é o mais procurado
e o povo doido e faminto
corria apertando o cinto
para o supermercado
08
Após a última eleição
conforme o partido quis
ganhou o PMDB
de norte a sul do país
porém ninguém se conforma
pois uma nova reforma
fez todo mundo infeliz
09
- Nova Reforma Econômica
o governo decretou
o plano cruzado 2
quando Sarney assinou
aquele plano frustrado
que estava camuflado
como uma bomba estourou
10
Aí Sarney afrouxou
as rédeas dos tubarões
por se ver pressionado
por grandes sonegadores
desfez os congelamentos
dos preços dos mantimentos
de nossas manutenções
11
Logo nos supermercados
começaram a aparecer
todos aqueles produtos
que estavam a esconder
sem SUNAB nem tabela
mas ninguém abria a guela
pois precisávamos comer
12
Logo carne de primeira
passou a custar oitenta
cruzados, e atualmente
está por cento e cincoenta
e trinta e cinco a sardinha
até o gás de cozinha
já passou para noventa
13
Conforto nem proteção
não há para o operário
o pobre pai de família
num sacrifício diário
saiu de sua residência
encarando a violência
por um mesquinho salário
14
Enquanto o pobre operário
de todas as capitais
ganham salário de fome
os distintos marajás
ganham milhões de cruzados
em suas mansões deitados
comendo finos manjás
15
Por isto que nós estamos
no mato sem ter cachorro
muitos vergados de fome
outros pedindo socorro
sofrendo de dia a dia
sem pão e sem moradia
dependurados no morro
16
Estamos em um país
sem lei, sem democracia
sem regime, sem justiça
sem nada de maestria
só existe sabotagem
maldade e crocodilagem
e muita demagogia
17
O nosso rico país
é todo dos magnatas
estamos todos sujeitos
aos ladrões de gravatas
todo político promete
isto sempre se repete
no fim tudo são cascatas
18
E os colarinhos brancos
de grupos organizados
também os tais marajás
em quase todos estados
com sua opulência
deixam o país em falência
com os seus cofres quebrados
19
O nosso país está
sem ter autoritarismo
sem governo, sem justiça
sem paz e sem mais civismo
sem um domínio perfeito
e todo o povo sujeito
ao grande banditismo
20
Ninguém acredita mais
em nossos governadores
pois eles querem cumprir
a lei com todos rigores
o máximo esforço oferece
porém ninguém obedece
as ordens superiores
21
A inflação vai correndo
em um ritmo galopante
pedimos botar um freio
d'uma forma dominante
não deixar nossa nação
sofrer a exploração
do tubarão inconstante
22
A onda inflacionária
cria e generaliza
a violência e a fome
já portanto alguém precisa
que as providências tome
que o povo morrendo a fome
nada de bom realiza
23
A nossa nação precisa
de um governante forte
dinâmico, herói, destemido
agindo de sul a norte
encarando o despotismo
contra o grande banditismo
em luta de vida ou morte
24
Pois o nosso mundo está
cheio de revolução
greves pra todos os lados
reboliço e confusão
ninguém não tem mais prazer
de neste mundo viver
com tanta rebelião
25
A grande devassidão
o ódio, o crime, a maldade
o sequestro e o estupro
e toda perversidade
findou-se pra nunca mais
o nosso sossego e paz
na nossa comunidade
26
O vício, o tóxico, a desordem
cada é contribuinte
da grande desarmonia
da vileza, o mau requinte
pedimos com mais fervores
luzes para os diretores
da nossa constituinte
27
Rogamos ao poder
Supremo da Divindade
que defenda o nosso mundo
de tanta barbaridade
que mande paz, esperança
mais sossego e mais bonança
para toda humanidade
28
Porque conforme vivemos
neste regime moderno
n'um mundo cheio de horrores
que somente o Pai Eterno
nos livra do terrorismo
do mundo cheio de abismo
já parecendo o inferno
29
Já que não existe mais
justiça nem disciplina
só o poder do dinheiro
ao mundo inteiro domina
se a lei da terra é vulgar
vamos então apelar
para a justiça Divina
30
O que dizem as escrituras
estamos vendo os sinais
quando no mundo acabar-se
sossego, bonança e paz
e houvesse fome e guerra
era prenúncio que a terra
marchava para os finais
31
Realmente estamos vendo
o que dizem as profecias
que o nosso mundo está
já nas últimas agonias
porque nossas invenções
de todas as gerações
estão encurtando os dias
32
Aqui eu peço desculpas
as forças Superiores
livrem-me de algum castigo
vejam os meus dissabores
escrevendo eu desabafo
sem agressão nem sanafo
sensibilizo aos leitores. FIM

