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sexta-feira, 23 de junho de 2023

INESQUECÍVEL SANDRINHA * Jorge Paiva.CE/CRITICA RADICAL

INESQUECÍVEL SANDRINHA
 Jorge Paiva.CE/CRITICA RADICAL


     No dia 23 de junho, sexta-feira às 17 horas, na Igreja de Fátima, haverá uma missa e concelebração da palavra em homenagem á nossa querida Sandrinha.

     Parafraseando Anselm Jappe, Sandrinha era de todas as lutas, de todas as iniciativas do Crítica, uma pessoa insubstituível, adorável, movida pelo mesmo ardor e pela mesma pureza de Rosa. 

     Ela sempre afirmava, quando surgiam obstáculos quase intransponíveis, que onde não haviam caminhos traçados nós voamos ( Rilke) 

     Esta lembrança faz irromper a dialética entre tristeza e alegria que acompanha o grupo. Tristeza porque  perdemos uma combatente imprescindível. Alegria porque o que ela plantou e regou começa a dar seus frutos. 

     Ah! Como ela abriria aquele seu sorriso inconfundível ao saber dos preparativos para o Encontro Transnacional.

    Um abraço Sandrinha!

     Sandra presente!

     Ontem, hoje, e sempre!

20/06/2023

*ATENÇÃO ATENÇÃO!*

 Jorge Paiva.CE/CRITICA RADICAL

     

     É urgente e necessário dizer a você o que está acontecendo.

     O capitalismo está no fim e quer nos arrastar com ele para o abismo. 

      *1-° prova* - Já foi anunciado que o desemprego alcança 800 milhões de pessoas.

     O sistema passou a eliminar o trabalho que constitui a substância do capital.

     Corta, portanto, o galho onde está sentado. Uma prova incontestável de que ele atingiu sua fronteira histórica.

     Daqui pode se originar uma dialética entre imanência e transcendência ao buscar a ruptura com o sistema. Ausência nas jornadas de junho de 2013 e lampejos na ocupação do Cocó.

     *2-° prova* - A política ficou subordinada á economia que gira em falso e com isso a dobradinha entre Mercado e Estado se esgota e seu reflexo imediato é  crise do trabalho, do dinheiro, da educação, da saúde, etc etc. O obscurantismo se pós - moderniza. O mundo do macho se desmancha. Recrudesce a intolerância sobre a diversidade sexual, o racismo e o feminicídio que vai a loucura exigindo que o conjunto do movimento social se fundamente, teórica e praticamente, na critica categorial ao sistema.

     *3-° prova*- O sistema não se desenvolve mais pois está no seu limite e o resultado é miséria, desemprego, violência, opressão, exploração, dominação, genocídio, ecoçídio , guerra, barbárie, inutilidade no ser humano, devastação da terra... evidenciando o fracasso do moderno sistema fetichista patriarcal produtor de mercadorias.

     *4-° prova* - A verdade começa a ofuscar a mentira. Os donos do poder e seus administradores, tanto da direita, como do centro e da esquerda, não estão mais conseguindo esconder que a realidade encostou no pensamento da crítica radical do valor - dissociação. 

      As reflexões e ações dos que explicam as causas desta catástrofe e lutam para transformar o sistema, iniciam vôos emancipatórios confrontam-se com as medidas anunciadas para tentar salvar o capitalismo que estão dando n'água.

     *5-° prova* - o alerta da comunidade científica que afirma, que se não mudarmos essa situação de terra arrasada em curso, teremos apenas 10 anos para o não retorno da extinção da humanidade e da natureza. ( Ver livro   O Decênio  Decisivo - Proposta para uma Política de Sobrevivência do professor Luiz Marques da UNICAMP) 

     Mas, não se avexe não! 

     Irrompeu uma proposta inovadora capaz de enfrentar, derrotar, superar, e suplantar essa sociedade da infelicidade "dos Homens sem Qualidades  á Espera de Godot" (ver  livro do professor Robson de Oliveira da UFC).

     Vem aí o Encontro Transnacional da Emancipação Humana e Ambiental, a nossa libertação do capitalismo.

     Ele será precedido por um Pré-Encontro e ambos serão realizados em Fortaleza e no Sítio Brotando a Emancipação, o Sítio da Rosa da Fonseca.

     São pessoas daqui, do Brasil e de vários países que se encontrarão para iniciarmos a realização da maior façanha histórica da humanidade.

     Venha para acabarmos o sofrimento construindo a Emancipação Humana e ambiental.

     *Lançamento*-  FORCAS  NO FAROL DO TITANZINHO  22 de julho, sábado a partir das17 horas.

     *VAMOS Á LUTA PELA ALEGRIA DE  VIVER!*

ALEGRIA DE VIVER!

     Não existiam caminhos emancipatórios

  traçados. Agora, estão em gestação.

