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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

CPI DO GENOCÍDIO YANOMAMI JÁ! * Alceu Castilho - SP

CPI DO GENOCÍDIO YANOMAMI JÁ!

Eu quero uma CPI dos Yanonami que investigue o dinheiro do garimpo que foi parar nos bancos. Que investigue também os bancos.

Ou o capital continuará sendo indiferente à origem do dinheiro?

Eu quero uma CPI dos Yanonami que investigue os donos da logística e dos portos, os donos dos hotéis e postos de combustível.

Vou insistir: quero uma investigação que envolva o dinheiro.

Eu quero um Tribunal Internacional que investigue os compradores estrangeiros desse ouro, os donos dos equipamentos — e os donos dos portos e bancos localizados em outros países.

Eu quero investigações sinceras. E elas passam pelo caminho do dinheiro. Da riqueza. Da desigualdade. Da ostentação. Da dolce vita.

Eu não quero só comoção, não, eu não quero um jornalismo compungido, eu quero um jornalismo crítico, um jornalismo que não seja distraído em relação aos interesses do capital.

Um jornalismo que entenda os fatos, que entenda a cadeia dos fatos, que entenda a cadeia econômica dos fatos, a singela e escancarada evidência de que o garimpo é uma das pontas de lança do capital, intrinsecamente expansionista.

Eu quero uma discussão acadêmica internacional sobre as origens econômicas (e agrárias, territoriais) dessa violência, sobre a presença obrigatória da economia ilegal no circuito de expansão da economia supostamente legal — a dos portos e hotéis e bancos.

Eu quero a Globo falando desse circuito, eu quero ver a Globo dizendo que o agro (negócio) é também garimpo e crianças famélicas e indígenas dizimados. A apontar o papel do negócio na matança, a união entre fazendeiros, garimpeiros e madeireiros.

Eu quero ver essa gente cínica chorando durante a CPI dos Yanonami ou em um Tribunal Internacional como cúmplice e como artífice, essa gente cínica respondendo como artífice da defesa de um modelo insustentável — violento.

Eu quero ver os apresentadores passarem da comoção para a consciência, a mostrar o papel sangrento do modelo, a face genocida desse sistema, sem distrações, manipulações e foco apenas nos braços armados do garimpo, nos coitados violentos com dente de ouro.

Eu quero os nomes dos mandantes, os nomes poupados dos mandantes, os nomes omitidos dos financiadores, os nomes de cada um dos engravatados (ok, o nome dos políticos também, esses despachantes), dos empresários que ganharam nas últimas décadas, com a morte de rios e indígenas, e daqueles que celebraram a expansão econômica responsável por essa mesma morte de rios e indígenas, inclusive daqueles que fazem de conta que se comovem com a morte de rios e indígenas, aí incluídas as grandes corporações, multinacionais, banqueiros.

Porque o resto é conversa para boi dormir, enganação cíclica, matança, matança igual, mais matança, matança simbólica e matança efetiva.

Alceu Castilho - SP

terça-feira, 31 de janeiro de 2023

O ESPÍRITO DA FLORESTA * BRUCE ALBERT / DAVI COPENAWA - CIA DAS LETRAS

O ESPÍRITO DA FLORESTA
BRUCE ALBERT / DAVI COPENAWA

SOS YANOMAMI

Nos últimos dias, o Brasil tomou conhecimento do violento descaso com a vida Yanomami durante o governo de Jair Bolsonaro. O resultado de tamanha negligência estatal para a comunidade indígena — e, portanto, para o povo brasileiro — é devastador e inadmissível.

Diante dessa alarmante situação, a Companhia das Letras e a Hutukara — associação presidida por Davi Kopenawa e que atua há mais de 18 anos na garantia de direitos do povo Yanomami — pedem seu apoio:

Na compra do livro "O espírito da floresta", de Davi Kopenawa e Bruce Albert, todo o lucro obtido será direcionado ao fundo emergencial de apoio aos Yanomami. Com desconto de 30% e frete grátis, a ação acontecerá apenas no site da Companhia, entre 30/01/2023 e 15/02/2023 (ou até acabar o estoque). O título será enviado aos leitores a partir de 24/03/2023, data de seu lançamento nacional.

Dos mesmos autores de "A queda do céu", o volume reúne reflexões e diálogos que, a partir do saber xamânico dos Yanomami, evocam, sob diversas perspectivas, as imagens e os sons da floresta, a complexidade de sua biodiversidade e as implicações trágicas de sua destruição.

