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domingo, 6 de novembro de 2022

HOMENAGEM * Andréa Matos - RO/Alba Valéria Aparecida da Silva-GO

HOMENAGEM


Um brinde a você que sobreviveu à longa noite fascista que se instalou no Brasil, desde 2016;


Um brinde a você que foi chamado de petralha, comunista, apenas por ter demonstrado apreço à democracia e à liberdade;


Um brinde a você que inúmeras vezes foi ameaçado e ironizado nas redes sociais;


Um brinde a você que não desistiu de lutar, mesmo quando toda a massa ignara e a grande imprensa insistia no seu discurso neo-fascista;


Um brinde a você que, pra se preservar, cortou laços com tantas pessoas com quem tinha ,antes da grande noite , um convívio sadio;


Um brinde a você que não bebeu da fonte do ódio que se espalhou pela Nação, disfarçada de justiça;


Um brinde a você que descartou o rótulo de “cidadão de bem”, enquanto milhões perdiam os direitos previdenciários e trabalhistas;


Um brinde a você que sempre foi solidário com a parcela mais frágil da sociedade;


Um brinde a você que se indignou diante das tragédias ambientais;


Um brinde a você que se entristeceu diante da verdadeira chacina que foi a pandemia de Covid;


Um brinde a você que sempre acreditou na Ciência, na vacina e não na cloroquina;


Um brinde a você que não se curvou aos falsos profetas, disfarçados de Messias;


Um brinde a você que nunca abriu os dedos das mãos pra fazer gesto de “arminha”;


Um brinde a você que resistiu, mesmo, quando milhões acreditavam no falso mito;


O percurso será longo e duro para reconstruir tudo o que destruíram, mas um brinde a você que acreditou que a primavera chegaria.

UM BRINDE À ESPERANÇA 


Eu hoje brindo a você

Que é um sobrevivente

De um governo demente Incompetente

 e fascista Tirano e egoísta 

Que no Brasil se instalou

Mas em trinta de outubro

O povo decidiu tudo

E o fascismo derrotou


Hoje eu brindo a você

Que foi chamado de petralha

De jumento com cangalha

E de pão com mortadela

Brindo a você, brindo a ela

Que resistiu a esse relho

O nosso sangue é vermelho

A bandeira verde e amarela. 


Eu hoje brindo a você

Que foi chamado comunista

De vagabundo petista

Mas que manteve a labuta

Que nunca fugiu da luta

Foi na urna e votou

E com seu voto derrotou

O genocida egoísta



 Eu hoje brindo a você

Que votou por liberdade

Que acreditou na igualdade

De um país mais humano

Botou pra fora o tirano

Trouxe de volta a alegria

Pois nossa democracia

Já não suporta esse dano.


Eu hoje brindo a você

Que nas redes sociais

Sofreu por coisas banais

Ironias, ameaça

Levante agora sua taça

E comemore feliz

Pois vencida a desgraça

Que assolava o país.


Eu hoje brindo a você

Que não deixou de lutar

Não deixou de acreditar

E de esperar por bonança 

Que manteve a esperança 

De ver chegar a justiça

Que com muita temperança 

Pôs fim a tanta injustiça

Derrotando o fascista

Que causava insegurança.


Eu hoje brindo a você 

Que viveu esse episódio

Vendo imperar o ódio 

Aqui, ali, mais além

Pelo " cidadão de bem "

Que fez arminha com a mão

Que ameaçou a nação 

E hoje está sem ninguém.


Eu hoje brindo a você

Que sempre foi solidário

Com índio e o operário 

E com a causa indigenista

Que o governo salafrário

Tratou com tanta injustiça.


Eu hoje brindo a você

Que perdeu gente com COVID

Eu peço ninguém duvide

Acreditou na vacina 

Mas esse tal presidente

Sociopata, incompetente

Quis tratar com cloroquina


Sei que o percurso foi longo

Foi triste, foi dolorido

Seu caminho foi sofrido

Mas você ficou na espera

Do raiar de um novo dia

Fé, confiança e alegria

Eis chegada a primavera.


Professora Alba, poetisa do entorno.

***

quinta-feira, 8 de julho de 2021

CHÊ * GERALDO VANDRÉ

CHÊ / GERALDO VANDRÉ

Che

Perdoa minha canção
Se canta só minha boca
Se tem forma de oração
Se a minha voz fica rouca
Qual arma sem munição
Se ela é franca mais é pouca
Enquanto fica a canção

Sobe monte desce rio
Sobe monte desce rio
Sobe monte desce rio
Vida e barbas por fazer
Sobe monte desce rio
Sobe monte desce rio
E um dia derrepente foi morto num amanheçer

Na frente de todo mundo
Pra todo mundo aprender
Quem afrouxa na saída
Ou se entrega na chegada
Não perde nenhuma guerra
Más também não ganha nada

Sobe monte desce rio
Sobe monte desce rio
Sobe monte desce rio
Vida e barbas por fazer
Sobe monte desce rio
Sobe monte desce rio
E um dia derrepente fez da morte mais viver

Quem temia teu caminho
Não podia te prender
E mesmo por traíção
Pensando que te matava
No meu corpo americano
Fincou mais teu coração

Che

Perdoa minha canção
Se canta só minha boca
Se tem forma de oração
Se ela é franca mais é pouca
Enquanto fica a canção
Se ela é franca mais é pouca
Enquanto fica a canção

Che
*
https://www.youtube.com/watch?v=6iIdle8Is5c 

MAIS HOMENAGENS A CHÊ GUEVARA
https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/conheca-10-musicas-sobre-o-guerrilheiro-argentino-cubano-ernesto-che-guevara.phtml
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