No amadurecimento da crise pulsa uma candente  transformação. Ela faz ganhar corpo uma reinterpretação sobre a  natureza da crise do capitalismo, como crise de sua fronteira histórica, de seu limite.

     Uma prova consistente disso vem das pesquisas recentes sobre o uso da I A. Ela prevê o desemprego de oitocentos milhões de pessoas. Se pensarmos que um de seus integrantes pertence a uma família de cinco componentes teremos a metade da população da terra atingida. Isso mostra que o sistema entrou num beco sem saída ao cortar o galho onde está sentado. Afinal, ao eliminar o trabalho  elimina-se  a substância do capital e como consequência a própria mais-valia ( mais- valor).

     Dos alertas sobre essas consequências, bem como das jornadas de junho de 2013 e a resistência heróica do Cocó que preservou o parque ainda não foram  retiradas as consequências teóricas e práticas para  a

emancipação. Um exemplo eloquente é a  guerra em curso  entre o Oriente e o Ocidente que exibe a disputa pela hegemonia mundial  se desenrolando no Titanic.

     Essas e  inúmeras outras informações demonstram um fracasso da modernização patriarcal capitalista. Mostram que suas administrações não querem ousar transformar o sistema. Apenas, e isto tanto a direita, o centro e a esquerda, refinam novos e velhos estratagemas para tentar salvar o capitalismo. Insistem em administrar sua barbárie e isto já está comprometendo a humanidade e o planeta.

    Uma  prova irrecusável vem da comunidade científica que prevê 10 anos para, se não mudarmos essa situação, entrarmos numa fase de sobrevivência dramática. A extinção em curso já não só mostra como escancara sua cara diante de nossos olhos e de toda a humanidade.

     Estamos então diante de irrefutáveis demonstrações para suplantarmos já o moderno sistema fetichista patriarcal produtor de mercadorias. Afinal, soou o alerta para darmos um fim na história das relações fetichistas e começarmos a história da emancipação humana e ambiental.

     Essas idéias permaneceram durante muitos anos como impensáveis e tudo foi feito para mantê-las desconhecidas. Suas realizações concretas foram consideradas impraticáveis. Mas,  agora, o impensável e o impossível resolveram marcar um encontro em Fortaleza/Sítio Brotando a Emancipação. Pois,  Fortaleza e Sítio sediarão o Encontro Transnacional Emancipação do Capitalismo.

Um evento de tamanha magnitude será precedido por um Pré- Encontro ( a data está em construção) para prospectarmos bem, teórica e praticamente, as complexas questões desta  almejada e até aqui inusitada façanha histórica.

     Vem aí uma arretada programação. 

 Impossível realizá-la sem você. Ainda mais, agora,  que reunimos melhores condições para acabarmos com a quase totalidade do sofrimento humano e ambiental.

     Basta de sofrimento!

     Basta de barbárie!

     Basta de guerra!

     Basta de capitalismo!

     Vamos á luta pela alegria de viver! 

     Emancipação ainda que tardia!

     Um abraço!


 Jorge Paiva.CE/CRITICA RADICAL

terça-feira, 6 de junho de 2023

O ALERTA DE UM LIVRO IMPRESCINDÍVEL * Crítica Radical - CE

O ALERTA DE UM LIVRO IMPRESCINDÍVEL

Infelizmente, não tivemos condições de lançarmos o livro do professor Luiz Marques - o Decênio Decisivo: Propostas para uma Política de Sobrevivência (Ed Elefante) durante a Semana da Rosa.

Dimensionar, teórica e praticamente, a importância da obra constitui um vôo decisivo na compreensão da problemática ambiental, particularmente, nas comemorações do Dia Internacional do Meio - Ambiente.

A tese principal do livro é que o presente decênio é o último em que ainda podemos evitar o aniquilamento dessa civilização com todas as suas espécies, inclusive a nossa.

O livro vai muito além de uma recapitulação da ciência. O macroscópico Luiz Marques, no dizer de Antônio Nobre, nos faz compreender a gravíssima situação onde a nossa sobrevivência está ameaçada. Impõe-se, portanto, a nossa inadiável e irrecusável tarefa de superarmos esta sociedade.

Realizarmos esse lançamento nos desdobramentos Da Semana da Rosa é muito significativo:

1 - porque o professor nos convida para a construção de uma sociedade pós capitalista como uma luta incontornável que temos que realizar. E nós, sem pestanejar, acolhemos o chamamento;

2 - porque Rosa nos alertou, há tempos, sobre a natureza da crise do capital numa abordagem para além da critica da economia política onde dimensionou a conexão categorial da crise nos fundamentos do sistema e a possibilidade de irmos para muito além do moderno sistema fetichista patriarcal produtor de mercadorias.