Caso queira contribuir com a Hutukara de qualquer outra maneira, basta acessar
Pessoal esse livro vai direcionar todo o lucro pra um fundo dos povos Yanomamis, além disso está com frete grátis e 30% de desconto.

Campanha valida até dia 15/02

domingo, 6 de novembro de 2022

HOMENAGEM * Andréa Matos - RO/Alba Valéria Aparecida da Silva-GO

HOMENAGEM


Um brinde a você que sobreviveu à longa noite fascista que se instalou no Brasil, desde 2016;


Um brinde a você que foi chamado de petralha, comunista, apenas por ter demonstrado apreço à democracia e à liberdade;


Um brinde a você que inúmeras vezes foi ameaçado e ironizado nas redes sociais;


Um brinde a você que não desistiu de lutar, mesmo quando toda a massa ignara e a grande imprensa insistia no seu discurso neo-fascista;


Um brinde a você que, pra se preservar, cortou laços com tantas pessoas com quem tinha ,antes da grande noite , um convívio sadio;


Um brinde a você que não bebeu da fonte do ódio que se espalhou pela Nação, disfarçada de justiça;


Um brinde a você que descartou o rótulo de “cidadão de bem”, enquanto milhões perdiam os direitos previdenciários e trabalhistas;


Um brinde a você que sempre foi solidário com a parcela mais frágil da sociedade;


Um brinde a você que se indignou diante das tragédias ambientais;


Um brinde a você que se entristeceu diante da verdadeira chacina que foi a pandemia de Covid;


Um brinde a você que sempre acreditou na Ciência, na vacina e não na cloroquina;


Um brinde a você que não se curvou aos falsos profetas, disfarçados de Messias;


Um brinde a você que nunca abriu os dedos das mãos pra fazer gesto de “arminha”;


Um brinde a você que resistiu, mesmo, quando milhões acreditavam no falso mito;


O percurso será longo e duro para reconstruir tudo o que destruíram, mas um brinde a você que acreditou que a primavera chegaria.

UM BRINDE À ESPERANÇA 


Eu hoje brindo a você

Que é um sobrevivente

De um governo demente Incompetente

 e fascista Tirano e egoísta 

Que no Brasil se instalou

Mas em trinta de outubro

O povo decidiu tudo

E o fascismo derrotou


Hoje eu brindo a você

Que foi chamado de petralha

De jumento com cangalha

E de pão com mortadela

Brindo a você, brindo a ela

Que resistiu a esse relho

O nosso sangue é vermelho

A bandeira verde e amarela. 


Eu hoje brindo a você

Que foi chamado comunista

De vagabundo petista

Mas que manteve a labuta

Que nunca fugiu da luta

Foi na urna e votou

E com seu voto derrotou

O genocida egoísta



 Eu hoje brindo a você

Que votou por liberdade

Que acreditou na igualdade

De um país mais humano

Botou pra fora o tirano

Trouxe de volta a alegria

Pois nossa democracia

Já não suporta esse dano.


Eu hoje brindo a você

Que nas redes sociais

Sofreu por coisas banais

Ironias, ameaça

Levante agora sua taça

E comemore feliz

Pois vencida a desgraça

Que assolava o país.


Eu hoje brindo a você

Que não deixou de lutar

Não deixou de acreditar

E de esperar por bonança 

Que manteve a esperança 

De ver chegar a justiça

Que com muita temperança 

Pôs fim a tanta injustiça

Derrotando o fascista

Que causava insegurança.


Eu hoje brindo a você 

Que viveu esse episódio

Vendo imperar o ódio 

Aqui, ali, mais além

Pelo " cidadão de bem "

Que fez arminha com a mão

Que ameaçou a nação 

E hoje está sem ninguém.


Eu hoje brindo a você

Que sempre foi solidário

Com índio e o operário 

E com a causa indigenista

Que o governo salafrário

Tratou com tanta injustiça.


Eu hoje brindo a você

Que perdeu gente com COVID

Eu peço ninguém duvide

Acreditou na vacina 

Mas esse tal presidente

Sociopata, incompetente

Quis tratar com cloroquina


Sei que o percurso foi longo

Foi triste, foi dolorido

Seu caminho foi sofrido

Mas você ficou na espera

Do raiar de um novo dia

Fé, confiança e alegria

Eis chegada a primavera.


Professora Alba, poetisa do entorno.

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