MAIO DE 1987

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Tribuna Proletária debate conjuntura * Partido Comunista do Povo Brasileiro/PCPB

 TRIBUNA PROLETÁRIA

DEBATE CONUNTURA
https://www.youtube.com/watch?v=2TB5iPD_KXw 
-&-
Toda 4ªfeira, às 19 horas, a Tribuna Proletária e o PCPB - Partido Comunista do Povo Brasileiro, convida seus amigos, círculos políticos e militantes para uma análise dos principais assuntos da conjuntura brasileira e mundial , sempre com um tratamento didático, sem sociologismos, para que todos possam participar em nível de igualdade. 

Não perca. Seja bem vindo!
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domingo, 16 de agosto de 2020

Uma Nova Semana Com o Velho Poder * Pedro César Batista / DF

Uma nova semana com o velho poder


O Brasil aproxima-se da marca de 110 mil famílias enlutadas, enquanto ônibus ficam mais lotados e cresce o movimento nos bares, os bilionários ficam mais ricos e o chefe miliciano, o presidente jagunço do capital, segundo a última pesquisa divulgada, aumentou seu apoio político na sociedade.


Assim como antes da covid (AC), os donos dos Bancos, latifundiários e a grande imprensa, seguem defendendo o estado mínimo, a eliminação de políticas sociais, a retirada de direitos dos trabalhadores, a privatização do patrimônio nacional e destacando os valores que sustentam o sistema, o lucro, os negócios e o todo poderoso mercado. Quando vier o DC – depois da covid, também não será diferente.


Os velhos inimigos do povo, que cinicamente se auto intitulam novo até no nome de um de seus partidos, como o do governador fascista de Minas Gerais, Zema, que, em plena pandemia, destrói escolas, ataca crianças e seus familiares, tudo para preservar o latifúndio, defender estelionatários e garantir um bom negócio com o maior produtor de café do Brasil, de olho nas terras do quilombo de Campo Maior. Tudo com ordem judicial, assim como sempre fez o Poder Judiciário para preservar o status quo e a riqueza nas mãos dos poderosos.


O que é preciso mudar é a forma de enfrentar a classe dominante e seu aparato jurídico e político. Se cada força que se autoproclama de esquerda seguir atuando em faixa própria, sonhando em eleger um vereador (o que não deixa de ser importante), o que se tornou mais difícil para os partidos ideológicos com o fim da coligação proporcional, ou se satisfazer ao afirmar que tal movimento é seu, com ataques, acusações, ironias e atomização crescente entre dentro do campo popular e de esquerda, que combate os velhos crimes da burguesia, a correlação de forças não se alterará.


Não é possível ter ilusões com a burguesia e seus agentes. A elite brasileira tem como herói Duque de Caxias, que queimava crianças no Paraguai, Borga Gato, que tinha prazer em matar e dizimar os povos indígenas, Brilhante Ustra, que torturou crianças na frente de suas mães. Sem falar em seus novos ídolos, Bolsonaro, um mito que foi expulso do Exército, Paulo Guedes, um traidor do Brasil, agente dos negócios de Wal Street. Muitos generais, jornalistas, médicos, poetas, pastores e proprietários de terras são fiéis aos seus referenciais, por isso não se compadecem com mais de 100 mil vidas perdidas, a destruição de escolas, crianças sendo atacadas pela polícia ou o assassinato de jovens nas periferias brasileira. O que importa é que o dólar passou a casa dos R$5,00 aumentando o lucro da safra de grãos. A justiça, o parlamento e o governo garantem que nada mudará. O que poderá fazer a diferença é a organização e unidade da classe trabalhadora, com seus movimentos, partidos e organizações superando o oportunismo, a estreiteza e a ilusão de classe.