Estamos apostando que as pessoas responderão aos alertas aqui apontados e deixem de permanecer alheias aos chamamentos da comunidade científica. Olhem atenta e criticamente para a evidência dos fatos cotidianamente apresentados.

E na busca para uma transformação da sociedade fazemos aqui um convite especial para o professor e a você para realizarmos o Encontro Transnacional Emancipação do Capitalismo para saírmos desta pré - história inaugurando uma outra história - a história da emancipação humana e ambiental.

Um abraço!
Critica Radical

domingo, 27 de novembro de 2022

MARIA LUIZA FONTENELE DE CLASSE E DE LUTA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT

MARIA LUIZA FONTENELE DE CLASSE E DE LUTA
MARIA LUIZA FONTENELE

Sim, Maria Luiza é da galeria dos imprescindíveis dos quais falava Bertold Brecht. Hoje completa 80 anos de vida que desde cedo colocou a serviço dos deserdados pelo capital. Primeira mulher a se eleger Prefeita de uma capital (a quinta do país) e primeira vitória do PT quando era um partido sem patrões e sem os elogios destes; Marxista da crítica do valor, e com brilho próprio;  expulsa do PT por não compactuar com a conciliação política com as elites historicamente dominantes e sem compactuar com a corrupção com grandes empresas em detrimento do povo; histórico pessoal de coerência de pensamentos e atitudes; feminista emancipacionista da dissociação de gênero; defensora das liberdades a presos políticos  contra a ditadura militar; forte e granitica como os monólitos de sua terra natal, o Quixadá; corajosa como Barbara de Alencar e talentosa como o cego Aderaldo, nem precisava ser tão bonita por fora como é de cabeça... Maria Luiza é um exemplo do que o Ceará produz de melhor para o mundo!!!

Por Dalton Rosado - CE

Somos Todas Marias!


“São tantas as Marias

Espalhadas pelo sertão

Que até parecem Rosas

Plantadas em mutirão”


Nossa mãe terra tá prenhe

De emancipação. 

Ela expressa seu limite

Ecológico.

E há um mal-estar 

Na sociedade modernosa.

O engenho humano

Também chegou ao seu limite.

Por enquanto, 

Se expressa no sujeito,

Com sua economia de saque.

Mas, não há razão para pânico.

Confiemos às mulheres livres

E às pessoas amorosas

A tarefa de mudar tudo.

 

Todas! Todos! Todes!

Ao aniversário de Maria da Emancipação!

https://www.instagram.com/p/ClSHyM4NpEN/?igshid=MDJmNzVkMjY= 

*

MARIA LUIZA FONTENELE


Prefeita e Deputada 

De nossa capital 

Força afamada 

Pelo jeito fraternal 

Luta declarada 

De garra sem igual 

Maria é luta 

Em nome do social 

Garra na disputa 

Solidariedade é total 

Força absoluta 

Vencendo todo mal 

Maria Luiza 

É ação e emoção 

E internaliza 

A pureza da ação 

Sua ação visa 

O bem do seu irmão 

Na luta anticapitalista 

Renunciou ao partidarismo 

Tem força realista 

Na lógica do ativismo 

Sempre pelo povo bem vista 

Pelo dom do altruísmo 

Adeus ao capitalismo 

Ele sim tem lutado 

No ato de idealismo 

E no ritmo bem provado 

Sem perder o sorriso 

Com o povo lado a lado.


Djacyr de Souza-CE

O DESVIRTUAMENTO DE PRINCÍPIOS
Um desabafo de Dalton Rosado

No tempo da ingenuidade, que todos temos pois ninguém nasce experiente, eu acreditava que poderia haver partidos políticos que respeitassem as opiniões divergentes na busca da melhor solução para os problemas sociais. Cheguei à conclusão que isso não é possível, pois o poder corrompe e a continuidade no poder corrompe muito mais.

Foi imbuído do sentimento de credulidade ingênua que ajudei a criar o PT em Fortaleza e, por extensão, no Ceará. Era o ano de 1981. A vida nos ensina e retira de nós a ingenuidade, mas podemos preservar a pureza de sentimentos. É o que tento fazer.

Advogado defensor de quem era preso pela Polícia Federal; de favelados despejados de suas moradias; de sindicatos que sofriam intervenções ditatoriais; e defensor da anistia aos presos políticos e redemocratização, entre outras lutas, vivi um período em que as diferenças no campo ideológico da esquerda eram mascaradas por um objetivo comum: derrubar o regime militar e restaurar o estado de Direito.

Foi na esteira desses acontecimentos é que o PT de Fortaleza elegeu em 1985 Maria Luíza Fontenele, que iria governar contra tudo e contra todos. Ajudei na coordenação da campanha dirigida por Jorge Paiva. Só não imaginava que iríamos governar contra a própria esquerda, pois cedo o próprio PT passou a divergir da postura de não conciliação com as tradicionais forças conservadoras da elite brasileira (o presidente Sarney jamais aceitou receber a prefeita em audiência. Esse mesmo Sarney que se tornaria grande aliado do PT, posteriormente).

A direita e a esquerda se aliaram no ataque à administração popular de Maria Luíza, que terminou o seu mandato graças à tenacidade de muitos combatentes revolucionários que se ombrearam em sua defesa. Ali já ficava claro o rumo político de conciliação com a burguesia que o PT iria tomar objetivando o acesso e a tentativa de permanência no poder. Fomos expulsos do PT.

Assim, relembremos como Lula respondeu a uma pergunta sobre nós no programa Roda Viva:

AUGUSTO NUNES: Lula, por que o candidato [apoiado por] Maria Luiza [Dalton Rosado, do Partido Humanista], nesse caso, teve 3% dos votos? Você acha que o povo foi tão ingrato assim?
LULA: Em Fortaleza, a grande briga que houve -e a imprensa publicou com certa dosagem de razão-, o grande problema que existia era a briga entre o partido e Maria Luiza. Porque a companheira Maria Luiza -eu não tenho procuração; não tive para defendê-la, como não tenho para acusá-la- entendeu que o partido não existia e não houve relacionamento com o partido.


Ou seja, não é que o partido quer administrar, mas o partido tem responsabilidade perante a sociedade, porque é ele que responde para a sociedade; e, quando o partido tenta elaborar um projeto, o partido não elabora um projeto para a prefeita cumprir ou para o prefeito cumprir, o partido elabora um projeto para ser discutido no centro da sociedade como proposta partidária. E é exatamente aí que trombaram PT e Maria Luiza, e é por isso que ela se afastou do partido e saiu muito desgastada.

Está aí o resultado. E por que ela saiu do PT? Porque ela imaginava que, no PT, ainda se podia fazer política na base do coronelismo, ou seja, alguém, por ser famoso, coloca um candidato debaixo do braço e, a partir daí, obriga o partido a aceitar. Ela tentou impor um candidato, o partido tinha feito uma coligação democraticamente discutida no partido e o partido resolveu indicar outro. O que aconteceu? O partido provou que estava certo e que a Maria Luiza tinha entrado num barco furado.

ADMINISTRAÇÃO POPULAR x CONCILIAÇÃO
DO PT COM AS FORÇAS CONSERVADORAS


A verdade é que Maria Luíza foi a primeira prefeita mulher de uma capital e a primeira vitória do PT para um cargo executivo importante. Isto sem contar com nenhum vereador e sem que as capitais tivessem autonomia financeira (pois funcionavam como secretarias do Estado, uma vez que até então os prefeitos eram escolhidos pelos governadores, distorção que somente foi superada pela Constituição de outubro de 1988, cuja entrada em vigência se deu em 1989, após o fim do seu mandato).

Assim, lutou com imensas dificuldades e, inclusive, com a oposição de parte do PT local e nacional, pois a prefeita não aceitava compactuar com métodos de administração tradicionais (o habitual toma-lá-dá-cá).

Ademais, havia uma divergência ideológica com parte do PT local e nacional, pois o grupo de Maria Luíza tinha orientação marxista, e os marxistas estavam sendo perseguidos pelo grupo Articulação, do Lula. Muitos marxistas aderiram ao lulismo petista (José Dirceu, José Genoíno, Tarso Genro, José Guimarães e outros) e escaparam da degola. A expulsão da Maria Luíza, juntamente com o seu candidato à sucessão (eu, Dalton Rosado), que tinha amplas chances de vitória interna, no diretório municipal, deu-se por decisão de cúpula do diretório regional, obedecendo a orientação do diretório nacional, pela não aceitação da postura política e administrativa do seu grupo.


A conciliação do PT nacional com segmentos tradicionais e seus tradicionais métodos começou a se evidenciar a partir daí. Além da perseguição petista, da oposição de partidos como o PCdoB e hostilização que sofria da imprensa tradicional, a chamada Administração Popular sofreu a perseguição dos governos Tasso Jereissati (estadual) e do José Sarney (federal) num momento de forte dependência econômica e tributária a esses governos.

Daí decorreram graves dificuldades de administração, que lhe acarretaram impopularidade, mas pôde equilibrar as finanças públicas municipais, de modo a que o seu sucessor, Ciro Gomes, encontrasse uma prefeitura saneada e apta a receber os inúmeros projetos que se encontravam encalhados no Governo Federal (além de poder com a nova realidade de recursos financeiros estabelecidos na nova Constituição). Ciro Gomes se beneficiou dessa condição inicial, pois subiu meteoricamente de prefeito para Governador em apenas um ano de mandato.