Pedro César Batista /DF
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quarta-feira, 22 de julho de 2020

Os Trabalhadores e as Eleições 2020 * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT/BR

Os Trabalhadores e as Eleições 2020


No breve futuro que se avizinha, quem são os aliados dos trabalhadores? É uma pergunta chave. Desde 2016 que as derrotas sobre a classe trabalhadora vêm se acumulando e nem todas as novenas, nem todos os unguentos, nem a união de todas as benzendeiras (???), tem aliviado as dores da exploração capitalista sobre milhões de demitidos, todos empurrados para fora do mercado de trabalho e atirados às amarguras da sarjeta.

Todas as reformas foram aprovadas na cara-dura, dada a certeza que os patrões tem de que não haveria reação. Para isso, primeiro pisaram no pescoço do trabalhador, com a botina do desemprego, depois aprofundaram a perseguição às lideranças sindicais e populares com a criminalização da atividade politica dos movimentos sociais; para garantir que tudo seguiria no "mar de rosas", prenderam quem eles achavam que poderia chiar - Lula; daí, foi um passo para avançar rumo às eleições 2018 e darem mais um golpe: empossar, ilegitimamente, alguém que jamais ganhou alguma eleição. E, desta feita, criaram o factóide das fakenews, para despistar a fraude eleitoral e garantir o consenso pela manipulação exercida através da mídia. Mídia esta, paga a peso de ouro...
A partir da posse do "debil", tudo vai de déu em déu...e até a esquerda vai junto. Prova disso, é seu comportamento de macaco de auditório: tudo que o bozo fala ou faz, ela imita. Chega ao ridículo e ficar batendo cabeça por falta do que fazer até ELE soltar mais um pum...
Como ninguém contava com a ajuda do corona, agora a desgraça está posta. Não tem auxílio-emergencial que segure o avanço da fome, da miséria, da violência, e do caos que vem por aí. E por maior que fosse a ajuda financeira, as perspectivas futuras não são promissoras.

Ninguém ignora a falência generalizada de empresas do pequeno, do médio e até de grandes - dependendo do segmento - em todos os ramos de atividade econômica, como também jamais será novidade a incapacidade do Bozo para gerir a implementação do crescimento econômico. Aliás, nem pensar em cobrar dele esse tipo de compromisso, pois os seus donos estão atentos, desde Washington até à FIESP. É preciso que todos acordem para o fato de que as metas do imperialismo não incluem - há muito tempo - o desenvolvimento nacional de país nenhum. Apenas o retorno em dividendos de suas aplicações nas bolsas através daquelas atividade incluídas no rol das comódites com alta circulação internacional. 

E para garantir sua continuidade, basta consultar a beligerância implementada pelo país testa-de-ferro - Estados Unidos da América, do Norte - tendo à frente outro Bozzo, com o nome de Trump. Verifique também a quantidade de ameaças às nações escolhidas como alvos, geralmente, devido a quantidade de riquezas naturais ou não, de seu interesse. Só assim, é possível entender a grande negociata entre os saqueadores do Brasil e seu conjunto mundo a fora, para assaltarem o parque natural e industrial brasileiro.