Assim, não é verdade que eu, Dalton Rosado, advogado de causas populares e militante do PT desde 1981, secretário de Finanças da Administração Popular, fosse um candidato de algibeira, como se diz no jargão dos coronéis do sertão. Os fatos estavam em desacordo com a afirmação de Lula.

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quinta-feira, 2 de junho de 2022

Proibido Esquecer Rosa Fonseca * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT

PROIBIDO ESQUECER ROSA FONSECA

 A ROSA

Haroldo Barbosa . CE 

*

Ontem, 1º/6/22, estive no velório da Rosa. Muita emoção, reencontro com antigos camaradas de militância e a dor compartilhada.


ROSA FONSECA

Estou cada vez mais mais convencido que as redes sociais servem ao projeto da destruição e barbárie em curso (capitalismo) e que não há tecnologias neutras. Como dizia o Assange, encarcerado até hoje por ter feito seu trabalho como jornalista, “ a internet é uma ameaça à civilização humana”. 


Mesmo sabedor de tudo isso, vou usar este espaço para mais uma vez lembrar da Rosa.  Lembranças que não vou ordenar. Não vou revisar. O texto pode sair truncado, até equivocado. Mas hoje é o que eu quero compartilhar.


Me apaixonei pela Rosa desde a primeira vez que a vi. Não pessoalmente, mas em um cartaz de sua campanha eleitoral pelo PT, ainda em 1986. Pelo que lembro, as fotos dos outros candidatos eram as típicas fotos de “santinhos” de campanha. A da Rosa é essa da postagem, ou uma similar. Ela era diferente.


Quem veio de uma geração, que como eu, cresceu à sombra da ditadura, e que, ainda jovem se revoltou contra as injustiças do mundo, tinha e tem na Rosa uma referência imensa. 

Seu nome consta no livro Brasil Nunca Mais, que li antes de conhecê-la. Sendo torturada, mostraram a outro militante o que ela passava para aterrorizá-lo. Pra mim e pra muitos dessa geração, ela era quase uma lenda. 


Era a mulher de muita coragem, que ainda bem jovem, desafiou em um programa de televisão o ministro e esbirro da ditadura, Jarbas Passarinho. Por isso amargou cadeia e tortura.


Com a militância, iniciando aí por volta de 88 ou 89, a fui conhecendo melhor.

Cinco horas da manhã, de um dia qualquer nesse período, anuncia o Paulo Oliveira (porta-voz não só do Sistema Verdes Mares): Rosa Fonseca foi presa na porta da Esmaltec. Mais um dia comum.


Mas a Rosa não era só a militante. Era a professora, que mesmo em campanha eleitoral, e com um ativismo que não conhecia horário nem local, teimava em não deixar de dar aulas aos “bichinhos”, (seus alunos em uma escola municipal, se não me engano, a Estado de Alagoas, no Pirambu).


Era uma das poucas ativistas, se não a única, do grupo que hoje é o Crítica Radical,  que tocava violão. Sabia dedilhar “aquela” (forma como pedíamos) e “aquela outra”. Aquela, era “Ponta do Lápis”, do Rodger Rogério. Aquela outra, eu não recordo.


Como me lembrou ontem, durante uma conversa no velório, o Zé Maria Tabosa (e hoje o Érico Firmo em sua coluna), ela não aparece na foto oficial da posse de seu único mandato como vereadora. Pouco antes da hora solene da foto, ela abandonou a sessão para se juntar à luta de uma comunidade que estava sendo despejada pela PM.


Era a quixadaense, que em meio a reuniões de análise da conjuntura, usava frases como “as coisas estão embiocando”. Risadas e perplexidade. Era dona de um riso contagiante.


Era a estudiosa, se não me engano, mestra na área da educação, e que ainda nos anos 90, juntamente com a diretoria do Sindiute, promoveu um Encontro/Congresso com educadores e estudantes para debater sobre os efeitos nefastos do neoliberalismo que já se anunciava ainda de forma tênue.


Era a figura alegre e boêmia, quando o tempo dedicado à militância a deixava ser. Adorava uma caipirinha. Lembro de uma caminhada em comum com o Jonas Pinheiro e o professor Vicente, de madrugada, pelas ruas do Rio de Janeiro, cantando um samba do Assis Valente (Camisa listrada). Tempo de congresso da CNTE.


Tinha uma imensa paciência (em determinadas circunstâncias). Certa vez intermediei uma “entrevista” dela com umas jovens estudantes de um colégio de freiras daqui de Fortaleza. Era para um trabalho escolar, uma gincana. A mais sem noção, fez a primeira pergunta: é verdade que cortaram os bicos dos seus seios durante a tortura? A resposta começou com uma sonora gargalhada.


Era a pessoa conhecida por todos e em todos os lugares desta Fortaleza. Em 2019, participei de uma caminhada de protesto alusiva ao caso de Juan Santos. Juan tinha 14 anos e foi morto por um disparo de um PM quando festejava com amigos em uma praça de Fortaleza. Lá estava o Crítica Radical com seu carro de som. De repente, duas senhoras (acho que a mãe e a avó do garoto), se aproximam chorando, se abraçam com a Rosa, e assim seguem até ao final da passeata.


Era a ativista que não media o tamanho dos desafios. Que não se vergou ao capitalismo e que viu na ruptura e na crítica radical a saída para a crise e a emancipação humana. Que desde que a conheci, sempre teve muito carinho e cuidado com sua família. E sua família ia muito além dos parentes consanguíneos. Era a irmã da Célia Zanneti, do Jorge Paiva, da Maria Luíza. De muitas e muitos de nós.


Em um poema, o Mário de Andrade disse que era trezentos e cinquenta. A Rosa, talvez mais. Não havia só uma Rosa. Ela era muitas. Segue sendo. Lembro aqui um trecho da Canção do Tamoio, que era uma de suas citações prediletas:

“Não chores, meu filho;

Não chores, que a vida

É luta renhida:

Viver é lutar.

A vida é combate,

Que os fracos abate,

Que os fortes, os bravos

Só pode exaltar.”

Rosa Fonseca, presente! Hoje e sempre!

HOJE ESTAMOS MENOS DO QUE ONTEM
Esse primeiro de junho
De dois mil e vinte e dois
Houve um divisor de águas
Há um antes e um depois.
Na terra da qual viemos
Houve uma triste incidência
Da nossa querida Rosa
Sentimos a triste ausência
Terra da qual somos feitos,
Que nos ensina a brotar
Ensina a nos auto-prover
Ensina a nos emancipar
Dar-nos a capacidade
No estágio da florescência,
De encontrarmos o sentido
Para esta nossa existência
Pra que na realidade
Façamos a diferença
Pensando aquilo que faz
Fazendo aquilo que pensa
Como embelezou o mundo
Uma flor muito cheirosa
Exalando suas essências
Com o perfume de Rosa
Rosa de passagem efêmera
Em tudo que fez foi feliz
Fez seu retorno pra terra
Nossa mãe nossa matriz
Oh! Querida companheira
Rosa Fonseca presente
Tarefas muito importantes
Cumpriste rapidamente,
Tarefas emancipatorias
Que a ti foram confiadas
Cumprisse ainda deixando
As nossas encaminhadas
A nós que aqu'inda estamos
É cumprir o combinado
Até o final dos tempos
O que está designado.
Agradecemos-te Rosa
Pela sua grande ajuda
Pra cumprimos nossa parte
Pra ver se esse mundo muda
Desde esta fase carnal
Até outra evoluída
As da bem aventuranças
Para o Critica e o Ciclovida

MANOEL INÁCIO NASCIMENTO - CE


Hoje,
uma Rosa atirou-se no vento,
rumo à imensidão dos céus
uma flecha vermelha
facho de luz em brasa
que foi se juntar às estrelas.
Uma Rosa que fez tanto e com tanto fervor
quando caminhava entre nós,
que jamais será possível arrancá-la
aos nossos corações.
E sempre que se entoar,
em qualquer parte do mundo,
um canto de liberdade
quando um grito corajoso se ouvir
contra a opressão
qando a tenra poesia gritar ao tempo da história
uma utopia
na voz de uma criança...
Será Ela, a nossa Rosa, sempre!
que se manifesta
em sua humanidade
em sua humildade
em sua coragem.

EPITÁCIO MACÁRIO - CE
PERFIL BIOGRÁFICO

O adeus a Rosa da Fonsêca: história de uma resistente


| Ceará | Professora e ex-vereadora, Rosa da Fonsêca morreu ontem, em Fortaleza. Rosa foi personagem central na luta pela anistia e resistência à ditadura


Henrique Araújo


Quando completou 60 anos, ainda em 2009, Rosa da Fonsêca preparou uma festa aberta ao público, numa mistura de celebração e ato político. Mais de uma década depois, Rosa se despede, após falecer em decorrência de câncer no ovário.


O velório na Funerária Ethernus, das 8h às 15h, será liberado a quem queira participar da cerimônia, como talvez Rosa desejasse. O sepultamento está previsto para as 16 horas, no cemitério Parque da Paz.


Aos 73 anos, a militante, ex-vereadora e professora da rede municipal de Fortaleza enfrentava a doença havia alguns anos. Internada no Hospital São Carlos, mantinha-se firme na esperança de dobrar a enfermidade, como tinha feito com outros obstáculos que lhe atravessaram a vida. E não foram poucos.


Fundadora do grupo Crítica Radical, Rosa foi presa pela ditadura militar brasileira em 1971, aos 22 anos. Então estudante de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará (UFC) e ligada à organização Ação Popular, dava ali os primeiros passos numa trajetória de resistência contra o arbítrio, exercendo papel central na luta pela anistia e pela organização de movimentos de mulheres e de categorias no Ceará.