Diante disso, perguntamos, mais uma vez: nestas eleições que se avizinham, quem são os aliados dos trabalhadores?
Sem entender o que dissemos acima, não  entenderemos o tabuleiro político que temos em nossa frente. Pelo que verificamos hoje, cercado de hienas,  o bozo vem se safando com o apoio da direita neoliberal e do Centrão. Vejam bem que ele afastou aquelas ordes baderneiras das portas do palácio, que causaram até prisão de seus melhores "provocadores",  inclusive as caravanas que o visitavam todo domingo. Ou seja, aquele beija-mão deu prejuízos. Somado a isso, sua indiferença ante os resultados da pandemia, é o maior capital político disponível à oposição, dita democrática, popular, de esquerda, socialista etc. Suas viagens e "saidinhas" repentinas, as inaugurações de obras da gestão Dilma, o eterno bate-assopra com o STF, não somam resultados satisfatórios a ponto de permitir-lhe respirar aliviado. E nem a lotação dos ministérios com milicos-paus-mandados será suficiente para garantir-lhe o posto de protagonista da gestão gorilo-bolsonarista-baderneira de privatizações e entreguismos por muito tempo: o capital sempre quer mais. Faz-se necessário pensar nisso...e isso pode causar o seu descarte a qualquer momento.

RESPONSABILIDADES DA ESQUERDA

Mas precisamos verificar o panorama eleitoral. Nesse quesito, não é Bolsonaro o "Sr dos Vostos". A situação é muito mais séria. Se pesquisarmos direito, veremos um cenário muito ruim para a esquerda. Primeiro, por sua falta de unidade num momento tão perigoso. E apesar dos solavancos ora no senado ora na câmara, o bozo mantem-se de pé... O maior problema da esquerda é a falta de foco: ela se divide e se desgasta até por ninharias. E quando se fala em nomes para fazer frente nas disputas, acontece uma guerra de foices. Ninguém reconhece os valores adversários nem os próprios. Por exemplo, se o PSOL tem Boulos - paparicado pela burguesia paulista para ofuscar o PT - seja para a disputa municipal seja para futuras, o PT se enrola entre Haddad e Suplicy ou nenhures; os demais partidos ficam na sombra pra não levar pelas caras os respingos da baixaria. No Rio, o único candidato à esquerda é a preta velha Benedita, sem prestígio inclusive no seu partido, devido ao conhecido jogo-de-cintura: gosta de compor com todo mundo.
Mas não faz medo à direita, que leva de WO. Nas demais regiões do país, apenas Belém promete um vislumbre de vitória, pra resumir o quadro da esquerda no norte-nordeste. No centro-oeste, aguarda-se o milagre de alguma zebra. No sudeste - Rio e SP - sofríveis. No sul tem alguma chance apenas em Porto Alegre.

FALTA DE OBJETIVIDADE

Portanto, a mesa do jogo político eleitoral no Brasil é toda da direita neste 2020 mergulhado no maior genocídio de que se tem notícias na história do país. E é justamente isso que não dá para entender na esquerda. Por que tanta vacilação? Por que tanta indiferença ante tamanha desgraça? Sim. INDIFERENÇA! Esta se confundindo com o protagonista do caos: Bolsonaro. Falta de capital político não é. Vejamos: desde a posse até agora, Bolsonaro já provou que não tem um articulador político, uma vez que como provam as votações das Medidas Provisórias, as votações de suas "bancadas", se si pode chamar assim, são volúveis - vide o caso FUNDEB. Tudo que ele se propõe a articular se esboroa num passe de mágica. Na área econômica, o empresariado dá linha no Guedes e as coisas se parecem como se fossem de Bolsonaro. Só assim, ele continua no posto de governo. Pra completar, sua tropa de hienas fardadas, cobertas de medalhas, não faz outra coisa a não ser se fartar nos cargos e nas verbas carimbadas. Mais nada. Qual é o problema da esquerda então? Medo? De quê? Ah, as falanges bolsonarista! Fala sério!! O que falta na esquerda é espírito de liderança. Ninguém tem que depender de Lula, de Ciro, de Dino e muito menos de Boulos. E tudo isso só confirma que são tudo farinha do mesmo saco: paus mandados dos patrões! Ou seja, se ficarmos atolados no jogo político institucional, não vai sobrar nem coveiro pra nos enterrar...
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