De lá para cá, foi vereadora e exerceu cargos de direção em entidades sindicais, mas se notabilizou mesmo como uma ativista incansável e ferrenha adepta de uma concepção emancipatória da vida e do exercício da política.


Fora da vida institucional, e ao lado dos amigos Jorge Paiva, Célia Zanetti e Maria Luiza Fontenele, companheiros de todas as horas, criou uma comunidade rural a partir da qual pretendia lançar as bases de uma nova sociabilidade, avessa ao regime do capital e em cujo horizonte fosse possível uma alternativa ao modelo hegemônico, que, de acordo com ela, levaria o planeta ao colapso.


Nessa trincheira, abdicou de si em favor da causa, como no aniversário de 60 anos, quando dispensou presentes e pediu àqueles que tinham a intenção de homenageá-la para, se possível, contribuir de alguma maneira a fim de que o Crítica Radical pudesse ter sustentabilidade financeira.


Assim foi Rosa Maria Ferreira da Fonsêca, nascida em 24 de abril de 1949, em Quixadá, filha do português Manoel Rodrigues Fonsêca com a cearense Maria Rocilda, irmã de oito - seis mulheres e dois homens -, amiga de tantos e sempre disposta a se perfilar ao lado dos mais vulneráveis.


Autor do perfil biográfico de Rosa, publicado em 2017 pelas Edições Demócrito Rocha, o jornalista e editor do O POVO Érico Firmo escreve que, "mesmo os maiores desafetos hão de reconhecer nela alguém que sempre se moveu por profunda convicção no que acredita, sem jamais colocar ambições pessoais à frente".


"Esse desapego e a falta de ambições pessoais de Rosa", acrescentou, "aliados à entrega às causas e convicções, não têm paralelo na política do Ceará".


Durante essa quarta-feira, 1º de junho, esse reconhecimento se expressou em palavras manifestadas por políticos dos mais variados campos do espectro ideológico.


Governadora do Estado, Izolda Cela (PDT) lamentou a perda. "Mulher de luta, foi representante de movimentos sindicais e sempre guiou sua atuação pela igualdade dos direitos aos mais necessitados. Além disso, desafiou a Ditadura Militar com muita bravura", escreveu.


Ex-titular do Abolição, Camilo Santana (PT) registrou "imenso pesar com a notícia da morte de Rosa da Fonseca", enfatizando que a ativista e professora "foi exemplo de luta e resistência, tendo enfrentado, com sua coragem, a Ditadura Militar, período mais difícil do nosso Brasil".


Deputado federal pelo PT, José Guimarães afirmou que o "falecimento de Rosa enche meu coração de tristeza" e que "a ex-vereadora foi uma guerreira" que dedicou a vida "à luta por justiça social e esteve na linha de frente contra a ditadura", deixando um legado "inscrito nos anais da história revolucionária do Ceará".


Já o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), reconheceu que "a história de vida de Rosa da Fonsêca tem como sinônimo um permanente compromisso com a defesa do seu povo" e que a militante foi "uma mulher de fibra que desafiou regimes ditatoriais e que soube, como poucos, fazer da luta política um sacerdócio de muita fé".


Também deputado federal, Capitão Wagner (União Brasil) lembrou de haver tido "a honra e bela experiência de conviver com Rosa da Fonseca", com quem, "independente de posições políticas", sempre teve boa relação, "a ponto de eu ganhar um apartamento em rifa promovida por ela". Em seguida, desejou conforto espiritual aos familiares de Rosa.


No ensaio biográfico que assino sobre Rosa da Fonsêca para a coleção Terra Bárbara, pelas Edições Demócrito Rocha, escrevi que dificilmente alguém na história política do Ceará fez tanto barulho com tão pouca atuação institucional. Quando falamos de Rosa, mencionamos "a ex-vereadora". Só ex-vereadora?


Sim, é comum colegas jornalistas perguntarem sobre outros cargos. Não foi deputada? Não. Foi presidente da CUT Ceará, mas definitivamente o tamanho de Rosa não cabe nos cargos que ela ocupou. Ela não gostava de instituições — é emancipadora. O papel que ela tem não é por causa desse ou daquele cargo.


Tanto que, nesse solitário mandato, ela não está na foto oficial da posse. Porque, durante a solenidade, soube que uma comunidade estava sendo expulsa das moradias e abandonou a sessão para ir até o local.


Sem mandato, em 10 de janeiro de 1988 O POVO a descrevia: "A mulher mais polêmica do Ceará". Foi das mais incômodas opositoras de Juraci Magalhães, de Ciro Gomes.


Sobre Tasso Jereissati, O POVO também citava naquele mesmo 10 de janeiro: "A simples alusão a seu nome é capaz de desconcertar o governador Tasso Jereissati".


Rompeu com o PCdoB e foi expulsa do PT. Atuou contra a ditadura militar e queria fazer parte da luta armada. Como não tinha aptidão para pegar em armas, decidiu cursar enfermagem — desistiu ao chegar às aulas práticas, da anatomia, e ver que aquilo não era para ela.


Estava na organização da luta pela anistia, até a ocupação do Cocó, em 2013, quando deu dores de cabeça a Cid Gomes. Ela coordenou o primeiro protesto do "Fora, Collor", em Juazeiro do Norte, que fez o ex-presidente dizer que tinha "aquilo roxo". Rosa fez isso e muito mais.


Mesmo os maiores desafetos hão de reconhecer nela alguém que sempre se moveu por profunda convicção no que acredita, sem jamais colocar ambições pessoais à frente. Mostra foi dada quando ela pediu demissão do cargo de auditora fiscal concursada da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz) para ser professora da rede pública de Fortaleza. Era assim, como professora, que Rosa era identificada, mais que como ex-vereadora.


Esse desapego e a falta de ambições pessoais de Rosa, aliados à entrega às causa e convicções, não têm paralelo na política do Ceará. (Érico Firmo)


Pois Rosa, fica agradecido o exemplo deixado por aqui. E não é porque você se foi que, de uma hora para outra, virou a melhor pessoa do mundo. Não. Somos dores e delícias. Ainda bem, escrevemos muito sobre seus sonhos e coletivos e protestos. Podíamos até resistir, porque nunca chegamos perto de sua radicalidade generosa para mudar o mundo, mas reportamos. Eu, Regina Ribeiro, Érico Firmo, Guálter George, Erivaldo Carvalho, Felipe Araújo e outros jornalistas do O POVO.


Por derradeiro, esperei encontrar você no dia dos 73 anos de vossa existência necessária, há umas três semanas. Não rolou, claro, porque você estava meio passarinho por causa da saúde mexida.


Pena que não nos encontraremos mais por aqui nem nesse tal "paraíso", deixei de acreditar em homens e mulheres que só perpetuam a história dos "vencedores" e ainda apoiam políticos bárbaros.


Mas olhe, tenho uma satisfação desmedida de ter tido a chance de tentar aprender com a senhora. Discurso e prática. Você foi coerente na doçura e na porrada.


Lembro da ocupação do Cocó e você diante de Cid Gomes (PDT), governador da época. Foi dialógica até onde o proselitismo rompeu o aceitável. Era apenas o corte de castanholeiras, espécies exóticas e invasoras. Porém, o fundamento radical era conseguir legalizar o Parque e expandir a consciência sobre a necessidade de uma árvore, também, ter direito à Cidade.


Há outras histórias sobre você, muitas. A melhor delas, foi a senhora ter continuado a ser a Rosa. (Demitri Túlio)


Em maio de 2017, Rosa da Fonsêca teve sua biografia lançada pela editora Demócrito Rocha, dentro da Coleção Terra Bárbara.


A obra foi escrita pelo jornalista Érico Firmo, editor-executivo do núcleo de Política do O POVO. 


"O livro é, na essência, uma reportagem. A partir da Rosa, mas que acaba indo além dela. Impossível falar da Rosa sem falar da ditadura, da anistia, da reorganização dos partidos, dos sindicatos, da CUT. Dos primórdios das organizações de mulheres no Ceará. Dos governos aos quais se opôs, de Tasso Jereissati, Ciro Gomes e tantos outros. E impossível não falar de seu grupo, não falar de Maria Luiza, de Jorge Paiva, do Crítica Radical", explicou Firmo à época. 


A Coleção Terra Bárbara, publicação das Edições Demócrito Rocha, coloca nas prateleiras os perfis biográficos de personalidades locais.


Já foram biografadas figuras como Moacir Lopes, Fausto Nilo, Chico Anysio, Dona Mocinha, Mário Gomes e Ednardo.


O intuito é destrinchar aspectos menos conhecidos da vida de personagens que nasceram ou escolheram o Estado como casa. A coleção surgiu no início dos anos 2000 e, a cada ano, tem novos títulos lançados.


Érico Firmo diz ter empregado esforços para fazer um livro "honesto e verdadeiro sobre quem é a Rosa".


Além disso, a publicação expressa as polêmicas que marcam a existência da biografada.


"Os confrontos são a tônica de sua trajetória e entendo que não seria verdadeiro abordar a história dela sem trazer esses embates e as contradições nas quais se envolveu e se envolve", aponta Firmo. (Carlos Holanda e Demitri Túlio)


https://mais.opovo.com.br/jornal/politica/2022/06/10247594-o-adeus-a-rosa-da-fonseca-historia-de-uma-resistente.html 

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COLABOROU: RONALDO ROGÉRIO
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